Crooked Kingdom – Leigh Bardugo

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  •    Autor: Leigh Bardugo
  •    Editora: Henry Holt and Co.
  •    Nº de Páginas: 536
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 9,5

Cuidado humano, a não ser que você saiba quais os riscos de ingerir ‘parem, aconselho que mantenha distancia deste post!

Bem-vindo ao mundo grisha.
Depois de efetuar um golpe aparentemente impossível na infame Corte do Gelo, o prodígio do crime Kaz Brekker sente que nada poderá detê-lo. Mas sua vida está prestes a ter uma perigosa reviravolta—e com amigos que estão entre os mais mortais marginais na cidade de Ketterdam, Kaz vai precisar contar com mais do que pura sorte para sobreviver nesse submundo implacável. (Tradução livre, leve e solta)

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Olha, uma coisa que vocês deveriam saber antes de chegar perto de qualquer livro de Leigh Bardugo: ela come corações no café-da-manhã.

Essa mulher não tem problema nenhum, aliás eu acho que ela até gosta, de atormentar e esmigalhar os sentimentos de seus leitores. Não era pra ela gostar da gente? “Que espécie de amor é esse Leigh?! Eu me dediquei tanto a você e é assim que você retribui??”

Você me traiu

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Desculpa. É demais pra mim.

E ainda assim a louca aqui adora tudo o que ela escreve. Pois é, não posso evitar. E, cara, Crooked Kingdom é uma obra prima.

Ok, vamos falar da continuação de Six of Crows e talvez assim vocês entendam um pouco mais meu drama:

Eles conseguiram o impossível, agora precisam viver com as consequências disso…

A espera pelo que viria após a conclusão de Six of Crows me deixou maluca por meses. O ritmo é uma corrida alucinante de acontecimentos, mesmo sendo um livro enorme, que não acaba nunca! Uma verdadeira montanha russa de sentimentos, que te leva a comemorar cada pequena vitória e querer gritar quando as coisas dão errado. Tiros, correria, vingança, tramas, criminosos, amor, desespero, arrependimentos, coragem, magia e mais tiros. E é tanta coisa que o Kaz não consegue controlar, por mais que ele tente… (pausa para a blogueira se recompor).

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Falando em Kaz, Inej sempre vem logo em seguida. Eu realmente gosto muito de todos os personagens, Bardugo não poderia ter criado um grupo mais heterogêneo nem se tentasse, mas Inej e Kaz pra mim são a cereja desse bolo de arco-íris e pedaços de unicórnios. Se você prestar bastante atenção, pode ouvir o exato momento onde seu coração se parte por eles. Das infâncias arruinadas ao presente COMPLICADO, nada acontece como já estamos acostumados nos outros livros YAs.

Aliás, a qualidade da escrita e enredo é bem mais do que vemos na maioria dos YAs. Esse não é o seu livro “podia estar matando, podia estar roubando, mas estou lendo”. Não é o seu livro “acabou a bateria do celular na fila do banco”. Esse é do tipo “não fale comigo, não olhe pra mim, não respire perto de mim porque estou lendo”, aquele que envolve desde a primeira página e, quando você finalmente se dá conta, ele já tomou conta do seu ser. Sou apaixonada pela Leigh desde Sombra e Ossos, mas ela é a prova viva de que o que está bom sempre pode melhorar. Não há medo de ser poético, de ser profundo e brutal aqui.

Terminei essa viagem sem acreditar que era o fim e agora não sei se quero ser uma grisha ou acrobata quando crescer, mas posso te garantir que você vai se apaixonar pelas duas!

E sim, eu sei que é uma duologia, mas PELO AMOR DOS DEUSES! Não pode acabar assim, não é aceitável, não é humano!!

Tudo dói e eu estou morrendo. 🙂

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Six of Crows – Leigh Bardugo

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  •    Autor: Leigh Bardugo
  •    Editora: Henry Holt and Co.
  •    Nº de Páginas: 463
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 9,0

Esse livro pode ser lido sem medo de ser feliz por aqueles que não tenham lido a trilogia Grisha, apesar de não haver desculpa boa o suficiente no mundo pra alguém  não ler Sombra e Ossos. Só digo.

A OESTE DE RAVKA, ONDE GRISHAS SÃO ESCRAVIZADOS E ENVOLVIDOS EM JOGOS DE CONTRABANDISTAS E MERCADORES…

…fica Ketterdam, capital de Kerch, um lugar agitado onde tudo pode ser conseguido pelo preço certo. Nas ruas e nos becos que fervilham de traições, mercadorias ilegais e assuntos escusos entre gangues, ninguém é melhor negociador que Kaz Brekker, a trapaça em pessoa e o dono do Clube do Corvo.

Por isso, Kaz é contratado para liderar um assalto improvável e evitar que uma terrível droga caia em mãos erradas, o que poderia instaurar um caos devastador. Apenas dois desfechos são possíveis para esse roubo: uma morte dolorosa ou uma fortuna muito maior que todos os seus sonhos de riqueza.

Apostando a própria vida, o dono do Clube do Corvo monta a sua equipe de elite para a missão: a espiã conhecida como Espectro; um fugitivo perito em explosivos e com um misterioso passado de privilégios; um atirador viciado em jogos de azar; uma grisha sangradora que está muito longe de casa; e um prisioneiro que quer se vingar do amor de sua vida.

O destino do mundo está nas mãos de seis foras da lei – isso se eles sobreviverem uns aos outros. (Apesar de ter lido a cópia em inglês, a sinopse foi retirada da edição da Gutenberg)

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Nem toda calma do mundo é suficiente para falar sobre um livro de Leigh Bardugo. Ainda mais um livro sobre ladrões, espiões e Grishas trabalhando em bordéis.

É complicado encarar algo tão aguardado e tão hypado. Geralmente tenho um, dois, três pés atrás  (peço pés emprestados quando o assunto é livro) e só sossego quando viro a última página! Juro que tento não ser tão arisca assim, mas quem nunca teve uma experiência decepcionante com um livro cultuado antes mesmo de ser lançado?

Acontece que no quesito Leigh Bardugo ela teria que na verdade fazer força pra escrever algo ruim! Tipo, realmente querer ferrar as coisas, e ainda assim seus personagens acabariam sendo melhores dos que os de muitos autores famosinhos por aí…

É, é nesse nível que minha adoração por essa mulher anda.

Estou tentando seriamente não contribuir para a piscina de excitação que o precede, mas sinto que estou falhando miseravelmente. Li Six of Crows junto com uma amiga (também doente por Leigh Bardugo) e sei que não sou só eu idolatrando esse livro.

Sim, Aline, somos nós duas aqui.

Sim, Aline, somos nós duas aqui.

Aqui vamos nós para um lado pouco explorado do mundo Grisha, lugares que só sabíamos que existiam por que sempre estiveram no mapa e por algumas menções enquanto mergulhávamos em Ravka. E mesmo com todo o cenário maravilhoso, os detalhes intrincados que fazem qualquer um sentir como é estar nas ruas de Ketterdan, a maior realização desse livro são os personagens. Eu sei, eu seeeei que foco muito nisso, mas gente! É maravilhoso demais alguém botar NO PAPEL pessoas tão reais!! Eu sinto como se conhecesse cada um deles, como se, caso eu tivesse sorte (ou azar) suficiente para me ver em Ketterdan, facilmente trombaria com Mathias, ou teria minha carteira afanada por Kaz.

Os personagens principais não poderiam ser mais diferentes um do outro, mas um objetivo em comum os une e a partir daí coisas incríveis acontecem!

O objetivo? Bufunfa.

Todos os seis, o ladrão estrategista; a espiã acrobata; a Grisha capaz de parar corações; o atirador viciado; o fugitivo privilegiado e o injustamente condenado precisam desesperadamente de dinheiro. O que cada um vai fazer com sua parte no prêmio milionário, só enfrentando Kettterdan pra saber.

Outro ponto de tirar o folego, além de toda a ação-que-não-paras-um-segundo e os problemas-cabeludos-que-podem-matar-um-personagem-a-qualquer-momento, é a falta de romance.

Não, não estou usando drogas. Existem interações românticas sim, mas só estou avisando meus leitores incautos para esperaram muito mais que isso. A tempos a literatura YA foca demais no melodrama adolescente, na NECESSIDADE de ter um par romântico pra cada um dos malditos personagens! Nem que tenham que tirar uma atração misteriosa e inexplicável da manga. Six of Crows dá espaço pra coisas tão importantes quanto o l’amour: integridade, ética, honestidade e principalmente liberdade.

Os personagens aqui vão ter que lidar com coisas bem mais densas que um triangulo amoroso previsível.

Só pra compartilhar com vocês, o final me deixou ansiosa. Não ansiosa tipo “Que livro legal, lerei o próximo quando puder.” Ansiosa no nível:

xoxo e bom feriado!

10x Insonia, Livros Para Tirar o Sono Nesse Inverno

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Ler espirrando com pólen é um desafio. Ler na praia é interessante. Ler com brisa fresca e folhas caindo é agradável.

Mas nada supera ler debaixo das cobertas, com uma xícara de café (ou chá, ou chocolate, ou leite, ou cerveja amanteigada) do lado. NADA.

E isso vem de uma pessoa que já experimentou todas as formas de leitura acima… então achei digno separar alguns livros especiais para vocês entrarem no clima lerigo, lerigooo comigo 🙂

Bora, se ajeitar e aproveitar essas leituras?

 

A_VIDA_EM_TONS_DE_CINZA_1332494566BA Vida em Tons de Cinza – Ruta Sepetys (resenha aqui)

Esse livro realmente deveria ser ensinado nas escolas.

1941. A União Soviética anexa os países bálticos. Desde então, a história de horror vivida por aqueles povos raras vezes foi contada.
Aos 15 anos, Lina Vilkas vê seu sonho de estudar artes e sua liberdade serem brutalmente ceifados. Filha de um professor universitário lituano, ela é deportada com a mãe e o irmão para um campo de trabalho forçado na Sibéria.
Lá, passam fome, enfrentam doenças, são humilhados e violentados. Mas a família de Lina se mostra mais forte do que tudo isso. Sua mãe, que sabe falar russo, se revela uma grande líder, sempre demonstrando uma infinita compaixão por todos e conseguindo fazer com que as pessoas trabalhem em equipe.
No entanto, aquele ainda não seria seu destino final. Mais tarde, Lina e sua família, assim como muitas outras pessoas com quem estabeleceram laços estreitos, são mandadas, literalmente, para o fim do mundo: um lugar perdido no Círculo Polar Ártico, onde o frio é implacável, a noite dura 180 dias e o amor e a esperança talvez não sejam suficientes para mantê-los vivos.
A vida em tons de cinza conta, a partir da visão de poucos personagens, a dura realidade enfrentada por milhões de pessoas durante o domínio de Stalin. Ruta Sepetys revela a história de um povo que foi anulado e que, por 50 anos, teve que se manter em silêncio, sob a ameaça de terríveis represálias.

 

SNOW_LIKE_ASHES_1393119471BSnow Like Ashes (Neve e Cinzas) – Sara Raasch (resenha aqui também)

Que estação melhor para acompanhar a saga dos inverninos?

Dezesseis anos atrás o Reino de Inverno foi conquistado e seus cidadãos, escravizados, sem família real e sem magia. A única esperança de liberdade para o povo do reino jaz nos oito sobreviventes que conseguiram escapar, e que seguem esperando uma oportunidade para recuperar a magia de Inverno e reconstruir o reino. Meira, uma órfã desde a derrota de Inverno, passou a vida inteira como refugiada, criada por Senhor, o general dos inverninos. Treinando para se tornar uma guerreira — e desesperadamente apaixonada pelo melhor amigo e futuro rei, Mather —, Meira faria qualquer coisa para ajudar o Reino de Inverno a retomar seu poder. Então, quando espiões descobrem a localização de um medalhão antigo capaz de devolver a magia ao reino, Meira decide ela mesma encontrá-lo. Finalmente ela está escalando torres e lutando contra soldados inimigos como sempre sonhou. Mas a missão não sai como planejado, e logo Meira se vê mergulhada em um mundo de magia maligna e poderosos perigosos. De repente, ela percebe que seu destino não está, e nunca esteve, em suas mãos. A estreia de Sara Raasch é uma fantasia cheia de ação sobre lealdade, amor e a capacidade de determinar o próprio destino.

 

 

O_CAVALEIRO_DE_BRONZE_1378512233BO Cavaleiro de Bronze – Paullina Simons

Russia. No inverno.

A Segunda Guerra Mundial ainda não havia alcançado a cidade de Leningrado, onde as duas irmãs Tatiana e Dasha Metanova viviam, dividindo um pequeno cômodo com seu irmão, seus pais e avós.
Tudo muda quando as tropas de Hitler atacam a União Soviética e ameaçam invadir a grande, mas decadente, cidade. Fome, desespero e medo tomam conta de Leningrado, durante o terrível inverno no qual a cidade foi submetida ao cerco alemão.
No entanto, a luz do amor é sempre capaz de iluminar a mais profunda escuridão. Tatiana conhece Alexander, um jovem e corajoso oficial do Exército Vermelho. O rapaz, forte, confiante e guardando um passado misterioso e problemático, e sente-se atraído por Tatiana—e ela por ele.
O amor impossível de Tatiana e Alexander ameaça agora dividir a família Metanova. E que segredo é esse que se esconde no passado do soldado, tão devastador quanto a própria guerra?

 

 

BELEZAS_PERIGOSAS_1257635681BGemma Doyle – Libba Bray (especial sobre a trilogia aqui)

É extramamente satisfatório me enroscar num canto com um cobertorzinho, chá e um livro da Libba Bray na mão.

Após assistir à morte de sua mãe duplamente – numa visão perturbadora que logo se confirma real – no dia do seu aniversário, em uma tarde quente e agitada em Bombaim, Gemma é mandada para Londres, onde o irmão se encarrega de matriculá-la na tradicional escola Spence para moças. Sob o lema “graça, charme e beleza”, Spence, guarda, no entanto, em seu bosque, onde às vezes aparecem ciganos, sua capela, seus recantos secretos, mistérios que farão com que Gemma entre em contato com seu dom (ou seria uma maldição?) de forma cada vez mais intensa. O jovem Kartik bem que tenta ajudá-la a lidar com suas visões e alertá-la para os perigos de se envolver numa antiga e nebulosa história, mas Gemma não é do tipo que se deixa paralisar pelo medo. E encontra em Felicity e Pippa, duas das meninas mais invejadas do colégio, e até mesmo na humilde Ann, o impulso necessário para enfrentar seus próprios fantasmas.

Conheça Gemma Doyle e deixe-se levar pelas “Belezas Perigosas” escondidas no coração e na mente dessa personagem encantadora. Depois de virada a primeira página, impossível não se envolver com sua história de vida e morte, luz e sombra, alegria e tristeza, coragem e medo, amor e ódio, que, afinal, é um pouco como a história de todos nós, mas enriquecida com a imaginação brilhante e o talento narrativo de Libba Bray.

 

HARRY_POTTER_E_A_PEDRA_FILOSOFAL_1389761588BHarry Potter – J. K. Deusa Rowling

Não consigo pensar em Harry e não me imaginar tomando uma boa xicara de chá enquanto assisto a neve cair no pátio da escola.

Conheça Harry, filho de Tiago e Lílian Potter, feiticeiros que foram assassinados por um poderosíssimo bruxo, quando ele ainda era um bebê. Com isso, o menino acaba sendo levado para a casa dos tios que nada tinham a ver com o sobrenatural pelo contrário. Até os 10 anos, Harry foi uma espécie de gata borralheira: maltratado pelos tios, herdava roupas velhas do primo gorducho, tinha óculos remendados e era tratado como um estorvo. No dia de seu aniversário de 11 anos, entretanto, ele parece deslizar por um buraco sem fundo, como o de Alice no país das maravilhas, que o conduz a um mundo mágico. Descobre sua verdadeira história e seu destino: ser um aprendiz de feiticeiro até o dia em que terá que enfrentar a pior força do mal, o homem que assassinou seus pais, o terrível Lorde das Trevas.

O menino de olhos verdes, magricela e desengonçado, tão habituado à rejeição, descobre, também, que é um herói no universo dos magos. Potter fica sabendo que é a única pessoa a ter sobrevivido a um ataque do tal bruxo do mal e essa é a causa da marca em forma de raio que ele carrega na testa. Ele não é um garoto qualquer, ele sequer é um feiticeiro qualquer; ele é Harry Potter, símbolo de poder, resistência e um líder natural entre os sobrenaturais.

 

SOMBRA_E_OSSOS_1371825137BSombra e Ossos – Leigh Bardugo (resenha aqui)

Porque sempre é tempo de ler Leigh Bardugo

Alina Starkov nunca esperou muito da vida. Órfã de guerra, ela tem uma única certeza: o apoio de seu melhor amigo, Maly, e sua inconveniente paixão por ele. Cartógrafa de seu regimento militar, em uma das expedições que precisa fazer à Dobra das Sombras – uma faixa anômala de escuridão repleta dos temíveis predadores volcras –, Alina vê Maly ser atacado pelos monstros e ficar brutalmente ferido. Seu instinto a leva a protegê-lo, quando inesperadamente ela vê revelado um poder latente que nunca suspeitou ter.
A partir disso, é arrancada de seu mundo conhecido e levada da corte real para ser treinada como um dos Grishas, a elite mágica liderada pelo misterioso Darkling. Com o extraordinário poder de Alina em seu arsenal, ele acredita que poderá finalmente destruir a Dobra das Sombras.
Agora, ela terá de dominar e aprimorar seu dom especial e de algum modo adaptar-se à sua nova vida sem Maly. Mas nesse extravagante mundo nada é o que parece. As sombrias ameaças ao reino crescem cada vez mais, assim como a atração de Alina pelo Darkling, e ela acabará descobrindo um segredo que poderá dividir seu coração – e seu mundo – em dois. E isso pode determinar sua ruína ou seu triunfo.

LIGEIRAMENTE_CASADOS_1409953442BLigeiramente Casados – Mary Balogh (tem resenha também)

Nada como um bom romance de época pra te esquentar no friozinho.

À beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento a sua irmã e que a protegesse “Custe o que custar!”. Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum.

Porém Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela… a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele o que acontecerá em quatro dias.

Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a jovem mantenha sua herança. Após a cerimônia, ela poderá voltar para sua vida no campo e ele, para sua carreira militar.

Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados…

 

ANJO_MECANICO_1327640284BAnjo Mecânico Londres – Cassandra Clare (eis a resenha)

Não sei você, mas  só de pensar em Londres já sinto um friozinho.

Tessa Gray tem um anjinho mecânico pendurado no pescoço, um presente de família do qual nunca se separa. O tique-taque do pingente faz com que ela se sinta segura junto à lembrança dos pais, que já morreram. Mal sabe Tessa que esse barulhinho muito em breve vai se tornar o odioso som de um exército comandado por forças do Submundo. Com os Caçadores de Sombras e seu recém-descoberto poder sobrenatural, ela enfrentará uma guerra mortal entre os Nephilim e as máquinas do Magistrado, o novo comandante das trevas na Londres vitoriana

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Jogos Vorazes -Suzanne Collins (resenha da rerreleitura aqui)

O que melhor para te aquecer do que ação, ação, ação e mais ação de tirar o folego e não desgrudar os olhos das páginas?

Constituída por uma suntuosa Capital cercada de 12 distritos periféricos, a nação de Panem se ergueu após a destruição dos Estados Unidos. Como represália por um levante contra a Capital, a cada ano os distritos são forçados a enviar um menino e uma menina entre 12 e 18 anos para participar dos Jogos Vorazes. As regras são simples: os 24 tributos, como são chamados os jovens, são levados a uma gigantesca arena e devem lutar entre si até só restar um sobrevivente. O vitorioso, além da glória, leva grandes vantagens para o seu distrito.

Quando Katniss Everdeen, de 16 anos, decide participar dos Jogos Vorazes para poupar a irmã mais nova, causando grande comoção no país, ela sabe que essa pode ser a sua sentença de morte. Mas a jovem usa toda a sua habilidade de caça e sobrevivência ao ar livre para se manter viva. As reviravoltas do jogo e as dificuldades enfrentadas pela protagonista levam os leitores a sofrer junto com ela, enquanto descobrem um pouco sobre seu passado e seu relacionamento com Peeta Mellark, o outro tributo enviado pelo Distrito 12 para lutar nos Jogos Vorazes.

Inspirada pelo mito grego de Teseu e o Minotauro e bebendo nas melhores fontes da ficção científica, Suzanne Collins faz uma dura crítica à sociedade do espetáculo atual e prende a atenção do leitor da primeira à última página com um romance envolvente e perturbador.

 

CALAFRIO_1374934808BCalafrio – Maggie Stiefvater

É só ler essa sinopse e você será consumido pelo espírito do inverno.

Quando chega o inverno, Grace é atraída pela presença familiar dos lobos que vivem no bosque atrás de sua casa. Ela espera ansiosamente pelo frio desde que fitou pela primeira vez os profundos olhos amarelos de um dos lobos e sobreviveu ao ataque de uma alcateia. Esses mesmos olhos brilhantes ela encontraria mais tarde em Sam, um rapaz que cresceu vivendo duas vidas – uma normal, sob o sol, e outra no inverno, quando vestia a pele do animal feroz que, certa vez, encontrou aquela garota sem medo. Tudo o que Sam deseja é que Grace o reconheça em sua forma humana, e para isso bastaria que trocassem um único olhar. Mas o tempo de Sam está acabando. Ele não sabe até quando manterá a dupla aparência e quando se tornará um lobo para sempre. Enquanto buscam uma maneira de para torná-lo humano para sempre, têm de enfrentar a incompreensão da cidade, que vê nos lobos um perigo a ser combatido.

E vocês, quais suas leituras pros meses de frio?

Xoxo e bom fds

 

Ruína e Ascensão – Leigh Bardugo

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Essa capa, essa capa eu poderia tatuar no meu coração.

  •    Autor: Leigh Bardugo
  •    Editora: Gutemberg
  •    Nº de Páginas: 344
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: Ruin and Rising
  •    Tradutor: Eric Novello

   Avaliação: 10,0

Acredite em mim, se você não descobriu como encontrar amplificadores lendo Sol e Tormenta você não vai querer continuar lendo esse post. A blogueira não se responsabiliza por ataques de volcras, corações partidos ou prováveis desmembramentos. Clique aqui e volte mais tarde.

A capital caiu.
O Darkling comanda Ravka em seu trono das sombras. Agora o destino da nação depende de uma Conjuradora do Sol arruinada, de um rastreador desonrado e dos cacos do que antes fora um grande exército mágico.
No fundo de uma antiga rede de túneis e cavernas, uma fraca Alina deve se submeter à duvidosa proteção do Apparat e daqueles que a veneram como uma Santa. Porém, sua mente está na busca pelo misterioso pássaro de fogo e na esperança de que um príncipe foragido ainda esteja vivo.
Alina deverá formar novas alianças e deixar de lado velhas rivalidades, enquanto ela e Maly buscam pelo último dos amplificadores de Morozova. Mas assim que começa a elucidar os segredos do Darkling, ela descobre um passado que mudará para sempre seu entendimento sobre a ligação que os une e o poder que ela carrega. O pássaro de fogo é a única coisa que está entre Ravka e a destruição — e reivindicá-lo pode custar a Alina o futuro pelo qual ela tem lutado.

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Não sei vocês, mas eu detesto essa sensação de perda que dá quando termino uma série, trilogia, absurdamente boa. Isso é coisa de gente altamente bibliófila, viciada em livros além de salvação, então não espero que todo mundo entenda a reação ou sequer a experimente. Eu fico meio taciturna, amuada mesmo, pensando na estória, no fim. Acho que por não ter mais continuação o espaço onde ficaria a ansiedade pra saber o que acontece depois fica vago, e vem a saudade e bem, a sensação de perda.
É, falando assim soa meio exagerado, mas se vocês acompanham um blog de literatura pirado, que só fala de livros fantasiosos e que tem uma tendência preocupante para usar gifs não acho que vão me julgar. Né?!
A questão é que a trilogia Grisha acabou, morreu, já Elvis, kaputt, abotoou o paletó de madeira, foi dessa pra melhor e me deixou aqui, assim, sem Darkling, sem Alina, sem um etheralki pra contar história. Como proceder, meu bom povo?

Blogueira em estado de confusão após termino da leitura

Fiquei sabendo que muita gente criticou esse livro pelo seu final, gente que amou tudo tanto quanto eu e que ficou desapontado, tentei não deixar o pânico vencer e me joguei na leitura. Caímos em um aposento nas profundezas da Catedral Branca, onde Alina está sendo mantida ‘em repouso’ pelo Aparatt até recuperar suas forças. Claro que o repouso não inclui ficar longe das missas ministradas para uma horda crescente de fiéis que foram, aos trancos e barrancos, prestar seus serviços à santa do Sol. Alina agora tem seus próprios fanáticos que tatuam sóis em seus rostos e treinam para matar em seu nome. Bom, né? Seria se eles na verdade não estivessem sob ordens do Aparatt (que me lembra muito um Rasputin) e houvesse tantas crianças entre eles.
Fiquei pensando que a coisa ia se arrastar por ali, que a Alina demoraria pra dar um chega pra lá no sacerdote e mostrar quem mandava, bem começo de livro mesmo, mas não podia estar mais errada! Desde o inicio é tudo bem frenético, ninguém tem paz, um momento para respirar, com tantas coisas acontecendo uma atrás da outra.
Claro que Maly arrumou um tempo para ser um mala sem alça. Representando o proletariado na vida de Alina, ele treinou grishas e humanos para serem melhores soldados, encarnou o protetor respeitoso da sua rainha e basicamente ficava dando indiretinhas de “Vou ficar longe pois não sou bom o suficiente para você, mas viu, te quero, tá?” com olhares de cachorro pidão e deixando nossa heroína no vácuo. Isso. Me. Irrita.
Não superei a parte que ela foi apaixonada a vida toda, quando era gente como a gente, por ele e o garotão só foi dar bola depois que viu que ela podia incinerar pessoas com seu poder de luz. Meio conveniente, né? Tá, tá, eu sei que nada sei sobre as maluquices do coração e realmente até acredito que ele a ame do fundo de sua alma, mas guardo mágoas por ela e não sou totalmente confortável com o rumo que o relacionamento dos dois durante a trilogia.

Agora o momento mais esperado. O momento Darkling. Sexy sem ser vulgar.

Apesar de tudo o que ele já fez eu desafio qualquer um, QUALQUER UM, incluindo a autora desse livro a dizer que não gosta dele. Podemos sim, repreende-lo por ser um menino mau, muito mau, mas não vamos ama-lo menos por isso. Depois de tanta coisa que aconteceu, de tanto que a Alina já pastou ela encontrou uma espécie de calma, deixou de ser aquela garotinha inocente e carente. Agora ela entende que tem uma vantagem sobre o Darkling, por mais desconexa que seja, e explora isso, o deixando até vulnerável por ela. É um lado completamente novo do moço, um lado humano  que só nos faz ficar mais apegados por ele, se é que seria possível uma coisa dessas!

Mais do que tudo, esse livro é sobre crescimento. Sobre amadurecimento e as verdades que vem com isso. A autora viajou por uma escrita mais balanceada e lírica entremeando com cenas fortes e muita ação, mas sem deixar de ser tocante. A sensação que tive foi de que a personagem principal, depois de ser despida de inocência, ignorância e carência infantil, revelou-se muito mais dura e capaz do que até o leitor mais esperançoso podeira crer. Ela cresceu e sua maior batalha não é mais externa, essa ela já dominou. Agora Alina precisa saber como proteger o mundo dela mesma.

Foi sim, muito… emocionante, pra dizer o mínimo, deixou meu coração em pedacinhos bem minúsculos e eu SCHOREY! Como chorei! Foi mais difícil do que eu imaginava falar adeus pra essas pessoas, principalmente a parte de mim que se identificou tanto com a Alina e a outra parte tão fascinada pelo Darkling. Vou deixar escapar só uma coisa, um detalhezinho que me fez suspirar: descobri o nome do Darkling.

O fim desse livro não me deixou pensando no que ler em seguida. O fim desse livro me deixou presa por um gancho em cada parte bonita, bem feita e épica da jornada que foi essa série. Sou grata a Bardugo por criar um mundo fascinante onde pude viver por várias e várias horas na leitura, e pelos personagens com quem fiz amizade. Sinceramente, não posso recomendar mais uma trilogia como recomendo a trilogia Grisha, vão ler… agora!

xoxo e bom meio de semana!

Sol e Tormenta – Leigh Bardugo

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Eu podia casar com essa capa

  •    Autor: Leigh Bardugo
  •    Editora: Gutenberg
  •    Nº de Páginas: 368
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2014
  •    Título Original: Siege and Storm
  •    Tradutor: Eric Novello
  •    Avaliação: 10,0

Acredite em mim, se você não aprendeu como atravessar a Dobra em segurança lendo Sombra e Ossos você não vai querer continuar lende esse post. A blogueira não se responsabiliza por ataques de volcras, corações partidos ou possíveis desmembramentos.

Perseguida ao longo do Mar Real e aterrorizada pela memória dos que se foram, Alina Starkov tenta levar uma vida normal com Maly em uma terra desconhecida, enquanto mantém em segredo sua identidade como Conjuradora do Sol. Mas ela não pode ocultar seu passado e nem evitar seu destino por muito mais tempo. Ressurgido de dentro da Dobra das Sombras, o Darkling retorna com um aterrorizante e novo poder e um plano que irá testar todos os limites da natureza. Contando com a ajuda e com os ardis de um admirável e excêntrico corsário, Alina retorna ao país que abandonou, determinada a combater as forças que se reúnem contra Ravka. Mas enquanto seus poderes aumentam, ela se deixa envolver pelas artimanhas do Darkling e sua magia proibida, e se distancia cada vez mais de Maly. Ela será então obrigada a fazer a escolha mais difícil de sua vida: ter sua pátria, seu poder e o amor que ela sempre pensou ser seu porto-seguro ou arriscar perder tudo na tormenta que se aproxima.

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Sim, essa fui eu, após a leitura de Sol e Tormenta.

Vou tentar falar por cima do profundo amor que senti ao ler esse livro e como ele transformou algo já incrivelmente bom em espetacular. É, é nesse nível de fangirling que você está se metendo.

O mundo dos Grisha está fervendo em incerteza e medo. É tudo sombrio e ninguém mais sabe se fica ou foge, o que caracteriza traição e quem eles estão dispostos a trair. A verdade é uma só, com o golpe malfadado do Darkling os Grishas tiveram que escolher entre ele, seu líder, ou seu Rei e, de qualquer forma, acabariam com um inimigo muito inescrupuloso no final. Alina não tem esse tipo de escolha, ela só precisa seguir o conselho de Baghra e correr por sua vida. Porém como fazer isso quando a própria escuridão está te caçando?

Mais uma vez Bardugo nos traz personagens complexos e mostra outras facetas na personalidade de velhos conhecidos. Agora que Alina tem um poder palpável, ela começa a questionar seus pensamentos e de repente se vê lutando para não seguir o caminho do Darkling. Não tenho palavras pra dizer como amei a nova postura dela, tentando se adaptar ao poder e deixando a menininha para trás, que foi um ponto de irritação no primeiro livro. Já sentiram orgulho de um personagem? Pois é, senti orgulho de Alina Starkov, não ligo se você me achar doidinha por isso. De fato, cada personagem encontrou seu jeito de amadurecer.

-Mas blogueira, todo mundo mudou?
-Leitor, todo mundo, todo mundo não, mas os acontecimentos entre um livro e outro foram tão extremos que eles tinham que mudar, e ficou ótimo assim! Mudar é bom, todo mundo muda, se não mudássemos ainda seríamos organismos unicelulares no mar.

Agora uma confissão.

*Fecha as cortinas*

*Chega mais perto*

*Espia pra ver se não tem ninguém olhando*

Eu ainda amo o Darkling.

*Faz sinal pra pararem de surtar e falarem baixo*

Eu sei, eu sei, o cara é mau, sinistro e psicopata mas he’s soooooooooooo hot. O Maly é ótimo, sério, é a única pessoa sã no meio daquilo ali, mas, mas… droga! Deve ter a ver com os séculos se aperfeiçoando na arte de ser incrível que Maly nem pode sonhar em alcançar. Queria mais dele nesse livro. Tipo, muito mais.

Pra complicar você imaginaria que entra em cena mais um cara intrigante e cativante? Ele surge, da maneira mais inusitada possível que não vou compartilhar com vocês, mas surge. Alina encontra outro alguém profundamente interessado nela e, considerando seu último banho de água fria com a questão de confiança, ela faz o possível e impossível para deixar esse rapaz, no minimo insistente, a uma distancia segura.

Não sei se choro ou explodo de raiva

A parte mais pungente para mim, mais uma vez, foram os personagens. Toda aquela nebulosidade que circulava Maly não se dissipou, foi tomando forma, o moço adotou uma postura com Alina que me pareceu bem verdadeira, mas foi difícil enxergar a real motivação para que ele resolvesse agir finalmente. Encontramos o lado mais vulnerável do Darkling, e por favor note que, em comparação ao Implacável Mode On usual dele, um lado mais vulnerável não quer dizer exatamente o que você esperaria de algo vulnerável: uma velhinha atravessando a rua? Não. Uma cesta de filhotinhos? Definitivamente não. Um dragão que acordou com o cabelo podrinho? É por aí. Não interessa o que digam, pra mim ele pode estar tão confuso com seus sentimentos por Alina quanto ela está com os dela!

Falando nela, a Conjuradora do Sol se tornou, no momento, certo a mocinha que eu queria desde o princípio. Com uma melancolia totalmente diferente daquele sentimento de miudeza, de ser constantemente menosprezada, é até belo. Não que eu goste de ver alguém sofrer, mas é que, diferente da maioria das outras mocinhas que vemos por aí, Alina tem motivo para ficar assim. Ela pode estar ou não escorregando lentamente para a loucura e não consegue nada em que se agarrar pois, de repente, ela é uma estranha para aqueles que a conheciam, ela lhes dá medo. O tempo todo pensei se foi assim com o Darkling, se começou assim pra ele também, a solidão de ser tão diferente o empurrando em direção a um caminho sem volta.

O jeito como Bardugo escreveu isso foi simplesmente fascinante.

Aliás a Leigh sai do comum tantas vezes que, quando eu achei que ela tinha feito uma coisa beeeeeem chata e previsível e todo-livro-com-mocinha-retardada-tem, ela me surpreendeu, fez um Corte na minha descrença e sambou na minha cara. Estou até agora me recuperando disso.

 Sensação de abandono quando fechei o livro. Não queria sair daquele mundo, não queria tirar os personagens de mim. Vocês entendem isso, não? Não querer chegar perto de outro livro pra não tirar o gostinho que ficou daquele último, que te emocionou tanto. Mas não posso fazer isso, o lado da razão me diz que são livros demais a serem lidos pra eu me dar ao luxo de não eleger outro imediatamente. Vou aproveitar mais algumas horas observando o mundo pelos vitrais do Pequeno Palácio, Ruin and Rising, terceiro livro da trilogia (que pra mim poderia ser uma infinitologia), parece que só vai chegar na próxima vida.

Vai demorar tanto, mas tanto…

xoxo e bom fim de semana

Sombra e Ossos – Leigh Bardugo

sombra e ossos

  •    Autor: Leigh Bardugo
  •    Editora: Gutenberg
  •    Nº de Páginas: 288
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2013
  •    Título Original: Shadow and Bone
  •    Tradutor: Eric Novello
  •    Avaliação: 9,0

 

Alina Starkov nunca esperou muito da vida. Órfã de guerra, ela tem uma única certeza: o apoio de seu melhor amigo, Maly, e sua inconveniente paixão por ele. Cartógrafa de seu regimento militar, em uma das expedições que precisa fazer à Dobra das Sombras – uma faixa anômala de escuridão repleta dos temíveis predadores volcras –, Alina vê Maly ser atacado pelos monstros e ficar brutalmente ferido. Seu instinto a leva a protegê-lo, quando inesperadamente ela vê revelado um poder latente que nunca suspeitou ter.

 A partir disso, é arrancada de seu mundo conhecido e levada da corte real para ser treinada como um dos Grishas, a elite mágica liderada pelo misterioso Darkling. Com o extraordinário poder de Alina em seu arsenal, ele acredita que poderá finalmente destruir a Dobra das Sombras.

 Agora, ela terá de dominar e aprimorar seu dom especial e de algum modo adaptar-se à sua nova vida sem Maly. Mas nesse extravagante mundo nada é o que parece. As sombrias ameaças ao reino crescem cada vez mais, assim como a atração de Alina pelo Darkling, e ela acabará descobrindo um segredo que poderá dividir seu coração – e seu mundo – em dois. E isso pode determinar sua ruína ou seu triunfo.

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 Pois é Pretties, como leitores de um blog pessoal vocês ocasionalmente estarão sujeitos aos excessos e esquisitices da autora. Ok, não tão ocasionalmente assim… mas é pra isso que os blogs servem né, pra compartilhar com os outros o que amamos, odiamos ou nos lixamos e a razão de tudo isso. Pois bem, essa é uma dessas vezes. Brace yourselves:

Fangirling is coming

Sombra e Ossos está na prateleira de honra, a prateleira reservada para a nata do meu gênero preferido: épicos fantásticos estrelados por garotas + Harry Potter. O frisson é tanta que eu tive que colocar um cordão de isolamento entre esses livros e os outros, contratar seguranças e só permitir fotos sem flash, não que adiante alguma coisa. Anyway, acontece que a obra da dona Bardugo conquistou seu lugar ali após uma coisa rara: a releitura do livro. Sim, com uma contagem obscena de livros para serem lidos EU RELI UM LIVRO ME JULGUEM

Então, eu já tinha me jogado em Sombra e Ossos logo que chegou aqui, achei bacana, mas estava tão focada em assuntos off mundo literário que nem resenha fiz e o tempo passou. Sabe quando você se lembra mais ou menos da história? Acontece que eu não queria ler mais ou menos Sol e Tormenta, simples. Coloquei O Rei Fugitivo de Lado (queria uma desculpa pra fazer isso porque estou com medo de ler sem saber quando chega  terceiro) e meio que inalei Sombra e Ossos numa sentada só e foi MARAVILHOSO! Pronto, agora que você já sabe como esse amor recém descoberto surgiu, vou te contar porque.

Alina é uma coisinha raquítica que segue seu incrível amigo Maly desde que se entende por gente. Sabe aquela amizade verdadeira, mas meio desigual justamente pela personalidade das pessoas? Alguém sempre dá mais que o outro, o outro nem repara muito nisso porque está ocupado demais sendo maravilhoso, mas sequer imagina sua vida sem aquele alguém. Alina sempre foi assim, subestimada por todos, pior, por ela mesma, e justamente isso que a impede de se sentir segura quando lhe dizem que agora é um Grisha, mais, que é única.

Maly, que ainda é um personagem meio nebuloso o que me faz pensar o quão bem Alina realmente conhece seu melhor amigo, fica revoltéx porque, de repente, perdeu sua fã número um. Como proceder numa situação assim? Problema maior ainda, ele a perdeu para o Darkling!

Oh, Darkling

Sabe aquela pessoa digna de adoração, que além de ser um mito se comporta como um? Darkling é assim, sombrio, maravilhoso, misterioso, sempre ocupado demais salvando o reino na guerra para ser gente como a gente. Ok, isso e o fato de ele ser o Grisha mais poderoso de todos. Todas as garotas Grishas tiveram pelo menos uma fase de crush nele, por mais inacessível que fosse, então não podemos exatamente culpar Alina por ficar babando, feliz da vida por ter momentos de tratamento especial e um pouco, POUCO de atenção de Vossa Sombricidade Real. Vamos tirar um minuto para lembrar que ninguém dava bola pra ela NUNCA!

Aconteça o que acontecer, o Darkling vai sempre ter um espaço no meu coração! #TeamShadow

A verdade é que Alina passa tempo demais tentando domar seu poder, e pensando que não consegue, tendo mais aulas, pensando que não consegue mais um pouco, eu gostaria que ela já saísse quebrando tudo e todos mas reconheço que a estória precisava desse tempo para se esclarecer.

Tentativa e erro, muita tentativa e erro

Acho que o que realmente me fisgou nesse livro foi o fato de os personagens não se mesclarem ao cenário. Eles existem! Tem profundidade, complexidade, não são inexpressivos como alguns personagens de sagas de fantasia, que se preocupam demais em desenvolver o mundo (que é MUITO importante) e esquecem de quem leva a estória adiante.

Falando nisso, Bardugo não poupou esforços pra criar um mundo cheio de detalhes para Ravka. É tudo tão lindo e cheio de emoção, impossível não enxergar os salões, as roupas, os personagens através dos olhos de Alina. Minha imaginação ficou a mil, senti aquela coceirinha pra colocar um pouco dela pra fora sem sair do clima da Dobra. (vide tentativa de fanart no insta)

Eu adoro a mensagem que ele passa! É, sou dessas que não procura mensagens nos livros porque muitas vezes acho que o autor não se deu o trabalho de tentar colocar uma lá., mas a Leigh fez esse livro com tanto amor que me apeguei a ela: não importa o que te digam, o que joguem em você, se valorize! Aquela velha frase “se você não se amar, que vai?” é a mais pura verdade. Nós somos tão bom quanto nos permitimos ser e às vezes as piores barreiras são aquelas que nós mesmos colocamos na nossa vida. Não tenha medo de pensar alto, pois ser simplório pode ser um pecado tão grave quanto ter ambição desmedida, tenha o amor que você acha que merece!

Deixando claro que eu AMO o mundo dos Grishas, com sua mistura de inspirações, cenários ótimos, uma sensação de perigo a cada corredor e planos grandiosos para pessoas incríveis. Espero que vocês tenham a chance de ler e ameaço com um Sangrador qualquer um que tenha lido e não venha comentar comigo o que achou. Estejam avisados.

Agora me retiro para absorver Sol e Tormenta.

P.S.: A Leigh é tão do amor que fez uma música para seu livro! Such feels!