Meus Pensamentos em.. Os Encantados de Ferro – Julie Kagawa

Hey pretties! Já faz algum tempo que quero compartilhar com vocês minha opinião sobre algumas séries. Evidentemente, não ia dar certo fazer resenhas de todos os volumes já lidos, até porque alguns estão comigo há anos (não é preguiça, juro). E também porque não quero me ater muito aos livros separadamente, algumas séries são boas de se analisar assim: como séries.

Duas coisas:

1)Esses pensamentos não contém super spoilers canibais withlasers, a menos que eu diga o contrário…

2)Vou usar todos os recursos (gifs, imagens, músicas, vídeos) como se não houvesse amanhã! Tudo pra passar minhas reações, porém as páginas podem demorar um pouco para carregar… esperem! Não desistam delas ainda!

Pra entrar no clima, solta o som:

Escolhi The Iron Fey (publicados aqui pela Underworld, Os Encantados de Ferro) para abrir essa nova coluna por um motivo muito simples. Não consigo parar de pensar nessa série. Lembra da Alice no País das Maravilhas? Quando segue o coelho branco por um buraco e se vê num outro mundo, completamente diferente, Alice percebe que todas as histórias fantásticas que tanto gostava poderiam ser, de alguma forma, verdadeiras.

Well, não foi exatamente isso o que aconteceu com Meghan Chase. Ela acabou no Nevernever guiada por Puck (yeah, esse mesmo!) atrás do irmão caçula. Não de um coelho branco. Recebeu ajuda de um gato escorregadio; sentou-se à mesa de criaturas muito estranhas e até conheceu uma pseudo-Rainha de Copas. Bem essa rainha, atendia pelo nome de Titânia e quase não tinha motivos para não odiar Meg, afinal ela era filha de seu marido, Oberon.

Rei dos encantados do Verão.

Obviamente, como se não bastasse ser meio-humana na terra das fadas, Meghan ainda chama a atenção de um certo príncipe gelado, sua mãe odiosa e outro rei. Um de Ferro.

 As duas cortes (Verão e Inverno) desconhecem esse terceiro front e estão ocupadas demais se preocupando com as tradicionais guerras e com os mortais não passando suas lendas adiante para ir atrás de uma suposta ameaça. Logo, Megs se vê sozinha na tarefa de resgatar seu irmão desse misterioso rei.

Ok, talvez não tão sozinha assim. O Puck está com ela pro que der e vier sempre. E Ash, o terceiro filho de Mab, a rainha da corte unseelie (Inverno) está preso a ela por uma barganha. Ele a ajuda a resgatar o irmão e leva-lo em segurança para o mundo mortal e em troca, ela vai docilmente para Tir Na Nog, ser refém de Mab.

Pausa dramática: barganhas, promessas, favores, apostas… tudo isso tem um peso considerável em Nevernever. Se você se compromete a fazer algo, você faz! Senão você morre. É simplá!

O legal do Nevernever da Julie Kagawa é que ele é nu e cru. São as lendas aterrorizantes que o povoam, esqueça a Disney, se uma daquelas princesas parasse numa floresta do Nevernever pra cantar com os passarinhos, ela acabaria sendo jantar de um grupo de redcaps. Como consequência dessa selvageria toda, Megs nunca está segura, não importa onde ela esteja.

Justo quando você achava que estava seguro…

Muitas dessas lendas são de folclore medieval, e todos sabem que o pessoal medieval tinha uma tendência meio fatalista: algo a ver com as constantes guerras, fome, vilas queimadas, doenças mucho locas e soberanos mais locos ainda. Vai saber, né?

A maioria das histórias eram feitas para manter crianças e jovens longe dos bosques (que eram propriedade dos reis mucho locos) e evitar problemas com a lei. Claro que serviam para explicar sumiços, gravidezes ‘repentinas’ e doenças misteriosas também. As lendas fofas, tipo Disney, de hoje são resultado principalmente das eras Vitoriana/Eduardiana, quando a fatia de gente não PASSANDO FOME e se virando pra não morrer queimado nas vilas, aumentou bastante. Ou seja: pra que assustar suas crianças até a morte com histórias de seres malignos que as fariam dançar até perderem os pés ou simplesmente as comeriam no café, se elas já tinham a oportunidade de não viverem sob tetos de palha e contassem com ruas pavimentadas, longe de bosques!

Minha mais sincera opinião sobre como Kagawa usou e abusou do imaginário popular nos quatro livros: level master.

Ela não trouxe os seres para o nosso mundo, ao menos não em tempo integral. Julie deixou a preguiça, que muitos autores novos por ai tem, de lado e deslocou praticamente toda a história pelos  domínios do Nevernever. Tinha que ser nerd mesmo! Como se não bastasse passear pelo reino das criaturas encantadas (que já tem várias versões: Avalon, Realms, Valhala…) ela criou mais uma corte, totalmente diferente para representar a influência da tecnologia nas nossas vidas.

Agora pulando os detalhes da trama temos a finalização de A Rainha de Ferro [Trecho com SPOILER malvados] Nesse a autora passa por cima dos finais felizes e faz o que julgava ser lógico. Foi aí que entrei em pânico e revirei a internet de pernas pro ar buscando informações sobre a continuação, porque… NÃO PODIA ACABAR DAQUELE JEITO.

Originalmente, The Iron Fey era uma trilogia, mas, como muitos editores desconhecem o conceito primário de trilogia, Julie foi levada a escrever um quarto livro.

THANK GOD!

Essa foi por pouco!

Tem mais Ash e Puck pra gente!

Julie, nunca mais se atreva a me dar esse susto, ouviu bem mocinha??

Mais Ash e Puck pra gente!

Assim nasceu The Iron Knight (O Cavaleiro de Ferro). O quarto livro, contado pelo ponto de vista de Ash e é de longe o mais sombrio de todos os publicados. Aqui ela se aventura a pensar na morte dos seres encantados, o que acontece com eles quando são esquecidos e até onde é possível chegar motivado apenas por lealdade.

É desnecessário dizer que amei. Mas é necessário adicionar que nunca senti tanto ciúmes de um personagem literário como senti lendo The Iron Knight. O motivo não posso contar aqui, ele é o rei dos spoilers canibais withlasers e estragaria MUITO dos livros anteriores.

Entre os livros 1 e 2

 

Entre os livros 3 e 4

Ainda que a narrativa de Meghan Chase tenha chegado ao fim, Julie não nos deixou orfãs… (garota esperta) ela escreveu novellas, contos que se passam entre os livros da série e atualmente está trabalhando na nova série (contada pelo irmão de Meghan) e numa enciclopédia. Isso mesmo, uma enciclopédia todinha dedicada aos encantados de ferro! Srta. Kagawa, você tem o meu respeito.

Um quase P.S.: Pra arrematar quero compartilhar o ápice do momento fangirl  com vocês: um estudo dos personagens de Os Encantados de Ferro. Ignorem o Puck afeminado e o Ash com cara de cólica menstrual, eu estava empolgada com o lápis novos… juro que na minha cabeça eles são mais bonitos que isso!

Coprightado, viu?

Por hoje é só pessoal, fiquem á vontade para sugerir outros Pensamentos, dar alguns toques ou simplesmente jogar conversa fora.

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Camundo, O Desenho e a Sombra – Nanuka Andrade

  •    Autor: Nanuka Andrade
  •    Editora: Underworld
  •    Nº de Páginas: 378
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2011
  •    Avaliação: 8,5
Depois de fugir de um asilo de desvalidos, Camundo encontra abrigo na casa de um rico e influente ervateiro. O que poderia ser um final feliz para um menino abandonado, acaba se tornando em uma infeliz sucessão de acidentes e infortúnios. Camundo não é um menino comum; é capaz de desenhar coisas terríveis, que acontecem logo em seguida: incêndios, acidentes e crimes, entre outras temeridades. O que Camundo não sabe é que desenhos assim podem despertar interesse de gente perigosa, como uma sociedade secreta, conhecida por Asseclas do Lagarto, que está disposta a tudo para trazer um segredo milenar à tona, escondido nos corredores subterrâneos da cidade.
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“Nossa, o IYRDIW tem resenhas também?!”

Há há, eu sei, faz tempo que não tem uma resenha… ok, postei de tudo aqui na última semana, menos resenha. Shame on me, não vai se repetir.

Bem, falar de Camundo, o Desenho e a Sombra sem pensar na ótima pesquisa histórica é meio que impossível. Enquanto o garoto anda pelas ruas de Curitiba ( Yey! O livro se passa no Brasil!) na companhia da espevitada Malini, fui aprendendo muito dos costumes da época bem como a história da própria cidade. Eu a-d-o-r-o história.

Quando o magrelo Camundo é retirado às pressas na calada da noite, do Asilo, pela arrumadeira Mariana e levado para o Senhor Duarte, as coisas mudam radicalmente na sua vida já fora do comum. Lá ele descobre que não é o único a desenhar coisas que estão por acontecer. Também fica sabendo um pouco do passado de sua mãe desaparecida.

E claro, que os Homens do Lagarto vão caça-lo.

Qualquer criança se esconderia e deixaria os adultos tomarem conta da situação. Não Camundo.

Em parte por ser um menino curioso e inteligente, mas principalmente porque Malini, a filha do Senhor Duarte, jamais ia deixar uma aventura daquelas escapar! Pausa de apreciação à menina Malini:

É isso ai, queridinha

Porém, como nada nunca é simplesmente preto-no-branco, talvez os mocinhos não sejam tão bons quanto parecem, e os caras sinistros tenham mais respostas do que Camundo queira admitir…

Não levei muito tempo para perceber o que mais me encantou na leitura de Camundo, sua narrativa.

A enorme maioria dos livros para jovens lançados ultimamente são narrados em primeira pessoa, ou, quando em terceira, são extremamente objetivos. Isso NÃO é uma algo ruim, mas poucas coisas superam a poesia em prosa daqueles livros juvenis de 1960 pra trás. Quem não viajou mais alto nas belas palavras bem colocadas de C. S Lewis? Ou com Monteiro Lobato?

A questão não é a sofisticação da escrita, sim sua simplicidade. Aquele gostinho de estória-que-a-minha-vó-contou. Camundo – O Desenho e a Sombra é exatamente assim, e me pegou no contrapé. Saí de leituras que buscavam a agilidade para dar ritmo à estória e não esperava toda essa prosa! Ainda que, em alguns momentos, eu preferisse menos descrições e mais ações, no geral foi uma escrita muito agradável de se ler!

A revisão deixou a desejar, mas não temos palavras erradas ou repetidas, como acontecem em 4 de 5 dos primeiros livros da editora. São pontos finais nos lugares errados, letras maiúsculas onde deveriam estar minúsculas e várias palavras emendadas umas nas outras. Nada que atrapalhe a leitura ou te deixe muito

só precisou de um pouco mais de atenção. Coisa que uma segunda edição dá conta, sem problemas.

Nanuka está de parabéns, Camundo tem tudo para ser um grande sucesso e eu não vejo a hora de conferir O Signo Oculto!

 

xoxo e bom feriado!

A Melhor Capa de 2011: Resultado

Vocês votaram e a capa escolhida foi: Bios, da brazuca Luiza Salazar!

Quando Liz abre os olhos, ela se vê nas ruínas de uma cidade. E como se isso não fosse assustador o suficiente, tem mais um detalhe: Ela não se lembra de nada. Completamente perdida e sem nada além de uma mochila com alguns itens pessoais, Liz logo é resgatada por um grupo de adolescentes com ela, apenas para descobrir que eles são refugiados em um mundo onde ser humano é um crime. Uma grande corporação conhecida como O Instituto, responsável por criar vida artificial – no chamado Projeto Bios – está caçando os humanos restantes sob o pretexto de que eles são selvagens e instintivos demais para serem livre. A medida que passa tempo com estas pessoas, perturbada por fragmentos de memórias que não consegue conectar, Liz logo começa a suspeitar que o item do seu passado, aquele que ela não consegue lembrar, pode ser o segredo para a acabar com a guerra. E que o Instituto vai fazer de tudo para ver esse segredo – e ela – enterrados para sempre. 

Bios foi editado pela Underworld e tem resenha dele aqui. A capa maravilhosa, bem como a arte interna e a diagramação, são criações da Marina Avila, uma designer que assina várias capas excepcionalmente criativas!

E agora vamos ao sorteio que rolou entre os comentaristas!

O kit Um Mundo Brilhante de T. Greenwood (Novo Conceito) vai para:

#TodosCorre pra contar os comentários

#TodosPira no scroll

#NatáliaReage ao ver que ganhou

Parabéns Natália! \o/ Já sabe, é só esperar um tiquinho, que eu já entro em contato por e-mail pra pegar seus dados, ok?

Obrigada a todos que participaram, tenham um ótemô fim de semana, até la próxima! (tem outras promos rolando, não se esqueçam)

xoxo

Insonia is coming #1

Aqui estão algumas novidades que com certeza vão me garantir mais e mais madrugadas acordada 😀

Vamos começar pelo novo trailer da segunda temporada de Game of Thrones, a série da HBO baseada (MUITO BEM BASEADA) nos livros de George R. R. Martin, As Crônicas de Gelo e Fogo. A primeira temporada, lançada ano passado, começou meio desacreditada… só começou, porque ao fim dos 10 episódios já havia se tornado um xuxesso! Confiram:

Assim que sair um legendado, atualizo!

A dia de lançamento é 1º de Abril, sim, e desde já aviso que se isso for uma ‘brincadeirinha’ por causa da data, as coisas vão ficar ficar feias… I do not have a gentle heart. Como diria Dany.

Agora, na literatura!

Ninguém sabe por que o toque de Juliette é letal, mas o Restabelecimento tem planos para ela. Planos para usá-la como arma.

Mas Juliette tem seus planos.

Após uma vida inteira sem liberdade, ela descobriu uma força para lutar contra todos pela primeira vez — e para obter um futuro com o único garoto que ela pensou que fosse perder para sempre.

Estilhaça-me é um lançamento Novo Conceito, da autora Norte-Americana Tahereh Mafi.

Depois de Sabriel, o autor Garth Nix apresenta aos jovens leitores Lirael. Neste volume, segundo da série O Reino Antigo, ambientada numa terra dividida entre a modernidade e as tradições mágicas por um enorme muro, um antigo mal começa a se espalhar e Lirael, então, é enviada em uma jornada cheia de perigos, tendo como única companhia um cão muito especial.

Lembra do Sabriel? Então, finalmente a Rocco colocou Lírael, de Garth Nix, a venda. Posso ouvir um aleluia?!

Nos primeiros dias da Guerra Civil, rumores de ouro na região congelada do Klondike levaram hordas de recém-chegados ao Noroeste do Pacífico. Ansiosos para entrarem na competição, mineradores russos comissionaram o inventor Leviticus Blue para criar uma grande máquina que pudesse minerar através do gelo do Alasca. Assim nasceu a Incrível Máquina Perfuratriz Boneshaker do Dr. Blue. Mas em seu primeiro teste, a Boneshaker perdeu terrivelmente o controle, destruindo vários quarteirões do centro de Seattle e liberando um veio de gás venenoso subterrâneo que transformava qualquer um que o respirasse num morto-vivo. Agora dezesseis anos se passaram, e uma muralha foi construída para cercar a cidade tóxica e devastada. Logo além dela mora a viúva de Blue, Briar Wilkes. A vida é difícil com a reputação arruinada e um adolescente para criar, mas ela e Ezekiel vão levando. Até que Ezekiel decide efetuar uma cruzada secreta para reescrever a história. Sua jornada irá levá-lo por baixo da muralha, para dentro de uma cidade infestada de mortos-vivos famintos, piratas aéreos, mestres do crime e refugiados fortemente armados. E apenas Briar poderá tirá-lo de lá com vida.

Bitch, please. É steampunk com zumbis! Dá pra ficar melhor?! Obrigada Underworld e Cherie Priest!

“Irei viajar até o coração negro de um Império corrupto para arrancar o mal pela raiz. Mas se Roma não foi construída em apenas um dia, também não será restaurada por um assassino solitário. Eu sou Ezio Auditore de Florença e essa é a minha Irmandade”. A aguardada continuação de “Assassins Creed”, o livro baseado no game de sucesso. Com mais de 60.000 exemplares vendidos no país, foi um dos 20 livros de ficção mais vendidos no país, em 2011 segunda a VEJA. No segundo volume da saga, o outrora poderoso Império Romano está diante do colapso e da ruína. Seus cidadãos vivem à sombra da impiedosa família Borgia. Para enfrentar inimigos tão poderosos, Ezio precisará contar, mais do que nunca, com o Credo dos Assassinos.

Ezio, me abraça forte! Façam um favor a vocês mesmos, joguem os jogos! São muito bons.

E finalmente,

o mais aguardado,

aquele que vai me fazer cortar a fila de idosos e gestantes,

praticar le parkour nas estantes,

vender parentes distantes ounão no mercado livre,

ele.

oh my, oh my!

Delirium!

Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?

Vale lembrar que estou descontrolada assim porque, além da sinopse altamente recomendável, a autora é mara! Lauren Oliver escreveu Antes Que eu Vá, um livro que merece um bis na leitura e uma resenha só pra vocês, seus lindos!

E por último, um lembrete:

DIA 23 ESTÁ CHEGANDO! MAY THE ODDS BE IN YOUR FAVOR!

Enquanto você lê esse post eu estou indo lá garantir meu ingresso! Comapoeira

Mal vejo a hora de curtir tudo isso!

P.S.: Se assim como eu você pensou OMG! para a música do trailer, lá vai:

xoxo e boa semana

Instintos Cruéis – Carrie Jones

#MarinaAvilafeelings

  • Autor: Carrie Jones
  •    Editora: Underworld
  •    Nº de Páginas: 336
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2010
  •    Título Original: Need
  •    Tradutor: Anna Death Duarte
  •    Avaliação: 7,0
Zara White suspeita que um cara estranho esteja meio que a perseguindo, de um modo bem compulsivo e obsessivo. E ela também tem uma obsessão… por fobias. E é bem verdade que ela não é mais a mesma desde que seu padrasto morreu. Mas precisava ser exilada no Maine, para morar com a avó ? Isso já parece um pouco extremo, não ? No entanto, foi uma atitude tomada com o suposto propósito de fazer com que Zara mantenha sua sanidade… porém, ela está bem certa de que o verdadeiro problema é que sua mãe não consegue lidar com ela nesse momento. Zara não poderia estar mais errada. Acontece que o cara que meio que a persegue não é um produto da sua imaginação. Na verdade, ele ainda a está seguindo, deixando para trás um misterioso rastro de poeira dourada. Algo não está certo – algo não humano – nessa cidadezinha estagnada no Maine, e todos os sinais apontam para Zara. Neste romance sinistro e cativante, Carrie Jones nos presenteia com uma boa dose de romance e suspense, além de no apresentar uma criatura que nunca havíamos pensado que deveríamos temer.
Quando o livro foi lançado, lá em Novembro de 2010, não fiquei muito empolgada com a sinopse. Juro, pensei que nem ia comprar, mas eu tenho uma coisa com coleções. Quando vejo os trabalhos da Underworld tenho vontade de tê-los, seja pela proposta, pela capa ou pelo imenso carinho (e humanidade) que o pessoal da editora tem com os livros e os leitores.

Instintos Cruéis é possivelmente um dos primeiros títulos estrangeiros no catálogo da Under, que, como muitas coisas na vida, deu seus tropeços no início.  Pequenos erros de tradução não me incomodaram muito, o problema é a forma como a estória é contada. Se Carrie Jones escrevesse tão bem diálogos quanto ela escreve as divagações internas de Zara, o livro seria muito melhor. Quero dizer, quantas vezes uma pessoa pode dizer fofo, fofinho, fofura, numa mesma conversa antes de ser considerada mucho loca?

Pois não?

Outra coisa que simplesmente não desceu foi a construção de alguns personagens. Nick Colt, le mocinho, era dito o bad boy por todos no colégio, mas, pelo menos até onde a visão de Zara alcançava, ele era um cara super bacana! O mesmo com Megan e Ian, supostamente as pessoas mais arrogantes da escola, supostamente. Ficaram muito apagados, em tons pastel, por um longo tempo.

Agora Zara, essa menina é um verdadeiro quebra-cabeças. Ela está só o pó, completamente sem chão e vontade de seguir em frente. Não é pra menos também, o padrasto paiéquemcria da moça morreu na frente dela de um ataque do coração fulminante.

Ela usa sua fixação por fobias como escudo para as situações difíceis da vida, ou seja, vamos aprender muuuitos nomes estranhos engraçados de medos.

“Coleciono medos como outros colecionam selos, e isso faz com que eu pareça mais estranha do que na verdade sou. Essa é a minha praia. Esse lance dos medos. Fobias.”

Não Zara, meu bem, nós nunca pensaríamos mal de você só por causa de uma maniazinha à toa. Nós pensaríamos muito mal de você caso insistisse em não ver o quanto o Nick gosta de você! Sim, ela passa mais da metade do livro acreditando que o cara-mais-legal-do-mundo a ODEIA. Por quê? Não sei, mulher é um bicho estranho.

Retomando!

Adorei esse lance, cada capítulo vem com uma ‘bia’ diferente (uma compilação mesmo) e lá nos cafundós do Maine, material é o que não vai faltar. Afinal de contas, tem um cara perseguindo ela. De acordo com seus novos amigos, Issie e Devyn, o tal cara tem tudo pra ser um pixie, tipo uma fada. Só que com uma sede de sangue humano aplacável apenas por uma rainha.

Quem tem tudo pra ser a Zara.

Vamos juntar isso a um ambiente bem tenebroso e gelado, adolescente sequestrados, habitantes muito estranhos, mitos, superstições, um passado familiar mal explicado e aparições um tanto quanto malignas.

Recomendo que leia esse livro a noite, sem nenhuma interferência externa. Eu queria fazer a coisa fluir, mas era interrompida constantemente pelos latidos da Luiza, uma dos TREZE cachorros com nome de gente da minha vizinha, por que essa Luiza não vai pro Canadá? Hahá #piadafail

Enfim, terminei necessitando saber o que viria a seguir e querendo mais e mais coisas sobre o mundo dos pixies, das fadas, elfos e coisas encantadas. Se você está afim de uma leitura leve, rápida e com um final marcante, vá atrás de Instintos Cruéis. Não é um livro que passará em branco.

Abaixo, a capa original e os outros volumes da série, ainda aguardando serem lançados no Brasil.

Need (Instintos Cruéis) Captivate (Cativar*) Entice (Seduzir*)

 *tradução livre.
Adorei a capa do terceiro volume, Entice, e vocês?
xo

Sangue e Chocolate – Annette Curtis Klause

Artes de capa e miolo totalmente perfeitas!!

  •    Autor: Annette Curtis Klause
  •    Editora: Underworld
  •    Nº de Páginas: 254
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2011
  •    Título Original: Blood and Chocolate
  •    Tradutor:  Eric Novello
  •    Avaliação: 8,5
Vivian Gandillon aprecia a mudança, a dor doce e poderosa que a transforma de garota à lobo. Com dezesseis anos, ela é bonita e forte, e todos os jovens lobos estão aos seus pés. Mas Vivian ainda está de luto pela morte de seu pai; seu grupo continua sem um líder e em desordem, e ela se sente perdida nos subúrbios de Maryland. Vivian acaba se apaixonando por um humano, bom e gentil, um alívio bem vindo para ela. Ele é fascinado por magia, e Vivian deseja se revelar para ele. No entanto, a lealdade de Vivian é colocada à prova quando um assassinato brutal ameaça expor o grupo. Movendo-se entre dois mundos, ela não parece pertencer a nenhum dos dois. O que ela é realmente? Humana ou Besta? O que tem o gosto mais doce? Sangue ou Chocolate?
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É tão bom NÃO ler sobre a mocinha tímida, politicamente correta que só quer ser normal, sabe, pra variar um pouco. A Vivian tem consciência de que é linda de morrer morenafatal e que todo mundo concorda. Ok, até ai no problems, mocinhas tem esse direito! Mas a Vivi se orgulha mesmo é de ser uma cadela.

Calma benhê, não é isso que você está pensando, pelo menos, não exatamente isso.

Os loup-garou de Annette C. Klause estão muito mais para lobo que símio, eles existem há séculos e formam uma verdadeira sociedade à parte. Ninguém se torna um lobisomem, é algo de nascença, se você for mordido por um vai ficar com um pedaço a menos e talvez até hidrofobia, mas nenhum pelo a mais. A matilha é capaz de tudo para proteger os seus e pode parecer muito cruel, mas não podemos esquecer que seus instintos falam mais alto do que qualquer outra coisa. Até a mãe de Vivian, Esmé, se parece mais com uma companheira de balada do que com sua mãe. Expressões como acasalar e lutar por um macho são corriqueiras ali.

Não que a garota goste disso.

Na verdade ela fica meio envergonhada pelos modos de Esmé, a fêmea nunca mais foi a mesma depois que seu parceiro, pai de Vivian e líder da matilha, morreu tragicamente em um incêndio. Um incêndio provocado por humanos raivosos depois que os amigos lobos de Vivi saíram do controle e mataram outras pessoas. É claro que ela acha que tem uma parcela de culpa.

Acontece de toda a matilha se mudar para Maryland e Vivian, mesmo ciente das diferenças básicas entre os loup-garou e os humanos, não consegue evitar se apaixonar por Aiden, um adolescente totalmente diferente dos lobos de sua matilha. Ele é sensível, odeia violência, foge de discussões e está à procura de algo místico, qualquer coisa que mude sua vida chata e normal.

Esse relacionamento não passa despercebido pelos outros lobos que, nem preciso dizer, não acham que seja super legal. Ela é praticamente a única fêmea jovem que restou e todos esperam que escolha um parceiro logo. Principalmente Gabriel, o gostosodedoer candidato a próximo líder.  Além disso, ela quer muito mostrar a Aiden a criatura magnifica em que pode se transformar e acredita que é a hora certa.

Sim, eu disse a mesma coisa. ‘Vivis, não-faça-isso!’

Há, até parece que alguém ia me ouvir…

Só que agora ela pegou um coelho muito maior do que pode mastigar. Alguém (leia-se lobisomem) destripou uma pessoa atrás de um bar e Vivian tem todos os motivos para acreditar que foi ela quem fez o serviço. Mesmo sem conseguir se lembrar de nada dos acontecimentos da fatídica noite.

É um livro sexy, repleto de personagens sedutores e acontecimentos marcantes. Li ele em 4 horas e fiquei de DPL, não queria que acabasse tão rápido. Confesso que não vou ver o filme, tenho medo de perder todas as imagens que projetei da história e que ficaram tão bem na minha cabeça.

É um crime não haver um seguimento para Sangue e Chocolate!! Annette, sua tratante, how could you?  Como você pode fazer um livro que devoramos igual a chocolate e não escrever uma continuação?!

¬¬ mocinha

xoxo
Edit 15.02.2012 : Acabei de assistir o filme. Por favor, não façam isso com vocês.

Cover cutie

Essa semana uma comoção tomou conta do Twitter da Editora Underwold, foi a descoberta, aprovação e escolha da capa de Sob a Luz dos Seus Olhos, da paulistana Ericka Christine F. de Melo. Ela escreve sob o pseudônimo de Christine M.  e vai ter seu livrão nas prateleiras ano que vem!

Isn’t she lovely?

Querem um gostinho?

“Essa é a nossa vida. […] Toda transformação que um ser humano pode sofrer porque disse sim, toda a magia que só existiu porque, em um dia qualquer, nossos olhos se cruzaram.” Elisa é uma garota determinada com todo o futuro pela frente. Está partindo para a gélida e cinzenta Londres com todas as expectativas lotando sua bagagem. Nesse cenário, conhece Paul, um jovem de espírito livre e com uma promissora carreira de ator. Tudo poderia ser apenas um romance casual. Entretanto, Paul e Elisa são dois seres nos quais os rótulos não se encaixam. Graças à entrega incondicional e dedicação, puderam vivenciar tudo o que amor pode ser. Ela encontrou em seus olhos azuis a força para ultrapassar todas as barreiras que sequer imaginaria ter de enfrentar. Ele descobriu que as várias nuances dos olhos dela o levariam a uma trajetória oposta àquela que sempre planejou. Com eles, podemos viajar desde a tradicional e britânica York, às belas praias de Angra dos Reis, até as charmosas paisagens de Santa Mônica, na Califórnia, em uma trama intensa vivida e mostrada através dos olhos dos amantes. Contudo, o amor entre os dois jovens vai além do pitoresco. Ultrapassa o cotidiano e invade as questões existenciais humanas, se transformando em um convite à reflexão sobre o autoconhecimento e a incapacidade de prever do que somos capazes. Um romance repleto de reviravoltas, emoção e dinamismo, capaz de prender o leitor até o último capítulo. Muito mais do que uma história de amor furtiva ou pueril, “Sob a luz dos seus olhos” relata de maneira envolvente como esse sentimento pode mudar vidas e construir pontes que nem mesmo o tempo e o espaço podem destruir. O que você faria por amor? Eles fizeram tudo!

Por enquanto vamos aguardar mais novidades e a conclusão da capa de Camundo – O Signo Oculto, do queridão Nanuka Andrade, que já está ficando linda! #elequefez

Para quem ainda não conhece Camundo:

Depois de fugir de um asilo de desvalidos, Camundo encontra abrigo na casa de um rico e influente ervateiro. O que poderia ser um final feliz para um menino abandonado, acaba se tornando em um infeliz sucessão de acidentes e infortúnios.
Camundo não é um menino comum; é capaz de desenhar coisas terríveis, que acontecem logo em seguida: incêndios, acidentes e crimes, entre outras temeridades.
O que Camundo não sabe é que desenhos assim podem despertar interesse de gente perigosa, como a socidade secreta, conhecida por Asseclas do Lagarto, que está disposto a tudo para trazer um segredo milenar à tona, escondido nos corredores subterrâneos da cidade.
Well, agora é hora da blogueira colocar a leitura em dia e NÃO assistir F.R.I.E.N.D.S de novo.
Bom começo de semana pra  vocês ^^
xo

A Floresta de Mãos e Dentes – Carrie Ryan

Sempre preferi essa

  •  Autor: Carrie Ryan
  •   Editora: Underworld
  •   Nº de Páginas: 298
  •   Edição: 1
  •   Ano: 2011
  •   Título Original:Forest of Hands and Teeth
  •   Tradutor:  Fabio Fernandes
  •   Avaliação: 8,5
O mundo de Mary é um mundo de verdades simples. A Irmandade sempre sabe o que é melhor. Os Guardiões protegem a todos. Os Esconjurados jamais descansam. E você deve sempre tomar cuidado com a cerca que percorre o perímetro do vilarejo; a cerca que protege o vilarejo da Floresta de Mãos e Dentes. Mas, lentamente, as verdades de Mary estão se desintegrando. Ela está aprendendo coisas que nunca quis saber a respeito da Irmandade e seus segredos, dos Guardiões e seu poder, e dos Esconjurados e seu desespero. Quando a cerca é violada e seu mundo é atirado no caos, Mary deve escolher entre sua vila e seu futuro – entre seu amado e o homem que a ama. E ela deve enfrentar a verdade a respeito da Floresta de Mãos e Dentes. Pode existir vida em um mundo cercado por tanta morte?

Chega a ser engraçado como a vida brinca com a gente, tipo, às vezes ela faz coisas que se encaixam tão perfeitamente no nosso estado de espirito ou situação que parece estar tripudiando. Bem, eu prefiro encarar essas coisas como sinais.

A Floresta de Mãos e Dentes caiu no meu colo quase que por acidente, eu não gosto de histórias de zumbis, não não, eu não gosto DE ZUMBIS (é, ria à vontade, eu tenho medo). Mas aconteceu de que, enquanto eu o lia essa madrugada, descobri que era uma estória muito além de gente podre. É sobre você ter a oportunidade perfeita…

…e deixar passar.

Não importa que tipo de oportunidade é essa, ou se perfeição não quer dizer exatamente raridade, se você espera demais, se você pensa demais ela vai embora.

Mary tem tantos sonhos, tanto em que acreditar que não sabe por onde começar. A mãe dela vai para os Esconjurados (os zumbis), pois não aguenta a dor de perder o marido para eles. Mary poderia ter salvado a sua vida, fato, mas ficou tempo demais imaginando se deveria fazer isso ou não, até que a escolha dela bateu asas.

E de novo.

E de novo.

E mais uma vez.

Em alguns pontos ela me lembra demais a Katniss Everdeen. Ambas são generosas e egoístas ao mesmo tempo, vão se colocar em perigo para te salvar, mas jamais vão dar espaço para você em suas vidas.

É um livro melancólico e assustador (não digo isso pela gente gemendo e se arrastando por ali), pois fui descobrindo junto com Mary que o perigo poderia estar dentro da cerca e não fora dela. Que os verdadeiros vilões estavam escondendo de toda a aldeia coisas que jamais deveriam ser ocultas.

Quando sua mãe Retorna (volta zumbizada) Mary é escorraçada por seu irmão mais velho, Jed, que a culpa, e tem de ficar com as Irmãs. A Irmandade é o governo da aldeia, são freiras que detém para si todas as informações que restaram de antes do Retorno e muitos outros segredos, e levam Deus para as pessoas. Elas são quase tão assustadoras quanto os Esconjurados, e quem também estudou em colégio de freira sabe do que eu tô falando. Mary passa meses em silencio, parte por imposição de Irmã Thabita, parte por sua vontade de se desligar daquele mundo, até que Travis aparece muito machucado. Travis é o irmão mais novo de Harry, o melhor amigo de Mary e que quer se casar com ela. O problema é que a menina sempre gostou mais do irmão caçula e, quando ela passa dias cuidando e contando histórias para ele, o gostar vira amar.

Obviamente a vida da Irmandade não é para ela, principalmente depois que Gabrielle surge. De fora.

Então Mary é consumida pela dúvida entre ficar e descobrir o que as Irmãs escondem ou ir pelo caminho de onde Gabrielle veio. Ver o que há além da cerca.

Mas, mais uma vez, ela passa tanto tempo ponderando que a vida decide por ela. Harry fala por ela, ou seja, a pede em casamento, e tanto Jed quanto Irmã Thabita aceitam. E não para por ai, Travis se compromete com Cassandra, a melhor amiga de Mary.

E agora, José?

Acho que não posso falar mais da história sem fazê-la perder uma parte da graça. Recomendo o livro. Na verdade eu recomendo que você saia do computador e vá abraçar seus pais, beijar seu (a) namorado (a), ligar para os seus amigos e dizer a todos eles o quanto os ama. Que sabe que eles o (a) amam também e que sua vida seria um saco sem eles. Lembre-se sempre que a oportunidade perfeita não é necessariamente rara, e que dizer a uma pessoa o quanto ela é importante para você sempre que sentir uma vontadezinha está longe de ser piegas, que a insegurança é um veneno.

Não deixa as brechas que a vida te dá passarem.

Sim, eu meio que já sabia de tudo isso, mas precisei de um livro lido na hora certa para entender. E antes que alguém me diga que é um livro para adolescentes/jovens adultos, eu peço que leve o preconceito literário para outro lugar.

Leiam A Floresta de Mãos e Dentes se gostarem de histórias de zumbis, se gostarem de sociedades pós-apocalípticas, se gostarem de chorar ou se acham que precisam de um chacoalhão.

O ministério dos blogueiros adverte, esse livro é uma METÁFORA.

Xo

P.S.: Mãe, pai, obrigada por me apoiarem sempre e se dedicarem tanto mesmo quando eu não mereço.

Banidos – Sophie Littlefield

Ainda mais bonita que a original!

  •   Autor: Sophie Littlefield
  •   Editora: Underworld
  •   Nº de Páginas: 238
  •   Edição: 1
  •   Ano: 2011
  •   Título Original: Banished
  •   Tradutor: Débora Isidoro
  •   Avaliação: 8,0

Não há muitas coisas pelas quais valha a pena viver em Gypsum, Missouri, ou Trashtown, como os garotos ricos costumam chamar o bairro decadente onde mora Hailey Tarbell, dezesseis anos. Hailey acha que nunca vai se ajustar, nem com os garotos populares da escola, não com os rejeitados, nem mesmo com sua avó cruel e doente que vende drogas no porão de sua casa. Hailey Não conheceu a mãe, já morta, e não tem ideia de quem era seu pai, mas pelo menos ela tem seu irmão adotivo de quatro anos de idade, Chub. Quando fizer dezoito anos, Hailey praneja levar Chub para longe de Gypsum e começar uma nova vida onde ninguém possa encontrá-los.

Mas quando uma colega se machuca na aula de ginástica, Hailey descobre o dom de cura que ela nuca soube possuir e que não pode mais ignorar. Ela não só é capaz de curar, como pode trazer de volta à vida pessoas que estão morrendo. Confusa com seus poderes, Hailey procura respostas, mas encontra apenas mais perguntas, até que uma misteriosa visitante aparece na casa de sua avó alegando ser Prairie, sua tia.

Há pessoas dispostas a tudo para manter Hailey em Trashtown, vivendo um legado de desespero e sofrimento. Mas quando Prairie defende Hailey e Chub de invasores armados que invadem a casa de sua avó no meio da noite, Hailey precisa decidir onde colocar sua confiança. Serão o passado de Prairie e o segredo que ela enterrou há muito tempo, e que a levou a deixar Gypsum anteriormente, capazes de arruinar todos eles? Porque, como Hailey vai descobrir, seu poder de cura é só o começo.

Pra começo de conversa, quando estiverem com o livro em mãos, NÃO olhem nas orelhas, contém mais spoilers do que comentários no Skoob! Tudo bem, só por alguém dizer NÃO olhe você vai sentir o impulso incontrolável de olhar… então olhe, e acabe logo com a graça do livro de suspense, tirando o suspense dele, seu troll! Eu não olhei e fui uma pessoa muito feliz por isso. Sério. E não vou dizer ‘eu bem que avisei’ porque você já sabia. Até por que…

bitch, please.

Certo, vamos ao livro!

No início estranhei, Banidos não segue a linearidade quase que litúrgica dos outros YAs. A gente não tem muito tempo de conhecer a Hailey antes que ela comece a fazer as curas dela… mas nós todos pegamos o ponto onde ela está abaixo da rabeira da cadeia alimentar na escola, onde nem os loosers querem ficar perto dela, e também não há como não querer trucidar a avó, Alice, por ser tão desprezível (esqueça as vilãs caricatas, Alice é cruel e calculista). A velha teve a capacidade de adotar Chub, que é mentalmente atrasado, só para usar o dinheiro que o governo paga como auxilio. Há também os Morries, moradores de Trashtown como elas, que pareciam exercer tanto fascínio em Hailey quanto podiam fugir dela.

Quando Hailey cura Milla, uma colega da escola Morrie, de um tombão a menina fica tudo, menos agradecida. Raivosa e assustada são boas palavras. Depois de muita humilhação pública Hailey finalmente consegue se aproximar da garota e tirar algumas respostas: Milla fala sobre como são todos Banidos, os Morries, e que as mulheres Tarbell devem ser amaldiçoadas. Hailey não consegue acreditar que seja o caso, não quando seu dom parece fazer coisas tão boas, Chub está progredindo agora e ela até conseguiu salvar Rascall, o cachorro dela, quando foi atropelado. Dica, fiquem de olho no cachorro.

Milla também sugere outras coisas: a mãe de Hailey não teria morrido no parto, ela era louca e se matara pouco depois de dar a luz, ou que havia mais ligações dela com os Morries do que ela imaginava. Logo, as respostas deixam pontos de interrogação ainda maiores do que antes!

Enquanto isso, na sua casa, parece que vovó Alice sabe muito mais sobre o dom da neta do que quer contar e seus planos podem ser tão escusos que jamais passariam pela cabeça de Hailey. Não se não tivesse provas suficientes para acreditar que a avó estava tramando algo grande e absurdo para ela.

A chegada de Prairie que raio de nome é esse?  vai trazer mais alivio do que Hailey poderia esperar, mas as respostas que ela tanto queria estão por vir. Talvez fosse melhor não saber de nada…

Demoramos para ter um mocinho em potencial, o foco do livro segue para a fuga de tia e sobrinha de pessoas mil vezes piores que Alice, pessoas capazes de usarem os poderes de Curadora de Hailey e Prairie para coisas nefastas e inumanas por dinheiro!

É um livro ótimo para quem quer sair da mesmice sem deixar totalmente de lado o gênero. A escrita de Littlefield é singular, às vezes eu sentia que devia ler trechos em voz alta, como se houvesse sido escrito para aquilo. Os dois últimos terços eu li em pouco mais de 3 horas, parece um filme de suspense muito bom, ou um ótimo episódio de Supernatural.

Fiquei com medinho no final… não posso contar do que, senão estraga a surpresa, mas quando lerem se lembrem: a Andhy odeia muito isso, e com razão!! Então fiquem à vontade para se juntarem a mim num local bem iluminado com espingardas e lança-chamas.

Adorei o livro, umas poucas vezes a narrativa ficou confusa, ou talvez eu só estivesse lendo afobada demais, mas não é nada que atrapalhe todo o mistério que vai se formando na vida de Hailey. Banidos foi uma ótima surpresa, sem dúvidas!

Infelizmente a continuação, Unforsaken, só saiu lá fora agora. Ou seja, ainda demora um pouco pra chegar aqui.

Pois é...

Tá esperando o que, meu bem? O Apocalipse Zumbi? Vai ler Banidos agora!

xo