Dama da Meia-Noite – Cassandra Clare

Dama da meia-noite g1

  •    Autor: Cassandra Clare
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 574
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: Lady Midnight
  •    Tradutor: Rita Sussekind

   Avaliação: 8,5

 

Não que seja da minha conta, mas se você não leu nenhum outro livro da série Caçadores de Sombras não sei se vai entender muito esse aqui… Porém vivemos num mundo livre e spoiler não é crime. Ainda.

Em um mundo secreto onde guerreiros meio-anjo juraram lutar contra demônios, parabatai é uma palavra sagrada.

O parabatai é seu parceiro na batalha. O parabatai é seu melhor amigo. Parabatai pode ser tudo para o outro, mas eles nunca podem se apaixonar.

Emma Carstairs é uma Caçadora de Sombras, uma em uma longa linhagem de Caçadores de Sombras encarregados de protegerem o mundo de demônios. Com seu parabatai Julian Blackthorn, ela patrulha as ruas de uma Los Angeles escondida onde os vampiros fazem festa na Sunset Strip, e fadas estão à beira de uma guerra aberta com os Caçadores de Sombras. Quando corpos de seres humanos e fadas começam a aparecer mortos da mesma forma que os pais de Emma foram assassinados anos atrás, uma aliança é formada. Esta é a chance de Emma de vingança e a possibilidade de Julian ter de volta seu meio-irmão fada, Mark, que foi sequestrado há cinco anos. Tudo que Emma, Mark e Julian tem a fazer é resolver os assassinatos dentro de duas semanas antes que o assassino coloque eles na mira.

 Suas buscas levam Emma de cavernas no mar cheias de magia para uma loteria sombria onde a morte é dispensada. Enquanto ela vai descobrindo seu passado, ela começa a confrontar os segredos do presente: O que Julian vem escondendo dela todos esses anos? Por que a Lei Shadowhunter proíbe parabatais de se apaixonarem? Quem realmente matou seus pais e ela pode suportar saber a verdade?

A magia e aventura das Crônicas dos Caçadores de Sombras tem capturado a imaginação de milhões de leitores em todo o mundo. Apaixone-se com Emma e seus amigos neste emocionante e de cortar o coração no volume que pretende deliciar tantos novos leitores como os fãs de longa data

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Recomendo fortemente a leitura de As Peças Infernais e Os Instrumentos Mortais antes de embarcar nessa série. Numerosos, selvagens, gigantescos Spoilers de Instrumentos Mortais e As Peças Infernais nesse livro! Não leia se tem a mais pálida chance de ler as outras séries depois.

Enfim…

Tem alguma coisa extremamente prazerosa no ato de começar um livro que você SABE que vai gostar muito! Pode ser aquele autor que você ama, uma série que te cativou ou simplesmente aquele debut com uma sinopse tão perfeita que só um cataclismo pra fazer a história ser ruim!

E quando você termina de ler esse livro tão aguardado e pensa “Caramba, foi ainda melhor do que eu esperava”? Essa é a minha história de amor com Dama da Meia-Noite.

Ainda estou sob os efeitos alucinógenos da leitura recente, mas acho que essa trilogia vai ser ainda melhor que As Peças Infernais! Tirando o final de Princesa Mecânica, nada nessa Terra supera aquele final…

Cassie deixou seus personagens ainda mais reais, mais diferentes uns dos outros, cada um com uma personalidade bem definida e seus problemas paralelos ao restante da história. Sério, não tem como não amar os irmãos Blackthorn, não é humanamente possível! Sou filha única e sempre quis um irmão (mais velho ou mais novo, tanto faz) pra compartilhar tudo, então não é surpresa que fique encantada com esse lado do livro. A situação é agravada porque além de lindo e maravilhoso, Julian ainda ama e cuida de toda a trupe como se fosse o pai deles, não só um irmão.

Porém já dizia o ditado nerd “Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades” e Julian acaba sendo esmagado pela barra que é criar quatro crianças, ainda mais quando ele mesmo ainda é uma. Talvez um ponto irritante no livro seja que esse sufocamento é mencionado O.TEMPO.TODO. Mas prefiro relevar isso e encarar como sendo como ele realmente se sente.

Sério.

Emma, apesar de dividir o palco com vários outros personagens, é uma mocinha ótima. Passei da fase das belas, recatadas e do lar que não viram nada da vida e que seguem deslumbradas com cada palavra dita pelo mocinho do livro. Apesar de ser só uma garota de 17 anos Emma já sabe o que é bom para ela e não perde tempo sendo meiga e ponderada. Adoro.

Esse romance central impossível, com um ‘que’ de Proibido, da Thabita Suzuma, me deixou louca de tensão e foi o ponto alto da história toda. Mark, Cristina e as revelações bombásticas que não foram tão bombásticas quanto eu gostaria (e Cassie Clare já foi melhor nesse quesito) ficaram pálidos perto do que senti acompanhando esse amor.

Definitivamente o tipo de livro que te deixa pensando na história o dia inteiro, desejando ter uma pausa pra terminar logo e descobrir o que vai acontecer, mesmo sabendo que vai demorar MILÊNIOS até o próximo volume ser lançado. Se eu tinha um pezinho atrás com os Shadowhunters depois do filme e da série (que odeio com todas as forças), isso passou. Voltei com força total para o time #ContinueCriandoNovasSériesDeCaçadoresDeSombrasEternamenteCassie

xoxo e boa semana!

PS Para Quem Já Leu: Essa decisão da Emma vai dar mer%#, sim ou claro?

 

 

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A Menina Mais Fria de Coldtown – Holly Black

9788581634357

  •    Autor: Holly Black
  •    Editora: Novo Conceito
  •    Nº de Páginas: 352
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Incarceron
  •    Tradutor: Paula Rotta
  •    Avaliação: 8,5

 

No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair. Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown. A Menina Mais Fria de Coldtown, da aclamada Holly Black, é uma história única sobre fúria e vingança, culpa e horror, amor e ódio.

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Primeiramente, feliz 2015. Sim caros mortais, estou de volta, for real dessa vez e não pretendo abandonar-los tão cedo! Deixei posts prontos pra não correr o risco da não-ter-mais-tempo-para-respirar desculpa atacar novamente e tenho um bookshelf tour chegando… Não, não quero comprar ninguém, a não ser que esteja funcionando, mas realmente quero fazer o blog acordar!

Então, a resenha:

Momento reação com gifs, antes:

Que diabos faz Holly Black?

Quero dizer, por que ela é tão endeusada e blá, blá, blá?

Depois:

jhufiuhefuglkhcdsygdkcgaifygkigyfdiaugdikag

A bem da verdade, eu não sabia do que se tratava AMMFdC (ufa), não li a sinopse. Juro. Eu via e via a capa pelas minhas andanças na Amazon e mailing do Goodreads, achava a combinação do nome+capa muito f*da e obviamente reconhecia o nome da autora, meio idolatrada lá fora, mas nunca passei disso.
Assim, quando vi ele numa livraria e minha tia –se ofereceu para comprar pra mim– não podia dizer não, né?! Eu tinha prometido para mamys e boyfriend que não compraria livros por três meses depois da matança desenfreada na Bienal (30 livros), e não comprei! Ganhei, então nenhuma regra quebrada aí.

Então aqui estava eu, achando que já visto tudo o que tinha pra ver sobre vampiros e que nenhum outro autor fosse conseguir tirar alguma coisa genuinamente empolgante desse universo, quando BAM! Tana e seus amigos chegam. O livro começa com um quê de filme, o capitulo se formou claramente na minha cabeça, bom o suficiente para me deixar vidrada esperando para saber o que ia acontecer em seguida. Tana acorda depois de uma festa, cercada pelos cadáveres de seus amigos. Alguém cometeu o erro de deixar uma janela destrancada e isso bastou para que vampiros desgarrados fizessem sua própria festa.

Os sugadores de sangue saíram do caixão e se mostraram ao mundo, que, obviamente, não respondeu tão bem quanto esperavam. Cidades foram fortificadas e transformadas em verdadeiras prisões, os vampiros e infectados são jogados dentro delas, formando as Coldtowns. Até que um palhaço tem a brilhante ideia de transformar tudo num Big Brother macabro e adivinhem? Centenas de aborrecentes e pessoas de estabilidade mental duvidosa fazem de tudo para entrar nessas Coldtowns e se afiliarem ao clube dos desmortos. O detalhe, as regras são sempre ditadas pelos mais fortes, no caso os vampiros, e a corda sempre arrebenta do lado mais fraco, obviamente os humanos. Pessoas espertas não subestimam os dentuços. Eles são imprevisíveis, oscilando entre superestrelas glamourosas, animais descontrolados e loucos irremediáveis. A única certeza que Tana tem é que não vai se tornar um deles.

Objetivo dificultado depois que ela se vê, em circunstancias bizarras, fazendo sua jornada sob a proteção de um vampiro que é um pedaço de mau caminho, em todos os sentidos da palavra. E a maior razão para eu achar esse livro o máximo.

A estória varia tanto de velocidade quanto de ponto de vista, o que ajuda muito a se ter uma visão de tudo o que está acontecendo. O mito do vampiro é apresentado de uma maneira nova, mas não nova demais e a atmosfera gerada pelas Coldtowns é única. Me fazem pensar em lugares descontrolados, onde as pessoas são mais animais que gente e os deslizes acabam sempre em sangue. Já mencionei também que o livro tem um toque de terror?

Finalmente posso dizer que esse livro é na medida. Na medida para quem quer algo ágil e marcante. Na medida para quem quer sensualidade sem melação. Na medida para quem não quer vampiros garotos propaganda da Swarovski. Vamos rezar para a dona Black fazer uma continuação ou vender os direitos para alguma produtora que faça um filme incrível sobre essa estória fantástica. É o mínimo que ela pode fazer depois de um final como esse, carregado de vingança, amor e morte… só estou dizendo. Leiam A Menina Mais Fria de Coldtown, deem uma nova chance aos vampiros, ninguém vai se arrepender.

Bom fim de semana!

xoxo

Garota Tempestade – Nicole Peeler

Garota Tempestade

  •    Autor: Nicole Peeler
  •    Editora: Valentina
  •    Nº de Páginas: 278
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2013
  •    Título Original: Tempest Rising
  •    Tradutor: Ana Beatriz Manier

   Avaliação: 8,0

Mesmo tendo passado a vida inteira na pequena e conservadora cidade de Rockabill, Jane True, 26 anos, sempre soube que não se encaixava numa sociedade pretensamente normal. Durante um de seus clandestinos nados noturnos no mar congelante, desafiando um perigosíssimo redemoinho, uma descoberta terrível leva Jane a revelações surpreendentes sobre sua herança genética: ela é apenas meio-humana. Agora, Jane precisa penetrar um mundo de mitos e lendas, povoado por criaturas sobrenaturais, aterrorizantes, belas e até mortais. Características que também descrevem perfeitamente Ryu, seu novo “amigo” — um vampiro poderoso, deslumbrante e hummm, aiii… muuuito SEXY. Nesse mundo, onde há um goblin advogado, um espírito de árvore maquiador, um súcubo dona de boutique, elfos diabólicos, homens inflamáveis, seres híbridos que se transformam em animais selvagens, nada é presumível. Que dirá um romance ao molho pardo. Mas atenção, nunca, nunca mesmo, esfregue a lâmpada do gênio. Entretanto, alguém está matando meio-humanos como Jane. A pergunta que não quer calar é: os assassinatos são fruto de uma mente doentia ou há um plano macabro para exterminá-los? Se você é fã de Sookie Stackhouse, meio-humanos, vampiros sedutores e criaturas sobrenaturais, então se prepare para mergulhar de cabeça nessa deliciosa série de urban fantasy.

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Oi pessoa, lembra de mim? Sou a autora desse blog, sabe? Pois é, ele não morreu, nem eu! A não ser que você considere morte por vergonhite aguda…

Meus horários mudaram drasticamente e me vi com um pouco de dificuldade pra organizar (leia-se arrumar tempo para ler) minha vida. A peculiaridade é que agora ando com sono, tipo, muito sono! O que basicamente descaracteriza o nome do blog, a blogueira e bem, vocês entenderam, mas tudo certo, acho que é só uma fase de adaptação e pretendo logo em breve retomar meu antigo ritmo de leituras!

Blogueira lutando para permanecer acordada!

Agora, sobre a garota que nadava em redemoinhos:

“The internet is dark and full of spoilers – Melisandre, A Clash of Kings”

É a mais pura verdade.

Logo que recebi o livro também ganhei de presente spoilers que TALVEZ não fossem considerados grande coisa, mas que desmotivaram um pouco muito a minha leitura.

Eu entro em crise quando leio spoilers. É sério.

Porém, como esse era um livro que eu esperava desde o final de 2012, com boas criticas e um certo burburinho, me obriguei a jogá-lo no topo da lista de leituras jurando que não leria nada mais até que não tivesse acabado com ele!

Ainda bem!

Um estilo meio Sookie Stakehouse, com mistérios a lá Georgina Kincaid e um senso de humor bem Jane True mesmo, Garota Tempestade foi me conquistando sem que eu percebesse até que pimba! O livro tinha acabado e eu precisava da continuação pra anteontem!

A capa pode enganar, e muito, quem acha que é um juvenil, mas posso garantir que o conteúdo não deixa dúvidas. É como se alguém tivesse espremido pimentas entre as páginas ou o retirado direto da gaveta probidona da Jane. Sendo assim, não é exatamente o que eu recomendaria para menores de idade interessados, aquela velha história: seus pais vão me processar e blá, blá, blá…

Enfim, um fato marcante no enredo é que temos um romance pseudo-gostoso comumvampiroverdadeiramentegostoso que pareceria clichê entre os tantos que vemos por aí, e justamente por isso, esse “aparentemente clichê” que fiquei com um cachorro de rua atrás da orelha. Confusa, sim ou claro?

Deixa eu tentar explicar melhor, apesar de não achar nenhuma prova escrita, quando o romance surgiu tentei não me deixar muito confortável, esperando que as coisas dessem errado, que um triangulo amoroso chegasse para me assombrar, que o mundo acabasse ou coisa do estilo, mas… bem, você, eu não vou contar.

É verdade dizer que geralmente gosto muito mais dos coadjuvantes do que dos personagens principais e, mesmo Garota Tempestade ser um caso raro de heroína-legal-pra-caramba, também há as super pessoas em volta dela! Pausa para o nome da livraria de Tracy e Grizzie, amigas de Jane: Morrer de Ler. Fim da pausa. Como acompanhamos tudo em primeira pessoa, temos o mesmo nível de conhecimento de Jane e podemos fica tão, ou mais, maravilhados que ela com as criaturas que surgem em sua vida e as que já estavam por lá, mas que não sabíamos que poderiam ser tão demais assim até alguma coisa diferente acontecer!

A srta. True também tem seus mistérios, tão assombrosos para ela mesma, que ela prefere nem pensar a respeito, quanto mais falar sozinha sobre eles.

Então ela não gosta que a chamem de louca, mas acredita em vampiros e fala sozinha? Interessante.

A narrativa de Peeler talvez seja o único ponto negativo para mim. Gostaria de frases mais ritmadas, menos gírias jogadas e, em certos momentos, menos da dirty talk pré-sexo que a Jane curte. Porém, dizer que li sem grandes expectativas soa como se eu estivesse esnobando o livro, melhor dizer que li apenas para aproveitar uma estória leve e divertida e que não me decepcionei com isso. Despretensiosa, Garota Tempestade é uma fantasia urbana que entretém, te pega nas inúmeras possibilidades para a solução de seus mistérios enquanto arranca suspiros pelo romance e a criatividade.

Primeiro livro que leio da editora e posso dizer, não poderia estar mais feliz com o resultado! Vá agora pedir ao gnomo responsável pela sua região uma cópia e espere comigo pelo segundo volume, Caçadores de Tempestade!

xoxo e bom meio de semana!

Promoção Sangue & Calor

Duas séries, três livros e uma coisa em comum: vampiros muy calientes!

Gostaram? Eu sei que vocês gostaram! Estive fora por uns tempos, mas, para me redimir, trouxe essa promoção mais que especial valendo:

-Amante Libertada (Irmandade da Adaga Negra #9)

-Irmandade da Adaga Negra, Guia Oficial da Série

-A Ascensão da Meia-Noite (Midnight Breed #4)

Agradeçam à Editora Universo dos Livros que está nessa com a gente! Black Dagger Brotherhood (aqui conhecida carinhosamente com IAN) da americana J. R. Ward  e  Midnight Breed da também americana Lara Adrian são séries de sucesso internacional que super valem a pena conferir!

Para participar você deve:

– Preencher o formulário corretamente;

– Curtir o face do blog e a editora Universo dos Livros;

– Possuir endereço de entrega no Brasil, te imploro;

Eeeee se quer chances extras, você pode:
– Seguir o twitter do blog @AndhromedaG e o da editora Universo dos Livros @univdoslivros
– Seguir o blog através do e-mail (ali no canto direito);
– Divulgar a promoção (até duas vezes por dia) nas redes sociais com a seguinte frase:
 “A @AndhromedaG sabe que gosto de vampiros hot e vai sortear três desses com a @univdoslivros, just saying http://wp.me/p1V7px-AR”
– Comentar nesse post.
Preencha o formulário outra vez para cada uma dessas coisas!

RESULTADO!! (13/12)

O número sorteado foi: 

number

 

 

 

 

E o ganhador é:

Results 

 

Parabéns Andréia! Por favor responda o e-mail que estamos enviando em até 3 dias, ok? Se não obtivermos resposta nesse prazo, um novo sorteio será realizado.

Não ganhou? Não desanime e fique acordado, e participe das outras promoções!

Um lembrete para os engraçadinhos de plantão, fakes não serão contemplados.

A Sangue & Calor estará no ar até o dia 12 de Dezembro e o resultado será divulgado no dia seguinte!

Boa sorte para todo mundo!!

O Beijo da Meia-Noite – Lara Adrian

  •     Autor: Lara Adrian
  •    Editora: Universo dos Livros
  •    Nº de Páginas: 400
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2011
  •    Título Original: Kiss of Midnight
  •    Tradutor: Adriana Fernandes Machado de Oliveira

   Avaliação: 7,0

Atenção: Se você é verde como o verão (menor de idade) clique aqui e não volte até o próximo post, por favor! O conteúdo é inadequado, seus pais vão ficar bravos comigo e eu vou ser obrigada a pedir aos Outros que te levem pra lá da Muralha. Ninguém quer isso.

Um estranho moreno e sensual a observava do outro lado da boate, e foi capaz de despertar as mais profundas fantasias em Gabrielle Maxwell. Mas nada a respeito desta noite – ou deste homem – é o que parece. Pois, quando Gabrielle presencia um assassinato nos arredores da boate, a realidade se transforma em algo obcuro e mortal. Nesse instante devastador, Gabrielle é lançada em um mundo que jamais imaginou existir – um mundo onde vampiros espreitam nas sombras e uma guerra de sangue está para começar. Lucan Thorne despreza a violência de seus irmãos sem lei. Ele próprio um vampiro, é um guerreiro de Raça, e jurou proteger sua espécie – e os humanos imprudentes com quem convivem – da ameaça crescente dos Renegados. Lucan não pode arriscar um relacionamento com uma mulher mortal, mas, quando seus inimigos escolhem Gabrielle como vítima, sua única escolha é trazê-la para o escuro submundo que comanda. Aqui, nos braços do intimidante líder da Raça, Gabrielle enfrentará um destino extraordinário, repleto de perigos, sedução, e dos mais sombrios prazeres… 
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Desculpa sociedade, mas reler O Beijo da Meia-Noite me faz desfrutar uma nostalgia das fortes. Lembram lá em 2009/2010 quando os romances-hot-com-vampiros marcaram suas posições nas prateleiras? Eu lembro direitinho, principalmente porque nem sabia que existiam! IAN poderia muito bem ser uma boyband da vida ou alguém escrevendo o nome de algum moço com a caps lock ativada.

Porém, como na época eu trabalhava toda serelepe e contente numa livraria gigante ficou difícil ignorar o número absurdamente grande de mães que se livravam dos filhos e maridos e vinham me pedir, sussurrando com o canto da boca pra ninguém perceber, aqueles livros de vampiro.

A atendente lenta demorou certo tempo para pescar que aqueles livros de vampiro não tinham praticamente nada a ver com Crepúsculo e seus afiliados. Depois de alguns episódios tragicômicos, situações epicamente constrangedoras e filhos e maridos danificados no processo, cedi à curiosidade e fui fuçar os livros daqueles vampiros.

Sendo bem sincera, e contradizendo os rumores da oposição, nunca li um romance de banca. Mesmo assim decidi acreditar em leitoras assíduas que me disseram que livros como IAN e Midnight Breed são muito semelhantes (à sua forma) às estórias da Sabrina, Bianca e companhia. Dizendo mais (e sem ninguém pedir) acho indigno o preconceito com esses livros quaisquer que sejam os motivos. Se quiserem, ainda posso começar uma dissertação a respeito do por que dos romances de banca serem tão culturalmente discriminados pelas pessoas que não são do meio, indo do patriarcalismo ao feminismo! Querem?! Querem?!

Achei que não, mesmo.

Ok, a resenha!

Tivemos o’ Beijo da Meia-Noite de antes da metade do livro e o’ Beijo da Meia-Noite de depois da metade do livro. Por quê? Porque a Gabrielle foi uma mocinha muito difícil para mim e quase fez com que eu desistisse. Não que Lucan colaborasse com a pessoa, mas já vamos chegar lá! O que quero dizer é que Gabby não é muito boa da cabeça.

Sério.

Na primeira parte do livro, a mulher parecia ter três estágios!

Ou ela estava suspeitando do mundo.

Ou ela estava sono(lenta).

Ou ela estava taradona.

Gab, por favor!

É como se ela não assimilasse direito o mundo a sua volta, ou estivesse ‘a passeio’ demais para o meu gosto. Entendo que esse talvez seja um traço da personalidade da personagem, mas é o tipo de comportamento que me cansa tanto na vida real quanto num livro e ter Lucan, moção (mocinho não faz jus) ótimo, colaborando para as confusões mentais dela resultou numa receita perigosa para mim, leitora.

Porém, nada como uma página após a outra.

Do meio para frente a relação Gabrielle-Mundo dos Vampiros melhora muito (ou não, depende do ponto de vista) e as coisas ficam menos confusas, menos vagas. É como se finalmente entrássemos na estória.

O equilíbrio de cenas de ação e sequências hot é surpreendentemente bom, principalmente para uma pessoa que achava que livros assim seriam SEXO, SEXO-SEXO-SEXO, SEXO SELVAGEM & SEXO! Enfim, só para deixar claro, eu gosto de ação, aventura e sangue.

Lucan constantemente me fazia lembrar de dois personagens distintos: Maddox, da série Senhores do Mundo Subterrâneo, e Edward. Sim, Edward! A coisa te-quiero-mucho-mas-provavelmente-vou-acabar-te-matando sempre me lembrará o vampiro disco globe e, nesse livro, a lembrança foi até fofa. Talvez tenha a ver com a preocupação vir de uma parede de músculos insanamente bem definidos com dois metros de altura. Talvez.

A consideração final: foi bom eu sair da minha zona de conforto, os YAs e Históricos. Consegui aproveitar a leitura fácil de O Beijo da Meia-Noite e pretendo reencontrar a Raça muito em breve com O Beijo Escarlate!

xoxo e boa semana!

P.S.: Numa rápida pesquisa descobri que essa série estava sendo previamente editada aqui no Brasil através da Nova Cultural, em formato adivinhem-de-que?? Romance de banca! Viram como tenho fontes confiáveis?

Imagem Meramente Ilustrativa

Insonia is coming #2

Pretties, vamos conferir os lançamentos que prometem tirar o pouco sono que me resta? Tem pra todos os gostos!

Vamos guardar o melhor pro final, certo? Não me odeiem. Não é que eu não goste de The Host, eu a-m-o The Host, mas o teaser que fizeram, ele…, ah, tirem suas próprias conclusões:

Citando a comparsa Natália do Vire a Página “Fizeram esse teaser no paint”.

Eu imploro que não julguem o livro A Hospedeira por Crepúsculo! São estórias completamente diferentes e, na minha opinião, The Host dá de 10 a 0 num monte de romances distópicos por aí!

O lançamento do filme está previsto para 29/03/2013. Tem chão.

Vamos aos livros?

Todos os anos, os magos de Imardin reúnem-se para purifi car as ruas da cidade dos pedintes, criminosos e vagabundos. Mestres das disciplinas de magia, sabem que ninguém pode opor-se a eles. No entanto, seu escudo protetor não é tão impenetrável quanto acreditam.

Enquanto a multidão é expurgada da cidade, uma jovem garota de rua, furiosa com o tratamento dispensado pelas autoridades a sua família e amigos, atira uma pedra ao escudo protetor, colocando nisso toda a raiva que sente. Para o espanto de todos que testemunham a ação, a pedra atravessa sem dificuldades a barreira e deixa um dos mágicos inconsciente.

Trata-se de um ato inconcebível, e o maior medo da Clã de repente se concretiza: uma maga não treinada está à solta pelas ruas. Ela deve ser encontrada, e rápido, antes que seus poderes fiquem fora de controle e destruam a todos.

Não preciso dizer muita coisa, né? Qualquer história com magia é válida, e essa está com ar de IMPERDÍVEL.

Você pode até fugir da sepultura, mas não pode se esconder para sempre… A meio-vampira Cat Crawfield é agora a Agente Especial Cat Crawfield, trabalhando para o governo para livrar o mundo de mortos-vivos mal intencionados. Ela ainda usa tudo o que Bones, seu ex-namorado sexy e perigoso, ensinou a ela. Mas quando Cat torna-se alvo de assassinos, o único homem que pode ajudá-la é justamente o vampiro que ela abandonou. Estar perto dele desperta todas as suas emoções, desde a adrenalina ao matar vampiros ao seu lado à temerária paixão que os consome. Mas o preço por sua cabeça – Procura-se: morta ou meio-morta – significa que sua sobrevivência depende de unir-se a Bones. Não importa o quanto tente manter as coisas profissionais entre eles, Cat irá descobrir que o desejo dura para sempre… E que Bones não vai deixá-la fugir novamente.

Eu tenho várias coisas positivas a falar sobre essa série, mas a capa que escolheram para o segundo volume me impede de articular corretamente. Por que fizeram isso com o livro eu ainda não sei, mas tenho uma vontade incontrolável de derrubar aquela moça da moto.

O Norte jaz devastado e num completo vazio de poder. A Patrulha da Noite, abalada pelas perdas sofridas para lá da Muralha e com uma grande falta de homens, está nas mãos de Jon Snow, que tenta afirmar-se no comando tomando decisões difíceis respeitantes ao autoritário Rei Stannis, aos selvagens e aos próprios homens que comanda. Para lá da Muralha, a viagem de Bran prossegue. Mas outras viagens convergem para a Baía dos Escravos, onde as cidades dos esclavagistas sangram e Daenerys Targaryen descobre que é bastante mais fácil conquistar uma cidade do que substituir de um dia para o outro todo um sistema político e económico. Conseguirá ela enfrentar as intrigas e ódios que se avolumam enquanto os seus dragões crescem para se tornarem nas criaturas temíveis que um dia conquistarão os Sete Reinos?

A intenção da editora Leya é lançar esse por aqui em Julho, como aquecimento para a Bienal do Livro de São Paulo, em Agosto. Deus sabe o quanto Julho está longe para as pessoas que devoraram O Festim dos Corvos na 1ª semana de Fevereiro.

Sirensong é o terceiro livro da série Faeriewalker. Neste volume, Dana é convidada a ir a Faerie para ser oficialmente apresentada à Corte Seelie. Porém, Titânia, a rainha, a quer morta. O convite não pode ser recusado e Dana, seu pai e seus amigos rumam a uma viagem cercada de perigos, ataques, ameaça e medo. Será que ela conseguirá vencer esses desafios? Uma saga surpreendente, recheada de aventuras e romance. 

Apesar de ter ficado um pouco desapontada com o segundo volume, ainda estou doente para saber o que vai ser da Dana. Esse sai no final do mês.

Sem o conhecimento dos mortais, uma luta pelo poder está se desenrolando em um mundo de sombras e perigo. Depois de séculos de estabilidade, o equilíbrio entre as Cortes das Fadas se alterou e Irial, o regente da Corte Sombria, está lutando para manter suas rebeldes e vulneráveis fadas juntas. Se ele falhar, o derramamento de sangue e a brutalidade não tardarão a aparecer. Leslie, dezessete anos de idade, não sabe nada das fadas e suas intrigas. Quando ela é atraída para uma tatuagem estranhamente bela de olhos e asas, ela sabe que precisa tê-la, convencida de que é um símbolo tangível das mundaças que ela desesperadamente anseia para si. A tatuagem realmente traz mudanças, mas não as que Leslie sonhava, mas sinistras, mudanças que são mais do que simbólicas. Essas mudanças ligarão Leslie e Irial, envolvendo Leslie cada vez mais no mundo das fadas, incapaz de resistir a seus encandos e indefesa para suportar os perigos…

Essa é uma das séries de fadas mais promissoras da atualidade. Fiquei literalmente encantada pelo primeiro volume, Terrível Encanto (resenha aqui) e já estava mais que ansiosa pela sua continuação!

E por último, mas não menos importante eu quase chorei quando recebi a notícia de que A Filha do Sangue – Lendas do Mundo Emerso (Licia Troisi salve salve) vai ser lançado esse mês. Se você ainda não leu nada da autora meus pêsames não se aflija, ainda dá tempo! Comece por A Garota da Terra do Vento.

 O mal implantado pelo povo dos elfos no Mundo Emerso está dizimando as cidades e vilas em um redemoinho de violência e desespero. Enquanto a sacerdotisa Theana busca uma cura para a doença e a Rainha Dubhe organiza uma fraca resistência contra o exército de elfos, a única esperança do Reino corre o risco de desaparecer: Adhara, a garota sem passado. Ela é muito mais que uma guerreira, é uma arma, a mais poderosa arma já vista pelo Mundo Emerso. Acima de tudo, Adhara não é uma predestinada, é uma Consagrada, criada com o único propósito de combater o Marvah, o mal absoluto que eternamente se alterna com o bem no ciclo da história. Mas o seu destino era outro, a vida mortal abandonada no campo, e o destino quer retomar seu curso, sob o preço de destruí-la. Inimigo inesperado impede a missão de Adhara: não mais seu amor por Amhal e seu mal, e nem a loucura da praga, mas uma sombra pedira um preço alto.

Acho que a própria capa soltou um spoiler gigantesco, reparem no olho direito de Adhara (direita dela, não sua). Parece que ele não está mais lá… Só serve para aumentar ainda mais minha expectativa!

Pra finalizar e entrar no clima do feriadão: Mika! Ele é novidade? Não! A música pelo menos é nova? Não! Mas é impossível não se animar ouvindo Grace Kelly e cantar em falsete junto! Deleitem-se, ele canta em francês.

Ergue-se A Noite – Colleen Gleason

Meio Eduardiano, não?

  •  Autor: Colleen Gleason
  •    Editora: Jardim dos Livros
  •    Nº de Páginas: 376
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2011
  •    Título Original: Rises the Night
  •    Tradutor:  Mirian Ibañez
  •    Avaliação – Sem Tradução: 8,0
  •    Avaliação – ComTradução: 2,0
A venadora Vitória Gardella arrisca seus poderes ao desvendar os mistérios da poderosa organização Tutela. Seus membros servem aos vampiros, oferecendo a eles seres humanos, para que saciem sua necessidade de sangue. Deixando Londres, ela viaja pela Itália, disposta a tudo para desbaratar os inimigos, destemida a ponto de colocar em tremendo risco a vida de sua tia-avó e mentora, Eustácia. Sem contar com a preciosa ajuda de seu experiente companheiro de outras aventuras, Max, que depois de ter voltado àquele país tem estranhas atitudes. Tudo leva a crer que ele mudou de lado!

Tem horas que tenho até raiva, como uma editora pode comprar os direitos de um livro tão bom, e fazer um trabalho tão… tão…, juro que é melhor nem falar. Depois de toda a expectativa, levar uma dessas é como isso

AHHHHHH ÚÊTNAAA WABABII WABABA!!

Só que mais trágico.

Bem, pra quem não conhece, As Crônicas Vampíricas de Gardella são uma série, de grande sucesso no exterior, da professora de faculdade Colleen Gleason. Ela narra as aventuras de Vitoria Gardella Lacey, uma jovem da aristocracia inglesa do século XIX. Imagine se uma das heroínas de Jane Aunsten caçasse vampiros? Não estou falando daquelas adaptações, tipo Pride & Prejudice and Zombies, nada contra, só não faz minha cabeça. Estou falando daquelas ladys tendo que rebolar para conciliar a vida na sociedade e a noite se meter em becos escuros e bares escusos para exterminar chupa-sangues.

Li o primeiro volume, O Legado da Caça-Vampiro literalmente no meio do expediente. Si, señor, meu gerente me odiava. Mas valeu a pena. A história é deliciosa, fez a ex-livreira aqui passar algumas boas horas de pé apoiada no balcão, absorta. Se um dia ele ler isso, quero deixar claro que vendi vários exemplares aquela vez, as pessoas ficaram realmente interessadas em saber o que estava deixando a atendente tão maravilhada que não havia notado eles lá. People respect young readers!

Well, Victoria Gardella era uma garota da sociedade (sim, era assim que chamavam toda aquela gente pomposa e esnobe da realeza e alta burguesia. Não parece mais um clubinho?), ela terminara de guardar luto por seu pai e logo se juntaria à uma profusão de bailes e compromissos de gente endinheirada. Não que ela ligasse muito, mas era o único panorama que haviam lhe dado, então ela teria que desempenhar seu papel. E arrumar um marido.

Porém, para uma garota mentalmente independente, duas coisas inimagináveis acontecem ao mesmo tempo: 1. Ela descobre que, sendo uma Gardella, é uma Venadora. Ela deve caçar vampiros. 2. Ela se apaixona perdidamente por um membro da sociedade.

Com a ajuda de sua tia-avó e grande Venadora, Eustácia, e Max seu… colega gostoso de profissão, ela vai aprender a merecer seu legado e sua vis bulla (Amuleto de força dos Venadores, e um piercing realmente estiloso), enquanto se desdobra para impressionar Phillip de Lacey, o altamente gostoso Lord, e não enlouquecer com sua mãe.

É um livro que com certeza vai agradar o pessoal que gosta de Bran Stoker, com várias referencias bacana e, até, quem ama Stephanie Meyer. Seduz e atemoriza como todo bom livro de vampiros deve fazer.

Voltando ao Ergue-se a Noite.

Fiquei tão feliz quando esbarrei com ele no Skoob! Eu me perguntava quando sairia o segundo e não conseguia tirar informações em nenhum lugar da net, nem no site da editora. Logicamente, assim que tive o livro em mãos, coloquei os outros pra escanteio e mergulhei na leitura.

Primeiro tive que reviver toda a tristeza pela morte de Phillip, e todo o ódio pelos vampiros e por Lilith, que destruíram uma das coisas mais importantes na vida de Vitoria: seu marido.

Julguem-me!

A jovem Venadora sai, depois de um mês de luto, para extravasar e percebe que não está pronta para isso, ela precisa dar um tempo. Ok, ela dá esse tempo. Um ano, um longo ano sofrendo, se recuperando e aguentando a própria mãe frívola dizer que já está na hora dela seguir em frente. Vic segue, sim, em frente, mas não do jeito esperado. Ela vai atrás do rastro dos vampiros de Lilith.

Maaas, a coisa é bem maior do que o esperado. A Tutela, uma organização de humanos admiradores de vampiros está participando de algo terrível, com o filho de Lilith, Nedas! Vic tem de pará-los antes que as consequências se tornem irreversíveis para a humanidade e, como ela não pode mais contar com Max (que picou a mula pra Itália) ela terá de aceitar a ajuda de Sebastian. É, ele mesmo. O esquivo e sedutor dono do Cálice de Prata.

Não que ele seja confiável.

Não que ela seja controlada.

Mais uma vez o destino da humanidade foi depositado nas mãos de uma Gardella.

É uma história incrível, além de ser continuação de um livro maravilhoso. Vitória é muito irritante, sério, ela sabe que tá fazendo besteira em alguns pontos, sabe que deveria parar, mas não para! E de repente fica toda horny por qualquer cara bonitinho. É bom saber que ela amadureceu em alguns aspectos e continua a mesma garota de sempre em outros!

Well, sinceramente eu simplesmente não recomendo para quem tem estômago fraco para más traduções, e isso é bastante coisa numa época em que várias editoras não estão presando muito uma boa tradução. Leia o livro em inglês, se possível. Porém, se você conseguir relevar as frases confusas demais o tempo todo, vai pela sombra e seja feliz! Eu fui, em parte, ao menos.

Mais sinceramente ainda, mal vejo a hora de ler a continuação.

xo

P.S.: Participem dos Jogos Natalinos 2011, ou o babuíno vai visitar vocês!

Insaciável – Meg Cabot

Me gusta capa emborrachada!

  •    Autor: Meg Cabot
  •    Editora: Galera Record
  •    Nº de Páginas: 504
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2011
  •    Título Original: Insatiable 
  •    Tradutor:  Regiane Winarski
  •    Avaliação: 4,5
Cansado de ouvir falar de vampiros? Meena Harper também. Mas seus patrões estão fazendo ela escrever sobre eles de qualquer maneira, mesmo que Meena não acredite neles. Não que Meena não esteja familiarizada com o sobrenatural. Veja, Meena Harper sabe como vamos morrer. (Não que você vá acreditar nela. Ninguém nunca acredita). Mas nem mesmo o dom da premonição de Meena pode prepará-la para o que vai acontecer quando ela conhece – e comete o erro de se apaixonar por – Lucien-Antonescu, um príncipe romeno moderno com um lado sombrio. É um lado negro que muitas pessoas, como uma antiga sociedade de caçadores de vampiros, preferiria vê-lo morto. O problema é que Lucien já está morto. Talvez por isso ele é o primeiro cara que Meena já conheceu com quem ela poderia ter um futuro. Entenda, enquanto Meena sempre foi capaz de ver o futuro de todo mundo, ela nunca foi capaz olhar para o dela própria. E quando Lucien é o que Meena jamais sonhou como namorado, de repente ele pode vir a se tornar o seu pesadelo. Agora pode ser uma boa hora para Meena começar a aprender a prever seu próprio futuro. . . Se ela ainda tiver um.

Primeiro de tudo: também estou tão indignada com a nota quanto vocês! Mas antes de, sei lá, jogar pedras ou grudar chiclete no meu cabelo, leiam o que tenho a dizer! E devo avisar que essa resenha talvez seja um pouco reveladora demais… mas é porque preciso mostrar o meu ponto!

Well, tem horas que eu sou uma tapada de marca maior, quando li o título Insaciável pela primeira vez pensei, hum, banho de sangue. Nem passou pela minha cabeça que pudesse ter algo mais hot ou +18, afinal, é a Meg, e qualquer livro adulto dela é assinado como Patricia Cabot.

Há, a tapada estava certa! A não ser que você considere ‘seios fartos’ ou ‘tanquinho’ hot demais.

A segunda coisa que pensei ao ver o livro foi Oba, mais Suzannah Simon pra gente! Ela é a protagonista da melhor série da Meg e uma das melhores séries adolescentes de todos os tempos, A Mediadora!

Não foi bem assim. Na verdade, não foi nem um pouco assim. O livro ficou devagar quaseparando na primeira metade, começando com a vida de redatora da novela Insaciável de Meena (e sua iminente promoção) indo pro brejo; mostra o completo cavalheirismo e atitudes muy honrosas de Lucien e o irritante comportamento arrogante de Alaric, o caçador de vampiros loiro, bombadão e bonitão.

Lucien sai da Romênia e vai para Nova York parar os vampiros que, contra a lei do príncipe, estão matando jovens humanas. Entenda, para ele os vampiros podem sim se controlar e beber sem matar. Ele sabe o que é violência e não concorda em nada com ela.

Alaric vai para Nova York a mando do chefe para parar os vampiros assassinos, mas acredita que será capaz de pegar também o todo-poderoso príncipe. E Meena duela com sua nova superiora, totalmente sem talento, Shoshana (alguém já viu Bastados Inglórios?). Ela quer mostrar para a magrela que, apesar de ter de enfiar vampiros e dar uma refrescada na trama, não precisam mudar a novela tanto assim.

O que Lucien não esperava era que Dmitri, seu irmão mais novo, poderia estar mais ligado com os assassinos do que dizia. Bem, Dmitri já tentou dar cabo do irmão uma vez e ficar com seu trono…

Ok, então a estória enveredou para Meena finalmente encontrar Lucian, e ir para a cama com ele.

Por acaso, o Lucien é mais ou menos assim:

É cavalheirismo demais pra uma pessoa só!

E o Alaric lá, intimidando garotas inocentes e enchendo o saco como sempre…

Alias tem até uma cena muito bizarra de quando ele, invade o apartamento da Meena pra descobrir o paradeiro do romeno e ‘revista’ a garota (só de sutiã e combinação) na frente do irmão dela! Isso não é hot, isso não engraçado. É bizarro!!

Bem, por causa desse encontro desagradável, Meena descobre que Lucien é, tipo, o príncipe DAS TREVAS! E sabendo disso ela até tenta se afastar. Mas não tenta taaaanto assim. We wont blame her!

Assim ela se torna, oficialmente, a escolhida do príncipe.

Intocável.

Ou seria se não houvesse vampiros querendo trocar de príncipe.

Isso leva a Guarda Palatina (para quem Alaric trabalha e que no livro caça monstros) além, é claro, de outros vampiros no encalço dela. O loirão aproveita e se elege o seu ‘guarda-costas’ até que seja seguro para Meena, ou seja: até que os bebedores de sangue se aniquilem!

Meena não pode deixar que isso aconteça.

Então, de repente, sem mais nem menos, o príncipe vira um escroto! DO CARA DOS SONHOS PRO IDIOTÁSSO praticamente na mesma página. Porra, Meg! Não dava pra ser mais óbvia e escrever de uma vez: caro leitor, agora é a hora de você odiar Lucian e torcer para Meena dar uma chance para Alaric. (!!!)

ARRRGH

Ok, eu não consigo não gostar do Lucien, e não tem nada a ver com ele ser um moreno altão, sério! É que ele foi sempre tão gentil e legal com a Meena que eu não posso trocá-lo por um troglodita! As briguinhas dela com Alaric não foram do tipo ‘você me irrita mas me seduz’, quero dizer, a intenção foi essa… mas não colou!

E já que estou falando tudo, sabe aqueles diálogos famosos da Meg, super inspirados e engraçados? Estou procurando eles até agora… Não que ela não tenha tentado! Ela tentou! Mas ficou tão forçado que por um momento eu realmente achei que a Meena fosse doida da cabeça…

Well, em defesa do livro, ele ainda conta com ótimos personagens: a Leisha por exemplo, melhor amiga, badass e grávida de mil meses. Ela é super confiante e realmente acredita no dom da amiga! E a vizinha vampira perua, Mary Lou. Ela é tão legal, perua, avoada e legal (!) que você passa o livro todo desejando que ela pare de fazer besteiras, com medo que a transformem numa pilha de pó!

Não posso dizer que recomendo o livro, na verdade, eu recomendo O Legado da Caça-Vampiros se você estiver afim de um casal que briga e é engraçado. Ou a série Mediadora, mas isso já estava implícito. Vou ler a continuação, Overbite, porque preciso saber o que vai acontecer e porque acredito que foi só uma errada de mão da Meg.

Então, Sra. Cabot, eu não queria ter feito essa resenha. Me corta o coração ter lido o que li, ainda mais vindo de você!

Mas você me machucou primeiro!!

No mais, vou dedicar um p.s. para o personagem que mais me chamou a atenção no livro todo:

P.S.: Jack Bauer, o cachorro.

Nunca antes, na história desse pais, um cão despertou tantas emoções em mim! Ele fica com Meena 24h por dia, achando que vai protege-la dos vampiros, só que ele é daqueles pequenos, fofos e felpudos:

No primeiro encontro de Meena quem está lá? Jack Bauer, achando que é o cara do seriado e latindo sem parar pro vampiro! SEM PARAR!

Ainda assim ele é uma coisa fofa demais para não gostarmos e totalmente querermos um igual!

Entenderam a indireta, né?

xo