Incarceron – Catherine Fisher

incarceron

  • Autor: Catherine Fisher
  •    Editora: Novo Século
  •    Nº de Páginas: 352
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Incarceron
  •    Tradutor: Paula Rotta 
  •    Avaliação: 8,5

 Imagine uma prisão tão grande e tão vasta, a ponto de conter corredores e florestas, cidades e mares. Imagine um prisioneiro sem memória, que acredita firmemente ter nascido no Exterior, mesmo que a prisão esteja selada há séculos e que apenas um homem, em cuja história se misturam realidade e lenda, tenha dela conseguido escapar. Agora, imagine uma garota vivendo em um palácio do século XVII movido por computadores, onde o tempo parece ter sido esquecido. Filha do Guardião, está condenada a aceitar um casamento arranjado, cujos segredos a aprisionam em uma rede de conspirações e assassinatos, da qual ela deseja desesperadamente fugir. Um está dentro. A outra, fora. Entretanto, os dois estão aprisionados. Conseguirão enfim se encontrar? Parte fantasia, parte distopia, Incarceron reserva ao leitor a emocionante aventura de Finn e Claudia, dois jovens que desejam, a qualquer custo, destruir a barreira que os separa da liberdade.

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Desculpem, é muito clichê dizer que um livro sobre uma prisão te prendeu? Não é a intenção, juro, só a mais pura verdade.

Venho de uma maré de livros mais ou menos. Mais ou menos bons, mais ou menos interessantes, mais ou menos instigantes que me dão vontade de continuar lendo… só que mais ou menos. A maior parte da culpa é minha, não estou conseguindo me dedicar à leitura como fazia antes, passando horas com os personagens, dando a devida atenção aos seus problemas e escutando cada desabafo. Hoje em dia estou numa vibe de “Fala logo que preciso dormir, ou fale sozinho”.

Pois é, isso mesmo.

Eu.

Euzinha.

Estou desesperada por uma longa noite de sono.

Onde esse mundo vai parar?

Ok, até ai acredito que 90% das pessoas que entraram nessa enganação que é a vida de adulto (aborrecentes, aproveitem enquanto podem, vocês não sabem o que espreita) já passou por uma fase assim, de estiagem de descanso. O problema é que estou a meses assim!!!!! (!!!³) E a coisa está difícil colega! Não só não posto mais, como vocês espertamente notaram, como também não aproveito minhas leituras. A luz no fim do túnel foi a Bienal, enxergo ela como um divisor de águas que me trouxe de volta pro blog e pras letras simplesmente por me animar com isso. Se vai dar continuar assim só Zeus poderia dizer, mas estou animada.

Enquanto isso, em meio as leituras mais pra lá do que cá eis que surge… tchã tchã tchã tchãããã… Incarceron. A Prisão que fala.

Incarceron não saiu da minha bolsa (bordas amassadas e manchadas podem ter ocorrido) e, por menor que fosse a oportunidade, eu estava pronta para sacá-lo e continuar de onde tinha parado. Preparem-se para um livro mucho loco em todos os aspectos, não só a estória é originalíssima como a escrita também é… diferente.

Houve muita coisa que fui obrigada a “perceber” ao invés de ler e demorei um pouco para aceitar essa confusão, depois que reparei que isso só acontecia nas partes contadas de dentro da Prisão, como que para confundir mesmo. Cada vez mais encontro autores que se lixam pra te explicar o cenário, o que tem um enorme, gigantesco, lado positivo, mas também pode levar o leitor a beira da loucura. Principalmente se tratando de um cenário vivo e mutante.

Mas também, que maneira melhor do que descobrir os humores de um lugar com vontade própria do que deixá-lo te envolver, te prender?

E que melhor companhia que um garoto que nascido da Prisão e a filha do homem que a guarda para essas descobertas? Seus personagens são fortes, marcantes, sendo eles os protagonistas ou não. Muito humanos, mesmo alguns não o sendo inteiramente, você fica na dúvida se deve amar ou odiar alguém e depois, se fez a escolha certa.

Acho que Incarceron é questão de opinião. Ah, sério blogueira? Jura que gostar de um livro é questão de opinião? Ainda bem que você está aqui para nos esclarecer…

Calma leitor raivoso, deixe-me concluir. Acho que Incarceron é um bom livro, aliás, acho que é um livro inegavelmente bom. Foi bem executado e a autora atingiu exatamente o que queria atingir, de seu próprio jeito, sem cometer nenhum pecado contra a Sociedade Anonima das Fantasias nem contra a Associação dos Leitores Obsessivos, transformando tudo numa estória memorável. Mas um colunista no The Times de Londres disse que essa é a melhor fantasia escrita a um longo tempo e eu simplesmente me recuso a concordar. Incarceron, apesar de eu ter amado e seguir achando que é sim um ótimo livro não está no meu Top 5, pode entrar no Top 10 se cometer um ou outro assassinato, mas só. Entendem o que quero dizer?

Leiam Incarceron. Leiam não porque vai virar filme, não porque o colunista famoso adorou, leiam pra experimentar algo diferente e único, para descobrir como se sentem em relação a isso.

Bom meio de semana pra vocês!

xoxo

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Blindfolded – J. Marins

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  •    Autor: J. Marins
  •    Editora: Novo Século
  •    Nº de Páginas: 248
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Nacional
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 5,5

MIRE-SE BEM. PORQUE VOCÊ PODE ESTAR COM OS OLHOS VENDADOS. “Não descansarei enquanto existir uma única antena HAARP enviando os seus feixes de ondas hipnóticas para os bilhões de humanos robotizados. Aviso ao Chefe do Governo Mundial para guardar na memória os rostos dos seus colegas da LUZ, pois vou conferir o óbito de cada um deles. Meu nome é Brenda Slava, e eu recebo salário da morte para fazer isso.”

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Hey pretties!

Eu meio que tenho uma queda por teorias da conspiração, tá, meio é ser gentil, eu me amarro numa estória bem louca que aponta para a dominação das massas por meios escusos, geralmente arquitetados por governos ou empresas importantes. Também olho para celulares com desconfiança e acredito que as redes sociais estão aí pra nos espionar e juntar informações para um grande, grande plano. A maioria das pessoas vê essas ideais como loucura, mas justamente é essa a genialidade da coisa! Ninguém suspeitar que está sendo dominado…

Blindfolded vai mais longe, para a estória nem em 2013 estamos, só acreditamos estar. O Governo Mundial calibra nossas mentes com informações necessárias para vivermos conforme seu plano, em seu tempo, sem falhas. Até a guerra com rebeldes da Cidade da Liberdade é mascarada como ataques terroristas no Oriente Médio. Poucas pessoas formam obtém uma quantidade de livre arbítrio suficiente para poder criar coisas novas, e menos pessoas ainda recebem informações para poder controlar a grande massa.

No momento em que li isso me peguei pensando em como essas pessoas privilegiadas se sentiam sabendo da verdade, ou parte dela. Além de mentirem para basicamente todo mundo, como não ficar paranoico de, de repente, ser cortado da lista vip?

O que me faz lembrar de toda a arquitetura política, de não saber quem é mocinho e quem é bandido, da facilidade que o autor me fez mudar de opinião constantemente sobre as intenções de praticamente todos os personagens e em como tudo isso me obrigou a chegar o mais rápido possível no final.

Porém nem tudo na vida são flores com mensagens subliminares!

Ler repetidas vezes sobre o corpo escultural de Brenda na-mesma-página-por-todas-as-páginas-no-livro-inteiro cansa demais, a não ser que você seja um homem e necessariamente tenha a mentalidade de uma colher de chá. Confesso que meus neurônios sobrecarregados me ajudaram selecionando e apagando essas partes depois de um tempo, para que eu pelo menos conseguisse continuar a leitura, mas ainda acho uma falta grave. Ouvir falar tanto dos glúteos firmes, das pernas poderosas, da silhueta esbelta e da perfeição da ‘comissão de frente’ não contribuiu em nada para mudar minha cara de paisagem toda vez que o nome Brenda era mencionado. É, foi crítico assim.

Mas vamos que vamos!

Distopia inteligente e ousada, Blindfolded surpreendeu em dois sentidos. Mesmo se deixássemos de lado o restante do livro, só o enredo já seria o suficiente para te fazer pensar e se a sua mente não fosse sua? Como se libertar? Se pudesse se libertar, você iria? Porém a narrativa óbvia, pobre e repetitiva matou meu entusiasmo, meio que não aguento mais ouvir falar de Brenda Slava, tipo… mesmo!

Não sei se, com tantas coisas que fazem bem mais o meu estilo por aí, vou me aventurar na continuação de Reação e descobrir mais sobre HAARP.

xoxo e bom meio de semana!

Através do Universo – Beth Revis

Mundo Perfeito - Capa 03

  •     Autor: Beth Revis
  •    Editora: Novo Século
  •    Nº de Páginas: 408
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Across The Universe
  •    Tradutor: Sonia Strong

   Avaliação: 6,5

Amy deixou para trás seus amigos, seu namorado, seu mundo inteiro para se juntar aos pais a bordo da nave espacial Godspeed. Para a longa viagem, ela e seus pais foram criogenicamente congelados, esperando enfim acordarem em um novo planeta: Terra-Centauri. Porém, cinquenta anos antes do previsto, a câmara criogênica de número 42 é misteriosamente desligada, e Amy se vê forçada a sair de seu profundo sono de gelo. Alguém havia tentado matá-la. Agora, Amy está presa em um novo – e pequeno – mundo, onde nada parece fazer sentido. Os 2312 passageiros a bordo de Godspeed são liderados pelo tirânico e assustador Eldest. Elder, seu rebelde sucessor, parece ao mesmo tempo fascinado por Amy e ansioso por descobrir nele mesmo tudo o que se espera de um líder. Amy quer desesperadamente confiar em Elder, mas será que ela deve colocar seu destino nas mãos de um garoto que jamais conhecera a vida fora daquelas frias paredes de metal? Tudo o que Amy sabe é que ela e Elder devem correr para desvendar os segredos mais ocultos de Godspeed, antes que o assassino tente matá-la novamente.

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Que foi? Pensaram que eu ia abandonar as distopias assim, tão facilmente? Não tem perigo! Posso ter ficado sem inspiração nos últimos dias, mas não larguei as realidades alternativas e os mundos pós-apocalípticos não!

Ganhei Através do Universo junto com outros livros no meu aniversário (logo ele vai estar feat. num vídeo especial) e, depois de passar tanto tempo sofrendo de longe enquanto outros leitores se pavoneavam com ele pra cima e pra baixo, pude finalmente embarcar na Godspeed!

De repente foi culpa da minha expectativa super alta, mas Através do Universo não foi tudo o que eu queria que fosse. O problema não é a estória… é quem participa dela.

Amy é carga não essencial, uma pessoa criogenizada que vai na bagagem por pedido especial de pessoas altamente essenciais apenas como enfeite, já que não vai ter utilidade alguma no novo mundo. Duro de se ouvir né? Voz de Darth Vader: “Você é uma carga(!) inútil(!!)” Enfim, até fiquei com pena dela no começo, os técnicos que a preparavam para o gelo, mesmo diante da sua nudez e total vulnerabilidade, continuavam debatendo o tal despropósito dela, me ultrajando a ponto de ficar pensando “Há, esperem só seus nerdões, aposto que ela vai fazer alguma coisa muito incrível e super badasss assim que botar os pezinhos para fora dessa câmara de criogenia!”

E então o momento chegou (já está na sinopse, não é spoiler) e sinceramente? Ela continuou sendo carga não essencial pra mim, descongelada ou não.

Todas as coisas boas que eu esperava que acontecessem por intermédio dela aconteceram, mas só porque a estória PEDIA por isso para continuar! Decisões tolas saídas do nada, senso de auto-preservação nulo, ideias forçadas que até para a mente mais congelada parecem péssimas e aquele tipo de artificialidade que às vezes encontramos em alguns personagens e não sabemos explicar direito, mas sabemos que eles não são reais o suficiente para nós… Amy não me convenceu.

É triste pensar que o outro protagonista, Elder, também não ajudou em nada, ainda mais sem Sazon que a menina, com o botão de liga/desliga dos hormônios meio pifado. Sou de suspirar e torcer muito para que o casal principal fique junto logo, que se acerte e viva feliz para sempre, adoro um bom romance no meio das tramas! Quer um dado? A temperatura do espaço é -270.23ºC, em homenagem ao romance desses dois.

É sério. É frio assim, o espaço. E os dois.

“Então como você ainda me dá 6,5 pra esse livro, blogueira? Como??” A resposta é Godspeed.

A NAVE TEM PASTOS DE VACAS DENTRO DELA! Ela é do tamanho de um pequeno país, dá pra entrar na sua cabeça isso?

Em segundo lugar, as coisas que acontecem dentro da Godspeed. Não pooooooosso entrar em detalhes, não mesmo, então vou tentar explicar meu fascínio bem por cima. A situação em meio a qual a Amy acorda é toda bizarra, mas nada se comparada às gerações de pessoas que vivem dentro da nave sem jamais terem sequer pisado num planeta! O porquê de se comportarem como fazem e pensarem como pensam é explicado conforme o livro avança, mas, logo na sequencia, sempre acontecia uma coisa ainda mais bem bolada para manter o tom. A nave em si foi bem detalhada, mas dar uma olhada no mapa (não disponível na edição brasileira) que vem na edição norte-americana não mata ninguém:

Across-the-Universe_Godspeed-blue-print.

Em suma, Através do Universo foi um livro que dividiu muito minha opinião, oscilei entre o ‘amey’ e o ‘argh’ vezes demais para ficar contente, mas ainda assim me manteve interessada. Não posso dizer que estou morrendo para ter a sequência em mãos, porém a chance de reencontrar toda a ficção científica de alto nível à bordo da Godspeed com certeza me colocará na pré-venda de A Million Suns.

xoxo e bom fim de semana!

Insonia is coming #2

Pretties, vamos conferir os lançamentos que prometem tirar o pouco sono que me resta? Tem pra todos os gostos!

Vamos guardar o melhor pro final, certo? Não me odeiem. Não é que eu não goste de The Host, eu a-m-o The Host, mas o teaser que fizeram, ele…, ah, tirem suas próprias conclusões:

Citando a comparsa Natália do Vire a Página “Fizeram esse teaser no paint”.

Eu imploro que não julguem o livro A Hospedeira por Crepúsculo! São estórias completamente diferentes e, na minha opinião, The Host dá de 10 a 0 num monte de romances distópicos por aí!

O lançamento do filme está previsto para 29/03/2013. Tem chão.

Vamos aos livros?

Todos os anos, os magos de Imardin reúnem-se para purifi car as ruas da cidade dos pedintes, criminosos e vagabundos. Mestres das disciplinas de magia, sabem que ninguém pode opor-se a eles. No entanto, seu escudo protetor não é tão impenetrável quanto acreditam.

Enquanto a multidão é expurgada da cidade, uma jovem garota de rua, furiosa com o tratamento dispensado pelas autoridades a sua família e amigos, atira uma pedra ao escudo protetor, colocando nisso toda a raiva que sente. Para o espanto de todos que testemunham a ação, a pedra atravessa sem dificuldades a barreira e deixa um dos mágicos inconsciente.

Trata-se de um ato inconcebível, e o maior medo da Clã de repente se concretiza: uma maga não treinada está à solta pelas ruas. Ela deve ser encontrada, e rápido, antes que seus poderes fiquem fora de controle e destruam a todos.

Não preciso dizer muita coisa, né? Qualquer história com magia é válida, e essa está com ar de IMPERDÍVEL.

Você pode até fugir da sepultura, mas não pode se esconder para sempre… A meio-vampira Cat Crawfield é agora a Agente Especial Cat Crawfield, trabalhando para o governo para livrar o mundo de mortos-vivos mal intencionados. Ela ainda usa tudo o que Bones, seu ex-namorado sexy e perigoso, ensinou a ela. Mas quando Cat torna-se alvo de assassinos, o único homem que pode ajudá-la é justamente o vampiro que ela abandonou. Estar perto dele desperta todas as suas emoções, desde a adrenalina ao matar vampiros ao seu lado à temerária paixão que os consome. Mas o preço por sua cabeça – Procura-se: morta ou meio-morta – significa que sua sobrevivência depende de unir-se a Bones. Não importa o quanto tente manter as coisas profissionais entre eles, Cat irá descobrir que o desejo dura para sempre… E que Bones não vai deixá-la fugir novamente.

Eu tenho várias coisas positivas a falar sobre essa série, mas a capa que escolheram para o segundo volume me impede de articular corretamente. Por que fizeram isso com o livro eu ainda não sei, mas tenho uma vontade incontrolável de derrubar aquela moça da moto.

O Norte jaz devastado e num completo vazio de poder. A Patrulha da Noite, abalada pelas perdas sofridas para lá da Muralha e com uma grande falta de homens, está nas mãos de Jon Snow, que tenta afirmar-se no comando tomando decisões difíceis respeitantes ao autoritário Rei Stannis, aos selvagens e aos próprios homens que comanda. Para lá da Muralha, a viagem de Bran prossegue. Mas outras viagens convergem para a Baía dos Escravos, onde as cidades dos esclavagistas sangram e Daenerys Targaryen descobre que é bastante mais fácil conquistar uma cidade do que substituir de um dia para o outro todo um sistema político e económico. Conseguirá ela enfrentar as intrigas e ódios que se avolumam enquanto os seus dragões crescem para se tornarem nas criaturas temíveis que um dia conquistarão os Sete Reinos?

A intenção da editora Leya é lançar esse por aqui em Julho, como aquecimento para a Bienal do Livro de São Paulo, em Agosto. Deus sabe o quanto Julho está longe para as pessoas que devoraram O Festim dos Corvos na 1ª semana de Fevereiro.

Sirensong é o terceiro livro da série Faeriewalker. Neste volume, Dana é convidada a ir a Faerie para ser oficialmente apresentada à Corte Seelie. Porém, Titânia, a rainha, a quer morta. O convite não pode ser recusado e Dana, seu pai e seus amigos rumam a uma viagem cercada de perigos, ataques, ameaça e medo. Será que ela conseguirá vencer esses desafios? Uma saga surpreendente, recheada de aventuras e romance. 

Apesar de ter ficado um pouco desapontada com o segundo volume, ainda estou doente para saber o que vai ser da Dana. Esse sai no final do mês.

Sem o conhecimento dos mortais, uma luta pelo poder está se desenrolando em um mundo de sombras e perigo. Depois de séculos de estabilidade, o equilíbrio entre as Cortes das Fadas se alterou e Irial, o regente da Corte Sombria, está lutando para manter suas rebeldes e vulneráveis fadas juntas. Se ele falhar, o derramamento de sangue e a brutalidade não tardarão a aparecer. Leslie, dezessete anos de idade, não sabe nada das fadas e suas intrigas. Quando ela é atraída para uma tatuagem estranhamente bela de olhos e asas, ela sabe que precisa tê-la, convencida de que é um símbolo tangível das mundaças que ela desesperadamente anseia para si. A tatuagem realmente traz mudanças, mas não as que Leslie sonhava, mas sinistras, mudanças que são mais do que simbólicas. Essas mudanças ligarão Leslie e Irial, envolvendo Leslie cada vez mais no mundo das fadas, incapaz de resistir a seus encandos e indefesa para suportar os perigos…

Essa é uma das séries de fadas mais promissoras da atualidade. Fiquei literalmente encantada pelo primeiro volume, Terrível Encanto (resenha aqui) e já estava mais que ansiosa pela sua continuação!

E por último, mas não menos importante eu quase chorei quando recebi a notícia de que A Filha do Sangue – Lendas do Mundo Emerso (Licia Troisi salve salve) vai ser lançado esse mês. Se você ainda não leu nada da autora meus pêsames não se aflija, ainda dá tempo! Comece por A Garota da Terra do Vento.

 O mal implantado pelo povo dos elfos no Mundo Emerso está dizimando as cidades e vilas em um redemoinho de violência e desespero. Enquanto a sacerdotisa Theana busca uma cura para a doença e a Rainha Dubhe organiza uma fraca resistência contra o exército de elfos, a única esperança do Reino corre o risco de desaparecer: Adhara, a garota sem passado. Ela é muito mais que uma guerreira, é uma arma, a mais poderosa arma já vista pelo Mundo Emerso. Acima de tudo, Adhara não é uma predestinada, é uma Consagrada, criada com o único propósito de combater o Marvah, o mal absoluto que eternamente se alterna com o bem no ciclo da história. Mas o seu destino era outro, a vida mortal abandonada no campo, e o destino quer retomar seu curso, sob o preço de destruí-la. Inimigo inesperado impede a missão de Adhara: não mais seu amor por Amhal e seu mal, e nem a loucura da praga, mas uma sombra pedira um preço alto.

Acho que a própria capa soltou um spoiler gigantesco, reparem no olho direito de Adhara (direita dela, não sua). Parece que ele não está mais lá… Só serve para aumentar ainda mais minha expectativa!

Pra finalizar e entrar no clima do feriadão: Mika! Ele é novidade? Não! A música pelo menos é nova? Não! Mas é impossível não se animar ouvindo Grace Kelly e cantar em falsete junto! Deleitem-se, ele canta em francês.

New on My Bookshelf… Vol 5 (it’s alive!)

O Ministério dos Blogueiros adverte: esse post é LONGO. Se estiver interessado apenas na estréia de Jogos Vorazes dê: Ctrl+F 23 de março.

Sim! Isso ainda existe! Sim, a última vez que fiz um NOMB foi ANO PASSADO! Sim! Eu me envergonho em admitir! Sim, a ultima parte foi mentira!

Gentes, desculpa, mas quem acompanha o blog já deve ter percebido a falta de fotos originais ou algumas muito meh, é que até então eu estava sem minha tão adorada câmera… ainda estou, na verdade, mas minha tão adora mãe finalmente emprestou seu celular pra mim. Ela não fez isso antes porque tinha um certo receio saudável de que eu fosse sequestrar o bichinho e não devolver nunca mais.

Yeap, as mães nos conhecem bem.

"Mas mããããe foram só algumas fotinhas, eu já ia devolver!"

Fato.

Então, como faz muito tempo que postei o último NOMB, minhas biblioteca aumentou, felizmente!! Achei que botar todos os livros que ganhei/comprei/recebi de parceria desde dezembro ia ser meio cansativo… por isso selecionei os doze últimos. Com vocês meus novos filhotes e uma gata muito com mania de grandeza:

A editora Novo Conceito arrebentou mais uma vez ², os kits que recebi são maravilhosos e vocês logo, logo vão vê-los nas promos que estou tramando.

Já resenhei o A Ascensão do Governador aqui e já contei um pouco do que espero para Irmandade e Delírio aqui.

Silêncio, o terceiro volume da série Hush Hush da Becca, merece aqui uma atenção especial: Natys, ‘brigada pelo presentão! Sua linda! A parsa do Vire a Página me mandou esse livro de aniversário e passatempo, já que a embalagem necessitava de um sabre de luz estilo Darth Maul para ser aberta… mesmo assim eu te adoro, viu, aguarde uma surpresa à altura lá em Agosto!

Destinada é o nono volume da História Sem Fim (a.k.a. House of Night); Terra dos Sonhos, o terceiro do spin-off de Os Imortais, Riley Bloom; Impiedosas é o 7º livro da incrível série Pretty Little Liars, se você ainda não leu nenhum: ma che? Vá garantir seu Maldosas e aproveite para dar uma conferida na série de TV, é muito boa também. Recomendados.

E, antes que alguém me pergunte: sexta-feira, dia 23 de março.

"A qualquer hora que eu dissesse uma palavra começando com 'H'..."

"... eu diria Hunger Games."

"Tipo, eu estou tão Hunger Games por estar aqui!"

"Happy. Desculpa, está na minha mente."

É tão verdadeiro que redefine verdade nos dicionários.

Fui a quarta da fila de cem metros e 2 horas na estréia de Hunger Games. Vi garotas encenando a Arena por posteres do Josh e do Liam. Vi mães de todas as idades vestidas com camisetas do Tordo. Esperei que os Pacificadores aparecessem pra botar a criançada na linha. Tive um mini-infarto quando finalmente nos deixaram entrar.

Não quero estragar suas surpresas, mas te recomendo fortemente que vá assistir HG. Minha experiência no cinema pode se resumir a seis imagens:

Quando o filme começou:

Quando a Katniss se voluntariou:

Quando a parte da Arena começou:

Quando a Rue morreu:

Quando a Kat e o Peeta ganharam:

Quando eu lembrei que vai demorar pra vir o próximo:

Meu médico recomendou que eu assistisse pelo menos mais três vezes até estar pronta para suportar a espera de Em Chamas. Eu não confio em médicos. Vou assistir mais seis.

Boa semana pra vocês!

xoxo

Mortal Engines – Philip Reeve

Pena que não é Hard Cover

  •  Autor: Philip Reeve
  •    Editora: Novo Século
  •    Nº de Páginas: 280
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2011
  •    Título Original: Mortal Engines
  •    Tradutor: Eduardo Barcelona Alves
  •    Avaliação: 8,5
Mortal Engines é uma obra literária distópica, passada em um mundo pós-apocalíptico cujos recursos naturais eram cada vez mais rarefeitos e no qual a maior parte das conquistas tecnológico-científicas da humanidade se perdera após a já distante “Guerra de 60 Minutos”. Nesta realidade não mais existe o Estado Nacional e cidades inteiras acabaram sendo transformadas em veículos – as Cidades-Tração – que ainda exploram os recursos naturais continentais e consomem-se umas às outras sempre que tem a oportunidade, muito embora o planeta já tenha estabilizado seus ciclos e esta solução, agora, mais prejudique leve em direção à alguma solução. Na obra, um grupo denominado a Liga Anti-Tração, trabalha para parar as cidades, acabando com o consumo excessivo de recurso por parte das Cidades Estado e com o “Darwinismo Municipal”, conceito que deu origem às metrópoles em movimento. O romance apresenta Londres como a principal Cidade-Tração, uma sociedade dividida numerosas Guildas, das quais as mais importantes são a dos Engenheiros, dos Historiadores, dos Navegadores e dos Mercadores.

Não importou nada o quanto enrolei e enrolei. A leitura de Mortal Engines simplesmente acabou rápido demais! Foi tudo tão despretensioso e intenso que me deixou a mesma sensação que tive quando terminei o primeiro Harry Potter, ou o primeiro Artemis Fowl: ai sim, temos clássico novamente.

Certo cara blogueira, e quem é você mesmo, pra dizer o que é um clássico ou que deixa de ser?

Eu sou uma leitora empolgada, como você, meu caro chato.

O que diferencia a obra de Philip Reeve é a convicção dele em narrar o seu mundo, nosso mundo, daqui a milhares de anos. Podem falar que eu piro na batatinha de vez em quando, mas Mortal Engines me lembrou muito os livros do Júlio Verne. Por mais fantasioso e onírico que o cenário seja, ambos gastaram MUITA massa cinzenta para nos trazer a melhor visão possível daquilo que imaginaram. Nesse ponto: flawless.

A Londres de Philip Reeves continua grande, enorme, mas agora está motorizada. Milhares de anos se passaram (milhares mesmo, pois artefatos do século XXVIII são coisas de museu de história natural) e ela domina o Campo de Caça europeu. Depois que a Guerra dos 60 Minutos devastou a sociedade como conhecemos , a tecnologia digital foi extinta e os sobreviventes tiveram que aprender a se virar apenas com o vapor, como no século XIX.

Sim, temos um Steampunk.

Quem, inicialmente, acompanhamos ao longo da história é Tom Natsworthy, um aprendiz da Guilda dos Historiadores que tenta ganhar algum destaque, apesar de ser órfão e sem recursos. Porém, ele tem sua grande chance quando se encontra com o herói da cidade e o totalmente idolatrado ídolo, Thaddeus Valentine, um historiador e explorador, que viaja pelo mundo buscando old tech (tecnologia extinta) . No encontro entre o aprendiz e o herói, três coisas acontecem: Tom conhece Katherine, a bela e doce filha de Valentine; evita que o historiador seja assassinado por uma mulher louca…

Que se chamava Hester Shawn

… e descobre que não poderia saber da existência dela. Então, momentos antes Tom estava assim:

e logo depois:

Tudo porque Thaddeus Valentine, seu ídolo maior, o jogara para fora de Londres, para a morte certa. No maior e total estilo Jaime Lannister, no hit The Things I Do For  Love.

Obviamente Tom não morreu. Nem Hester Shawn, que havia se jogado um pouco antes. E, apesar de ainda acreditar que o Darwnismo Municipal era a melhor coisa desde o chocolate, o aprendiz de historiador quer que Valentine pague. E nesse ponto que ele e Hester se juntam. Ela, a verdadeira casca-grossa, caça Valentine a anos. O homem matou sua família e arruinou seu rosto deixando-a indefesa quando era só uma garotinha.

Enquanto isso, em Londres, Katherine não acreditou quando seu pai disse que estava tudo bem e que não havia nada com o que se preocupar. Depois de anos de inteira confiança e companheirismo, ele estava claramente mentindo para ela. Tudo o que sua filha queria era ajudar, mas acabou descobrindo alguns esqueletos escondidos no armário de própria casa…

oh my...

Ela alicia Bevis Pod, um aprendiz da Guilda dos Engenheiros que viu Valentine “matando” Tom, e, sem saber, os quatro jovens trabalham juntos pelo mesmo motivo: impedir o que quer que Valentine esteja planejando para Londres.

Antes que me perguntem, comumente com uma faca em mãos, o por quê da nota, se o livro é tão maravilhoso e blá, blá, blá. Senti que faltou páginas na relação do Tom e da Hester, do desprezo mortal eles passaram a amigos para sempre TÃO rápido que eu sinceramente nem vi. Sem contar que é um livro absurdamente pequeno para uma história tão complexa.

Leiam, releiam e deem de presente. Daqui a uns 20, 30 anos poderemos dizer que lemos/temos a primeira edição brasileira de Mortal Engines com o mesmo orgulho que usaremos para nos referir a Potter.

xo e boa semana!

P.S.: Eu sei que você riu do primeiro Meme!