O Príncipe Corvo – Elizabeth Hoyt

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  •    Autor: Elizabeth Hoyt 
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 350
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2017
  •    Título Original: The Raven Prince
  •    Tradutor: Ana Resende
  •    Avaliação: 9,0 

Se você é verde como o verão (menor de idade) vá ler outra coisa, ok?

Anna Wren está tendo um dia difícil. Depois de quase ser atropelada por um cavaleiro arrogante, ela volta para casa e descobre que as finanças da família, que não iam bem desde a morte do marido, estão em situação difícil. 
Em que ela deve fazer o inimaginável… 
O conde de Swartingham não sabe o que fazer depois que dois secretários vão embora na calada da noite. Edward de Raaf precisa de alguém que consiga lidar com seu mau humor e comportamento rude. 
E encontrar um emprego. 
Quando Anna começa a trabalhar para o conde, parece que ambos resolveram seus problemas. Então ela descobre que ele planeja visitar o mais famoso bordel em Londres para atender a suas necessidades “masculinas”. Ora! Anna fica furiosa — e decide satisfazer seus desejos femininos… com o conde como seu desavisado amante.

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Querido leitor, antes de qualquer coisa você deve saber que li esse livro em uma noite só, e que agora me encontro incapaz de agir normalmente, provavelmente porque tenho corações no lugar dos olhos e uma overdose de romantismo. Vou tentar explicar de forma coerente a razão para esse ser meu mais novo romance “água com açúcar”, mas a chance maior é de falhar miseravelmente.

Vamos lá:

Acho que a primeira coisa que podemos dizer sobre O Príncipe Corvo é que a protagonista não é uma virgem indefesa. Não sou nenhuma especialista em romances de banca (só tenho fases em que leio 10 de uma vez), mas todos, TODOS que li até agora tinham como heroínas garotas espirituosas porém inocentes, que precisavam ser guiadas a cada passo.

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Outra coisa, tanto Anna quanto Edward já passaram dos 30 e nenhum dos dois é cover de modelos de passarela. São sensuais a sua maneira, mas quantos mocinhos você conhece nesses livros que não são perfeitamente lindos de morrer??? Eu te desafio, leitor!

Ambos tem problemas palpáveis e passados sombrios, mas não ficam de mimimi e, logo de cara, enxergam qualidades um no outro que passaram despercebidas pelo resto do mundo. Principalmente pelo falecido marido idiota de Anna. Sim, é possível odiar um personagem postumamente.

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E por último, mas não menos importante, eu achei G-E-N-I-A-L a parte que a Anna resolve ir atrás de “aliviar suas necessidades”. Pois é, pois é, o livro se passa em pleno séc. XVIII e nossa heroína vai para um bordel famosíssimo escolher um cara pra… se conhecerem melhor. Tipo, muito melhor. Eu sou dessas que simplesmente abomina a ideia de prostituição, principalmente a coisa terrível e exploratória mostrada por algumas personagens do livro, mas a ideia de uma mulher se permitir ter esse tipo de desejo e ainda por cima agir para satisfazê-lo é incrível num livro de época. Quem aqui não tinha lido várias e várias vezes que ‘libertinagem’ era coisa de menino? E quantos heróis não tinham um verdadeiro cartão de fidelidade nas casas de prazer antes de conhecerem suas musas? Anna ganhou seu lugar em meio as minhas personagens favoritas e vou defende-la.

Mas não só de ‘aliviar necessidades’ se faz esse livro. Temos romance romântico, daquele de dar inveja. Temos uma vilã que chega a dar pena, de tão egocêntrica que é. Temos o núcleo familiar de Anna, com sua sogra e a jovem que acolheram, que é simplesmente inspirador demais para passar batido. E temos, principalmente Anna e Edward que são pessoas incríveis, de um jeito pouco convencional, mas que me levaram a me apaixonar perdidamente pela história e pela escrita da autora. Ah, mencionei que no começo de cada capítulo tem trechos de uma outra história? Anna encontra um livro, o que dá o nome para a nossa história, e começa um lindo jogo com o conde…

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Os detalhes são mágicos e os personagens bem reais. Pra mim, além de amor, essa é uma história sobre preconceito e a habilidade de ver através da casca. O Príncipe Corvo elevou meus padrões para a “literatura de banca” e com certeza me deixou querendo mais. #sóvem O Príncipe Leopardo!

 

xoxo e boa semana!

 

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Rainha das Sombras – Sarah J. Maas

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  •    Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 644
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: Queen of Shadows
  •    Tradutor: Bruno Galiza

   Avaliação: 10

ESSE É O QUARTO LIVRO DA SÉRIE, ENTÃO VOCÊ QUE NÃO LEU TRONO DE VIDRO, COROA DA MEIA NOITE NEM HERDEIRA DO FOGO VAI ENTENDER QUANDO EU DISSER QUE NÃO ME RESPONSABILIZO PELA PROVÁVEL LOUCURA DECORRENTE DE SPOILERS POSSÚIDOS POR VALGS.

Todos que Celaena Sardothien amou lhe foram tirados. Mas finalmente chegou a hora da retribuição. A vingança promete ser tão dura quanto o aço da Espada de Orynth — a espada de seu pai. Finalmente Celaena retornou ao império; por justiça, para resgatar seu reino e confrontar as sombras do passado.
A assassina está morta. Ela abraçou a identidade de Aelin Galathynius, rainha de Terrasen. Mas antes de reclamar o trono, precisa lutar. E ela vai lutar. Por seu primo, a Puta de Adarlan, o general do Norte… um guerreiro preparado para morrer por sua soberana; por seu amigo Dorian, um príncipe preso em uma inimaginável prisão; por seu povo, escravizado por um rei cruel e à espera do retorno triunfante de sua líder; por seu carranam e a libertação da magia.
Ao avançar em seu plano, no entanto, Aelin precisa tomar cuidado com velhos inimigos. E abrir o coração para novos e improváveis aliados. Tudo isso enquanto os valg continuam trabalhando nas sombras. E Manon Bico Negro, a Líder Alada das Treze, treina suas bestas voadoras. Mas é de Morath, a fortaleza montanhosa do Duque de Perrington, que uma ameaça como nenhuma outra promete destroçar seu grupo de rebeldes e sua corte recém-formada.

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-Para onde nós vamos?

 -Eu ouvi dizer que o inferno é adorável nessa época do ano.”

Explicando a nota, eu realmente li duas vezes esse livro e atestei sua maravilhosidade. As duas leituras foram tão emocionantes que até hoje não sei lidar e, se isso não garante a nota máxima, não sei o que garantiria, meu bom povo.

Celaena finalmente incorporou sua real identidade de Aelin Galathynius (nome impronunciável) e aceitou que é a rainha de Terrasen, com poderes magníficos sobre o fogo e tudo mais! Só pra ter que voltar pra Adarlan e ser Celaena outra vez…

#facepalm

Mas os motivos são nobres, agora ela tem que resgatar Aedion, que fez o favor de ser capturado pelo rei, e tentar ajudar Dorian.  O-PRINCIPE-POSSUIDO.

Veja bem, Dorian é uma parte sensível desse livro pra mim. Confesso que nos últimos livros, só de ler Dorian Havilliard eu já ficava irritada, como uma amiga me disse “Dorian cheira a leite.” Um bebê no meio de um assunto pra gente grande e poderosa.

Até que ele mostrou que é poderoso…

Até que ele foi enjaulado dentro do próprio corpo, até que viu a mulher que amava ser decapitada e até que virou um expectador do monstro que controla seus movimentos.

Nunca fiz tanto pensamento positivo pra um personagem antes!

Toda irritação que sentia por Dorian foi transferida pra Chaol, e só isso que tenho a dizer. (É só isso que ele merece), apesar de ficar ligeiramente decepcionada com a mudança de seu papel.

A enxurrada de novos personagens e suas histórias e Aelin interagindo com eles mostrou muito sobre seu caráter. E falando em Aelin, ela nunca foi tão genial e maquinadora, a moça QUEIMOU o Mercado das Sombras e deu risada depois! E eu entendo que algumas pessoas ficaram chateadas com o rumo que a vida dela levou, no quesito coração, mas eu não poderia estar mais feliz! E olha que eu era totalmente contra antes!

Quando você acha que Sarah J. Maas já fez de tudo, que superou todas as barreiras, ela te surpreende outra vez… com Lysandra! Você, leitor incauto, você não viu essa vindo! Estou sem palavras a um ano, e sempre que penso em Lysandra tenho que dar um tapinha imaginário nas costas de Sarah J., por que ela foi ph*da nessa.

E a volta de montanha russa que são os acontecimentos??? EU FALEI PRA VOCÊS DE TUDO O QUE ACONTECE? Esse livro é grosso por um motivo: epicness transbordando dele! Cheguei num ponto que se alguém falasse alguma coisa pra mim durante a leitura eu gritaria com a pessoa!

Em suma, esse livro me fez rir, me deixou com o coração na mão, me deixou admirada e também me fez chorar. Chorar torrencialmente. Há uma cena junto a uma certa sepultura que foi a gota d’água pra mim, a tempos não me emocionava tanto com uma relação literária e deixei o choro rolar, sem esperanças de parar tão cedo.

O final toma proporções inimagináveis e ficou rodando como um filme na minha cabeça, um bom tempo depois de terminar de ler. Resumindo, essa fui eu quando fechei Rainha das Sombras:

“Suspira. Levanta. Dá voltas pelo quarto. Senta e chora! Como proceder???!!!”

Herdeira do Fogo – Sarah J. Mass

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  • Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 518
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: Heir of Fire
  •    Tradutor: Bruno Galiza

   Avaliação: 9,5

 

SE VOCÊ NÃO LEU TRONO DE VIDRO E COROA DA MEIA-NOITE ACREDITO QUE SUAS CHANCES DE SOBREVIVER A ESSA RESENHA SEJAM NULAS. VÁ PARA CASA, PREPARE-SE PARA ENFRENTAR OS SKINWALKERS E VOLTE SOMENTE QUANDO TIVER EMOCIONAL PRA AGUENTAR ESSE LIVRO.

Celaena ressurge das cinzas ainda mais forte e letal. E parte em uma jornada em busca de uma obscura verdade: uma informação sobre sua herança e seus antepassados que pode mudar sua vida e o futuro de dois reinos para sempre. Enquanto isso, forças sinistras começam a despontar no horizonte e têm planos malignos para dominar o seu mundo. Agora, depende de Celaena encontrar coragem para enfrentar tais perigos, além de seus próprios demônios, e fazer a escolha mais difícil da sua vida.

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A adrenalina.

A emoção.

Os corações partidos.

O PODER.

Esse livro, esse livro meu bom povo, deu um novo significado a palavra épico. Depois disso os dicionários por todo o mundo alteraram sua definição de ‘maravilha’ para uma imagem da capa acima.

Oh my, por onde começar?

Contrariando todas as expectativas e leis da física, Sarah J. Maas evoluiu ainda mais seus personagens!

Celaena continua sendo uma grande anti-heroína, mas está passando por um momento muito delicado (como se ser uma assassina, campeã do rei sanguinário e ex escrava não fosse delicado o suficiente). A morte de Nehemia e a traição de Chaol foram demais para ela e a separação dele foi traumática, pelo menos para mim. Seria de se esperar que a garota, digo, rainha, ficasse amuada num canto. Foi o que ela fez, de certa forma, até Rowan cair em sua vida.

Ah Rowan.

Eu me apaixonei por Rowan, fortemente. Acho que gosto dos rabugentos, mas enfim, o mais importante é o amigo maravilhoso que o elfo (ELFO UHUUUL) se torna para Celaena. Amizade sincera não tem preço. Para todas as outras temos Aedion.

Imagine Celaena/Aelin e seus traços, sua personalidade. Agora transforme tudo isso num menino. Pronto, isso é Aedion, obrigada Sarah. Esse é o primo da Celaena/Aelin, e sua história é impactante, sua lealdade mais ainda, tanto que eu questionei diversas vezes se ele não estaria idealizando demais sua busca por justiça.

Temos Manon, aquela criatura que quero ser quando crescer. Ela não tem coração, não tem alma, mas meodeos, que mulher phoda! Mulher não, bruxa. Isso mesmo, as bruxas estão de volta e para ficar!

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Esqueça aquele encontrinho que a Celaena teve com Baba Yellowlegs fora do palácio, a velha estava fora de forma. Manon e suas Treze podem fazer um exercito cair de joelhos perante elas.

E finalmente conheceremos as terras élficas da Rainha Maeve, com sua corte deturpada e tantas tradições e maquinações que ficamos tontos tentando acompanhar seus movimentos!

Resumindo, se vocês ainda não leram Herdeira do Fogo por algum motivo que não consigo imaginar, leiam! Só pra vocês entenderem o grau de obsessão, eu literalmente filtrei os resultados de pesquisa nas resenhas do Goodreads. Quis ver somente resenhas falando maravilhas do livro, porque eu não saberia lidar com alguém criticando essa coisa linda. #prontofalei

 

xoxo e bom fim de semana!

Coroa da Meia-Noite – Sarah J. Maas

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  •    Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 406
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2014
  •    Título Original: Crown of Midnight
  •    Tradutor: Bruno Galiza

   Avaliação: 9,5

SE VOCÊ NÃO LEU TRONO DE VIDRO, AFASTE-SE DESSA RESENHA IMEDIATAMENTE! CASO CONTRÁRIO ACABARÁ NA LISTA DE TAREFAS DA CELAENA, E NINGUÉM QUER ISSO.

Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a assassina real depois de vencer a competição do rei e se livrar da escravidão das Minas de Sal de Endovier. Mas sua lealdade nunca esteve com a coroa. Tudo o que deseja é ser livre — e fazer justiça. Nos arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração contra misteriosos planos do rei, mas antes de cuidar dos traidores, Celaena quer descobrir exatamente que planos são esses. O que ela não imaginava é que acabaria em meio a uma perigosa trama de segredos e traições tecida ao redor da coroa. Enquanto a amizade entre ela e o capitão Westfall cresce cada vez mais, o príncipe Dorian se afasta, imerso em seus próprios dilemas e descobertas.

A princesa Nehemia acaba se tornando uma conselheira e confidente, mas sua atenção está mais voltada para outros assuntos. Em Adarlan, um segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que aprendeu a amar. Mas o tempo é curto, e as ameaças ao redor castelo de vidro estão cada vez mais próximas. Quando menos se espera, uma trágica noite mudará a vida de todos no reino, e mais do que nunca Celaena quer descobrir a verdade para fazer justiça

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Caros leitores, esse é o livro responsável pela minha conversão ao Sarahjmaasismo. Frases incoerentes podem aparecer por motivos de muita emoção.

É como se a Sarah tivesse anotado cada reclamaçãozinha minha sobre Trono de Vidro e feito diferente em Coroa da Meia-Noite:D Quase, quase mesmo deixei de comprar essa sequencia, pelo simples fato de TdV ter frustrado minhas expectativas EXTREMAMENTE altas. Tive medo que esse também seria mais do tem-potencial-mas-não-usa…

Mas nãããão, Sarah tinha um plano maléfico na manga, e o foi desenrolando pouco a pouco até que você, leitor incauto e desavisado, estivesse no meio de algo muito maior que uma simples competição de assassinos sanguinários até a morte. Sério, porque depois do final previsível de TdV (gente, vamos combinar, né?) em CdMN TUDO pode acontecer… e acontece!

Já vale a pena só pelo fato de Celaena finalmente ser mais assim:

Mas temos relacionamentos e personalidades elevados a novos níveis, com toda a profundidade que faltava antes. Afinal quem é 100% bom ou 100% malvado? Nossos protagonistas aqui cometem erros e fazem coisas ruins, e ninguém vai te julgar se você decidir que não gosta deles. O importante é continuar lendo essa história. Quanto a mim, suas novas facetas, amissões e segredos só serviram para me deixar mais fascinada. Me senti tão próxima dos personagens (e essa é uma das maiores qualidades dos livros dessa mulher) que, em determinados momentos de decisão e tragédia, fiquei na bad de verdade.

Aliás, a coragem de dar aos personagens secundários mais detalhes foi o que fez esse livro ser tão OMG pra mim. Sério, sem essas interações mais significativas a Celaena ainda seria aquela menina chata de galocha, mimada e completamente fora da realidade, mais preocupada com vestidos do que, bem… espíritos malignos! Agora ela sabe a que veio e que tem uma responsabilidade muito maior do que simplesmente ser o bichinho de estimação do odioso Rei

Mencionei que tem mais terror nesse livro também? (Sério gente, o que não tem nesse livro???) Não é o suficiente pra te deixar pra sempre com a luz acesa, mas que eu fiquei um pouco perturbada, fiquei. E tem muito mais ação também, e intrigas e amizades feitas e desfeitas e tanta coisa que não caberia numa resenha. Se você desistiu da série em Trono de Vidro, repense. Esse novo livro vai te prender e deixar precisando do terceiro, como nunca antes!

Em suma? Trono de Vidro: um livro para menininhas. Coroa da Meia-Noite: um livro para mulheres crescidas e com estomago para encarar os tipos que só uma assassina terrível conhece.

xoxo

Trono de Vidro – Sarah J. Maas

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  •    Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 392
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2013
  •    Título Original: Throne of Glass
  •    Tradutor: Bruno Galiza

   Avaliação: 7,5

Depois de cumprir um ano de trabalhos forçados nas minas de sal de Endovier por seus crimes, Celaena Sardothien, 18 anos, é arrastada diante do príncipe. Príncipe Dorian lhe oferece a liberdade sob uma condição: ela deve atuar como seu campeão em um concurso para encontrar o novo assassino real. Seus adversários são ladrões e assassinos, guerreiros de todo o império, cada um patrocinado por um membro do conselho do rei. Se ela vencer seus adversários em uma série de etapas eliminatórias servirá no reino durante três anos e em seguida terá sua liberdade concedida.
Celaena acha suas sessões de treinamento com o capitão da guarda Westfall desafiadoras e exaustivas. Mas ela está entediada com a vida da corte. As coisas ficam um pouco mais interessantes quando o príncipe começa a mostrar interesse por ela… Mas é o rude capitão Westfall que parece entendê-la melhor.
Então um dos outros concorrentes aparece morto rapidamente seguido por outros… Pode Celaena descobrir quem é o assassino antes que ela se torne a nova vítima? A medida que a investigação da jovem assassina se desenrola a busca por respostas a leva descobrir um destino maior do que ela jamais poderia ter imaginado.

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Aquele momento constrangedor que você percebe que nunca resenhou nenhum livro de uma das suas séries favoritas.

Bora, espremer cada gota de memória dessa leitura de 2, eu disse DOIS, anos atrás?

Não é novidade para ninguém que sou louca pela série Trono de Vidro e às vezes sou acometida de uma vontade imensa de reler esse livro, dar uma segunda chance como fiz com Sombra e Ossos, mas daí lembro da quantidade de livros não lidos na minha estante e desisto.

O engraçado é que o primeiro volume é o que menos gostei e quase, quase mesmo, parei por aí achando sem gracinha. No Skoob cheguei a dar 4 estrelas, choradas, mais por consideração que qualquer coisa. Eu admito, tinha uma expectativa insana em relação a essa estória. Quero dizer, vocês leram a sinopse????? Como poderia dar errado com uma sinopse dessas?

Acontece que a Celaena aqui é  chata, chata e chata. Leva tempo e empenho pra gostar dela. Ela é arrogante, mega confiante e meio egoísta, mas e ai? Quem é perfeito? A verdade é que foi exatamente essa postura de patricinha mimada que tirou um pouco do brilho pra mim. Eu esperava mais disso:

E acabei tendo muito disso:

Ao menos na maior parte do livro…

Mas daí temos rompantes de ‘maravilhosidade’ que nos dão esperanças de um mundo melhor, como frases assim:

“Eu posso sobreviver muito bem sozinha—se me fornecerem o material de leitura adequado.”

Ou atitudes de tirar o fôlego, que mostram que há de fato, uma profundidade velada nessa menina.

Além da tensão da competição, que Celaena parece driblar muito bem ARRUMANDO PRA CABEÇA DELA e de Chaol, temos dicas de como foi seu passado glorioso, antes de parar nas minas de sal. Bem, falando em arrumar pra cabeça, posso estar sendo injusta aqui. Ela não foi propriamente atrás de novos problemas, mas também não lutou muito pra se desvencilhar, se é que me entendem.

Daí é numa dessas que a moça arrasta Chaol, o Capitão da Guarda e dono de meu coração e Dorian, que poderia muito bem protagonizar O Retrato de Dorian Gray de tão bonito que esse Príncipe é. Eles ficam meio que hipnotizados pelos dotes da moça, depois dela tomar um bom banho e pentear o cabelo, e fácil imaginar que agora apoiarão muito uns aos outros.

Vale lembrar que a relação de Chaol e Dorian é linda, esses dois tem uma lealdade e um entendimento mútuo que só quem vive solto, porém preso a um grande fardo, sabe dividir.

Seria mais ou menos a relação de Celaena com Nehemia, uma amizade incrível e linda, se não fosse o mistério e todas as surpresas que a estrangeira guarda na manga. Nehemia é, sem sombra de dúvidas, minha personagem preferida.

Algo inusitado, e que eu gosto muito, na escrita de Sarah é que ela não se prende à personagem principal. Ela cria várias histórias paralelas e vai entrelaçando tudo de uma forma magnífica e nem um pouco cansativa, pra mim uma prova da criatividade doida dessa mulher!

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Como se a enxurrada de nomes exóticos não fosse o suficiente, né, mas deixa pra lá.

Essa foi a estreia de Sarah J. Maas, e chegou chamando muita atenção. A questão é que mesmo tendo falhas e ficar devendo nas minhas expectativas altíssimas, assim que soube do lançamento de Coroa da Meia-Noite instantaneamente precisei desse livro! E não me arrependi.

Aliás, fica até estranho eu reclamar tanto da Celaena aqui e construir um verdadeiro altar de adoração pra ela no próximo livro. (Se alguém se interessar, temos celebrações todas as sextas.) Então, se você ainda não leu Trono de Vidro, leia! Se já e amou, ótimo! Se já leu e ficou como eu, corra e garanta seu Coroa da Meia-Noite, você não sabe o que está perdendo!

xoxo e boa semana curtinha

O Substituto – Philippa Gregory

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  •    Autor: Philippa Gregory
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 272
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: Changeling
  •    Tradutor: Eric Novello

   Avaliação: 4,5

Dotado de beleza e inteligência fora do comum, Luca Vero foi visto com desconfiança durante toda a vida… até que o jovem é acusado de heresia. Para escapar da fogueira, aceita se tornar membro de uma Ordem misteriosa cujo objetivo é investigar estranhos relatos que assombram o mundo cristão. Para vencer seus inimigos, Luca se une a uma aliada improvável – Isolde, de 17 anos, fora aprisionada como abadessa de um convento cujas freiras sofrem constantes ataques de histeria. Além disso, os dois precisam combater a crescente atração que sentem um pelo outro. Ou podem acabar num inferno jamais imaginado.

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Quanto mais penso nesse livro, mais a nota vai caindo…

Vocês sabem que eu amo romances históricos, vocês também estão cientes que acho a sra. Philippa Gregory uma gênia no que diz respeito a deixar a era medieval mais acessível e empolgante. Dizer que eu amei de paixão O Substituto como todos os outros livros da Philippa é mentira. Mentira des-la-va-da.

Aliás, sinceramente, sinto cheiro de ghost writer aí, um bem ruinzinho. Fico imaginando o diálogo da Philippa com seu editor, ele batendo o pé dizendo que ela TEM que entrar na onda dos YA, ela negando, sabiamente falando que o negócio dela são histórias adultas e que ela não tem nem ideia de como fazer isso. Daí o danadinho do editor diz “Deixa isso comigo”.

E a m#%$@ tá feita.

Uma coisa que não se pode negar é que, como nos demais livros dela, Philippa fez uma pesquisa monstruosa. A ambientação na idade média é impressionante, tem fatos, curiosidades, detalhezinhos que te transportam para aquela época. Acho que, boa nerd que sou, isso é o que mais gosto em romances históricos, aprender como era.

Como imagino Isolde... Aliás, The White Queen é baseado nos livros da Gregory e você deveria assistir, pra ontem!

Como imagino Isolde… Aliás, The White Queen é baseado nos livros da Gregory e você deveria assistir, pra ontem!

Acho que, de certa forma, pequei em ficar com o mantra “os outros livros da Philippa” na minha cabeça. Deveria ter ao menos tentado relaxar e desvincular a leitura, mas é DIFÍCIL! Uma amiga, também fã dos livros sobre a corte dos Tudor, vendo que eu estava com O Substituto em mãos já perguntou “Está amando, né?! É da Philippa!”. Entenderam o drama?

Digamos que no começo pensei “Nossa, super legal, o Luca vai ter espaço pra mostrar o quão genial ele deve ser e ainda chutar alguns traseiros sobrenaturais!” Mas então percebi que o grupinho dele estava mais para um episódio particularmente chato de Scooby Doo.

De qualquer forma o livro inteiro ficou meio sem pé nem cabeça. Não teve ritmo, o climax foi beeeem antes o fim deixando a conclusão sem sal nem açúcar, tipo jogada lá. Foi estranho, no mínimo, e só serviu pra aumentar minhas suspeitas de ghostwriterismo rolando. Sério, foi ruim assim. 😦

A proposta dos personagens era muito boa, tanto Luca quanto Isolde (nome que eu acho lindo, por sinal) tinham tudo para serem fod%$, mas não rolou. O fim do mistério da Abadia não foi o fim do livro, desculpa, é meio que um spoiler isso, mas argh, estou tão indignada com essa perda de ritmo num livro que tinha tudo pra ser super legal, que não me aguento!

Sinceramente, se vocês querem algo medieval com freiras diferentes, leiam Grave Mercy (Tem resenha!!), Perdão Mortal aqui no Brasil, e sejam felizes.

xoxo e bom meio de semana!

Eva – Anna Carey

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  •  Autor: Anna Carey
  •   Editora: Record
  •   Nº de Páginas: 288
  •   Edição: 1
  •   Ano: 2013
  •   Título Original: Eve
  •   Tradutor: Fabiana Colasanti
  •   Avaliação: 5,5

A guerra dos sexos está apenas começando… No futuro, uma praga mortal aniquilou a população da terra. Homens e mulheres seguem segregados. Os meninos são mandados para campos de trabalho forçado. As meninas, para Escolas onde aprendem uma profissão chave na reconstrução mundial. Mas as aparências enganam… E Eva está prestes a descobrir que a verdade pode ser muito mais terrível do que o vírus que varreu seu país. Está prestes a descobrir que seu futuro pode ser mais parecido com a da primeira mulher a levar seu nome…

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 A Eva era uma menina que tinha uma vida simples, preto no branco, repleta de verdades inquestionáveis como:
  • O Rei é bom, mas:
  • Homens no geral são maus;
  • Tudo de ruim é culpa dos homens;
  • Nada, nada do que os homens dizem é confiável;

E regras bem fáceis de serem seguidas, por exemplo:

  • Mantenha distância de homens;
  • Não importa o que aconteça, não chegue perto de homens;
  • Sério, fuja deles;
  • Evite matilhas de cães selvagens, eles podem almoçar você;
  • Mas, sério, evite mais os homens;

Porém, apesar de todas as horas gastas ensinado essa criatura coisas assim, adivinha a primeiríssima coisa que ela faz quando fica sozinha?!

Tá, tudo bem, não foi a primeira coisa, mas depois de algumas decisões ruins sem qualquer ligação com gêneros, a Eva encontra um garoto e… faz o favor de se apaixonar por ele.

A questão é, se a autora tivesse sido mais razoável na parte do que as garotas aprenderam a pensar, isso não seria um problema tão grande. Só que até na literatura! Quero dizer, todos eles de repente se tornaram Sauron, Voldemort, Valentin, Presidente Snow e George R R Martin, todos  super vilões em qualquer circunstancia. As meninas sofreram lavagem cerebral durante toda a vida e, depois de um incidente nem de longe tão traumatizante quanto a Eva fez parecer (again, minha opinião), ela simplesmente botou isso de lado na primeira oportunidade! (!!!!)

É por isso que meu personagem preferido é o urso

Não sei, eu não consegui entrar no livro, os personagens simplesmente não abriram a porta e, depois de começar com o pé esquerdo, não tive vontade de botar a bendita porta abaixo com machadadas. Coisa que estou acostumada a fazer, diga-se de passagem.

Talvez um leitor afortunado tenha simpatizado mais com a Eva e aproveitado melhor a leitura, mas a todo o tempo eu ficava pensando “O que raios essa menina está fazendo?? Ela quer morrer?? Ela quer matar o Caleb?? Ela quer matar o urso?!!! Por que ela não deixa a Arden ser a personagem principal só por um ou dois livros??” Isso meio que acaba com a leitura da gente.

Caí do cavalo

De qualquer forma, os personagens secundários e as coisas surpreendentes que acontecem  com eles valem a pena.  Por exemplo Arden, ela tinha tudo para ser uma nada na estória, mas a relação dela com Eva me interessou mais do que o romance de Eva e Caleb. Ah, Caleb por que você tinha que ser tão altruísta? Por que você não podia deixar a Eva se ferrar uma vez ou outra, só para ela aprender a ser mais esperta?

Créditos onde devem ser colocados, eu gostei do enredo de Eva, uma distopia meio Peter Pan, não exatamente óbvia, ainda que irritante, em alguns pontos. Sempre achei interessante ler sobre acontecimentos tão catastróficos que mudassem completamente a face de uma nação. Devo ser meio mórbida, mas na nossa sociedade, tô falando do Brasil, ok?!, não passamos por isso, não faz parte da nosso cotidiano a muitos anos e, ainda que tenhamos tido marcos históricos, nada que se comparasse a uma praga que limparia o país de praticamente todo mundo! Simplesmente não consigo imaginar como seria assim. Vocês conseguem?

Enfim,  Eva foi um livro pela metade, uma boa ideia mal aproveitada. Com tudo que li só fiquei com a sensação de pois é, mais um, coisa que me deixa mal, porque não posso amar nem odiar um livro medíocre e eu meio que gosto de ter sentimentos extremos em relação aos livros. Faz sentido?

Boa semana sweeties!

xoxo

Príncipe Mecânico – Cassandra Clare

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  •    Autor: Cassandra Clare
  •    Editora: Galera Record
  •    Nº de Páginas: 406
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2013
  •    Título Original: Clockwork Prince
  •    Tradutor: Rita Sussekind

   Avaliação: 9,0

Tessa Gray não está sonhando. Nada do que aconteceu desde que saiu de Nova York para Londres — ser sequestrada pelas Irmãs Sombrias, perseguida por um exército mecânico, ser traída pelo próprio irmão e se apaixonar pela pessoa errada — foi fruto de sua imaginação. Mas talvez Tessa Gray, como ela mesma se reconhece, nem sequer exista. O Magistrado garante que ela não passa de uma invenção. Para entender o próprio passado e ter alguma chance de projetar seu futuro, primeiro Tessa precisa entender quem criou Axel Mortmain, também conhecido como Príncipe Mecânico.

Ei você! É, você mesmo que não leu Anjo Mecânico! Está ouvindo isso? Esse é o som dos spoilers-autômatos do Magistrado vindo te pegar! Então vá ler o livro e só volte aqui quando aprender a matá-los!

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Antes de mais nada:

Principe Mecanico

Desculpa, eu precisava…

Retomando…

Então, como sempre, essa sou eu em posse de um novo livro de Cassie Clare:

E, como sempre, essa sou eu no final de cada leitura nova de Cassie Clare:

Acredite, é o livro ou eu.

A maioria das pessoas passa a vida toda procurando por um grande amor, Tessa é suficientemente sortuda para ter dois.

Ela é?

Ela é mesmo?

É verdade que essa estória é mais sobre o triângulo amoroso do que toda a trama entre ela. E pasmem: você me vê reclamando? Não!

Podem dizer que a maior falha desse livro é ser tão focado nos relacionamentos entre os personagens, que acabamos com mais perguntas do que respostas e o restante parece ser deixado de lado, mas dane-se! EU QUERO SABER O QUE ACONTECE COM ELES! Não tenho vergonha de admitir, criei um vínculo tão grande com Tessemill (Tessa + Jem + Will) que se o Magistrado explodisse bem do meu lado eu iria rapidamente abanar a fumaça e tentar espiar para ver o que os três estavam fazendo!

Acho que essa é a grande conquista do livro e da Clare como autora. Você fica genuinamente envolvido com Tessa e Will e Jem, até com os outros Caçadores de Sombras e, na maior parte do tempo, deseja que Magnus Bane e o restante do Submundo fosse bem real.

No momento em que cheguei ao meio, eu estava completamente seduzida por Tessa e Will … e Jem. Como, como poderia alguém amar duas pessoas tão diferentes, tanto no caráter e humor? Como poderia alguém se importa o suficiente não com um, mas dois estranhos -e por estranhos eu quero dizer uma pessoa que não é da família, vem de fora e não tem laços de sangue nem obrigação moral- para dar de bom grado a sua vida e felicidade em troca da deles?

A maioria das pessoas passa a vida toda procurando por um grande amor, Tessa é suficientemente sortuda para ter dois.

Ela é?

Ela é mesmo.

Ok, falando assim parece que não acontece nada no livro todo, acontece. Não diria que esse é o mais cheio de ação, mas as coisas que descobrimos sobre Magnus, as alianças formadas e as promessas quebradas, tudo com certeza contribui para que o livro fique longe de ser parado! Se você leu minha resenha de Anjo Mecânico sabe que uma coisa me incomodou muito na mocinha, a parte onde praticamente qualquer um poderia dar uma surra de gato molhado nela e ela nem saberia por onde começar a reagir. Cassandra Clare solucionou meu problema e botou Tess, junto com Sophie, para aprenderem a se defender com dois moços quase sem nenhum destaque: Gabriel e Gideon Lightwood. Adoro como o Gabriel apesar de odiar Will com todas as forças, é tão parecido com ele.

“Eles não são horríveis,” disse Tessa.

Will piscou para ela. “Como?”

“Gideon e Gabriel,” disse Tessa. “Eles são realmente muito bonitos,  ele não são horríveis de jeito nenhum.”

“Eu me referi,” disse Will, em um tom sepulcral, “as profundezas escuras feito piche de suas almas.”

Tessa fungou. “E de que cor você acha que as profundezas da sua alma são, Will Herondale?”

“Lavanda.” disse Will.

Chegando a reta final, tenho que dizer, a falta de consideração da autora pelos sentimentos de seu público continua, para dizer o mínimo, em alta. Quando você acha que a situação não pode ficar mais dramática, de alguma forma ela dá um jeito de apertar um botão mágico e…  deixar tudo ainda mais doido e angustiante! Especificamente, quando terminei Príncipe Mecânico eu voltei uma página, duas, três, o capítulo, olhei atentamente para me certificar de que era aquilo mesmo, aquele era o fim até Princesa Mecânica

Então, depois de muitos anos de contemplação, eu finalmente decidi o que eu quero ser quando crescer: Caçadora de Sombras na era vitoriana. Vamos lá, pessoas! Eles podem ter toda luta-com-espadas/matança-de-demônios que quiserem e ainda usar vestidos incríveis!

 

xoxo

A Rainha Branca – Philippa Gregory

  •     Autor: Philippa Gregory
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 433
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: The White Queen
  •    Tradutor: Ana Luiza Borges

   Avaliação: 9,0

Irmãos e primos lutam entre si para conquistar o trono da Inglaterra neste fascinante relato da Guerra das Duas Rosas, o conflito que opôs a Casa de Lancaster, cujo símbolo é uma rosa vermelha, à Casa de York, representada pela rosa branca. Em meio à guerra, a viúva Elizabeth Woodville desperta a atenção do jovem rei Eduardo IV, e os dois se casam em segredo.

Rainha em um país instável, Elizabeth se vê enredada nas intrigas da corte, ao mesmo tempo em que luta pelo êxito de sua família e precisa enfrentar inimigos poderosos, como os irmãos do rei.

A Rainha Branca é o primeiro volume da série A Guerra dos Primos, que relata a ascensão da dinastia Tudor ao poder.

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É extremamente difícil ler um livro quando já se sabe o final, principalmente um final tão trágico quanto o desse episódio na história. Uma vez mais Philippa Gregory mostra a importância da maneira como as coisas são contadas, às vezes mais influentes do que os próprios fatos em si.

Digo isso porque não há como não torcer por essa Elizabeth Woodville, admirar toda a dose de coragem e astúcia que ela empregou para manter a si e aos seus com a cabeça à tona numa época em que absolutamente nada era garantido. Independente da verdade documentada ser ainda mais amarga do que a visão de Gregory, desafio qualquer um a não se compadecer dessa viúva que domou um rei e querer que seus inimigos, os milhares deles, queimem em praça pública.

“Bitch, Elizabeth Woodville is fabulous”

Não é segredo que sou completamente fascinada pelos períodos dos governos Plantageneta e Tudor na Inglaterra medieval, e que posso passar várias horas reunindo informações das diversas figuras que jogaram os jogos da corte e acenderam ou morreram por isso. Então quando um livro desse tipo aparece na minha reta, é meio que impossível não ler!

Ok, ok, Philippa Gregory romantiza E MUITO os fatos históricos, mas faz isso de acordo com a sua visão e através de muita pesquisa. Numa nota final ela explica onde tomou mais liberdades e onde ateve-se à história, mas a leitura livre é tão boa que te leva a maquinar e pensar junto com os personagens a ponto de criar sua própria teoria para o desfecho.

Nesse livro a acusação de bruxaria que a mãe da rainha sofreu foi levada ao nível do e se? E se essas mulheres de poder fossem mesmo pagãs disfarçadas? Sério gente, bruxaria em 1460! Como não amar??

Outro ponto interessante é saber que o rei de fato casou-se por amor com uma viúva plebeia e contrariou planos extremamente beneficentes para a seu trono tão novo e incerto ao coroá-la rainha. Eduardo fez de Elizabeth uma figura de adoração pública, inatingível a todos menos ele e fez sempre questão de assegurar que a sua louvada rainha era quem tinha seu coração. Se não por amor a ela, ao menos para dar a sensação de estabilidade ao reino. Porém não poderia ser deixado de fora, por exemplo, a quantidade absurda de amantes que ele teve ao longo dos anos. A autora converteu isso a uma noção de “Eu as desejo e as tenho, mas é para você que sempre volto, minha rainha.”

Sendo bem sincera, na época isso era bem mais do que uma mulher, principalmente na posição de Elizabeth, poderiam esperar. Era comum reis exibirem suas amantes e as deixarem ganhar influência até mesmo sobre a rainha. Vide Henrique III. Então Eduardo favorecer Elizabeth e jamais pavonear suas prostitutas na sua presença era considerado um ato de amor.

Dane-se, eu ainda queria poder estrangular o @#%!@#!

Tá, ok, talvez eu não o estrangularia, tenho que admitir que os dois juntos foram capazes de me fazer chorar de emoção mais de uma vez, bem mais de uma vez.

De qualquer forma, esse não é um livro de romance. Nossa heroína aguenta tudo com dignidade. Não será um bando de amantes menores que tirarão seu foco do que realmente importa, manter sua família toda a salvo dos trocentos inimigos que teimam em voltar e voltar para tirar a coroa de seu marido, de preferência com a sua cabeça junto.

Romance histórico com paixões tórridas, promessas, traições, surpresas e MUITA intriga, acima de tudo A Rainha Branca ensina que, quando se deseja algo de todo coração, o desejo se torna realidade. E o resultado é catastrófico.

xoxo e boa semana!

P.S.: As capas originais são bem mais bonitas, só dizendo…

Paperbacks ❤

Dezesseis Luas – Kami Garcia & Margareth Stohl

  •     Autor: Kami Garcia & Margareth Stohl
  •    Editora: Galera Record
  •    Nº de Páginas: 488
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2011
  •    Título Original: Beautiful Creatures
  •    Tradutor: Regiane Winarski

   Avaliação: 8,0

Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece… Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona. Eleito pelo Amazon um dos melhores livros de ficção de 2009. Direitos de tradução vendidos para 24 países. Um filme da série está sendo produzido. “Pacote completo: um cenário assustador, uma maldição fatal, reencarnação, feitiços, bruxaria, vudu e personagens que simplesmente prenderão o leitor até o fim…”

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Então, enquanto eu estava lendo Lirael pensei: nada como um pouco de necromancia macabra depois de um revigorante romance zumbi (Dearly, Departed). Faz bem pra mente, entende? Ainda mais quando você fecha o ciclo com o bom e velho vodu da Carolina do Sul! Seriamente, eu não poderia começar Outubro em melhor estilo!

É Halloween, meu povo! Do the creep!

Ok, Dezesseis Luas não chega a ser assustador, mas tem seus momentos. O melhor do livro mesmo é seu clima a-qualquer-momento-um-furacão-pode-varrer-tudo-aquilo-do-mapa e as pessoas de Gatlin. Meio que pararam no tempo. Não o jeito amish de ser, o povo de Gatlin vive em função da Guerra Civil Americana e seus gloriosos antepassados Confederados… e em termos de mentalidade, tudo bem, aí sim eles pararam no tempo. Lá pela Idade das Trevas, para ser mais exata!

Ethan, o nosso mocinho, luta para não se deixar levar por essa mentalidade coletiva apavorante que é a ignorância da cidade. Não dá para culpa-lo, como boa aquariana que sou, teria enlouquecido com aquelas convenções sociais, todo mundo se metendo na vida de todo mundo e a pressão para tornar cada pessoa o mais adequada possível ao restante de Gatlin.

Eu provavelmente promoveria o massacre da serra elétrica e praça pública, e olha que eu sou só uma blogueira.

Imaginem a Lena, outra boa aquariana, que é… diferente.

“Não era apenas ela que estava me incomodando, para dizer a verdade. Não era a sua aparência – Lena era bonita apesar de estar sempre usando as roupas erradas e aquele tênis surrado. Não eram as coisas que ela dizia na aula, normalmente coisas que ninguém mais teria pensado, e que, se tivessem pensado, era algo que não ousariam dizer. Não era o fato de ela ser diferente de todas as outras garotas da Jackson. Isso era óbvio.

Era ela que me fez perceber o quanto eu era como os outros, mesmo quando eu queria fingir que não era.” Pág. 38

Até esse ponto, nem Ethan nem eu sabíamos o quão diferente a Lena na verdade era, vamos dizer apenas que eu e minha serra elétrica seríamos acolhidas de braços abertos em Gatlin perto dela.

Um ponto extremamente positivo de Dezesseis Luas é que nele… os adultos existem! Seja pai ou guardião, os aborrescentes da estória não estão aborrescentando por aí sem se preocuparem com o olhar vigilante ounão de seu responsável. Os adultos até interagem de forma convincente entre si! Não é mágico?! Quero dizer, 80% dos livros YAs tratam os mais velhos como parte da mobília. É bom ter um plano mais realista (na medida do possível) pra variar.

E eu também!

Quer outro dado interessante das minorias? Dezesseis Luas é contado em 1ª pessoa por um menino!

É quase um alívio depois de tanto tempo na companhia de montes de garotas, ser levada a uma nova estória exclusivamente por um rapaz. Na falta de termo melhor, é refrescante!

Porém o livro peca em pontos bobos.

Sempre que um elemento novo era adicionado a sensação era de confusão, porque, afinal, estamos acompanhando a estória pelos olhos de Ethan e a grande maioria dos elementos novos vem da rotina de pessoas peculiares, pessoas que ele não conhece. “Opa, acho que perdi alguma coisa!” seria o lema nessas horas, eu tive que reler vários e vários parágrafos à procura de alguma informação que pudesse ter perdido só para descobrir que ela ainda não tinha sido dada, que aquilo ainda demoraria mais um pouco para fazer sentido. Não foi algo gracioso e espontâneo como em A Corrida de Escorpião e se tornou um tento cansativo depois de um tempo.

Outra coisa que me deixou indignada, mas que não tem nada a ver com a execução do livro:

Novo Crepúsculo? Por favor.

Não desmerecendo a saga da Titia Meyer, mas as pessoas que compararam Dezesseis Luas com Crepúsculo comparam Crepúsculo até com Saramago! É um romance adolescente? Yes, period.

As pegadas são completamente diferentes e não só acho inválido comparar, como acredito que limita o leitor, obrigando-o a buscar um único parâmetro e a se sentir desapontado depois, por não alcançar a leitura que esperava. Isso acontece com muitas séries ótimas e elas acabam sendo subestimadas, como Lobos de Mercy Falls por aqui.

Nonsense

Por isso não espere encontrar um romance instantâneo e inexplicável, nem uma leitura leve e solta. Dezesseis Luas não é o livro mais denso dos últimos tempos, mas não deve ser visto apenas como o substituto de outra série, Beautiful Creatures tem voz própria. É único e diferente e vai te levar para um mundo onde tudo é possível.

xoxo e boa quinta!

P.S.: Gostei dos palavrões no livro. É sério! São poucos, mas estão bem posicionados e ficam naturais. Se você acorda no meio da noite com um vulto no seu quarto, te observando, vai gritar caramba? Não! Vai gritar puta merda!