The Tiger’s Voyage – Colleen Houck

  •   Autor: Colleen Houck
  •    Editora:Sterling Publishing 
  •    Nº de Páginas: 548
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2011
  •    Título Previsto: A Viagem do Tigre
  •    Tradutor: 
  •    Avaliação: 6,0

Um spoiler alado, de 30 metros de comprimento, muito zangado e cuspindo fogo aguarda as pobres almas, desprovidas da leitura de O Resgate do Tigre, que ousarem adentrar nessa resenha!

Com a batalha acirrada contra o vilão Lokesh se desenrolando, Kelsey tem o coração partido mais uma vez: após a experiência traumática que enfrentou, seu amado Ren não se lembra quem ela é. À medida que o trio continua sua busca, agora desafiando cinco astutos e duvidosos dragões, Ren e, mais uma vez Kishan, disputam seu coração, deixando Kelsey mais confusa do que nunca. Repleto de perigos, cheio de magia, e com ainda mais romance, The Tiger’s Voyage leva Kelsey e seus dois príncipes-tigre um passo mais perto de quebrar a maldição.

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Eu sei! Vou para o cantinho da vergonha, sentar virada pra parede sem conversar com os coleguinhas por uma semana! Mas me empolguei estruturando essa resenha e queria muito mostrar para vocês a versão plus primeiro. (O Skoob não nos permite gifs e excessos de comportamento, então…)

Se joga!

The Tiger’s Voyage (terceiro volume de A Saga do Tigre, chegará ao Brasil como A Viagem do Tigre em Novembro) tem dois lados, a aventura e o romance, que se combinam não tão perfeitamente assim. Um verdadeiro ioiô literário. A leitura oscilou o tempo todo entre ótima e péssima, me jogando de um lado para o outro como um brinquedo, confundindo e não permitindo formar uma opinião concreta sobre o livro.

Indeed até agora não sei o quanto amei e detestei The Tiger’s Voyage.

Então vamos começar com dois fatos simples e irrefutáveis:

1. Mais uma vez, Houck nos presenteia com pesquisa, MUITA pesquisa.

As pessoas próximas me questionam, em um momento ou outro, sobre o que eu ganho lendo tanto… a resposta é sempre a mesma: conhecimento. Eu sei, eu sei, esse blog é voltado para literatura jovem, fantasiosa e muitas vezes puramente prazerosa. Mas pra mim, nada melhor do que aprender se divertindo, desde absorver fatos do comportamento humano a conteúdo acadêmico mesmo.

E a Collen faz a lição de casa dela como ninguém. Não importa o assunto, a senhora do tigre de pelúcia branco coloca todas as informações disponíveis e cria o cenário mais preciso possível!

2. “É uma verdade universalmente conhecida que um leitor em posse de O Resgate do Tigre deve estar de coração partido.”– Mrs. Bennet. (Ou alguma coisa assim)

O grande problema é o conjunto principal (o triangulo, a rejeição, a superproteção e a incerteza) completamente Crepúsculo! Nada contra Bonita, Eduardo e Jacó, só que essa estória JÁ EXISTE e é impossível não ver a influência da saga da Meyer em todo o relacionamento de Kelsey, Ren e Kishan. Nesse terceiro volume ele beirou perigosamente a cópia em certos pontos… Preferia muito mais quando era só Kelsey e Ren juntinhos no Oregon, super amor e fofura. O Kishan pode vir aqui pra casa, que eu cuido dele!

Falando no príncipe/tigre nº2, Kishan ficou totalmente descaracterizado nesse volume, perdeu seu jeito ‘safado’ e provocador, virou só mais um cara bonzinho… inho. Colleen explorou o Ren dominador e esqueceu que o irmão era feito do mesmo material a principio. O moço se tornou um mero acessório na mente de Kelsey, um fantasma no relacionamento dela com Ren , o testa de ferro das aventuras! E um tanto quanto… bobo.

“Eu não tenho ideia do que estou fazendo, mas pelo menos estou aqui. Me ame”

Eu tento, juro que tento não me importar com os triângulos amorosos, mas tem horas que não dá! Principalmente um tão capenga assim… Kelsey deixou claro que ama Kishan, mas não daquele jeito, ou seja, ela fica com ele num surto psicótico e depois não admite para o moço seus reais sentimentos por teimosia/covardia! Acredito que o romance da estória seria maravilhoso e incrível se fosse protagonizado apenas por Kells e Ren (mais TODOS os conflitos não-correspondentes-a-terceiros inclusos). Parece que muitos autores estão pensando que triangulo amoroso é fórmula infalível para sucesso!

“Isso geralmente funciona…”

Infelizmente não é assim e só me resta rezar à Durga para botar um pouco de juízo na cabeça da menina.

‘If you try to fail, and succeed, which have you done?’ Ren. (Se você busca falhar, e tem sucesso, o que você conseguiu?)

De qualquer forma, Colleen teve mais segurança nos diálogos desse livro, deixou para trás as fraldas das conversas ‘sessão da tarde’ e manteve um nível natural. Quer outro fato? Kelsey e Ren tem uma discussão… e foi a melhor discussão EVER! Deu pra ver as faíscas saindo da tela e eu estava quicando na cadeira, tendo uns chiliques nervosos pra saber como ia acabar!

Enfim, não posso dizer que não aproveitei a leitura de The Tiger’s Voyage e que estou numa onda completamente indiana no momento, mas esperava mais. Bem mais.

The Tiger’s Destiny sai só em Setembro desse ano, o que me dá bastante tempo para acalmar os ânimos e pensar em outros Rens… digo… personagens! Confesso que me deu certo alívio, porque, me conhecendo, se houvessem outros 3 livros já disponíveis eu não conseguiria parar de lê-los! Finalmente:

Estou livre!!!

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O Resgate do Tigre – Colleen Houck

  •    Autor: Colleen Houck
  •    Editora: Arqueiro
  •    Nº de Páginas: 432
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: The Tiger’s Quest
  •    Tradutor: Raquel Zampil
  •    Avaliação: 8,0
 

O Resgate do Tigre é o 2º volume de uma série, se você não leu A Maldição do Tigre e continua aqui, o spoiler malvado que vive debaixo da sua cama vai pegar você.

Kelsey Hayes nunca imaginou que seus 18 anos lhe reservassem experiências tão loucas. Além de lutar contra macacos d’água imortais e se embrenhar pelas selvas indianas, ela se apaixonou por Ren, um príncipe indiano amaldiçoado que já viveu 300 anos. Agora que ameaças terríveis obrigam Kelsey a encarar uma nova busca – dessa vez com Kishan, o irmão bad boy de Ren –, a dupla improvável começa a questionar seu destino. A vida de Ren está por um fio, assim como a verdade no coração de Kelsey. Em O Resgate do Tigre, a aguardada sequência de A Maldição do Tigre, os três personagens dão mais um passo para quebrar a antiga profecia que os une. Com o dobro de ação, aventura e romance, este livro oferece a seus leitores uma experiência arrebatadora da primeira à última página.
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Devo dizer que não faço isso sempre e prefiro deixar um espaço entre as leituras de séries, para diversificar. Não deu.

Kelsey foi muito bem recompensada pelos seus ‘serviços’ na Índia e até casa própria a garota ganhou. Se matriculou na faculdade e divide seu tempo entre estudar, sair garotos variados e não pensar em Ren.

Lógico que ela não consegue tirar o tigrão da cabeça.

Mesmo prometendo a si mesma que é a melhor forma de não sair muito machucada no final do que, com certeza, seria um relacionamento malfadado. Ela estava indo bem até Ren, meses depois, aparecer e dar inicio ao jogo de conquista mais fofo dos últimos tempos!

Sério, Ren.

Obviamente, os dois ficaram juntos, mas justo quando achei que a coisa ia ficar muito boa, o Ren (pessoa/principe/tigre que passei a amar e MUITO) escorrega no curry!

Inicio do desabafo e juro, não é spoiler:

Sendo bem sincera, eu dei graças a Shiva quando o Ren foi sequestrado. Sério, eu estava esperando o momento que ele fosse virar um globo de discoteca e brilhar até na luz de tela de celular, de tão Eduardo Cullen que aquele moço tava! (Ei você, você mesmo que me excomunga e xinga muito no twitter toda vez que eu me refiro a certos vampiros como  ‘purpurinados’, não adianta vir com mimimi… é a-mais-pura-verdade). Não levem a mau, eu li Twilight quando tinha 15 anos e AMEI do fundo da minha alma, tipo histérica mesmo. Ele foi o meu primeiro YA. Sério. Até então eu lia os clássicos (porque era o que tinha na biblioteca da escola) e a santa trindade juvenil Harry Potter-Artemis Fowl-Eragon (porque era o que eu sabia encontrar nas livrarias). De lá pra cá MUITA coisa mudou, principalmente minha leitura crítica. Provavelmente por isso eu não reli Crepúsculo, sei que, bem lá no fundo, essa releitura vai acabar com toda a sensação boa que ficou pelo meu primeiro YA.

O Resgate do Tigre serviu pra deixar isso óbvio.

De repente você pode achar SUPER o máximo a postura de “aquela-fêmea-é-minha-propriedade-e-vou-protegê-la-de-todos-os-perigos-porque-eu-posso-e-sou-macho”… quando você vivia na IDADE MÉDIA.  Tudo bem que o Ren nasceu em 1600 e bolinha, mas ele devia se ligar que já estamos em 2000 e pouco e parar de agir como o DONO da Kelsey! Como se ela fosse um bibelô retardado de cristal que precisa de ajuda até pra ir no banheiro! Ahhhhhhhhhhh!!!

Clássico exemplo de nãoseicuidardemimesmatite crônica.

Deu pra perceber que isso me revolta deveras.

Fim do desabafo. (Deixando claro que, por mais irritante que algumas das suas atitudes sejam, eu ainda amo o Ren)

Enfim, para nossa alegria, ficamos com o outro irmão príncipe/tigre. Kishan.

And he’s AWESOME!!

O que no primeiro livro era apenas uma ameaça concretizou-se no segundo: o triangulo amoroso.  Preciso dizer, a não ser que Colleen apagasse metade da trama bolada, era inevitável que isso acontecesse. Kishan é MUITO parecido com Ren e desafio qualquer um a vir me dizer que ele é um bad boy! O moço é charmoso, teimoso e provocador, mas sabe ser tão doce, generoso e vulnerável que acho impossível classifica-lo como bad boy.

“Mas, Andhromeda, ele vai pegar as sobras do Ren, ele é um Jacob Black felino?”

Talvez ele fosse, mas a situação em que Kelsey e Kishan estavam metidos não permitiu. A busca pelo segundo artefato é cheia de perigos e, graças à Durga, a garota não fica só assistindo o herói salvar o dia muito menos se colocando em riscos desnecessários e tontos que só arrumam pra cabeça do companheiro de viagem. Eles são um time, ainda mais afinado do que foi Kelsey+Ren, e se ajudam nos piores momentos (e nos… não tão ruins também) até o final.

Ah, o final. (soluço entrecortado)

.

.

É complicado falar sobre ele;

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.

Apesar de eu saber que alguma coisa como aquela estava por vir, aquele final, esse final, as coisas que aconteceram no final… eu não posso… meus sentimentos… fsegfnhdygcnjvcsjhdvbhbv

Desculpa.

Bem, Colleen melhorou bastante um dos aspectos que mais haviam me irritado em A Maldição do Tigre, os diálogos. Não estão mecânicos, mas ainda beiram o ninguém-fala-desse-jeito algumas vezes. Ela também arrumou soluções na cabeça da Kelsey, ah Kelsey, um tanto quanto… confusas. Acredito que o próximo volume A Viagem do Tigre, consiga acabar de vez com essas pequenas coisas.

Vou esperar ou não quietinha ou não e muito ansiosa ai sim pela continuação! Ren, me abraça forte!

xoxo e boa quinta!

P.S.:Navegando pela internet eu notei que a maioria das resenhas em blogs literários tem metade do tamanho das minhas. Na verdade, essas geralmente são versões editadas e reduzidas das resenhas+gifs+reações exageradas originais. Obrigada pela sua paciência, saber que você leu até aqui significa muito pra mim =]

A Maldição do Tigre – Colleen Houck

A capa é um show à parte

  •    Autor: Colleen Houck
  •    Editora: Arqueiro
  •    Nº de Páginas: 352
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2011
  •    Título Original: The Tiger’s Curse
  •    Tradutor: Raquel Zampil
  •    Avaliação: 5,0
Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço. Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem.
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P.S. de início: Não grudem chiclete no meu cabelo, liberdade de expressão é super legal e até as piores blogueiras merecem desfrutar disso!

Vocês conhecem um pouco sobre a Índia? Eu nunca fui para lá, mas coleciono relatos de gente que foi (e voltou), jornais que conhecidos me mandam por correspondência e livros de viagem dissecando cada elemento do país. A primeira coisa que todos eles me dizem é a discrepância do povo, entre o povo. Explicando de forma rápida: de um lado você tem gente coberta de ouro, seda e requintes e, sem atravessar a rua, dá pra achar esgoto a céu aberto.

Não vamos levar minhas palavras ao pé da letra, ok? Mas elas vão me ajudar a ilustrar o que senti lendo esse livro.

Dizer que A Maldição do Tigre me decepcionou é simplificar demais as coisas. Esperava muito mais do livro do que realmente achei lá? Sim, com certeza. A estória me envolveu? Mais certeza ainda.

É como se o background, os elementos coadjuvantes da estórias fossem excepcionalmente desenvolvidos, e o main lead,  a parte principal, azedasse tudo. A ambientação na índia, a imersão em seus costumes, crenças e pensamentos me levaram a sentir o cheiro de curry exalando das páginas. Esse lado da leitura fez com que me sentisse mais próxima de meus amigos indianos e serviu para demonstrar, mais uma vez, o quanto a PESQUISA é importante ao se escrever um livro.

Mas daí vem a Kelsey, e o Ren, e a irrealidade das escolhas da menina, e os diálogos infantis, e os clichês de matar. Não consegui acreditar que estava lendo um livro tão contrastante! A ideia principal, da garota que entra na luta para quebrar a maldição de um príncipe, UM PRÍNCIPE, preso no corpo de um tigre é tão legal, mas TÃO LEGAL, que eu queria levar pessoalmente o livro de volta para a autora e pedir para ela rever seu texto.

Nossa protagonista em um ponto muito forte, a coragem. Porém foi sua falta de noção me revoltou. A Kelsey não conhece o Sr. Kadam, o homem distinto que trabalha para algum indiano ricasso e vai levar o tigre Ren de volta para a Índia, mas aceita sua proposta de viajar sozinha para outro país. Assim, uma proposta maravilhosa de pouco trabalho, muito dinheiro + turismo despreocupado com tudo pago? Qualquer um consegue sentir o cheiro de roubada nisso! Mas não a Kelsey. Uma pessoa que ela nunca viu na vida oferece uma viagem para o outro lado do mundo e ela vai, simples assim. Tudo bem, concordo que se ela não fosse, não teríamos estória, mas precisava ser tão insanamente fácil? E o bom senso, meu povo, cadê?

O segundo elemento que me incomodou, os diálogos. Ninguém fala do jeito que os personagens falam no livro. Nem Dora, a Aventureira. Mas esse é o tipo de coisa que se o leitor quiser, ele é capaz de relevar. Eu escolhi não me concentrar nos ‘ufas’ e a ausência de virgulas. O lado bom é que o texto é bem leve e despreocupado.

O terceiro ponto negativo: Ren. Você me pergunta, e com toda a razão “Blogueira, como um príncipe moreno, malhado, alto e de olhos azul cobalto, pode ser um ponto negativo?” Eu respondo “Porque ele não existe!” Ao menos não com boas intenções… o cidadão é educado, gentil, cortês, extremamente cuidadoso e protetor e fica sempre dando um jeito de ressaltar como a Kelsey é linda. Não parece um sonho? Mas nele ficou meio falso, é como se ele estivesse agindo daquele jeito para se aproveitar da garota. Um alerta-cafajeste soava na minha mente sempre que ele abria a boca no começo da estória e levei um bom tempo para conseguir desliga-lo. Não culpo a menina por adorar o tigre, mas se esforçar para não dar confiança pro homem.

Demorou, mas ele melhorou no decorrer das páginas.

Eu estou de olho em você, Ren!

Não acredito que valha a pena citar os clichês que encontrei, talvez vá soar muito rabugenta e passar a imagem de que detestei o livro. Não detestei o livro, a estória de Colleen Houck tem magia, ação (bastante ação), romance complicado (bastante complicado) e um lado místico lindo (bastante… vocês entenderam), isso tudo me encanta. Ela só não soube colocar no papel essa harmonia toda.

Acredito que ela melhorou no 2º volume, O Resgate do Tigre, e ele ainda está na minha lista de leituras imediatas. Sério.

 

xoxo e bom domingo!