Crooked Kingdom – Leigh Bardugo

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  •    Autor: Leigh Bardugo
  •    Editora: Henry Holt and Co.
  •    Nº de Páginas: 536
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 9,5

Cuidado humano, a não ser que você saiba quais os riscos de ingerir ‘parem, aconselho que mantenha distancia deste post!

Bem-vindo ao mundo grisha.
Depois de efetuar um golpe aparentemente impossível na infame Corte do Gelo, o prodígio do crime Kaz Brekker sente que nada poderá detê-lo. Mas sua vida está prestes a ter uma perigosa reviravolta—e com amigos que estão entre os mais mortais marginais na cidade de Ketterdam, Kaz vai precisar contar com mais do que pura sorte para sobreviver nesse submundo implacável. (Tradução livre, leve e solta)

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Olha, uma coisa que vocês deveriam saber antes de chegar perto de qualquer livro de Leigh Bardugo: ela come corações no café-da-manhã.

Essa mulher não tem problema nenhum, aliás eu acho que ela até gosta, de atormentar e esmigalhar os sentimentos de seus leitores. Não era pra ela gostar da gente? “Que espécie de amor é esse Leigh?! Eu me dediquei tanto a você e é assim que você retribui??”

Você me traiu

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Desculpa. É demais pra mim.

E ainda assim a louca aqui adora tudo o que ela escreve. Pois é, não posso evitar. E, cara, Crooked Kingdom é uma obra prima.

Ok, vamos falar da continuação de Six of Crows e talvez assim vocês entendam um pouco mais meu drama:

Eles conseguiram o impossível, agora precisam viver com as consequências disso…

A espera pelo que viria após a conclusão de Six of Crows me deixou maluca por meses. O ritmo é uma corrida alucinante de acontecimentos, mesmo sendo um livro enorme, que não acaba nunca! Uma verdadeira montanha russa de sentimentos, que te leva a comemorar cada pequena vitória e querer gritar quando as coisas dão errado. Tiros, correria, vingança, tramas, criminosos, amor, desespero, arrependimentos, coragem, magia e mais tiros. E é tanta coisa que o Kaz não consegue controlar, por mais que ele tente… (pausa para a blogueira se recompor).

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Falando em Kaz, Inej sempre vem logo em seguida. Eu realmente gosto muito de todos os personagens, Bardugo não poderia ter criado um grupo mais heterogêneo nem se tentasse, mas Inej e Kaz pra mim são a cereja desse bolo de arco-íris e pedaços de unicórnios. Se você prestar bastante atenção, pode ouvir o exato momento onde seu coração se parte por eles. Das infâncias arruinadas ao presente COMPLICADO, nada acontece como já estamos acostumados nos outros livros YAs.

Aliás, a qualidade da escrita e enredo é bem mais do que vemos na maioria dos YAs. Esse não é o seu livro “podia estar matando, podia estar roubando, mas estou lendo”. Não é o seu livro “acabou a bateria do celular na fila do banco”. Esse é do tipo “não fale comigo, não olhe pra mim, não respire perto de mim porque estou lendo”, aquele que envolve desde a primeira página e, quando você finalmente se dá conta, ele já tomou conta do seu ser. Sou apaixonada pela Leigh desde Sombra e Ossos, mas ela é a prova viva de que o que está bom sempre pode melhorar. Não há medo de ser poético, de ser profundo e brutal aqui.

Terminei essa viagem sem acreditar que era o fim e agora não sei se quero ser uma grisha ou acrobata quando crescer, mas posso te garantir que você vai se apaixonar pelas duas!

E sim, eu sei que é uma duologia, mas PELO AMOR DOS DEUSES! Não pode acabar assim, não é aceitável, não é humano!!

Tudo dói e eu estou morrendo. 🙂

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Six of Crows – Leigh Bardugo

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  •    Autor: Leigh Bardugo
  •    Editora: Henry Holt and Co.
  •    Nº de Páginas: 463
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 9,0

Esse livro pode ser lido sem medo de ser feliz por aqueles que não tenham lido a trilogia Grisha, apesar de não haver desculpa boa o suficiente no mundo pra alguém  não ler Sombra e Ossos. Só digo.

A OESTE DE RAVKA, ONDE GRISHAS SÃO ESCRAVIZADOS E ENVOLVIDOS EM JOGOS DE CONTRABANDISTAS E MERCADORES…

…fica Ketterdam, capital de Kerch, um lugar agitado onde tudo pode ser conseguido pelo preço certo. Nas ruas e nos becos que fervilham de traições, mercadorias ilegais e assuntos escusos entre gangues, ninguém é melhor negociador que Kaz Brekker, a trapaça em pessoa e o dono do Clube do Corvo.

Por isso, Kaz é contratado para liderar um assalto improvável e evitar que uma terrível droga caia em mãos erradas, o que poderia instaurar um caos devastador. Apenas dois desfechos são possíveis para esse roubo: uma morte dolorosa ou uma fortuna muito maior que todos os seus sonhos de riqueza.

Apostando a própria vida, o dono do Clube do Corvo monta a sua equipe de elite para a missão: a espiã conhecida como Espectro; um fugitivo perito em explosivos e com um misterioso passado de privilégios; um atirador viciado em jogos de azar; uma grisha sangradora que está muito longe de casa; e um prisioneiro que quer se vingar do amor de sua vida.

O destino do mundo está nas mãos de seis foras da lei – isso se eles sobreviverem uns aos outros. (Apesar de ter lido a cópia em inglês, a sinopse foi retirada da edição da Gutenberg)

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Nem toda calma do mundo é suficiente para falar sobre um livro de Leigh Bardugo. Ainda mais um livro sobre ladrões, espiões e Grishas trabalhando em bordéis.

É complicado encarar algo tão aguardado e tão hypado. Geralmente tenho um, dois, três pés atrás  (peço pés emprestados quando o assunto é livro) e só sossego quando viro a última página! Juro que tento não ser tão arisca assim, mas quem nunca teve uma experiência decepcionante com um livro cultuado antes mesmo de ser lançado?

Acontece que no quesito Leigh Bardugo ela teria que na verdade fazer força pra escrever algo ruim! Tipo, realmente querer ferrar as coisas, e ainda assim seus personagens acabariam sendo melhores dos que os de muitos autores famosinhos por aí…

É, é nesse nível que minha adoração por essa mulher anda.

Estou tentando seriamente não contribuir para a piscina de excitação que o precede, mas sinto que estou falhando miseravelmente. Li Six of Crows junto com uma amiga (também doente por Leigh Bardugo) e sei que não sou só eu idolatrando esse livro.

Sim, Aline, somos nós duas aqui.

Sim, Aline, somos nós duas aqui.

Aqui vamos nós para um lado pouco explorado do mundo Grisha, lugares que só sabíamos que existiam por que sempre estiveram no mapa e por algumas menções enquanto mergulhávamos em Ravka. E mesmo com todo o cenário maravilhoso, os detalhes intrincados que fazem qualquer um sentir como é estar nas ruas de Ketterdan, a maior realização desse livro são os personagens. Eu sei, eu seeeei que foco muito nisso, mas gente! É maravilhoso demais alguém botar NO PAPEL pessoas tão reais!! Eu sinto como se conhecesse cada um deles, como se, caso eu tivesse sorte (ou azar) suficiente para me ver em Ketterdan, facilmente trombaria com Mathias, ou teria minha carteira afanada por Kaz.

Os personagens principais não poderiam ser mais diferentes um do outro, mas um objetivo em comum os une e a partir daí coisas incríveis acontecem!

O objetivo? Bufunfa.

Todos os seis, o ladrão estrategista; a espiã acrobata; a Grisha capaz de parar corações; o atirador viciado; o fugitivo privilegiado e o injustamente condenado precisam desesperadamente de dinheiro. O que cada um vai fazer com sua parte no prêmio milionário, só enfrentando Kettterdan pra saber.

Outro ponto de tirar o folego, além de toda a ação-que-não-paras-um-segundo e os problemas-cabeludos-que-podem-matar-um-personagem-a-qualquer-momento, é a falta de romance.

Não, não estou usando drogas. Existem interações românticas sim, mas só estou avisando meus leitores incautos para esperaram muito mais que isso. A tempos a literatura YA foca demais no melodrama adolescente, na NECESSIDADE de ter um par romântico pra cada um dos malditos personagens! Nem que tenham que tirar uma atração misteriosa e inexplicável da manga. Six of Crows dá espaço pra coisas tão importantes quanto o l’amour: integridade, ética, honestidade e principalmente liberdade.

Os personagens aqui vão ter que lidar com coisas bem mais densas que um triangulo amoroso previsível.

Só pra compartilhar com vocês, o final me deixou ansiosa. Não ansiosa tipo “Que livro legal, lerei o próximo quando puder.” Ansiosa no nível:

xoxo e bom feriado!

Sol e Tormenta – Leigh Bardugo

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Eu podia casar com essa capa

  •    Autor: Leigh Bardugo
  •    Editora: Gutenberg
  •    Nº de Páginas: 368
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2014
  •    Título Original: Siege and Storm
  •    Tradutor: Eric Novello
  •    Avaliação: 10,0

Acredite em mim, se você não aprendeu como atravessar a Dobra em segurança lendo Sombra e Ossos você não vai querer continuar lende esse post. A blogueira não se responsabiliza por ataques de volcras, corações partidos ou possíveis desmembramentos.

Perseguida ao longo do Mar Real e aterrorizada pela memória dos que se foram, Alina Starkov tenta levar uma vida normal com Maly em uma terra desconhecida, enquanto mantém em segredo sua identidade como Conjuradora do Sol. Mas ela não pode ocultar seu passado e nem evitar seu destino por muito mais tempo. Ressurgido de dentro da Dobra das Sombras, o Darkling retorna com um aterrorizante e novo poder e um plano que irá testar todos os limites da natureza. Contando com a ajuda e com os ardis de um admirável e excêntrico corsário, Alina retorna ao país que abandonou, determinada a combater as forças que se reúnem contra Ravka. Mas enquanto seus poderes aumentam, ela se deixa envolver pelas artimanhas do Darkling e sua magia proibida, e se distancia cada vez mais de Maly. Ela será então obrigada a fazer a escolha mais difícil de sua vida: ter sua pátria, seu poder e o amor que ela sempre pensou ser seu porto-seguro ou arriscar perder tudo na tormenta que se aproxima.

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Sim, essa fui eu, após a leitura de Sol e Tormenta.

Vou tentar falar por cima do profundo amor que senti ao ler esse livro e como ele transformou algo já incrivelmente bom em espetacular. É, é nesse nível de fangirling que você está se metendo.

O mundo dos Grisha está fervendo em incerteza e medo. É tudo sombrio e ninguém mais sabe se fica ou foge, o que caracteriza traição e quem eles estão dispostos a trair. A verdade é uma só, com o golpe malfadado do Darkling os Grishas tiveram que escolher entre ele, seu líder, ou seu Rei e, de qualquer forma, acabariam com um inimigo muito inescrupuloso no final. Alina não tem esse tipo de escolha, ela só precisa seguir o conselho de Baghra e correr por sua vida. Porém como fazer isso quando a própria escuridão está te caçando?

Mais uma vez Bardugo nos traz personagens complexos e mostra outras facetas na personalidade de velhos conhecidos. Agora que Alina tem um poder palpável, ela começa a questionar seus pensamentos e de repente se vê lutando para não seguir o caminho do Darkling. Não tenho palavras pra dizer como amei a nova postura dela, tentando se adaptar ao poder e deixando a menininha para trás, que foi um ponto de irritação no primeiro livro. Já sentiram orgulho de um personagem? Pois é, senti orgulho de Alina Starkov, não ligo se você me achar doidinha por isso. De fato, cada personagem encontrou seu jeito de amadurecer.

-Mas blogueira, todo mundo mudou?
-Leitor, todo mundo, todo mundo não, mas os acontecimentos entre um livro e outro foram tão extremos que eles tinham que mudar, e ficou ótimo assim! Mudar é bom, todo mundo muda, se não mudássemos ainda seríamos organismos unicelulares no mar.

Agora uma confissão.

*Fecha as cortinas*

*Chega mais perto*

*Espia pra ver se não tem ninguém olhando*

Eu ainda amo o Darkling.

*Faz sinal pra pararem de surtar e falarem baixo*

Eu sei, eu sei, o cara é mau, sinistro e psicopata mas he’s soooooooooooo hot. O Maly é ótimo, sério, é a única pessoa sã no meio daquilo ali, mas, mas… droga! Deve ter a ver com os séculos se aperfeiçoando na arte de ser incrível que Maly nem pode sonhar em alcançar. Queria mais dele nesse livro. Tipo, muito mais.

Pra complicar você imaginaria que entra em cena mais um cara intrigante e cativante? Ele surge, da maneira mais inusitada possível que não vou compartilhar com vocês, mas surge. Alina encontra outro alguém profundamente interessado nela e, considerando seu último banho de água fria com a questão de confiança, ela faz o possível e impossível para deixar esse rapaz, no minimo insistente, a uma distancia segura.

Não sei se choro ou explodo de raiva

A parte mais pungente para mim, mais uma vez, foram os personagens. Toda aquela nebulosidade que circulava Maly não se dissipou, foi tomando forma, o moço adotou uma postura com Alina que me pareceu bem verdadeira, mas foi difícil enxergar a real motivação para que ele resolvesse agir finalmente. Encontramos o lado mais vulnerável do Darkling, e por favor note que, em comparação ao Implacável Mode On usual dele, um lado mais vulnerável não quer dizer exatamente o que você esperaria de algo vulnerável: uma velhinha atravessando a rua? Não. Uma cesta de filhotinhos? Definitivamente não. Um dragão que acordou com o cabelo podrinho? É por aí. Não interessa o que digam, pra mim ele pode estar tão confuso com seus sentimentos por Alina quanto ela está com os dela!

Falando nela, a Conjuradora do Sol se tornou, no momento, certo a mocinha que eu queria desde o princípio. Com uma melancolia totalmente diferente daquele sentimento de miudeza, de ser constantemente menosprezada, é até belo. Não que eu goste de ver alguém sofrer, mas é que, diferente da maioria das outras mocinhas que vemos por aí, Alina tem motivo para ficar assim. Ela pode estar ou não escorregando lentamente para a loucura e não consegue nada em que se agarrar pois, de repente, ela é uma estranha para aqueles que a conheciam, ela lhes dá medo. O tempo todo pensei se foi assim com o Darkling, se começou assim pra ele também, a solidão de ser tão diferente o empurrando em direção a um caminho sem volta.

O jeito como Bardugo escreveu isso foi simplesmente fascinante.

Aliás a Leigh sai do comum tantas vezes que, quando eu achei que ela tinha feito uma coisa beeeeeem chata e previsível e todo-livro-com-mocinha-retardada-tem, ela me surpreendeu, fez um Corte na minha descrença e sambou na minha cara. Estou até agora me recuperando disso.

 Sensação de abandono quando fechei o livro. Não queria sair daquele mundo, não queria tirar os personagens de mim. Vocês entendem isso, não? Não querer chegar perto de outro livro pra não tirar o gostinho que ficou daquele último, que te emocionou tanto. Mas não posso fazer isso, o lado da razão me diz que são livros demais a serem lidos pra eu me dar ao luxo de não eleger outro imediatamente. Vou aproveitar mais algumas horas observando o mundo pelos vitrais do Pequeno Palácio, Ruin and Rising, terceiro livro da trilogia (que pra mim poderia ser uma infinitologia), parece que só vai chegar na próxima vida.

Vai demorar tanto, mas tanto…

xoxo e bom fim de semana

Sombra e Ossos – Leigh Bardugo

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  •    Autor: Leigh Bardugo
  •    Editora: Gutenberg
  •    Nº de Páginas: 288
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2013
  •    Título Original: Shadow and Bone
  •    Tradutor: Eric Novello
  •    Avaliação: 9,0

 

Alina Starkov nunca esperou muito da vida. Órfã de guerra, ela tem uma única certeza: o apoio de seu melhor amigo, Maly, e sua inconveniente paixão por ele. Cartógrafa de seu regimento militar, em uma das expedições que precisa fazer à Dobra das Sombras – uma faixa anômala de escuridão repleta dos temíveis predadores volcras –, Alina vê Maly ser atacado pelos monstros e ficar brutalmente ferido. Seu instinto a leva a protegê-lo, quando inesperadamente ela vê revelado um poder latente que nunca suspeitou ter.

 A partir disso, é arrancada de seu mundo conhecido e levada da corte real para ser treinada como um dos Grishas, a elite mágica liderada pelo misterioso Darkling. Com o extraordinário poder de Alina em seu arsenal, ele acredita que poderá finalmente destruir a Dobra das Sombras.

 Agora, ela terá de dominar e aprimorar seu dom especial e de algum modo adaptar-se à sua nova vida sem Maly. Mas nesse extravagante mundo nada é o que parece. As sombrias ameaças ao reino crescem cada vez mais, assim como a atração de Alina pelo Darkling, e ela acabará descobrindo um segredo que poderá dividir seu coração – e seu mundo – em dois. E isso pode determinar sua ruína ou seu triunfo.

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 Pois é Pretties, como leitores de um blog pessoal vocês ocasionalmente estarão sujeitos aos excessos e esquisitices da autora. Ok, não tão ocasionalmente assim… mas é pra isso que os blogs servem né, pra compartilhar com os outros o que amamos, odiamos ou nos lixamos e a razão de tudo isso. Pois bem, essa é uma dessas vezes. Brace yourselves:

Fangirling is coming

Sombra e Ossos está na prateleira de honra, a prateleira reservada para a nata do meu gênero preferido: épicos fantásticos estrelados por garotas + Harry Potter. O frisson é tanta que eu tive que colocar um cordão de isolamento entre esses livros e os outros, contratar seguranças e só permitir fotos sem flash, não que adiante alguma coisa. Anyway, acontece que a obra da dona Bardugo conquistou seu lugar ali após uma coisa rara: a releitura do livro. Sim, com uma contagem obscena de livros para serem lidos EU RELI UM LIVRO ME JULGUEM

Então, eu já tinha me jogado em Sombra e Ossos logo que chegou aqui, achei bacana, mas estava tão focada em assuntos off mundo literário que nem resenha fiz e o tempo passou. Sabe quando você se lembra mais ou menos da história? Acontece que eu não queria ler mais ou menos Sol e Tormenta, simples. Coloquei O Rei Fugitivo de Lado (queria uma desculpa pra fazer isso porque estou com medo de ler sem saber quando chega  terceiro) e meio que inalei Sombra e Ossos numa sentada só e foi MARAVILHOSO! Pronto, agora que você já sabe como esse amor recém descoberto surgiu, vou te contar porque.

Alina é uma coisinha raquítica que segue seu incrível amigo Maly desde que se entende por gente. Sabe aquela amizade verdadeira, mas meio desigual justamente pela personalidade das pessoas? Alguém sempre dá mais que o outro, o outro nem repara muito nisso porque está ocupado demais sendo maravilhoso, mas sequer imagina sua vida sem aquele alguém. Alina sempre foi assim, subestimada por todos, pior, por ela mesma, e justamente isso que a impede de se sentir segura quando lhe dizem que agora é um Grisha, mais, que é única.

Maly, que ainda é um personagem meio nebuloso o que me faz pensar o quão bem Alina realmente conhece seu melhor amigo, fica revoltéx porque, de repente, perdeu sua fã número um. Como proceder numa situação assim? Problema maior ainda, ele a perdeu para o Darkling!

Oh, Darkling

Sabe aquela pessoa digna de adoração, que além de ser um mito se comporta como um? Darkling é assim, sombrio, maravilhoso, misterioso, sempre ocupado demais salvando o reino na guerra para ser gente como a gente. Ok, isso e o fato de ele ser o Grisha mais poderoso de todos. Todas as garotas Grishas tiveram pelo menos uma fase de crush nele, por mais inacessível que fosse, então não podemos exatamente culpar Alina por ficar babando, feliz da vida por ter momentos de tratamento especial e um pouco, POUCO de atenção de Vossa Sombricidade Real. Vamos tirar um minuto para lembrar que ninguém dava bola pra ela NUNCA!

Aconteça o que acontecer, o Darkling vai sempre ter um espaço no meu coração! #TeamShadow

A verdade é que Alina passa tempo demais tentando domar seu poder, e pensando que não consegue, tendo mais aulas, pensando que não consegue mais um pouco, eu gostaria que ela já saísse quebrando tudo e todos mas reconheço que a estória precisava desse tempo para se esclarecer.

Tentativa e erro, muita tentativa e erro

Acho que o que realmente me fisgou nesse livro foi o fato de os personagens não se mesclarem ao cenário. Eles existem! Tem profundidade, complexidade, não são inexpressivos como alguns personagens de sagas de fantasia, que se preocupam demais em desenvolver o mundo (que é MUITO importante) e esquecem de quem leva a estória adiante.

Falando nisso, Bardugo não poupou esforços pra criar um mundo cheio de detalhes para Ravka. É tudo tão lindo e cheio de emoção, impossível não enxergar os salões, as roupas, os personagens através dos olhos de Alina. Minha imaginação ficou a mil, senti aquela coceirinha pra colocar um pouco dela pra fora sem sair do clima da Dobra. (vide tentativa de fanart no insta)

Eu adoro a mensagem que ele passa! É, sou dessas que não procura mensagens nos livros porque muitas vezes acho que o autor não se deu o trabalho de tentar colocar uma lá., mas a Leigh fez esse livro com tanto amor que me apeguei a ela: não importa o que te digam, o que joguem em você, se valorize! Aquela velha frase “se você não se amar, que vai?” é a mais pura verdade. Nós somos tão bom quanto nos permitimos ser e às vezes as piores barreiras são aquelas que nós mesmos colocamos na nossa vida. Não tenha medo de pensar alto, pois ser simplório pode ser um pecado tão grave quanto ter ambição desmedida, tenha o amor que você acha que merece!

Deixando claro que eu AMO o mundo dos Grishas, com sua mistura de inspirações, cenários ótimos, uma sensação de perigo a cada corredor e planos grandiosos para pessoas incríveis. Espero que vocês tenham a chance de ler e ameaço com um Sangrador qualquer um que tenha lido e não venha comentar comigo o que achou. Estejam avisados.

Agora me retiro para absorver Sol e Tormenta.

P.S.: A Leigh é tão do amor que fez uma música para seu livro! Such feels!