Meus Pensamentos em.. Os Encantados de Ferro – Julie Kagawa

Hey pretties! Já faz algum tempo que quero compartilhar com vocês minha opinião sobre algumas séries. Evidentemente, não ia dar certo fazer resenhas de todos os volumes já lidos, até porque alguns estão comigo há anos (não é preguiça, juro). E também porque não quero me ater muito aos livros separadamente, algumas séries são boas de se analisar assim: como séries.

Duas coisas:

1)Esses pensamentos não contém super spoilers canibais withlasers, a menos que eu diga o contrário…

2)Vou usar todos os recursos (gifs, imagens, músicas, vídeos) como se não houvesse amanhã! Tudo pra passar minhas reações, porém as páginas podem demorar um pouco para carregar… esperem! Não desistam delas ainda!

Pra entrar no clima, solta o som:

Escolhi The Iron Fey (publicados aqui pela Underworld, Os Encantados de Ferro) para abrir essa nova coluna por um motivo muito simples. Não consigo parar de pensar nessa série. Lembra da Alice no País das Maravilhas? Quando segue o coelho branco por um buraco e se vê num outro mundo, completamente diferente, Alice percebe que todas as histórias fantásticas que tanto gostava poderiam ser, de alguma forma, verdadeiras.

Well, não foi exatamente isso o que aconteceu com Meghan Chase. Ela acabou no Nevernever guiada por Puck (yeah, esse mesmo!) atrás do irmão caçula. Não de um coelho branco. Recebeu ajuda de um gato escorregadio; sentou-se à mesa de criaturas muito estranhas e até conheceu uma pseudo-Rainha de Copas. Bem essa rainha, atendia pelo nome de Titânia e quase não tinha motivos para não odiar Meg, afinal ela era filha de seu marido, Oberon.

Rei dos encantados do Verão.

Obviamente, como se não bastasse ser meio-humana na terra das fadas, Meghan ainda chama a atenção de um certo príncipe gelado, sua mãe odiosa e outro rei. Um de Ferro.

 As duas cortes (Verão e Inverno) desconhecem esse terceiro front e estão ocupadas demais se preocupando com as tradicionais guerras e com os mortais não passando suas lendas adiante para ir atrás de uma suposta ameaça. Logo, Megs se vê sozinha na tarefa de resgatar seu irmão desse misterioso rei.

Ok, talvez não tão sozinha assim. O Puck está com ela pro que der e vier sempre. E Ash, o terceiro filho de Mab, a rainha da corte unseelie (Inverno) está preso a ela por uma barganha. Ele a ajuda a resgatar o irmão e leva-lo em segurança para o mundo mortal e em troca, ela vai docilmente para Tir Na Nog, ser refém de Mab.

Pausa dramática: barganhas, promessas, favores, apostas… tudo isso tem um peso considerável em Nevernever. Se você se compromete a fazer algo, você faz! Senão você morre. É simplá!

O legal do Nevernever da Julie Kagawa é que ele é nu e cru. São as lendas aterrorizantes que o povoam, esqueça a Disney, se uma daquelas princesas parasse numa floresta do Nevernever pra cantar com os passarinhos, ela acabaria sendo jantar de um grupo de redcaps. Como consequência dessa selvageria toda, Megs nunca está segura, não importa onde ela esteja.

Justo quando você achava que estava seguro…

Muitas dessas lendas são de folclore medieval, e todos sabem que o pessoal medieval tinha uma tendência meio fatalista: algo a ver com as constantes guerras, fome, vilas queimadas, doenças mucho locas e soberanos mais locos ainda. Vai saber, né?

A maioria das histórias eram feitas para manter crianças e jovens longe dos bosques (que eram propriedade dos reis mucho locos) e evitar problemas com a lei. Claro que serviam para explicar sumiços, gravidezes ‘repentinas’ e doenças misteriosas também. As lendas fofas, tipo Disney, de hoje são resultado principalmente das eras Vitoriana/Eduardiana, quando a fatia de gente não PASSANDO FOME e se virando pra não morrer queimado nas vilas, aumentou bastante. Ou seja: pra que assustar suas crianças até a morte com histórias de seres malignos que as fariam dançar até perderem os pés ou simplesmente as comeriam no café, se elas já tinham a oportunidade de não viverem sob tetos de palha e contassem com ruas pavimentadas, longe de bosques!

Minha mais sincera opinião sobre como Kagawa usou e abusou do imaginário popular nos quatro livros: level master.

Ela não trouxe os seres para o nosso mundo, ao menos não em tempo integral. Julie deixou a preguiça, que muitos autores novos por ai tem, de lado e deslocou praticamente toda a história pelos  domínios do Nevernever. Tinha que ser nerd mesmo! Como se não bastasse passear pelo reino das criaturas encantadas (que já tem várias versões: Avalon, Realms, Valhala…) ela criou mais uma corte, totalmente diferente para representar a influência da tecnologia nas nossas vidas.

Agora pulando os detalhes da trama temos a finalização de A Rainha de Ferro [Trecho com SPOILER malvados] Nesse a autora passa por cima dos finais felizes e faz o que julgava ser lógico. Foi aí que entrei em pânico e revirei a internet de pernas pro ar buscando informações sobre a continuação, porque… NÃO PODIA ACABAR DAQUELE JEITO.

Originalmente, The Iron Fey era uma trilogia, mas, como muitos editores desconhecem o conceito primário de trilogia, Julie foi levada a escrever um quarto livro.

THANK GOD!

Essa foi por pouco!

Tem mais Ash e Puck pra gente!

Julie, nunca mais se atreva a me dar esse susto, ouviu bem mocinha??

Mais Ash e Puck pra gente!

Assim nasceu The Iron Knight (O Cavaleiro de Ferro). O quarto livro, contado pelo ponto de vista de Ash e é de longe o mais sombrio de todos os publicados. Aqui ela se aventura a pensar na morte dos seres encantados, o que acontece com eles quando são esquecidos e até onde é possível chegar motivado apenas por lealdade.

É desnecessário dizer que amei. Mas é necessário adicionar que nunca senti tanto ciúmes de um personagem literário como senti lendo The Iron Knight. O motivo não posso contar aqui, ele é o rei dos spoilers canibais withlasers e estragaria MUITO dos livros anteriores.

Entre os livros 1 e 2

 

Entre os livros 3 e 4

Ainda que a narrativa de Meghan Chase tenha chegado ao fim, Julie não nos deixou orfãs… (garota esperta) ela escreveu novellas, contos que se passam entre os livros da série e atualmente está trabalhando na nova série (contada pelo irmão de Meghan) e numa enciclopédia. Isso mesmo, uma enciclopédia todinha dedicada aos encantados de ferro! Srta. Kagawa, você tem o meu respeito.

Um quase P.S.: Pra arrematar quero compartilhar o ápice do momento fangirl  com vocês: um estudo dos personagens de Os Encantados de Ferro. Ignorem o Puck afeminado e o Ash com cara de cólica menstrual, eu estava empolgada com o lápis novos… juro que na minha cabeça eles são mais bonitos que isso!

Coprightado, viu?

Por hoje é só pessoal, fiquem á vontade para sugerir outros Pensamentos, dar alguns toques ou simplesmente jogar conversa fora.