A Court of Frost and Starlight – Sarah J. Maas

acofas

  •    Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Bloomsbury
  •    Nº de Páginas: 272
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2018
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 9,5

Se você não sofreu, amou e se descabelou com ACOTAR, ACOMAF e ACOWAR é melhor nem ler a resenha de ACOFAS (siglas, muitas siglas).

Narrado por Feyre e Rhysand, essa história é uma ponte entre os acontecimentos de Corte de Asas e Fúria e os próximos livros da série.

Feyre, Rhys e seu círculo de amigos ainda estão ocupados com a reconstrução da Corte Noturna e do mundo drasticamente diferente além. Mas o Solstício de Inverno finalmente se aproxima, a noite mais longa do ano, e com isso, um descanso arduamente conquistado. No entanto, mesmo a atmosfera festiva não pode evitar que as sombras do passado se aproximem. Conforme Feyre navega seu primeiro Solstício de Inverno como Grã-Senhora, ela descobre que aqueles que ama possuem mais feridas do que ela antecipava – cicatrizes que terão um impacto duradouro no futuro da sua amada Corte. (tradução livre)

————————————————————————————————————————————————

Bem-vindos a uma resenha curta de um livro curto, sem grandes acontecimentos. Em ACOFAS é quase como se Sarah quisesse nos mostrar (ou assegurar) que nossos personagens estão sobrevivendo -e alguns se curando, após tudo o que aconteceu com eles em Corte de Asas e RUÍNA. (Eu ainda não tinha superado o susto que o Rhys me deu!)

giphy

Ou seja, há vida após a guerra e ela pode virar um Especial de Natal féerico nas mãos da pessoa certa.

Provavelmente não sou a pessoa mais indicada para falar sobre essa série (ou essa autora). Assim que terminei de ler ACOFAS, reli os três livros anteriores. Em 5 dias. Isso só serviu para gravar ainda mais a história de Feyre Archeron em meu coração, aparar as arestas da primeira leitura de Corte de Névoa e Fúria e a surpresa que vem com ela e confirmar que esses são “favoritos da vida”. Posso seguramente dizer que seria necessário muito trabalho da parte da sra. Maas para escrever uma vertente de Prythian que eu não gostasse.

Ou talvez seja por isso mesmo que sou fonte segura de resenhas dela, minha animação faz com que eu queira sair pelo mundo gritando pra todos lerem esses livros maravilhosos, e até obrigando algumas pessoas no processo (oi, mãe!).

giphy1

Feyre agora lida com as questões burocráticas e a papelada que vem com o cargo de rainha da porra toda, enquanto Rhys continua sendo Rhys (logo, maravilhoso) e sai por aí tentando apagar sozinho e de uma só vez todos os incêndios que aparecem. Porém, reconstruir prédios é a parte fácil. Ninguém está realmente preparado para lidar é com as feridas internas, aquelas que nem sempre saram, aquelas que nem seus portadores sabem como curar.

Esse livro é uma boa introdução para o que está por vir: Nesta, a Terrível + Cassian e provavelmente um triangulo (tava demorando) amoroso entre Elain, Lucien e Azriel. Posso adiantar que já estou me preparando para isso, caso alguém queira, vou disponibilizar um kit #teamazriel com camiseta, botton e sifões azuis. Mas fora isso sou imparcial. 😉

giphy2

E, mesmo que A Court of Frost and Starlight (algo como Corte de Geada e Luz Estelar, o que na minha opinião fica esquisito) seja uma história entre histórias, eu aproveitei imensamente sua leitura. Ela tem uma delicadeza e contentamento que não vemos nos outros livros, já que tudo geralmente está indo de mal a pior. Arrisco a dizer que é um livro feliz, apesar de alguns personagens ainda não terem encontrado essa felicidade. O jeito como Corte de Asas e Ruína deixou meu casal favorito precisava de algo a mais, e aqui conseguimos isso. É um fechamento digno para Ferysand e o finalzinho me trouxe lágrimas aos olhos.

Obviamente não vejo a hora de botar minhas mãozinhas humanas na continuação.

 

A Court of Mist and Fury (Corte de Névoa e Fúria) – Sarah J. Maas

A_Court_of_Mist_and_Fury_-_Cover

  •    Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Bloomsbury
  •    Nº de Páginas: 626
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 8,5

LEIA A Court of Thorns and Roses PRIMEIRO. A blogueira não se responsabiliza por corações partidos, sangramentos oculares ou possíveis desmembramentos por criaturas sombrias.

Feyre sobreviveu as garras de Amarantha para voltar à Corte da Primavera – mas a um custo exorbitante. Embora ela agora tenha as atribuições da Corte feérica, seu coração continua sendo humano, e ele não pode esquecer os atos terríveis que ela realizou para salvar o povo de Tamlin. Nem Feyre havia esquecido de sua barganha com Rhys, Lorde da temida Corte da Noite. Enquanto Feyre navega em uma escura teia de política, paixão e poder deslumbrante, um grande mal de aproxima-  e ela pode ser a chave para pará-lo. Mas só se for capaz de domar seus dons escruciantes, curar sua alma estilhaçada e decidir como ela deseja construir seu futuro. E o futuro de um mundo partido em dois. – Tradução própria.

————————————————————————————————————————————————

Eu depois de ler ACOMAF pra ABSOLUTAMENTE todo mundo.

 

Girl Power.

Dificilmente vamos encontrar melhor definição para essa história. Todas as mocinhas objeto, bonecas de porcelana retardadas e aquele territorialismo macho alpha que algumas pessoas acham lindo de morrer podem ir pro inferno. Feyre chegou para COLOCAR TODOS NO DEVIDO LUGAR.

“Ah blogueira, mas ele é o mocinho e ele só quer proteger a mocinha…”

NÃO. Eu não tenho mais estomago pra isso! Ou essa porcaria de mocinha aprende logo a se defender sozinha ou ela simplesmente não serve mais pra ser mocinha. Já deixamos para trás a época quando só belas, recatadas e do lar valiam alguma coisa.

#fimdochilique

Ok, falando mais sobre o livro, tivemos um salto gigantesco tanto de qualidade quanto de enredo do primeiro pro segundo! E foi uma das melhores coisas já feitas na história do planeta! Eu não fazia ideia de que mudanças aconteceriam (sou daquelas que não lê sinopse nem resenhas de continuação) então realmente fui pega de calças curtas nesse quesito.

O parágrafo a seguir contém spoilers, vai por sua conta e risco. (selecione o texto com o cursor do mouse para conseguir ler)

Como ACOTAR foi uma retelling de A Bela e a Fera (melhor conto de fadas ever) eu realmente era apaixonada por Feyre e Tamlin apaixonados um pelo outro. Quando ACOMAF se mostrou um retelling de outra lenda, Hades e Perséfone por um momento não soube o que pensar, mas se Sarah J. Maas pode te fazer amar um personagem, ela com certeza por de te fazer odiá-lo também. Então fiz minhas pazes com a história e continuei aproveitando cada capítulo como se não houvesse amanhã.

Não foi algo tirado da manga, pelo menos pra mim, as atitudes e as circunstancias que levaram os personagens para rumos diferentes do que antes estavam fizeram muito sentido ou caíram como uma luva e me fizeram ter certeza que era aquilo que a Sarah queria desde o começo!

 A medida que Feyre foi caindo na real eu também fui.

O problema é que quando isso aconteceu ela já estava num poço realmente profundo.

Mas não só de reviravoltas vive ACOMAF, temos um monte de novos personagens que roubam a cena, eles tem personalidades próprias, histórias próprias. São praticamente tridimensionais para nós, pois não se confundem com o cenário como acontece em muitos livros por aí. Nos livros da SJM temos uma quantidade considerável de personagens masculinos gostosos para uma protagonista só sofrência. .Eu sei que é um pouquinho improvável, mas juro que ela ouviu minha solicitação e colocou mais personagens femininas! Compartilhamos a história de Mor e Amren também. E Feyre era legal e foda e eu queria ser como ela… até aparecer Amren, porque Amren, poder é poder.

Sarah J. Maas tem zero considerações com os sentimentos dos leitores.

Esse livro, acima de tudo, é sobre vida e amor. Sobre se encontrar mesmo quando você nem se lembra mais quem costumava. É sobre renascimento, sobre superar uma alma fraturada e não juntar os caquinhos para voltar a ser o que era, mas criar algo novo e maravilhoso. Depressão aqui não é só um estado clínico, é a imensidão do abismo que encara de volta. A história de Feyre e Rhysand fala de sacrifícios reais, sem ambição por reconhecimento, e de como os passos para se reerguer são duros, mas não impossíveis.

Não tem como essa leitura passar em branco, mesmo que você não goste da fantasia, mesmo que você não conheça em primeira mão o que é depressão. Esse livro vai te tocar.

P.S.: Então, esse livro é hot. Tão hot que a Record realmente deveria tirar o selo infanto juvenil dele. Realmente.@_@