A Espada do Verão – Rick Riordan

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  •    Autor: Rick Riordan
  •    Editora: Intrínseca
  •    Nº de Páginas: 448
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: The Sword of Summer
  •    Tradutor: Regiane Winarski

   Avaliação: 8,5

Em A Espada do Verão, primeiro livro da série, os leitores são apresentados a Magnus Chase, um herói boa-pinta que é a cara do astro de rock Kurt Cobain. Morador de rua, sua vida muda completamente quando ele é morto por um gigante do fogo. Por sorte, na mitologia nórdica os heróis mortos vão parar em Valhala, o paraíso pós-vida dos guerreiros vikings. Lá, Magnus descobre que é filho de Frey, o deus do verão, da fertilidade e da medicina.
Desde então, seis semanas se passaram, e nesse meio-tempo o garoto começou a se acostumar ao dia a dia no Hotel Valhala. Quer dizer, pelo menos o máximo que um ex-morador de rua e ex-mortal poderia se acostumar. Magnus não é tão popular quanto os filhos dos deuses da guerra, como Thor e Tyr, mas fez bons amigos e está treinando para o dia do Juízo Final com os soldados de Odin — tudo segue na mais completa paz sanguinolenta do mundo viking.
Mas Magnus deveria imaginar que não seria assim por muito tempo. O martelo de Thor ainda está desaparecido. E os inimigos do deus do trovão farão de tudo para aproveitar esse momento de fraqueza e invadir o mundo humano.

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Sabe aquela música, Hotel California? Ela te dá uma leve introdução a Valhala…

Ok, confesso que levei um tempo para me habituar a ideia de meu herói ser um morto. O Magnus também demorou a aceitar, pra falar a verdade, e o começo dessa história foi tão rápido e bizarro que estou surpresa por não me perder no caminho pro pós vida dele. Afinal é uma criação do Rick Riordan e, depois de 14 livros, eu já deveria ter me acostumado.

Porém eu não estava preparada para isso.

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Tirando o fato do mocinho estar morto e não ter como desmorrer ele (você, caro leitor, pode reparar que fiquei perturbada com isso) eu já estava no clima do Acampamento Meio Sangue, imaginando um treinamento super legal e aquelas provas “inofensivas” pelas quais os adolescentes passavam.  Mas Magnus não faz mais parte desse plano espiritual e nem os colegas de corredor dele. Ou qualquer outro hóspede/residente/prisioneiro do Hotel Valhala (leia VAL-RRA-LA), tirando as Valquírias. O nosso personagem principal estava fadado a passar a ETERNIDADE jogando passatempos e recriando batalhas todos os dias… até a morte. Sim! Até a morte, pois aparentemente se você é esviscerado em Valhala no dia seguinte está novinho em folha e pronto para morrer de forma criativa mais uma vez!

Entendem meu estranhamento?

Até então meu conhecimento de mitologia nórdica provinha do livro Runas, da Joanne Harris, os filmes do Thor e horas e mais horas jogando Age of Mythology. (Ai cara, que saudade)

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Só que o Riordan gosta de dar uma repaginada nos deuses e deixá-los um pouquinho mais… humanos. Como sempre seus deuses são vaidosos, frequentemente esquecem que deveriam cuidar dos humanos e se deixam levar pelo menor desentendimento. Thor, por exemplo é um deus preguiçoso, flatulento e viciado em séries de TV. E beeeeeeeeem diferente do Chris Hemsworth. 😦

E é claro que Loki é ambíguo, sem deixar você saber se simpatizar com ele será uma grande burrada ou não até lá pro fim do livro.

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Mas você pode ter uma visão geral de como as coisas são em volta da Árvore da Vida (que, por acaso é guardada por um esquilo gigantes psicótico) e conhecer anões, elfos e todo tipo de criatura e lenda que a mitologia nórdica tem a oferecer.

Os capítulos desse livro foram nomeados da forma mais engraçada possível! E nem me deixe começar a falar sobre as aparições de Annabeth! Apesar de não haver spoilers propriamente ditos, Tio Rick deve ter uma pessoa encarregada disso, eu aconselho fortemente a leitura de Percy Jackson e os Olimpianos e também Os Heróis do Olimpo. Até As Provações de Apolo tem uma menção de leve a uma crise familiar que Annabeth está enfrentando longe de Nova York.

Tio Rick parece ter um prazer diabólico em misturar elementos de todas as suas séries umas nas outras, e consequentemente assistir seus fãs morrerem um pouquinho cada vez que faz isso. É inexplicável a sensação que sinto quando leio “Percy” nas Crônicas dos Kane, ou em Magnus Chase. Só posso esperar que você que já leu sinta o mesmo e saiba do que estou falando.

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“E por que não 10,0 de uma vez, blogueira?”

Pergunta justa. Eu acho que Magnus poderia ser mais trabalhado. Me acostumei com as palhaçadas dele, mas isso é coisa de todos os personagens principais do Rick. Percy, Apolo, Carter & Sadie são mais distintos, com diferentes “camadas” de personalidade e acho que uma caprichada nesse sentido faria bem ao Magnus.

Também posso ter ficado um pouco entediada no caminho pro final, esperando batalhas épicas e de tirar o folego. Mas ok, é o começo de uma nova série e pensando em como as outras sequencias evoluíram, posso me preparar para toda a ação (e desmembramento e aniquilação de monstros) que eu quero.

Então sim, fiquei obcecada com Magnus quando acabei, e sim, agradeci aos deuses da literatura por já ter a continuação em mãos! Recomendo pra quem goste de coisas esquisitas, mitologia nórdica e obviamente Percy Jackson.

Alias, sinceramente, ainda não me decidi se quero ir pra Valhala quando morrer…

xoxo e bom finalzinho de semana!

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O Trono de Fogo – Rick Riordan

Rick, me adota?

  •   Autor: Rick Riordan
  •   Editora: Intrínseca
  •   Nº de Páginas: 400
  •   Edição: 1
  •   Ano: 2011
  •   Título Original: Throne of Fire
  •   Tradutor: Débora Isidoro
  •   Avaliação: 8,0
Perigos de Spoilers!!!!!!O Trono de Fogo é a continuação de A Pirâmide Vermelha
Os deuses do Egito Antigo foram libertados, e desde então Carter Kane e sua irmã, Sadie, vivem mergulhados em problemas. Descendentes da Casa da Vida, ordem secreta que remonta à época dos faraós, os dois têm poderes especiais, mas ainda não os dominam por completo – refugiados na Casa do Brooklin, local de aprendizado para novos magos, eles correm contra o tempo. Seu inimigo mais ameaçador, Apófis, está se erguendo, e em poucos dias o mundo terá um final trágico. Para terem alguma chance de derrotar as forças do caos, precisarão da ajuda de Rá, o deus sol. Despertá-lo não será fácil: nenhum mago jamais conseguiu. Carter e Sadie terão de rodar o mundo em busca das três partes do Livro de Rá, para só então começarem a decifrar seus encantamentos. E, é claro, ninguém faz ideia de onde está o deus.

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Eu sou uma fã inoxidável do Rick Riordan. Realmente gostaria que ele acompanhasse com sua escrita o meu ritmo de leitura, mas, como não dá, me contento em ficar ruminando as suas obras. Hoje me peguei pensando cheirodequeimado por que eu gostava tanto dos livros dele, quero dizer, o cara não criou nada de novo! Todos os temas que ele usou já tinham sido dissecados antes, já faziam parte do nosso conceito de clássicos. Não me refiro só a mitologia, mas aos ‘sim, garoto, você não é um mero mortal’, os ‘agora vá, e salve o mundo’, ou alguém aqui vai me dizer que Senhor dos Anéis não é um clássico? Que Harry Potter não abalou estruturas? Que nunca quis ir para Nárnia?? Heim? Heim?  Foi o que pensei.

A genialidade do cara veio justamente disso, ele pegou coisas velhas (refiro-me às mitologias, por favor) e outras referenciais, tirou o pó, passou um Veja Multiuso, arrumou de outro jeito e voilá! Fez o referencial dar vida nova a coisas que só interessavam a nerdões ou professores de história (pleonasmo) ! As crianças que hoje acham que o smartphone nasceu colado nelas ou que e-mail é coisa de velho se interessam por Zeus, Ísis e toda a patota! Pesquisam sobre política na antiguidade, descobrem que filosofia não é chata mentira e principalmente, prestam atenção na aula de história! Well, eu estou quase começando um discurso sobre entender o passado para mudar o futuro e blá blá blá, então melhor parar por aqui a ruminação.

Ah, só mais uma coisa. Tanto as Crônicas dos Kane quanto Os Olimpianos são completamente confiáveis nas suas informações sobre os deuses e culturas mostradas. Palavra de aficionada em mitologias, só Deus e a Irmã Tereza sabem quanto tempo em me enfurnei naquela biblioteca lendo e relendo tudo o que tinha a ver com Grécia, Roma, Egito e os Nórdicos. (Hum Andhy, sua nerdona) Sou mesmo! E você também, que leu até aqui!!

Orgulho Nerd

Agora vamos a’O Trono de Fogo (Aviso mais uma vez, spoilers fortes de A Pirâmide Vermelha)

O livro começa com os irmãos Kane invadindo o Museu do Brooklyn. Eles precisam descobrir que pista uma estátua guarda sobre o Livro de Rá e para isso contam com a ajuda de dois novos amigos, Jaz e Walt. Ambos foram os primeiros a responder o chamado de Carter e Sadie, e a tornarem-se aprendizes da Casa da Vida do Brooklyn.

Digamos que Walt, gosto de pensar nele como um Tyrese Gibson adolescente, mexeu um pouco com a Sadie. Contanto ela não esqueceu Anúbis (que eu carinhosamente penso como Josh Harnett), da mesma forma que Carter não esqueceu Zia, na verdade ele anda meio obcecado:

“-Carter, não quero ser indelicada – eu disse – mas nos últimos dias você tem visto mensagens sobre Zia em todos os lugares. Há duas semanas você pensou que ela tivesse mandado um pedido de socorro em seu purê de batatas.

-Era um Z! Desenhado bem nas batatas!”

Quando Sadie pega o pergaminho que fazia parte do Livro de Rá, desencadeia, pra variar, uma boa armadilha egípcia! Espíritos do caos os atacam por todos os lados e os meninos tem que improvisar para se defenderem. Só que então um desses espíritos se dirige a Carter lhe diz onde Zia está e avisa, se ele não deixar sua missão de lado, ela morrerá.

A partir daí tudo se desenrola bem freneticamente, acontece tão rápido que você não consegue se obrigar a parar a leitura pra fazer qualquer outra coisa! Os Kane, além de terem de se virar para acordar e reentronar um faraó e salvar o mundo em cinco dias, vão ter de fugir dos deuses irados com a ‘reforma’  e de assassinos das outras Casas da Vida, que ainda não engoliram o trato feito com Set.

Sinceramente senti falta de mais romance. (Eu sei que é um juvenil) Qualé? Eu realmente adoro romance! Mas com certeza esse é o livro mais divertido e bem humorado do ano. A Mimo até saiu do lugar de honra dela, meu colo, enquanto eu lia porque as risadas deviam estar atrapalhando. Os novos aprendizes são incríveis, tem até uma menina do Brasil!

‘Para de fazer barulho, eu quero dormir!’

Enfim, recomendo não só porque faz bem ler continuações, mas por ser um livro muito bom!

xo