Six of Crows – Leigh Bardugo

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  •    Autor: Leigh Bardugo
  •    Editora: Henry Holt and Co.
  •    Nº de Páginas: 463
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 9,0

Esse livro pode ser lido sem medo de ser feliz por aqueles que não tenham lido a trilogia Grisha, apesar de não haver desculpa boa o suficiente no mundo pra alguém  não ler Sombra e Ossos. Só digo.

A OESTE DE RAVKA, ONDE GRISHAS SÃO ESCRAVIZADOS E ENVOLVIDOS EM JOGOS DE CONTRABANDISTAS E MERCADORES…

…fica Ketterdam, capital de Kerch, um lugar agitado onde tudo pode ser conseguido pelo preço certo. Nas ruas e nos becos que fervilham de traições, mercadorias ilegais e assuntos escusos entre gangues, ninguém é melhor negociador que Kaz Brekker, a trapaça em pessoa e o dono do Clube do Corvo.

Por isso, Kaz é contratado para liderar um assalto improvável e evitar que uma terrível droga caia em mãos erradas, o que poderia instaurar um caos devastador. Apenas dois desfechos são possíveis para esse roubo: uma morte dolorosa ou uma fortuna muito maior que todos os seus sonhos de riqueza.

Apostando a própria vida, o dono do Clube do Corvo monta a sua equipe de elite para a missão: a espiã conhecida como Espectro; um fugitivo perito em explosivos e com um misterioso passado de privilégios; um atirador viciado em jogos de azar; uma grisha sangradora que está muito longe de casa; e um prisioneiro que quer se vingar do amor de sua vida.

O destino do mundo está nas mãos de seis foras da lei – isso se eles sobreviverem uns aos outros. (Apesar de ter lido a cópia em inglês, a sinopse foi retirada da edição da Gutenberg)

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Nem toda calma do mundo é suficiente para falar sobre um livro de Leigh Bardugo. Ainda mais um livro sobre ladrões, espiões e Grishas trabalhando em bordéis.

É complicado encarar algo tão aguardado e tão hypado. Geralmente tenho um, dois, três pés atrás  (peço pés emprestados quando o assunto é livro) e só sossego quando viro a última página! Juro que tento não ser tão arisca assim, mas quem nunca teve uma experiência decepcionante com um livro cultuado antes mesmo de ser lançado?

Acontece que no quesito Leigh Bardugo ela teria que na verdade fazer força pra escrever algo ruim! Tipo, realmente querer ferrar as coisas, e ainda assim seus personagens acabariam sendo melhores dos que os de muitos autores famosinhos por aí…

É, é nesse nível que minha adoração por essa mulher anda.

Estou tentando seriamente não contribuir para a piscina de excitação que o precede, mas sinto que estou falhando miseravelmente. Li Six of Crows junto com uma amiga (também doente por Leigh Bardugo) e sei que não sou só eu idolatrando esse livro.

Sim, Aline, somos nós duas aqui.

Sim, Aline, somos nós duas aqui.

Aqui vamos nós para um lado pouco explorado do mundo Grisha, lugares que só sabíamos que existiam por que sempre estiveram no mapa e por algumas menções enquanto mergulhávamos em Ravka. E mesmo com todo o cenário maravilhoso, os detalhes intrincados que fazem qualquer um sentir como é estar nas ruas de Ketterdan, a maior realização desse livro são os personagens. Eu sei, eu seeeei que foco muito nisso, mas gente! É maravilhoso demais alguém botar NO PAPEL pessoas tão reais!! Eu sinto como se conhecesse cada um deles, como se, caso eu tivesse sorte (ou azar) suficiente para me ver em Ketterdan, facilmente trombaria com Mathias, ou teria minha carteira afanada por Kaz.

Os personagens principais não poderiam ser mais diferentes um do outro, mas um objetivo em comum os une e a partir daí coisas incríveis acontecem!

O objetivo? Bufunfa.

Todos os seis, o ladrão estrategista; a espiã acrobata; a Grisha capaz de parar corações; o atirador viciado; o fugitivo privilegiado e o injustamente condenado precisam desesperadamente de dinheiro. O que cada um vai fazer com sua parte no prêmio milionário, só enfrentando Kettterdan pra saber.

Outro ponto de tirar o folego, além de toda a ação-que-não-paras-um-segundo e os problemas-cabeludos-que-podem-matar-um-personagem-a-qualquer-momento, é a falta de romance.

Não, não estou usando drogas. Existem interações românticas sim, mas só estou avisando meus leitores incautos para esperaram muito mais que isso. A tempos a literatura YA foca demais no melodrama adolescente, na NECESSIDADE de ter um par romântico pra cada um dos malditos personagens! Nem que tenham que tirar uma atração misteriosa e inexplicável da manga. Six of Crows dá espaço pra coisas tão importantes quanto o l’amour: integridade, ética, honestidade e principalmente liberdade.

Os personagens aqui vão ter que lidar com coisas bem mais densas que um triangulo amoroso previsível.

Só pra compartilhar com vocês, o final me deixou ansiosa. Não ansiosa tipo “Que livro legal, lerei o próximo quando puder.” Ansiosa no nível:

xoxo e bom feriado!

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Ruína e Ascensão – Leigh Bardugo

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Essa capa, essa capa eu poderia tatuar no meu coração.

  •    Autor: Leigh Bardugo
  •    Editora: Gutemberg
  •    Nº de Páginas: 344
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: Ruin and Rising
  •    Tradutor: Eric Novello

   Avaliação: 10,0

Acredite em mim, se você não descobriu como encontrar amplificadores lendo Sol e Tormenta você não vai querer continuar lendo esse post. A blogueira não se responsabiliza por ataques de volcras, corações partidos ou prováveis desmembramentos. Clique aqui e volte mais tarde.

A capital caiu.
O Darkling comanda Ravka em seu trono das sombras. Agora o destino da nação depende de uma Conjuradora do Sol arruinada, de um rastreador desonrado e dos cacos do que antes fora um grande exército mágico.
No fundo de uma antiga rede de túneis e cavernas, uma fraca Alina deve se submeter à duvidosa proteção do Apparat e daqueles que a veneram como uma Santa. Porém, sua mente está na busca pelo misterioso pássaro de fogo e na esperança de que um príncipe foragido ainda esteja vivo.
Alina deverá formar novas alianças e deixar de lado velhas rivalidades, enquanto ela e Maly buscam pelo último dos amplificadores de Morozova. Mas assim que começa a elucidar os segredos do Darkling, ela descobre um passado que mudará para sempre seu entendimento sobre a ligação que os une e o poder que ela carrega. O pássaro de fogo é a única coisa que está entre Ravka e a destruição — e reivindicá-lo pode custar a Alina o futuro pelo qual ela tem lutado.

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Não sei vocês, mas eu detesto essa sensação de perda que dá quando termino uma série, trilogia, absurdamente boa. Isso é coisa de gente altamente bibliófila, viciada em livros além de salvação, então não espero que todo mundo entenda a reação ou sequer a experimente. Eu fico meio taciturna, amuada mesmo, pensando na estória, no fim. Acho que por não ter mais continuação o espaço onde ficaria a ansiedade pra saber o que acontece depois fica vago, e vem a saudade e bem, a sensação de perda.
É, falando assim soa meio exagerado, mas se vocês acompanham um blog de literatura pirado, que só fala de livros fantasiosos e que tem uma tendência preocupante para usar gifs não acho que vão me julgar. Né?!
A questão é que a trilogia Grisha acabou, morreu, já Elvis, kaputt, abotoou o paletó de madeira, foi dessa pra melhor e me deixou aqui, assim, sem Darkling, sem Alina, sem um etheralki pra contar história. Como proceder, meu bom povo?

Blogueira em estado de confusão após termino da leitura

Fiquei sabendo que muita gente criticou esse livro pelo seu final, gente que amou tudo tanto quanto eu e que ficou desapontado, tentei não deixar o pânico vencer e me joguei na leitura. Caímos em um aposento nas profundezas da Catedral Branca, onde Alina está sendo mantida ‘em repouso’ pelo Aparatt até recuperar suas forças. Claro que o repouso não inclui ficar longe das missas ministradas para uma horda crescente de fiéis que foram, aos trancos e barrancos, prestar seus serviços à santa do Sol. Alina agora tem seus próprios fanáticos que tatuam sóis em seus rostos e treinam para matar em seu nome. Bom, né? Seria se eles na verdade não estivessem sob ordens do Aparatt (que me lembra muito um Rasputin) e houvesse tantas crianças entre eles.
Fiquei pensando que a coisa ia se arrastar por ali, que a Alina demoraria pra dar um chega pra lá no sacerdote e mostrar quem mandava, bem começo de livro mesmo, mas não podia estar mais errada! Desde o inicio é tudo bem frenético, ninguém tem paz, um momento para respirar, com tantas coisas acontecendo uma atrás da outra.
Claro que Maly arrumou um tempo para ser um mala sem alça. Representando o proletariado na vida de Alina, ele treinou grishas e humanos para serem melhores soldados, encarnou o protetor respeitoso da sua rainha e basicamente ficava dando indiretinhas de “Vou ficar longe pois não sou bom o suficiente para você, mas viu, te quero, tá?” com olhares de cachorro pidão e deixando nossa heroína no vácuo. Isso. Me. Irrita.
Não superei a parte que ela foi apaixonada a vida toda, quando era gente como a gente, por ele e o garotão só foi dar bola depois que viu que ela podia incinerar pessoas com seu poder de luz. Meio conveniente, né? Tá, tá, eu sei que nada sei sobre as maluquices do coração e realmente até acredito que ele a ame do fundo de sua alma, mas guardo mágoas por ela e não sou totalmente confortável com o rumo que o relacionamento dos dois durante a trilogia.

Agora o momento mais esperado. O momento Darkling. Sexy sem ser vulgar.

Apesar de tudo o que ele já fez eu desafio qualquer um, QUALQUER UM, incluindo a autora desse livro a dizer que não gosta dele. Podemos sim, repreende-lo por ser um menino mau, muito mau, mas não vamos ama-lo menos por isso. Depois de tanta coisa que aconteceu, de tanto que a Alina já pastou ela encontrou uma espécie de calma, deixou de ser aquela garotinha inocente e carente. Agora ela entende que tem uma vantagem sobre o Darkling, por mais desconexa que seja, e explora isso, o deixando até vulnerável por ela. É um lado completamente novo do moço, um lado humano  que só nos faz ficar mais apegados por ele, se é que seria possível uma coisa dessas!

Mais do que tudo, esse livro é sobre crescimento. Sobre amadurecimento e as verdades que vem com isso. A autora viajou por uma escrita mais balanceada e lírica entremeando com cenas fortes e muita ação, mas sem deixar de ser tocante. A sensação que tive foi de que a personagem principal, depois de ser despida de inocência, ignorância e carência infantil, revelou-se muito mais dura e capaz do que até o leitor mais esperançoso podeira crer. Ela cresceu e sua maior batalha não é mais externa, essa ela já dominou. Agora Alina precisa saber como proteger o mundo dela mesma.

Foi sim, muito… emocionante, pra dizer o mínimo, deixou meu coração em pedacinhos bem minúsculos e eu SCHOREY! Como chorei! Foi mais difícil do que eu imaginava falar adeus pra essas pessoas, principalmente a parte de mim que se identificou tanto com a Alina e a outra parte tão fascinada pelo Darkling. Vou deixar escapar só uma coisa, um detalhezinho que me fez suspirar: descobri o nome do Darkling.

O fim desse livro não me deixou pensando no que ler em seguida. O fim desse livro me deixou presa por um gancho em cada parte bonita, bem feita e épica da jornada que foi essa série. Sou grata a Bardugo por criar um mundo fascinante onde pude viver por várias e várias horas na leitura, e pelos personagens com quem fiz amizade. Sinceramente, não posso recomendar mais uma trilogia como recomendo a trilogia Grisha, vão ler… agora!

xoxo e bom meio de semana!

Sol e Tormenta – Leigh Bardugo

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Eu podia casar com essa capa

  •    Autor: Leigh Bardugo
  •    Editora: Gutenberg
  •    Nº de Páginas: 368
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2014
  •    Título Original: Siege and Storm
  •    Tradutor: Eric Novello
  •    Avaliação: 10,0

Acredite em mim, se você não aprendeu como atravessar a Dobra em segurança lendo Sombra e Ossos você não vai querer continuar lende esse post. A blogueira não se responsabiliza por ataques de volcras, corações partidos ou possíveis desmembramentos.

Perseguida ao longo do Mar Real e aterrorizada pela memória dos que se foram, Alina Starkov tenta levar uma vida normal com Maly em uma terra desconhecida, enquanto mantém em segredo sua identidade como Conjuradora do Sol. Mas ela não pode ocultar seu passado e nem evitar seu destino por muito mais tempo. Ressurgido de dentro da Dobra das Sombras, o Darkling retorna com um aterrorizante e novo poder e um plano que irá testar todos os limites da natureza. Contando com a ajuda e com os ardis de um admirável e excêntrico corsário, Alina retorna ao país que abandonou, determinada a combater as forças que se reúnem contra Ravka. Mas enquanto seus poderes aumentam, ela se deixa envolver pelas artimanhas do Darkling e sua magia proibida, e se distancia cada vez mais de Maly. Ela será então obrigada a fazer a escolha mais difícil de sua vida: ter sua pátria, seu poder e o amor que ela sempre pensou ser seu porto-seguro ou arriscar perder tudo na tormenta que se aproxima.

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Sim, essa fui eu, após a leitura de Sol e Tormenta.

Vou tentar falar por cima do profundo amor que senti ao ler esse livro e como ele transformou algo já incrivelmente bom em espetacular. É, é nesse nível de fangirling que você está se metendo.

O mundo dos Grisha está fervendo em incerteza e medo. É tudo sombrio e ninguém mais sabe se fica ou foge, o que caracteriza traição e quem eles estão dispostos a trair. A verdade é uma só, com o golpe malfadado do Darkling os Grishas tiveram que escolher entre ele, seu líder, ou seu Rei e, de qualquer forma, acabariam com um inimigo muito inescrupuloso no final. Alina não tem esse tipo de escolha, ela só precisa seguir o conselho de Baghra e correr por sua vida. Porém como fazer isso quando a própria escuridão está te caçando?

Mais uma vez Bardugo nos traz personagens complexos e mostra outras facetas na personalidade de velhos conhecidos. Agora que Alina tem um poder palpável, ela começa a questionar seus pensamentos e de repente se vê lutando para não seguir o caminho do Darkling. Não tenho palavras pra dizer como amei a nova postura dela, tentando se adaptar ao poder e deixando a menininha para trás, que foi um ponto de irritação no primeiro livro. Já sentiram orgulho de um personagem? Pois é, senti orgulho de Alina Starkov, não ligo se você me achar doidinha por isso. De fato, cada personagem encontrou seu jeito de amadurecer.

-Mas blogueira, todo mundo mudou?
-Leitor, todo mundo, todo mundo não, mas os acontecimentos entre um livro e outro foram tão extremos que eles tinham que mudar, e ficou ótimo assim! Mudar é bom, todo mundo muda, se não mudássemos ainda seríamos organismos unicelulares no mar.

Agora uma confissão.

*Fecha as cortinas*

*Chega mais perto*

*Espia pra ver se não tem ninguém olhando*

Eu ainda amo o Darkling.

*Faz sinal pra pararem de surtar e falarem baixo*

Eu sei, eu sei, o cara é mau, sinistro e psicopata mas he’s soooooooooooo hot. O Maly é ótimo, sério, é a única pessoa sã no meio daquilo ali, mas, mas… droga! Deve ter a ver com os séculos se aperfeiçoando na arte de ser incrível que Maly nem pode sonhar em alcançar. Queria mais dele nesse livro. Tipo, muito mais.

Pra complicar você imaginaria que entra em cena mais um cara intrigante e cativante? Ele surge, da maneira mais inusitada possível que não vou compartilhar com vocês, mas surge. Alina encontra outro alguém profundamente interessado nela e, considerando seu último banho de água fria com a questão de confiança, ela faz o possível e impossível para deixar esse rapaz, no minimo insistente, a uma distancia segura.

Não sei se choro ou explodo de raiva

A parte mais pungente para mim, mais uma vez, foram os personagens. Toda aquela nebulosidade que circulava Maly não se dissipou, foi tomando forma, o moço adotou uma postura com Alina que me pareceu bem verdadeira, mas foi difícil enxergar a real motivação para que ele resolvesse agir finalmente. Encontramos o lado mais vulnerável do Darkling, e por favor note que, em comparação ao Implacável Mode On usual dele, um lado mais vulnerável não quer dizer exatamente o que você esperaria de algo vulnerável: uma velhinha atravessando a rua? Não. Uma cesta de filhotinhos? Definitivamente não. Um dragão que acordou com o cabelo podrinho? É por aí. Não interessa o que digam, pra mim ele pode estar tão confuso com seus sentimentos por Alina quanto ela está com os dela!

Falando nela, a Conjuradora do Sol se tornou, no momento, certo a mocinha que eu queria desde o princípio. Com uma melancolia totalmente diferente daquele sentimento de miudeza, de ser constantemente menosprezada, é até belo. Não que eu goste de ver alguém sofrer, mas é que, diferente da maioria das outras mocinhas que vemos por aí, Alina tem motivo para ficar assim. Ela pode estar ou não escorregando lentamente para a loucura e não consegue nada em que se agarrar pois, de repente, ela é uma estranha para aqueles que a conheciam, ela lhes dá medo. O tempo todo pensei se foi assim com o Darkling, se começou assim pra ele também, a solidão de ser tão diferente o empurrando em direção a um caminho sem volta.

O jeito como Bardugo escreveu isso foi simplesmente fascinante.

Aliás a Leigh sai do comum tantas vezes que, quando eu achei que ela tinha feito uma coisa beeeeeem chata e previsível e todo-livro-com-mocinha-retardada-tem, ela me surpreendeu, fez um Corte na minha descrença e sambou na minha cara. Estou até agora me recuperando disso.

 Sensação de abandono quando fechei o livro. Não queria sair daquele mundo, não queria tirar os personagens de mim. Vocês entendem isso, não? Não querer chegar perto de outro livro pra não tirar o gostinho que ficou daquele último, que te emocionou tanto. Mas não posso fazer isso, o lado da razão me diz que são livros demais a serem lidos pra eu me dar ao luxo de não eleger outro imediatamente. Vou aproveitar mais algumas horas observando o mundo pelos vitrais do Pequeno Palácio, Ruin and Rising, terceiro livro da trilogia (que pra mim poderia ser uma infinitologia), parece que só vai chegar na próxima vida.

Vai demorar tanto, mas tanto…

xoxo e bom fim de semana