Anjo Mecânico – Cassandra Clare

Menos brilhante, mas não menos bonita. Só o ‘m’ minúsculo que me irritou profundamente…

  •     Autor: Cassandra Clare
  •    Editora: Galera Record
  •    Nº de Páginas: 392
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Clockwork Angel
  •    Tradutor: Rita Sussekind
  •    Avaliação: 9,0

Anjo mecânico apresenta o mundo que deu origem à série Os Instrumentos Mortais, sucesso de Cassandra Claire. Nesse primeiro volume, que se passa na Londres vitoriana, a protagonista Tessa Gray conhece o mundo dos Caçadores de Sombras quando precisa se mudar de Nova York para a Inglaterra depois da morte da tia. Quando chega para encontrar o irmão Nathaniel, seu único parente vivo, ela descobrirá que é dona de um poder que capaz de despertar uma guerra mortal entre os Nephilim e as máquinas do Magistrado, o novo comandante das forças do submundo. 

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Vamos deixar claro uma coisa antes: Cassandra Clare está no meu Top 10 de autores preferidos. EVER.

As Peças Infernais tem um brilho diferente de Os Instrumentos Mortais para mim. E mesmo assim não consigo dizer qual minha série preferida, pois elas são muito parecidas. É quase um paradoxo. Cada uma me encanta e me irrita na mesma proporção, mas em pontos distintos.

No caso de As Peças Infernais – Anjo Mecânico, a oscilação da presença de espirito de Tessa me deixa com raiva da personagem diversas vezes. A garota dá respostas à altura e segura as pontas quando se intimida, não demonstrando. Porém sua vulnerabilidade surge em momentos em que eu pediria uma heroína mais durona. É tudo muito pessoal, mas eu prefiro garotas que partem pra ‘porrada’ quando precisam.

E tem o detalhe de ela não gostar de chocolate. I know!

Agora, o que mais me encanta no primeiro livro da série é, juro pra vocês, o triangulo amoroso!

É sério.

Sabe quando o autor te força a ver como os dois mocinhos são derretidíssimos pela mocinha e como ela é virtuosa a ponto de se matar em dúvidas sobre com quem ficar, estarrecida pela mera ideia de magoar um milímetro do corpo geralmente bem definido do rejeitado. Aliás, rejeitado é uma palavra feia e forte, a mocinha sempre ama ambos de todo coração até que alguma coisa acontece, totalmente forçada pelo autor e previsível desde a primeira vista do triangulo, e a garota se decide e todos ficam felizes para sempre.

Meh.

Pelo Anjo, o livro da Cassandra Clare não é assim! É claro que você tem uma dica, um sentimento, de como as coisas podem acabar, mas pode não ser assim, ou melhor, não precisa ser assim para termos uma boa estória. É isso que todo o tempero do romance e me deixou acordada a madrugada toda querendo mais e mais páginas.

Em segundo plano, outro motivo para eu ser tão apaixonada por essa série são seus personagens. Tessa, apesar de ter suas oscilações irritantes poderia ser bem pior, admito, mas ela é ofuscada por Will e Jem e até mesmo por Jessamine em alguns pontos.

Will e Jem são, na minha cabeça, versões mais jovens e mais bonitas de Sherlock Holmes e John Watson nas novas adaptações das estórias de Holmes para o cinema. Sim, Jem na minha cabeça consegue ser ainda mais bonito que Jude Law, mas enfim, o que quero dizer: as personalidades, o humor e a relação dos dois são EXTREMAMENTE parecidas com os personagens do cinema. Ou seja, se você gostou do que assistiu nas telonas, vai amar ler num livro de Caçadores de Sombras.

Vamos ilustrar:

“-Jem se inclinou para a frente, apoiando o queixo na mão[…] –Existe alguma razão específica para viver mordendo vampiros?

Will tocou o sangue seco nos pulsos e sorriu.

-Eles nunca esperam que eu vá fazer tal coisa.” Pág. 225

Ooooou

“Jem riu alto.

-Não diria isso. Às vezes quero estrangulá-lo.

-E Como consegue se conter?

-Vou para o meu lugar preferido de Londres – disse Jem -, e fico ali olhando para a água e pensando na continuidade da vida, em como o rio segue, sem se importar com nossos problemas mesquinhos.

Tessa ficou fascinada.

-E funciona?

-Na verdade, não, mas depois disso penso em como eu poderia mata-lo enquanto dorme se eu realmente quisesse, e me sinto melhor.” Pág. 254

Olha, eu gosto, ok? E eles são completamente adoráveis juntos, sério!

Há também Jessamine, uma jovem Caçadora de Sombras que faria qualquer coisa para não ter nascido assim. Ela quer ser uma dama da sociedade e não se preocupar com ninguém entrando ensopado de sangue em sua casa! Para isso, Jessie é capaz de manipular sem dó qualquer um. O engraçado é que a moça tem um senso da vida muito peculiar e trata tudo que possa a ajudar a alcançar seus objetivos como se fosse uma experiência de laboratório. O resto, bem, é resto.

Obviamente há uma gama de outros personagens, novos e velhos conhecidos de Instrumentos Mortais, mas não vou me ater a eles aqui, prefiro falar dos que se destacaram para mim. Também existe a dúvida de quem ainda não leu a primeira série da Cassandra Clare e quer saber se vale a pena seguir a cronologia da estória…

Sinceramente?

Não.

Além de Instrumentos Mortais ser mais completo em relação às informações do mundo dos Shadow Hunters, a graça de ter referências à parte da estória que ainda vai acontecer é impagável!

Enfim, com a ressalva de poucos erros de revisão/tradução, recomendo fortemente Anjo Mecânico para quem gosta de fatos históricos misturados com mistérios, sobrenatural, romance de bom gosto e mocinhas à frente de sua época!

Provavelmente Príncipe Mecânico só sairá aqui no começo do ano que vem, mas o verdadeiro drama é de quem já leu esse em inglês mesmo quando foi lançado (06/12/11) e vai ter que esperar até março de 2013 pra descobrir como tudo termina em Clockwork Princess.

I know!

xoxo e boa semana!

Insonia is Coming #5

Insonia Is Coming é uma coluna fixa do blog IYRDIW onde falo dos principais lançamentos.
 

Adivinha quem está ansiosa para começar a leitura de um super distópico? Pois é! Meu Caminhos de Sangue, da Moira Young, já está na cabeceira da cama, pronto para começar a ser lido! Mas, enquanto a resenha não sai, deem uma olhada no Book Trailer feito para Blood Red Road (título original) com legendas em português:

Yay!!

Ok, vamos à literatura!

O que Alice Bingley-Beckerman, Reena Paruchuri e Molly Miller têm em comum é que todas são enteadas de madrastas horríveis, perversas e cruéis. E nenhuma delas vive feliz com essa situação. Embora pareça improvavel que sejam amigas, esse problema em comum poderá provar o contrário. Para impedir que os pais continuem enganados com as escolhas amorosas, as meninas se transformarão nas “MAÇÃS ENVENENADAS’.

Adoro contos de fadas, tanto os tradicionais quanto os modernos. Maçãs Envenenadas promete uma releitura divertida e interessante de uma estória que parece estar super na moda! (Previsto para 31/08/2012)

Seu mundo mudou para sempre. Callie perdeu os pais quando as guerras de Esporos varreu todas as pessoas entre 20 e 60 anos. Ela e seu irmão mais novo, Tyler, estão se virando, vivendo como desabrigados com seu amigo Michael e lutando contra rebeldes que os matariam por uma bolacha. A única esperança de Callie é Prime Destinations, um lugar perturbado em Berverly Hills que abriga uma misteriosa figura conhecida como o Old Man. Ele aluga adolescentes para alugar seus corpos aos Terminais — idosos que desejam ser jovens novamente. Callie, desesperada pelo dinheiro que os ajudará a sobreviver concorda em ser uma doadora. Mas o neurochip que colocam em Callie está com defeito e ela acorda na vida de sua locadora, morando em uma mansão, dirigindo seus carros e saindo com o neto de um senador. Parece quase um conto de fadas, até Callie descobrir que sua locatária pretende fazer mais do que se divertir — e que os planos de Prime Destinations são tão diabólicos que Callie nunca podia ter imaginado…

Distópico! Distópico! Distópico! Quer um conselho? Passe longe do jogo disponibilizado no Facebook, ele contém spoilers! Quer outro conselho? (2 pelo preço de 1) Leia o conto Retrato de Uma Starter aqui e conheça um pouco mais os starters e os elders.(Previsto para 27/07/2012)

Clássico da literatura fantástica americana, “A Companhia Negra” foi publicado originalmente na década de 1980. “A Companhia Negra” é um grupo de mercenários com uma história que remonta a séculos. Numa tentativa de reviver o passado de glórias, ela se une ao exército da Dama, uma feiticeira de poder inigualável que acordou de um sono de eras para reconquistar tudo que perdeu. A Companhia se vê envolvida, então, em muito mais do que campanhas militares: ela precisa sobreviver aos conflitos extremamente traiçoeiros entre os servos da Dama. Num mundo onde a magia está presente em cada esquina, toda rua esconde segredos maravilhosos e perigos mortais.

Um épico famoso para os fãs do gênero, não vejo a hora de conferir a edição que a Record preparou, a capa já diz muito! (Previsto para 24/07/2012)

Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

Para quem já leu Onde Está Você, Alasca? e gostou, é uma boa pedida. Esse romance de John Green está dando o que falar nos últimos tempos. (Previsto para 06/07/2012)

Nicollo Pollo, pai do explorador Marco, finalmente revela a história que manteve em segredo durante toda a vida: a história de Altair, um dos primeiros e mais extraordinários assassinos do Credo. É o curso da aventura de Altair em Constantinopla que irá selar o destino dos Templários e de sua saga na Europa. No Brasil, a série ultrapassou a marca de 200.000 exemplares vendidos. Lançada em 2007, a franquia de jogos da Ubisoft já vendeu mais de 38 milhões de cópias para diversas plataformas (PC e vídeo games). Na semana de seu lançamento, o jogo da franquia vendeu 2,5 milhões de cópias, quebrando um recorde de vendas de vídeo game nos Estados Unidos. A Sony Pictures está em fase de negociações finais com a Ubisoft para a adaptação da série para o cinema.

Pra quem não sabe,  Altaïr é o predecessor de Ezio (ah, Ezio…) entre os assassinos. Gosto dos livros e com certeza vou conferir esse, mas recomendo que joguem os jogos, são dinâmicos e indecentemente bem feitos! (Previsto para 03/08/2012)

Agora, vindo diretamente de alguma dimensão que com certeza não é a nossa…

… sério, é dificil de acreditar…

… mas eu juro que é verdade!

Sorry, ainda estou tentando digerir, é ele mesmo!!!

Depois de 5 anos (1 a mais graças à Rocco) eis que surge:

Até bem pouco tempo, Eragon nada mais era do que um pobre garoto da fazenda, e seu dragão, Saphira, apenas uma pedra azul na floresta. Em Herança, o destino de toda uma civilização está sobre seus ombros. Fortalecidos por longos treinamentos e intocáveis batalhas, Eragon e Saphira somam muitas vitórias, mas também colecionam dores de perdas muito difíceis. Agora, a derradeira batalha está para começar. O Cavaleiro e seu dragão chegaram mais longe do que qualquer um ousou imaginar. Mas será que eles serão capazes de derrubar o poderoso tirano Galbatorix e restaurar a justiça no reino da Alagaësia? E se conseguirem, qual será o custo da vitória?

Depois de permanecer 42 semanas no ranking dos mais vendidos do The New York Times, o quarto livro do Ciclo A Herança, do jovem Christopher Paolini, chega as livrarias brasileiras em agosto com a tiragem inicial de 30 mil exemplares, fechando a saga iniciada com Eragon e seguida por Eldest e Brisingr. 

São 792 páginas para matar a saudade e chafurdar na estória de Eragon e Saphira, e Murtag . Vou ser otimista e acreditar que esse não vai ter a enrolação do 3º e que o Paolini aproveitou todo o tempo de que dispôs para terminar o Ciclo de forma satisfatória!

Pra terminar, e ainda no clima Eragon, esse vídeo que já é antiguinho sobre a entrega (finalmente) do manuscrito de Inheritance! Tradução via /cogitolibris

Bom fim de semana!!

xoxo

New On My Bookshelf… Vol. 8

Hey pretties, mais uma edição do NOMB, sit tight e me digam quais as novidades das suas estantes!

E as fotos (com Mimo):

Espero que tenham gostado, até a próxima!

xoxo

New on My Bookshelf… Vol 5 (it’s alive!)

O Ministério dos Blogueiros adverte: esse post é LONGO. Se estiver interessado apenas na estréia de Jogos Vorazes dê: Ctrl+F 23 de março.

Sim! Isso ainda existe! Sim, a última vez que fiz um NOMB foi ANO PASSADO! Sim! Eu me envergonho em admitir! Sim, a ultima parte foi mentira!

Gentes, desculpa, mas quem acompanha o blog já deve ter percebido a falta de fotos originais ou algumas muito meh, é que até então eu estava sem minha tão adorada câmera… ainda estou, na verdade, mas minha tão adora mãe finalmente emprestou seu celular pra mim. Ela não fez isso antes porque tinha um certo receio saudável de que eu fosse sequestrar o bichinho e não devolver nunca mais.

Yeap, as mães nos conhecem bem.

"Mas mããããe foram só algumas fotinhas, eu já ia devolver!"

Fato.

Então, como faz muito tempo que postei o último NOMB, minhas biblioteca aumentou, felizmente!! Achei que botar todos os livros que ganhei/comprei/recebi de parceria desde dezembro ia ser meio cansativo… por isso selecionei os doze últimos. Com vocês meus novos filhotes e uma gata muito com mania de grandeza:

A editora Novo Conceito arrebentou mais uma vez ², os kits que recebi são maravilhosos e vocês logo, logo vão vê-los nas promos que estou tramando.

Já resenhei o A Ascensão do Governador aqui e já contei um pouco do que espero para Irmandade e Delírio aqui.

Silêncio, o terceiro volume da série Hush Hush da Becca, merece aqui uma atenção especial: Natys, ‘brigada pelo presentão! Sua linda! A parsa do Vire a Página me mandou esse livro de aniversário e passatempo, já que a embalagem necessitava de um sabre de luz estilo Darth Maul para ser aberta… mesmo assim eu te adoro, viu, aguarde uma surpresa à altura lá em Agosto!

Destinada é o nono volume da História Sem Fim (a.k.a. House of Night); Terra dos Sonhos, o terceiro do spin-off de Os Imortais, Riley Bloom; Impiedosas é o 7º livro da incrível série Pretty Little Liars, se você ainda não leu nenhum: ma che? Vá garantir seu Maldosas e aproveite para dar uma conferida na série de TV, é muito boa também. Recomendados.

E, antes que alguém me pergunte: sexta-feira, dia 23 de março.

"A qualquer hora que eu dissesse uma palavra começando com 'H'..."

"... eu diria Hunger Games."

"Tipo, eu estou tão Hunger Games por estar aqui!"

"Happy. Desculpa, está na minha mente."

É tão verdadeiro que redefine verdade nos dicionários.

Fui a quarta da fila de cem metros e 2 horas na estréia de Hunger Games. Vi garotas encenando a Arena por posteres do Josh e do Liam. Vi mães de todas as idades vestidas com camisetas do Tordo. Esperei que os Pacificadores aparecessem pra botar a criançada na linha. Tive um mini-infarto quando finalmente nos deixaram entrar.

Não quero estragar suas surpresas, mas te recomendo fortemente que vá assistir HG. Minha experiência no cinema pode se resumir a seis imagens:

Quando o filme começou:

Quando a Katniss se voluntariou:

Quando a parte da Arena começou:

Quando a Rue morreu:

Quando a Kat e o Peeta ganharam:

Quando eu lembrei que vai demorar pra vir o próximo:

Meu médico recomendou que eu assistisse pelo menos mais três vezes até estar pronta para suportar a espera de Em Chamas. Eu não confio em médicos. Vou assistir mais seis.

Boa semana pra vocês!

xoxo

The Walking Dead, fim da 2ª temporada.

Hey pretties! Essa semana tivemos dois super season finales para chafurdar: Pretty Little Liars e The Walking Dead. Preciso muito falar do segundo com vocês.

Atenção: Esse post contém conteúdo inapropriado para telespectadores desatualizados. Se não se sentir confortável com a ideia clique aqui.

O Ministério dos Blogueiros adverte.

Domingo, o episódio Beside the Dying Fire, da série milionária The Walking Dead, foi ao ar. Tudo muito tranquilo, aconteceu quase nada, os zumbis nem chegaram perto da fazenda e ninguém morreu… só que ao contrário.

Querem o vídeo promo dele?

OLHA PRA TRÁS, RICK!!!!!! PELOAMORDEDEUS, OLHA PRA TRÁS!!

A primeira questão que salta da tela: De quem é o helicóptero que aparece logo no começo do episódio? (E que já havia aparecido lá atrás na primeira temporada) Não é barato botar um daqueles no ar, quem quer que seja seu dono tem combustível de sobra. Seria o governo? Mas se é o governo, por que eles não se pronunciam? Por que não ajudam as pobres almas sobreviventes correndo por ai? POR QUE??

Segundo ponto: zumbis migrando? Ou estavam apenas num modo automático? Eles estão ficando mais inteligentes? Olha, se sim, f***u.

A fuga da fazenda serviu principalmente para vermos em que ponto os personagens estão. Obviamente a tensão foi constante desde o primeiro capitulo, mas essa situação era diferente. Todos já estavam saturados de traumas e todos estavam nos limites da sanidade. Naquele clima de ‘cada um por si’ do ataque da fazenda, as pessoas que realmente se importavam com o grupo apareceram. E foi uma grande surpresa.

Quem imaginava que a Andrea ia botar o dela na reta para salvar Carol, ela podia ter continuado segura e bonitinha dentro do carro, mas não. Enquanto a maioria virou fumaça assim que os primeiros walkers chegaram perto demais, ela saiu para ajudar. O que foi isso? São Dale operando milagres do além-túmulo, na minha opinião.

Falando da Carol, aquela tetéia, ela quase fez o impossível. No último episódio praticamente conseguiu roubar da Lori o posto de megera odiosa da série. Como? Fazendo tudo aquilo o que ela condenou antes: insistindo para que a Lori deixasse Carl, largando Andrea sem nem olhar pra trás, incitando Daryl (sou team Daryl desde pequenininha) a cair fora com ela, questionando os esforços de Rick… Não que Carol não tenha motivos para estar abalada, mas de todos os personagens, foi ela quem recebeu mais ajuda do grupo. Daí ela decide que é hora de mandar todos pro espaço? Parabéns Carol, contamos com você.

Mas seria injusto com Lori, afinal ela se esforçou tanto pra manter esse posto, né? Só porque, no último episódio, seu show pela morte de Shane não chegou aos pés do ‘Do something!’ da Carol, ela não iria levar essa pra casa?? Não! Nós reconhecemos seu valor, querida!

Lori, onde está o Carl?

Quando os sobreviventes conseguem fugir do ataque, vem a hora do balanço geral. Patricia e Jimmy não conseguiram escapar, o que não é exatamente surpresa, eles não tem papéis expressivos na série (eu imaginei que T-Dog também fosse dessa pra melhor pelo mesmo motivo…). A parte critica é saber que perderam a fazenda. Depois de tanto tempo desfrutando de uma falsa comodidade, serem lançados de volta à estrada, sem provisões, abrigo e combustível tem efeito imediato. Todo mundo go crazy!

Começam as brigas, o Rick revela seu segredo, Lori faz mimimi, Carol dá uma revoltada… e enquanto isso, minha mente gritava uma coisa só:

O QUE ACONTECEU COM A ANDREA?

Ela correu, ela correu por um dia inteirinho!

Me deu um aperto na garganta ver o desespero dela. Só de olhar pra cena você já sabe que a coitada não tem a MINIMA chance, os walkers simplesmente não param de persegui-la.

Dai eu me conformei, né? Já mataram o Dale, não custa matarem a Andrea também. Quem vai ser o próximo? Daryl?! E dep… Ih, espera, olha lá, parece que ela vai conseguir, são só mais três zumbis. Pegou um.

Pegou outro! Vai garota!! NÃO, caiu no chão, desarmada, lógico. Não quero olhar, ele vai comer o braço dela!!! Ahhh! ELE VAI COMER O BRAÇO DELA!!!!!

AHHHH!!!!!

 Ma che?? Andrea foi salva! Por Michonne!! Até eu que nunca li as HQs de Walking Dead sei que Michonne é uma das personagens mais fantásticas da trama! E agora? Elas vão se juntar? Michonne vai matar Andrea? Andrea vai matar Michonne?? Elas vão matar todos os zumbis??

Ufa.

Emoção demais em curto espaço de tempo. Mas não acabou. Rick finalmente cansa de ser bonzinho. Cansa de se virar em quatro para resolver os problemas de todo mundo e ainda ser malhado por isso. Ele deixa bem claro que quem quiser cair fora, que vá, boa sorte lá fora, mande um cartão postal. É um passo grande, porém muito necessário, sem disciplina o grupo não sobreviveria dois dias e ninguém sabe o que realmente vem por aí. Estava sentindo falta de uma atitude dessas lá atrás, depois do incidente com o celeiro, ou até antes, mas antes tarde do que nunca, certo?

É isso aí, Rick! Mostra pra eles quem manda!

Well, a terceira temporada vai ao ar em Outubro desse ano, sem dia certo ainda. Com certeza será uma das estreias mais aguardadas do semestre! Enquanto isso vamos debater um pouco, defender o Rick, comentar as melhores quotes, falar mal da Lori, tentar adivinhar o que está nos esperando e trocar figurinhas!

Até lá!

xoxo

Para saber mais sobre The Walking Dead, confira a resenha do livro A Ascensão do Governador, título da Galera Record, escrito pelo autor das séries HQ e televisiva, Robert Kirkman. É só clicar na imagem.

The Walking Dead (Livro e Série de TV)

  •   Autor: Robert Kirkman & Jay Bonasinga
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 361
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: The Walking Dead: Rise of the Governor
  •    Tradutor: Gabriel Zide Neto
  •    Avaliação: 8,0
No universo de The Walking Dead não existe vilão maior do que o Governador, o déspota que comanda a cidade de Woodbury. Eleito pela revista americana Wizard como “Vilão do ano”, ele é o personagem mais controvertido em um mundo dominado por mortos-vivos. Neste romance os fãs irão descobrir como ele se tornou esse homem e qual a origem de suas atitudes extremas. Para isso, é preciso conhecer a história de Phillip Blake, sua filha Penny e seu irmão Brian que, com outros dois amigos, irão cruzar cidades desoladas pelo apocalipse zumbi em busca da salvação. Originalmente, The Walking Dead é uma série de quadrinhos publicada desde 2003 e vencedora do Eisner Award. Em 2010, os quadrinhos foram adaptados para o seriado homônimo The Walking Dead já bateu diversos recordes de audiência nos Estados Unidos e foi finalista em várias categorias no 68º Golden Globe Awards, incluindo Melhor Série Dramática de TV. 
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Nunca havia ouvido falar do universo The Walking Dead. Juro. Daí, como vi que esse livro serve como prequel para os quadrinhos e série de TV, preferi continuar na santa ignorância, para poder aproveitar o máximo de surpresas possíveis.

Deu certo.

Aliás, deu mais que certo.

Eu simplesmente não consegui dormir depois. Apagar a luz do quarto então? Há, só na próxima encarnação.

“Agora me lembro, blogueira, você tem medo de zumbi, né? Então pra que? Pra que você foi ler esse livro??”

Boa pergunta. Ótima na verdade, deve ser como aquele fiapo solto na blusa, que você puxa um tiquinho e se arrepende na hora, pois está desfiando a blusa inteira. Mas quem disse que consegue parar?

Ler um livro de zumbi foi mais ou menos isso. E rendeu, porque já assisti todos os episódios lançados da série logo após a leitura. (Já, já, falo disso.)

O grande ponto de The Walking Dead – A Ascensão do Governador não é toda a ação, a matança, as tripas, os miolos e o sangue + sangue + sangue², é o efeito que todo esse horror tem sobre as pessoas comuns.

Você, nerdão metido a valente, que acha legal um apocalipse zumbi e que imagina que vai ser super irado sair por ai chutando traseiros apodrecidos, pense duas vezes. A chance desse traseiro ser de alguém que você ama é enorme. Na verdade, provavelmente é o seu traseiro zumbificado que vai ser chutado, é só um toque…

Escapar dos mortos-vivos não é nenhum piquenique no parque, e só de ver todo o esforço que Phillip faz para manter sua filhinha, seu irmão e seu amigo de infância seguros dá na gente uma vontade de sair estocando mantimentos, remédios e armas em casa, porque, vai que, né…

Ainda assim, eles são obrigados a presenciar todo tipo de atrocidade, bem como faze-las. Matar o que um dia foi humano, saber que, o-que-um-dia-foi-humano, quer te almoçar, lutar por comida e passar fome do mesmo jeito, ver quem você ama se afundando num buraco de desesperança… A partir de certo ponto eu meio que desejei que todos os personagens morressem de uma vez! A angústia era tanta, eu via o tamanho do poço em que eles estavam metidos, a loucura sem saída, tudo aquilo quase me fez largar o livro e sair correndo.

Odiei, me fez passar mal. Me viciou completamente.

Depois de terminar o livro foi que percebi, tudo aquilo estava acontecendo para moldar o caráter de um homem bom. Para transformá-lo em algo sem sentimentos, que seria capaz de tudo.

Isso despertou uma certa curiosidade em mim, fiquei imaginando o que as pessoas em geral, fariam numa situação dessas. No livro nós acompanhamos os quatro protagonistas e estamos tão no escuro quanto eles, por isso fui atrás da tão falada série de TV.

The Walking Dead, do mesmo produtor de Exterminador do Futuro, é de certa forma mais leve que o livro, eu mais chorei do que me assustei assistindo. E olha que a maquiagem é perfeita, acreditem! Mas falta algo que a deixe tão visceral quanto o livro. De certa forma isso é bom, provavelmente eles perderiam muita audiência fazendo de outra forma.

O protagonista é Rick Grimes, um policial que acorda depois do coma, no meio da muvuca. Imagina que bacana: num momento você está lá, todo homem-da-lei, tomando um tiro, indo pro hospital, seeem problemas, ossos do oficio… No outro, você está sozinho num hospital cheio de cadáveres mastigados e uma porta lacrada com os dizeres: “não abra, mortos dentro”. Beleza, você sai do hospital anda um pouco e, opa, cadê todo mundo? Tudo está tão abandonado, ah não, ali ao longe está um bom cidadão! “Senhor, senhor.! Hey, você poderia me ajud…”

Você não termina a frase porque, sabe, o bom cidadão está rosnando pra ti, com metade da cara atropelada e aquele cheiro de gorgonzola fora da geladeira…

Enfim, gostei muito da série, são bem mais protagonistas que no livro, mais personalidades e todo tipo de conflito interno e externo que posso imaginar, com o catalizador do apocalipse zumbi. Recomendo.

“The sun ain’t gonna shine anymooooore”

Continuo tendo pavor de mortos-vivos, mas já me sinto mais preparada para um possível ataque.

Xoxo

P.S.: Talvez ter um porão fortificado e energia solar não seja assim uma má idéia…

Insonia is coming #1

Aqui estão algumas novidades que com certeza vão me garantir mais e mais madrugadas acordada 😀

Vamos começar pelo novo trailer da segunda temporada de Game of Thrones, a série da HBO baseada (MUITO BEM BASEADA) nos livros de George R. R. Martin, As Crônicas de Gelo e Fogo. A primeira temporada, lançada ano passado, começou meio desacreditada… só começou, porque ao fim dos 10 episódios já havia se tornado um xuxesso! Confiram:

Assim que sair um legendado, atualizo!

A dia de lançamento é 1º de Abril, sim, e desde já aviso que se isso for uma ‘brincadeirinha’ por causa da data, as coisas vão ficar ficar feias… I do not have a gentle heart. Como diria Dany.

Agora, na literatura!

Ninguém sabe por que o toque de Juliette é letal, mas o Restabelecimento tem planos para ela. Planos para usá-la como arma.

Mas Juliette tem seus planos.

Após uma vida inteira sem liberdade, ela descobriu uma força para lutar contra todos pela primeira vez — e para obter um futuro com o único garoto que ela pensou que fosse perder para sempre.

Estilhaça-me é um lançamento Novo Conceito, da autora Norte-Americana Tahereh Mafi.

Depois de Sabriel, o autor Garth Nix apresenta aos jovens leitores Lirael. Neste volume, segundo da série O Reino Antigo, ambientada numa terra dividida entre a modernidade e as tradições mágicas por um enorme muro, um antigo mal começa a se espalhar e Lirael, então, é enviada em uma jornada cheia de perigos, tendo como única companhia um cão muito especial.

Lembra do Sabriel? Então, finalmente a Rocco colocou Lírael, de Garth Nix, a venda. Posso ouvir um aleluia?!

Nos primeiros dias da Guerra Civil, rumores de ouro na região congelada do Klondike levaram hordas de recém-chegados ao Noroeste do Pacífico. Ansiosos para entrarem na competição, mineradores russos comissionaram o inventor Leviticus Blue para criar uma grande máquina que pudesse minerar através do gelo do Alasca. Assim nasceu a Incrível Máquina Perfuratriz Boneshaker do Dr. Blue. Mas em seu primeiro teste, a Boneshaker perdeu terrivelmente o controle, destruindo vários quarteirões do centro de Seattle e liberando um veio de gás venenoso subterrâneo que transformava qualquer um que o respirasse num morto-vivo. Agora dezesseis anos se passaram, e uma muralha foi construída para cercar a cidade tóxica e devastada. Logo além dela mora a viúva de Blue, Briar Wilkes. A vida é difícil com a reputação arruinada e um adolescente para criar, mas ela e Ezekiel vão levando. Até que Ezekiel decide efetuar uma cruzada secreta para reescrever a história. Sua jornada irá levá-lo por baixo da muralha, para dentro de uma cidade infestada de mortos-vivos famintos, piratas aéreos, mestres do crime e refugiados fortemente armados. E apenas Briar poderá tirá-lo de lá com vida.

Bitch, please. É steampunk com zumbis! Dá pra ficar melhor?! Obrigada Underworld e Cherie Priest!

“Irei viajar até o coração negro de um Império corrupto para arrancar o mal pela raiz. Mas se Roma não foi construída em apenas um dia, também não será restaurada por um assassino solitário. Eu sou Ezio Auditore de Florença e essa é a minha Irmandade”. A aguardada continuação de “Assassins Creed”, o livro baseado no game de sucesso. Com mais de 60.000 exemplares vendidos no país, foi um dos 20 livros de ficção mais vendidos no país, em 2011 segunda a VEJA. No segundo volume da saga, o outrora poderoso Império Romano está diante do colapso e da ruína. Seus cidadãos vivem à sombra da impiedosa família Borgia. Para enfrentar inimigos tão poderosos, Ezio precisará contar, mais do que nunca, com o Credo dos Assassinos.

Ezio, me abraça forte! Façam um favor a vocês mesmos, joguem os jogos! São muito bons.

E finalmente,

o mais aguardado,

aquele que vai me fazer cortar a fila de idosos e gestantes,

praticar le parkour nas estantes,

vender parentes distantes ounão no mercado livre,

ele.

oh my, oh my!

Delirium!

Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?

Vale lembrar que estou descontrolada assim porque, além da sinopse altamente recomendável, a autora é mara! Lauren Oliver escreveu Antes Que eu Vá, um livro que merece um bis na leitura e uma resenha só pra vocês, seus lindos!

E por último, um lembrete:

DIA 23 ESTÁ CHEGANDO! MAY THE ODDS BE IN YOUR FAVOR!

Enquanto você lê esse post eu estou indo lá garantir meu ingresso! Comapoeira

Mal vejo a hora de curtir tudo isso!

P.S.: Se assim como eu você pensou OMG! para a música do trailer, lá vai:

xoxo e boa semana

Insaciável – Meg Cabot

Me gusta capa emborrachada!

  •    Autor: Meg Cabot
  •    Editora: Galera Record
  •    Nº de Páginas: 504
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2011
  •    Título Original: Insatiable 
  •    Tradutor:  Regiane Winarski
  •    Avaliação: 4,5
Cansado de ouvir falar de vampiros? Meena Harper também. Mas seus patrões estão fazendo ela escrever sobre eles de qualquer maneira, mesmo que Meena não acredite neles. Não que Meena não esteja familiarizada com o sobrenatural. Veja, Meena Harper sabe como vamos morrer. (Não que você vá acreditar nela. Ninguém nunca acredita). Mas nem mesmo o dom da premonição de Meena pode prepará-la para o que vai acontecer quando ela conhece – e comete o erro de se apaixonar por – Lucien-Antonescu, um príncipe romeno moderno com um lado sombrio. É um lado negro que muitas pessoas, como uma antiga sociedade de caçadores de vampiros, preferiria vê-lo morto. O problema é que Lucien já está morto. Talvez por isso ele é o primeiro cara que Meena já conheceu com quem ela poderia ter um futuro. Entenda, enquanto Meena sempre foi capaz de ver o futuro de todo mundo, ela nunca foi capaz olhar para o dela própria. E quando Lucien é o que Meena jamais sonhou como namorado, de repente ele pode vir a se tornar o seu pesadelo. Agora pode ser uma boa hora para Meena começar a aprender a prever seu próprio futuro. . . Se ela ainda tiver um.

Primeiro de tudo: também estou tão indignada com a nota quanto vocês! Mas antes de, sei lá, jogar pedras ou grudar chiclete no meu cabelo, leiam o que tenho a dizer! E devo avisar que essa resenha talvez seja um pouco reveladora demais… mas é porque preciso mostrar o meu ponto!

Well, tem horas que eu sou uma tapada de marca maior, quando li o título Insaciável pela primeira vez pensei, hum, banho de sangue. Nem passou pela minha cabeça que pudesse ter algo mais hot ou +18, afinal, é a Meg, e qualquer livro adulto dela é assinado como Patricia Cabot.

Há, a tapada estava certa! A não ser que você considere ‘seios fartos’ ou ‘tanquinho’ hot demais.

A segunda coisa que pensei ao ver o livro foi Oba, mais Suzannah Simon pra gente! Ela é a protagonista da melhor série da Meg e uma das melhores séries adolescentes de todos os tempos, A Mediadora!

Não foi bem assim. Na verdade, não foi nem um pouco assim. O livro ficou devagar quaseparando na primeira metade, começando com a vida de redatora da novela Insaciável de Meena (e sua iminente promoção) indo pro brejo; mostra o completo cavalheirismo e atitudes muy honrosas de Lucien e o irritante comportamento arrogante de Alaric, o caçador de vampiros loiro, bombadão e bonitão.

Lucien sai da Romênia e vai para Nova York parar os vampiros que, contra a lei do príncipe, estão matando jovens humanas. Entenda, para ele os vampiros podem sim se controlar e beber sem matar. Ele sabe o que é violência e não concorda em nada com ela.

Alaric vai para Nova York a mando do chefe para parar os vampiros assassinos, mas acredita que será capaz de pegar também o todo-poderoso príncipe. E Meena duela com sua nova superiora, totalmente sem talento, Shoshana (alguém já viu Bastados Inglórios?). Ela quer mostrar para a magrela que, apesar de ter de enfiar vampiros e dar uma refrescada na trama, não precisam mudar a novela tanto assim.

O que Lucien não esperava era que Dmitri, seu irmão mais novo, poderia estar mais ligado com os assassinos do que dizia. Bem, Dmitri já tentou dar cabo do irmão uma vez e ficar com seu trono…

Ok, então a estória enveredou para Meena finalmente encontrar Lucian, e ir para a cama com ele.

Por acaso, o Lucien é mais ou menos assim:

É cavalheirismo demais pra uma pessoa só!

E o Alaric lá, intimidando garotas inocentes e enchendo o saco como sempre…

Alias tem até uma cena muito bizarra de quando ele, invade o apartamento da Meena pra descobrir o paradeiro do romeno e ‘revista’ a garota (só de sutiã e combinação) na frente do irmão dela! Isso não é hot, isso não engraçado. É bizarro!!

Bem, por causa desse encontro desagradável, Meena descobre que Lucien é, tipo, o príncipe DAS TREVAS! E sabendo disso ela até tenta se afastar. Mas não tenta taaaanto assim. We wont blame her!

Assim ela se torna, oficialmente, a escolhida do príncipe.

Intocável.

Ou seria se não houvesse vampiros querendo trocar de príncipe.

Isso leva a Guarda Palatina (para quem Alaric trabalha e que no livro caça monstros) além, é claro, de outros vampiros no encalço dela. O loirão aproveita e se elege o seu ‘guarda-costas’ até que seja seguro para Meena, ou seja: até que os bebedores de sangue se aniquilem!

Meena não pode deixar que isso aconteça.

Então, de repente, sem mais nem menos, o príncipe vira um escroto! DO CARA DOS SONHOS PRO IDIOTÁSSO praticamente na mesma página. Porra, Meg! Não dava pra ser mais óbvia e escrever de uma vez: caro leitor, agora é a hora de você odiar Lucian e torcer para Meena dar uma chance para Alaric. (!!!)

ARRRGH

Ok, eu não consigo não gostar do Lucien, e não tem nada a ver com ele ser um moreno altão, sério! É que ele foi sempre tão gentil e legal com a Meena que eu não posso trocá-lo por um troglodita! As briguinhas dela com Alaric não foram do tipo ‘você me irrita mas me seduz’, quero dizer, a intenção foi essa… mas não colou!

E já que estou falando tudo, sabe aqueles diálogos famosos da Meg, super inspirados e engraçados? Estou procurando eles até agora… Não que ela não tenha tentado! Ela tentou! Mas ficou tão forçado que por um momento eu realmente achei que a Meena fosse doida da cabeça…

Well, em defesa do livro, ele ainda conta com ótimos personagens: a Leisha por exemplo, melhor amiga, badass e grávida de mil meses. Ela é super confiante e realmente acredita no dom da amiga! E a vizinha vampira perua, Mary Lou. Ela é tão legal, perua, avoada e legal (!) que você passa o livro todo desejando que ela pare de fazer besteiras, com medo que a transformem numa pilha de pó!

Não posso dizer que recomendo o livro, na verdade, eu recomendo O Legado da Caça-Vampiros se você estiver afim de um casal que briga e é engraçado. Ou a série Mediadora, mas isso já estava implícito. Vou ler a continuação, Overbite, porque preciso saber o que vai acontecer e porque acredito que foi só uma errada de mão da Meg.

Então, Sra. Cabot, eu não queria ter feito essa resenha. Me corta o coração ter lido o que li, ainda mais vindo de você!

Mas você me machucou primeiro!!

No mais, vou dedicar um p.s. para o personagem que mais me chamou a atenção no livro todo:

P.S.: Jack Bauer, o cachorro.

Nunca antes, na história desse pais, um cão despertou tantas emoções em mim! Ele fica com Meena 24h por dia, achando que vai protege-la dos vampiros, só que ele é daqueles pequenos, fofos e felpudos:

No primeiro encontro de Meena quem está lá? Jack Bauer, achando que é o cara do seriado e latindo sem parar pro vampiro! SEM PARAR!

Ainda assim ele é uma coisa fofa demais para não gostarmos e totalmente querermos um igual!

Entenderam a indireta, né?

xo

Na Companhia da Cortesã – Sarah Dunant

  •   Autor: Sarah Dunant
  •   Editora: Record
  •   Nº de Páginas: 389
  •   Edição: 1
  •   Ano: 2008
  •   Título Original:In the Company of the Courtesan
  •   Tradutor: Ana Luiza Dantas Borges
  •   Avaliação: 9,5!!

No ano de 1527, Roma sofre um de seus mais terríveis ataques, quando soldados do imperador Carlos V avançam sobre as muralhas da cidade, pilhando tudo o que encontram pela frente. Em meio ao caos, a cortesã Fiammetta Bianchini e seu cafetão e parceiro, o anão Bucino Teodoldi, fogem para Veneza. Com muita coragem e astúcia, os dois se infiltram na sociedade local, desfrutando a luxúria e o pecado que desfilam nos palácios suntuosos. Fiammetta, atraindo e satisfazendo os homens, começa a acumular uma pequena fortuna. Entretanto, uma jovem misteriosa pode colocar em risco a riqueza da cortesã

Enquanto você lê essa resenha estou indo na Madre Superiora Wikipedia descobrir mais sobre o pintor Ticiano, o escritor Arentino e o figurino da moda em 1530.

Quem se imaginaria lendo uma história contada por um anão ranzinza, cafetão de uma famosa cortesã, na Veneza da Renascença? E ainda por cima enrolar, deliberadamente, a leitura para aproveitar melhor cada página? Não sei vocês, mas eu não imaginava.

Já disse que amo ser surpreendida?

Comecei ‘Na companhia da Cortesã’ sem grandes expectativas, pois, mesmo amando romances históricos, sempre tive em mente que eles são isso, livros escritos por não-historiadores com uma atmosfera do passado. Acontece que esse é um romance tão rico em detalhes, pesquisa e esmero que se torna um complemento para outros livros não-ficção da vida privada renascentista.

Tenho lido muitos YAs ultimamente e às vezes me esqueço do poder que uma estória escrita não sobre acontecimentos, mas sobre personagens, tem. Well, depois dessa não me esqueço jamais! Na verdade estou quase me enroscando num canto com uma pilha de todos os livros desse tipo que tenho, lidos ou não.

Amei a precisão dos diálogos de Bucino (le anão) com os outros e com ele mesmo. Fiammetta (la cortesã) é o retrato da sedução feminina e me lembra Fernando Pessoa dizendo:

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.

No seu eterno jogo de simulação ela pode ir da mais arguta perspicácia direto para a vaidade infantil. Há também La Draga, uma mulher que apesar de suas deformidades vai te tragar em seu mistério.

Outra coisa que me chamou atenção foi a forma como a amizade é representada. Bucino e Fiammetta são sócios, mas acima de tudo são amigos. Quando li, tive a impressão de que, enquanto estivessem apoiando um ao outro, o caldo nunca entornaria.

Apesar de tudo o que tem de passar.

Assim que Roma cai, Fiammetta perde seus preciosos cabelos e praticamente todo o dinheiro para os luteranos, os dois tem a opção de separarem-se e para assim conseguir sobreviver, mas ficam juntos. Vão para Veneza, lugar que Bucino detesta, e tem que começar praticamente do zero, enfrentando os vizinhos fofoqueiros e até a empregada da casa (herança da mãe de Fiammetta).

Pelos olhos ‘baixos’ de Bucino, eu passeei pelas gondolas luxuriantes, os canais malcheirosos, as igrejas das cortesãs e me apaixonei por cada lugar. Cada palavra é tão bem pensada para te envolver quanto cada dobra das vestes de Fiammetta é ajeitada para seduzir. Eu nunca mais vou ter a mesma ideia sobre cortesãs, cafetões e bruxas, não depois de ter entrado tão fundo na vida deles.

Não é maravilhoso?

Se você achar que não tem paciência para um livro tão não-sobrenatural assim, te digo ‘Jovem padawan, onde menos se espera, a satisfação está’.

Ah, você diz que detesta esse lixo todo e que história só serve pra te deixar de recuperação no colégio? Tudo bem cara, tudo bem. Cada um tem um gosto, né?

Né?

Well, Sarah Dunant misturou personagens históricos com fictícios e outros não tão fictícios assim e, fazendo uma coisa incrível, conduziu a história praticamente no mesmo ritmo sem deixar a peteca cair! Cara, ela ganhou uma fã de carteirinha! Vou até mudar os livros dela pro lado da Philippa Gregory aqui na estante…

Não preciso dizer que esse é um livro mais que recomendado, heim?

P.S.: Não, aborrecentes, esse livro não tem putaria. Só expressões de baixo calão. xD

xo

Cidade de Vidro – Cassandra Clare

  •   Autor: Cassandra Clare
  •   Editora: Galera Record
  •   Nº de Páginas: 476
  •   Edição: 1
  •   Ano: 2011
  •   Título Original: City os Glass
  •   Tradutor: Rita Sussekind
  •   Avaliação:9,0
Reservo-me o direito de pular a sinopse cheia de spoilers do próprio livro ¬¬
Confesso, estava doente para ler Cidade de Vidro desde que li Cidade das Cinzas (quando lançou). Na verdade sempre estive tendo coisas para ler esses livros, mesmo antes de  Cidade dos Ossos chegar aqui no Brasil. Sabe aqueles livros cuja fama o precede? Então! Mas quer saber a melhor parte? Ele supera expectativas.

Foi assim com Cidade dos Ossos, depois com Cidade das Cinzas, agora com Cidade de Vidro e eu me recuso a acreditar que poderá ser diferente com City of Fallen Angels! Well, para quem não conhece a série, vou dar uma introdução. Ela é contada por Clary, uma ruivinha de 16 anos mal-humorada e impetuosa, e se passa em NY. Clary está com o amigo Simon em uma boate para tentar se divertir um pouco e, tirando a claustrofobia e irritação, está tudo correndo bem. Até que ela vê um grupo de adolescentes armados perseguindo outro cara. Um grupo de adolescentes que ninguém mais vê! Lógico que ela vai atrás.  Por isso ela acaba testemunhando um assassinato a sangue frio, os três adolescentes (dois gatos, digo, garotos e uma menina) acabaram com o rapaz.

Depois disso a vida dela sofre uma reviravolta total. Os assassinos, Jace, Alec e Isabelle, não vão simplesmente sair de cena. Pelo contrário, há muitos outros iguais a eles (bem, não exatamente iguais ao Jace, mas, se houver um lugar assim tipo a Jacelândia, estou me mudando para lá agora!) e eles não são assassinos, são Caçadores de  Sombras, lutam contra demônios e fazem o controle de outros seres do Submundo. Já viu, né?

Inicio dos spoilers

Bem, em Cidade de Vidro Clary está indo à Alicante encontrar o feiticeiro que pode reverter o coma de sua mãe. Enquanto isso Jace está tentando esquecer a irmã, e está fazendo isso tirando a roupa de outra Caçadora de Sombras, Aline, uma menina muito antipática se vocês querem saber.  Com Aline aparece Sebastian, o primo dela e Caçador de Sombras em Paris. O charmoso rapaz logo despeja todas as suas atenções para Clary, mesmo tendo alguma resistência.

Simon, o vampiro que não teme o Sol, acabou indo junto para Idris, foi preso pela Clave, está sendo torturado e, se isso não bastasse como problema, a Cidade de Vidro, a cidade mais invulnerável do mundo, está prestes a cair. Valentin se provou mais esperto que todos eles.

Nesse volume temos a solução de alguns mistérios e na mesma medida, o surgimento de outros. Não adianta eu ficar falando o quanto ele é bom e fluído, Clary é uma das minhas mocinhas preferidas. Ela não fica dizendo ‘Oh, como sou rebelde’, ela para, considera e decide, independente do que os outros querem. Se não fosse assim provavelmente a série beiraria a chatice. Thank God it isn’t!

Tô quase lendo o 4º no PC mesmo, e quem me conhece sabe o que isso significa: amei esse livro, estou numa profunda DPL (depressão pós leitura) e preciso saber o que acontece em seguida, pelo bem do mundo e o futuro da humanidade!!

Passou, benhê?

Bem… cof, cof… livro recomendadíssimo!

P.S. sobre a arte da capa (pule se não estiver com paciência): Cidade dos Ossos tinha detalhes na capa e na lombada que me lembram aqueles selos holográficos de VHSs menores de 14 me ignorem brilhantes! Em Cidade das Cinzas o pessoal do marketing resolveu economizar e cortou os brilhinhos da lombada.

Agora Cidade de Vidro parece um discoglobe! EU AMEI!! Estou ficando vesga por não conseguir parar de girar ele de um lado pro outro!

xo