A Court of Mist and Fury (Corte de Névoa e Fúria) – Sarah J. Maas

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  •    Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Bloomsbury
  •    Nº de Páginas: 626
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 8,5

LEIA A Court of Thorns and Roses PRIMEIRO. A blogueira não se responsabiliza por corações partidos, sangramentos oculares ou possíveis desmembramentos por criaturas sombrias.

Feyre sobreviveu as garras de Amarantha para voltar à Corte da Primavera – mas a um custo exorbitante. Embora ela agora tenha as atribuições da Corte feérica, seu coração continua sendo humano, e ele não pode esquecer os atos terríveis que ela realizou para salvar o povo de Tamlin. Nem Feyre havia esquecido de sua barganha com Rhys, Lorde da temida Corte da Noite. Enquanto Feyre navega em uma escura teia de política, paixão e poder deslumbrante, um grande mal de aproxima-  e ela pode ser a chave para pará-lo. Mas só se for capaz de domar seus dons escruciantes, curar sua alma estilhaçada e decidir como ela deseja construir seu futuro. E o futuro de um mundo partido em dois. – Tradução própria.

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Eu depois de ler ACOMAF pra ABSOLUTAMENTE todo mundo.

 

Girl Power.

Dificilmente vamos encontrar melhor definição para essa história. Todas as mocinhas objeto, bonecas de porcelana retardadas e aquele territorialismo macho alpha que algumas pessoas acham lindo de morrer podem ir pro inferno. Feyre chegou para COLOCAR TODOS NO DEVIDO LUGAR.

“Ah blogueira, mas ele é o mocinho e ele só quer proteger a mocinha…”

NÃO. Eu não tenho mais estomago pra isso! Ou essa porcaria de mocinha aprende logo a se defender sozinha ou ela simplesmente não serve mais pra ser mocinha. Já deixamos para trás a época quando só belas, recatadas e do lar valiam alguma coisa.

#fimdochilique

Ok, falando mais sobre o livro, tivemos um salto gigantesco tanto de qualidade quanto de enredo do primeiro pro segundo! E foi uma das melhores coisas já feitas na história do planeta! Eu não fazia ideia de que mudanças aconteceriam (sou daquelas que não lê sinopse nem resenhas de continuação) então realmente fui pega de calças curtas nesse quesito.

O parágrafo a seguir contém spoilers, vai por sua conta e risco. (selecione o texto com o cursor do mouse para conseguir ler)

Como ACOTAR foi uma retelling de A Bela e a Fera (melhor conto de fadas ever) eu realmente era apaixonada por Feyre e Tamlin apaixonados um pelo outro. Quando ACOMAF se mostrou um retelling de outra lenda, Hades e Perséfone por um momento não soube o que pensar, mas se Sarah J. Maas pode te fazer amar um personagem, ela com certeza por de te fazer odiá-lo também. Então fiz minhas pazes com a história e continuei aproveitando cada capítulo como se não houvesse amanhã.

Não foi algo tirado da manga, pelo menos pra mim, as atitudes e as circunstancias que levaram os personagens para rumos diferentes do que antes estavam fizeram muito sentido ou caíram como uma luva e me fizeram ter certeza que era aquilo que a Sarah queria desde o começo!

 A medida que Feyre foi caindo na real eu também fui.

O problema é que quando isso aconteceu ela já estava num poço realmente profundo.

Mas não só de reviravoltas vive ACOMAF, temos um monte de novos personagens que roubam a cena, eles tem personalidades próprias, histórias próprias. São praticamente tridimensionais para nós, pois não se confundem com o cenário como acontece em muitos livros por aí. Nos livros da SJM temos uma quantidade considerável de personagens masculinos gostosos para uma protagonista só sofrência. .Eu sei que é um pouquinho improvável, mas juro que ela ouviu minha solicitação e colocou mais personagens femininas! Compartilhamos a história de Mor e Amren também. E Feyre era legal e foda e eu queria ser como ela… até aparecer Amren, porque Amren, poder é poder.

Sarah J. Maas tem zero considerações com os sentimentos dos leitores.

Esse livro, acima de tudo, é sobre vida e amor. Sobre se encontrar mesmo quando você nem se lembra mais quem costumava. É sobre renascimento, sobre superar uma alma fraturada e não juntar os caquinhos para voltar a ser o que era, mas criar algo novo e maravilhoso. Depressão aqui não é só um estado clínico, é a imensidão do abismo que encara de volta. A história de Feyre e Rhysand fala de sacrifícios reais, sem ambição por reconhecimento, e de como os passos para se reerguer são duros, mas não impossíveis.

Não tem como essa leitura passar em branco, mesmo que você não goste da fantasia, mesmo que você não conheça em primeira mão o que é depressão. Esse livro vai te tocar.

P.S.: Então, esse livro é hot. Tão hot que a Record realmente deveria tirar o selo infanto juvenil dele. Realmente.@_@

Dama da Meia-Noite – Cassandra Clare

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  •    Autor: Cassandra Clare
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 574
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: Lady Midnight
  •    Tradutor: Rita Sussekind

   Avaliação: 8,5

 

Não que seja da minha conta, mas se você não leu nenhum outro livro da série Caçadores de Sombras não sei se vai entender muito esse aqui… Porém vivemos num mundo livre e spoiler não é crime. Ainda.

Em um mundo secreto onde guerreiros meio-anjo juraram lutar contra demônios, parabatai é uma palavra sagrada.

O parabatai é seu parceiro na batalha. O parabatai é seu melhor amigo. Parabatai pode ser tudo para o outro, mas eles nunca podem se apaixonar.

Emma Carstairs é uma Caçadora de Sombras, uma em uma longa linhagem de Caçadores de Sombras encarregados de protegerem o mundo de demônios. Com seu parabatai Julian Blackthorn, ela patrulha as ruas de uma Los Angeles escondida onde os vampiros fazem festa na Sunset Strip, e fadas estão à beira de uma guerra aberta com os Caçadores de Sombras. Quando corpos de seres humanos e fadas começam a aparecer mortos da mesma forma que os pais de Emma foram assassinados anos atrás, uma aliança é formada. Esta é a chance de Emma de vingança e a possibilidade de Julian ter de volta seu meio-irmão fada, Mark, que foi sequestrado há cinco anos. Tudo que Emma, Mark e Julian tem a fazer é resolver os assassinatos dentro de duas semanas antes que o assassino coloque eles na mira.

 Suas buscas levam Emma de cavernas no mar cheias de magia para uma loteria sombria onde a morte é dispensada. Enquanto ela vai descobrindo seu passado, ela começa a confrontar os segredos do presente: O que Julian vem escondendo dela todos esses anos? Por que a Lei Shadowhunter proíbe parabatais de se apaixonarem? Quem realmente matou seus pais e ela pode suportar saber a verdade?

A magia e aventura das Crônicas dos Caçadores de Sombras tem capturado a imaginação de milhões de leitores em todo o mundo. Apaixone-se com Emma e seus amigos neste emocionante e de cortar o coração no volume que pretende deliciar tantos novos leitores como os fãs de longa data

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Recomendo fortemente a leitura de As Peças Infernais e Os Instrumentos Mortais antes de embarcar nessa série. Numerosos, selvagens, gigantescos Spoilers de Instrumentos Mortais e As Peças Infernais nesse livro! Não leia se tem a mais pálida chance de ler as outras séries depois.

Enfim…

Tem alguma coisa extremamente prazerosa no ato de começar um livro que você SABE que vai gostar muito! Pode ser aquele autor que você ama, uma série que te cativou ou simplesmente aquele debut com uma sinopse tão perfeita que só um cataclismo pra fazer a história ser ruim!

E quando você termina de ler esse livro tão aguardado e pensa “Caramba, foi ainda melhor do que eu esperava”? Essa é a minha história de amor com Dama da Meia-Noite.

Ainda estou sob os efeitos alucinógenos da leitura recente, mas acho que essa trilogia vai ser ainda melhor que As Peças Infernais! Tirando o final de Princesa Mecânica, nada nessa Terra supera aquele final…

Cassie deixou seus personagens ainda mais reais, mais diferentes uns dos outros, cada um com uma personalidade bem definida e seus problemas paralelos ao restante da história. Sério, não tem como não amar os irmãos Blackthorn, não é humanamente possível! Sou filha única e sempre quis um irmão (mais velho ou mais novo, tanto faz) pra compartilhar tudo, então não é surpresa que fique encantada com esse lado do livro. A situação é agravada porque além de lindo e maravilhoso, Julian ainda ama e cuida de toda a trupe como se fosse o pai deles, não só um irmão.

Porém já dizia o ditado nerd “Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades” e Julian acaba sendo esmagado pela barra que é criar quatro crianças, ainda mais quando ele mesmo ainda é uma. Talvez um ponto irritante no livro seja que esse sufocamento é mencionado O.TEMPO.TODO. Mas prefiro relevar isso e encarar como sendo como ele realmente se sente.

Sério.

Emma, apesar de dividir o palco com vários outros personagens, é uma mocinha ótima. Passei da fase das belas, recatadas e do lar que não viram nada da vida e que seguem deslumbradas com cada palavra dita pelo mocinho do livro. Apesar de ser só uma garota de 17 anos Emma já sabe o que é bom para ela e não perde tempo sendo meiga e ponderada. Adoro.

Esse romance central impossível, com um ‘que’ de Proibido, da Thabita Suzuma, me deixou louca de tensão e foi o ponto alto da história toda. Mark, Cristina e as revelações bombásticas que não foram tão bombásticas quanto eu gostaria (e Cassie Clare já foi melhor nesse quesito) ficaram pálidos perto do que senti acompanhando esse amor.

Definitivamente o tipo de livro que te deixa pensando na história o dia inteiro, desejando ter uma pausa pra terminar logo e descobrir o que vai acontecer, mesmo sabendo que vai demorar MILÊNIOS até o próximo volume ser lançado. Se eu tinha um pezinho atrás com os Shadowhunters depois do filme e da série (que odeio com todas as forças), isso passou. Voltei com força total para o time #ContinueCriandoNovasSériesDeCaçadoresDeSombrasEternamenteCassie

xoxo e boa semana!

PS Para Quem Já Leu: Essa decisão da Emma vai dar mer%#, sim ou claro?

 

 

Uma Chama Entre as Cinzas – Sabaa Tahir

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  •    Autor: Sabaa Tahir
  •    Editora: Verus
  •    Nº de Páginas: 432
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: An Ember in the Ashes
  •    Tradutor: Jorge Ritter

   Avaliação: 8,5

Laia é uma escrava. Elias é um soldado. Nenhum dos dois é livre. No Império Marcial, a resposta para o desacato é a morte. Aqueles que não dão o próprio sangue pelo imperador arriscam perder as pessoas que amam e tudo que lhes é mais caro. É neste mundo brutal que Laia vive com os avós e o irmão mais velho. Eles não desafiam o Império, pois já viram o que acontece com quem se atreve a isso. Mas, quando o irmão de Laia é preso acusado de traição, ela é forçada a tomar uma atitude. Em troca da ajuda de rebeldes que prometem resgatar seu irmão, ela vai arriscar a própria vida para agir como espiã dentro da academia militar do Império. Ali, Laia conhece Elias, o melhor soldado da academia — e, secretamente, o mais relutante. O que Elias mais quer é se libertar da tirania que vem sendo treinado para aplicar. Logo ele e Laia percebem que a vida de ambos está interligada — e que suas escolhas podem mudar para sempre o destino do próprio Império.

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Facilmente reconhecido também como Tempestade de Emoções, Uma Chama Entre as Cinzas fez exatamente isso comigo. Senti receio, agitação, pânico, ansiedade, repulsa, desgosto, alegria, mais ansiedade, raiva, indignação. É claro que amei.

A história de Laia, a garota pobre de uma nação escravizada, e Elias, o menino de ouro de um sistema violento está longe de ser óbvia. Ela fala de esperteza, determinação, do que o coração realmente quer e se isso vale a pena ou não. Se é digno morrer pela leveza de seu coração.

A ambientação obviamente inspirada no Império Romano é maravilhosa. Qualquer fã de história vai pescar os costumes e valores que transportam qualquer um para aquela atmosfera grandiosa. Para a nossa alegria tem mágica também, ou indícios de magia, e o bom e velho fanatismo religioso.

Eu amei como Elias é um rebelde na alma, nos mais profundo lugar de seu ser, mas morre de medo de ser descoberto. Ele quer enfrentar a mãe, a pior pessoa no mundo literário, atrás apenas de Joffrey Baratehon, porém tem tantas coisas a considerar. Principalmente sua melhor amiga.

Helene não tem tantas oportunidades de mostrar sua voz na trama, mas é tão fascinante quanto qualquer um dos protagonistas. Ela é uma garota militar, ela acredita piamente no que faz e na superioridade do Império Marcial, tanto que deixou até mesmo de enxergar os escravos como seres humanos e recebeu de braços abertos a vida que a academia lhe proporcionou. Ainda assim ela se resigna muito quando o assunto é Elias, aceitando que sempre estará em segundo lugar em relação a ele, o que só me deixou mais interessada no que iria lhe acontecer.

E no lado oposto dessas pessoas violentas temos Laia. Ela pode ser um pouco cansativa no inicio, acho que perdi o pouco de paciência que tinha com personagens se martirizando, repetindo o quão ruim elas são, o quão covardes. É, realmente ela não foi um exemplo de coragem no começo, mas também não foi burra. É com o passar das páginas que vemos o esforço que ela vai fazendo para se livrar o pavor, do terror físico e mental que a nova vida como escrava oferece. E pra ajudar temos a mãe do Elias, e diretora da academia, para ser terrivelmente cruel.

É sério, ela é MUITO, MUITO, MUITO RUIM.

Conseguiu uma vaga na categoria de vilões realmente odiados, ela deve ter criado Ramsay Bolton desde pequeninho e ensinado tudo pra ele.

Sim, nós temos um triângulo com quatro lados romântico que é uma verdadeira loucura. Juro que terminei o livro e ainda não sei que casais eu quero que fiquem juntos. Um ESCÂNDALO. Ele não é óbvio e chatinho, o que sinceramente poderia te matado o livro todo. Só ajudou a deixar a história ainda mais empolgante.

Em algum lugar eu li que esse seria um stand alone. Talvez meu coração tenha perdido uma batida ou duas nesse momento. Então a autora confirmou a continuação A Torch Against The Night pra esse ano e tudo ficou bem novamente. Quero dizer, na medida do possível agora que estou salivando pela espera!

Uma Chama Entre as Cinzas era uma das leituras mais esperadas de 2016 e agora se tornou uma das leituras mais adoradas também, não sei o que vocês estão fazendo ai ainda que não começaram a devorar esse livro…

xoxo

O Despertar do Príncipe – Colleen Houck

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  •    Autor: Colleen Houck
  •    Editora: Arqueiro
  •    Nº de Páginas: 384
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: Reawakened
  •    Tradutor: Ana Resende

   Avaliação: 5,5

O despertar do príncipe é o primeiro volume da aguardada série Deuses do Egito, uma aventura fascinante que vai nos transportar para cenários extraordinários e nos apresentar a criaturas fantásticas da rica mitologia egípcia. Colleen Houck é autora de A maldição do tigre, série que já vendeu mais de 500 mil exemplares no Brasil. “Os fãs de Rick Riordan vão se divertir com esta fantasia. Uma narrativa incrivelmente bem pesquisada com um ar de mistério e romance.” — School Library Journal Aos 17 anos, Lilliana Young tem uma vida aparentemente invejável. Ela mora em um luxuoso hotel de Nova York com os pais ricos e bem-sucedidos, só usa roupas de grife, recebe uma generosa mesada e tem liberdade para explorar a cidade. Mas para isso ela precisa seguir algumas regras: só tirar notas altas no colégio, apresentar-se adequadamente nas festas com os pais e fazer amizade apenas com quem eles aprovarem. Um dia, na seção egípcia do Metropolitan Museum of Art, Lily está pensando numa maneira de convencer os pais a deixá-la escolher a própria carreira, quando uma figura espantosa cruza o seu caminho: uma múmia — na verdade, um príncipe egípcio com poderes divinos que acaba de despertar de um sono de mil anos. A partir daí, a vida solitária e super-regrada de Lily sofre uma reviravolta. Uma força irresistível a leva a seguir o príncipe Amon até o lendário Vale dos Reis, no Egito, em busca dos outros dois irmãos adormecidos, numa luta contra o tempo para realizar a cerimônia que é a última esperança para salvar a humanidade do maligno deus Seth. Em O despertar do príncipe, Colleen Houck apresenta uma narrativa inteligente, cheia de humor e ironia.

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Blogueira, segura na mão de Rá e vai.

 

Dai você lê essa sinopse e pensa “ok, múmias, coisas podres que morreram faz muito tempo, não dá pra encarar uma dessas, certo? O Amon deve ser assim:”

Aaaargh

Errado. Conheça Amon:

O prazer é todo seu

 

Pode ficar a vontade para imaginar que ele é a versão egípcia do Ren, de A Maldição do Tigre, porque, sinceramente, não vejo a menor diferença entre eles a não ser a origem geográfica e o objetivo de vida/morte/vida ligeiramente mais grandioso.

Não posso negar que em determinado momento fiquei completamente hipnotizada pelo livro, sério, fiquei achando tudo lindo e maravilhoso! Então terminei de ler e percebi que, conforme ia repassando a história na minha cabeça, a coisa foi ficando simplesmente ABSURDA (e não no bom sentido). Aliás, cada vez que penso nisso diminuo um ponto na nota do livro.

Mas primeiro quero falar da minha antipatia pela Colleen. Ou melhor, pelas mocinhas da Colleen.

Se já não me bastasse a Kels louca varrida que simplesmente vai pra India com um cara que ela não conhece, agora temos Lilliana Young.

“Embora eu fosse muito exigente, usasse só roupas de grife e o valor da minha mesada fosse maior do que tudo que a maioria das pessoas na minha idade ganhava em um ano, eu estava longe de ser esnobe.”

Sério, como? COMO a pessoa tem coragem de dizer que não é esnobe depois de JOGAR NA SUA CARA LITERÁRIA tudo isso? #bitchplease

E não é só apenas isso! A primeira coisa que o Amon faz com ela é lançar um feitiço PARASITA que suga a energia da menina para mantê-lo vivo.  Eu mataria o cara, vocês não? Quero dizer, ele está drenando. a. minha. energia. Mas Lily está de boa na lagoa com tudo isso… Tipo “Shit happens, por que não ir para o Egito com o deus-múmia-parasita? Ele realmente precisa de mim…”

E é claro que ela se apaixona perdidamente por ele, até eu fiquei babando. Ele é um deus lindo, todo poderoso e com uma conversinha pra boi dormir que derrete qualquer mortal. Só tem aquele detalhezinho de nada, aquela letrinha miúda no fim do contrato: ELE ESTÁ SUGANDO A ENERGIA DELA!

Não é legal cara, não é legal!

Acho que é com isso que eu não me conformo, a facilidade com que essa relação “síndrome de estolcomo-esqua” se desenvolveu. Faltou um pouco mais de raiva, indignação e revolta da parte lesada pra deixar tudo mais natural. Ou tão natural quanto encontrar uma múmia que volta a cada mil anos para salvar o universo possa ser.

Okay, vou deixar esse tópico descansar um pouco. Vamos falar de como a Colleen faz a lição de casa dela. Em a Maldição do Tigre a ambientação foi fantástica, pra dizer o mínimo. Ela pesquisou bastante sobre o local e conseguiu, mesmo sem ter ido pra lá (agora ela é ryca e pode) nos trouxe a Índia. Senti a mesma coisa em relação ao Egito moderno nesse livro e gostei das referencias aos mitos do Egito antigo. Algumas pessoas disseram que esse é um livro racista, mas sinceramente não achei. Estranharia se ela colocasse todo mundo andando de saiote e delineador diva pelas ruas do Cairo de hoje, mas não foi o caso. Um príncipe ter olhos verdes, característica que aparentemente é proibida pela genética egípcia, gera um ataque de pelancas por ai….

Apesar do romance e a tensão entre Lily e Amon ofuscarem muitas coisas no livro, por exemplo a mitologia, a missão em si foi bem interessante. Deixou um gancho matador no final e muitas teorias a respeito do que a Lily pode fazer pra deixar de ser tão chata. Se você amou a Saga do Tigre, ponha um saiotinho plissado e se joga. Se odiou, assista A Múmia (1999) que você ganha mais. Eu estarei aqui esperando pela continuação porque, apesar de tudo, ainda estou ligada a esses dois e preciso saber o que vai acontecer.

xoxo

Blogueira fazendo a egipcia glam

 

 

 

O Rei Demônio – Cinda Williams Chima

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  •    Autor: Cinda Williams Chima
  •    Editora: Suma
  •    Nº de Páginas: 384
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2014
  •    Título Original: The Demon King
  •    Tradutor: Ana Resende

   Avaliação: 8,5

O jovem ladrão reformado Han Alister é capaz de quase qualquer coisa para garantir o sustento da mãe e da irmã, Mari. Ironicamente, a única coisa valiosa que ele possui não pode ser vendida: largos braceletes de prata, marcados com runas, adornam seus pulsos desde que nasceu. São claramente enfeitiçados — cresceram conforme ele crescia, e o rapaz nunca conseguiu tirá-los.

Enquanto isso, Raisa ana’Marianna, princesa herdeira de Torres, enfrenta suas próprias batalhas. Ela poderá se casar ao completar 16 anos, mas ela não está muito interessada em trocar essa liberdade por aulas de etiqueta e bailes esnobes. Almeja ser mais que um enfeite, ela aspira ser como Hanalea, a lendária rainha guerreira que matou o Rei Demônio e salvou o mundo.

Em O Rei Demônio, primeiro de quatro livros, os Sete Reinos tremerão quando as vidas de Han e Raissa colidirem nesta série emocionante da autora Cinda Williams Chima.,

 

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Fazia tempo que não esbarrava numa fantasia tão ‘na medida’ assim. Com um enredo bem dinâmico e no mínimo diversificado, O Rei Demônio me prendeu do começo ao fim e basicamente arruinou minhas chances de completar a meta de leitura do Ano. Agora preciso ler as continuações, não importa se elas estavam na lista ou não.

Primeiro livro da Cinda que leio, me surpreendeu um bocado. A narrativa é dividida entre Han, o nosso Alladin de Fells, e Raisa, a princesa nada frágil. São somente dois pontos de vista, mas parece muito mais! Com tantos personagens, cada um com suas particularidades e muita importância na história, ninguém fica ocioso ali, não nos cansamos ou ficamos ‘engessados’ em Han e Raisa.

Por culpa da Disney, qualquer garoto simpático, cheio de desenvoltura e que ganhe sua vida nas ruas de uma cidade difícil, sofrerá da síndrome de Aladin, logo, temos que gostar muito dele! Han não foge à regra, apesar de ser o ‘dono da rua’ (Turma da Mônica, oi?) ele tenta deixar a vida de furtos e trambiques de lado e se afastar da violência pelo bem de sua irmãzinha, Mira. A questão é que os problemas parecem persegui-lo. Sério, esse menino não tem um minuto de descanso o livro todo!

Só que nesse caso ele é loiro de olhos azuis

Gostei muito do seu caráter e da forma como ele reage aos problemas que vão se apresentando. Bem diferente da Raisa. Ai, Raisa. Essa menina, além de ser controlada por uma avalanche de hormônios, tem todo tipo de resposta desde as mais sensatas até as mais estúpidas. Sim, ela é uma adolescente, eu entendo isso, mas ela é a PRINCESA-HERDEIRA do reino! Ela é treinada desde o útero para desempenhar sua função o melhor possível, então pelo amor de deus, controle-se Raisa ana’Marianna!

Não que eu não tenha amado ela no fim do livro, só queria dar uns bons tapas nela pra ver se pegava no tranco.

Alias, só para constar, a Cinda é tão boa nisso que a Raisa sabe que deveria ser mais controlada e altruísta, ela simplesmente ainda não consegue! Exemplo de autora que nos exatamente onde ela queria…

Friamente calculado, como uma verdadeira sangue azul

Não vou falar dos outros trezentos personagens ativos, vocês devem descobrir eles por si próprios, mas já adianto que me arrependo de não ter passado três anos nos clãs.

O Rei Demônio é o tipo de fantasia que me deixa querendo sempre mais, pensando no livro quando não estou lendo e me deixa ansiosa, imaginando o que pode acontecer. Aliás, por motivo de força maior, tive que interromper a leitura justamente no final quando coisas dignas de OMG! estavam em andamento e foi terrível! Só consegui terminar no dia seguinte e o suspense estava acabando comigo. Não recomendo esse tipo de coisa pra ninguém.

Pegue O Rei Demônio e leve para um canto tranquilo, com café e doces suficientes para algumas horas. Quando terminar, aproveite para fazer uma pausa e esticar as pernas, depois volte para o canto tranquilo e comece A Rainha Exilada, você não vai se arrepender!

xoxo

Trono de Vidro – Sarah J. Maas

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  •    Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 392
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2013
  •    Título Original: Throne of Glass
  •    Tradutor: Bruno Galiza

   Avaliação: 7,5

Depois de cumprir um ano de trabalhos forçados nas minas de sal de Endovier por seus crimes, Celaena Sardothien, 18 anos, é arrastada diante do príncipe. Príncipe Dorian lhe oferece a liberdade sob uma condição: ela deve atuar como seu campeão em um concurso para encontrar o novo assassino real. Seus adversários são ladrões e assassinos, guerreiros de todo o império, cada um patrocinado por um membro do conselho do rei. Se ela vencer seus adversários em uma série de etapas eliminatórias servirá no reino durante três anos e em seguida terá sua liberdade concedida.
Celaena acha suas sessões de treinamento com o capitão da guarda Westfall desafiadoras e exaustivas. Mas ela está entediada com a vida da corte. As coisas ficam um pouco mais interessantes quando o príncipe começa a mostrar interesse por ela… Mas é o rude capitão Westfall que parece entendê-la melhor.
Então um dos outros concorrentes aparece morto rapidamente seguido por outros… Pode Celaena descobrir quem é o assassino antes que ela se torne a nova vítima? A medida que a investigação da jovem assassina se desenrola a busca por respostas a leva descobrir um destino maior do que ela jamais poderia ter imaginado.

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Aquele momento constrangedor que você percebe que nunca resenhou nenhum livro de uma das suas séries favoritas.

Bora, espremer cada gota de memória dessa leitura de 2, eu disse DOIS, anos atrás?

Não é novidade para ninguém que sou louca pela série Trono de Vidro e às vezes sou acometida de uma vontade imensa de reler esse livro, dar uma segunda chance como fiz com Sombra e Ossos, mas daí lembro da quantidade de livros não lidos na minha estante e desisto.

O engraçado é que o primeiro volume é o que menos gostei e quase, quase mesmo, parei por aí achando sem gracinha. No Skoob cheguei a dar 4 estrelas, choradas, mais por consideração que qualquer coisa. Eu admito, tinha uma expectativa insana em relação a essa estória. Quero dizer, vocês leram a sinopse????? Como poderia dar errado com uma sinopse dessas?

Acontece que a Celaena aqui é  chata, chata e chata. Leva tempo e empenho pra gostar dela. Ela é arrogante, mega confiante e meio egoísta, mas e ai? Quem é perfeito? A verdade é que foi exatamente essa postura de patricinha mimada que tirou um pouco do brilho pra mim. Eu esperava mais disso:

E acabei tendo muito disso:

Ao menos na maior parte do livro…

Mas daí temos rompantes de ‘maravilhosidade’ que nos dão esperanças de um mundo melhor, como frases assim:

“Eu posso sobreviver muito bem sozinha—se me fornecerem o material de leitura adequado.”

Ou atitudes de tirar o fôlego, que mostram que há de fato, uma profundidade velada nessa menina.

Além da tensão da competição, que Celaena parece driblar muito bem ARRUMANDO PRA CABEÇA DELA e de Chaol, temos dicas de como foi seu passado glorioso, antes de parar nas minas de sal. Bem, falando em arrumar pra cabeça, posso estar sendo injusta aqui. Ela não foi propriamente atrás de novos problemas, mas também não lutou muito pra se desvencilhar, se é que me entendem.

Daí é numa dessas que a moça arrasta Chaol, o Capitão da Guarda e dono de meu coração e Dorian, que poderia muito bem protagonizar O Retrato de Dorian Gray de tão bonito que esse Príncipe é. Eles ficam meio que hipnotizados pelos dotes da moça, depois dela tomar um bom banho e pentear o cabelo, e fácil imaginar que agora apoiarão muito uns aos outros.

Vale lembrar que a relação de Chaol e Dorian é linda, esses dois tem uma lealdade e um entendimento mútuo que só quem vive solto, porém preso a um grande fardo, sabe dividir.

Seria mais ou menos a relação de Celaena com Nehemia, uma amizade incrível e linda, se não fosse o mistério e todas as surpresas que a estrangeira guarda na manga. Nehemia é, sem sombra de dúvidas, minha personagem preferida.

Algo inusitado, e que eu gosto muito, na escrita de Sarah é que ela não se prende à personagem principal. Ela cria várias histórias paralelas e vai entrelaçando tudo de uma forma magnífica e nem um pouco cansativa, pra mim uma prova da criatividade doida dessa mulher!

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Como se a enxurrada de nomes exóticos não fosse o suficiente, né, mas deixa pra lá.

Essa foi a estreia de Sarah J. Maas, e chegou chamando muita atenção. A questão é que mesmo tendo falhas e ficar devendo nas minhas expectativas altíssimas, assim que soube do lançamento de Coroa da Meia-Noite instantaneamente precisei desse livro! E não me arrependi.

Aliás, fica até estranho eu reclamar tanto da Celaena aqui e construir um verdadeiro altar de adoração pra ela no próximo livro. (Se alguém se interessar, temos celebrações todas as sextas.) Então, se você ainda não leu Trono de Vidro, leia! Se já e amou, ótimo! Se já leu e ficou como eu, corra e garanta seu Coroa da Meia-Noite, você não sabe o que está perdendo!

xoxo e boa semana curtinha

A Court of Thorns and Roses (Corte de Espinhos e Rosas) – Sarah J. Maas

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  •    Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Bloomsbury
  •    Nº de Páginas: 432
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 9,5

Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, Feyre precisa enfrentar a ira das fadas que, buscando justiça, a fazem escolher: ou a caçadora oferece sua própria vida em sacrifício a um monstro, ou deve abrir mão de sua vida humana e se mudar para o mundo das fadas.Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, Feyre precisa enfrentar a ira das fadas que, buscando justiça, a fazem escolher: ou a caçadora oferece sua própria vida em sacrifício a um monstro, ou deve abrir mão de sua vida humana e se mudar para o mundo das fadas. (Sinopse divulgada pela Galera Record)

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Sim, é claro que eu estava praticamente salivando pra ter esse livro em mãos.

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E sim, eu esperava ao menos gostar desse livro, já que ele é de uma das minhas autoras favoritas, mas tentei segurar minha onda pra não morrer de desgosto depois. Você sabe, só pro caso de ser um Insaciável da vida (Meg Cabot destruiu nossa relação com esse livro). Mas poderia ter mergulhado de cabeça que não ia me desapontar. A Court of Thorns and Roses é maravilhoso!

A maior, ou melhor dizendo, a característica mais gritante desse livro na minha humilde opinião, aquela que me fez prestar atenção e amar cada momento e página, é a falta do livro-de-regras-literárias. Não que tudo seja imprevisível, quero dizer, é uma releitura de A Bela e a Fera, a gente SABE que a Feyre vai se apaixonar por Tamlin, A GENTE se apaixona por Tamlin! Mas a Sarah evita pequenas grandes coisas que aparentemente viraram regra no mundo YA e que, inclusive, até acontecem nos outros livros dela. Vamos ao exemplo:

“Somos apresentados ao super atraente protagonista masculino que vai passar um bom tempo ao lado da protagonista feminina bonitinha até que BUM, entra mais um personagem masculino super atraente que também vai passar um bom tempo ao lado da tal protagonista feminina. Oh, droga, preparem-se para mais-um-triangulo-amoroso… SÓ QUE NÃO! Porque, caso os autores de YA não tenham percebido até agora, é possível que personagens masculinos existam no mesmo núcleo que a mocinha sem se apaixonar perdidamente por ela!”

Não considero isso spoiler até porque dá pra perceber logo no começo do livro e acho importante mencionar por que, como eu, algumas pessoas podem desistir de um livro achando que vem mais do de sempre por aí.

Quero lembrar também que esse é um romance. Com doses elevadas de sexy time, bem mais do que estamos acostumados com Trono de Vidro e cia. Por falar nisso, gostaria muito de parar de comparar uma série com outra, mas não dá!! Pelo menos as comparações são boas… temos uma ótima construção de mundo, ficamos imersos na história e me diverti muito com as situações um pouco diferentes que a Feyre se metia. Senti uma atmosfera mais sombria em relação a TdV, mas já era de se esperar, tendo em vista a proposta SACRIFÍCIO gritando na sinopse.

Agora vamos falar de coisa boa? Vamos falar de Toptherm… Digo, vamos falar dos personagens! Sarah manja dos paranauê nesse quesito. Feyre é casca grossa, vivida e tem uma língua perigosa para ela mesma… “Celaena, é você?” Num dia de mau humor eu até poderia pensar isso, mas a questão é que ambas personagens mesmo com o ‘molde’ bem parecido tem outras características marcantes e, o principal, são ótimas a própria maneira.

E temos Tamlin.

Só tenho uma coisa pra te dizer. Seu filho da mãe esperto.

(Entendedores entenderão)

Ele faz parte de um harém de caras muy buenos que são bem populares na escrita da Sarah, não que alguém esteja reclamando aqui, certo meninas?? Mas a verdade é que sinto falta de mais personagens secundárias femininas, só pra balancear…

Passando por um núcleo de personagens não muito destacado na trama, convido vocês a odiarem com todas as suas forças a família de Feyre comigo. Ô gente ruim, complicada, mesquinha! Argh.

Aliás, convido vocês a amarem esse livro comigo. Amarem a história, a Sarah, a Feyre… quererem viver nesse mundo louco transbordando magia e chutar alguns traseiros vilanescos por aí! A continuação não tem nem título definido ainda, mas já está no meu carrinho de pré-vendas da Amazon, só esperando para ser comprada! Leiam A Court of Thorns and Roses assim que puderem, cruzem as fronteiras das cortes e nunca mais saiam desse lugar encantado, ao contrário de Feyre, eu vou por vontade própria!

xoxo

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Almakia, A Vilash e os Dragões – Lhaisa Andria

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  •    Autor: Lhaisa Andria
  •    Editora: MODO
  •    Nº de Páginas: 364
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 6,5

Em um mundo onde existem pessoas com capacidades extraordinárias, vivendo em uma sociedade abastada e preconceituosa, desde pequena Garo-lin foi uma garota deslocada: uma vilashi frequentando o exclusivo Instituto de Almaki Dul’Maojin.
Mesmo sendo tratada como uma simples e inevitável pedra no caminho dos orgulhosos almakins, engole todo o seu senso de justiça e tem por único objetivo terminar sua educação e voltar à sua vila. Porém, devido a um incidente ela se vê presa pelas circunstâncias, e dali em diante, todo o seu destino está nas mãos dos temidos Dragões de Almakia.

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Falar de Almakia – A Vilash e os Dragões traz um misto de emoções que é difícil de explicar. Por um lado temos uma história que, sem desculpa nenhuma, é ma-ra-vi-lho-sa e por outro temos uma revisão… inexistente.

Deixe-me recomeçar uma ladainha antiga: eu, Desirée Gusson, vou me interessar e possivelmente amar todos os livros de fantasia com mocinhas phodas, escritos por meninas, sempre! Juntando isso ao fato de ser nacional, quase chorei de alegria. Fiquei tão empolgada que, quando vi o e-book em promoção comprei o primeiro EEE o segundo.

E não me decepcionei, em parte.

Primeiramente, e é muito importante avisar, não, não temos dragões de verdade (literariamente falando, ok?) nesse livro. Dragão é um título para jovens herdeiros de famílias poderosas que inevitavelmente controlam a vida em Almakia. Também pode ser sinônimo de gente arrogante e mesquinha que sabe que tem poder e gosta de jogar ele na sua cara. Seu vilash!

Vilash também é um termo inédito, mas que agora uso no meu dia-a-dia pra ser sincera. Substituiu o Daliti pra mim. São mil palavras novas diferentes e realmente me fez falta de uma explicação maior para seus significados, tipo um dicionário no final do livro, pra consulta… nerds nerdeiarão com essas coisas.

Senti que algumas informações ficaram desconexas no meio da história, porém nada que atrapalhasse o andamento da leitura. Garo-lin é, sem dúvidas, uma ótima protagonista. Teimosa e opiniosa ela até tenta se manter longe do caminho dos Dragões, mas quando as coisas apertam ela mostra quem é de verdade. Do outro lado do ringue temos Krission, o absoluto (e meio disléxico) Dragão do Fogo. Irritante, soberbo, cruel, tudo que nossa protagonista não é (tirando a parte do irritante, isso ela sabe ser quando quer). Eu queria pegar um travesseiro e sufocar ele até a morte enquanto dormia, só um pouquinho!

Como você não é assassinado toda hora?

Apesar desse comportamento elitista ao extremo a relação que Garo desenvolve com os Dragões vira uma coisa tão especial que esqueci meu instinto assassino, e simplesmente aproveitei o que estava por vir. Lhaisa, sua linda de nome lindo!

Não sei se peguei a primeira edição ou o que, os erros de revisão que encontrei me perturbaram um bocado, e por isso a nota baixa. Mas como toda história que fica impregnada na nossa cabeça não dá pra não ter um carinho enorme por Almakia. Quero voltar logo pra esse mundo mágico e ver o que acontece agora que o bicho pegou de vez pro lado da Garo. Ainda bem que já tinha comprado o segundo e agora posso devorar esse também. Espero que as coisas tenham melhorado, mas, acima de tudo, espero reencontrar Garo-lin e os Dragões logo!

Xoxo e bom meio de semana!

Ruína e Ascensão – Leigh Bardugo

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Essa capa, essa capa eu poderia tatuar no meu coração.

  •    Autor: Leigh Bardugo
  •    Editora: Gutemberg
  •    Nº de Páginas: 344
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: Ruin and Rising
  •    Tradutor: Eric Novello

   Avaliação: 10,0

Acredite em mim, se você não descobriu como encontrar amplificadores lendo Sol e Tormenta você não vai querer continuar lendo esse post. A blogueira não se responsabiliza por ataques de volcras, corações partidos ou prováveis desmembramentos. Clique aqui e volte mais tarde.

A capital caiu.
O Darkling comanda Ravka em seu trono das sombras. Agora o destino da nação depende de uma Conjuradora do Sol arruinada, de um rastreador desonrado e dos cacos do que antes fora um grande exército mágico.
No fundo de uma antiga rede de túneis e cavernas, uma fraca Alina deve se submeter à duvidosa proteção do Apparat e daqueles que a veneram como uma Santa. Porém, sua mente está na busca pelo misterioso pássaro de fogo e na esperança de que um príncipe foragido ainda esteja vivo.
Alina deverá formar novas alianças e deixar de lado velhas rivalidades, enquanto ela e Maly buscam pelo último dos amplificadores de Morozova. Mas assim que começa a elucidar os segredos do Darkling, ela descobre um passado que mudará para sempre seu entendimento sobre a ligação que os une e o poder que ela carrega. O pássaro de fogo é a única coisa que está entre Ravka e a destruição — e reivindicá-lo pode custar a Alina o futuro pelo qual ela tem lutado.

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Não sei vocês, mas eu detesto essa sensação de perda que dá quando termino uma série, trilogia, absurdamente boa. Isso é coisa de gente altamente bibliófila, viciada em livros além de salvação, então não espero que todo mundo entenda a reação ou sequer a experimente. Eu fico meio taciturna, amuada mesmo, pensando na estória, no fim. Acho que por não ter mais continuação o espaço onde ficaria a ansiedade pra saber o que acontece depois fica vago, e vem a saudade e bem, a sensação de perda.
É, falando assim soa meio exagerado, mas se vocês acompanham um blog de literatura pirado, que só fala de livros fantasiosos e que tem uma tendência preocupante para usar gifs não acho que vão me julgar. Né?!
A questão é que a trilogia Grisha acabou, morreu, já Elvis, kaputt, abotoou o paletó de madeira, foi dessa pra melhor e me deixou aqui, assim, sem Darkling, sem Alina, sem um etheralki pra contar história. Como proceder, meu bom povo?

Blogueira em estado de confusão após termino da leitura

Fiquei sabendo que muita gente criticou esse livro pelo seu final, gente que amou tudo tanto quanto eu e que ficou desapontado, tentei não deixar o pânico vencer e me joguei na leitura. Caímos em um aposento nas profundezas da Catedral Branca, onde Alina está sendo mantida ‘em repouso’ pelo Aparatt até recuperar suas forças. Claro que o repouso não inclui ficar longe das missas ministradas para uma horda crescente de fiéis que foram, aos trancos e barrancos, prestar seus serviços à santa do Sol. Alina agora tem seus próprios fanáticos que tatuam sóis em seus rostos e treinam para matar em seu nome. Bom, né? Seria se eles na verdade não estivessem sob ordens do Aparatt (que me lembra muito um Rasputin) e houvesse tantas crianças entre eles.
Fiquei pensando que a coisa ia se arrastar por ali, que a Alina demoraria pra dar um chega pra lá no sacerdote e mostrar quem mandava, bem começo de livro mesmo, mas não podia estar mais errada! Desde o inicio é tudo bem frenético, ninguém tem paz, um momento para respirar, com tantas coisas acontecendo uma atrás da outra.
Claro que Maly arrumou um tempo para ser um mala sem alça. Representando o proletariado na vida de Alina, ele treinou grishas e humanos para serem melhores soldados, encarnou o protetor respeitoso da sua rainha e basicamente ficava dando indiretinhas de “Vou ficar longe pois não sou bom o suficiente para você, mas viu, te quero, tá?” com olhares de cachorro pidão e deixando nossa heroína no vácuo. Isso. Me. Irrita.
Não superei a parte que ela foi apaixonada a vida toda, quando era gente como a gente, por ele e o garotão só foi dar bola depois que viu que ela podia incinerar pessoas com seu poder de luz. Meio conveniente, né? Tá, tá, eu sei que nada sei sobre as maluquices do coração e realmente até acredito que ele a ame do fundo de sua alma, mas guardo mágoas por ela e não sou totalmente confortável com o rumo que o relacionamento dos dois durante a trilogia.

Agora o momento mais esperado. O momento Darkling. Sexy sem ser vulgar.

Apesar de tudo o que ele já fez eu desafio qualquer um, QUALQUER UM, incluindo a autora desse livro a dizer que não gosta dele. Podemos sim, repreende-lo por ser um menino mau, muito mau, mas não vamos ama-lo menos por isso. Depois de tanta coisa que aconteceu, de tanto que a Alina já pastou ela encontrou uma espécie de calma, deixou de ser aquela garotinha inocente e carente. Agora ela entende que tem uma vantagem sobre o Darkling, por mais desconexa que seja, e explora isso, o deixando até vulnerável por ela. É um lado completamente novo do moço, um lado humano  que só nos faz ficar mais apegados por ele, se é que seria possível uma coisa dessas!

Mais do que tudo, esse livro é sobre crescimento. Sobre amadurecimento e as verdades que vem com isso. A autora viajou por uma escrita mais balanceada e lírica entremeando com cenas fortes e muita ação, mas sem deixar de ser tocante. A sensação que tive foi de que a personagem principal, depois de ser despida de inocência, ignorância e carência infantil, revelou-se muito mais dura e capaz do que até o leitor mais esperançoso podeira crer. Ela cresceu e sua maior batalha não é mais externa, essa ela já dominou. Agora Alina precisa saber como proteger o mundo dela mesma.

Foi sim, muito… emocionante, pra dizer o mínimo, deixou meu coração em pedacinhos bem minúsculos e eu SCHOREY! Como chorei! Foi mais difícil do que eu imaginava falar adeus pra essas pessoas, principalmente a parte de mim que se identificou tanto com a Alina e a outra parte tão fascinada pelo Darkling. Vou deixar escapar só uma coisa, um detalhezinho que me fez suspirar: descobri o nome do Darkling.

O fim desse livro não me deixou pensando no que ler em seguida. O fim desse livro me deixou presa por um gancho em cada parte bonita, bem feita e épica da jornada que foi essa série. Sou grata a Bardugo por criar um mundo fascinante onde pude viver por várias e várias horas na leitura, e pelos personagens com quem fiz amizade. Sinceramente, não posso recomendar mais uma trilogia como recomendo a trilogia Grisha, vão ler… agora!

xoxo e bom meio de semana!

Snow Like Ashes (Neve e Cinzas) – Sara Raasch

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  •    Autor: Sara Raasch
  •    Editora: Balzer + Bray
  •    Nº de Páginas: 422
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2014
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 8,0

Uma menina com o coração partido. Uma guerreira feroz. Uma heroína em crescimento.
Dezesseis anos atrás, o Reino de Inverno foi conquistada e os seus cidadãos escravizados, deixando-os sem magia ou um monarca. Agora a única esperança dos Invernianos pela liberdade são oito sobreviventes que conseguiram escapar e que, desde então, estão a espera pela oportunidade de roubar de volta a magia de Inverno e reconstruir seu reino .
Órfão ainda criança durante a derrota de Inverno, Meira viveu toda a sua vida como uma refugiada, criada pelo general Inverniano, Sir. Secretamente treinando para ser uma guerreira e perdidamente apaixonada por seu melhor amigo, o futuro rei de Inverno, Mather, ela faria qualquer coisa para ajudar-lo a recuperar a fonte de magia e subir ao poder novamente.
Então, quando batedores descobrem a localização do medalhão antigo que pode restaurar a magia do Inverno, Meira decide ir atrás ela mesma. Finalmente, ela está escalando torres e lutando contra soldados inimigos, assim como ela sempre sonhou que faria. Mas a missão não sai como planejado, e Meira logo encontra-se empurrada para um mundo de magia negra e perigosa política, quando finalmente percebe que seu destino não é, e nunca foi, dela própria.
Fantasia de estréia de Sara Raasch, é um conto vertiginoso sobre lealdade, amor, e encontrar o próprio destino. (Tradução livre, leve e solta)

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É difícil me surpreender com um livro depois de um começo previsível, vocês também tem essa sensação? A estória começa tão morna, sem uma ambientação forte, focando só num personagem que é, sem querer desmerecer ninguém, igual a um monte de outros que você pensa se foi uma boa ideia mesmo ter escolhido aquele livro.

Foi bem assim que começou meu relacionamento com Snow Like Ashes. Nas primeiras 80 páginas eu não conseguia prestar atenção, até bula de remédio parecia mais interessante e as repetições de palavras que a autora tanto fez estavam me dando nos nervos. Sem contar que a mitologia/realidade são bem únicas e só aconteceram tentativas de esclarecer as coisas. A impressão que tenho é que o manuscrito não passou por uma revisão homogênea, que a autora escreveu e revisou tudo em épocas diferentes na sua vida e o responsável pela revisão, pelo menos na primeira parte está de parabéns, sqn.

Mas daí baixou o Ezio Auditore na Meira e ela começou a pular e fazer acrobacias e atirar um chakran, tipo a Xena mesmo, louca da vida.

Como não prestar atenção depois disso?

Como num passe de mágica a estória sofreu uma reviravolta e entrou em pleno galope! Tudo o que podia acontecer aconteceu e eu fiquei com o coração na boca várias vezes xingando, chorando, amando os personagens.

O ponto central na trama é a perda de Inverno, um reino antigamente governado por uma rainha justa com poderes mágicos, para Primavera, liderada por um rei podre de ruim… e também com poderes mágicos. O que mais me marcou durante a leitura foi a abordagem do sentimento dos Invernianos sobreviventes, que tiveram suas casas e suas vidas arrancadas sem esperanças deixadas em troca. Foi muito real, muito visceral, dificilmente conseguimos ter essa visão tão clara do que é perder a pátria e a identidade, apesar de acontecer relativamente bastante na literatura fantástica. Vamos usar meu exemplo preferido de todos os tempos, os anões de Thorin Escudo de Carvalho sendo exilados da Montanha.

 

Gostei muito dos personagens, a forma como foram construídos. Principalmente a Meira e a forma como ela encara a vida nada pouco fácil que leva. Você esperaria que a menina órfã que nunca conheceu seu reino, é caçada desde a infância, perde amigos igualmente sofredores como quem perde elásticos de cabelo e que ainda por cima é apaixonada pelo próprio rei, que é tipo, o cara mais inaccessível do planeta fique assim, não é?

Mas ela fica assim:

E dá uma verdadeira banana pra qualquer um que queira dizer o que ela pode ou não fazer. Gosto muito disso pois cada vez mais vejo mocinhas que simplesmente seguem no mantra Ó Céus, Ó Vida, reclamando que tudo que acontece em suas vidas e não fazendo ABSOLUTAMENTE NA-DA para mudar isso. Particularmente acho que mau gosto e um péssimo exemplo.

Depois de um começo om uma escrita infantil, cheia de palavras repetidas que me matam um pouco por dentro, esse livro teve uma densidade tão inesperada da metade pro fim, eu senti tanto o que estava acontecendo com a vida da Meira e de todos os Invernianos que fiquei surpresa, maravilhada e precisando da continuação em minha vida. Recomendo fortemente Snow Like Ashes pra quem gosta de fantasia bem feita e de reviravoltas surpreendentes!

 

xoxo e bom meio de semana!