O Coração da Esfinge – Colleen Houck

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  •    Autor: Colleen Houck
  •    Editora: Arqueiro
  •    Nº de Páginas: 368
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: Recreated
  •    Tradutor: Ana Resende

   Avaliação: 5,0

AS PULGAS DE MIL CAMELOS INVADIRÃO A ROUPA DE BAIXO DAQUELE QUE SE AVENTURAR POR ESSA RESENHA SEM ANTES TER LIDO O DESPERTAR DO PRÍNCIPE.

Lily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar.
Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez.
Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos.
Com a ajuda do deus da mumificação, Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela estará pronta para fazer o que for preciso.
Nesta sequência de O Despertar do Príncipe, o lado mais sombrio e secreto da mitologia egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas assombrosas.

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“Não quero dizer que você não deva explorar e fazer as coisas que lhe dão prazer. O que estou dizendo é que é importante encontrar momentos de alegria no aqui e agora, e não colocar todas as esperanças num sonho, num homem. ” pág. 97

Posso ter um amém aqui, irmãos?

Sinto dizer que essa citação não traduz o livro inteiro.

Contrariando o bom senso e todas as pessoas que leram e me avisaram pra ficar longe desse livro, eu precisava saber a continuação de O Despertar do Príncipe.

Claro que nem tudo foi ruim, o livro me prendeu exatamente como O Despertar do Príncipe fez, e eu realmente gosto de Asten e me sinto mal por ele. Nós dois fomos enganados Asten, nós dois, meu caro. Colleen sempre sabe como ambientar bem um livro, você consegue imaginar direitinho todo o cenário, o que é muito legal. Fora as aulinhas gratuitas de mitologia que recebemos ao longo do caminho. Mas nada disso foi suficiente para compensar a falta de uma história que fizesse algum sentido.

“Dãh, é ficção, miga sua loka.”

Tá, tá, mas nem por isso ela pode criar situações bizarras sem pé nem cabeça e esperar que eu fique ok com isso.

Uma coisa que me incomodou demais foi a Lily estar muuuuuuuito calma com o condomínio rolando na cabeça dela. Eu teria entrado em parafuso, ligado para um padre, no mínimo. Arrancando os cabelos e batendo a cabeça na parede, pra se sincera.

Eu até gostei de Tia, gostei mesmo do jeito prático dela. Mas gente, se vocês tivessem uma entidade dividindo sua cabeça, ficariam de boa?

A Lily sim, tipo shit happens. OUTRA VEZ.

Sim, estamos falando da garota que aceitou ir pro Egito salvar o mundo com uma múmia que se alimentava de sua força vital, e ainda fez o favor de se apaixonar por ele. O que é uma leoa controlando seu corpo perto disso?

E qual o motivo de TODOS os personagens masculinos se apaixonarem por ela. Quero dizer, a Colleen cria uma explicação mas, sério, por que??????

Foi muito ruim ler sobre como cada hora Lily queria alguém diferente, dava mole pra alguém diferente, enquanto Amon estava agonizando nos cantos escuros do submundo. Por mais que eu não goste da relação-carrapato que eles tinham em O Coração do Príncipe, ele ainda era o NAMORADO dela! Menina, respeita, poxa! Eu até me senti mal por ele, pois aparentemente ele podia ver tudo o que ela estava fazendo devido a ligação deles. Cruel.

Queria sentar com a Colleen e conversar seriamente sobre as relações nos livros dela. Acho que ela precisa de ajuda.

Consideração final: aquele momento constrangedor onde te tanta gente morando na cabeça da protagonista que você começa a se perguntar se também mora lá e sua vida toda foi uma mentira. 😮

P.S.: Pra ninguém dizer que não tenho coração verdade vou dar uma chance pra conclusão dessa série, pelo simples fato da capa do terceiro volume ser linda.

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O Trono de Fogo – Rick Riordan

Rick, me adota?

  •   Autor: Rick Riordan
  •   Editora: Intrínseca
  •   Nº de Páginas: 400
  •   Edição: 1
  •   Ano: 2011
  •   Título Original: Throne of Fire
  •   Tradutor: Débora Isidoro
  •   Avaliação: 8,0
Perigos de Spoilers!!!!!!O Trono de Fogo é a continuação de A Pirâmide Vermelha
Os deuses do Egito Antigo foram libertados, e desde então Carter Kane e sua irmã, Sadie, vivem mergulhados em problemas. Descendentes da Casa da Vida, ordem secreta que remonta à época dos faraós, os dois têm poderes especiais, mas ainda não os dominam por completo – refugiados na Casa do Brooklin, local de aprendizado para novos magos, eles correm contra o tempo. Seu inimigo mais ameaçador, Apófis, está se erguendo, e em poucos dias o mundo terá um final trágico. Para terem alguma chance de derrotar as forças do caos, precisarão da ajuda de Rá, o deus sol. Despertá-lo não será fácil: nenhum mago jamais conseguiu. Carter e Sadie terão de rodar o mundo em busca das três partes do Livro de Rá, para só então começarem a decifrar seus encantamentos. E, é claro, ninguém faz ideia de onde está o deus.

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Eu sou uma fã inoxidável do Rick Riordan. Realmente gostaria que ele acompanhasse com sua escrita o meu ritmo de leitura, mas, como não dá, me contento em ficar ruminando as suas obras. Hoje me peguei pensando cheirodequeimado por que eu gostava tanto dos livros dele, quero dizer, o cara não criou nada de novo! Todos os temas que ele usou já tinham sido dissecados antes, já faziam parte do nosso conceito de clássicos. Não me refiro só a mitologia, mas aos ‘sim, garoto, você não é um mero mortal’, os ‘agora vá, e salve o mundo’, ou alguém aqui vai me dizer que Senhor dos Anéis não é um clássico? Que Harry Potter não abalou estruturas? Que nunca quis ir para Nárnia?? Heim? Heim?  Foi o que pensei.

A genialidade do cara veio justamente disso, ele pegou coisas velhas (refiro-me às mitologias, por favor) e outras referenciais, tirou o pó, passou um Veja Multiuso, arrumou de outro jeito e voilá! Fez o referencial dar vida nova a coisas que só interessavam a nerdões ou professores de história (pleonasmo) ! As crianças que hoje acham que o smartphone nasceu colado nelas ou que e-mail é coisa de velho se interessam por Zeus, Ísis e toda a patota! Pesquisam sobre política na antiguidade, descobrem que filosofia não é chata mentira e principalmente, prestam atenção na aula de história! Well, eu estou quase começando um discurso sobre entender o passado para mudar o futuro e blá blá blá, então melhor parar por aqui a ruminação.

Ah, só mais uma coisa. Tanto as Crônicas dos Kane quanto Os Olimpianos são completamente confiáveis nas suas informações sobre os deuses e culturas mostradas. Palavra de aficionada em mitologias, só Deus e a Irmã Tereza sabem quanto tempo em me enfurnei naquela biblioteca lendo e relendo tudo o que tinha a ver com Grécia, Roma, Egito e os Nórdicos. (Hum Andhy, sua nerdona) Sou mesmo! E você também, que leu até aqui!!

Orgulho Nerd

Agora vamos a’O Trono de Fogo (Aviso mais uma vez, spoilers fortes de A Pirâmide Vermelha)

O livro começa com os irmãos Kane invadindo o Museu do Brooklyn. Eles precisam descobrir que pista uma estátua guarda sobre o Livro de Rá e para isso contam com a ajuda de dois novos amigos, Jaz e Walt. Ambos foram os primeiros a responder o chamado de Carter e Sadie, e a tornarem-se aprendizes da Casa da Vida do Brooklyn.

Digamos que Walt, gosto de pensar nele como um Tyrese Gibson adolescente, mexeu um pouco com a Sadie. Contanto ela não esqueceu Anúbis (que eu carinhosamente penso como Josh Harnett), da mesma forma que Carter não esqueceu Zia, na verdade ele anda meio obcecado:

“-Carter, não quero ser indelicada – eu disse – mas nos últimos dias você tem visto mensagens sobre Zia em todos os lugares. Há duas semanas você pensou que ela tivesse mandado um pedido de socorro em seu purê de batatas.

-Era um Z! Desenhado bem nas batatas!”

Quando Sadie pega o pergaminho que fazia parte do Livro de Rá, desencadeia, pra variar, uma boa armadilha egípcia! Espíritos do caos os atacam por todos os lados e os meninos tem que improvisar para se defenderem. Só que então um desses espíritos se dirige a Carter lhe diz onde Zia está e avisa, se ele não deixar sua missão de lado, ela morrerá.

A partir daí tudo se desenrola bem freneticamente, acontece tão rápido que você não consegue se obrigar a parar a leitura pra fazer qualquer outra coisa! Os Kane, além de terem de se virar para acordar e reentronar um faraó e salvar o mundo em cinco dias, vão ter de fugir dos deuses irados com a ‘reforma’  e de assassinos das outras Casas da Vida, que ainda não engoliram o trato feito com Set.

Sinceramente senti falta de mais romance. (Eu sei que é um juvenil) Qualé? Eu realmente adoro romance! Mas com certeza esse é o livro mais divertido e bem humorado do ano. A Mimo até saiu do lugar de honra dela, meu colo, enquanto eu lia porque as risadas deviam estar atrapalhando. Os novos aprendizes são incríveis, tem até uma menina do Brasil!

‘Para de fazer barulho, eu quero dormir!’

Enfim, recomendo não só porque faz bem ler continuações, mas por ser um livro muito bom!

xo

Próxima Insônia

Estou em dúvida, não sei qual o próximo livro que vou ler. Como sou uma boa democrata degenerada vou passar a responsabilidade adiante e pedir pra vocês votarem no livro que querem ver resenhado aqui.

Eis suas opções:

A Janela de Overton – Glenn Beck        O Trono de Fogo – Rick Riordan

Terrível Encanto – Melissa Marr  

Temos até amanhã para escolher, portanto VOTEM ^^

xo

Sete Vidas – Mônica e Monique Sperandio

Lindo, né?

  •   Autor: Mônica e Monique Sperandio
  •   Editora: Underworld
  •   Nº de Páginas: 204
  •   Edição: 1
  •   Ano: 2011
  • Avaliação: 3,0

Na pequena cidade de Moonville, Aprilynne Hills é conhecida como a rebelde do orfanato Joy Lenz. Sua vida se resume em quebrar regras e aceitar desafios. Após perder uma aposta de sua inimiga Angelique, tudo toma um rumo inesperado. Encontrar uma garota morta em um lago e começar a ter alucinações não estava em seus planos. Descobrindo poderes que nunca imaginou ter, April contará com a ajuda de poucos para resolver um mistério que envolve até deuses do antigo Egito.

Quando meu Sete Vidas chegou, eu fiquei animadérrima. A capa é linda, a arte dentro é perfeita e as gêmeas (sempre super gentis e educadas) autografaram com canetinha colorida. Mal pude esperar para começar a ler, tamanha era a expectativa. E esse foi o meu grande erro.

Criei uma aura sobre o livro já fazendo dele um best-seller, e não é bem assim. Talvez por isso eu tenha tanta coisa chata a dizer sobre o Sete Vidas. Eu sei que tem muita gente que amou o livro, mas essa é a minha opinião então, por favor, não me odeiem logo de cara.

Pulei os agradecimentos de 4 páginas (prefiro deixar pro final) e fui direto para o prólogo.  Sinceramente acredito que essa seja a melhor parte do livro; tive a impressão de que ele fora escrito depois de tudo e, pelas leis literárias, quanto mais escrevemos, melhores ficamos. Descreve um rapaz sofrendo porque a sua amada, toda branca e molhada, jaz morta. Ele deve encarar que a perdeu para sempre.

Certo, depois disso a coisa complica:

A ideia é boa, a órfã que descobre ser descendente de uma deusa do Antigo Egito, tem que lutar para descobrir o que aconteceu com a sua ancestral e como se defender das ameaças que ainda existem. Os poderes da Aprilynne lembram muito os da Chloe King (Nine Lives of Chloe King ) e até arrisco dizer que as gêmeas se inspiraram nela para caracterizar a personagem. Só que falta pesquisa, sério, MUITA pesquisa.  Tanto para ambientar a mitologia egípcia que ficou totalmente distorcida, incompleta e incoerente com o que se define por MITOLOGIA EGÍPCIA, quanto para saberem como é a vida de um pobre órfão de verdade.

Muita coisa fica sem sentido algum durante toda a estória e acabei fazendo uma listinha das perguntas que me atormentaram durante e depois:

O orfanato, logo no começo da história, nos é apresentado como um lugar triste, pobre e sem esperança. Todavia ele mais parece uma mistura de república com a manjada high school americana, cheia de paqueras e jogatinas. Aonde foram parar os pobres órfãos? E por que todos lá, TODOS MESMO, se comportam como patricinhas e mauricinhos?

Onde fica Mooville?

Se Moonville é uma cidade pequenininha como ela pode ter tantos jornais diferentes, seria a capital do jornalismo?

 O que aconteceu com os deuses egípcios conhecidos? Eles existem? Sekhmet não deveria ser o ‘outro lado’ da deusa Hator? Nuru era deus de que?

Piramides não eram tumbas faraônicas? Onde elas serviram como prisão?

Como uma cidade tão pequena pode ter um museu tão bem equipado em artefatos super raros do Antigo Egito? Artefatos dos próprios deuses…

COMO ALGUÉM SE INTERNA NUM HOSPÍCIO E ESCOLHE AS PRÓPRIAS VISITAS?

WTF??

LITTLE SPOILLER Como alguém vai parar num orfanato (numa cidade pequena) mesmo com parentes vivos?

Como um garoto, filho de pais médicos (e bilionários pelo visto) e com um mordomo, estuda numa escola pública?

Sei que algumas dessas perguntas não existiriam se ficasse claro onde Moonville se localiza e que soa muito chato ficar reparando nesses detalhes sobre a mitologia, mas eu A-M-O mitologia Egípcia então não consegui ignorar algumas coisas. E sim, na minha opinião, os detalhes são a alma de um livro.

O texto ficou desconexo e repleto de parágrafos grosseiros. Os erros de pontuação e o uso EXCESSIVO de virgulas, pontos finais e traços deixam a leitura sem ritmo. Eu sei que tem gente que acha que o texto não importa e blá blá blá, mas por favor!, isso é essencial num livro, é o mínimo de respeito com os leitores E escritores!

A enxurrada de frases de efeito corta qualquer clima. É regra: não existe ponto alto sem que haja algo com que comparar. Também há excesso de informação ‘inútil’ que me deixou um pouco desnorteada: a April cita várias e várias bandas, músicas, livros e até marcas de pasta de dentes famosas. Acredito que a editora (adoro a Under, mas eles deram uma escorregadinha) deveria ter passado mais tempo orientando as garotas. São coisas que serão superadas com a prática nos próximos livros, aposto!

Tenho certeza de que se elas atentassem mais ao desenvolvimento da narrativa, dos personagens, da relação deles com os acontecimentos e o cenário, seria um ótimo livro. Elas são jovens (o que não é desculpa para um livro medíocre, e sim OPORTUNIDADE DE CRESCIMENTO), tem um tempão para se aperfeiçoarem. Também quero ressaltar que as duas foram muito maduras ao receberem as criticas construtivas. Super Ladies. Sinceramente estou aguardando o próximo.

xo