The Young Elites (Jovens de Elite) – Marie Lu

 

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  •     Autor: Marie Lu 
  •    Editora: Putnam
  •    Nº de Páginas: 368
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2014
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –
  •    Avaliação: 8,0

Bestseller do The New York Times com excelente repercussão entre público e crítica, Jovens de Elite é o primeiro de uma série de fantasia ambientada na era medieval e protagonizada por jovens que desenvolvem estranhas cicatrizes e poderes especiais ao sobreviverem a uma febre que dizimou boa parte da humanidade. Entre eles está Adelina, que, após se rebelar contra o destino imposto a ela por seu pai, encontra um novo lar na sociedade secreta Jovens de Elite, vista por alguns como um grupo de heróis, por outros como seres com poderes demoníacos. Heroína ou vilã? Num mundo perigoso no qual magia e política se chocam, Adelina descobre o lado sombrio de seu coração. Da mesma autora da aclamada trilogia Legend, Marie Lu, Jovens de Elite é o início de uma saga arrebatadora. Perfeita para fãs de histórias de fantasia medieval como Game of Thrones, com vilões dignos de X-Men.

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Conheçam Adelina Amouteru, a Anakin Skywalker de Kenettra.

Sabe aquele personagem que tem potencial, poder e pessoas o apoiando… mas mesmo assim vai pro lado negro da força? Essa é a Adelina, e talvez ela não tenha muita escolha. Ok, todo mundo tem uma escolha, nem que seja parar de respirar, mas seremos razoáveis aqui quando entrarmos nesse universo sombrio de ódio, perseguição e desconfiança.

Nada é branco e preto, ninguém é bom ou mau. É simplesmente complicado demais.

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Adelina não é uma boa pessoa. Vocês podem até estranhar isso, como uma mocinha não é boa? A resposta: sendo humana. Sério gente, eu não gostei dela, mas não por ter sido um personagem superficial, artificial, muito pelo contrário! Essas falhas de caráter, as decisões que não estão no ‘código de honra’ previamente estabelecido no mundo literário pelo qual nossas heroínas baseiam suas ações, são extremamente humanas. Sim, já vimos protagonistas inescrupulosas antes, que começam ao lado dos caras maus, mas que percebem seus erros e passam a ter atitudes altruístas e corajosas. Adelina tem alguma coragem, mas lhe falta a ferocidade para se defender, e toma um numero de decisões duvidosas movida pelo medo e pela raiva.

Aliás, medo e raiva são palavras chave para ela, são a fonte de seu poder e ela A-DO-RA chafurdar neles. Ela tem boas intenções até, só que gosta mais de causar medo e alimentar sua raiva do que ser gentil. Resumidamente Adelina não é nobre, prepare-se para ver alguém jogar sujo, e talvez você a ame por isso. Os deuses e anjos sabem o quanto ela precisa de amor.

Isso nos leva aos relacionamentos no livro e aos outros personagens tão imprevisíveis quanto ela. Pensem num livro que te deixa arrepiada, de tão bem feito! Sério gente, a blogueira aqui está até agora digerindo tudo o que aconteceu e não se sente preparada para falar sobre o final.

Eu simplesmente não sei lidar!!

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Temos Violetta, a irmã caçula que é muito amada por todos (ninguém mais que Adelina), mas ainda assim sempre virou o rosto para os abusos cometidos pelo pai contra a irmã mais velha. Temos Enzo, o #sexydemaisparaoprópriobem líder da Sociedade da Adaga, que mantém seu sentimentos e reais intenções tão escondidos que talvez nem ele saiba. E temos Rafaelle, provavelmente o homem mais bonito que jamais existiu, e um exemplo de relacionamento sem romance com a mocinha. Mas quem sabe distinguir verdade de mentira quando elas saem de lábios tão treinados?

Toda a ação que me viciou em Legend me encontrou novamente em TYE, mas de uma forma muito mais obscura e sexy e brilhante, e há também o vilão complexo! Eu falei do vilão complexo? Aquele tipo que você pode até não gostar, mas simpatiza, porque ele merece ser amado! Como vocês vão lidar??? nãotemcomo

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As cidades de Kenettra são o cenário para essa mistura de Renascença com X-Men maravilhosamente construída. Você consegue ver as pessoas, os edifícios e os detalhes. Terminei a leitura atordoada pelo tiro que foi o final, e aconselho que vocês tenham a continuação em mãos quando forem ler. A espera seria impossível de aguentar.

 

xoxo e bom começo de semana

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Legend, A Verdade Se Tornará Lenda – Marie Lu

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  •    Autor: Marie Lu
  •    Editora: Prumo
  •    Nº de Páginas: 256
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Legend
  •    Tradutor: Ebréia de Castro Alves

   Avaliação: 8,0

O que outrora foi o oeste dos Estados Unidos é agora o lar da República, uma nação eternamente em guerra com seus vizinhos. Nascida em uma família de elite em um dos mais ricos setores da República, June é uma garota prodígio de 15 anos que está sendo preparada para o sucesso nos mais altos círculos militares da República. Nascido nas favelas, Day, de 15 anos, é o criminoso mais procurado do país; porém, suas motivações parecem não ser tão mal-intencionadas assim. De mundos diferentes, June e Day não têm motivos para se cruzarem – até o dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado e Day se torna o principal suspeito. Preso num grande jogo de gato e rato, Day luta pela sobrevivência da sua família, enquanto June procura vingar a morte de Metias. Mas, em uma chocante reviravolta, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu e sobre até onde seu país irá para manter seus segredos.

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“-Nunca lhe perguntei sobre esse nome de guerra. Por que Day?

-Porque cada dia significa novas 24 horas. Cada dia quer dizer que tudo é possível de novo. Você pode aproveitar cada instante, pode morrer num instante, e tudo se resume a um dia após o outro. –ele olha para a porta aberta do vagão da ferrovia, onde faixas escuras de água cobrem o mundo. –E aí você tenta caminhar sob a luz.”

Quando aparece um livro novo na mesma onda literária que estou (pois é, ainda sou alucicrazy pelas distopias) é meio que automático que meu cérebro me obrigue a querer lê-lo. A situação é tão perturbadora que às vezes nem da sinopse eu lembro direito, só do fato de que quero lê-lo e não vou deixar ninguém em paz até concluir esse objetivo. Mas é totalmente impossível esquecer uma sinopse que promete uma espécie de duelo entre os dois protagonistas!

Logo de cara me deparei com três aspectos que, na ordem citada, poderiam melar a minha leitura. O 1º é a narrativa de Lu. Ela é seca, crua e estoica, o que até combina com o clima do livro (sério, poesia seria uma perda de tempo ali), mas que por vezes tirou o ritmo das coisas. O 2º ponto é o pouco desenvolvimento dos personagens secundários. Com protagonistas tão bons (já vou chegar lá) os coadjuvantes ficaram fracos ou até mesmo caricatos, como a Comandante Jameson. E, pra terminar o balde de água fria, o lugar comum que está ficando cada vez mais enfadonho: o governo nesses livros nunca é o que aparenta ser.

Ok, ok, talvez isso possa ser categorizado como um pré-requisito para as distopias, mas tudo o que é demais enjoa, né? Depois de um tempo a única pessoa que ainda se surpreende por descobrir algum plano maligno feito por seus chefes de Estado é o personagem principal, e isso porque ele é ‘obrigado’ pelo autor a se surpreender. Lendo ao menos um dos clássicos distópicos você já entra para o grupo de risco dos Formuladores de Teorias da Conspiração Anônimos (FTCA. Nós.. digo, o grupo tem reuniões todos os domingos se alguém se interessar), imagine então com essa enxurrada distópica no mercado editorial? Dá pra contar numa só mão os livros recentes que fogem a essa regra e a maioria deles surpreende e conquista justamente por sua originalidade.

Então o que me fez amar Legend? O que me fez sentar num canto e ler e ler e ler até acabar e perceber que de tão absorta, sequer minhas anotações eu tinha feito?

Empatia.

Sério! Não tem como não gostar do Day, não tem como não querer ser a June! Eles são inteligentes, espertos, ágeis, CUIDAM do próprio nariz além de, é claro, serem famosos, admirados e até respeitados em suas esferas. Eu simplesmente adoro personagens assim. Sambam na cara da mediocridade.

Dá pra contar com eles, você sabe que não vão dar mole -como os protagonistas de outros livros- nem vão te deixar na mão por não fazer algo extraordinário, seja fisicamente ou na área intelectual. Com June e Day o serviço é feito, de um jeito ou e outro.

Shit just got real

Em outras palavras, eles são o pacote completo e juntos ficam completamente irresistíveis.

Gostei muito da Lu ter feito um livro de ação com uma pitada de bom romance e não o contrário. Se o l’amour tivesse mais destaque do que as cenas cinematográficas e as situações de prender a respiração, Legend ficaria meio apagadinho, sem propósito… a autora conseguiu encontrar um equilíbrio perfeito na minha opinião, aquele ponto onde você precisa saber o que vai acontecer em ambos os aspectos e não só em um.

Concluindo, Legend tem seus altos e baixos, mas consegue te hipnotizar como poucos livros nessa linha e te deixar doido para saber o que acontece depois!

Quanto a Prodigy é seguro dizer que:

“Eu não durmo, eu espero”

xoxo e boa semana!