A Última Princesa – Galaxy Craze

CAPA_a ultima princesa

Como amo essa arte de capa e suas cores!

  •   Autor: Galaxy Craze
  •    Editora: iD
  •    Nº de Páginas: 248
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: The Last Princess
  •    Tradutor: Tatiana Maciel

   Avaliação: 5,0

Quando um revolucionário implacável decide tomar o poder, ele faz da família real seu primeiro alvo. Muito sangue é derramado no Palácio de Buckingham e apenas a Princesa Eliza, de 16 anos, consegue escapar.

Determinada a matar o homem que destruiu sua família, Eliza se junta às forças inimigas, disfarçada. Ela não tem mais nada pelo que viver a não ser vingança. Até conhecer alguém que lhe ajuda a lembrar o que é ter esperança – e amar – outra vez. Agora ela precisa arriscar tudo para que ela não se torne… a última princesa!

————————————————————————————————————————————————————————————————–

Iniciei essa leitura cuidadosamente, não sabia muito o que esperar desse livro, ou melhor, não sabia o que esperar da autora. Vamos combinar, né, o nome da pessoa é Galaxy Craze, qualquer semelhança com alucicrazys de plantão provavelmente não é mera coincidência! Brincadeira, esse é o nome de verdade da autora e após ver algumas de suas entrevistas descobri que de crazy ela não tem nada! (Super encorajo todos a procurar por ela no Google e ler seu material)

Porém foram essas entrevistas -uma em particular, para o The Independent- que me levaram na direção errada. Galaxy (tá, vou admitir que agora que sei que esse é o nome de verdade dela, achei muito *oda!) diz que uma narrativa sem sentimento, poesia e beleza, é uma narrativa perdida, uma coisa desleixada. Eu não poderia concordar mais com ela! Acredito que não devemos levar em conta apenas a ideia do livro, mas também a sua execução. Isso inclui o enredo E a narração e sempre que leio uma obra deficiente desses elementos sinto que estou lendo uma coisa pela metade.

Então pronto, sabendo que a mulher tem uma visão parecida com a minha fiquei toda animada, elegi uma nova diwa e me joguei de volta na leitura de A Última Princesa.

Foi mais ou menos como bater propositalmente a cara numa parede de concreto.

Não só a narrativa do livro não tem nada da beleza e poesia que a autora tanto preza (e pela qual ficou conhecida no livro By The Shore) A Última Princesa parece um rascunho esquecido num canto, sem revisão de texto ou o mínimo de requinte. O resultado foi uma coisa amadora.

Completamente frustrante.

E como se não bastasse, o enredo revelou não ser lá essas coisas também. Uma mistura de Revolution (série de TV) com Branca de Neve e o Caçador que até poderia dar certo, mas depois da promessa de uma estória original e empolgante na sinopse, o gosto que ficou foi de já vi isso antes no céu da boca.

Créditos onde devem ser colocados, a ambientação é impecável, coisa de quem cresceu naquilo e tem segurança para falar em detalhes de Londres e seus prédios históricos. Não tive problemas em me transportar para o mundo estilhaçado de Eliza e caminhar pelos mesmos lugares que ela. Aliás, Eliza e Wesley, Mary e Jamie, Portia e Polly e todos os outros personagens são muito bem construídos, eles agem como pessoa de verdade e de acordo com sua idade e posição e… Wesley… bem, vamos só dizer que mesmo se o loirinho ficasse quieto com a sua farda num canto ele ainda seria um show à parte!

“-Onde está a outra? Sua irmã? – o guarda berrou para Mary, mas ela não disse nada. –Vasculhem o quarto – ordenou para o soldado atrás dele.

O jovem rapaz veio na direção do armário e abriu a porta. Ele parou quando nos encaramos.

-Está vazio – ele disse um momento depois, com seus olhos verdes brilhando. E então fechou a porta do armário me deixando cercada pela escuridão outra vez.”

Sacaram?

Vale lembrar que é uma leitura ágil e que prende, ou pelo menos acho que é. Li de uma vez só em poucas horas, tomada pelo frenesi do ‘isso não está acontecendo, você deveria ser tão bom! Quando você vai melhorar??’

Enfim, eu, a garota que vos escreve, tinha grandes esperanças para esse livro e só porque elas não foram correspondidas não quer dizer que você, a boa alma que leu até aqui, vai ficar tão decepcionado quanto eu. De repente você até se apaixona pela Eliza! Então me resta aguardar a continuação (ainda sem título definido) e admirar a capa belíssima, de longe.

xoxo e bom fim de semana e

Anúncios

Dearly, Departed – Lia Habel

  •     Autor: Lia Habel
  •    Editora: iD
  •    Nº de Páginas: 480
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Dearly, Departed
  •    Tradutor: Ana Luisa Astiz

   Avaliação: 8,0 (-2,0)

Ela é Nora Dearly, uma garota neovitoriana de 17 anos que sofre com a morte dos pais e vive infeliz aos cuidados da tia interesseira. Ele é Bram Griswold, um jovem soldado punk, corajoso, lindo nobre…e morto! No ano de 2187, em meio a uma violenta guerra entre vitorianos e punks, surge um perigoso vírus, capaz de matar e trazer novamente à vida. As pessoas tornam-se zumbis, mas nem todos são assassinos e devoradores de carne. Há os que lutam para que o vírus não se espalhe… Apenas Nora tem o poder da cura em suas mãos, ou melhor, em, seu sangue. Ela não sabe disso, e corre perigo. É papel de Bram protegê-la…

————————————————————————————————————————————————————————————————–

Só me toquei mesmo que Dearly, Departed é um distópico quando estava pra começar a resenha. Apesar da falsa utopia da sociedade neovitoriana o clima não é o mesmo das outras conhecidas distopias. Esse livro também é steampunk, mas dá tão pouco destaque às características engenhocas desse grupo-gênero-tipo que só lembrei quando reli a contracapa.

Dearly, Departed parece mesmo é um faroeste com zumbis, muitos zumbis.

E a melhor parte do livro não é o conflito punks vs neovitorianos, ou a medicina pró não-vivos, nem a vida militar pouco convencional da Base Z.

Estou falando do l’amour!

Ah, o amor…

Fiquei completamente apaixonada pela redoma criada por Bram e Nora para eles mesmos no meio de todas as esquisitices daquele mundo de 2187! Quem diria, heim? Logo eu, que a pouco menos de um ano atrás, estava aqui mesmo dizendo o quanto os mortos-vivos são horripilantes e desprezíveis e que deveríamos passar a fogo qualquer um que avistássemos. Logo eu, torcendo pelo romance de uma garota com um cara… podre!

O mundo dá suas voltas.

Ok, podre foi figura de linguagem. Como diria o próprio Dra. Chase:

“-A cibernética proporciona uma melhor qualidade de vida pós-morte.” Pág. 172

“Ma che?”

Certo, explico: a ciência moderna, liderada pelo famoso Dr. Dearly, pode manter os corpos dos tais não-vivos quase que em perfeito estado. Contanto que eles não abusem e saiam por ai desgastando as juntas à toa, podem ter uma vida quase que normal, considerando as circunstâncias.

Claro, existem os zumbis tradicionais, do tipo que geme e te quer pro almoço, mas quem (que não esteja com o braço sendo mastigado por um desses) liga?!! Tem caras mortos, usando válvulas e bombas para manter o corpo reanimado funcionando! E eles são hilários!!

Lia Habel mostrou em Dearly que tem uma habilidade que faria muitos autores consagrados darem seus primogênitos às fadas por algo parecido. Diálogos ÓTIMOS, do tipo que você pode escutar os personagens falando! Pode até parecer meio bobo, mas deixa a estória muito mais empolgante e real!

Como nem tudo são flores, infelizmente a tradução/revisão foi uma verdadeira decepção! Por isso os -2,0 da nota, não acho justo pagarmos caro por livros com traduções que nos lembram aquele programa online ou revisões desleixadas. Se o livro não tivesse todos os erros que encontrei a leitura teria sido bem mais proveitosa!

De qualquer forma, ainda estou tentando me acostumar à parte em que me apaixonei pelo mocinho quase-podre!

“Usei um pouco da minha voz de ‘zumbi apavorante’, com um ligeiro toque de morte-bate-à-porta. Foi o suficiente para que ele me levasse a sério.” Pág. 104

E depois dizem que sutileza é tudo! Gosto da natureza eficiente de Bram, que pode ser fruto da vida militar, mas que o ajuda a ser um bom líder e até lidar com Nora quando está sendo chata de propósito (ela consegue ser muito chata quando quer). A garota pode ser bastante impetuosa, mas é uma boa pessoa, e se esforça do seu jeito para conquistar o Bram.

Mas não se preocupe, pessoa-que-não-está-nem-ai-pro-romance, essa foi só a parte eu mais gostei. Dearly, Departed tem muita ação, aventura e várias situações… tensas. Estou contando os dias para 25 de Setembro, quando Dearly, Beloved será lançado lá fora e poderemos saber o que vai acontecer depois do… bem, do que aconteceu no final!

xoxo e boa semana!

BTW, uma trilha sonora? Flogging Molly!

Posso sugerir outra? Dropkick Murphys – Johnny, I Hardly Knew Ya

xoxo e boa semana!

Insonia is Coming 6#

Insonia Is Coming é uma coluna fixa do blog IYRDIW onde falo dos principais lançamentos. 

Eu sei que isso é da época da Comic Con e que não é mais novidade para ninguém, mas eu não poderia deixar de colocar o vídeo aqui, poderia? Logo eu?!

Só em Outubro, infelizmente, mas já estou animada!

É uma metáfora a respeito da Premiere da 3ª temporada, é… é… bem. É uma metáfora.

Vou poupar todos de acessos fangirl por um seriado de zumbis e partir para o interesse geral: algumas novidades literárias!

Gerry e Holly eram namorados de infância e ficariam juntos para sempre, até que o inimaginável acontece e Gerry morre, deixando-a devastada. Conforme seu aniversário de 30 anos se aproxima, Holly descobre um pacote de cartas nas quais Gerry, gentilmente, a guia em sua nova vida sem ele. Com ajuda de seus amigos e de sua família barulhenta e carinhosa, Holly consegue rir, chorar, cantar, dançar e ser mais corajosa que nunca!

Eu sou uma pessoa que chora só com essa sinopse, então imaginem com o livro?! Nunca assisti o filme e pretendo aproveitar a leitura antes de vê-lo. (Lançamento na Bienal de São Paulo)

‘Inverno do mundo’ retoma a história do ponto exato em que termina o primeiro livro. As cinco famílias – americana, alemã, russa, inglesa e galesa – que tiveram seus destinos entrelaçados no alvorecer do século XX embarcam agora no turbilhão social, político e econômico que começa com a ascensão do Terceiro Reich. A nova geração terá de enfrentar o drama da Guerra Civil Espanhola e da Segunda Guerra Mundial, culminando com a explosão das bombas atômicas. A vida de Carla von Ulrich, filha de pai alemão e mãe inglesa, sofre uma reviravolta com a subida dos nazistas ao poder, o que a leva a cometer um ato de extrema coragem. Woody e Chuck Dewar, dois irmãos americanos cada qual com seu segredo, seguem caminhos distintos que levam a eventos decisivos – um em Washington, o outro nas selvas sangrentas do Pacífico. Em meio ao horror da Guerra Civil Espanhola, o universitário inglês Lloyd Williams descobre que tanto o comunismo quanto o fascismo têm de ser combatidos com o mesmo fervor. A jovem e ambiciosa americana Daisy Peshkov só se preocupa com status e popularidade até a guerra transformar sua vida mais de uma vez. Enquanto isso, na URSS, seu primo Volodya consegue um cargo na inteligência do Exército Vermelho que irá afetar não apenas o conflito em curso, como também o que está por vir.

Sei que todo mundo já falou do quanto o Ken Follett escreve bem, de como os livros dele são profundos e clássicos e bem feitos e profundos, sei que falam que o cara é um puta de um autor e etc. Então vou dizer outra coisa, extremamente importante e perspicaz: os livros dele ficam lindos na estante! Fim. (Lançamento em 25/09/12)

Desde que lhe implorou para deixá-la em paz no ano anterior, Laurel não teve mais contato com Tamani. Embora seu coração ainda esteja ferido, a protagonista tem certeza de que David foi a escolha certa. Porém, quando a vida começa a voltar ao normal, ela descobre que há um novo inimigo à espreita. Uma vez mais, Laurel deverá contar com Tamani para protegê-la e guiá-la, pois o perigo que agora ameaça Avalon é algo que o mundo das fadas jamais imaginou que fosse possível. Pela primeira vez, o leitor verá a história não só pelos olhos de Laurel, como também, do elfo Tamani.

Já tive a oportunidade de ler e resenhar Asas e Encantos e sinceramente, quero muito ler Ilusões! Mais sinceramente ainda? Queria que escolhessem outra capa… (Lançamento em 28/08/12)

Pressia pouco se lembra das Explosões ou de sua vida no Antes. Deitada no armário de dormir, nos fundos de uma antiga barbearia em ruínas onde se esconde com o avô, ela pensa em tudo o que foi perdido — como um mundo com parques incríveis, cinemas, festas de aniversário, pais e mães foi reduzido a somente cinzas e poeira, cicatrizes, queimaduras, corpos mutilados e fundidos. Agora, em uma época em que todos os jovens são obrigados a se entregar às milícias para, com sorte, serem treinados ou, se tiverem azar, abatidos, Pressia não pode mais fingir que ainda é uma criança. Sua única saída é fugir.   Houve, porém, quem escapasse ileso do Apocalipse.  Esses são os Puros, mantidos a salvo das cinzas pelo Domo, que protege seus corpos saudáveis e superiores. Partridge é um desses privilegiados, mas não se sente assim. Filho de um dos homens mais influentes do Domo, ele, assim como Pressia, pensa nas perdas. Talvez porque sua própria família se desfez: o pai é emocionalmente distante, o irmão cometeu o suicídio e a mãe não conseguiu chegar ao abrigo do Domo. Ou talvez seja a claustrofobia, a sensação de que o Domo se transformou em uma prisão de regras extremamente rígidas. Quando uma frase dita sem querer dá a entender que sua mãe pode estar viva, ele arrisca tudo e sai à sua procura. Dois universos opostos se chocam quando Pressia e Partridge se encontram. Porém, eles logo percebem que para alcançarem o que desejam — e continuar vivos — precisarão unir suas forças.

A maníaca dos distópicos ataca novamente! Quero muito ler Puros, muito mesmo, achei essa parte de mostrar o durante do Apocalipse extremamente importante. Já repararam que a maioria dos livros distópicos se passa vários anos depois do acontecimento cataclísmico?

Ela é Nora Dearly, uma garota neovitoriana de 17 anos que sofre com a morte dos pais e vive infeliz aos cuidados da tia interesseira. Ele é Bram Griswold, um jovem soldado punk, corajoso, lindo nobre…e morto! No ano de 2187, em meio a uma violenta guerra entre vitorianos e punks, surge um perigoso vírus, capaz de matar e trazer novamente à vida. As pessoas tornam-se zumbis, mas nem todos são assassinos e devoradores de carne. Há os que lutam para que o vírus não se espalhe… Apenas Nora tem o poder da cura em suas mãos, ou melhor, em, seu sangue. Ela não sabe disso, e corre perigo. É papel de Bram protegê-la…

Então, é necessário explicar por que esse livro está na minha lista? (Lançamento Agosto/Setembro 2012)

E pra finalizar, o fim do segundo arco da História Sem Fi… digo, da série Pretty Little Liars:

A vida de Spencer, Aria, Hanna e Emily está prestes a virar de cabeça para baixo. Elas estavam certas: a polícia, a família DiLaurentis e a família de Spencer escondiam segredos aterrorizantes. Agora, a verdade vem à tona de uma só vez, acrescentando à equação já confusa dos mistérios de Rosewood uma personagem que transformará suas vidas, a escola e seus lares para sempre. Este será um novo e surpreendente capítulo na vida de cada uma delas. Em “Perigosas”, todos os planos e as escolhas de nossas Belas Mentirosas serão influenciados por uma quinta pessoa. Mas, desta vez, não são as mensagens de A. Neste eletrizante fechamento de um ciclo, os segredos serão revelados do início ao fim.

Essa é uma das poucas séries de livros que virou seriado de TV e que eu gosto, na verdade, das duas versões! Quero dizer, e vamos todos ser francos, o seriado só tem os personagens principais em comum com os livros, e nem as descrições batem! Mas enfim, encaro PLL como algo completamente separado dos livros da Sara Shepard e sou feliz aproveitando o melhor dos dois mundos! Só não custa lembrar o quanto eu recomendo esses livros que não acabam nunca! (Lançamento 17/08/12)

Ah, ah, não vão embora ainda! Vocês já devem ter percebido que sou Team Herdeira e que apoio a publicação do 1º romance da Mariana Ribeiro (hey, Mah!) Mas o que bastante gente não sabe é que o SESC está com um projeto super do amor, o Escritores in Progress. Já sabe o que é? Ótimo, entre no link do vídeo e vote! Ainda não sabe o que é? Então entra no link do vídeo e descubra!

Um bom restinho de semana para todos

xoxo

New On My Bookshelf Vol.10(1ª Parte)

Depois de mais de um mês sem NOMB, aqui vai a primeira parte!

Livros citados:

  • Refúgio – Harlan Coben (Arqueiro)
  • Bem Mais Parte – Susane Colasanti (Novo Conceito)
  • Um Lugar Para Ficar – Deb Caletti (Novo Conceito)
  • Belle – Lesley Pearse (Novo Conceito)
  • Starters – Lissa Price (Novo Conceito)
  • Travessia – Ally Condie (Suma das Letras)
  • O Atlas Esmeralda – John Stephens (Suma das Letras)
  • Blue Bloods, Revelações – Melissa de la Cruz (iD Editora)
  • Extras – Scott Westerfeld (Galera Record)
  • Caminhos de Sangue – Moira Young (Intrínseca)

Logo mostro os outros livros novos!

xoxo