10x Insônia: Livros de Receitas Favoritos

Pretties, seguindo com a sessão 10x Insonia, resolvi mostrar meus 10 livros de receitas favoritos. Sou compradora compulsiva de livros de culinária, como se, de alguma forma, as receitas fossem saltar das páginas, prontinhas, de tão lindas e suculentas. Não importa, de técnicas, de consulta, de dicas, eles estão sempre presentes quando vou para a cozinha tocar o terror.

Agora, com vocês, a seleção mais saborosa da blogosfera:

 

 10# Petit Larousse do Chocolate, -Le Cordon Bleu

LV276696_NEste livro apresenta receitas junto às dicas da Le Cordon Bleu que compartilha seus conhecimentos de maneira simplificada para proporcionar o prazer de fazer e saborear receitas com chocolate.Um livro inteiro dedicado ao chocolate, como se alguém ainda precisasse de tantas razões para amar chocolate… Atenção especial para os mousses.

 

 

 

 

 

 

 

9# O Grande Livro de Receitas de Pães – Anne Sheasby

capa paes ok.qxd:365 LOW-CARB/SPIRAL.qxdEsse livro apresenta receitas de pães. Com explicações e imagens, oferece informações sobre utensílios, ingredientes e técnicas para o preparo. São várias opções de pães feitos à mão, em máquina, caseiros e festivos, simples e recheados, rápidos e elaborados, além de pães indianos e sírios. Há também uma seleção de receitas de opções sem glúten. -Nada supera o gostinho de pão caseiro, recém saído do forno, a não ser é claro a preguiça. Nesse livro há receitas para todos os níveis de paciência. A que mais fez sucesso aqui é a de pão com pesto.

 

 

 

 

8# Conservas e Compotas – Thane Prince 

capa conservas e compotas 2.inddEste livro traz opções para dar um toque especial no café da manhã, almoço, lanches e jantar. ‘Conservas e Compotas’ apresenta técnicas de 150 receitas que utilizam frutas cítricas, silvestres e tropicais, além de legumes frescos para fazer chutneys, picles, relishes, geleias e doces. Ilustrada, a obra ensina passo a passo como preparar e conservar essas iguarias, que vão do ketchup caseiro a uma geleia de vinho com pétalas de rosas. A autora também dá ideias para o leitor aproveitar o melhor das frutas de cada estação por mais tempo. -Tem coisa mais caseira que uma geléia… caseira? Ou melhor, tem como não se sentir uma dona de casa diva dos anos 50 fazendo geléia? Existe uma sensação muda de triunfo que toma conta da gente sempre que vemos um pote de compota nossa no finalzinho. Aqui a conserva de limão siciliano é esquisita, mas uma delícia.

 

 

 

7# Massas – Joanna Farrow

4233_1Muitas receitas deste livro usam massas com formatos conhecidos, como talharim, penne e fusilli, mas algumas incorporam formatos menos comuns, como conchiglie (conchas), orecchiette (orelhinhas) e garganelli (massa em forma de rolinho). O melhor das massas, certamente, está na sua versatilidade de preparo.Em qualquer família, pelo menos um dia da semana é dedicado à elas e eu não conheço ninguém que não tenha um tipo preferido. No meu caso é a Alla Carbonara.

 

 

 

 

 

6# Receitas de Massas – Michel Roux

cnt_ext_366340Michel Roux ensina a fazer massas clássicas como quiches, tortaso, calzones, profiteroles e mais. Cada capítulo é baseado em um tipo de massa e começa com uma explicação passo a passo da técnica utilizada. Não, sem macarronada aqui. Só tortas, pizza, quichés e a melhor massa de pizza caseira ever!

 

 

 

 

 

 

5# Sobremesas e Suas Técnicas – Le Cordon Bleu

228926SZFotografias e mais de 150 receitas para todos os paladares. Este guia para cozinheiros de todos os gêneros traz técnicas e explicações detalhadas que mostram como dominar receitas básicas e avançadas. Contendo sobremesas para todas as ocasiões. -Te desafio a não se sentir um chef pâtisserie em posse desse livro.

 

 

 

 

 

 

 

4# Ervas Culinárias – Jeff Cox 

ervasA chef Marie-Pierre Moine e o jardineiro Jeff Cox apresentam informações essenciais para a produção caseira de mais de 50 hortaliças. Eles ensinam como escolher, cultivar, cuidar e armazenar ervas aromáticas que são essenciais para transformar refeições básicas em pratos especiais. Além de receitas deliciosas de azeites, vinagres, patês, molhos, sopas, licores e chás, há um catálogo de ervas que traz as especificidades de cada uma e explica como usá-las adequadamente na cozinha. -O forte aqui não são as receitas mas o conhecimento que você ganha sobre as principais plantas que usamos na cozinha, seja para uma salada até temperos exóticos.

 

 

 

3# Enciclopédia da Culinária – Gunter Beer.

9781445414416Alguns cozinheiros gostam de seguir receitas experimentadas e testadas; outros preferem juntar o seu próprio gostinho às receitas ou até experimentar com novos ingredientes e técnicas. Seja que tipo de cozinheiro for, é o resultado final que interessa. Este livro de cozinha oferece com êxito algo adequado para todas as pessoas – um alicerce sólido de conhecimento que pode inspirar ideias individuais e receitas pormenorizadas para muitas ocasiões. Alguma vez se questionou o que é exactamente uma beurre noisette, como estripar e cortar em filetes um peixe, ou como preparar um perfeito molho holandês? Vai encontrar respostas para estas e muitas outras questões sobre culinária neste volume extenso. Ingredientes essenciais do dia-a-dia, técnicas de cozinha e receitas são apresentadas em mais de 700 páginas e em milhares de imagens fabulosas. Para cada grupo alimentar, tal como o arroz, as batatas, os vegetais, as aves ou o peixe, vai encontrar pratos tentadores de todo o mundo, bem como dicas e truques do famoso chefe Patrik Jaros. É grande, é pesado, meio desajeitado, mas é cheeeeeeeeeeeio de fotos. Bom pra aquele desespero que bate logo antes de você perceber que não tem ideia de como fazer aquela receita tão básica – subentenda-se feijão aqui- quando não tem alguém pra fazer pra você.

 

2# Revolução na Cozinha – Jamie Oliver

 21560368_41Se você pensa que não é capaz de aprender a cozinhar, siga as receitas deste livro e em 24 horas estará fazendo algo realmente delicioso para comer.
Para mostrar às pessoas como é fácil fazer uma comida simples, saborosa e rápida, Jamie recorda um mistério criado pelo governo britânico por ocasião da Segunda Guerra Mundial, o Ministério da Comida (Ministry of Food, título original do livro). Nada mais que uma providencial política de fazer com que os britânicos não passassem pelas dramáticas situações alimentares vividas na Primeira Grande Guerra. Ou seja, que aprendessem a fazer sua comida com os mais variados ingredientes e a comer de forma racional e saudável.
É tudo muito fácil e rápido. Experimente e participe da campanha de Jamie Oliver de mandar receitas para outras pessoas: PASSE ADIANTE…
-Jamie Oliver é atualmente meu chef preferido -tenho um sistema de rodízio, ou uma copa, de chefs preferidos- com suas receitas de quinze minutos. Aqui a que mais gosto é a de hambúrgueres caseiros.

 

1# Na Cozinha Com Nigella – Nigella Lawson

imagemA sua cozinheira favorita, agora na sua casa. Em um livro tão charmoso quanto informativo, Nigella oferece pratos que são ao mesmo tempo familiares e sedutores, nostálgicos e modernos. Com receitas que vão desde as mais rápidas — perfeitas para a correria do dia a dia — até aquelas que demoram mais um pouco — irresistíveis para os fins de semana e ocasiões especiais —, essa é a obra perfeita para se tornar um deus ou uma deusa na cozinha. Nigella também procura responder dúvidas que todos temos de vez em quando, como o que fazer com aquelas bananas velhas ou como improvisar um jantar para amigos em pouco tempo. E, como a verdadeira culinária depende das sobras do dia anterior, a autora compartilha sua criatividade vivaz para que possamos transformar uma receita em outra. Nigella indica o que é essencial para se ter em uma cozinha — e, tão importante quanto, os instrumentos que não são nem de longe necessários para se aprender a cozinhar. Porém, acima de tudo, ela lembra o leitor o quão prazeroso é consumir boa comida e fazer receitas simples e maravilhosas.  Tem uma coisa na simpática -e estudada- bagunça da Nigella que me deixa hipnotizada, memorizando cada pedacinho da receita. Deve ser porque a moça come com tanto gosto o que faz que fica impossível não ter vontade. A melhor até agora foi a receita de salmão com cuscuz marroquino.

 

#Bônus Jamie’s Italy – Jamie Oliver

jamies-italy-45981l1Jamie Oliver é um apaixonado pela Itália, pela culinária, pelo prazer de comer e de cozinhar dos italianos. Em “A Itália de Jamie”, o autor traz as receitas que pesquisou e descobriu durante sua viagem pelas regiões do país da gastronomia. Apresenta suas impressões e as experiências que vivenciou enquanto preparava pratos locais e apurava o paladar nas cidades, vilarejos e fazendas por onde passou.
No livro, o chef mostra o resultado de sua pesquisa gastronômica como uma típica refeição italiana: antipasti, primi, secondi e dolci (antepasto, entrada, prato principal e sobremesa). Dedica um capítulo para cada momento da refeição. Traz os ingredientes, o modo de preparo e dicas valiosas que garantem o sucesso do prato. Conta um pouco da história dos lugares ou de personagens relacionados às receitas.
Cada parada da viagem trouxe uma revelação. De um chef na Toscana soube que a primeira pizza feita no mundo foi uma pizza frita. De um açougueiro de Panzano aprendeu a fazer o sushi del chianti preparado com coxão duro fatiado e picado muito fino, temperado com ervas e azeite extra-virgem.
As sopas também foram uma agradável descoberta. Jamie confessa que não era muito fã delas até essa viagem. Diferentemente das de outros países que visitou, as sopas italianas se mostraram com muita “personalidade”. Destaca o minestrone, que considera “um festival de colheita em uma caçarola”. Para acertar no preparo desta tradicional sopa e agradar até o italiano mais exigente, o chef inglês presenteia o leitor com três regras de ouro. 
O que encanta nesse livro é a forma como Jamie apresenta a culinária italiana, sem requintes, só o mais tradicional no dia a dia. Existe o livro em português, mas na época essa edição estava beeeeeem mais barata. Minha receita preferida é o risoto de couve flor- juro.

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Receitinhas – Bolo de Nozes, Chocolate e Merengue

“Não se preocupe com o quanto você come entre o Natal e o Ano Novo, é entre o Ano Novo e o Natal que mora o perigo.”

Sim ou claro?

Mas quem disse que me controlo com essa receita? Sem preconceitos, sem barreiras, sem limites!

Nada mais justo do que compartilhar com vocês essa receita antiguinha da revista Cráudia que dei uma adaptada de leve sóquenão, tanto na massa quanto no recheio! Então, abram seus bloquinhos e:

Rende 14 fatias do Céu

Tempo de preparo: 20min

Tempo de cozimento: 30min

Dificuldade:  Ø Ø O

Massa:

  • 12 ovos (clara e gema separadas)
  • 2 3/4 xícaras de açúcar
  • 3/4 de xícara de farinha de rosca
  • 600 g de nozes moídas

Ganache:

  • 150g de chocolate meio amargo
  • 1 caixinha de creme de leite
  • 2 col. de sopa de leite

Le Merengue:

  • 3 xícaras de açúcar
  • 7 claras
  • 1 colher (chá) de essência de baunilha

Para a ganache:

Pique o chocolate e reserve. Numa panela (de preferência antiaderente) cozinhe o creme de leite e o leite, mexendo sem parar, até que apareçam bolhas. Desligue o fogo e junte o chocolate. Mexe até seus braços doerem ou a mistura ficar lustrosa e homogênea, você vai perceber que a ganache engrossou. Deixe esfriar.

Preparo do bolo:

Na batedeira, bata as claras em neve. Sem parar de bater, junte o açúcar até obter picos firmes. Adicione as gemas e bata por mais cinco minutos. Em uma tigela, misture a farinha de rosca com as nozes moídas e adicione às claras batidas, mexendo delicadamente (sério).

Ela deve ficar assim. Quem já fez macarons reconhece a consistência.

Ela deve ficar assim. Quem já fez macarons reconhece a consistência.

Distribua a massa entre duas fôrmas de 27 cm de diâmetro, forradas com papel-manteiga (ou não), unte  com manteiga e polvilhe com farinha de rosca. Leve ao forno médio(180 ºC), preaquecido, por 30 minutos ou até dourar. Deixe amornar e desenforme. Sobre uma das metades espalhe a ganache fria (ou no mínimo morna) e cubra com a outra.

O 'problema' toma forma!

O ‘problema’ toma forma!

Prepare le merengue:

Em um refratário, leve ao fogo, em banho-maria, o açúcar e as claras, mexendo sempre, até dissolver completamente o açúcar e amornar, a mistura vai ficar meio amarelada mesmo. Transfira para a batedeira e bata até obter picos firmes. Misture a baunilha ainda batendo. Cubra o bolo com todo o merengue, sim, todo, vai render bastante e parece que vai ficar exagerado, mas acredite, use todo o merengue.

Decore com nozes ou cerejas e seja feliz!

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Tomara que você fiquem tão tarados por esse bolo quanto eu! E por favor, não esqueçam de comentar o resultado aqui se forem fazer! =D

xoxo e bom meio de semana!

Eu voltei, aqui é o meu lugar!

Pretties, i’m back! Dessa vez não vou mais abandonar ninguém, sério. Acontece que minhas estantes meuquarto estão passando por um extreme makeover, o que cria pó suficiente para outro Saara e acaba com qualquer espaço remanescente numa casa já pequena.

E lá vão eles pro sofá novamente...

Enfim, além das reações alérgicas e cansaço físico, minha mente resolveu tirar férias também… fazem exatos 4 dias que não leio absolutamente nada! E quando sentei aqui pra tentar exprimir algumas palavras o resultado foi no minimo frustrante.

Então, depois da grande vergonha de não ter nenhuma resenha nova pra vocês, decidi postar uma receita que faço sempre: panquecas.

Ééééé, aquelas panquecas de desenho da Disney! Essas mesmas! Quando eu era pequena, achava que só poderia comer delas se fosse pros E.U.A. porque nunca tinha visto ninguém aqui comer. Não sei até hoje como não morri de lombriga! Depois de velha foi que aprendi a receita e agora como panquecas sempre que tenho vontade… sempre!

Mirtilos *.*

É lindamente fácil, anota aí no bloquinho:

Serve 1 Pato Donald morrendo de fome (12 panquecas)

Tempo de preparo: 10 min + 20 min na geladeira

Tempo de cozimento: 15 min

Dificuldade:  Ø O O

  •    225g de farinha de trigo
  •   1 col de chá (cheia) de fermento em pó
  •   25g de manteiga ou margarina s/ sal
  •   100g de açúcar
  •   1 ovo batido
  •   1 xícara de leite
  •   1 col de chá de essência de baunilha
  •   Frutas, mel e manteiga para servir (opcional, mas altamente recomendado)

Preparo:

Numa pequena tigela, bata o ovo com metade do açúcar, reserve. Derreta a manteiga e junte-a à outra metade do açúcar. Mexa bem e adicione o leite, a essência e 1 colher de chá de água fria.

Em outra tigela, grande, misture a farinha, o fermento e 1 pitada de sal. Adicione o ovo+açúcar, incorpore. Junte a mistura de manteiga+açúcar+leite e bata tudo com uma colher ou mixer. Leve à geladeira por 20 minutos.

Aqueça um frigideira BEM anti-aderente no fogo médio. Eu uso uma concha de molho para colocar a massa na frigideira, mas você pode escolher outro tamanho, isso só vai alterar a circunferência da panqueca. Deixe fritar por um minuto de cada lado, ou até que a superfície comece a ficar com bolhinhas. É nessa hora que você pode começar a treinar aquela virada no ar. Acreditem, é mais fácil do que parece, só cuidado com quem estiver perto.

Sirva imediatamente, com manteiga, frutas ou mel ou tudo junto. Ou sem nada, você que sabe. Essas panquecas ficam boas até geladas.

Bom apetite!

P.S.: Em alguns lugares essas panquecas são conhecidas como panquecas escocesas. Na verdade elas não são norte-americanas, fomos enganados.

Receitinhas – Muffins de Amora

Hey pretties! Dessa vez é de verdade. Juro.

 Faz tempo que não posto uma boa receita, heim?

Não sei se vocês se lembram, mas eu estava sem câmera até essa semana, até minha querida mãe me emprestar a dela (salva de palmas, gente! agora chega.)

Certo, você olha para a foto, relê o titulo do post, olha pra foto de novo e pensa “WTF? Mas isso não são cupcakes?”

Não, isso são muffins.

“E qual é a diferenças? Pra mim parece exatamente a mesma coisa! Admita, você só quer dar uma de inglesa pra cima da gente…”

A diferença é elementar, meu caro leitor. Primeiro, os muffins (exceto por uma variação) são norte-americanos. Segundo, cupcakes são bolos em miniatura: a textura é idêntica a dos bolos em escala maior, aquela massa leve, homogênea e aerada. A massa do muffin é mais densa e heterogênea. Suculenta.

E infinitamente mais prática.

Vamos à receita, saque seu bloquinho!

Serve 12 muffins bem servidos

Tempo de preparo: 15min

Tempo de cozimento: 25min

Dificuldade:  Ø O O

  •    2  ½ xícara de farinha de trigo
  •   1 col de chá (cheia) de fermento em pó
  •   70gr de manteiga ou margarina s/ sal
  •   ¾  de xícara de açúcar mascavo
  •   ¾ de xícara de açúcar refinado
  •   1 ovo
  •   ½ xícara de creme de leite fresco
  •   ½ xícara de leite
  •   1 col de chá de essência de baunilha
  •   250g de amoras (ou outra frutinha vermelha)

Preparo:

Se as amoras forem congeladas, você vai ter que deixá-las para fora até escorrer toda água. É só colocar numa peneira apoiada num prato fundo.

Pré-aqueça o forno à 170ºC. Forre uma forma de muffins de 12 cavidades com as forminhas, ou unte bem.

Coloque a farinha, os açúcares e o fermento em uma tigela e misture bem.

Coloque o creme de leite, o leite, o ovo e a essência de baunilha em outra tigela e mexa até combinar tudo. Lentamente, incorpore na mistura de farinha. NÃO MEXA MUITO.

Derreta a manteiga/margarina e junte-a à massa. Agora, com uma colher grande, bata tudo até os ingredientes se combinaram. É importante não bater MUITO, só uns 2 minutinhos dão conta do recado, e deixar grumos na massa. Um muffin muito batido fica parecendo borracha.

Com muita calma e amor, despeje as frutinhas na massa. Tente fazer isso com paciência, para não desfazer as amoras. Misture só mais um pouquinho. Chega!

Encha a forma, cada cavidade deve estar com ¾ de massa. Asse por 20min, ou até que estejam dourados e que, ao espetar um palito, ele saia limpo.

Transfira para uma grade ou prato para que esfriem completamente.

Voilá! Você pode comer seus muffins a hora que quiser, mas esses de fruta combinam bastante com o café-da-manhã. Também gosto de bater um pouco de creme de leite fresco e colocar por cima, mas sem o açúcar. Polvilhe com canela e eles terão um sabor bem interessante!

Bom apetite!

Escola de Sabores – Erica Bauermeister

  •   Autor: Erica Bauermeister
  •    Editora: Sextante
  •    Nº de Páginas: 224
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2010
  •    Título Original: The School of Essential Ingredients
  •    Tradutor: Fernanda Abreu
  •    Avaliação: 9,5
Todos os meses, na primeira segunda-feira à noite, a cozinha do restaurante de Lillian se transforma na Escola dos Sabores. Ali, um grupo de oito alunos se reúne para aprender deliciosas receitas. Ou pelo menos é isso que esperam que aconteça.
Ainda criança, Lillian descobriu sua paixão pela culinária e o poder que a comida tem de transformar e curar a vida das pessoas. Por isso, sempre que inicia uma nova turma, ela observa os alunos atentamente, em busca de sua verdadeira motivação para estar ali.
A cada aula, ela lhes apresenta um novo desafio: nada de receitas tradicionais, com quantidades definidas e descrição do modo de preparo. Em vez disso, coloca diante deles apenas alguns ingredientes essenciais e os convida a fechar os olhos e se deixarem levar pelos sentidos.
À medida que os pratos são preparados, o grupo mergulha num mar de sensações. O cheiro delicioso de um bolo no forno remete à infância num país distante e faz lembrar os momentos mais felizes e os mais difíceis de uma união de longa data. Uma pitada de orégano no molho de macarrão traz de volta uma triste história de amor. A firmeza de um tomate maduro desperta a coragem de se libertar.
Cada tempero, aroma e textura exerce um efeito mágico diferente sobre os alunos. Com o correr dos meses, eles têm a oportunidade de olhar para dentro de si mesmos e de conhecer uns aos outros. Ao fim do curso, terão descoberto muito mais do que os segredos da cozinha: paixões, vocações e amizades.
Escola dos sabores é uma história comovente sobre o que de fato importa na vida. Você vai saborear cada capítulo e, depois de ler este livro, nunca mais fará uma refeição como antes.
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Falar de Escola de Sabores sem usar experiências pessoais é uma tarefa basicamente impossível. O livro não te deixa escolha, você se identifica com uma das personagens, ou se identifica com todas.

Mas, para começar, a estória chega até você mais cedo ou mais tarde, de forma delicada, e quando vê, já está mais leve por dentro.

Para Lillian, a professora dona do restaurante, a comida cura tudo. Não de forma direta, como os remédios, mas de uma maneira mais duradoura, pois ela leva a pessoa a se curar. Fosse a depressão da mãe; a auto-anulação de Claire; a falta de fé na esposa em Carl; a saudade de casa da Antonia; a dor pela morte da mulher amada em Tom; a falta de auto-estima de Chloe; as lembranças de Isabelle; a culpa de Helen e a coragem de Ian. Cada um vivendo prisioneiro da própria mente, sem nem se dar conta.

Para não dizer que gostei de todos os capítulos igualmente vou falar dos quatro que mais me chamaram a atenção.

Começando por Isabelle, uma senhora de cabelos prateados que pouco a pouco foi perdendo o fio das lembranças.  Ela que, quando mais nova, achava que poderia passear pelos jardins das memórias quando ficasse velha, percebeu que não seria assim. Aquilo a deixou vazia, pois suas lembranças eram tudo o que tinha construído para si. Através de pratos bem colocados foi que Isabelle percebeu uma coisa –Estou começando a achar que talvez as lembranças sejam como esta sobremesa. Eu a como e ela se torna parte de mim independente do fato de eu me lembrar dela mais tarde ou não.

Carl já estava casado a mais de vinte anos quando Helen contou que tivera um caso. Ela estava arrependida, disse que o amava e que não queria ir embora, não queria que ele a deixasse. Carl sempre achou que tinha permanecido com a esposa por falta de criatividade, por não conseguir imaginar um futuro sem ela em sua vida. Na verdade ele não pode deixá-la por ser ela. Simplesmente a mulher que ele amava e queria a seu lado pelo resto da vida. –Ficou olhando para ela sem dizer nada e, enquanto olhava, sentiu algo se modificar e se assentar dentro dele, um movimento rápido e silencioso como a batida de um relógio […] Então sorriu. –Esse é o seu lugar.

Tom se casou com Charlie, a mulher mais fantástica do mundo. Ele amava cada pedacinho de sua personalidade esfuziante e viva. Até que Charlie teve câncer e morreu. Assim, em questão de meses, ele assistiu aquela garota cheia de ideias e criatividade murchar até sumir, sem que ele pudesse fazer nada. Levou certo tempo e um molho de macarrão para que ele percebesse que se o tempo não cura tudo, pelo menos faz as coisas melhores. –Olhe só o que você fez –Observou Lillian em voz baixa, em pé ao lado de Tom, diante da mesa. –Eles vão comer e então tudo vai desaparecer –disse ele. –É por isso que é um presente. –retrucou Lillian.

Nem preciso dizer que fiz um tsunami de choro com esse capítulo, né?

Bem, por último, Lillian.

Não vou me demorar dizendo que ela me ensinou a fazer um belo purê de batatas, é a visão de Lilly sobre os alimentos que cativa. Ela os enxerga como pessoas, sacerdotes, talismãs e, à partir disso, consegue obter todos os resultados necessários. Aquilo me tocou mais que tudo.

Quando estou triste eu sei que devo cozinhar. Realmente não me vem a vontade, quando a gente está triste raramente tem vontade de fazer qualquer coisa. Mas eu sei que, no momento em que separar os ingredientes necessários, vou entrar num mundo só meu. Os problemas não somem, as preocupações não esmoessem, o que muda é a forma que eu os encaro. Ali sozinha, aprecio o espaço e a solidão, conversando com os alimentos eu entendo coisas que antes não enxergava, ordeno os pensamentos, chego a conclusões… quando vejo já acabei o que estava fazendo e meu coração está vários quilos mais leve, como se eu o tivesse preparado também ,só que da maneira correta.

Para mim, cozinhar não é uma obrigação, é um momento de intimidade e concentração. Vai ver por isso que até hoje só uma pessoa conseguiu me deixar genuinamente à vontade cozinhando comigo.

Vejam bem, a cozinha para mim pode ser o escritório para você, ou o ateliê, ou a biblioteca, ou a sala de estar… não importa, cada um tem um espaço para abrigar a mente, o coração e a alma de um jeito harmonioso. Aquilo que nos faz feliz.

O que importa não é a cozinha, é o que sai dela.

xoxo

P.S.: Sushi, que vontade que estou de me empanturrar de sushi!