Crave a Marca – Veronica Roth

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  •    Autor: Veronica Roth
  •    Editora: Rocco
  •    Nº de Páginas: 480
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2017
  •    Título Original: Carve The Mark
  •    Tradutor: Petê Rissati

   Avaliação: 7,0

Num planeta em guerra, numa galáxia em que quase todos os seres estão conectados por uma energia misteriosa chamada “a corrente” e cada pessoa possui um dom que lhe confere poderes e limitações, Cyra Noavek e Akos Kereseth são dois jovens de origens distintas cujos destinos se cruzam de forma decisiva. Obrigados a lidar com o ódio entre suas nações, seus preconceitos e visões de mundo, eles podem ser a salvação ou a ruína não só um do outro, mas de toda uma galáxia.

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Vamos começar falando sobre como esse livro é chato…

Sim, foi um choque pra mim também, apesar de depois eu ter mentalmente chutado minha canela depois por isso. Eu evito ler logo livros ultramegasuperesperados justamente por isso, as chances de me desapontar são enormes e meu coraçãozinho já sofreu decepções literárias o suficiente por uma vida. Mas a blogueira ouviu o próprio conselho? Nãããããão. Bem feito pra blogueira.

Não me levem a mal, eu respeito muito a Veronica! Tive um caso de amor com Divergente do momento em que coloquei minhas mãos nele até o virar da última página. E assim foi com Insurgente e até tolerei o fim de Convergente, mas sempre gostei muito do que lia dela. Isso explica o duro golpe que sofri.

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Na primeira parte do livro temos muitas cenas e ainda assim NADA ACONTECE. É frustrante e desanimador, porque eu não tinha vontade de pegar ele pra ler, acabar logo com a tortura e partir pra outra! O pior é que a Veronica não aproveitou esse grande vácuo pra explicar a sociedade extremamente complexa onde somos jogados. Fiquei tempo demais me sentindo muito burra por não estar entendendo nada! Culpando minha falta de interesse, mas voltei e reli boa parte do começo procurando respostas, procurando alguma coisa, e nada! São muitos planetas, muitas culturas, muitos termos diferentes, e normalmente eu amaria tudo isso, mas faltou uma mãozinha amiga ali pra esclarecer o leitor. Eventualmente você se acostuma (ou desiste) e incorpora todas as novidades, mas só depois de metade do livro e o final da sua paciência.

Não tinha uma alma pra dizer: “Veronica, é muita informação, filha! Vamos explicar melhor essa loucura toda?”

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Dica: tem um glossário no fim do livro. Depois de tudo que passei, quase mastiguei aquelas páginas de pura raiva.

Mas não quero ser injusta. Depois da metade as coisas melhoraram, tanto que o final foi digno da Roth genial que conhecemos!

E os personagens são impecáveis. Mais uma vez temos uma mocinha meio atormentada, mas que não se desculpa por ser um “prego enferrujado”. A diferença é que o mocinho não é nenhum Quatro. Akos é sensível e acredita que as coisas podem ser melhores, que as pessoas podem se redescobrir mais gentis. Quando Akos e Cyra se vem presos um ao outro, essa sensibilidade faz toda a diferença.

Gostei da parte onde os poderes não são os protagonistas na história. Quero dizer, eles tem muita importância sim, alguns personagens se definem por eles. Porém, diferentemente da maioria dos livros com gente cheia dospoder, aqui todo mundo tem um dom, seja um bem dahora, até um bem inútil. E as pessoas no topo das cadeias de poder estão lá por serem as mais espertas e maquinadoras, não por terem os melhores poderes… isso muda tudo! Gente, temos um vislumbre de um soldado figurante (sério, é um figurante, não tem nem meia linha escrita sobre esse personagem) que solta FOGO PELAS MÃOS e ele morreu igual uma mosca. Tipo, a Veronica samba na cara de todos aqueles livros nas nossas estantes com gente que chega até na realeza por ter poderes especiais!

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Crave a Marca está longe de ser o que eu esperava ou gostaria. Mas seu final compensa boa parte do tédio que foi o começo, e o que não compensa nós conseguimos lidar. Ele acabou no embalo de grandes revelações e com certeza deixou um gostinho de quero mais…acho que serei obrigada a ler a continuação, ainda tenho fé na Veronica. Apesar de não confiar muito nela depois do final de Convergente.

P.S.: Pra me sentir menos obtusa procurei na internet e descobri que MUITA gente ficou boiando com a construção do universo de Crave a Marca. Ufa.

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Cinder – Marissa Meyer

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  •    Autor: Marissa Meyer
  •    Editora: Rocco
  •    Nº de Páginas: 448
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2013
  •    Título Original: Cinder
  •    Tradutor: Maria Beatriz Branquinho da Costa

   Avaliação: 8,5

Num mundo dividido entre humanos e ciborgues, Cinder é uma cidadã de segunda classe. Com um passado misterioso, esta princesa criada como gata borralheira vive humilhada pela sua madrasta e é considerada culpada pela doença de sua meia-irmã. Mas quando seu caminho se cruza com o do charmoso príncipe Kai, ela acaba se vendo no meio de uma batalha intergaláctica, e de um romance proibido, neste misto de conto de fadas com ficção distópica. Primeiro volume da série As Crônicas Lunares, Cinder une elementos clássicos e ação eletrizante, num universo futurístico primorosamente construído.

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Como não se interessar por um conto de fadas ciborgue? Sério, gente, a Cinderela… meio robô! Ao invés de ratinhos prestativos temos um andróide com um chip de personalidade super-desenvolvido e muita graxa no lugar do borralho.

Eu tinha certo preconceito com essa princesa em particular, eu sei que ela pastou muito na mão da madrasta e das meias-irmãs e tals, mas a sensação era de que ela não fazia nada pela felicidade dela. Reclamava e reclamava de limpar e lavar para as três malvadas, mas dependeu completamente de todo mundo para ter o final feliz. E eu tenho quase certeza de que ela continuou limpando e lavando depois, só que para o príncipe.

A Lihn Cinder não é assim! Claro, ela tem 36,48% de partes sintéticas no seu corpo, o dom de consertar praticamente qualquer coisa apenas com uma pancada bem dada e um banco de dados poderoso ligado ao software na sua mente, mas nem por isso ela deixa para os outros o que ela mesma pode fazer!

Geralmente sou meio arisca com livros ‘hypados’, sabe, aqueles que ficam populares do nada só pela propaganda boca a boca de gente que nem leu? Minhas recentes experiências com esse tipo de leitura não foram lá essas coisas, sem contar que os dois últimos livros que li tinham a temática “princesa” e me deixaram tão na mão que cogitei empurrar Cinder para o canto mais escuro e mal-encarado da minha estante.

É tão, mas TÃO bom quando me engano desse jeito.

Cinder é um romance, mas não é meloso. Fala pouco das características físicas dos personagens e não corremos o risco te agüentar uma mocinha carregada de hormônios discorrendo horas sobre como o cabelo do mocinho se agita perfeitamente ao vento. Tá, ok que a Cinder não tem canais lacrimais e não pode nem corar, coitada, mas aprendemos a gostar dos personagens pelo que eles são, não pelas suas aparências. Não que o Príncipe Kai seja alguém ruim de se olhar, longe disso… e ele fala também! Toma decisões e tudo, um amor. Bem diferente daquele carinha que só apareceu na hora do baile, bocejou três vezes, sorriu pra Cinderela e bem… só isso!

Não! Ele não é assim, mas tem espirito!

Os destaques vão para a colônia Lunar muito louca, com humanos mutantes e uma rainha boazinha-só-que-ao-contrário e o esforço que Cinder faz para que nem todo mundo fique sabendo das suas… peças, e por todo mundo eu me refiro ao Príncipe. Gostei também do modo como a pandemia é tratada, não posso falar muito aqui, quero essa resenha o mais limpa de spoilers que conseguir porque, acredite, apesar de todos nós sabermos o que acontece com a Cinderela, Cinder tem uma surpresa mais criativa que a outra a cada página virada!

Estou completamente apaixonada por tudo nesse livro, desde a capa icônica maravilhosa até o texto em terceira pessoa despretensioso e ritmado de Meyer. A moça estreante com certeza ganhou uma fã alucrazy aqui, com direito a comprar também as edições hardcover, ler Scarlet (a continuação) de maneira ilícita enquanto minha cópia não chega e fazer mandinga para que o lançamento de Cress seja adiantado para ontem.

Cinder é um livro inusitado e cheio de ação, ele balança as estruturas de uma estória terrivelmente manjada, dá uma banana para aquela Cinderela sonsa e faz até o leitor mais cético com ficção científica prender a respiração em meio a tantos androides e aerodeslizadores.

Eu não recomendo, eu ordeno, em nome do Príncipe Kaito da Comunidade Oriental que você leia Cinder. Agora!

xoxo e bom meio de semana!

Divergente – Veronica Roth

  •     Autor: Veronica Roth
  •    Editora: Rocco
  •    Nº de Páginas: 502
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Divergent
  •    Tradutor: Lucas Peterson

   Avaliação: 9,0

Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto.

A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é.

E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

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“Dividiram-se em quatro facções que procuravam erradicar essas qualidades que acreditavam ser responsáveis pela desordem no mundo.[…]

-Os que culpavam a agressividade formaram a Amizade.[…]

-Os que culpavam a ignorância se tornaram a Erudição.[…]

-Os que culpavam a duplicidade fundaram a Franqueza.[…]

-Os que culpavam o egoísmo geraram a Abnegação.[…]

-E os que culpavam a covardia se juntaram à Audácia.”pág. 48

Dividir para conquistar foi uma estratégia de Alexandre, o Grande, mas poderia facilmente ser discurso das facções…

Divergente foi um livro que me surpreendeu por sua estória de qualidade e ótimos personagens. Eu já tinha lido vááááárias críticas positivas sobre ele, mas me recusei a começar a leitura pensando que esse seria o livro do ano e blábláblá. Enfim, Divergente não é o livro do ano para mim, mas chega perto. Vou evitar entrar em detalhes do enredo nessa resenha, pois desde o início tive surpresas e falar delas pode estragar um pouco a sua leitura depois. (Eu sei que você não vai aguentar e vai ler)

No começo do livro fiquei um pouco apreensiva com Beatrice, conforme via o interior da facção da Abnegação através de seus olhos, não pude evitar o pensamento “Cassia, é você?” Não que eu não goste de Destino (Ally Condie), mas a personagem principal meio que sempre azedou a leitura para mim e por isso tinha medo de encontrar uma irmã perdida dela em Beatrice.

Outra Cassia Reyes não!

 Não dava pra estar mais enganada!

Tris tem HORROR a mostrar suas fraquezas e, apesar de estar acostumada, detesta que todos a julguem incapaz de muita coisa só por seu tamanho. O resultado é uma constante de provações e atos corajosos para mostrar que não é pouca porcaria! O melhor? Tris não é uma idiota que faz coisas inconsequentes e estúpidas como os outros adolescentes, ela está sempre ciente das suas limitações e trabalha para superá-las.

Quer outro “melhor” ainda? A Beatrice não é hipócrita.

Deus sabe o quanto personagens metidos ao próximo Gandhi me irritam. Sendo pisados, enganados e traídos e ainda assim se recusando a admitir que querem ver aquele f#@%#@ se dando mal, muito mal!

A Tris não. Se alguém a machuca, ela revida. Ou no mínimo acha lindo quando revidam por ela.

Tris por dentro E por fora quando alguém recebe o que merece!

Eu, por ver Tris reagindo daquela maneira!

E tem o Quatro. Assim, se eu tivesse lido esse livro antes, nós não teríamos o Mocinhos de Tirar o Sono, ao invés seria um post de apreciação ao Quatro.

“Ele não é doce, gentil ou especialmente bondoso. Mas é esperto e corajoso e, embora tenha me salvado, tratou-me como uma pessoa forte. Isso é tudo o que eu preciso saber.”

A atmosfera do livro, a agitação, a liberdade, os desafios, é tudo tão empolgante que eu ficava me remexendo toda impaciente, queria muito fazer parte daquilo também! Além disso, respeito autores que matam seus personagens. Respeito ainda mais os autores que tem a coragem de deixa que você se apegue aos personagens pra depois tirá-los de cena. Isso não é spoiler, é só um aviso para ninguém (tipo, eu) achar que é tudo oba-oba, que o pessoal da Audácia só fica fazendo Le Parkour na cidade, que quem é da Erudição só sabe estudar e estudar, que os integrantes da Amizade não passam de bobos-alegres, que os Franqueza são simplesmente grossos ou que o pessoal da Abnegação é um bando de bananas.

Essa sou eu caindo na real.

Confesso que demorei para me recuperar do susto complexo de Cassia Reyes e cair na real para a situação de Tris, me tocar que nada ali é simples e que… bem, isso sim é spoiler!

Infelizmente sabemos pouco sobre o passado do mundo e contra o que os soldados nas fronteiras protegem Chicago. É quase como se a autora houvesse esquecido de colocar isso no livro. Outro ponto que não me entrava na cabeça eram as pessoas que vestiam a camisa de suas facções, como se, depois da Iniciação, o comprometimento com o modo de vida da facção escolhida fosse inevitável. Quase sobrenatural.

Em suma, Divergente é um livro bem construído em seus focos e explora bem esse sonho de utopia dentro da distopia. Não vejo a hora de reencontrar seus personagens em Insurgente e continuar a me maravilhar com suas façanhas e avanços! Se você gosta de estórias dinâmicas, com ação mistérios e um romance digno de fazer suspirar deveria estar com a aba de alguma loja virtual aberta garantindo seu exemplar… dinheirinho muito bem gasto, te garanto!

xoxo e bom fim de semana!

Lirael, A Filha do Clayr – Garth Nix

  • Autor: Garth Nix
  •    Editora: Rocco
  •    Nº de Páginas: 440
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2011
  •    Título Original: Lirael
  •    Tradutor: Chico Lopes

   Avaliação: 8,0

Atenção, Spoilers Maiores, vindos direto do Oitavo Portal da Morte, rondam essa resenha. Certifique-se de estar com seus sinos de necromante à mão e a leitura de Sabriel em dia.

Depois de Sabriel, este é o segundo da série O Reino Antigo, ambientada numa terra dividida entre a modernidade e as tradições mágicas por um enorme muro. De um lado, está a Terra dos Ancestrais, um lugar onde a razão e a tecnologia predominam; de outro, o Reino Antigo, onde vivem perigosas criaturas sobrenaturais e onde a magia impera. Neste volume, um antigo mal começa a se espalhar e Lirael, então, é enviada em uma jornada cheia de perigos, tendo como única companhia um cão que é muito mais do que parece.

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“O caminhante escolhe o caminho, ou o caminho escolhe o caminhante?”

Essa é a frase que fecha o Livro dos Mortos, coisa que todo Abhorsen deve ler e compreender. Mas o nosso emprego não precisa ser colocar os mortos de volta no caixão para refletirmos nisso, não é?

Eu tenho um sério vício como leitora, sempre lembro do autor enquanto leio um livro. Não entendo bem o porquê disso, mas é como se eu estivesse atenta ao que levou o escritor a fazer tal coisa na obra ou o que os personagens e eventos falam sobre a personalidade dele. Porque, afinal de contas eles são apenas isso, personagens e eventos frutos de uma mente.

Mas às vezes esqueço disso.

Às vezes os personagens são tão bem construídos, os eventos são tão bem planejados que acabo deixando esse vício de lado e entrando completamente na estória, aproveitando cada parágrafo como se fossem reais. Aconteceu praticamente o tempo todo com As Crônicas de Gelo e Fogo, em várias ocasiões com Jogos Vorazes e em Sabriel.

Lirael acabou não sendo diferente.

Toda a criatividade empregada no Reino Antigo e na Terra dos Ancestrais é cativante demais para ser deixada de lado. É como se o livro tivesse uma fotografia (é, aquela categoria do Oscar!) incrível!

Vamos ilustrar! 😀  Imagine trabalhar numa biblioteca com instruções assim:

“-Agora, esse apito fica preso nas laçadas da lapela aqui, de modo que você possa curvar a cabeça e soprar nele, mesmo se alguém estiver prendendo as suas mãos. […]

O que Imshi queria dizer? O que poderia prender suas mãos?

[…] –Naturalmente, o apito só é bom apenas quando alguém pode escutá-lo. […] É por isso que você ficará com o rato. […]

-O que ele faz? […]

-Consegue ajuda […] e eu verei daqui a pouco qual o punhal mais afiado para você!”

Não é um amor? Adicional por insalubridade nas alturas!

Ainda assim, vale lembrar que Lirael é um livro azul, melancólico, gelado. Você pode lê-lo no inverno ou no verão de rachar e ele ainda vai te deixar com um frio latente na espinha. Nesse volume temos ainda menos diálogos, em comparação a Sabriel, e as descrições detalhadas estão por todo o lado, mas isso ajuda a dar o tom sombrio da narrativa.

Não, esse não é um livro de terror! Mas a Morte está apenas a uma concentração de distância em qualquer lugar que Lirael ou Sameth vão. Como boa medrosa que sou, não precisei de muito para ficar desconfortável e apreensiva toda vez que a droga de uma coisa Morta resolvia sair do túmulo (por vontade própria ou não) e roubar a Vida das outras criaturas por ai. Em outras palavras: mastigar a Vida fora de outra pessoa!

Eu, heim?! Tô fora!

Enfim, Morte, Vida, Visão, Abhorsen, Magia Livre e Ordem… tudo isso é com letras maiúsculas, mesmo quando é verbo, por razões específicas e que ajudam o leitor a entender a importância tanto simbólica quanto física dessas coisas no Reino Antigo. Até porque, pouquíssimas coisas são apenas simbólicas no Reino Antigo.

Ok, agora vamos falar desses dois protagonistas.

Lirael é uma Filha do Clayr… sem a Visão. Como se não bastasse ela ser fisicamente diferente de todas as outras mulheres do Clayr, a garota ainda por cima nem consegue Ver o futuro, característica do Sangue do Clayr. Era de se esperar que ela não tomasse isso graciosamente, mas suas reações são um pouquinho exageradas e constantes demais para o meu gosto.

O mesmo é para o jovem príncipe Sameth, o filho de Sabriel com Pedra de Toque. É, eu sei! Também tive dificuldade de aceitar que uma das minhas heroínas preferidas cresceu e que isso provavelmente significa uma despedida! Mas o filho dela agora é o Abhorsen-em-espera… e tem medo da Morte. Bom, né? Ele sofreu um grande trauma logo no inicio da sua estória, mas o problema é que ele não supera isso!

Tanto ele quanto Lirael são o tipo de gente que bate na mesma tecla o tempo todo, sempre lamentando a injustiça da vida e o peso das expectativas. Eles até aprendem, por fora, a serem melhores magos, lutadores, adquirem certa perspicácia, geralmente marteladas dentro de suas cabeças por Mogget e o Cão Indecente, mas por dentro não mudam.

Foi extremamente desgastante ler suas inseguranças tão arraigadas e tacanhas por tanto tempo! Aquilo foi me irritando e me fazendo querer que alguma coisa acontecesse, malvada mesmo, pra tirar eles daquele mimimi!

Isso quase tirou o brilho da estória pra mim. Quase.

O final é simplesmente a melhor coisa que poderia ter acontecido por todos os livros e garante que vem coisa tão boa quanto ou ainda melhor em Abhorsen – A Última Esperança dos Vivos!

Continuo recomentando a trilogia Abhorsen fortemente. Se você gosta de épicos, ideias doidas, animais loucos e cenários de profundidade, não pode perder a união de tudo isso a um enredo de tirar o fôlego!

Boa semana!

xoxo

Insonia is Coming 6#

Insonia Is Coming é uma coluna fixa do blog IYRDIW onde falo dos principais lançamentos. 

Eu sei que isso é da época da Comic Con e que não é mais novidade para ninguém, mas eu não poderia deixar de colocar o vídeo aqui, poderia? Logo eu?!

Só em Outubro, infelizmente, mas já estou animada!

É uma metáfora a respeito da Premiere da 3ª temporada, é… é… bem. É uma metáfora.

Vou poupar todos de acessos fangirl por um seriado de zumbis e partir para o interesse geral: algumas novidades literárias!

Gerry e Holly eram namorados de infância e ficariam juntos para sempre, até que o inimaginável acontece e Gerry morre, deixando-a devastada. Conforme seu aniversário de 30 anos se aproxima, Holly descobre um pacote de cartas nas quais Gerry, gentilmente, a guia em sua nova vida sem ele. Com ajuda de seus amigos e de sua família barulhenta e carinhosa, Holly consegue rir, chorar, cantar, dançar e ser mais corajosa que nunca!

Eu sou uma pessoa que chora só com essa sinopse, então imaginem com o livro?! Nunca assisti o filme e pretendo aproveitar a leitura antes de vê-lo. (Lançamento na Bienal de São Paulo)

‘Inverno do mundo’ retoma a história do ponto exato em que termina o primeiro livro. As cinco famílias – americana, alemã, russa, inglesa e galesa – que tiveram seus destinos entrelaçados no alvorecer do século XX embarcam agora no turbilhão social, político e econômico que começa com a ascensão do Terceiro Reich. A nova geração terá de enfrentar o drama da Guerra Civil Espanhola e da Segunda Guerra Mundial, culminando com a explosão das bombas atômicas. A vida de Carla von Ulrich, filha de pai alemão e mãe inglesa, sofre uma reviravolta com a subida dos nazistas ao poder, o que a leva a cometer um ato de extrema coragem. Woody e Chuck Dewar, dois irmãos americanos cada qual com seu segredo, seguem caminhos distintos que levam a eventos decisivos – um em Washington, o outro nas selvas sangrentas do Pacífico. Em meio ao horror da Guerra Civil Espanhola, o universitário inglês Lloyd Williams descobre que tanto o comunismo quanto o fascismo têm de ser combatidos com o mesmo fervor. A jovem e ambiciosa americana Daisy Peshkov só se preocupa com status e popularidade até a guerra transformar sua vida mais de uma vez. Enquanto isso, na URSS, seu primo Volodya consegue um cargo na inteligência do Exército Vermelho que irá afetar não apenas o conflito em curso, como também o que está por vir.

Sei que todo mundo já falou do quanto o Ken Follett escreve bem, de como os livros dele são profundos e clássicos e bem feitos e profundos, sei que falam que o cara é um puta de um autor e etc. Então vou dizer outra coisa, extremamente importante e perspicaz: os livros dele ficam lindos na estante! Fim. (Lançamento em 25/09/12)

Desde que lhe implorou para deixá-la em paz no ano anterior, Laurel não teve mais contato com Tamani. Embora seu coração ainda esteja ferido, a protagonista tem certeza de que David foi a escolha certa. Porém, quando a vida começa a voltar ao normal, ela descobre que há um novo inimigo à espreita. Uma vez mais, Laurel deverá contar com Tamani para protegê-la e guiá-la, pois o perigo que agora ameaça Avalon é algo que o mundo das fadas jamais imaginou que fosse possível. Pela primeira vez, o leitor verá a história não só pelos olhos de Laurel, como também, do elfo Tamani.

Já tive a oportunidade de ler e resenhar Asas e Encantos e sinceramente, quero muito ler Ilusões! Mais sinceramente ainda? Queria que escolhessem outra capa… (Lançamento em 28/08/12)

Pressia pouco se lembra das Explosões ou de sua vida no Antes. Deitada no armário de dormir, nos fundos de uma antiga barbearia em ruínas onde se esconde com o avô, ela pensa em tudo o que foi perdido — como um mundo com parques incríveis, cinemas, festas de aniversário, pais e mães foi reduzido a somente cinzas e poeira, cicatrizes, queimaduras, corpos mutilados e fundidos. Agora, em uma época em que todos os jovens são obrigados a se entregar às milícias para, com sorte, serem treinados ou, se tiverem azar, abatidos, Pressia não pode mais fingir que ainda é uma criança. Sua única saída é fugir.   Houve, porém, quem escapasse ileso do Apocalipse.  Esses são os Puros, mantidos a salvo das cinzas pelo Domo, que protege seus corpos saudáveis e superiores. Partridge é um desses privilegiados, mas não se sente assim. Filho de um dos homens mais influentes do Domo, ele, assim como Pressia, pensa nas perdas. Talvez porque sua própria família se desfez: o pai é emocionalmente distante, o irmão cometeu o suicídio e a mãe não conseguiu chegar ao abrigo do Domo. Ou talvez seja a claustrofobia, a sensação de que o Domo se transformou em uma prisão de regras extremamente rígidas. Quando uma frase dita sem querer dá a entender que sua mãe pode estar viva, ele arrisca tudo e sai à sua procura. Dois universos opostos se chocam quando Pressia e Partridge se encontram. Porém, eles logo percebem que para alcançarem o que desejam — e continuar vivos — precisarão unir suas forças.

A maníaca dos distópicos ataca novamente! Quero muito ler Puros, muito mesmo, achei essa parte de mostrar o durante do Apocalipse extremamente importante. Já repararam que a maioria dos livros distópicos se passa vários anos depois do acontecimento cataclísmico?

Ela é Nora Dearly, uma garota neovitoriana de 17 anos que sofre com a morte dos pais e vive infeliz aos cuidados da tia interesseira. Ele é Bram Griswold, um jovem soldado punk, corajoso, lindo nobre…e morto! No ano de 2187, em meio a uma violenta guerra entre vitorianos e punks, surge um perigoso vírus, capaz de matar e trazer novamente à vida. As pessoas tornam-se zumbis, mas nem todos são assassinos e devoradores de carne. Há os que lutam para que o vírus não se espalhe… Apenas Nora tem o poder da cura em suas mãos, ou melhor, em, seu sangue. Ela não sabe disso, e corre perigo. É papel de Bram protegê-la…

Então, é necessário explicar por que esse livro está na minha lista? (Lançamento Agosto/Setembro 2012)

E pra finalizar, o fim do segundo arco da História Sem Fi… digo, da série Pretty Little Liars:

A vida de Spencer, Aria, Hanna e Emily está prestes a virar de cabeça para baixo. Elas estavam certas: a polícia, a família DiLaurentis e a família de Spencer escondiam segredos aterrorizantes. Agora, a verdade vem à tona de uma só vez, acrescentando à equação já confusa dos mistérios de Rosewood uma personagem que transformará suas vidas, a escola e seus lares para sempre. Este será um novo e surpreendente capítulo na vida de cada uma delas. Em “Perigosas”, todos os planos e as escolhas de nossas Belas Mentirosas serão influenciados por uma quinta pessoa. Mas, desta vez, não são as mensagens de A. Neste eletrizante fechamento de um ciclo, os segredos serão revelados do início ao fim.

Essa é uma das poucas séries de livros que virou seriado de TV e que eu gosto, na verdade, das duas versões! Quero dizer, e vamos todos ser francos, o seriado só tem os personagens principais em comum com os livros, e nem as descrições batem! Mas enfim, encaro PLL como algo completamente separado dos livros da Sara Shepard e sou feliz aproveitando o melhor dos dois mundos! Só não custa lembrar o quanto eu recomendo esses livros que não acabam nunca! (Lançamento 17/08/12)

Ah, ah, não vão embora ainda! Vocês já devem ter percebido que sou Team Herdeira e que apoio a publicação do 1º romance da Mariana Ribeiro (hey, Mah!) Mas o que bastante gente não sabe é que o SESC está com um projeto super do amor, o Escritores in Progress. Já sabe o que é? Ótimo, entre no link do vídeo e vote! Ainda não sabe o que é? Então entra no link do vídeo e descubra!

Um bom restinho de semana para todos

xoxo

Insonia is Coming #5

Insonia Is Coming é uma coluna fixa do blog IYRDIW onde falo dos principais lançamentos.
 

Adivinha quem está ansiosa para começar a leitura de um super distópico? Pois é! Meu Caminhos de Sangue, da Moira Young, já está na cabeceira da cama, pronto para começar a ser lido! Mas, enquanto a resenha não sai, deem uma olhada no Book Trailer feito para Blood Red Road (título original) com legendas em português:

Yay!!

Ok, vamos à literatura!

O que Alice Bingley-Beckerman, Reena Paruchuri e Molly Miller têm em comum é que todas são enteadas de madrastas horríveis, perversas e cruéis. E nenhuma delas vive feliz com essa situação. Embora pareça improvavel que sejam amigas, esse problema em comum poderá provar o contrário. Para impedir que os pais continuem enganados com as escolhas amorosas, as meninas se transformarão nas “MAÇÃS ENVENENADAS’.

Adoro contos de fadas, tanto os tradicionais quanto os modernos. Maçãs Envenenadas promete uma releitura divertida e interessante de uma estória que parece estar super na moda! (Previsto para 31/08/2012)

Seu mundo mudou para sempre. Callie perdeu os pais quando as guerras de Esporos varreu todas as pessoas entre 20 e 60 anos. Ela e seu irmão mais novo, Tyler, estão se virando, vivendo como desabrigados com seu amigo Michael e lutando contra rebeldes que os matariam por uma bolacha. A única esperança de Callie é Prime Destinations, um lugar perturbado em Berverly Hills que abriga uma misteriosa figura conhecida como o Old Man. Ele aluga adolescentes para alugar seus corpos aos Terminais — idosos que desejam ser jovens novamente. Callie, desesperada pelo dinheiro que os ajudará a sobreviver concorda em ser uma doadora. Mas o neurochip que colocam em Callie está com defeito e ela acorda na vida de sua locadora, morando em uma mansão, dirigindo seus carros e saindo com o neto de um senador. Parece quase um conto de fadas, até Callie descobrir que sua locatária pretende fazer mais do que se divertir — e que os planos de Prime Destinations são tão diabólicos que Callie nunca podia ter imaginado…

Distópico! Distópico! Distópico! Quer um conselho? Passe longe do jogo disponibilizado no Facebook, ele contém spoilers! Quer outro conselho? (2 pelo preço de 1) Leia o conto Retrato de Uma Starter aqui e conheça um pouco mais os starters e os elders.(Previsto para 27/07/2012)

Clássico da literatura fantástica americana, “A Companhia Negra” foi publicado originalmente na década de 1980. “A Companhia Negra” é um grupo de mercenários com uma história que remonta a séculos. Numa tentativa de reviver o passado de glórias, ela se une ao exército da Dama, uma feiticeira de poder inigualável que acordou de um sono de eras para reconquistar tudo que perdeu. A Companhia se vê envolvida, então, em muito mais do que campanhas militares: ela precisa sobreviver aos conflitos extremamente traiçoeiros entre os servos da Dama. Num mundo onde a magia está presente em cada esquina, toda rua esconde segredos maravilhosos e perigos mortais.

Um épico famoso para os fãs do gênero, não vejo a hora de conferir a edição que a Record preparou, a capa já diz muito! (Previsto para 24/07/2012)

Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

Para quem já leu Onde Está Você, Alasca? e gostou, é uma boa pedida. Esse romance de John Green está dando o que falar nos últimos tempos. (Previsto para 06/07/2012)

Nicollo Pollo, pai do explorador Marco, finalmente revela a história que manteve em segredo durante toda a vida: a história de Altair, um dos primeiros e mais extraordinários assassinos do Credo. É o curso da aventura de Altair em Constantinopla que irá selar o destino dos Templários e de sua saga na Europa. No Brasil, a série ultrapassou a marca de 200.000 exemplares vendidos. Lançada em 2007, a franquia de jogos da Ubisoft já vendeu mais de 38 milhões de cópias para diversas plataformas (PC e vídeo games). Na semana de seu lançamento, o jogo da franquia vendeu 2,5 milhões de cópias, quebrando um recorde de vendas de vídeo game nos Estados Unidos. A Sony Pictures está em fase de negociações finais com a Ubisoft para a adaptação da série para o cinema.

Pra quem não sabe,  Altaïr é o predecessor de Ezio (ah, Ezio…) entre os assassinos. Gosto dos livros e com certeza vou conferir esse, mas recomendo que joguem os jogos, são dinâmicos e indecentemente bem feitos! (Previsto para 03/08/2012)

Agora, vindo diretamente de alguma dimensão que com certeza não é a nossa…

… sério, é dificil de acreditar…

… mas eu juro que é verdade!

Sorry, ainda estou tentando digerir, é ele mesmo!!!

Depois de 5 anos (1 a mais graças à Rocco) eis que surge:

Até bem pouco tempo, Eragon nada mais era do que um pobre garoto da fazenda, e seu dragão, Saphira, apenas uma pedra azul na floresta. Em Herança, o destino de toda uma civilização está sobre seus ombros. Fortalecidos por longos treinamentos e intocáveis batalhas, Eragon e Saphira somam muitas vitórias, mas também colecionam dores de perdas muito difíceis. Agora, a derradeira batalha está para começar. O Cavaleiro e seu dragão chegaram mais longe do que qualquer um ousou imaginar. Mas será que eles serão capazes de derrubar o poderoso tirano Galbatorix e restaurar a justiça no reino da Alagaësia? E se conseguirem, qual será o custo da vitória?

Depois de permanecer 42 semanas no ranking dos mais vendidos do The New York Times, o quarto livro do Ciclo A Herança, do jovem Christopher Paolini, chega as livrarias brasileiras em agosto com a tiragem inicial de 30 mil exemplares, fechando a saga iniciada com Eragon e seguida por Eldest e Brisingr. 

São 792 páginas para matar a saudade e chafurdar na estória de Eragon e Saphira, e Murtag . Vou ser otimista e acreditar que esse não vai ter a enrolação do 3º e que o Paolini aproveitou todo o tempo de que dispôs para terminar o Ciclo de forma satisfatória!

Pra terminar, e ainda no clima Eragon, esse vídeo que já é antiguinho sobre a entrega (finalmente) do manuscrito de Inheritance! Tradução via /cogitolibris

Bom fim de semana!!

xoxo

Tinta Perigosa – Melissa Marr

  •    Autor: Melissa Marr
  •    Editora: Rocco
  •    Nº de Páginas: 328
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Ink Exchange
  •    Tradutor: Maria Beatriz Branquinho da Costa
  •    Avaliação: 8,5

Leslie anseia por mudanças em sua vida, e uma tatuagem é o que ela precisa para deixar o passado para trás. Porém, quando finalmente encontra o desenho que quer em sua pele, Leslie vai descobrir que aquela imagem não é somente uma obra de arte tentadora, e sim uma passagem sem volta para um mundo de sombras e desejo… o mundo dos seres encantados.

Atenção, conteúdo impróprio para não-leitores de Terrível Encanto

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Vou começar dizendo porque Melissa Marr me levou a um novo nível de confusão mental, me deixou lá por alguns capítulos, me fez odiá-la por isso e depois me trouxe de volta, mais confusa ainda, EXPLICANDO porque toda aquela viagem fazia sentido. Faz sentindo?

Talvez, como a própria Leslie, eu não devesse ter gostado disso. Mas me peguei protelando ao máximo o final, simplesmente por não querer que a leitura acabasse!

Vale avisar também que Tinta Perigosa começa onde Terrível Encanto termina, mas quem quer mais de Aislinn, Keenan e Seth vai ter que esperar um pouco. Eles aparecem sim, mas não são o foco principal.

O começo do segundo volume foi meio diferente do primeiro, ele me irritou profundamente… tirando a parte de descobrirmos ainda mais sobre os seres encantados e suas cortes, o que é absolutamente demais (Demais, DEMAIS!), a relação Leslie-Niall-Irial estava um tanto quanto clichê. De cara pensei ‘Sério, outro triangulo amoroso, Melissa? Sério?’. Eu meio que pedi para pular tudo aquilo e chegar logo na parte em que Leslie descobriria que a melhor amiga era a Rainha do Verão e então poderiam juntas chutar alguns traseiros imortais!!

Sua reação a sede de sangue da blogueira.

Mas calma, Ash, como boa garota equilibrada que é, não ia simplesmente envolver a amiga nos assuntos encantados.

Então continuamos numa situação constrangedora.

Aquela coisa manjada de meio mundo se apaixonando/se afeiçoando/amando todo mundo de forma inexplicável, e instantânea me deixou com um cachorro de rua atrás da orelha. Isso me confundiu deveras porque era tão diferente da abordagem da autora no livro anterior, tão tonto pra ser obra da ótima Melissa Marr, que até demorei pra perceber que Leslie também estava achando aquela necessidade toda por Niall e Irial totalmente estranha.

Alguma coisa estava muito errada ali. Tudo o que ela queria era uma tatuagem para simbolizar uma vida nova, mas o que conseguiu foram visões de pessoas bizarras, mentiras de sua amiga e dois caras gatos sinistros na sua cola. E ela nem conseguia se preocupar com isso!

Pelo outro lado, Niall e Irial, sim, o guarda-costas de Keenam e o Rei Sombrio são personagens muito ambíguos e apetitosos, acho que já escolhi um lado, mas como entre Keenan e Seth, também não estou muito firme na decisão.  Niall pende entre o cara controlado e sua natureza… selvagem, enquanto Irial exala crueldade para esconder sentimentos pouco sombrios. No fundo eu acho que são os dois feitos do mesmo material.  Tinta Perigosa ressaltou ainda mais um ponto de Terrível Encanto: as cortes em si não são boas ou ruins, elas só querem sobreviver. Mas há aqueles que buscam o equilíbrio e os que não. Ou seja, o conceito de Bem e Mal para os seres encantados é bem maleável. Ok, não só para os seres encantados.

Se você como eu ficou desanimado com o começo, por achar absurdo demais, por favor, POR FAVOR, continue a leitura. Tenho certeza de que não vai se arrepender e de quebra vai soltar um “Melissa, sua danadinha!”. Se não…

Para os que já leram e se incomodaram com o final, sem ofensas, mas pense com cuidado nesse caso. Nem tudo são flores e a magia é uma ilusão, distorcendo a realidade…

Estou oficialmente visitando todos os parques da cidade, tentando achar uma Garota do Verão ou mesmo um Hound pra matar o tempo até Fragile Eternity!

xoxo e boa sexta!

P.S.: Pra não perder o costume, a obsessão com significados de nomes continua:

[Todos com raízes irlandesas (irlandeses, seus lindos!)]

Leslie = Alegria

Niall = Campeão, no sentido medieval

Irial = Elfo

Sorcha (Absolutamente maravilhoso esse nome) = Brilho

New on My Bookshelf… Vol 6 (It’s a movie!)

(Corram enquanto podem!)

Pretties! Vamos para mais um NOMB, com uma novidade dessa vez. Tomei vergonha na cara e gravei meu primeiro vídeo! #osmoviemakerpira

A mando do Ministério dos Blogueiros, devo avisar que o tom de voz da gravação está abaixo do normal não por vergonha, também, mas por parentes dodóis no quarto ao lado.

Segurem seus corações, esse pequeno NOMB foi gravado nada menos que 11 vezes, repito: 11 v-e-z-e-s ! Um pior que o outro e, apesar das minhas habilidades de edição nível Yoda só que ao contrário não consegui eliminar os sons do ambiente…

Interpretem meus pulinhos como animação comedida, não nervosismo, e todos seremos felizes, ok?

Juro que o próximo vai ser melhor! Sério.

As fotos prometidas:

Pois é, a Mimo só resolveu aparecer quando eu já estava fotografando os livros. Na próxima eu dou um jeito de convence-la a ficar nas filmagens.

É isso pessoal, vou lá me enterrar numa avalanche, vejo vocês logo mais.

xoxo

Insonia is coming #2

Pretties, vamos conferir os lançamentos que prometem tirar o pouco sono que me resta? Tem pra todos os gostos!

Vamos guardar o melhor pro final, certo? Não me odeiem. Não é que eu não goste de The Host, eu a-m-o The Host, mas o teaser que fizeram, ele…, ah, tirem suas próprias conclusões:

Citando a comparsa Natália do Vire a Página “Fizeram esse teaser no paint”.

Eu imploro que não julguem o livro A Hospedeira por Crepúsculo! São estórias completamente diferentes e, na minha opinião, The Host dá de 10 a 0 num monte de romances distópicos por aí!

O lançamento do filme está previsto para 29/03/2013. Tem chão.

Vamos aos livros?

Todos os anos, os magos de Imardin reúnem-se para purifi car as ruas da cidade dos pedintes, criminosos e vagabundos. Mestres das disciplinas de magia, sabem que ninguém pode opor-se a eles. No entanto, seu escudo protetor não é tão impenetrável quanto acreditam.

Enquanto a multidão é expurgada da cidade, uma jovem garota de rua, furiosa com o tratamento dispensado pelas autoridades a sua família e amigos, atira uma pedra ao escudo protetor, colocando nisso toda a raiva que sente. Para o espanto de todos que testemunham a ação, a pedra atravessa sem dificuldades a barreira e deixa um dos mágicos inconsciente.

Trata-se de um ato inconcebível, e o maior medo da Clã de repente se concretiza: uma maga não treinada está à solta pelas ruas. Ela deve ser encontrada, e rápido, antes que seus poderes fiquem fora de controle e destruam a todos.

Não preciso dizer muita coisa, né? Qualquer história com magia é válida, e essa está com ar de IMPERDÍVEL.

Você pode até fugir da sepultura, mas não pode se esconder para sempre… A meio-vampira Cat Crawfield é agora a Agente Especial Cat Crawfield, trabalhando para o governo para livrar o mundo de mortos-vivos mal intencionados. Ela ainda usa tudo o que Bones, seu ex-namorado sexy e perigoso, ensinou a ela. Mas quando Cat torna-se alvo de assassinos, o único homem que pode ajudá-la é justamente o vampiro que ela abandonou. Estar perto dele desperta todas as suas emoções, desde a adrenalina ao matar vampiros ao seu lado à temerária paixão que os consome. Mas o preço por sua cabeça – Procura-se: morta ou meio-morta – significa que sua sobrevivência depende de unir-se a Bones. Não importa o quanto tente manter as coisas profissionais entre eles, Cat irá descobrir que o desejo dura para sempre… E que Bones não vai deixá-la fugir novamente.

Eu tenho várias coisas positivas a falar sobre essa série, mas a capa que escolheram para o segundo volume me impede de articular corretamente. Por que fizeram isso com o livro eu ainda não sei, mas tenho uma vontade incontrolável de derrubar aquela moça da moto.

O Norte jaz devastado e num completo vazio de poder. A Patrulha da Noite, abalada pelas perdas sofridas para lá da Muralha e com uma grande falta de homens, está nas mãos de Jon Snow, que tenta afirmar-se no comando tomando decisões difíceis respeitantes ao autoritário Rei Stannis, aos selvagens e aos próprios homens que comanda. Para lá da Muralha, a viagem de Bran prossegue. Mas outras viagens convergem para a Baía dos Escravos, onde as cidades dos esclavagistas sangram e Daenerys Targaryen descobre que é bastante mais fácil conquistar uma cidade do que substituir de um dia para o outro todo um sistema político e económico. Conseguirá ela enfrentar as intrigas e ódios que se avolumam enquanto os seus dragões crescem para se tornarem nas criaturas temíveis que um dia conquistarão os Sete Reinos?

A intenção da editora Leya é lançar esse por aqui em Julho, como aquecimento para a Bienal do Livro de São Paulo, em Agosto. Deus sabe o quanto Julho está longe para as pessoas que devoraram O Festim dos Corvos na 1ª semana de Fevereiro.

Sirensong é o terceiro livro da série Faeriewalker. Neste volume, Dana é convidada a ir a Faerie para ser oficialmente apresentada à Corte Seelie. Porém, Titânia, a rainha, a quer morta. O convite não pode ser recusado e Dana, seu pai e seus amigos rumam a uma viagem cercada de perigos, ataques, ameaça e medo. Será que ela conseguirá vencer esses desafios? Uma saga surpreendente, recheada de aventuras e romance. 

Apesar de ter ficado um pouco desapontada com o segundo volume, ainda estou doente para saber o que vai ser da Dana. Esse sai no final do mês.

Sem o conhecimento dos mortais, uma luta pelo poder está se desenrolando em um mundo de sombras e perigo. Depois de séculos de estabilidade, o equilíbrio entre as Cortes das Fadas se alterou e Irial, o regente da Corte Sombria, está lutando para manter suas rebeldes e vulneráveis fadas juntas. Se ele falhar, o derramamento de sangue e a brutalidade não tardarão a aparecer. Leslie, dezessete anos de idade, não sabe nada das fadas e suas intrigas. Quando ela é atraída para uma tatuagem estranhamente bela de olhos e asas, ela sabe que precisa tê-la, convencida de que é um símbolo tangível das mundaças que ela desesperadamente anseia para si. A tatuagem realmente traz mudanças, mas não as que Leslie sonhava, mas sinistras, mudanças que são mais do que simbólicas. Essas mudanças ligarão Leslie e Irial, envolvendo Leslie cada vez mais no mundo das fadas, incapaz de resistir a seus encandos e indefesa para suportar os perigos…

Essa é uma das séries de fadas mais promissoras da atualidade. Fiquei literalmente encantada pelo primeiro volume, Terrível Encanto (resenha aqui) e já estava mais que ansiosa pela sua continuação!

E por último, mas não menos importante eu quase chorei quando recebi a notícia de que A Filha do Sangue – Lendas do Mundo Emerso (Licia Troisi salve salve) vai ser lançado esse mês. Se você ainda não leu nada da autora meus pêsames não se aflija, ainda dá tempo! Comece por A Garota da Terra do Vento.

 O mal implantado pelo povo dos elfos no Mundo Emerso está dizimando as cidades e vilas em um redemoinho de violência e desespero. Enquanto a sacerdotisa Theana busca uma cura para a doença e a Rainha Dubhe organiza uma fraca resistência contra o exército de elfos, a única esperança do Reino corre o risco de desaparecer: Adhara, a garota sem passado. Ela é muito mais que uma guerreira, é uma arma, a mais poderosa arma já vista pelo Mundo Emerso. Acima de tudo, Adhara não é uma predestinada, é uma Consagrada, criada com o único propósito de combater o Marvah, o mal absoluto que eternamente se alterna com o bem no ciclo da história. Mas o seu destino era outro, a vida mortal abandonada no campo, e o destino quer retomar seu curso, sob o preço de destruí-la. Inimigo inesperado impede a missão de Adhara: não mais seu amor por Amhal e seu mal, e nem a loucura da praga, mas uma sombra pedira um preço alto.

Acho que a própria capa soltou um spoiler gigantesco, reparem no olho direito de Adhara (direita dela, não sua). Parece que ele não está mais lá… Só serve para aumentar ainda mais minha expectativa!

Pra finalizar e entrar no clima do feriadão: Mika! Ele é novidade? Não! A música pelo menos é nova? Não! Mas é impossível não se animar ouvindo Grace Kelly e cantar em falsete junto! Deleitem-se, ele canta em francês.

A Esperança – Suzanne Collins

  •    Autor: Suzanne Collins
  •    Editora: Rocco
  •    Nº de Páginas: 424
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2011
  •    Título Original: Mockingjay
  •    Tradutor: Alexandre D’Elia
  •    Avaliação: 10,0
Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais de lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução.
A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo.
O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra?
Acompanhe Katniss até o fim do thriller, numa jornada ao lado mais obscuro da alma humana, em uma luta contra a opressão e a favor da esperança.
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Quero deixar claro que esse resenha contém spoilers por todo lado, se você ainda não leu A Esperança provavelmente vai querer parar depois do gif do Peetalicious.

Ok, vamos lá.

É tremendamente problemático resenhar esse livro, sua leitura é uma verdadeira enxurrada emocional e meio que fico com medo de falar mais ‘bobrinhas do que de costume.

Então, vou começar por um fato básico.

A Esperança merece uma 2ª leitura.

Segundo fato básico: eu concordo inteiramente com tudo o que a Collins fez desse livro. Desde o rumo que a estória tomou, até o fim de cada personagem.

Não há mais Distrito 12, mas há o 13.

A Katniss está com os rebeldes agora. Ou melhor dizendo: os rebeldes estão com a Katniss. Ela anda num estado letárgico, digerindo cada um dos acontecimentos da Arena, nem sempre da melhor maneira. Ver Peeta bem em poder da Capital foi o interruptor necessário para que ela assumisse as asas do Tordo, mas, obviamente, o desafio só está começando.

Primeiro porque nem com toda a maquiagem, iluminação e produção do mundo, nem com o uniforme mais incrível de Cinna, Katniss simplesmente não prestava para as câmeras! A razão de ter sobrevivido tanto tempo em frente a elas, claramente, fora Peeta. Ela podia cuidar de seus ferimentos e garantir sua proteção, mas era Peeta quem cativava as câmeras. Vamos combinar que se, além de tudo, o garoto fosse um guerreiro, seria pura covardia com a humanidade…

“I’m Peeta and you know it”  Google it.

A solução foi jogá-la na batalha, na esperança de Katniss fazer as coisas motivacionais e espontâneas que conquistaram todo o país. Daí você pensa: mas vale a pena? Ela pode muito bem morrer lá, né?

Pode.

E tem até outro governante, sem ser o Snow, contando com isso.

A Presidenta Coin é quem lidera o disciplinado povo do Distrito 13. Desde o princípio ela abertamente apoiava a retirada de Peeta da arena, mas foi suplantada pela voz da razão. Há quem diga que Coin não veria mal algum em uma mártir para a Revolução… e nem é intriga da oposição.

Estou pulando de propósito a parte da Katniss ser lenta para perceber que ama o Peeta e que o Gale foi seu irmão em outra vida. Como o Gale mesmo disse: ela seria sempre a última a sacar interesses românticos. Achei o envolvimento do trio muito autentico, mesmo com todas as circunstancias malucas. Foi um dos motivos pra eu acabar a leitura assim:

Então, passando pra grande polemica de Mockingjay.

Vou soar curta e grossa: muitas das pessoas que criticaram o rumo da estória o fizeram porque são incapazes de entender a devastação emocional dos personagens. São virtualmente incapazes de digerir uma ficção que não acabe no ‘felizes para sempre…’ .

Por favor. Aquilo é guerra. Aqueles ainda são os Jogos. As pessoas vão morrer.

E por mais incrível que seja a sua personalidade, por mais força de vontade, amor pela vida e otimismo, a guerra vai deixar cicatrizes. A loucura de algumas personagens veio justamente da junção dessas cicatrizes com o constante bombardeio emocional de não saber quem é o verdadeiro inimigo, quando um novo vai surgir, com que rapidez seus aliados vão sucumbir.

Acredito que apenas quatro pessoas sabiam quem  exatamente era a Coin: uma estava morta, outra não se importava, a terceira cuspia sangue e a quarta a assassinara. Boggs cantou a bola logo antes de morrer; Plutarch era inteligente e próximo demais para não sacar a Presidenta; Snow se reconheceu no espelho e Kat, bem, ela precisou perder a irmã para realmente entender.

Teve gente que achou o que aconteceu com a Prim, desnecessário. Discordo veementemente. Sem aquilo, duas coisas importantes não ficariam claras: a Coin, depois de não conseguir uma mártir, precisaria de uma aliada. Ela lançou a carta que tinha na manga (lembrem-se que a Prim não tinha idade para estar no front) e subestimou Katniss. Não estou dizendo que a Kat matou na hora ou previu os movimentos da Presidenta, mas o que a Coin não sabia é que a garota reconheceria um Snow (a segunda coisa importante que ficou clara). Provavelmente a mulher mais velha também não tinha a intenção de ser um novo monstro, talvez ela nem tenha notado no que havia se transformado, mas aí já é outro problema.

A decisão final, sobre a última edição dos Jogos mostra um forte ponto de vista de Collins: todos são iguais, o que muda é quem detém o poder. E principalmente, como são poucos os que conseguem enxergar além disso sem ficarem quietos: como o Peeta, por exemplo.

As pessoas que saíram do cinema, na estreia do filme, alucinadas para copiar os looks da Capital são o povo da Capital. A diferença é que eles não tem as roupas idiotas ainda. Veja bem, não estou criticando a vaidade, eu sou vaidosa, mas pense comigo, o que as pessoas da Capital não tem? Senso de ridículo? Sim. Senso? Noção. Elas não pensam por elas mesmas, não passam de um bando de ovelhas na mão de quem toma as decisões reais.

Na boa, é a ovelha quem sempre se ferra no final.

O que você vai fazer? Não se juntar ao bando? Sair dele? Olhar além? E depois do que você enxergar, vai ficar quieto?