Crooked Kingdom – Leigh Bardugo

Crookedkingdom

  •    Autor: Leigh Bardugo
  •    Editora: Henry Holt and Co.
  •    Nº de Páginas: 536
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 9,5

Cuidado humano, a não ser que você saiba quais os riscos de ingerir ‘parem, aconselho que mantenha distancia deste post!

Bem-vindo ao mundo grisha.
Depois de efetuar um golpe aparentemente impossível na infame Corte do Gelo, o prodígio do crime Kaz Brekker sente que nada poderá detê-lo. Mas sua vida está prestes a ter uma perigosa reviravolta—e com amigos que estão entre os mais mortais marginais na cidade de Ketterdam, Kaz vai precisar contar com mais do que pura sorte para sobreviver nesse submundo implacável. (Tradução livre, leve e solta)

————————————————————————————————————————————————

Olha, uma coisa que vocês deveriam saber antes de chegar perto de qualquer livro de Leigh Bardugo: ela come corações no café-da-manhã.

Essa mulher não tem problema nenhum, aliás eu acho que ela até gosta, de atormentar e esmigalhar os sentimentos de seus leitores. Não era pra ela gostar da gente? “Que espécie de amor é esse Leigh?! Eu me dediquei tanto a você e é assim que você retribui??”

Você me traiu

giphy2

giphy3

Desculpa. É demais pra mim.

E ainda assim a louca aqui adora tudo o que ela escreve. Pois é, não posso evitar. E, cara, Crooked Kingdom é uma obra prima.

Ok, vamos falar da continuação de Six of Crows e talvez assim vocês entendam um pouco mais meu drama:

Eles conseguiram o impossível, agora precisam viver com as consequências disso…

A espera pelo que viria após a conclusão de Six of Crows me deixou maluca por meses. O ritmo é uma corrida alucinante de acontecimentos, mesmo sendo um livro enorme, que não acaba nunca! Uma verdadeira montanha russa de sentimentos, que te leva a comemorar cada pequena vitória e querer gritar quando as coisas dão errado. Tiros, correria, vingança, tramas, criminosos, amor, desespero, arrependimentos, coragem, magia e mais tiros. E é tanta coisa que o Kaz não consegue controlar, por mais que ele tente… (pausa para a blogueira se recompor).

giphy1

Falando em Kaz, Inej sempre vem logo em seguida. Eu realmente gosto muito de todos os personagens, Bardugo não poderia ter criado um grupo mais heterogêneo nem se tentasse, mas Inej e Kaz pra mim são a cereja desse bolo de arco-íris e pedaços de unicórnios. Se você prestar bastante atenção, pode ouvir o exato momento onde seu coração se parte por eles. Das infâncias arruinadas ao presente COMPLICADO, nada acontece como já estamos acostumados nos outros livros YAs.

Aliás, a qualidade da escrita e enredo é bem mais do que vemos na maioria dos YAs. Esse não é o seu livro “podia estar matando, podia estar roubando, mas estou lendo”. Não é o seu livro “acabou a bateria do celular na fila do banco”. Esse é do tipo “não fale comigo, não olhe pra mim, não respire perto de mim porque estou lendo”, aquele que envolve desde a primeira página e, quando você finalmente se dá conta, ele já tomou conta do seu ser. Sou apaixonada pela Leigh desde Sombra e Ossos, mas ela é a prova viva de que o que está bom sempre pode melhorar. Não há medo de ser poético, de ser profundo e brutal aqui.

Terminei essa viagem sem acreditar que era o fim e agora não sei se quero ser uma grisha ou acrobata quando crescer, mas posso te garantir que você vai se apaixonar pelas duas!

E sim, eu sei que é uma duologia, mas PELO AMOR DOS DEUSES! Não pode acabar assim, não é aceitável, não é humano!!

Tudo dói e eu estou morrendo. 🙂

Anúncios

A Rainha de Tearling – Erika Johansen

tearling

  •   Autor: Erika Johansen 
  •   Editora: Suma das Letras
  •    Nº de Páginas: 352
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2017
  •    Título Original: The Queen of the Tearling
  •    Tradutor: Cássio de Arantes Leite
  •    Avaliação: 10 10 10 10 10

Quando a rainha Elyssa morre, a princesa Kelsea é levada para um esconderijo, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinada a governar. Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono – mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta. Mesmo sendo a rainha de direito e estando de posse da safira Tear – uma joia de imenso poder –, Kelsea nunca se sentiu mais insegura e despreparada para governar. Em seu desespero para conseguir justiça para um povo oprimido há décadas, ela desperta a fúria da Rainha Vermelha, uma poderosa feiticeira que comanda o reino vizinho, Mortmesne. Mas Kelsea é determinada e se torna cada dia mais experiente em navegar as políticas perigosas da corte. Sua jornada para salvar o reino e se tornar a rainha que deseja ser está apenas começando. Muitos mistérios, intrigas e batalhas virão antes que seu governo se torne uma lenda… ou uma tragédia.

————————————————————————————————————————————————————————————————–

Sim, eu sei que tenho uma lista de livros a serem lidos infinita, já fiz as pazes com isso. Tento ler o máximo de títulos possível e só de pensar em reler algo me dá um peso na consciência, mas estou tão feliz de ter relido A Rainha de Tearling que acho que nem consigo explicar! Eu amei essa história quando a li pela primeira vez anos atrás, e hoje só serviu pra deixar claro para mim como ela é maravilhosa.

O livro narra a história de Kelsey, uma princesa prestes a subir ao trono. Mas, veja bem, ela não a sua princesa comum do dia a dia (coisa que só existe pra gente que lê muita fantasia). Pra começar ela é feia. Ok, não feia horrorosa, mas ela é descrita por todos e ela mesma como sem graça, está longe de ser atlética e comum. Ela poderia ser a camponesa na multidão, que nunca seria confundida com uma rainha.

tumblr_ni9vztif6r1tiljzro1_400

Mas Kelsey é inteligente, tem uma paixão por livros que torna difícil não nos identificarmos, é teimosa como uma mula e, principalmente: tem coragem suficiente pra colocar o mundo inteiro de volta nos eixos. Essa vontade férrea será imprescindível se ela quiser fazer algo que preste em Tearling. Isso, é claro, se ela sobreviver pra chegar ao trono… só que esse é um assunto pra depois.

Já mencionei que esse livro é uma distopia?

tenor

Sim, pode deixar o queixo cair à vontade. Tearling, Mortmesne e outros reinos vizinhos foram acessados por mar séculos antes de nossa história começar, por ninguém menos que sobreviventes da America, Europa e Africa, terras supostamente devastadas e inabitáveis. Só que os sobreviventes que fizeram a Travessia não queriam absolutamente nada com a tecnologia que destruiu seu mundo, então agora temos uma sociedade medieval, com poucos recursos e boatos sobre magia e vidência.

Como não amar?

O livro é cheio de parágrafos extensos com os pensamentos de personagens secundários. Talvez você tenha vontade de pular essas partes pra chegar logo nos momentos de tirar o folego que estão por toda a parte, mas calma, tem muitos detalhes nesses pensamentos, detalhes que nos ajudam a entender melhor essa sociedade que se parece muito com a nossa e ao mesmo tempo é bem diferente. Também, no começo de cada capítulo, tem uma passagem de algum livro de história DO FUTURO relatando os acontecimentos que estamos lendo. Dá pra entender? Se a autora não fosse tão f@d# a gente teria uma chuveirada de spoilers, mas não! Só serve pra deixar o coitado do leitor mais maluco de curiosidade ainda!

Mas voltando a Kelsey, uma das minhas rainhas favoritas de todos os tempos, e a quantidade absurda de gente que a quer morta. Bom, com essa informação você poderia pensar que simplesmente não vale a pena se expor e praticamente pintar um alvo gigante nas próprias costas. Só que, além da determinação impressionante mencionada acima, Kels pode contar com o apoio da sua família. E não, não estou falando de parentes consanguíneos, porque esses encabeçam a lista de gente prontinha pra apagar a garota do mapa. A família de Kels foi buscá-la em seu esconderijo, para traze-la de volta a capital e garantir que suba ao trono. Sua Guarda da Rainha. Um pequeno batalhão de homens habilidosos escolhidos a dedo, muito tempo atrás, para darem suas vidas pela soberana. Um detalhe, depois de conviverem com a antiga rainha, Elyssa, todos eles esperavam uma garotinha mimada e cabeça oca como a mãe. Só que eles não esperavam por Kelsey, alguém digno de respeito e devoção, e passaram a protege-la não por dever, mas por amor.

giphy2

A dinâmica entre eles é tocante, a maioria tem idade para ser pai dela, mas quando a garota prova seu valor não há limites para o que farão por ela.

O livro é permeado por personagens coadjuvantes, cada um com uma história tão complexa quanto a de Kels, o que dá uma sensação de imersão maravilhosa. Me senti parte da história, completamente hipnotizada! A edição brasileira ficou ótima, e não censurou o linguajar mais pesado que aparece de vez em quando. Não curto ler palavrões (apesar de ser adepta ao uso no dia a dia, caso surja oportunidade), mas eles não ficaram cansativos aqui, e complementaram as cenas.

Então, se você gosta de fantasia, distopia, rainhas, intrigas, gente incrível, gente maravilhosa, gente f#d@ esse é o livro para a sua vida!

xoxo e bom finzinho de semana

Três Coroas Negras – Kendare Blake 

tres_coroas_negras_ALTA

  •    Autor: Kendare Blake
  •    Editora: Globo Alt
  •    Nº de Páginas: 304
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2017
  •    Título Original: Three Dark Crows
  •    Tradutor: Alexandre D’Elia

   Avaliação: 8,5

Três herdeiras da coroa, cada uma com um poder mágico especial. Mirabella é uma elemental, capaz de produzir chamas e tempestades com um estalar de dedos. Katharine é uma envenenadora, com o poder de manipular os venenos mais mortais. E Arsinoe é uma naturalista, que tem a capacidade de fazer florescer a rosa mais vermelha e também controlar o mais feroz dos leões.

Mas para coroar-se rainha, não basta ter nascido na família real. Cada irmã deve lutar por esse posto, no que não é apenas um jogo de ganhar ou perder: é uma batalha de vida ou morte. Na noite em que completam dezesseis anos, a batalha começa.

————————————————————————————————————————————————————————————————–

Essa é a história de três rainhas que competem para ser A Rainha. Isso, a letra maiúscula faz toda a diferença, significa estar viva. Elas passam a vida inteira treinando para, quando o rito da Aceleração chegar, estar livres para trucidar umas as outras. Adorável, não?

Logo de cara somos apresentados a uma tonelada de termos e particularidades da ilha onde se passa a história, o que seria muito mais fácil de visualizar se um bendito mapa estivesse presente… mas não, mais uma vez uma edição nacional acha que o mapa da versão original é decor. Fico muito perturbada com isso, mais do que já sou!

dis2

TCN alterna entre o ponto de vista das irmãs e alguns outros personagens, vamos aprendendo cada vez mais sobre cada uma. E aprendendo a gostar de cada uma também. Sim, do contra que sou eu tinha que escolher uma favorita, e justo a mais fraca do trio.

Arsinoe (olha que nome poder) é a rainha naturalista. Forte, cínica, decidida, desencanada de aparências, ácida de fazer sua pálpebra tremer e…sem um pingo da dádiva. E, como se não bastasse, sua melhor amiga é a mais forte naturalista de todos os tempos. Enquanto os outros naturalistas da ilha tem poder suficiente pra atrair pássaros e cães como Familiares (uma espécie de companhia animal) o Familiar da moça é um puma! UM PUMA.

new-awesome-gifs-666

Selo de qualidade Chuck Norris

Mas Arsinoe não tem inveja da amiga Jules, que é mais irmã que as outras rainhas. Ela sente que é inevitável morrer no próximo ano, já que não consegue reunir magia suficiente nem pra fazer uma folha cair de uma arvore. Pra cuidar de Jules Arsinoe conta com Joseph, amigo das duas desde criança e o amor da vida da garota poderosa. Agora, não vou entrar em detalhes, mas se vocês por ventura lerem Três Coroas Negras, com certeza vão querer esfolar Joseph vivo. Entrem na fila.

A rainha Katherine é uma envenenadora no mínimo decepcionante. Ok, a garota tem talento para criar venenos, mas meio que para por aí. Ela é vitima constante das irmãs Arron, as chefes da casa envenenadora que a acolheu e figuras importantes no Conselho Negro, o poder da ilha. Elas só querem treiná-la para ser mais forte e poderosa e, principalmente, sobreviver ao Ano da Ascensão para se tornar A Rainha, a quarta envenenadora consecutiva. Só que o treinamento significa horas de exposição ao mais diversos venenos e nem uma refeiçãozinha sequer sem toxinas paralisantes. O resultado é uma Katherine mirrada e cheia de cicatrizes de pústulas e picadas de cobra, deu muita dó.

Oh, espere. Acabei de perceber que eu não ligo

Oh, espere. Acabei de perceber que eu não ligo.

Mas não o suficiente. Ainda prefiro Arsinoe.

 

E por fim temos Mirabella. A perfeita rainha Mirabella. Forte como nunca se viu, capaz de atrair tempestades, causar terremotos e dançar com fogo, ainda por cima é linda de morrer e tem todos a seus pés. O Templo, a autoridade religiosa, já a considera vencedora e não esconde de ninguém seu total apoio. Ela tem do bom e do melhor, ótimas amigas e a admiração de todos. E é claro que ela não está contente, a irritante. Por favor, não me julguem por ser implicante, eu sei que ela é cheia das boas intenções. Mas só alguém que teve tudo  de bandeja poderia pensar como Mira, ela não passou os últimos dez anos ouvindo como a outra irmã era poderosa e linda e como ela não iria viver para completar 17 anos. Ainda por cima ela faz uma coisa que, mesmo não sendo tão culpa dela, não ajudou em nada minha antipatia.

giphy

Sou time Arsinoe e pronto.

Depois de feitas as apresentações foi aí que a história engatou. Conforme a Aceleração se aproximava, a própria narrativa também ia mais rápido e mais coisas decisivas aconteciam. Depois de um começo meio lento, foi revigorante e aproveitei muito mais a leitura assim.  Fiquei obcecada com a mitologia criada sobre a ilha, algo que me lembrou muito Avalon, e ainda não consigo parar de pensar no que pode acontecer no próximo volume. Minha cabeça deu tantas voltas criando teorias sobre o final desse que, quando aliados e inimigos inesperados mostraram a cara, quase morri do coração.

Tiro meu chapéu para Blake, não esperava esse livro, e agora preciso de ajuda para sobreviver até o lançamento do próximo. Nossa, é quase como ser uma das rainhas esperando o fim do Ano da Ascensão…

xoxo e boa semana!

P.S.: Só uma curiosidade sobre os nomes das irmãs. Mirabella é de origem italiana e significa maravilhosa. Katherine vem do grego e significa pura. Já Arsinoe também é grego, muitas governantes macedônias e egípcias tinham esse nome, inclusive a irmã mais nova de Cleópatra que, por acaso (ou não), foi assassinada pela irmã por apresentar uma ameaça a sua pretensão ao trono. Arsinoe significa ‘mulher de mente elevada’. Acho que já sei qual o nome da minha futura filha 😀

A Court of Wings and Ruin (Corte de Asas e Ruína)- Sarah J. Maas  

ACOWAR_US

  •    Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Bloomsbury
  •    Nº de Páginas: 704
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2017
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 9,5

Feyre retornou a Corte da Primavera determinada a recolher informações sobre as manobras de Tamlin e o rei invasor que ameaça colocar Prythian de joelhos.  Mas para isso ela precisa jogar um mortal jogo de mentiras -e um escorregão pode significar a ruína não só de Feyre, mas de seu mundo também.
Enquanto guerra paira sobre todos, Feyre deve decidir em quem confiar entre os deslumbrantes e letais Lordes – e caçar aliados em lugares inesperados.
Nesse emocionante terceiro livro da série de Sarah J. Maas, best-seller nº1 do New York Times e USA Today, o solo será pintado de vermelho enquanto poderosos exércitos lutam por algo que pode destruir a todos. (tradução cubalibre)

————————————————————————————————————————————————

Eu sabia, sabia já pelo título que esse livro seria minha ruína… e mesmo assim amei cada parte dele.

Do desenrolar dos personagens a todos os acontecimentos impactantes, esse pra mim é o melhor livro da saga até agora! Funcionou como um encantamento para a minha falta de vontade de ler (sim, socorro, nunca mais quero passar por isso!) e fiquei obcecada. Até aí nada fora do comum nas minhas leituras de Sarah J. Maas. Só que esse livro, meu bom povo, esse livro é insano! As coisas que eles fazem, os aliados que aparecem, os inimigos que aparecem!! Fiquei um dia inteiro bem incoerente depois de terminar de ler, simplesmente não conseguia formular nem uma frasezinha sequer para tentar explicar o que senti lendo ACOWAR.

tenor2

Talvez possa encaixar na crítica na forma como os personagens, nesse livro, ficaram muito parecidos com os personagens da série TdV. As situações são diferentes, mas a essência é a mesma. Ok, acho que posso parar por aqui até, e falando em personagens, adoro como os secundários tem suas próprias histórias acontecendo ao fundo. Vamos acompanhando o desenrolar de Mor, Azriel e Cassian mais pelas observações de Feyre do que por conversas e explicações.

Feyre… ah, Feyre. Quantos traseiros uma elfa poderosa, raivosa e determinada é capaz de chutar? A resposta: infinitos. Acho que não podia estar mais contente com a Feyre como fiquei nesse livro. Eu fico taaaaaaao frustrada quando uma personagem tem sua chance de se vingar, mas se segura por peninha ou porque não seria politicamente correto…

tenor1

A Feyre dá uma grande banana pra isso, e não perde a oportunidade de ser cruel. É revigorante, pra falar a verdade. Isso deve falar mais da minha personalidade do que da autora, mas ver gente ruim ser paga na mesma moeda foi bom. Também vale lembrar que é MUITO BOM ver uma garota que não se reprime mais pelos outros, uma garota que tomou as rédeas da própria vida e não vai pedir permissão para fazer o que achar certo. Uma High Lady, de fato.

O importante é que esse é um livro onde coisas realmente acontecem! Não fica aquela enrolação esperando o final pra aí algo grande aparecer. Não, o tempo inteiro temos situações que podem mudar o rumo da trama e, consequentemente, fiquei o tempo INTEIRO esperando dar uma m&r#@. Foi intenso.

flipping-out

Agora preciso dizer que fiquei chocada em descobrir pessoas criticando duramente a Sarah por sua abordagem de depressão e a chamando de supremacista ariana por não ter diversidade de personagens. Tem até grupos de ódio, ódio gente, no meio de uma comunidade de leitores!

Não sou especialista em absolutamente nada, nem digo que concordo com cada palavra escrita por ela sempre, mas posso dizer por mim que achei a representação de casos de abuso, depressão e outras situações bem delicadas muito importante. Acredito que toda garota que leu, e não necessariamente gostou de Feyrisand (Feyre + Ryshand), pelo menos olhou mais criticamente para seus próprios relacionamentos. Admito que durante a leitura, principalmente por Feyre estar de volta a Corte do Tamlin, me peguei várias vezes tentando lembrar porque não gostava mais dele. Como na vida real, por vezes é difícil enxergar o que há de errado, e somente depois que entendemos que certas atitudes não podem ser toleradas que entendemos também como um relacionamento pode estar nos prejudicando. De um jeito ou de outro refletimos, e como autora, acho que qualquer livro que consiga isso é digno. Já vi tantos livros com casais terrivelmente abusivos tratados como uma coisa linda, e quando alguém resolve levantar uma bandeira contra esse tipo de porcaria, é vaiada. Que mundo, que mundo.

Quanto às acusações de supremacia, o que posso dizer sem spoilers é que Maas sambou na cara da sociedade. Ponto.

Então, pra quem queria romance, temos. Pra quem queria guerra, temos. Pra quem queria momentos de tirar o folego, temos também. Essa série tem seis livros previstos, com ACOWAR fechando um ciclo. Não poderia querer final melhor, mas confesso que meu coração, depois de tantas emoções fortíssimas (gente, tem coisas que acontecem no final que me fizeram chorar e gritar com o livro), fica meio triste em dizer adeus. Quero mais, vou querer sempre mais de Prythian.

Six of Crows – Leigh Bardugo

51isww2rpol-_sy344_bo1204203200_

  •    Autor: Leigh Bardugo
  •    Editora: Henry Holt and Co.
  •    Nº de Páginas: 463
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 9,0

Esse livro pode ser lido sem medo de ser feliz por aqueles que não tenham lido a trilogia Grisha, apesar de não haver desculpa boa o suficiente no mundo pra alguém  não ler Sombra e Ossos. Só digo.

A OESTE DE RAVKA, ONDE GRISHAS SÃO ESCRAVIZADOS E ENVOLVIDOS EM JOGOS DE CONTRABANDISTAS E MERCADORES…

…fica Ketterdam, capital de Kerch, um lugar agitado onde tudo pode ser conseguido pelo preço certo. Nas ruas e nos becos que fervilham de traições, mercadorias ilegais e assuntos escusos entre gangues, ninguém é melhor negociador que Kaz Brekker, a trapaça em pessoa e o dono do Clube do Corvo.

Por isso, Kaz é contratado para liderar um assalto improvável e evitar que uma terrível droga caia em mãos erradas, o que poderia instaurar um caos devastador. Apenas dois desfechos são possíveis para esse roubo: uma morte dolorosa ou uma fortuna muito maior que todos os seus sonhos de riqueza.

Apostando a própria vida, o dono do Clube do Corvo monta a sua equipe de elite para a missão: a espiã conhecida como Espectro; um fugitivo perito em explosivos e com um misterioso passado de privilégios; um atirador viciado em jogos de azar; uma grisha sangradora que está muito longe de casa; e um prisioneiro que quer se vingar do amor de sua vida.

O destino do mundo está nas mãos de seis foras da lei – isso se eles sobreviverem uns aos outros. (Apesar de ter lido a cópia em inglês, a sinopse foi retirada da edição da Gutenberg)

————————————————————————————————————————————————

Nem toda calma do mundo é suficiente para falar sobre um livro de Leigh Bardugo. Ainda mais um livro sobre ladrões, espiões e Grishas trabalhando em bordéis.

É complicado encarar algo tão aguardado e tão hypado. Geralmente tenho um, dois, três pés atrás  (peço pés emprestados quando o assunto é livro) e só sossego quando viro a última página! Juro que tento não ser tão arisca assim, mas quem nunca teve uma experiência decepcionante com um livro cultuado antes mesmo de ser lançado?

Acontece que no quesito Leigh Bardugo ela teria que na verdade fazer força pra escrever algo ruim! Tipo, realmente querer ferrar as coisas, e ainda assim seus personagens acabariam sendo melhores dos que os de muitos autores famosinhos por aí…

É, é nesse nível que minha adoração por essa mulher anda.

Estou tentando seriamente não contribuir para a piscina de excitação que o precede, mas sinto que estou falhando miseravelmente. Li Six of Crows junto com uma amiga (também doente por Leigh Bardugo) e sei que não sou só eu idolatrando esse livro.

Sim, Aline, somos nós duas aqui.

Sim, Aline, somos nós duas aqui.

Aqui vamos nós para um lado pouco explorado do mundo Grisha, lugares que só sabíamos que existiam por que sempre estiveram no mapa e por algumas menções enquanto mergulhávamos em Ravka. E mesmo com todo o cenário maravilhoso, os detalhes intrincados que fazem qualquer um sentir como é estar nas ruas de Ketterdan, a maior realização desse livro são os personagens. Eu sei, eu seeeei que foco muito nisso, mas gente! É maravilhoso demais alguém botar NO PAPEL pessoas tão reais!! Eu sinto como se conhecesse cada um deles, como se, caso eu tivesse sorte (ou azar) suficiente para me ver em Ketterdan, facilmente trombaria com Mathias, ou teria minha carteira afanada por Kaz.

Os personagens principais não poderiam ser mais diferentes um do outro, mas um objetivo em comum os une e a partir daí coisas incríveis acontecem!

O objetivo? Bufunfa.

Todos os seis, o ladrão estrategista; a espiã acrobata; a Grisha capaz de parar corações; o atirador viciado; o fugitivo privilegiado e o injustamente condenado precisam desesperadamente de dinheiro. O que cada um vai fazer com sua parte no prêmio milionário, só enfrentando Kettterdan pra saber.

Outro ponto de tirar o folego, além de toda a ação-que-não-paras-um-segundo e os problemas-cabeludos-que-podem-matar-um-personagem-a-qualquer-momento, é a falta de romance.

Não, não estou usando drogas. Existem interações românticas sim, mas só estou avisando meus leitores incautos para esperaram muito mais que isso. A tempos a literatura YA foca demais no melodrama adolescente, na NECESSIDADE de ter um par romântico pra cada um dos malditos personagens! Nem que tenham que tirar uma atração misteriosa e inexplicável da manga. Six of Crows dá espaço pra coisas tão importantes quanto o l’amour: integridade, ética, honestidade e principalmente liberdade.

Os personagens aqui vão ter que lidar com coisas bem mais densas que um triangulo amoroso previsível.

Só pra compartilhar com vocês, o final me deixou ansiosa. Não ansiosa tipo “Que livro legal, lerei o próximo quando puder.” Ansiosa no nível:

xoxo e bom feriado!

Rainha das Sombras – Sarah J. Maas

rainha-das-sombras

  •    Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 644
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: Queen of Shadows
  •    Tradutor: Bruno Galiza

   Avaliação: 10

ESSE É O QUARTO LIVRO DA SÉRIE, ENTÃO VOCÊ QUE NÃO LEU TRONO DE VIDRO, COROA DA MEIA NOITE NEM HERDEIRA DO FOGO VAI ENTENDER QUANDO EU DISSER QUE NÃO ME RESPONSABILIZO PELA PROVÁVEL LOUCURA DECORRENTE DE SPOILERS POSSÚIDOS POR VALGS.

Todos que Celaena Sardothien amou lhe foram tirados. Mas finalmente chegou a hora da retribuição. A vingança promete ser tão dura quanto o aço da Espada de Orynth — a espada de seu pai. Finalmente Celaena retornou ao império; por justiça, para resgatar seu reino e confrontar as sombras do passado.
A assassina está morta. Ela abraçou a identidade de Aelin Galathynius, rainha de Terrasen. Mas antes de reclamar o trono, precisa lutar. E ela vai lutar. Por seu primo, a Puta de Adarlan, o general do Norte… um guerreiro preparado para morrer por sua soberana; por seu amigo Dorian, um príncipe preso em uma inimaginável prisão; por seu povo, escravizado por um rei cruel e à espera do retorno triunfante de sua líder; por seu carranam e a libertação da magia.
Ao avançar em seu plano, no entanto, Aelin precisa tomar cuidado com velhos inimigos. E abrir o coração para novos e improváveis aliados. Tudo isso enquanto os valg continuam trabalhando nas sombras. E Manon Bico Negro, a Líder Alada das Treze, treina suas bestas voadoras. Mas é de Morath, a fortaleza montanhosa do Duque de Perrington, que uma ameaça como nenhuma outra promete destroçar seu grupo de rebeldes e sua corte recém-formada.

————————————————————————————————————————————————

-Para onde nós vamos?

 -Eu ouvi dizer que o inferno é adorável nessa época do ano.”

Explicando a nota, eu realmente li duas vezes esse livro e atestei sua maravilhosidade. As duas leituras foram tão emocionantes que até hoje não sei lidar e, se isso não garante a nota máxima, não sei o que garantiria, meu bom povo.

Celaena finalmente incorporou sua real identidade de Aelin Galathynius (nome impronunciável) e aceitou que é a rainha de Terrasen, com poderes magníficos sobre o fogo e tudo mais! Só pra ter que voltar pra Adarlan e ser Celaena outra vez…

#facepalm

Mas os motivos são nobres, agora ela tem que resgatar Aedion, que fez o favor de ser capturado pelo rei, e tentar ajudar Dorian.  O-PRINCIPE-POSSUIDO.

Veja bem, Dorian é uma parte sensível desse livro pra mim. Confesso que nos últimos livros, só de ler Dorian Havilliard eu já ficava irritada, como uma amiga me disse “Dorian cheira a leite.” Um bebê no meio de um assunto pra gente grande e poderosa.

Até que ele mostrou que é poderoso…

Até que ele foi enjaulado dentro do próprio corpo, até que viu a mulher que amava ser decapitada e até que virou um expectador do monstro que controla seus movimentos.

Nunca fiz tanto pensamento positivo pra um personagem antes!

Toda irritação que sentia por Dorian foi transferida pra Chaol, e só isso que tenho a dizer. (É só isso que ele merece), apesar de ficar ligeiramente decepcionada com a mudança de seu papel.

A enxurrada de novos personagens e suas histórias e Aelin interagindo com eles mostrou muito sobre seu caráter. E falando em Aelin, ela nunca foi tão genial e maquinadora, a moça QUEIMOU o Mercado das Sombras e deu risada depois! E eu entendo que algumas pessoas ficaram chateadas com o rumo que a vida dela levou, no quesito coração, mas eu não poderia estar mais feliz! E olha que eu era totalmente contra antes!

Quando você acha que Sarah J. Maas já fez de tudo, que superou todas as barreiras, ela te surpreende outra vez… com Lysandra! Você, leitor incauto, você não viu essa vindo! Estou sem palavras a um ano, e sempre que penso em Lysandra tenho que dar um tapinha imaginário nas costas de Sarah J., por que ela foi ph*da nessa.

E a volta de montanha russa que são os acontecimentos??? EU FALEI PRA VOCÊS DE TUDO O QUE ACONTECE? Esse livro é grosso por um motivo: epicness transbordando dele! Cheguei num ponto que se alguém falasse alguma coisa pra mim durante a leitura eu gritaria com a pessoa!

Em suma, esse livro me fez rir, me deixou com o coração na mão, me deixou admirada e também me fez chorar. Chorar torrencialmente. Há uma cena junto a uma certa sepultura que foi a gota d’água pra mim, a tempos não me emocionava tanto com uma relação literária e deixei o choro rolar, sem esperanças de parar tão cedo.

O final toma proporções inimagináveis e ficou rodando como um filme na minha cabeça, um bom tempo depois de terminar de ler. Resumindo, essa fui eu quando fechei Rainha das Sombras:

“Suspira. Levanta. Dá voltas pelo quarto. Senta e chora! Como proceder???!!!”

Coroa da Meia-Noite – Sarah J. Maas

trono-de-vidro-coroa-da-meia-noite

  •    Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 406
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2014
  •    Título Original: Crown of Midnight
  •    Tradutor: Bruno Galiza

   Avaliação: 9,5

SE VOCÊ NÃO LEU TRONO DE VIDRO, AFASTE-SE DESSA RESENHA IMEDIATAMENTE! CASO CONTRÁRIO ACABARÁ NA LISTA DE TAREFAS DA CELAENA, E NINGUÉM QUER ISSO.

Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a assassina real depois de vencer a competição do rei e se livrar da escravidão das Minas de Sal de Endovier. Mas sua lealdade nunca esteve com a coroa. Tudo o que deseja é ser livre — e fazer justiça. Nos arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração contra misteriosos planos do rei, mas antes de cuidar dos traidores, Celaena quer descobrir exatamente que planos são esses. O que ela não imaginava é que acabaria em meio a uma perigosa trama de segredos e traições tecida ao redor da coroa. Enquanto a amizade entre ela e o capitão Westfall cresce cada vez mais, o príncipe Dorian se afasta, imerso em seus próprios dilemas e descobertas.

A princesa Nehemia acaba se tornando uma conselheira e confidente, mas sua atenção está mais voltada para outros assuntos. Em Adarlan, um segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que aprendeu a amar. Mas o tempo é curto, e as ameaças ao redor castelo de vidro estão cada vez mais próximas. Quando menos se espera, uma trágica noite mudará a vida de todos no reino, e mais do que nunca Celaena quer descobrir a verdade para fazer justiça

————————————————————————————————————————————————

Caros leitores, esse é o livro responsável pela minha conversão ao Sarahjmaasismo. Frases incoerentes podem aparecer por motivos de muita emoção.

É como se a Sarah tivesse anotado cada reclamaçãozinha minha sobre Trono de Vidro e feito diferente em Coroa da Meia-Noite:D Quase, quase mesmo deixei de comprar essa sequencia, pelo simples fato de TdV ter frustrado minhas expectativas EXTREMAMENTE altas. Tive medo que esse também seria mais do tem-potencial-mas-não-usa…

Mas nãããão, Sarah tinha um plano maléfico na manga, e o foi desenrolando pouco a pouco até que você, leitor incauto e desavisado, estivesse no meio de algo muito maior que uma simples competição de assassinos sanguinários até a morte. Sério, porque depois do final previsível de TdV (gente, vamos combinar, né?) em CdMN TUDO pode acontecer… e acontece!

Já vale a pena só pelo fato de Celaena finalmente ser mais assim:

Mas temos relacionamentos e personalidades elevados a novos níveis, com toda a profundidade que faltava antes. Afinal quem é 100% bom ou 100% malvado? Nossos protagonistas aqui cometem erros e fazem coisas ruins, e ninguém vai te julgar se você decidir que não gosta deles. O importante é continuar lendo essa história. Quanto a mim, suas novas facetas, amissões e segredos só serviram para me deixar mais fascinada. Me senti tão próxima dos personagens (e essa é uma das maiores qualidades dos livros dessa mulher) que, em determinados momentos de decisão e tragédia, fiquei na bad de verdade.

Aliás, a coragem de dar aos personagens secundários mais detalhes foi o que fez esse livro ser tão OMG pra mim. Sério, sem essas interações mais significativas a Celaena ainda seria aquela menina chata de galocha, mimada e completamente fora da realidade, mais preocupada com vestidos do que, bem… espíritos malignos! Agora ela sabe a que veio e que tem uma responsabilidade muito maior do que simplesmente ser o bichinho de estimação do odioso Rei

Mencionei que tem mais terror nesse livro também? (Sério gente, o que não tem nesse livro???) Não é o suficiente pra te deixar pra sempre com a luz acesa, mas que eu fiquei um pouco perturbada, fiquei. E tem muito mais ação também, e intrigas e amizades feitas e desfeitas e tanta coisa que não caberia numa resenha. Se você desistiu da série em Trono de Vidro, repense. Esse novo livro vai te prender e deixar precisando do terceiro, como nunca antes!

Em suma? Trono de Vidro: um livro para menininhas. Coroa da Meia-Noite: um livro para mulheres crescidas e com estomago para encarar os tipos que só uma assassina terrível conhece.

xoxo

A Rebelde do Deserto – Alwyn Hamilton

Rebelde

  •     Autor: Alwyn Hamilton
  •    Editora: Seguinte
  •    Nº de Páginas: 288
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: Rebel of the Sands
  •    Tradutor: Eric Novello

   Avaliação: 5,0

O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher.

Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele.

Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por lhe revelar o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.

————————————————————————————————————————————————

Depois dessa sinopse eu tinha certeza que não restaria outra coisa a fazer a não ser amar esse livro. É algo do misterioso Oriente Médio com cavalos mágicos. Cavalos mágicos. Quem não tem feelings de A Corrida de Escorpião???

É difícil falar sobre um livro que não te chamou a atenção, apatia é uma grande estraga prazeres. Se você amou a história vai ficar igual uma tonta apaixonada falando de todas as vantagens do livro e tentando converter as pessoas à sua volta (quem nunca?). Ou se você odiou e utiliza todo o seu estoque de sarcasmo, arrogância e pesquisa cientifica  no Wikipedia para mostrar que aquela história nunca deveria ter saído da cabeça do autor (todo mundo já fez isso).

Agora, e quando o livro não fede nem cheira?

A busca da Amani por liberdade acaba virando uma odisseia por um caminho longo e confuso, com um mocinho (?!) tão confuso quanto. Tem horas que eles se dão super bem, nas outras estão tentando se livrar um do outro, alternadamente.

Esse livro simplesmente não foi para mim. A mistura de árabe com faroeste não rolou, deixou tudo esquisito demais, e não um esquisito deliberado, um esquisito tipo “a autora não soube dosar o ambiente”. Não foi  nem árabe demais (será que esse é o nome certo?) nem faroeste o suficiente, e nós nem temos tanto tiroteios assim! Eu queria tiroteios!! #aloucaquersangue

Não que não tenha ação, sim temos. A autora gosta de nos deixar ansiosos com grandes perseguições em que tudo, sério, qualquer coisa pode acontecer! Logo no começo a Amani mostra que não tem medo de sujar as mãos e que não é nenhuma gata borralheira pros tios e primos. Na boa, com uma família daquelas nem precisa de outro vilão na história…

Um enredo caminhando na linha do OK, sem ser pobre, mas sem nada que merecesse um NOSSA!! Faltou ousadia na hora de adicionar clímax. E tem o pequeno probleminha do romance instantâneo que pra mim JÁ-DEU. Como essas heroínas encontram o homem das suas vidas rápido minha gente, fico pasma!

Pensando bem, talvez qualquer livro lido após Uprooted, da Naomi Novik, ficaria sem graça para mim. Acho que o problema foi muito mais eu, a leitora sem paciência para uma história água com açúcar, do que o livro em si.

Leiam por sua conta e risco, não posso prometer nada…

Aliás, não leiam, invistam seu tempo (porque tá difícil arrumar um pouco) e leiam A Fúria e a Aurora.

xoxo

A Court of Mist and Fury (Corte de Névoa e Fúria) – Sarah J. Maas

A_Court_of_Mist_and_Fury_-_Cover

  •    Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Bloomsbury
  •    Nº de Páginas: 626
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 8,5

LEIA A Court of Thorns and Roses PRIMEIRO. A blogueira não se responsabiliza por corações partidos, sangramentos oculares ou possíveis desmembramentos por criaturas sombrias.

Feyre sobreviveu as garras de Amarantha para voltar à Corte da Primavera – mas a um custo exorbitante. Embora ela agora tenha as atribuições da Corte feérica, seu coração continua sendo humano, e ele não pode esquecer os atos terríveis que ela realizou para salvar o povo de Tamlin. Nem Feyre havia esquecido de sua barganha com Rhys, Lorde da temida Corte da Noite. Enquanto Feyre navega em uma escura teia de política, paixão e poder deslumbrante, um grande mal de aproxima-  e ela pode ser a chave para pará-lo. Mas só se for capaz de domar seus dons escruciantes, curar sua alma estilhaçada e decidir como ela deseja construir seu futuro. E o futuro de um mundo partido em dois. – Tradução própria.

————————————————————————————————————————————————

Eu depois de ler ACOMAF pra ABSOLUTAMENTE todo mundo.

 

Girl Power.

Dificilmente vamos encontrar melhor definição para essa história. Todas as mocinhas objeto, bonecas de porcelana retardadas e aquele territorialismo macho alpha que algumas pessoas acham lindo de morrer podem ir pro inferno. Feyre chegou para COLOCAR TODOS NO DEVIDO LUGAR.

“Ah blogueira, mas ele é o mocinho e ele só quer proteger a mocinha…”

NÃO. Eu não tenho mais estomago pra isso! Ou essa porcaria de mocinha aprende logo a se defender sozinha ou ela simplesmente não serve mais pra ser mocinha. Já deixamos para trás a época quando só belas, recatadas e do lar valiam alguma coisa.

#fimdochilique

Ok, falando mais sobre o livro, tivemos um salto gigantesco tanto de qualidade quanto de enredo do primeiro pro segundo! E foi uma das melhores coisas já feitas na história do planeta! Eu não fazia ideia de que mudanças aconteceriam (sou daquelas que não lê sinopse nem resenhas de continuação) então realmente fui pega de calças curtas nesse quesito.

O parágrafo a seguir contém spoilers, vai por sua conta e risco. (selecione o texto com o cursor do mouse para conseguir ler)

Como ACOTAR foi uma retelling de A Bela e a Fera (melhor conto de fadas ever) eu realmente era apaixonada por Feyre e Tamlin apaixonados um pelo outro. Quando ACOMAF se mostrou um retelling de outra lenda, Hades e Perséfone por um momento não soube o que pensar, mas se Sarah J. Maas pode te fazer amar um personagem, ela com certeza por de te fazer odiá-lo também. Então fiz minhas pazes com a história e continuei aproveitando cada capítulo como se não houvesse amanhã.

Não foi algo tirado da manga, pelo menos pra mim, as atitudes e as circunstancias que levaram os personagens para rumos diferentes do que antes estavam fizeram muito sentido ou caíram como uma luva e me fizeram ter certeza que era aquilo que a Sarah queria desde o começo!

 A medida que Feyre foi caindo na real eu também fui.

O problema é que quando isso aconteceu ela já estava num poço realmente profundo.

Mas não só de reviravoltas vive ACOMAF, temos um monte de novos personagens que roubam a cena, eles tem personalidades próprias, histórias próprias. São praticamente tridimensionais para nós, pois não se confundem com o cenário como acontece em muitos livros por aí. Nos livros da SJM temos uma quantidade considerável de personagens masculinos gostosos para uma protagonista só sofrência. .Eu sei que é um pouquinho improvável, mas juro que ela ouviu minha solicitação e colocou mais personagens femininas! Compartilhamos a história de Mor e Amren também. E Feyre era legal e foda e eu queria ser como ela… até aparecer Amren, porque Amren, poder é poder.

Sarah J. Maas tem zero considerações com os sentimentos dos leitores.

Esse livro, acima de tudo, é sobre vida e amor. Sobre se encontrar mesmo quando você nem se lembra mais quem costumava. É sobre renascimento, sobre superar uma alma fraturada e não juntar os caquinhos para voltar a ser o que era, mas criar algo novo e maravilhoso. Depressão aqui não é só um estado clínico, é a imensidão do abismo que encara de volta. A história de Feyre e Rhysand fala de sacrifícios reais, sem ambição por reconhecimento, e de como os passos para se reerguer são duros, mas não impossíveis.

Não tem como essa leitura passar em branco, mesmo que você não goste da fantasia, mesmo que você não conheça em primeira mão o que é depressão. Esse livro vai te tocar.

P.S.: Então, esse livro é hot. Tão hot que a Record realmente deveria tirar o selo infanto juvenil dele. Realmente.@_@

Dama da Meia-Noite – Cassandra Clare

Dama da meia-noite g1

  •    Autor: Cassandra Clare
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 574
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: Lady Midnight
  •    Tradutor: Rita Sussekind

   Avaliação: 8,5

 

Não que seja da minha conta, mas se você não leu nenhum outro livro da série Caçadores de Sombras não sei se vai entender muito esse aqui… Porém vivemos num mundo livre e spoiler não é crime. Ainda.

Em um mundo secreto onde guerreiros meio-anjo juraram lutar contra demônios, parabatai é uma palavra sagrada.

O parabatai é seu parceiro na batalha. O parabatai é seu melhor amigo. Parabatai pode ser tudo para o outro, mas eles nunca podem se apaixonar.

Emma Carstairs é uma Caçadora de Sombras, uma em uma longa linhagem de Caçadores de Sombras encarregados de protegerem o mundo de demônios. Com seu parabatai Julian Blackthorn, ela patrulha as ruas de uma Los Angeles escondida onde os vampiros fazem festa na Sunset Strip, e fadas estão à beira de uma guerra aberta com os Caçadores de Sombras. Quando corpos de seres humanos e fadas começam a aparecer mortos da mesma forma que os pais de Emma foram assassinados anos atrás, uma aliança é formada. Esta é a chance de Emma de vingança e a possibilidade de Julian ter de volta seu meio-irmão fada, Mark, que foi sequestrado há cinco anos. Tudo que Emma, Mark e Julian tem a fazer é resolver os assassinatos dentro de duas semanas antes que o assassino coloque eles na mira.

 Suas buscas levam Emma de cavernas no mar cheias de magia para uma loteria sombria onde a morte é dispensada. Enquanto ela vai descobrindo seu passado, ela começa a confrontar os segredos do presente: O que Julian vem escondendo dela todos esses anos? Por que a Lei Shadowhunter proíbe parabatais de se apaixonarem? Quem realmente matou seus pais e ela pode suportar saber a verdade?

A magia e aventura das Crônicas dos Caçadores de Sombras tem capturado a imaginação de milhões de leitores em todo o mundo. Apaixone-se com Emma e seus amigos neste emocionante e de cortar o coração no volume que pretende deliciar tantos novos leitores como os fãs de longa data

————————————————————————————————————————————————

Recomendo fortemente a leitura de As Peças Infernais e Os Instrumentos Mortais antes de embarcar nessa série. Numerosos, selvagens, gigantescos Spoilers de Instrumentos Mortais e As Peças Infernais nesse livro! Não leia se tem a mais pálida chance de ler as outras séries depois.

Enfim…

Tem alguma coisa extremamente prazerosa no ato de começar um livro que você SABE que vai gostar muito! Pode ser aquele autor que você ama, uma série que te cativou ou simplesmente aquele debut com uma sinopse tão perfeita que só um cataclismo pra fazer a história ser ruim!

E quando você termina de ler esse livro tão aguardado e pensa “Caramba, foi ainda melhor do que eu esperava”? Essa é a minha história de amor com Dama da Meia-Noite.

Ainda estou sob os efeitos alucinógenos da leitura recente, mas acho que essa trilogia vai ser ainda melhor que As Peças Infernais! Tirando o final de Princesa Mecânica, nada nessa Terra supera aquele final…

Cassie deixou seus personagens ainda mais reais, mais diferentes uns dos outros, cada um com uma personalidade bem definida e seus problemas paralelos ao restante da história. Sério, não tem como não amar os irmãos Blackthorn, não é humanamente possível! Sou filha única e sempre quis um irmão (mais velho ou mais novo, tanto faz) pra compartilhar tudo, então não é surpresa que fique encantada com esse lado do livro. A situação é agravada porque além de lindo e maravilhoso, Julian ainda ama e cuida de toda a trupe como se fosse o pai deles, não só um irmão.

Porém já dizia o ditado nerd “Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades” e Julian acaba sendo esmagado pela barra que é criar quatro crianças, ainda mais quando ele mesmo ainda é uma. Talvez um ponto irritante no livro seja que esse sufocamento é mencionado O.TEMPO.TODO. Mas prefiro relevar isso e encarar como sendo como ele realmente se sente.

Sério.

Emma, apesar de dividir o palco com vários outros personagens, é uma mocinha ótima. Passei da fase das belas, recatadas e do lar que não viram nada da vida e que seguem deslumbradas com cada palavra dita pelo mocinho do livro. Apesar de ser só uma garota de 17 anos Emma já sabe o que é bom para ela e não perde tempo sendo meiga e ponderada. Adoro.

Esse romance central impossível, com um ‘que’ de Proibido, da Thabita Suzuma, me deixou louca de tensão e foi o ponto alto da história toda. Mark, Cristina e as revelações bombásticas que não foram tão bombásticas quanto eu gostaria (e Cassie Clare já foi melhor nesse quesito) ficaram pálidos perto do que senti acompanhando esse amor.

Definitivamente o tipo de livro que te deixa pensando na história o dia inteiro, desejando ter uma pausa pra terminar logo e descobrir o que vai acontecer, mesmo sabendo que vai demorar MILÊNIOS até o próximo volume ser lançado. Se eu tinha um pezinho atrás com os Shadowhunters depois do filme e da série (que odeio com todas as forças), isso passou. Voltei com força total para o time #ContinueCriandoNovasSériesDeCaçadoresDeSombrasEternamenteCassie

xoxo e boa semana!

PS Para Quem Já Leu: Essa decisão da Emma vai dar mer%#, sim ou claro?