Almanova – Jodi Meadows

AlmaNova

  •    Autor: Jodi Meadows
  •    Editora: Valentina
  •    Nº de Páginas: 288
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2013
  •    Título Original: Incarnate
  •    Tradutor: Ana Resende

   Avaliação: 7,5

Ana é nova. Por milhares de anos, no Range, milhares de almas vêm reencarnando, num ciclo infinito, para preservar memórias e experiências de vidas passadas. Entretanto, quando Ana nasceu, outra alma simplesmente desapareceu… e ninguém sabe por quê.
SEM-ALMA 
A própria mãe de Ana pensa que a filha é uma sem-alma, um aviso de que o pior está a caminho, por isso decidiu afastá-la da sociedade. Para fugir deste terrível isolamento e descobrir se ela mesma reencarnará, Ana viaja para a cidade de Heart, mas os cidadãos de lá temem sua presença. Então, quando dragões e sílfides resolvem atacar a cidade, a culpa deverá recair sobre Ana? 
HEART
Sam acredita que a alma nova de Ana é boa e valiosa. Ele, então, decide defendê-la, e um sentimento parece que vai explodir. Mas será que poderá amar alguém que viverá apenas uma vez? E será também que os inimigos – humanos ou nem tanto — de Ana os deixarão viver essa paixão em paz?
Ana precisa desvendar grandes segredos: O que provocou tal erro? Por que ela recebeu a alma de outra pessoa? Poderá essa busca abalar a paz em Heart e acabar por destruir a certeza da reencarnação para todos?

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Quero começar dizendo que achei essa história super original, não me lembro de ter lido nada parecido com essa premissa de almas em “looping”, ainda por cima, almas que levam as lembranças de uma vida a outra! Fiquei realmente intrigada com o que poderia causar isso e esse mistério me levou por toda a narrativa.

Ana com certeza é especial, um caso a ser estudado, como a única nova alma a encarnar em mais de 3 mil anos, só que ela não é muito popular. Ela saiu/foi expulsa de casa, logo que completou 18 anos, com um objetivo: descobrir por que era uma Almanova. Ou uma Semalma, como a mamãe megera carinhosamente a apelidou. Ela acaba na cidade das almas, Heart, um lugar muito antigo e com uma história com muitas versões, mas ainda assim incompleta. E mais, a cidade é viva.

As paredes brancas originais de suas construções, os muros de fortaleza que a cercam e uma grande torre central sem portas ou janelas, tudo isso literalmente pulsa com uma energia sinistra que parece incomodar só a Ana e ninguém mais. Vai me dizer que isso não é assustador? Essa parte já seria suficiente pra ganhar meu amor pela história, sem contar as criaturas mitológicas um pouco diferentes do que estamos acostumados…

… mas não pude lidar com os personagens.

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Por mais que todo o mundo esquisito, sílfides de FOGO, dragões (sim, dragões!) e rocas (que vim a descobrir serem pássaros gigantes da mitologia persa) terem me fascinado, eu não consegui engolir Ana, a mocinha e Sam, o ancião.

Sam me lembrou um pouco Wanda, de The Host. Alguém que teve a oportunidade de experimentar a vida de várias formas diferentes e prestou atenção a isso, absorveu as mudanças. Super legal e talz.

Ana, por outro lado, é a vitima. Ok, eu sei que ela é nova e deve ser bem difícil ter 18 anos quando todo mundo tem três milênios, mas ela reclama DEMAIS! Como essa menina gosta de uma sofrência! E se lembram que eu falei que ela saiu de casa pra descobrir a verdade sobre si mesma? Pois é, ela meio que faz tudo, menos isso. Ana se pendura em outras almas gentis, amigas de Sam, e resolve aprender suas habilidades com eles. Mas, principalmente, ela desenvolve uma relação bizarra de aprendiz com seu compositor favorito (sim, ele mesmo, o Sam).

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Diferente de muitos romances onde o cara tem centenas de anos, mas age como qualquer outro adolescente, a relação de Ana e Sam não demonstra isso. Ele fala como alguém que viveu muitas vidas (pelo menos como eu acho que alguém assim falaria), e ela demonstra a falta de experiência tanto em atos quanto em pensamentos.

Eu odiei esse par romântico. É esquisito. Pronto,  falei.

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Eu sei que ela tem 18, é maior de idade em muitos países, mas ele tem 3000 (três freaking mil!) e ‘adotou’ ela, por assim dizer, prometendo cuidar dela e ajudá-la a se tornar uma cidadã efetiva de Heart. É o professor com a aluna! Ninguém mais vê algo errado nisso?

Imagino que essa minha opinião não é muito popular, e a maioria das pessoas fica feliz por engolir qualquer par romântico que os autores queiram empurrar pra gente, inclusive eu super AMEI Crepúsculo quando eu li pela primeira vez ( *** anos atrás). Mas eu não comprei essa.

Gostaria de mais foco no verdadeiro mistério, mais enfase nos dragões (repito, dragões!) e menos estardalhaço em volta de um casal no mínimo anti-ético. Sei que cheguei atrasada nesse livro, mas se algum de vocês ainda não teve essa experiência, pense duas vezes.

xoxo

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Crave a Marca – Veronica Roth

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  •    Autor: Veronica Roth
  •    Editora: Rocco
  •    Nº de Páginas: 480
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2017
  •    Título Original: Carve The Mark
  •    Tradutor: Petê Rissati

   Avaliação: 7,0

Num planeta em guerra, numa galáxia em que quase todos os seres estão conectados por uma energia misteriosa chamada “a corrente” e cada pessoa possui um dom que lhe confere poderes e limitações, Cyra Noavek e Akos Kereseth são dois jovens de origens distintas cujos destinos se cruzam de forma decisiva. Obrigados a lidar com o ódio entre suas nações, seus preconceitos e visões de mundo, eles podem ser a salvação ou a ruína não só um do outro, mas de toda uma galáxia.

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Vamos começar falando sobre como esse livro é chato…

Sim, foi um choque pra mim também, apesar de depois eu ter mentalmente chutado minha canela depois por isso. Eu evito ler logo livros ultramegasuperesperados justamente por isso, as chances de me desapontar são enormes e meu coraçãozinho já sofreu decepções literárias o suficiente por uma vida. Mas a blogueira ouviu o próprio conselho? Nãããããão. Bem feito pra blogueira.

Não me levem a mal, eu respeito muito a Veronica! Tive um caso de amor com Divergente do momento em que coloquei minhas mãos nele até o virar da última página. E assim foi com Insurgente e até tolerei o fim de Convergente, mas sempre gostei muito do que lia dela. Isso explica o duro golpe que sofri.

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Na primeira parte do livro temos muitas cenas e ainda assim NADA ACONTECE. É frustrante e desanimador, porque eu não tinha vontade de pegar ele pra ler, acabar logo com a tortura e partir pra outra! O pior é que a Veronica não aproveitou esse grande vácuo pra explicar a sociedade extremamente complexa onde somos jogados. Fiquei tempo demais me sentindo muito burra por não estar entendendo nada! Culpando minha falta de interesse, mas voltei e reli boa parte do começo procurando respostas, procurando alguma coisa, e nada! São muitos planetas, muitas culturas, muitos termos diferentes, e normalmente eu amaria tudo isso, mas faltou uma mãozinha amiga ali pra esclarecer o leitor. Eventualmente você se acostuma (ou desiste) e incorpora todas as novidades, mas só depois de metade do livro e o final da sua paciência.

Não tinha uma alma pra dizer: “Veronica, é muita informação, filha! Vamos explicar melhor essa loucura toda?”

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Dica: tem um glossário no fim do livro. Depois de tudo que passei, quase mastiguei aquelas páginas de pura raiva.

Mas não quero ser injusta. Depois da metade as coisas melhoraram, tanto que o final foi digno da Roth genial que conhecemos!

E os personagens são impecáveis. Mais uma vez temos uma mocinha meio atormentada, mas que não se desculpa por ser um “prego enferrujado”. A diferença é que o mocinho não é nenhum Quatro. Akos é sensível e acredita que as coisas podem ser melhores, que as pessoas podem se redescobrir mais gentis. Quando Akos e Cyra se vem presos um ao outro, essa sensibilidade faz toda a diferença.

Gostei da parte onde os poderes não são os protagonistas na história. Quero dizer, eles tem muita importância sim, alguns personagens se definem por eles. Porém, diferentemente da maioria dos livros com gente cheia dospoder, aqui todo mundo tem um dom, seja um bem dahora, até um bem inútil. E as pessoas no topo das cadeias de poder estão lá por serem as mais espertas e maquinadoras, não por terem os melhores poderes… isso muda tudo! Gente, temos um vislumbre de um soldado figurante (sério, é um figurante, não tem nem meia linha escrita sobre esse personagem) que solta FOGO PELAS MÃOS e ele morreu igual uma mosca. Tipo, a Veronica samba na cara de todos aqueles livros nas nossas estantes com gente que chega até na realeza por ter poderes especiais!

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Crave a Marca está longe de ser o que eu esperava ou gostaria. Mas seu final compensa boa parte do tédio que foi o começo, e o que não compensa nós conseguimos lidar. Ele acabou no embalo de grandes revelações e com certeza deixou um gostinho de quero mais…acho que serei obrigada a ler a continuação, ainda tenho fé na Veronica. Apesar de não confiar muito nela depois do final de Convergente.

P.S.: Pra me sentir menos obtusa procurei na internet e descobri que MUITA gente ficou boiando com a construção do universo de Crave a Marca. Ufa.

Red Hill – Jamie McGuire

Red Hill capa nacional

  •    Autor: Jamie McGuire
  •    Editora: Verus
  •    Nº de Páginas: 348
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: Red Hill
  •    Tradutor: Ana Death Duarte

   Avaliação: !!!

Para Scarlet, cuidar de suas duas filhas sozinha significa que lutar pelo amanhã é uma batalha diária. Nathan tem uma mulher, mas não se lembra o que é estar apaixonado; a única coisa que faz a volta para casa valer a pena é sua filha Zoe. A maior preocupação de Miranda é saber se seu carro tem espaço suficiente para sua irmã e seus amigos irem viajar no fim de semana, escapando das provas finais da faculdade.

Quando a notícia de uma epidemia mortal se espalha, essas pessoas comuns se deparam com situações extraordinárias e, de repente, seus destinos se misturam. Percebendo que não conseguiriam fugir do perigo, Scarlet, Nathan, e Miranda procuram desesperadamente por abrigo no mesmo rancho isolado, o Red Hill. Emoções estão a flor da pele quando novos e velhos relacionamentos são testados diante do terrível inimigo – um inimigo que já não se lembra mais o que é ser humano.

O que acontece quando aquele por quem você morreria, se transforma naquele que pode lhe destruir? Red Hill prende desde a primeira página e é impossível deixa-lo até o final surpreendente. Este é o melhor da autora Jamie McGuire!

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Um adendo: antes de começar esse livro lembrei que, a menos de 4 anos atrás eu DE-TES-TA-VA zumbis. Agora sou uma viciada em The Walking Dead e PRECISO de mais bons livros sobre o assunto. Fim do adendo.

A população dos Estados Unidos se divide entre aqueles que tomam vacina e vacinam seus filhos e acreditam que elas salvam vidas, e aqueles que suspeitam que o governo está tramando algo. Mentira (ou não), uma parte da população não confia no poder benéfico das vacinas e prefere não arriscar. A Jamie deixou bem claro pra gente de qual time ela é logo nos primeiros capítulos, colocando a culpa da zumbificação numa vacina para gripe.

Vamos todos tirar um momento para refletir na ultima vacina para gripe que tomamos.

A estória começa no dia que a b@sta foi parar no ventilador em certa região dos EUA. As pessoas já sabiam que havia surtos na Europa e até na costa Lesta, mas ainda estavam céticas. Pelo que entendi, elas ainda não imaginavam o que acontecia com quem ficasse doente (estranho, muito estranho na era da internet), e tinham apenas uma leve preocupação. Scarlet (que pode, ou não ser relacionada com Scarlet O’Hara) trabalhava num hospital e soube em primeira mão o que significava estar doente.

Essa primeira parte me deixou elétrica, o corre-corre, o pânico, a rapidez de pensamento de algumas pessoas para se mexer criaram uma atmosfera contagiante. Isso, somado aos pontos de vista de Scarlet, Nathan & Miranda, que acabaram fazendo mesmo caminho sem saber, foi incrível.

Adorei como Jamie soube escrever o ponto de vista de cada um, distinguindo bem os principais e nos dando personagens secundários maravilhosos. Skeeter, cunhado de Nathan, Cooper, namorado de Ashley (que ficou meio apagadinha) e até Joey, um cara que surge na vida dos meninos, são ótimos. Acho que a imersão que experimentei foi culpa deles, personagens bem reais só querendo respirar em meio a todo o horror que estavam presenciando. Às vezes autores dão muita ênfase aos acontecimentos e não às pessoinhas que eles criaram, não estou dizendo que é errado ou que é ruim pois tem hora e lugar para tudo, mas num livro como esse, com uma pegada tão humana (desculpe o trocadilho), foi indispensável. Faz sentido?

Estou acompanhando Fear The Walking Dead e sou genuinamente interessada nessa ‘época’ pouco explorada que é o começo do apocalipse zumbi. Digo isso porque a maioria os livros que li (pois é, agora sou uma viciada) se passa depois que a coisa toda já aconteceu. Achei essa parte do livro, essa adaptação dos personagens à ideia de que agora sua vida incluiria pessoas podres sempre, foi magnífica. Estava super animada, dizendo pra todo mundo que livro TENSO E BOM E DAHORA que Red Hill era, até…

… quase o fim do livro, então a coisa desandou.

Belo Desastre, Desastre Iminente e agora Total Desastre.

A autora fez coisas com o fim desse livro que nenhum autor deveria ser permitido fazer! Ela acelerou o passo, que estava indo super bem e, de repente, se lembrou que é uma autora de romances então BAM, AQUI ESTÁ SEU AMOR INSTANTÂNEO. Não contente ela (prepare-se pra spoilers!) resolveu matar metade do elenco desse circo e fazer a personagem principal FELIZ por estar com seu recém-amor e ainda por cima dizer que agora sim, tudo está perfeito!! POR QUE???????

E então, pra finalizar, ela fecha com uma decisão TÃO inconsistente, doida de pedra, sem sentido algum que estou até nervosa só escrever sobre isso!

Queria falar com mais alguém que leu esse livro, mas não vou encorajar ninguém. Vão ler outra coisa, sério.

xoxo e bom fim de semana.