A Espada do Verão – Rick Riordan

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  •    Autor: Rick Riordan
  •    Editora: Intrínseca
  •    Nº de Páginas: 448
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: The Sword of Summer
  •    Tradutor: Regiane Winarski

   Avaliação: 8,5

Em A Espada do Verão, primeiro livro da série, os leitores são apresentados a Magnus Chase, um herói boa-pinta que é a cara do astro de rock Kurt Cobain. Morador de rua, sua vida muda completamente quando ele é morto por um gigante do fogo. Por sorte, na mitologia nórdica os heróis mortos vão parar em Valhala, o paraíso pós-vida dos guerreiros vikings. Lá, Magnus descobre que é filho de Frey, o deus do verão, da fertilidade e da medicina.
Desde então, seis semanas se passaram, e nesse meio-tempo o garoto começou a se acostumar ao dia a dia no Hotel Valhala. Quer dizer, pelo menos o máximo que um ex-morador de rua e ex-mortal poderia se acostumar. Magnus não é tão popular quanto os filhos dos deuses da guerra, como Thor e Tyr, mas fez bons amigos e está treinando para o dia do Juízo Final com os soldados de Odin — tudo segue na mais completa paz sanguinolenta do mundo viking.
Mas Magnus deveria imaginar que não seria assim por muito tempo. O martelo de Thor ainda está desaparecido. E os inimigos do deus do trovão farão de tudo para aproveitar esse momento de fraqueza e invadir o mundo humano.

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Sabe aquela música, Hotel California? Ela te dá uma leve introdução a Valhala…

Ok, confesso que levei um tempo para me habituar a ideia de meu herói ser um morto. O Magnus também demorou a aceitar, pra falar a verdade, e o começo dessa história foi tão rápido e bizarro que estou surpresa por não me perder no caminho pro pós vida dele. Afinal é uma criação do Rick Riordan e, depois de 14 livros, eu já deveria ter me acostumado.

Porém eu não estava preparada para isso.

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Tirando o fato do mocinho estar morto e não ter como desmorrer ele (você, caro leitor, pode reparar que fiquei perturbada com isso) eu já estava no clima do Acampamento Meio Sangue, imaginando um treinamento super legal e aquelas provas “inofensivas” pelas quais os adolescentes passavam.  Mas Magnus não faz mais parte desse plano espiritual e nem os colegas de corredor dele. Ou qualquer outro hóspede/residente/prisioneiro do Hotel Valhala (leia VAL-RRA-LA), tirando as Valquírias. O nosso personagem principal estava fadado a passar a ETERNIDADE jogando passatempos e recriando batalhas todos os dias… até a morte. Sim! Até a morte, pois aparentemente se você é esviscerado em Valhala no dia seguinte está novinho em folha e pronto para morrer de forma criativa mais uma vez!

Entendem meu estranhamento?

Até então meu conhecimento de mitologia nórdica provinha do livro Runas, da Joanne Harris, os filmes do Thor e horas e mais horas jogando Age of Mythology. (Ai cara, que saudade)

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Só que o Riordan gosta de dar uma repaginada nos deuses e deixá-los um pouquinho mais… humanos. Como sempre seus deuses são vaidosos, frequentemente esquecem que deveriam cuidar dos humanos e se deixam levar pelo menor desentendimento. Thor, por exemplo é um deus preguiçoso, flatulento e viciado em séries de TV. E beeeeeeeeem diferente do Chris Hemsworth. 😦

E é claro que Loki é ambíguo, sem deixar você saber se simpatizar com ele será uma grande burrada ou não até lá pro fim do livro.

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Mas você pode ter uma visão geral de como as coisas são em volta da Árvore da Vida (que, por acaso é guardada por um esquilo gigantes psicótico) e conhecer anões, elfos e todo tipo de criatura e lenda que a mitologia nórdica tem a oferecer.

Os capítulos desse livro foram nomeados da forma mais engraçada possível! E nem me deixe começar a falar sobre as aparições de Annabeth! Apesar de não haver spoilers propriamente ditos, Tio Rick deve ter uma pessoa encarregada disso, eu aconselho fortemente a leitura de Percy Jackson e os Olimpianos e também Os Heróis do Olimpo. Até As Provações de Apolo tem uma menção de leve a uma crise familiar que Annabeth está enfrentando longe de Nova York.

Tio Rick parece ter um prazer diabólico em misturar elementos de todas as suas séries umas nas outras, e consequentemente assistir seus fãs morrerem um pouquinho cada vez que faz isso. É inexplicável a sensação que sinto quando leio “Percy” nas Crônicas dos Kane, ou em Magnus Chase. Só posso esperar que você que já leu sinta o mesmo e saiba do que estou falando.

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“E por que não 10,0 de uma vez, blogueira?”

Pergunta justa. Eu acho que Magnus poderia ser mais trabalhado. Me acostumei com as palhaçadas dele, mas isso é coisa de todos os personagens principais do Rick. Percy, Apolo, Carter & Sadie são mais distintos, com diferentes “camadas” de personalidade e acho que uma caprichada nesse sentido faria bem ao Magnus.

Também posso ter ficado um pouco entediada no caminho pro final, esperando batalhas épicas e de tirar o folego. Mas ok, é o começo de uma nova série e pensando em como as outras sequencias evoluíram, posso me preparar para toda a ação (e desmembramento e aniquilação de monstros) que eu quero.

Então sim, fiquei obcecada com Magnus quando acabei, e sim, agradeci aos deuses da literatura por já ter a continuação em mãos! Recomendo pra quem goste de coisas esquisitas, mitologia nórdica e obviamente Percy Jackson.

Alias, sinceramente, ainda não me decidi se quero ir pra Valhala quando morrer…

xoxo e bom finalzinho de semana!

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Pandemônio – Lauren Oliver

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  •    Autor: Lauren Oliver
  •    Editora: Intrínseca
  •    Nº de Páginas: 304
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2013
  •    Título Original: Pandemonium
  •    Tradutor: Regiane Winarski

   Avaliação: 9,0

ATENÇÃO, RESENHA ALTAMENTE PERIGOSA PARA NÃO LEITORES DE DELÍRIO. Se você ainda não pegou amor delíria nervosa mantenha-se longe!

Dividida entre o passado — Alex, a luta pela sobrevivência na Selva — e o presente, no qual crescem as sementes de uma violenta revolução, Lena Haloway terá que lutar contra um sistema cada vez mais repressor sem, porém, se transformar em um zumbi: modo como os Inválidos se referem aos curados. Não importa o quanto o governo tema as emoções, as faíscas da revolta pouco a pouco incendeiam a sociedade, vindas de todos os lugares… inclusive de dentro.

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“O outro lado da liberdade é: quando você está completamente livre, também está completamente sozinho.”

Ah, o final de Delírio.

Como proceder depois daquele final? Como dona Oliver, como??

Lembram que, a muito tempo atrás, eu disse que Delírio era tão devagar no começo que quase o chutei pro fim da fila? Então, Pandemônio começa de onde Delírio acabou, e é tudo, menos parado!

Enquanto Delírio foi focado em amor proibido e na alegria de novas descobertas, Pandemônio é todo sobre Lena e sua nova vida. Eu sei que muita gente detestou a coisa do Antes e Agora, eu, particularmente, amei. Deu um ritmo inesperado para a leitura, como quando você fica indo de um personagem ao outro, só que desta vez eles se juntam e formam um só no final. Muito bom!

Então a Lena está na Selva. Ou devo dizer, aquela que um dia foi Lena está na Selva. Imaginem um personagem que evoluiu, mudou, se transformou completamente e não em uma só aspecto, mas em vários. A Lena de Delírio era uma coisinha tontinha, assustada e fragilizada pelas próprias descobertas, a Lena de Pandemônio já não tem mais nada a perder, somente memórias dolorosas.

Ela pensa no Alex, é claro que ela pensa, acho muito injusto que digam que a Lena o deixou de lado! Só que ela tem coisas mais urgentes pra se ocupar, tipo não morrer de inanição, não morrer de sede, não morrer de frio, esse tipo de situação chata que pode tomar o tempo de uma pessoa… Na minha humilde opinião ela até usa essa nova realidade como escudo contra suas feridas emocionais.

Temos mais ação agora. Lena encontra Graúna, Prego e outros ‘Inválidos’ que a ensinam o que há para ser ensinado em termos de sobrevivência com quase nada. Apesar de amar romances, gosto muito de livros com perseguições, correria, tiros de um lado pro outro. Não estou dizendo que temos tiros de um lado pro outro sabe, porque isso seria um spoiler sabe, mas não vai te fazer mal ter uma arma pra se defender enquanto estiver lendo, sabe, só por precaução…

Também é bom se preparar para toneladas de novos personagens e apenas lembranças dos antigos, essa mudança não poderia ser mais emblemática, tudo aquilo que Madalena um dia conheceu se foi. Ela se deu conta disso quando se deu conta que já havia passado tempo suficiente para Hana ter passado pela Intervenção e que a única pessoa que compartilhava e, mais importante, entendia os segredos de Lena estava perdida para sempre.

Para sempre é meio pesado né, eu pessoalmente acho que essa coisa toda de curar  amor parece algo que daria para ser revertido, mas sei lá, é só uma especulação, quem sabe que tipo de agonia a Lauren Oliver ainda planeja para a gente?

Reação padrão ao final de Delírio, Pandemônio…

Em suma, Pandemônio não tem delicadezas, mas tem paixão, não tem romance, mas tem saudade, não tem respostas, mas tem várias perguntas e, principalmente, tem um gancho de matar no final, assim como Delírio. Vamos esperar que Réquiem seja conclusivo, tenho medo dessa mania de deixar os leitores com o coração na mão da Oliver…

 

xoxo e feliz Páscoa

 

O Lado Bom da Vida – Matthew Quick

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  •     Autor: Matthew Quick
  •    Editora: Intrínseca
  •    Nº de Páginas: 256
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2013
  •    Título Original: Silver Linings Playbook
  •    Tradutor: Alexandre Raposo

   Avaliação: 8,5

Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um “tempo separados”. Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.  Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a cunhada viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez.  (Sinopse adaptada da original)

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[Antes de começar, coloque pra tocar Hate Me, do Blue October, tem muito do clima desse livro]

Então, hoje vou contar como me apaixonei por um cara 14 anos mais velho que eu, que divide uma ordem de restrição com a esposa, berra ‘ahhhhhhhhhhhhhh’ de maneira aleatória e faz cooper usando um sanito.

 É sério.

Acontece que Pat tem um fator aderente que poucos caras tem hoje em dia: delicadeza. Não que ele seja uma flor de formosura, ele nem é lá muito sutil, mas munido do pensamento “é melhor ser gentil do que ter razão” Pat é tão inocente quanto uma criança, meio bobo feito um adolescente e completamente sensível às outras pessoas e o mundo à sua volta. Um mundo terrivelmente confuso e grande, a bem da verdade, mas um mundo que está disposto a encarar.

Porque ele é um novo homem.

E a Nikki vai ficar feliz quando souber disso.

E aí vai acabar com o “tempo separados”.

Ah, esse “tempo separados”. Sempre entre aspas para deixar bem claro o absurdo daquela ideia, sempre presente na mente de Pat. Chego a pensar que a sua obsessão na verdade não era com a esposa, mas sim com o tal tempo e tudo o que ele perdeu nesse processo. Diferente do filme, nós só sabemos o que realmente aconteceu antes do manicômio no final, porém as atitudes da família e de Tiffany dão certas pistas.

Fiquei com o coração apertado vendo a mãe de Pat se desdobrar para tirar qualquer vestígio de Nikki da sua casa, ao mesmo tempo achava engraçado todas as desculpas malucas que ela bolava para mascarar a situação. Foi comovente assistir a família se esforçando para encarar que o filho e irmão que tiveram havia ido embora, que dali para frente deveriam aprender a aceitar uma nova pessoa com o mesmo amor e respeito de antes.

Ah, sim, claro, a Tiffany. Não é porque eu descobri que amo o Pat que vou ignorar a moça! Tiffany é uma das personagens de assinatura mais forte que já conheci. Melancólica, misteriosa, manipuladora e desequilibrada. Você pode pensar que ela é completamente doida de pedra, mas ela é só uma mulher. Quebrada e com intensidades variantes? Sim. Precisando desesperadamente de um abraço e que parem de olhá-la como se fosse maluca? Com certeza! Mas ainda só uma mulher. De qualquer forma, é bom sairmos dos estereótipos fakes das mocinhas Henry Ford, feitas em linha de produção! (ba da dun tis)

sou tão mais louca que você

De repente até pode ser!

O-lado-bom-da-capa-d’O-Lado-Bom é que imaginei o livro todo usando os atores do filme. Foi incrivelmente fácil dar vida ao Pat com aquele feioso do Bradley Cooper e à Tiffany com aquela pessoa sem talento algum da Lawrence (Para você que não está familiarizado com sarcasmo, observe a parte grifada em amarelo. Obrigada), aliás, eles se encaixam melhor na pele dos personagens de Quick do que nas pessoas do roteiro decapit… digo, adaptado.

A nota só não é maior porque tudo o que é demais cansa, até amor. Demorei um pouco para pegar o ritmo da coisa, me acostumar com a infantilidade do Pat em relação, principalmente, à sua família. No início foi como ver a estória pelos olhos de um pré-adolescente, que deixa tudo para os pais fazerem por ele e acabei demorando para aceitar que aquele era o nosso protagonista tentando se reajustar.

Enfim, O Lado Bom da Vida é um livro que não se espera ler. Ele trata de vários tipos de amor sem ser romântico e transforma situações que normalmente despertariam pena em comédia pura. Vale a pena enxergar as coisas de um jeito mais brilhante e otimista, mesmo que seja só para ter opção e não ser tragado pelo pessimismo logo de cara.

Aprendi com Pat que o lado bom da vida não é, acontece. E somos nós que fazemos acontecer.

Feita de Fumaça e Osso – Laini Taylor

  •     Autor: Laini Taylor
  •    Editora: Intrínseca
  •    Nº de Páginas: 384
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Daughter of Smoke and Bone
  •    Tradutor: Viviane Diniz

   Avaliação: 7,0

Pelos quatro cantos da Terra, marcas de mãos negras aparecem nas portas das casas, gravadas a fogo por seres alados que surgem de uma fenda no céu. Em uma loja sombria e empoeirada, o estoque de dentes de um demônio está perigosamente baixo. E, nas tumultuadas ruas de Praga, uma jovem estudante de arte está prestes a se envolver em uma guerra de outro mundo.O nome dela é Karou. Seus cadernos de desenho são repletos de monstros que podem ou não ser reais; ela desaparece e ressurge do nada, despachada em enigmáticas missões; fala diversas línguas, nem todas humanas, e seu cabelo azul nasce exatamente dessa cor. Quem ela é de verdade? A pergunta a persegue, e o caminho até a resposta começa no olhar abrasador de um completo estranho. Um romance moderno e arrebatador, em que batalhas épicas e um amor proibido unem-se na esperança de um mundo refeito.

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 “Era uma vez um anjo que, caído, morria no nevoeiro. E um demônio se ajoelhou ao lado dele e sorriu.”

Essa foi, de fato, uma leitura de uma ‘sentada só’. Na verdade uma deitada só, li Feita de Fumaça e Osso em apenas uma madrugada e estou feliz por não ter prolongado nada.

Vai ser difícil falar sobre esse livro sem passar a impressão errada ou não ficar repetitiva, então vou mandar tudo na lata de uma vez!

Feita de Fumaça e Osso é um livro ótimo, muito bem escrito e estava marcado para entrar nos meus favoritos… até a metade.

Não, ele não descamba na qualidade do meio para o fim, apenas se tornou o tipo de história que eu não gosto. São algumas particularidades, mas pretendo não entrar em detalhes ou spoilers metade touro, metade tigre com asas de morcego atacariam impiedosamente! Por isso primeiro vou falar do que gostei nesse livro, o que, estranhamente, não foi pouca coisa.

Esperava que Feita de Fumaça e Osso fosse apenas mais um romance sobre anjos e demônios, amor proibido e mimimis, também lembrava vagamente da autora pelo livro Blackbringer, então imaginem minha surpresa quando encontrei uma narrativa clara, bonita e ágil sem deixar de ser rica!

E seus personagens!

Temos desde os coadjuvantes bacanas, estilo Meg Cabot, ao serafim guerreiro endurecido por seu passado e possivelmente perturbado. As mina pira no mocinho perturbado!

E temos Karou, a garota-para-lá-e-para-cá.

Gosto que as mocinhas sejam capazes de cuidar de si mesmas, não fiquem esperando os outros resolverem seus problemas e tenham poderes legais para assustar seus inimigos. Karou preenche esses pré-requisitos com louvor e ainda tem o bônus de ser mega estilosa! Então, nada mais natural do que eu ficar muito chateada quando a estória que era sobre ela de repente se tornar a estória de outra pessoa. Não que não tenha nada a ver com ela, mas ainda assim…

É, acertou, aquela sou eu.

A Karou mesmo foi meio deixada de lado nas soluções dos mistérios, que por si só são magníficas e totalmente merecem meu respeito, mas sério, eu senti ciúmes por ela! Não é todo dia que encontramos uma mocinha disposta a levar tiros, esfaquear traficantes e pagar cafés para lunáticos no Marrocos! Como não ficar do lado dela, meu bom povo? Como??

Estamos com você, garota!

Porém devo dizer que, mesmo que parte dessas soluções tenha me desagradado, pelo menos explicaram uma coisa que poderia realmente ter azedado o livro todo, baixado vários pontos da escala de genialidade da Laini Taylor e jogado Feita de Fumaça e Osso no poço dos YAs água-com-açúcar. O mal do romance súbito.

Já repararam que muitos livros YAs tem romances Sedex1000? Que num momento os personagens estão lá, se vendo pela primeira vez e no outro, PAH, já escolheram os nomes dos cinco filhos que pretendem ter. E quase nunca isso acontece num cenário calmo, é sempre com algum tipo de catástrofe de proporções mundiais rolando no plano de fundo e mesmo assim os dois protagonistas lindos só conseguem pensar UM. NO. OUTRO!!

Não estou dizendo que é isso que acontece em FdFeO não, mas ele é um livro tão bem bolado em feito com tanto carinho (sério, dá pra notar, a autora citou até Nietzsche!!) que um romance óbvio azedaria o molho o todo!

Enfim, eu tive que dar aquela nota, pois esse é um blog pessoal e essa é a minha opinião, mas sério, relevem ela. Leiam Feita de Fumaça e Osso pra ontem e sejam felizes, um gavriél não me faria parar de pensar nessa estória e nem um bruxis anularia o respeito que Laini e sua escrita ganharam de mim!

xoxo e boa semana

Puros – Julianna Baggott

  •     Autor: Julianna Baggott
  •    Editora: Intrínseca
  •    Nº de Páginas: 368
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Pure
  •    Tradutor: Flávia Souto Maior

   Avaliação: 6,5

 

Pressia pouco se lembra das Explosões ou de sua vida no Antes. Deitada no armário de dormir, nos fundos de uma antiga barbearia em ruínas onde se esconde com o avô, ela pensa em tudo o que foi perdido — como um mundo com parques incríveis, cinemas, festas de aniversário, pais e mães foi reduzido a somente cinzas e poeira, cicatrizes, queimaduras, corpos mutilados e fundidos. Agora, em uma época em que todos os jovens são obrigados a se entregar às milícias para, com sorte, serem treinados ou, se tiverem azar, abatidos, Pressia não pode mais fingir que ainda é uma criança. Sua única saída é fugir.

Houve, porém, quem escapasse ileso do Apocalipse.

Esses são os Puros, mantidos a salvo das cinzas pelo Domo, que protege seus corpos saudáveis e superiores. Partridge é um desses privilegiados, mas não se sente assim. Filho de um dos homens mais influentes do Domo, ele, assim como Pressia, pensa nas perdas. Talvez porque sua própria família se desfez: o pai é emocionalmente distante, o irmão cometeu o suicídio e a mãe não conseguiu chegar ao abrigo do Domo. Ou talvez seja a claustrofobia, a sensação de que o Domo se transformou em uma prisão de regras extremamente rígidas. Quando uma frase dita sem querer dá a entender que sua mãe pode estar viva, ele arrisca tudo e sai à sua procura.

Dois universos opostos se chocam quando Pressia e Partridge se encontram. Porém, eles logo percebem que para alcançarem o que desejam — e continuar vivos — precisarão unir suas forças.

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 (A Maniaca dos Distópicos ataca novamente)

Ok, então Puros é chocante como deveria ser.

Instigante como era de se esperar.

E tem uma ideia bem interessante para ajudar.

Mas ele ainda não chega lá.

Acho que o que torna esse um livro perturbador é a relativa proximidade com a nossa realidade. Relativa por se tratar de uma sociedade tecnologicamente evoluída o suficiente para projetar esferas autossustentáveis e seguras até mesmo de ataques de bombas capazes de aniquilar e reprogramar moléculas simultaneamente. Mas, ainda assim, próxima de nós por tratar do ‘antes’.

A maioria dos livros distópicos que conheço se baseia num evento ‘divisor de águas’, mais especificamente, no que aconteceu depois. Muitas vezes a humanidade pré-evento é citada de forma maldosa ou nem sequer aparece, mas em Puros o ‘antes’ tem papel crucial para entendermos o que está acontecendo com as pessoas dentro e fora do Domo. Afinal, a estória se passa apenas nove anos depois das Explosões.

O livro é claramente dividido em três partes, apesar de eu acreditar que isso não seja intencional. Cada uma dessas partes vem carregada de conveniência, o que, pra ser bem sincera, matou o brilho da estória para mim.

SHAME

A primeira reforça a visão da miséria, caos e bizarrice do mundo Depois das Explosões. Somos imersos nas dificuldades que os miseráveis, povo fora do Domo, enfrentam, aquilo tudo que a gente já sabe, falta de recursos, doenças, anarquia, violência… mas coisas básicas, detalhes mesmo, são deixadas de lado, sem resposta! Não se sabe de onde aquele povo tira água, porque até a neve, quando cai, é escura. Não se sabe como aquele povo sobreviveu nove anos, porque o ar é pura fuligem e cinzas.

No segundo terço, a autora se esforça DEMAIS para mostrar o máximo possível de anomalias, mutilações, fusões horríveis e o escambau. É como se a Julianna tivesse ficado tão preocupada em chocar o leitor com o que viria a ser a humanidade, que se esqueceu tomar conta da sua estória. O resultado foi uma coisa forçada e cheia de pequenos buracos… Por exemplo: as pessoas durante as Explosões se fundiram com tudo: pedaços de vidro, plástico derretido, metais variados, cachorros, pássaros, amigos, irmãos, filhos… até com o chão! Mas não com as próprias roupas, e, se algumas acabaram se fundindo com o chão, por que todo mundo não ficou grudado onde estava?

“Mas blogueira, numa ficção o autor não pode criar o que quiser? Pra quê implicar com isso??” Você me pergunta.

“Elementar, meu caro leitor. O autor pode escrever o que bem entender no livro dele, de trás pra frente, pulando sílabas tônicas e tudo, mas não quer dizer que eu tenha que engolir.” Eu delicadamente respondo.

Não acho justo com o leitor o autor fazer só meia viagem. Toda ação tem uma reação, é fato, e escolher não enxergar os buracos sem sentido, as reações óbvias, me cheira a preguiça… é esse o tipo de conveniência que tira meu respeito pela estória.

Quase cheguei a isso! Quase!

Enfim, a última parte é onde as coisas importantes de verdade acontecem e essa é a melhor parte do livro, ele finalmente amadurece e mostra a que veio!  Pressia, Partridge, Bradwell, El Capitán, Lyda… são eles que deixam a narrativa de pé, correndo, e são realmente bem escritos. Mesmo em 3ª pessoa conseguimos perceber o quão complexos eles são para si mesmos, o quanto a situação em que se meteram muda completamente suas visões do mundo.

El Capitán é o meu preferido, por fora ele é todo:

e

Mas lá dentro ele é todo:

“Me ame, sim?”

Ele pode não ter tido tanto destaque quanto Pressia ou Patridge, mas ainda prevejo um bom caminho para ele no próximo volume.

Então, apesar de suas falhas, Puros é um livro intenso. A sensação que tenho agora que acabei de lê-lo é de que os outros YAs distópicos ficaram esmaecidos, em tons pastéis, perto dele. Puros não romantiza a bela barbárie, deixa que ela tome conta de si mesma, se limitando a acompanhar seus passos sangrentos. Nada ali é bonitinho por conta própria, precisa-se aprender a encontrar a beleza nos próprios olhos antes ou simplesmente viver sem.

Não espere um livro que vá baixar a guarda para você, nesse novo mundo esse tipo de coisa não existe.

xoxo e bom meio de semana!

P.S.:A editora Intrínseca aceitou minhas reclamações sobre os vários erros de revisão e tradução que encontrei e disse que irá estudá-los. Tomara que a 2ª edição venha zeradinha!

Cinquenta Tons de Cinza – E. L. James

  •     Autor: E. L. James
  •    Editora: Intrínseca
  •    Nº de Páginas: 480
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Fifty Shades of Grey
  •    Tradutor: Adalgisa Campos da Silva

   Avaliação: 6,0 + 1,0

Atenção: Se você é verde como o verão (menor de idade) clique aqui e não volte até o próximo post, por favor! O conteúdo é inadequado, seus pais vão ficar bravos comigo e eu vou ser obrigada a pedir aos Outros que te levem pra lá da Muralha. Ninguém quer isso.

Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja – mas em seu próprios termos…

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“Seus lábios se contraem num sorrisinho.

-Ah, Anastasia Steele, o que eu vou fazer com você?” pág.74

Sabem, eu me perguntei a mesma coisa várias vezes, mas posso garantir que a resposta passa longe do que o Mr. Grey tinha em mente quando dizia isso. Ou não.

Eu tive um professor de Filosofia que gostava de dar pontos extras em suas provas por coisas que não estavam na grade de exigências, porém se sobressaiam no exame. Por exemplo, qualidade textual, boa construção de ponto de vista, originalidade de linha de pensamento, etc. Vou deixar de lado o fato de que, sem esses pontos extras aparentemente aleatórios sóquenão, provavelmente ninguém conseguiria passar na matéria do cara. O livro de E. L. James não tem nada do que meu professor acharia digno de pontuação extra, mas eu ainda penso que dá pra encaixar alguma coisa ali.

Primeiro, quero deixar bem claro meu ponto de vista, e lembrar que blogs são as expressões pessoais de seus autores. Cinquenta Tons de Cinza é um livro extremamente mal escrito. Não digo pela estória, já vamos chegar lá, me refiro literalmente à narrativa da autora. A visão em 1ª pessoa mata o ritmo da leitura muitas vezes e o Império da Pontuação amplia seus domínios como se não houvesse amanhã. Sinceramente, se vivêssemos num mundo utópico, onde todos conhecessem e reconhecessem sua sexualidade de forma aberta e saudável, Cinquenta Tons de Cinza dificilmente sairia da condição de fanfic para se tornar esse sucesso todo.

Mas, obviamente, não vivemos nesse mundo utópico. E é aí que entra o ponto extra para o livro de E. L. James.

O movimento Fifty Shades, a comoção do livro erótico, serviu para uma coisa boa e em larga escala! Sério, só quero dedicar um minuto a mais de pensamento na questão do puritanismo hipócrita da maioria das sociedades e principalmente no Brasil. Aqui nós temos peitos e bundas na TV o dia inteiro, mas não podemos ser vistos saindo de um Sex Shop, muito menos falar de sexo em público sem receber olhares de reprovação e criar aquele climão de constrangimento.

Gente cheia-das-moral assistindo o boneco Marcelinho pela 1ª vez.

Pretties, não estou dizendo pra liberar geral, botar o ninguém-é-de-ninguém, ou coisa assim. Até porque há uma estrada enorme entre sexualidade saudável e promiscuidade e eu não sou nenhuma sexóloga pra me aprofundar no assunto. Porém toda essa ojeriza ao ‘vamos falar de sexo’ tem que acabar e, por acaso, Cinquenta Tons de Cinza ajuda muito virando moda.

Ou ninguém viu a quantidade de gente lendo esse livro em praça pública? A mulherada (a grande massa historicamente oprimida, ou GMHO) se rasgando toda pelo Mr (e que Mr!) Grey? As mídias orgulhosamente se desdobrando pelo livro? Ninguém? Só eu?!

Enfim, vou parar por aqui e retomar a resenha. É, aquela coisa que eu me comprometi a fazer!

O primeiro quarto do livro lembra assustadoramente Crepúsculo. Eu sei,  EU SEI que a origem de tudo foi a estória da Meyer, só estou comentando! Ok, não estou só comentando. Esse primeiro quarto do livro é irreal demais, forçado demais, Anastasia Steele demais!

Faz cinco anos desde que li Crepúsculo, na época ainda não lançado aqui, e sinceramente não me lembro de ter me irritado nem um milésimo com a Bella o tanto que me irritei com Ana. Lógico que minha cabeça era outra, muita água passa debaixo da ponte em cinco anos, mas recordo claramente que a Bella era, de fato, minha personagem preferida da saga.

Já a Ana eu tacaria de bom grado da ponte citada acima.

Na primeira parte do livro a moça não passa de uma personagem de personalidade fraca, praticamente inexistente, perfeitamente dentro do papel de A Submissa. Porque Christian Grey não gosta de só mandar entre quatros paredes, ele faz disso um esporte. E a Ana vai na dele! Meu estomago doía toda vez que ele ordenava coisas do tipo ‘coma toda a sua comida’ ‘venha comigo, agora’ e etc. Exatamente por isso eu tinha patéticos pontos luminosos de orgulho nas raras vezes em que ela o questionava. Patéticos mesmo.

Vou guardar numa gaveta a progressão pessoal de Ana porque, de alguma forma, isso tem total importância no decorrer da estória e seria um spoiler mau, muito mau.

Enfim, toda a qualidade que E. L. economizou durante o começo do livro, ela despejou nas cenas pra lá de quentes entre o casal protagonista e o próprio Grey. Sexo explícito e bem detalhado, em contextos que praticamente faziam as páginas suarem, deram o tom (tá, os tons). E o Chistian, ui Christian!, tem uma característica muito atraente. Ele não é original, tirando suas taras masoquistas, e até um pouco previsível. Sabe o mocinho problemático que tem mais camadas que uma lasanha (ahá, aqui estão os tons!) e completamente irritante de um jeito fofo? Pois bem, ele é delicioso quando bem feito e sempre será.

A autora claramente começa a estória com uma ideia na cabeça e no meio da viagem decide pegar outro caminho, um melhor, ainda bem! Pude dar boas risadas com a imagem da deusa interior e do inconsciente da Ana, verdadeiras entidades que moram na cabeça daquela criatura e que deixam claro para o leitor quem é Anastasia Steele por baixo de toda a lerdeza e inexperiência cômica.

Já li tanto coisa pior quanto melhor, o livro alcança o objetivo de entreter. Ponto. Recomendo para quem está curioso (eu sei que você está!) e quer ficar por dentro dos assuntos dos amigos.

Status final: Se um livro de romance e um filme pornô tivessem um filho, Cinquenta Tons seria o gêmeo malvado que se só aparece no meio da novela.

Boa semana!

xoxo

P.S.: Pra ninguém dizer que não entrei no clima!

#fail

Insonia is Coming 6#

Insonia Is Coming é uma coluna fixa do blog IYRDIW onde falo dos principais lançamentos. 

Eu sei que isso é da época da Comic Con e que não é mais novidade para ninguém, mas eu não poderia deixar de colocar o vídeo aqui, poderia? Logo eu?!

Só em Outubro, infelizmente, mas já estou animada!

É uma metáfora a respeito da Premiere da 3ª temporada, é… é… bem. É uma metáfora.

Vou poupar todos de acessos fangirl por um seriado de zumbis e partir para o interesse geral: algumas novidades literárias!

Gerry e Holly eram namorados de infância e ficariam juntos para sempre, até que o inimaginável acontece e Gerry morre, deixando-a devastada. Conforme seu aniversário de 30 anos se aproxima, Holly descobre um pacote de cartas nas quais Gerry, gentilmente, a guia em sua nova vida sem ele. Com ajuda de seus amigos e de sua família barulhenta e carinhosa, Holly consegue rir, chorar, cantar, dançar e ser mais corajosa que nunca!

Eu sou uma pessoa que chora só com essa sinopse, então imaginem com o livro?! Nunca assisti o filme e pretendo aproveitar a leitura antes de vê-lo. (Lançamento na Bienal de São Paulo)

‘Inverno do mundo’ retoma a história do ponto exato em que termina o primeiro livro. As cinco famílias – americana, alemã, russa, inglesa e galesa – que tiveram seus destinos entrelaçados no alvorecer do século XX embarcam agora no turbilhão social, político e econômico que começa com a ascensão do Terceiro Reich. A nova geração terá de enfrentar o drama da Guerra Civil Espanhola e da Segunda Guerra Mundial, culminando com a explosão das bombas atômicas. A vida de Carla von Ulrich, filha de pai alemão e mãe inglesa, sofre uma reviravolta com a subida dos nazistas ao poder, o que a leva a cometer um ato de extrema coragem. Woody e Chuck Dewar, dois irmãos americanos cada qual com seu segredo, seguem caminhos distintos que levam a eventos decisivos – um em Washington, o outro nas selvas sangrentas do Pacífico. Em meio ao horror da Guerra Civil Espanhola, o universitário inglês Lloyd Williams descobre que tanto o comunismo quanto o fascismo têm de ser combatidos com o mesmo fervor. A jovem e ambiciosa americana Daisy Peshkov só se preocupa com status e popularidade até a guerra transformar sua vida mais de uma vez. Enquanto isso, na URSS, seu primo Volodya consegue um cargo na inteligência do Exército Vermelho que irá afetar não apenas o conflito em curso, como também o que está por vir.

Sei que todo mundo já falou do quanto o Ken Follett escreve bem, de como os livros dele são profundos e clássicos e bem feitos e profundos, sei que falam que o cara é um puta de um autor e etc. Então vou dizer outra coisa, extremamente importante e perspicaz: os livros dele ficam lindos na estante! Fim. (Lançamento em 25/09/12)

Desde que lhe implorou para deixá-la em paz no ano anterior, Laurel não teve mais contato com Tamani. Embora seu coração ainda esteja ferido, a protagonista tem certeza de que David foi a escolha certa. Porém, quando a vida começa a voltar ao normal, ela descobre que há um novo inimigo à espreita. Uma vez mais, Laurel deverá contar com Tamani para protegê-la e guiá-la, pois o perigo que agora ameaça Avalon é algo que o mundo das fadas jamais imaginou que fosse possível. Pela primeira vez, o leitor verá a história não só pelos olhos de Laurel, como também, do elfo Tamani.

Já tive a oportunidade de ler e resenhar Asas e Encantos e sinceramente, quero muito ler Ilusões! Mais sinceramente ainda? Queria que escolhessem outra capa… (Lançamento em 28/08/12)

Pressia pouco se lembra das Explosões ou de sua vida no Antes. Deitada no armário de dormir, nos fundos de uma antiga barbearia em ruínas onde se esconde com o avô, ela pensa em tudo o que foi perdido — como um mundo com parques incríveis, cinemas, festas de aniversário, pais e mães foi reduzido a somente cinzas e poeira, cicatrizes, queimaduras, corpos mutilados e fundidos. Agora, em uma época em que todos os jovens são obrigados a se entregar às milícias para, com sorte, serem treinados ou, se tiverem azar, abatidos, Pressia não pode mais fingir que ainda é uma criança. Sua única saída é fugir.   Houve, porém, quem escapasse ileso do Apocalipse.  Esses são os Puros, mantidos a salvo das cinzas pelo Domo, que protege seus corpos saudáveis e superiores. Partridge é um desses privilegiados, mas não se sente assim. Filho de um dos homens mais influentes do Domo, ele, assim como Pressia, pensa nas perdas. Talvez porque sua própria família se desfez: o pai é emocionalmente distante, o irmão cometeu o suicídio e a mãe não conseguiu chegar ao abrigo do Domo. Ou talvez seja a claustrofobia, a sensação de que o Domo se transformou em uma prisão de regras extremamente rígidas. Quando uma frase dita sem querer dá a entender que sua mãe pode estar viva, ele arrisca tudo e sai à sua procura. Dois universos opostos se chocam quando Pressia e Partridge se encontram. Porém, eles logo percebem que para alcançarem o que desejam — e continuar vivos — precisarão unir suas forças.

A maníaca dos distópicos ataca novamente! Quero muito ler Puros, muito mesmo, achei essa parte de mostrar o durante do Apocalipse extremamente importante. Já repararam que a maioria dos livros distópicos se passa vários anos depois do acontecimento cataclísmico?

Ela é Nora Dearly, uma garota neovitoriana de 17 anos que sofre com a morte dos pais e vive infeliz aos cuidados da tia interesseira. Ele é Bram Griswold, um jovem soldado punk, corajoso, lindo nobre…e morto! No ano de 2187, em meio a uma violenta guerra entre vitorianos e punks, surge um perigoso vírus, capaz de matar e trazer novamente à vida. As pessoas tornam-se zumbis, mas nem todos são assassinos e devoradores de carne. Há os que lutam para que o vírus não se espalhe… Apenas Nora tem o poder da cura em suas mãos, ou melhor, em, seu sangue. Ela não sabe disso, e corre perigo. É papel de Bram protegê-la…

Então, é necessário explicar por que esse livro está na minha lista? (Lançamento Agosto/Setembro 2012)

E pra finalizar, o fim do segundo arco da História Sem Fi… digo, da série Pretty Little Liars:

A vida de Spencer, Aria, Hanna e Emily está prestes a virar de cabeça para baixo. Elas estavam certas: a polícia, a família DiLaurentis e a família de Spencer escondiam segredos aterrorizantes. Agora, a verdade vem à tona de uma só vez, acrescentando à equação já confusa dos mistérios de Rosewood uma personagem que transformará suas vidas, a escola e seus lares para sempre. Este será um novo e surpreendente capítulo na vida de cada uma delas. Em “Perigosas”, todos os planos e as escolhas de nossas Belas Mentirosas serão influenciados por uma quinta pessoa. Mas, desta vez, não são as mensagens de A. Neste eletrizante fechamento de um ciclo, os segredos serão revelados do início ao fim.

Essa é uma das poucas séries de livros que virou seriado de TV e que eu gosto, na verdade, das duas versões! Quero dizer, e vamos todos ser francos, o seriado só tem os personagens principais em comum com os livros, e nem as descrições batem! Mas enfim, encaro PLL como algo completamente separado dos livros da Sara Shepard e sou feliz aproveitando o melhor dos dois mundos! Só não custa lembrar o quanto eu recomendo esses livros que não acabam nunca! (Lançamento 17/08/12)

Ah, ah, não vão embora ainda! Vocês já devem ter percebido que sou Team Herdeira e que apoio a publicação do 1º romance da Mariana Ribeiro (hey, Mah!) Mas o que bastante gente não sabe é que o SESC está com um projeto super do amor, o Escritores in Progress. Já sabe o que é? Ótimo, entre no link do vídeo e vote! Ainda não sabe o que é? Então entra no link do vídeo e descubra!

Um bom restinho de semana para todos

xoxo

Caminhos de Sangue – Moira Young

  •     Autor: Moira Young
  •    Editora: Intrínseca
  •    Nº de Páginas: 352
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Blood Red Road
  •    Tradutor: Fábio Fernandes
  •    Avaliação: 8,0
Saba passou a vida inteira na Lagoa da Prata, uma imensidão de terra desértica assolada por constantes tempestades de areia. O lugar não a incomoda, contanto que o irmão gêmeo, Lugh, esteja por perto. Quando, porém, uma gigantesca tempestade chega trazendo quatro cavaleiros de mantos negros em seu rastro, a vida que Saba conhece chega ao fim: Lugh é raptado e ela tem que embarcar em uma perigosa jornada para resgatá-lo. Repentinamente jogada na realidade selvagem e sem lei do mundo além da Lagoa da Prata, Saba não consegue pensar no que fazer sem Lugh para guiá-la. Por isso, talvez a maior surpresa seja o que descobre sobre si mesma: é uma lutadora incansável, uma sobrevivente feroz e uma oponente perspicaz. Com a ajuda de um audacioso e atraente fugitivo e de uma gangue de garotas revolucionárias, Saba se torna a protagonista de um confronto que vai mudar o destino de sua civilização. Com ritmo arrasador, ação constante e uma história de amor épica, Caminhos de sangue é uma aventura grandiosa ambientada em um mundo futurista e violento.
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Peguei Caminhos de Sangue para tentar tirar A Dança dos Dragões da cabeça, tem chão para Winds of Winter vir à tona e não vi muito sentido em prolongar minha agonia. Como todo mundo sabe, uma ressaca respeitável não some num piscar de olhos e as dores de cabeças literárias são piores ainda, mas, definitivamente, o livro de Moira Young foi melhor que Tylenol!

Não foi a atmosfera apocalíptica, uma coisa meio Livro de Eli que me ganhou. Também não foi a narrativa estranha/ousada pouco convencional , já chego nela. Foi o par romântico!

Não ligo se é spoiler juro que é minúsculo, ouçam os anjos tocando trombetas de cima das nuvens de poeira vermelha e cantem comigo!

NÃO TEM TRIANGULO AMOROSO!

Posso ter um amém aqui, irmãos??

Enfim, todo mundo no livro é grosso. Até a menina de 9 anos é grossa. Mas Saba e Jack são os piores. Ela é uma cabeça-dura e ele é ultra charmoso de um jeito totalmente não convêncional, trocam farpas, provocações, palavras duras e são sérios candidatos à violência doméstica. E completamente adoráveis juntos.

Provavelmente por eles não ficarem de melação e mimimi a coisa é mais intensa. Prendi a respiração um trecho ou dois só na expectativa de ver o que ia acontecer ali. E não me desapontei, pelo menos não o tempo todo.

Agora, a personagem principal, Saba, é osso duro de roer. Mesmo. Em poucas palavras, a menina é uma vaca com todo mundo que não seja seu precioso Lugh, inclusive com a sua irmãzinha Emmi. Na verdade, com a Em é ainda pior, Saba se ressente pela mãe ter morrido no parto da irmã mais nova e por nada ter sido o mesmo depois disso. Ela despreza a garotinha e sinceramente gostaria que fosse ela a ser levada no lugar de Lugh. Provavelmente ela só iria atrás de Emmi porque seu gêmeo iria. Foi bom ounão ver o progresso das duas ounão conforme viajam juntas e descobrem o quão parecidas são.

Aaaaaaaaaaaargh! Meninas difíceis!

A escrita de Moira, nesse livro, talvez desagrade muita gente e confesso que me incomodou bastante no comecinho. Eu li e reli a contracapa umas boas 5 vezes. Também levei algumas páginas para tirar aquele incômodo de mim e seguir adiante. No momento que aceitei o jeito da Saba de narrar a estória, a leitura fluiu e não parou até que eu fechasse o livro. É tudo ágil e rápido, se você piscar, meio mundo já mudou, principalmente na primeira metade, na segunda as coisas se arrastam um pouco mais.

Esperava mais da ação. Como numa estória que insinua sexo, mas não descreve nada, nesse livro sentimos o cheiro do sangue, mas ele não respinga em nós.

Claro que não é regra, mas acredito que as cenas das lutas poderiam ter mais detalhes, isso enriqueceria e muito a estória. Imaginem se em Gladiador só mostrassem o Russell Crowe entrando na arena, medindo seu oponente e depois já de volta para o merecido descanso? Anticlímax brochante, né?

Mas nem por isso o livro é chato, gostei muito da relação estabelecida entre Saba e as Gaviãs Livres, sua postura quando estava à mercê da Jaula e como tudo me lembrou um vídeo-game. Ike e Emmi são ótimos personagens secundários e balanceiam as ações de Saba e Jack, sem eles o livro não teria metade do bom gosto e bom humor que tem! Dei altas risadas com frases ótimas de todos eles.

Olhando por cima, até dá para dizer que Dust Lands tem moldes de Jogos Vorazes, mas bem por cima mesmo. Eles são feitos de material diferente e, sinceramente, é coincidência que eu, fangirldehungergamesassumidahistéricapeetaseulindo, tenha gostado tanto desse livro.

Com uma trama de fim clichê e personagens absolutamente originais, Caminhos de Sangue não é sombrio, não é forte, nem violento, mas abre caminho para uma coisa bem maior. Que venha Rebel Heart! Seu lindo!

Bom domingo pra todo mundo! E aproveitem para conferir a capa de Rebel Heart:

Jack! Jack! Jack!

P.S.: Aquele conselho: evite a ressaca, continue bebendo? Funciona! Funciona até pra ressaca literária! O resultado? Uma dor de cabeça maior ainda!! Rebel Heart só sai dia 30 de Outubro. No Jack até dia 30 de Outubro! Até. 30. De. Outubro. Eu mereço…

Insonia is Coming #5

Insonia Is Coming é uma coluna fixa do blog IYRDIW onde falo dos principais lançamentos.
 

Adivinha quem está ansiosa para começar a leitura de um super distópico? Pois é! Meu Caminhos de Sangue, da Moira Young, já está na cabeceira da cama, pronto para começar a ser lido! Mas, enquanto a resenha não sai, deem uma olhada no Book Trailer feito para Blood Red Road (título original) com legendas em português:

Yay!!

Ok, vamos à literatura!

O que Alice Bingley-Beckerman, Reena Paruchuri e Molly Miller têm em comum é que todas são enteadas de madrastas horríveis, perversas e cruéis. E nenhuma delas vive feliz com essa situação. Embora pareça improvavel que sejam amigas, esse problema em comum poderá provar o contrário. Para impedir que os pais continuem enganados com as escolhas amorosas, as meninas se transformarão nas “MAÇÃS ENVENENADAS’.

Adoro contos de fadas, tanto os tradicionais quanto os modernos. Maçãs Envenenadas promete uma releitura divertida e interessante de uma estória que parece estar super na moda! (Previsto para 31/08/2012)

Seu mundo mudou para sempre. Callie perdeu os pais quando as guerras de Esporos varreu todas as pessoas entre 20 e 60 anos. Ela e seu irmão mais novo, Tyler, estão se virando, vivendo como desabrigados com seu amigo Michael e lutando contra rebeldes que os matariam por uma bolacha. A única esperança de Callie é Prime Destinations, um lugar perturbado em Berverly Hills que abriga uma misteriosa figura conhecida como o Old Man. Ele aluga adolescentes para alugar seus corpos aos Terminais — idosos que desejam ser jovens novamente. Callie, desesperada pelo dinheiro que os ajudará a sobreviver concorda em ser uma doadora. Mas o neurochip que colocam em Callie está com defeito e ela acorda na vida de sua locadora, morando em uma mansão, dirigindo seus carros e saindo com o neto de um senador. Parece quase um conto de fadas, até Callie descobrir que sua locatária pretende fazer mais do que se divertir — e que os planos de Prime Destinations são tão diabólicos que Callie nunca podia ter imaginado…

Distópico! Distópico! Distópico! Quer um conselho? Passe longe do jogo disponibilizado no Facebook, ele contém spoilers! Quer outro conselho? (2 pelo preço de 1) Leia o conto Retrato de Uma Starter aqui e conheça um pouco mais os starters e os elders.(Previsto para 27/07/2012)

Clássico da literatura fantástica americana, “A Companhia Negra” foi publicado originalmente na década de 1980. “A Companhia Negra” é um grupo de mercenários com uma história que remonta a séculos. Numa tentativa de reviver o passado de glórias, ela se une ao exército da Dama, uma feiticeira de poder inigualável que acordou de um sono de eras para reconquistar tudo que perdeu. A Companhia se vê envolvida, então, em muito mais do que campanhas militares: ela precisa sobreviver aos conflitos extremamente traiçoeiros entre os servos da Dama. Num mundo onde a magia está presente em cada esquina, toda rua esconde segredos maravilhosos e perigos mortais.

Um épico famoso para os fãs do gênero, não vejo a hora de conferir a edição que a Record preparou, a capa já diz muito! (Previsto para 24/07/2012)

Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

Para quem já leu Onde Está Você, Alasca? e gostou, é uma boa pedida. Esse romance de John Green está dando o que falar nos últimos tempos. (Previsto para 06/07/2012)

Nicollo Pollo, pai do explorador Marco, finalmente revela a história que manteve em segredo durante toda a vida: a história de Altair, um dos primeiros e mais extraordinários assassinos do Credo. É o curso da aventura de Altair em Constantinopla que irá selar o destino dos Templários e de sua saga na Europa. No Brasil, a série ultrapassou a marca de 200.000 exemplares vendidos. Lançada em 2007, a franquia de jogos da Ubisoft já vendeu mais de 38 milhões de cópias para diversas plataformas (PC e vídeo games). Na semana de seu lançamento, o jogo da franquia vendeu 2,5 milhões de cópias, quebrando um recorde de vendas de vídeo game nos Estados Unidos. A Sony Pictures está em fase de negociações finais com a Ubisoft para a adaptação da série para o cinema.

Pra quem não sabe,  Altaïr é o predecessor de Ezio (ah, Ezio…) entre os assassinos. Gosto dos livros e com certeza vou conferir esse, mas recomendo que joguem os jogos, são dinâmicos e indecentemente bem feitos! (Previsto para 03/08/2012)

Agora, vindo diretamente de alguma dimensão que com certeza não é a nossa…

… sério, é dificil de acreditar…

… mas eu juro que é verdade!

Sorry, ainda estou tentando digerir, é ele mesmo!!!

Depois de 5 anos (1 a mais graças à Rocco) eis que surge:

Até bem pouco tempo, Eragon nada mais era do que um pobre garoto da fazenda, e seu dragão, Saphira, apenas uma pedra azul na floresta. Em Herança, o destino de toda uma civilização está sobre seus ombros. Fortalecidos por longos treinamentos e intocáveis batalhas, Eragon e Saphira somam muitas vitórias, mas também colecionam dores de perdas muito difíceis. Agora, a derradeira batalha está para começar. O Cavaleiro e seu dragão chegaram mais longe do que qualquer um ousou imaginar. Mas será que eles serão capazes de derrubar o poderoso tirano Galbatorix e restaurar a justiça no reino da Alagaësia? E se conseguirem, qual será o custo da vitória?

Depois de permanecer 42 semanas no ranking dos mais vendidos do The New York Times, o quarto livro do Ciclo A Herança, do jovem Christopher Paolini, chega as livrarias brasileiras em agosto com a tiragem inicial de 30 mil exemplares, fechando a saga iniciada com Eragon e seguida por Eldest e Brisingr. 

São 792 páginas para matar a saudade e chafurdar na estória de Eragon e Saphira, e Murtag . Vou ser otimista e acreditar que esse não vai ter a enrolação do 3º e que o Paolini aproveitou todo o tempo de que dispôs para terminar o Ciclo de forma satisfatória!

Pra terminar, e ainda no clima Eragon, esse vídeo que já é antiguinho sobre a entrega (finalmente) do manuscrito de Inheritance! Tradução via /cogitolibris

Bom fim de semana!!

xoxo

Deslembrança – Cat Patrick

  •    Autor: Cat Patrick
  •    Editora: Intrínseca
  •    Nº de Páginas: 256
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Forgotten
  •    Tradutor: Livia de Almeida
  •    Avaliação: 7,0
Toda noite, quando London Lane recosta a cabeça no travesseiro e dorme, cada mínimo detalhe do dia que viveu desaparece de sua memória. Pela manhã, restam-lhe apenas lembranças do futuro: pessoas e acontecimentos que ainda estão por vir. Para conseguir manter uma rotina minimamente normal, London escreve bilhetes para si própria e recorre à sempre fiel melhor amiga. Já acostumada a tudo isso, ela tenta encarar a perda de memória mais como uma fatalidade que como uma limitação. Mas, quando imagens perturbadoras começam a surgir em suas lembranças e London precisa, de algum modo, escapar delas, fica claro que para entender o presente e o futuro ela terá que decifrar o que ficou esquecido no passado.
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“Eu me lembro do que ainda vai acontecer.

Lembro o futuro, mas esqueço o que já passou.

Todas as minhas lembranças, boas, ruins ou tanto faz, um dia vão se concretizar.

Então, goste ou não – e eu não gosto -, vou me lembrar de estar de pé num gramado recém-aparado, rodeada por pedras e pessoas vestidas de preto, até que isso se torne realidade. Vou me lembrar desse funeral… até que alguém morra.

E, depois disso, ele será esquecido.” Pág. 34

Vamos começar com as quatro frases que me vieram à cabeça quando terminei a leitura de pouco mais de 2h desse livro:

London é confusa, mas nem tanto

Luke é maravilhoso, mas nem tanto

A vidência de London é explorada, mas nem tanto

Deslembrança é bom, mas nem tanto.

Vi várias resenhas falando que Deslembrança é um livro bom, mas que falta alguma coisa. Essa coisa é tempero, desenvolvimento, trabalho. Não estou desmerecendo a autora. MUITO longe disso, a ideia é incrível, fazia tempo que eu não ficava tão animada para ler um stand alone (sou rata de séries, fazer o que?!) e Forgotten despertou meu interesse bem antes de ser lançado aqui. Só senti que a Patrick podia ter tirado mais tempo para refinar as coisas, explorar melhor o dom de London.

Sério, o cérebro dela reinicia às 04:33 da manhã, todo dia. Ok, ela deixa bilhetes resumindo sua vida e dando instruções sobre como se comportar nos próximos dias. É desnorteador? Muito! London leva isso numa boa? Com um pé nas costas! Mas a parte principal, o diferencial do enredo, a coisa mais legal que acontece com a menina… fica de fora! Ela lembra do que vai acontecer amanhã e essa é a menor as preocupações dela!

Mas heim?

Spoiler alert

De repente estou exagerando, mas a London levou dez anos para perceber que poderia usar seu dom insanamente fora do comum em benefício daqueles que ama e nós nem vemos isso acontecer de fato porque o livro acaba! Ele simplesmente acaba e você fica: não! Não pode ser! Agora que as coisas iam acontecer de verdade, acaba? Faça-me o favor!!

Não me levem a mal, eu gostei do livro. Exatamente por ter gostado demais e estar completamente imersa na estória de London foi que me frustrei tanto com a ‘inconclusão’ das coisas!  O relacionamento entre ela é Luke é do tipo que te faz suspirar pela delicadeza e bizarrice: ela não se lembra dele no futuro, portanto só tem os bilhetes para se situar sobre aquele carinha que ela não faz ideia de quem é. London se apaixona por Luke dia após dia, sempre do começo. Ok, ajuda ele ser lindo de morrer.

“Essas coisas acontecem”

Posso estar me precipitando, mas estou ansiosa pelo próximo livro de Patrick, Revived, que também tem uma premissa impressionante. Vou me arriscar a sair frustrada mais uma vez, mas tenho fé em que uma pessoa tão maravilhosamente criativa quanto a Cat vá fazer um trabalho melhor. Enfim, recomendo Deslembrança se você não se frustra facilmente, ou se entendeu meu ponto e se sente mais preparado para aproveitar esse livro incrível, mas nem tanto.

xoxo e bom começo de semana!