A Court of Mist and Fury (Corte de Névoa e Fúria) – Sarah J. Maas

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  •    Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Bloomsbury
  •    Nº de Páginas: 626
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 8,5

LEIA A Court of Thorns and Roses PRIMEIRO. A blogueira não se responsabiliza por corações partidos, sangramentos oculares ou possíveis desmembramentos por criaturas sombrias.

Feyre sobreviveu as garras de Amarantha para voltar à Corte da Primavera – mas a um custo exorbitante. Embora ela agora tenha as atribuições da Corte feérica, seu coração continua sendo humano, e ele não pode esquecer os atos terríveis que ela realizou para salvar o povo de Tamlin. Nem Feyre havia esquecido de sua barganha com Rhys, Lorde da temida Corte da Noite. Enquanto Feyre navega em uma escura teia de política, paixão e poder deslumbrante, um grande mal de aproxima-  e ela pode ser a chave para pará-lo. Mas só se for capaz de domar seus dons escruciantes, curar sua alma estilhaçada e decidir como ela deseja construir seu futuro. E o futuro de um mundo partido em dois. – Tradução própria.

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Eu depois de ler ACOMAF pra ABSOLUTAMENTE todo mundo.

 

Girl Power.

Dificilmente vamos encontrar melhor definição para essa história. Todas as mocinhas objeto, bonecas de porcelana retardadas e aquele territorialismo macho alpha que algumas pessoas acham lindo de morrer podem ir pro inferno. Feyre chegou para COLOCAR TODOS NO DEVIDO LUGAR.

“Ah blogueira, mas ele é o mocinho e ele só quer proteger a mocinha…”

NÃO. Eu não tenho mais estomago pra isso! Ou essa porcaria de mocinha aprende logo a se defender sozinha ou ela simplesmente não serve mais pra ser mocinha. Já deixamos para trás a época quando só belas, recatadas e do lar valiam alguma coisa.

#fimdochilique

Ok, falando mais sobre o livro, tivemos um salto gigantesco tanto de qualidade quanto de enredo do primeiro pro segundo! E foi uma das melhores coisas já feitas na história do planeta! Eu não fazia ideia de que mudanças aconteceriam (sou daquelas que não lê sinopse nem resenhas de continuação) então realmente fui pega de calças curtas nesse quesito.

O parágrafo a seguir contém spoilers, vai por sua conta e risco. (selecione o texto com o cursor do mouse para conseguir ler)

Como ACOTAR foi uma retelling de A Bela e a Fera (melhor conto de fadas ever) eu realmente era apaixonada por Feyre e Tamlin apaixonados um pelo outro. Quando ACOMAF se mostrou um retelling de outra lenda, Hades e Perséfone por um momento não soube o que pensar, mas se Sarah J. Maas pode te fazer amar um personagem, ela com certeza por de te fazer odiá-lo também. Então fiz minhas pazes com a história e continuei aproveitando cada capítulo como se não houvesse amanhã.

Não foi algo tirado da manga, pelo menos pra mim, as atitudes e as circunstancias que levaram os personagens para rumos diferentes do que antes estavam fizeram muito sentido ou caíram como uma luva e me fizeram ter certeza que era aquilo que a Sarah queria desde o começo!

 A medida que Feyre foi caindo na real eu também fui.

O problema é que quando isso aconteceu ela já estava num poço realmente profundo.

Mas não só de reviravoltas vive ACOMAF, temos um monte de novos personagens que roubam a cena, eles tem personalidades próprias, histórias próprias. São praticamente tridimensionais para nós, pois não se confundem com o cenário como acontece em muitos livros por aí. Nos livros da SJM temos uma quantidade considerável de personagens masculinos gostosos para uma protagonista só sofrência. .Eu sei que é um pouquinho improvável, mas juro que ela ouviu minha solicitação e colocou mais personagens femininas! Compartilhamos a história de Mor e Amren também. E Feyre era legal e foda e eu queria ser como ela… até aparecer Amren, porque Amren, poder é poder.

Sarah J. Maas tem zero considerações com os sentimentos dos leitores.

Esse livro, acima de tudo, é sobre vida e amor. Sobre se encontrar mesmo quando você nem se lembra mais quem costumava. É sobre renascimento, sobre superar uma alma fraturada e não juntar os caquinhos para voltar a ser o que era, mas criar algo novo e maravilhoso. Depressão aqui não é só um estado clínico, é a imensidão do abismo que encara de volta. A história de Feyre e Rhysand fala de sacrifícios reais, sem ambição por reconhecimento, e de como os passos para se reerguer são duros, mas não impossíveis.

Não tem como essa leitura passar em branco, mesmo que você não goste da fantasia, mesmo que você não conheça em primeira mão o que é depressão. Esse livro vai te tocar.

P.S.: Então, esse livro é hot. Tão hot que a Record realmente deveria tirar o selo infanto juvenil dele. Realmente.@_@

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Dama da Meia-Noite – Cassandra Clare

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  •    Autor: Cassandra Clare
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 574
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: Lady Midnight
  •    Tradutor: Rita Sussekind

   Avaliação: 8,5

 

Não que seja da minha conta, mas se você não leu nenhum outro livro da série Caçadores de Sombras não sei se vai entender muito esse aqui… Porém vivemos num mundo livre e spoiler não é crime. Ainda.

Em um mundo secreto onde guerreiros meio-anjo juraram lutar contra demônios, parabatai é uma palavra sagrada.

O parabatai é seu parceiro na batalha. O parabatai é seu melhor amigo. Parabatai pode ser tudo para o outro, mas eles nunca podem se apaixonar.

Emma Carstairs é uma Caçadora de Sombras, uma em uma longa linhagem de Caçadores de Sombras encarregados de protegerem o mundo de demônios. Com seu parabatai Julian Blackthorn, ela patrulha as ruas de uma Los Angeles escondida onde os vampiros fazem festa na Sunset Strip, e fadas estão à beira de uma guerra aberta com os Caçadores de Sombras. Quando corpos de seres humanos e fadas começam a aparecer mortos da mesma forma que os pais de Emma foram assassinados anos atrás, uma aliança é formada. Esta é a chance de Emma de vingança e a possibilidade de Julian ter de volta seu meio-irmão fada, Mark, que foi sequestrado há cinco anos. Tudo que Emma, Mark e Julian tem a fazer é resolver os assassinatos dentro de duas semanas antes que o assassino coloque eles na mira.

 Suas buscas levam Emma de cavernas no mar cheias de magia para uma loteria sombria onde a morte é dispensada. Enquanto ela vai descobrindo seu passado, ela começa a confrontar os segredos do presente: O que Julian vem escondendo dela todos esses anos? Por que a Lei Shadowhunter proíbe parabatais de se apaixonarem? Quem realmente matou seus pais e ela pode suportar saber a verdade?

A magia e aventura das Crônicas dos Caçadores de Sombras tem capturado a imaginação de milhões de leitores em todo o mundo. Apaixone-se com Emma e seus amigos neste emocionante e de cortar o coração no volume que pretende deliciar tantos novos leitores como os fãs de longa data

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Recomendo fortemente a leitura de As Peças Infernais e Os Instrumentos Mortais antes de embarcar nessa série. Numerosos, selvagens, gigantescos Spoilers de Instrumentos Mortais e As Peças Infernais nesse livro! Não leia se tem a mais pálida chance de ler as outras séries depois.

Enfim…

Tem alguma coisa extremamente prazerosa no ato de começar um livro que você SABE que vai gostar muito! Pode ser aquele autor que você ama, uma série que te cativou ou simplesmente aquele debut com uma sinopse tão perfeita que só um cataclismo pra fazer a história ser ruim!

E quando você termina de ler esse livro tão aguardado e pensa “Caramba, foi ainda melhor do que eu esperava”? Essa é a minha história de amor com Dama da Meia-Noite.

Ainda estou sob os efeitos alucinógenos da leitura recente, mas acho que essa trilogia vai ser ainda melhor que As Peças Infernais! Tirando o final de Princesa Mecânica, nada nessa Terra supera aquele final…

Cassie deixou seus personagens ainda mais reais, mais diferentes uns dos outros, cada um com uma personalidade bem definida e seus problemas paralelos ao restante da história. Sério, não tem como não amar os irmãos Blackthorn, não é humanamente possível! Sou filha única e sempre quis um irmão (mais velho ou mais novo, tanto faz) pra compartilhar tudo, então não é surpresa que fique encantada com esse lado do livro. A situação é agravada porque além de lindo e maravilhoso, Julian ainda ama e cuida de toda a trupe como se fosse o pai deles, não só um irmão.

Porém já dizia o ditado nerd “Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades” e Julian acaba sendo esmagado pela barra que é criar quatro crianças, ainda mais quando ele mesmo ainda é uma. Talvez um ponto irritante no livro seja que esse sufocamento é mencionado O.TEMPO.TODO. Mas prefiro relevar isso e encarar como sendo como ele realmente se sente.

Sério.

Emma, apesar de dividir o palco com vários outros personagens, é uma mocinha ótima. Passei da fase das belas, recatadas e do lar que não viram nada da vida e que seguem deslumbradas com cada palavra dita pelo mocinho do livro. Apesar de ser só uma garota de 17 anos Emma já sabe o que é bom para ela e não perde tempo sendo meiga e ponderada. Adoro.

Esse romance central impossível, com um ‘que’ de Proibido, da Thabita Suzuma, me deixou louca de tensão e foi o ponto alto da história toda. Mark, Cristina e as revelações bombásticas que não foram tão bombásticas quanto eu gostaria (e Cassie Clare já foi melhor nesse quesito) ficaram pálidos perto do que senti acompanhando esse amor.

Definitivamente o tipo de livro que te deixa pensando na história o dia inteiro, desejando ter uma pausa pra terminar logo e descobrir o que vai acontecer, mesmo sabendo que vai demorar MILÊNIOS até o próximo volume ser lançado. Se eu tinha um pezinho atrás com os Shadowhunters depois do filme e da série (que odeio com todas as forças), isso passou. Voltei com força total para o time #ContinueCriandoNovasSériesDeCaçadoresDeSombrasEternamenteCassie

xoxo e boa semana!

PS Para Quem Já Leu: Essa decisão da Emma vai dar mer%#, sim ou claro?

 

 

A Court of Thorns and Roses (Corte de Espinhos e Rosas) – Sarah J. Maas

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  •    Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Bloomsbury
  •    Nº de Páginas: 432
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 9,5

Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, Feyre precisa enfrentar a ira das fadas que, buscando justiça, a fazem escolher: ou a caçadora oferece sua própria vida em sacrifício a um monstro, ou deve abrir mão de sua vida humana e se mudar para o mundo das fadas.Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, Feyre precisa enfrentar a ira das fadas que, buscando justiça, a fazem escolher: ou a caçadora oferece sua própria vida em sacrifício a um monstro, ou deve abrir mão de sua vida humana e se mudar para o mundo das fadas. (Sinopse divulgada pela Galera Record)

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Sim, é claro que eu estava praticamente salivando pra ter esse livro em mãos.

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E sim, eu esperava ao menos gostar desse livro, já que ele é de uma das minhas autoras favoritas, mas tentei segurar minha onda pra não morrer de desgosto depois. Você sabe, só pro caso de ser um Insaciável da vida (Meg Cabot destruiu nossa relação com esse livro). Mas poderia ter mergulhado de cabeça que não ia me desapontar. A Court of Thorns and Roses é maravilhoso!

A maior, ou melhor dizendo, a característica mais gritante desse livro na minha humilde opinião, aquela que me fez prestar atenção e amar cada momento e página, é a falta do livro-de-regras-literárias. Não que tudo seja imprevisível, quero dizer, é uma releitura de A Bela e a Fera, a gente SABE que a Feyre vai se apaixonar por Tamlin, A GENTE se apaixona por Tamlin! Mas a Sarah evita pequenas grandes coisas que aparentemente viraram regra no mundo YA e que, inclusive, até acontecem nos outros livros dela. Vamos ao exemplo:

“Somos apresentados ao super atraente protagonista masculino que vai passar um bom tempo ao lado da protagonista feminina bonitinha até que BUM, entra mais um personagem masculino super atraente que também vai passar um bom tempo ao lado da tal protagonista feminina. Oh, droga, preparem-se para mais-um-triangulo-amoroso… SÓ QUE NÃO! Porque, caso os autores de YA não tenham percebido até agora, é possível que personagens masculinos existam no mesmo núcleo que a mocinha sem se apaixonar perdidamente por ela!”

Não considero isso spoiler até porque dá pra perceber logo no começo do livro e acho importante mencionar por que, como eu, algumas pessoas podem desistir de um livro achando que vem mais do de sempre por aí.

Quero lembrar também que esse é um romance. Com doses elevadas de sexy time, bem mais do que estamos acostumados com Trono de Vidro e cia. Por falar nisso, gostaria muito de parar de comparar uma série com outra, mas não dá!! Pelo menos as comparações são boas… temos uma ótima construção de mundo, ficamos imersos na história e me diverti muito com as situações um pouco diferentes que a Feyre se metia. Senti uma atmosfera mais sombria em relação a TdV, mas já era de se esperar, tendo em vista a proposta SACRIFÍCIO gritando na sinopse.

Agora vamos falar de coisa boa? Vamos falar de Toptherm… Digo, vamos falar dos personagens! Sarah manja dos paranauê nesse quesito. Feyre é casca grossa, vivida e tem uma língua perigosa para ela mesma… “Celaena, é você?” Num dia de mau humor eu até poderia pensar isso, mas a questão é que ambas personagens mesmo com o ‘molde’ bem parecido tem outras características marcantes e, o principal, são ótimas a própria maneira.

E temos Tamlin.

Só tenho uma coisa pra te dizer. Seu filho da mãe esperto.

(Entendedores entenderão)

Ele faz parte de um harém de caras muy buenos que são bem populares na escrita da Sarah, não que alguém esteja reclamando aqui, certo meninas?? Mas a verdade é que sinto falta de mais personagens secundárias femininas, só pra balancear…

Passando por um núcleo de personagens não muito destacado na trama, convido vocês a odiarem com todas as suas forças a família de Feyre comigo. Ô gente ruim, complicada, mesquinha! Argh.

Aliás, convido vocês a amarem esse livro comigo. Amarem a história, a Sarah, a Feyre… quererem viver nesse mundo louco transbordando magia e chutar alguns traseiros vilanescos por aí! A continuação não tem nem título definido ainda, mas já está no meu carrinho de pré-vendas da Amazon, só esperando para ser comprada! Leiam A Court of Thorns and Roses assim que puderem, cruzem as fronteiras das cortes e nunca mais saiam desse lugar encantado, ao contrário de Feyre, eu vou por vontade própria!

xoxo

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Meus Pensamentos em.. Os Encantados de Ferro – Julie Kagawa

Hey pretties! Já faz algum tempo que quero compartilhar com vocês minha opinião sobre algumas séries. Evidentemente, não ia dar certo fazer resenhas de todos os volumes já lidos, até porque alguns estão comigo há anos (não é preguiça, juro). E também porque não quero me ater muito aos livros separadamente, algumas séries são boas de se analisar assim: como séries.

Duas coisas:

1)Esses pensamentos não contém super spoilers canibais withlasers, a menos que eu diga o contrário…

2)Vou usar todos os recursos (gifs, imagens, músicas, vídeos) como se não houvesse amanhã! Tudo pra passar minhas reações, porém as páginas podem demorar um pouco para carregar… esperem! Não desistam delas ainda!

Pra entrar no clima, solta o som:

Escolhi The Iron Fey (publicados aqui pela Underworld, Os Encantados de Ferro) para abrir essa nova coluna por um motivo muito simples. Não consigo parar de pensar nessa série. Lembra da Alice no País das Maravilhas? Quando segue o coelho branco por um buraco e se vê num outro mundo, completamente diferente, Alice percebe que todas as histórias fantásticas que tanto gostava poderiam ser, de alguma forma, verdadeiras.

Well, não foi exatamente isso o que aconteceu com Meghan Chase. Ela acabou no Nevernever guiada por Puck (yeah, esse mesmo!) atrás do irmão caçula. Não de um coelho branco. Recebeu ajuda de um gato escorregadio; sentou-se à mesa de criaturas muito estranhas e até conheceu uma pseudo-Rainha de Copas. Bem essa rainha, atendia pelo nome de Titânia e quase não tinha motivos para não odiar Meg, afinal ela era filha de seu marido, Oberon.

Rei dos encantados do Verão.

Obviamente, como se não bastasse ser meio-humana na terra das fadas, Meghan ainda chama a atenção de um certo príncipe gelado, sua mãe odiosa e outro rei. Um de Ferro.

 As duas cortes (Verão e Inverno) desconhecem esse terceiro front e estão ocupadas demais se preocupando com as tradicionais guerras e com os mortais não passando suas lendas adiante para ir atrás de uma suposta ameaça. Logo, Megs se vê sozinha na tarefa de resgatar seu irmão desse misterioso rei.

Ok, talvez não tão sozinha assim. O Puck está com ela pro que der e vier sempre. E Ash, o terceiro filho de Mab, a rainha da corte unseelie (Inverno) está preso a ela por uma barganha. Ele a ajuda a resgatar o irmão e leva-lo em segurança para o mundo mortal e em troca, ela vai docilmente para Tir Na Nog, ser refém de Mab.

Pausa dramática: barganhas, promessas, favores, apostas… tudo isso tem um peso considerável em Nevernever. Se você se compromete a fazer algo, você faz! Senão você morre. É simplá!

O legal do Nevernever da Julie Kagawa é que ele é nu e cru. São as lendas aterrorizantes que o povoam, esqueça a Disney, se uma daquelas princesas parasse numa floresta do Nevernever pra cantar com os passarinhos, ela acabaria sendo jantar de um grupo de redcaps. Como consequência dessa selvageria toda, Megs nunca está segura, não importa onde ela esteja.

Justo quando você achava que estava seguro…

Muitas dessas lendas são de folclore medieval, e todos sabem que o pessoal medieval tinha uma tendência meio fatalista: algo a ver com as constantes guerras, fome, vilas queimadas, doenças mucho locas e soberanos mais locos ainda. Vai saber, né?

A maioria das histórias eram feitas para manter crianças e jovens longe dos bosques (que eram propriedade dos reis mucho locos) e evitar problemas com a lei. Claro que serviam para explicar sumiços, gravidezes ‘repentinas’ e doenças misteriosas também. As lendas fofas, tipo Disney, de hoje são resultado principalmente das eras Vitoriana/Eduardiana, quando a fatia de gente não PASSANDO FOME e se virando pra não morrer queimado nas vilas, aumentou bastante. Ou seja: pra que assustar suas crianças até a morte com histórias de seres malignos que as fariam dançar até perderem os pés ou simplesmente as comeriam no café, se elas já tinham a oportunidade de não viverem sob tetos de palha e contassem com ruas pavimentadas, longe de bosques!

Minha mais sincera opinião sobre como Kagawa usou e abusou do imaginário popular nos quatro livros: level master.

Ela não trouxe os seres para o nosso mundo, ao menos não em tempo integral. Julie deixou a preguiça, que muitos autores novos por ai tem, de lado e deslocou praticamente toda a história pelos  domínios do Nevernever. Tinha que ser nerd mesmo! Como se não bastasse passear pelo reino das criaturas encantadas (que já tem várias versões: Avalon, Realms, Valhala…) ela criou mais uma corte, totalmente diferente para representar a influência da tecnologia nas nossas vidas.

Agora pulando os detalhes da trama temos a finalização de A Rainha de Ferro [Trecho com SPOILER malvados] Nesse a autora passa por cima dos finais felizes e faz o que julgava ser lógico. Foi aí que entrei em pânico e revirei a internet de pernas pro ar buscando informações sobre a continuação, porque… NÃO PODIA ACABAR DAQUELE JEITO.

Originalmente, The Iron Fey era uma trilogia, mas, como muitos editores desconhecem o conceito primário de trilogia, Julie foi levada a escrever um quarto livro.

THANK GOD!

Essa foi por pouco!

Tem mais Ash e Puck pra gente!

Julie, nunca mais se atreva a me dar esse susto, ouviu bem mocinha??

Mais Ash e Puck pra gente!

Assim nasceu The Iron Knight (O Cavaleiro de Ferro). O quarto livro, contado pelo ponto de vista de Ash e é de longe o mais sombrio de todos os publicados. Aqui ela se aventura a pensar na morte dos seres encantados, o que acontece com eles quando são esquecidos e até onde é possível chegar motivado apenas por lealdade.

É desnecessário dizer que amei. Mas é necessário adicionar que nunca senti tanto ciúmes de um personagem literário como senti lendo The Iron Knight. O motivo não posso contar aqui, ele é o rei dos spoilers canibais withlasers e estragaria MUITO dos livros anteriores.

Entre os livros 1 e 2

 

Entre os livros 3 e 4

Ainda que a narrativa de Meghan Chase tenha chegado ao fim, Julie não nos deixou orfãs… (garota esperta) ela escreveu novellas, contos que se passam entre os livros da série e atualmente está trabalhando na nova série (contada pelo irmão de Meghan) e numa enciclopédia. Isso mesmo, uma enciclopédia todinha dedicada aos encantados de ferro! Srta. Kagawa, você tem o meu respeito.

Um quase P.S.: Pra arrematar quero compartilhar o ápice do momento fangirl  com vocês: um estudo dos personagens de Os Encantados de Ferro. Ignorem o Puck afeminado e o Ash com cara de cólica menstrual, eu estava empolgada com o lápis novos… juro que na minha cabeça eles são mais bonitos que isso!

Coprightado, viu?

Por hoje é só pessoal, fiquem á vontade para sugerir outros Pensamentos, dar alguns toques ou simplesmente jogar conversa fora.

Encantos – Aprilynne Pike

  •    Autor: Aprilynne Pike
  •    Editora: Bertrand Brasil
  •    Nº de Páginas: 308
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Spells
  •    Tradutor: Sibele Menegazzi
  •    Avaliação: 8,5

Se não leu Asas, cuidado, spoilers selvagens podem atacar você!

Seis meses se passaram desde que Laurel descobriu ser uma fada e salvou o portal de entrada para Avalon. Lá, ela passará o verão estudando para aprimorar suas habilidades e adquirir conhecimentos como fada de outono. No entanto, com o tempo, a hierarquia social do lugar começará a desgastá-la e a fará repensar sua escolha.
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Laurel agora sabe que é uma fada e vai ter que lidar com as delicias e responsabilidades que isso traz. Nada melhor, então, do que passar o verão em Avalon, o reino das fadas e elfos, em uma dimensão paralela ao nosso mundo. Lá ela vai ter que suar o vestido de seda de teia-de-aranha para poder acompanhar o ritmo das aulas, e pelo menos tentar alcançar o mesmo nível de suas colegas fadas de outono.

O laboratório de  herbologia de Avalon me deu uma saudade tremenda das estufas de Hogwarts, mas o reino criado por Aprilynne Pike não se resume a isso. A delicadeza de Avalon, seus detalhes coloridos e todas aquelas fadas e elfos diferentes levam qualquer um a viajar por suas ruas. Mas aquele detalhe da hierarquia entre as ‘espécies’ é bem irritante:

Fadas do Inverno: muito raras, são a realeza, mesmo mesmo.

Fadas de Outono: nem 5% da população, experts em poções e medicamentos.

Fadas de Verão: 15% de todas as fadas, são as exibidinhas, responsáveis pelas coisas bonitas e divertidas.

Fadas da Primavera: a rabeira da cadeia alimentar. Mesmo sendo massivos 80% e cuidando de praticamente TUDO, são consideradas inferiores.

“Ah, por favor…”

Não culpo a Laurel por se indignar com o desprezo das outras castas pelas fadas de Primavera, ao seu ver (e ao meu também) todos contribuem para Avalon funcionar. Mas, enfim…

O triangulo amoroso. Ok, geralmente eu tento me manter imparcial nesses casos, sério, já que tenho uma tendência saudável a me apegar aos personagens… mas não deu! Quero que a Laurel fique com o Tamani. Pronto, falei.

O David é super legal e dedicado e fofo e super gosta dela, mas o Tamani é um elfo! Tá, não é só por causa disso mentira que eu quero que eles fiquem juntos. A química entre os dois, a tensão constante, os fez mais reais pra mim do que Laurel + David.

É de dar um nó na cabeça de qualquer um estar no meio de uma multidão e saber que a maioria daquelas pessoas te conhecia no passado, até poderiam ser suas melhores amigas, e não lembrar bulhufas a respeito delas. Coisa desorientadora mesmo é que ninguém, ninguém !!, se incomoda em te fazer lembrar.  É uma coisa bem diferente se for ver, porque na maioria dos livros em que um personagem perde a memória, todo mundo se desdobra pra fazê-lo lembrar, mas não em Encantos, não com Laurel. Ela escolheu isso e as fadas simplesmente não vem motivo para comoção: o feitiço era bem forte e foi por uma causa maior.

Tá, eu sei, tô enrolando, mas sério, você não ia ficar MUITO constrangido no lugar dela??

Retomando: Pike se livrou de qualquer insegurança que tinha no primeiro livro e aproveitou sua melhor característica: o texto despretensioso. Parece que ela não fez força nenhuma pra escrever, simplesmente foi colocando no papel. Eu sei que deve ser impossível uma coisas dessas e que os autores às vezes passam horas brigando com uma única linha, mas deu muito certo. Infelizmente a ação não tem tanto espaço nessa estória, exatamente como em Asas. Apesar de conhecermos novos elementos que prometem coisas interessantes mais pra frente, ainda estou esperando o ‘bicho pegar’ de verdade, a trama tem espaço para isso! Eu quero muito isso!!

De qualquer modo, é muito bom quando você chega num certo ponto de um livro em que você simplesmente não quer parar de ler e, caso precise parar de ler, não vê a hora de retomar de onde deixou. Aconteceu comigo em Encantos, que diferentemente de seu predecessor, me fisgou (não, me recuso a fazer esse trocadilho) pra valer. De novo, o livro poderia ser maior e ter mais ação, mas nem de longe ficou em banho-maria como o primeiro.

Por último: um grande parabéns para a editora, a revisão e tradução foram impecáveis, coisa aparentemente difícil no mercado literário de hoje. Foi encantador ler esse livro. (Taí, não resisti!) e estou agoniada para ler Illusions, lançado aqui no segundo semestre desse ano.

xoxo e bom meio de semana! 

Tinta Perigosa – Melissa Marr

  •    Autor: Melissa Marr
  •    Editora: Rocco
  •    Nº de Páginas: 328
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Ink Exchange
  •    Tradutor: Maria Beatriz Branquinho da Costa
  •    Avaliação: 8,5

Leslie anseia por mudanças em sua vida, e uma tatuagem é o que ela precisa para deixar o passado para trás. Porém, quando finalmente encontra o desenho que quer em sua pele, Leslie vai descobrir que aquela imagem não é somente uma obra de arte tentadora, e sim uma passagem sem volta para um mundo de sombras e desejo… o mundo dos seres encantados.

Atenção, conteúdo impróprio para não-leitores de Terrível Encanto

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Vou começar dizendo porque Melissa Marr me levou a um novo nível de confusão mental, me deixou lá por alguns capítulos, me fez odiá-la por isso e depois me trouxe de volta, mais confusa ainda, EXPLICANDO porque toda aquela viagem fazia sentido. Faz sentindo?

Talvez, como a própria Leslie, eu não devesse ter gostado disso. Mas me peguei protelando ao máximo o final, simplesmente por não querer que a leitura acabasse!

Vale avisar também que Tinta Perigosa começa onde Terrível Encanto termina, mas quem quer mais de Aislinn, Keenan e Seth vai ter que esperar um pouco. Eles aparecem sim, mas não são o foco principal.

O começo do segundo volume foi meio diferente do primeiro, ele me irritou profundamente… tirando a parte de descobrirmos ainda mais sobre os seres encantados e suas cortes, o que é absolutamente demais (Demais, DEMAIS!), a relação Leslie-Niall-Irial estava um tanto quanto clichê. De cara pensei ‘Sério, outro triangulo amoroso, Melissa? Sério?’. Eu meio que pedi para pular tudo aquilo e chegar logo na parte em que Leslie descobriria que a melhor amiga era a Rainha do Verão e então poderiam juntas chutar alguns traseiros imortais!!

Sua reação a sede de sangue da blogueira.

Mas calma, Ash, como boa garota equilibrada que é, não ia simplesmente envolver a amiga nos assuntos encantados.

Então continuamos numa situação constrangedora.

Aquela coisa manjada de meio mundo se apaixonando/se afeiçoando/amando todo mundo de forma inexplicável, e instantânea me deixou com um cachorro de rua atrás da orelha. Isso me confundiu deveras porque era tão diferente da abordagem da autora no livro anterior, tão tonto pra ser obra da ótima Melissa Marr, que até demorei pra perceber que Leslie também estava achando aquela necessidade toda por Niall e Irial totalmente estranha.

Alguma coisa estava muito errada ali. Tudo o que ela queria era uma tatuagem para simbolizar uma vida nova, mas o que conseguiu foram visões de pessoas bizarras, mentiras de sua amiga e dois caras gatos sinistros na sua cola. E ela nem conseguia se preocupar com isso!

Pelo outro lado, Niall e Irial, sim, o guarda-costas de Keenam e o Rei Sombrio são personagens muito ambíguos e apetitosos, acho que já escolhi um lado, mas como entre Keenan e Seth, também não estou muito firme na decisão.  Niall pende entre o cara controlado e sua natureza… selvagem, enquanto Irial exala crueldade para esconder sentimentos pouco sombrios. No fundo eu acho que são os dois feitos do mesmo material.  Tinta Perigosa ressaltou ainda mais um ponto de Terrível Encanto: as cortes em si não são boas ou ruins, elas só querem sobreviver. Mas há aqueles que buscam o equilíbrio e os que não. Ou seja, o conceito de Bem e Mal para os seres encantados é bem maleável. Ok, não só para os seres encantados.

Se você como eu ficou desanimado com o começo, por achar absurdo demais, por favor, POR FAVOR, continue a leitura. Tenho certeza de que não vai se arrepender e de quebra vai soltar um “Melissa, sua danadinha!”. Se não…

Para os que já leram e se incomodaram com o final, sem ofensas, mas pense com cuidado nesse caso. Nem tudo são flores e a magia é uma ilusão, distorcendo a realidade…

Estou oficialmente visitando todos os parques da cidade, tentando achar uma Garota do Verão ou mesmo um Hound pra matar o tempo até Fragile Eternity!

xoxo e boa sexta!

P.S.: Pra não perder o costume, a obsessão com significados de nomes continua:

[Todos com raízes irlandesas (irlandeses, seus lindos!)]

Leslie = Alegria

Niall = Campeão, no sentido medieval

Irial = Elfo

Sorcha (Absolutamente maravilhoso esse nome) = Brilho

Asas – Aprilynne Pike

❤ capa emborrachada

  •    Autor: Aprilynne Pike
  •    Editora: Bertrand Brasil
  •    Nº de Páginas: 294
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2011
  •    Título Original: Wings
  •    Tradutor: Sibele Menegazzi
  •    Avaliação: 7,0
Laurel foi encontrada na porta da casa de seus pais adotivos e sempre estudou com a mãe. Aos quinze anos, após se mudar para uma nova cidade e se matricular em uma escola, sua vida muda completamente. Para começar, desde sempre solitária, ela ganha um grupo de amigos e um admirador apaixonado, David. E isso será apenas o início. À primeira vista, Laurel é uma garota comum, com os problemas de qualquer adolescente. O que a diferencia, porém, é ter um segredo maravilhoso e perigoso: ela é uma fada e tem a missão de proteger o portal de Avalon.
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Passei Asas na frente na fila dos vou ler por dois motivos: quando tirei TODOS os meus livros do quarto e os coloquei no sofá, Asas estava bem em cima; estava totalmente empolgada pelas criticas puro amor a Encantos, segundo volume da série, lançamento desse mês.

Estou tentando variar mais minhas leituras, tentei juro deixar uma ordem pré-definida para não ficar só no distópico – de fada – distópico – de fada – distópico… my bad. Vamos para mais uma resenha de livro com história sobre fadas.

Imagine que interessante você, uma garota de quinze anos, com uma pele de dar inveja, acordar um belo dia com a primeira espinha de sua vida, nas costas. Ok. Imagine acordar no outro dia e perceber que ela aumentou ligeiramente, ok. Repita isso no outro dia, e no outro e no outro… até você ter um caroço do tamanho de uma bola de golfe no meio das suas costas. Você reza até pros deuses nórdicos e promete que se o negócio não sumir até o dia seguinte, vai contar pros seus pais.

Ele some.

E surge uma FLOR GIGANTE no lugar.

Sério, eu levei um tempão tentando enfiar essa imagem na minha cabeça. Ficava pensando que a autora tinha errado alguma coisa na hora da descrição, porque ela estava falando mesmo era de um florzona! Não asas. Fadas tem asas, certo? Certo??

Bem, não Laurel. Ela é uma fadinha sim, mas isso quer dizer que é uma planta. Nem pulsação a menina tem! Ela foi ‘enxertada’ na família humana dela (sua memória foi apagada) com uma missão muito importante, e tem todo um time de fadas cuidando para que ninguém a descubra.

Certo, parece legal, né? E é mesmo. Mas Aprilynne Pike demorou muito para dar todas essas explicações… vou levar em conta que Laurel descobriu quase tudo por conta própria, contando apenas com a ajuda de David, seu amigo humano (ponto para a trama: a menina compartilhou logo de uma vez o que estava acontecendo com ela). O problema é que o livro tem só 294 páginas…

Foi mais ou menos o que aconteceu com A Filha do Pastor das Árvores, vi o fim se aproximando e o clima amornando.

Daí, de repente, o quadro mudou, ficou frenético! Uma loucura! Solta o som

O vilão deu as caras e já atacou e um monte de coisas aconteceu e continuou acontecendo!

Enfim, o final compensou bastante os pontos fracos do livro: além da lentidão inicial, Pike veio com o famigerado triangulo amoroso. Estou cansada disso, pra ser bem sincera… Team David ou Team Tamani (um elfo), até consigo imaginar o que vai acontecer no final, mas mesmo assim, eu podia ficar sem essa. Adorei as fadas diferentes e sua cultura, foram ideias bem originais, mas a mocinha dividida entre dois amores já está meio batido.

Recomendo Asas, se você tiver paciência, e gostar de capas emborrachadas iloveit

Vou ler Encantos logo, logo, juro que estou no pique do Salém ainda!

xoxo

P.S.: Lá fora, a série já teve seus terceiro e quarto volumes lançados e acredito que pare por ai.

As capas de Wings, Spells, Illusions e Destined.

Insonia is coming #2

Pretties, vamos conferir os lançamentos que prometem tirar o pouco sono que me resta? Tem pra todos os gostos!

Vamos guardar o melhor pro final, certo? Não me odeiem. Não é que eu não goste de The Host, eu a-m-o The Host, mas o teaser que fizeram, ele…, ah, tirem suas próprias conclusões:

Citando a comparsa Natália do Vire a Página “Fizeram esse teaser no paint”.

Eu imploro que não julguem o livro A Hospedeira por Crepúsculo! São estórias completamente diferentes e, na minha opinião, The Host dá de 10 a 0 num monte de romances distópicos por aí!

O lançamento do filme está previsto para 29/03/2013. Tem chão.

Vamos aos livros?

Todos os anos, os magos de Imardin reúnem-se para purifi car as ruas da cidade dos pedintes, criminosos e vagabundos. Mestres das disciplinas de magia, sabem que ninguém pode opor-se a eles. No entanto, seu escudo protetor não é tão impenetrável quanto acreditam.

Enquanto a multidão é expurgada da cidade, uma jovem garota de rua, furiosa com o tratamento dispensado pelas autoridades a sua família e amigos, atira uma pedra ao escudo protetor, colocando nisso toda a raiva que sente. Para o espanto de todos que testemunham a ação, a pedra atravessa sem dificuldades a barreira e deixa um dos mágicos inconsciente.

Trata-se de um ato inconcebível, e o maior medo da Clã de repente se concretiza: uma maga não treinada está à solta pelas ruas. Ela deve ser encontrada, e rápido, antes que seus poderes fiquem fora de controle e destruam a todos.

Não preciso dizer muita coisa, né? Qualquer história com magia é válida, e essa está com ar de IMPERDÍVEL.

Você pode até fugir da sepultura, mas não pode se esconder para sempre… A meio-vampira Cat Crawfield é agora a Agente Especial Cat Crawfield, trabalhando para o governo para livrar o mundo de mortos-vivos mal intencionados. Ela ainda usa tudo o que Bones, seu ex-namorado sexy e perigoso, ensinou a ela. Mas quando Cat torna-se alvo de assassinos, o único homem que pode ajudá-la é justamente o vampiro que ela abandonou. Estar perto dele desperta todas as suas emoções, desde a adrenalina ao matar vampiros ao seu lado à temerária paixão que os consome. Mas o preço por sua cabeça – Procura-se: morta ou meio-morta – significa que sua sobrevivência depende de unir-se a Bones. Não importa o quanto tente manter as coisas profissionais entre eles, Cat irá descobrir que o desejo dura para sempre… E que Bones não vai deixá-la fugir novamente.

Eu tenho várias coisas positivas a falar sobre essa série, mas a capa que escolheram para o segundo volume me impede de articular corretamente. Por que fizeram isso com o livro eu ainda não sei, mas tenho uma vontade incontrolável de derrubar aquela moça da moto.

O Norte jaz devastado e num completo vazio de poder. A Patrulha da Noite, abalada pelas perdas sofridas para lá da Muralha e com uma grande falta de homens, está nas mãos de Jon Snow, que tenta afirmar-se no comando tomando decisões difíceis respeitantes ao autoritário Rei Stannis, aos selvagens e aos próprios homens que comanda. Para lá da Muralha, a viagem de Bran prossegue. Mas outras viagens convergem para a Baía dos Escravos, onde as cidades dos esclavagistas sangram e Daenerys Targaryen descobre que é bastante mais fácil conquistar uma cidade do que substituir de um dia para o outro todo um sistema político e económico. Conseguirá ela enfrentar as intrigas e ódios que se avolumam enquanto os seus dragões crescem para se tornarem nas criaturas temíveis que um dia conquistarão os Sete Reinos?

A intenção da editora Leya é lançar esse por aqui em Julho, como aquecimento para a Bienal do Livro de São Paulo, em Agosto. Deus sabe o quanto Julho está longe para as pessoas que devoraram O Festim dos Corvos na 1ª semana de Fevereiro.

Sirensong é o terceiro livro da série Faeriewalker. Neste volume, Dana é convidada a ir a Faerie para ser oficialmente apresentada à Corte Seelie. Porém, Titânia, a rainha, a quer morta. O convite não pode ser recusado e Dana, seu pai e seus amigos rumam a uma viagem cercada de perigos, ataques, ameaça e medo. Será que ela conseguirá vencer esses desafios? Uma saga surpreendente, recheada de aventuras e romance. 

Apesar de ter ficado um pouco desapontada com o segundo volume, ainda estou doente para saber o que vai ser da Dana. Esse sai no final do mês.

Sem o conhecimento dos mortais, uma luta pelo poder está se desenrolando em um mundo de sombras e perigo. Depois de séculos de estabilidade, o equilíbrio entre as Cortes das Fadas se alterou e Irial, o regente da Corte Sombria, está lutando para manter suas rebeldes e vulneráveis fadas juntas. Se ele falhar, o derramamento de sangue e a brutalidade não tardarão a aparecer. Leslie, dezessete anos de idade, não sabe nada das fadas e suas intrigas. Quando ela é atraída para uma tatuagem estranhamente bela de olhos e asas, ela sabe que precisa tê-la, convencida de que é um símbolo tangível das mundaças que ela desesperadamente anseia para si. A tatuagem realmente traz mudanças, mas não as que Leslie sonhava, mas sinistras, mudanças que são mais do que simbólicas. Essas mudanças ligarão Leslie e Irial, envolvendo Leslie cada vez mais no mundo das fadas, incapaz de resistir a seus encandos e indefesa para suportar os perigos…

Essa é uma das séries de fadas mais promissoras da atualidade. Fiquei literalmente encantada pelo primeiro volume, Terrível Encanto (resenha aqui) e já estava mais que ansiosa pela sua continuação!

E por último, mas não menos importante eu quase chorei quando recebi a notícia de que A Filha do Sangue – Lendas do Mundo Emerso (Licia Troisi salve salve) vai ser lançado esse mês. Se você ainda não leu nada da autora meus pêsames não se aflija, ainda dá tempo! Comece por A Garota da Terra do Vento.

 O mal implantado pelo povo dos elfos no Mundo Emerso está dizimando as cidades e vilas em um redemoinho de violência e desespero. Enquanto a sacerdotisa Theana busca uma cura para a doença e a Rainha Dubhe organiza uma fraca resistência contra o exército de elfos, a única esperança do Reino corre o risco de desaparecer: Adhara, a garota sem passado. Ela é muito mais que uma guerreira, é uma arma, a mais poderosa arma já vista pelo Mundo Emerso. Acima de tudo, Adhara não é uma predestinada, é uma Consagrada, criada com o único propósito de combater o Marvah, o mal absoluto que eternamente se alterna com o bem no ciclo da história. Mas o seu destino era outro, a vida mortal abandonada no campo, e o destino quer retomar seu curso, sob o preço de destruí-la. Inimigo inesperado impede a missão de Adhara: não mais seu amor por Amhal e seu mal, e nem a loucura da praga, mas uma sombra pedira um preço alto.

Acho que a própria capa soltou um spoiler gigantesco, reparem no olho direito de Adhara (direita dela, não sua). Parece que ele não está mais lá… Só serve para aumentar ainda mais minha expectativa!

Pra finalizar e entrar no clima do feriadão: Mika! Ele é novidade? Não! A música pelo menos é nova? Não! Mas é impossível não se animar ouvindo Grace Kelly e cantar em falsete junto! Deleitem-se, ele canta em francês.

A Filha do Pastor das Árvores – Gillian Summers

Não é uma das capas mais bonitas do ano?

Não é uma das capas mais bonitas do ano?

  •    Autor: Gillian Summers
  •    Editora: Bertrand Brasil
  •    Nº de Páginas: 280
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: The Tree Shepherd’s    Daughter
  •    Tradutor: Flávia Carneiro Anderson
  •    Avaliação: 6,0
Com a morte da mãe, Keelie Heartwood, uma jovem de apenas quinze anos, é forçada a deixar sua adorada Califórnia para viver com o pai nômade no Festival da Renascença de Montanha Alta, no Colorado. Lá, coisas estranhas começam a acontecer – estranhas mas familiares. Keelie percebe que algumas pessoas do festival têm orelhas pontudas, incluindo o cavaleiro mais bonito do lugar, Lorde Sean do Bosque. Quando ela começa a ver seres estranhos e a se comunicar com árvores, descobre que existe um segredo a seu respeito e percebe que seu pai lhe deve explicações.

Faz tempo que queria esse livro. Desde que a editora anunciou seu lançamento (ano passado) que estou pipocando pelas lojas virtuais monitorando tudo. É, sou meio stalker quando fico sabendo de algum lançamento bacana. Ok, meio stalker é bondade minha. Fico obcecada prontofalei. Precisavam ver como foi quando anunciaram Cidade dos Ossos (Instrumentos Mortais – Cassandra Clare, 2010), na época eu não tinha twitter, então checava todos os dias, pelo menos duas vezes, todos os sites que provavelmente o venderiam primeiro, sem falar no sistema da livraria onde trabalhava… Enfim, no caso do livro da Cassandra, minhas expectativas piradonas foram muito bem recompensadas. No livro da Gillian, não.

Tudo porque ele é de uma imobilidade angustiante. Sabe o começo das estórias, quando os personagens principais são apresentados, o cenário é definido e você tem um tempo para se acostumar com tudo aquilo? Well, eu estava lá, serelepe e despreocupada, aproveitando essa introdução quando me dei conta de uma coisa: eu já estava na metade do livro.

Em A Filha do Pastor das Árvores demorei muito para sacar qual era a da Keelie, isso devido aos pensamentos (o livro é narrado em 3ª pessoa, mas focado unicamente no ponto de vista dela) da garota não condizerem com as suas atitudes. E de um jeito meio repetitivo. Do tipo “Por que você fez isso, Keelie, se até meia página atrás você estava pensando justamente o contrário?” Isso meio que arruína uma boa relação leitor-personagem, porque não dá pra se identificar com um personagem que você não conhece. A não ser que seja um imprevisível, dos tipos que circulam os livros de George R. R. Martin ou Licia Troisi. Mas ai já é outro caso…

Well, as coisas começaram a esquentar lá pela página 199, quando o Barrete Vermelho, um duende poderoso e maligno, mostra a que veio e a quantidade de caos que consegue causar. Keelie também acaba tento uma noção de que talvez seu dom de sentir as árvores e seus espíritos não seja uma total perda de tempo.

Como não pode faltar, o livro tem a antagonista secundaria, Elia. A moça é tão infantil e irritante que me dava vontade de tirar a Keelie do caminho e eu mesma ensinar uma ou duas coisas a sobre educação pra ela, sem ser educada!

Segura o meu Poodle, SEGURA O MEU POODLE!

Por outro lado o pai dela, um elfo sinistro, é alguém para se prestar atenção. Nesse livro, Elianard não deu muito as caras, mas algo me diz que ele terá um papel bem maior no futuro. Falando em adultos, a despeito dos adolescentes infantis e artificiais, os personagens adultos que guiam Keelie através de sua nova vida são ótimos. Coloco nessa categoria Knot, o gato. Dificilmente um gato vai ser menos que carismático nas estórias, só que Knot extrapola! Rilitros com as coisas absurdas degato que  ele aprontava pela feira, uma mistura do Lúcifer, da Cinderella com:

Por fim, vale dizer, ainda estou empolgada com a continuação. Sério. E acredito que o livro receberia uma nota bem maior se fosse maior e com mais páginas para Scott. Um cara que, na minha humilde opinião, tem bem mais a ver com Keelie do que o Lorde Sean ‘Engomadinho’ do Bosque. Elia que fique com o infeliz se quiser, merecemos um mocinho com personalidade!

Parabéns à Bertrand pelo trabalho gráfico, tradução e principalmente pela capa. É tão linda, toda emborrachada, que dá de 10 na original!

Status final: Entre na floresta, mas sem pressa.

A Série O Povo das Árvores

xoxo

P.S.: A Gillian Summers, na verdade, é criação de Berta Platas e Michelle Roper, duas escritoras americanas.

Terrível Encanto – Melissa Marr

Capa, je t'aime.

  •   Autor: Melissa Marr
  •   Editora: Rocco
  •   Nº de Páginas: 360
  •   Edição: 1
  •   Ano: 2011
  •   Título Original: Wicked Lovely
  •   Tradutor: Maria Beatriz Branquinho da Costa
  • Avaliação: 9,0

A série Wicked Lovely conta a história de um mundo onde as vidas de fadas e humanos se misturam. Aislinn é uma adolescente que pode ver fadas ao seu redor, mas que foi ensinada durante toda sua vida a fingir que não as vê. Ela está lutando para lidar com as fadas quando Keenan, fada Rei do Verão, entra em sua vida e tira sua mortalidade, pedindo-lhe para se tornar a Rainha do Verão e derrotar sua mãe, a Rainha do Inverno. Se ela recusar, O inverno irá tomar conta do mundo e matará todas as fadas e mortais.

Eu gosto bastante de histórias de fadas, desde sempre. Na verdade agora estou tentando me lembrar do primeiro livro que li com essa temática: acho que foi Artemis Fowl, ou A Dança da Floresta, realmente não me lembro. De um jeito ou de outro, elas sempre entremearam as minhas leituras.

Por isso não compartilho do afã que estão fazendo em cima dos recentes livros sobre fadas, como se fosse algo supernovo. Well, não é.

Mas não quer dizer que seja uma coisa ruim, contudo. Na verdade eu acho ótimo, sempre pensei que a cada livro escrito o Mundo fica um lugar melhor, não importa se for um livro bom ou porcaria. É sempre um acréscimo de alguma maneira.

O legal de Terrível Encanto é que, depois que você termina, vai atrás de outros livros parecidos.  Uma boa pedida pra quem amou ou odiou O Rei de Ferro, da Julie Kagawa. Ou pra quem se irritou profundamente com a Donna Underwood, de A Bruxa de Ferro.

A Aislinn [é um nome Irlandês que significa visão, ou sonho (pois é, eu gosto de pesquisar os significados dos nomes)] é uma aborrecente centrada e sensata, ela sabe que não é brincadeira ter o dom de ver as criaturas mágicas que andam por ai, totalmente invisíveis aos outros humanos. São seres encantados cruéis que pregam peças e atormentam tanto as pessoas quanto sua própria espécie, e Vovó sempre lhe disse para seguir três simples regras:

Não encare os seres encantados invisíveis.

Não fale com os seres encantados invisíveis. 

Nunca desperte a atenção deles.

O problema é que agora eles começaram a prestar atenção nela! Não todos, claro, mas dois em particular a estavam seguindo por onde quer que fosse.

Keenan (que significa descendente das fadas, também irlandês), o jovem Rei do Verão, e Donia (dama poderosa), a atual Garota do Inverno. Keenan é filho de Beira, a Rainha do Inverno. Uma mulher ruim. Muito ruim. O epíteto da ruindade. Ela matou o pai de Keenan, Rei do Verão, passou a reinar soberana sobre as estações e, sem oposição à altura, o inverno fica cada vez mais longo e frio, ameaçando matar todo mundo.

Donia costumava amar Keenan, ela era humana e se encantou com a beleza e o charme sobre-humano dele. Mas Donia fora enganada, no momento em que o Rei do Verão se interessou por ela, sua mortalidade acabou e ela teve que fazer a seguinte escolha: deixa-lo para lá e tornar-se uma Garota do Verão, sem responsabilidades nem pudor, ou arriscar tudo e segurar o bastão do Inverno. Se fosse a Escolhida, ela seria coroada a Rainha do Verão, reinaria ao lado de Keenan e juntos seriam fortes o bastante para repelir Beira. Porém Donia, apesar de seu amor, não era a Rainha do Verão e foi condenada a abrigar o frio e dissuadir a próxima garota de Keenan, mesmo que só fosse libertada quando outra ousasse segurar o bastão.

Isso tudo foi um encantamento criado por monarcas de outras Cortes para evitar que Beira matasse de cara o filho e a corte do Verão tivesse a chance de ser reconstruída.

Aislinn, ou Ash, obviamente é o novo alvo de Keenan. Só que o bonitão não contava que, além de bater de frente com Beira o tempo todo, ele teria de se desdobrar inteiro para conquistar a menina. Tudo porque Ash, além de saber que ele é um encantado, já está apaixonada por Seth.

Seth mora num vagão de trem desativado, é um pouco mais velho que ela, é também o seu melhor amigo, mas tem a grande fama de preferir encontros casuais. Do tipo: é só uma noite, babe, não vou te ligar amanhã. Ele dá vários sinais de estar interessado, mas Aislinn não quer arriscar sua enorme amizade por nada mais que uma noite de diversão.

Ao invés disso ela desvia a atenção para coisas mais urgentes, tipo as fadas. Sério, ela conta pra ele TUDO sobre o seu dom e seus perseguidores. E o Seth acredita!

Dou meu total apoio para as não-enrolações desse livro.

We aprove this book!

Agora Aislinn tenta resistir ao encanto que Keenan exerce sobre ela, literalmente, e se foca em proteger sua Vovó e Seth contra as influências que o Rei do Verão trouxe para sua vida.

Gostei muito desse livro porque ele não é obvio: a mocinha NÃO larga tudo e todos pelo COMPLETO ESTRANHO que aparece na sua porta do nada. A Ash não quer gostar do Keenan, ela cresceu ouvindo que os seres encantados eram maus e horrendos e que faziam coisas cruéis com os mortais. Ela quer ficar quieta no canto dela, de preferencia com o Seth, e esperar toda aquela atenção passar.

Também passei boa parte do livro tentando me decidir se apoiaria o Keenan ou o Seth, acho que já me decidi, mas sem muuuita firmeza. O final é realmente muito bom, com uma enorme surpresa.

Estou cobiçando o 2º, Ink Exchange, imaginando o que está por vir!

Leiam!!

xo