Três Coroas Negras – Kendare Blake 

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  •    Autor: Kendare Blake
  •    Editora: Globo Alt
  •    Nº de Páginas: 304
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2017
  •    Título Original: Three Dark Crows
  •    Tradutor: Alexandre D’Elia

   Avaliação: 8,5

Três herdeiras da coroa, cada uma com um poder mágico especial. Mirabella é uma elemental, capaz de produzir chamas e tempestades com um estalar de dedos. Katharine é uma envenenadora, com o poder de manipular os venenos mais mortais. E Arsinoe é uma naturalista, que tem a capacidade de fazer florescer a rosa mais vermelha e também controlar o mais feroz dos leões.

Mas para coroar-se rainha, não basta ter nascido na família real. Cada irmã deve lutar por esse posto, no que não é apenas um jogo de ganhar ou perder: é uma batalha de vida ou morte. Na noite em que completam dezesseis anos, a batalha começa.

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Essa é a história de três rainhas que competem para ser A Rainha. Isso, a letra maiúscula faz toda a diferença, significa estar viva. Elas passam a vida inteira treinando para, quando o rito da Aceleração chegar, estar livres para trucidar umas as outras. Adorável, não?

Logo de cara somos apresentados a uma tonelada de termos e particularidades da ilha onde se passa a história, o que seria muito mais fácil de visualizar se um bendito mapa estivesse presente… mas não, mais uma vez uma edição nacional acha que o mapa da versão original é decor. Fico muito perturbada com isso, mais do que já sou!

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TCN alterna entre o ponto de vista das irmãs e alguns outros personagens, vamos aprendendo cada vez mais sobre cada uma. E aprendendo a gostar de cada uma também. Sim, do contra que sou eu tinha que escolher uma favorita, e justo a mais fraca do trio.

Arsinoe (olha que nome poder) é a rainha naturalista. Forte, cínica, decidida, desencanada de aparências, ácida de fazer sua pálpebra tremer e…sem um pingo da dádiva. E, como se não bastasse, sua melhor amiga é a mais forte naturalista de todos os tempos. Enquanto os outros naturalistas da ilha tem poder suficiente pra atrair pássaros e cães como Familiares (uma espécie de companhia animal) o Familiar da moça é um puma! UM PUMA.

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Selo de qualidade Chuck Norris

Mas Arsinoe não tem inveja da amiga Jules, que é mais irmã que as outras rainhas. Ela sente que é inevitável morrer no próximo ano, já que não consegue reunir magia suficiente nem pra fazer uma folha cair de uma arvore. Pra cuidar de Jules Arsinoe conta com Joseph, amigo das duas desde criança e o amor da vida da garota poderosa. Agora, não vou entrar em detalhes, mas se vocês por ventura lerem Três Coroas Negras, com certeza vão querer esfolar Joseph vivo. Entrem na fila.

A rainha Katherine é uma envenenadora no mínimo decepcionante. Ok, a garota tem talento para criar venenos, mas meio que para por aí. Ela é vitima constante das irmãs Arron, as chefes da casa envenenadora que a acolheu e figuras importantes no Conselho Negro, o poder da ilha. Elas só querem treiná-la para ser mais forte e poderosa e, principalmente, sobreviver ao Ano da Ascensão para se tornar A Rainha, a quarta envenenadora consecutiva. Só que o treinamento significa horas de exposição ao mais diversos venenos e nem uma refeiçãozinha sequer sem toxinas paralisantes. O resultado é uma Katherine mirrada e cheia de cicatrizes de pústulas e picadas de cobra, deu muita dó.

Oh, espere. Acabei de perceber que eu não ligo

Oh, espere. Acabei de perceber que eu não ligo.

Mas não o suficiente. Ainda prefiro Arsinoe.

 

E por fim temos Mirabella. A perfeita rainha Mirabella. Forte como nunca se viu, capaz de atrair tempestades, causar terremotos e dançar com fogo, ainda por cima é linda de morrer e tem todos a seus pés. O Templo, a autoridade religiosa, já a considera vencedora e não esconde de ninguém seu total apoio. Ela tem do bom e do melhor, ótimas amigas e a admiração de todos. E é claro que ela não está contente, a irritante. Por favor, não me julguem por ser implicante, eu sei que ela é cheia das boas intenções. Mas só alguém que teve tudo  de bandeja poderia pensar como Mira, ela não passou os últimos dez anos ouvindo como a outra irmã era poderosa e linda e como ela não iria viver para completar 17 anos. Ainda por cima ela faz uma coisa que, mesmo não sendo tão culpa dela, não ajudou em nada minha antipatia.

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Sou time Arsinoe e pronto.

Depois de feitas as apresentações foi aí que a história engatou. Conforme a Aceleração se aproximava, a própria narrativa também ia mais rápido e mais coisas decisivas aconteciam. Depois de um começo meio lento, foi revigorante e aproveitei muito mais a leitura assim.  Fiquei obcecada com a mitologia criada sobre a ilha, algo que me lembrou muito Avalon, e ainda não consigo parar de pensar no que pode acontecer no próximo volume. Minha cabeça deu tantas voltas criando teorias sobre o final desse que, quando aliados e inimigos inesperados mostraram a cara, quase morri do coração.

Tiro meu chapéu para Blake, não esperava esse livro, e agora preciso de ajuda para sobreviver até o lançamento do próximo. Nossa, é quase como ser uma das rainhas esperando o fim do Ano da Ascensão…

xoxo e boa semana!

P.S.: Só uma curiosidade sobre os nomes das irmãs. Mirabella é de origem italiana e significa maravilhosa. Katherine vem do grego e significa pura. Já Arsinoe também é grego, muitas governantes macedônias e egípcias tinham esse nome, inclusive a irmã mais nova de Cleópatra que, por acaso (ou não), foi assassinada pela irmã por apresentar uma ameaça a sua pretensão ao trono. Arsinoe significa ‘mulher de mente elevada’. Acho que já sei qual o nome da minha futura filha 😀

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O Rei Demônio – Cinda Williams Chima

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  •    Autor: Cinda Williams Chima
  •    Editora: Suma
  •    Nº de Páginas: 384
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2014
  •    Título Original: The Demon King
  •    Tradutor: Ana Resende

   Avaliação: 8,5

O jovem ladrão reformado Han Alister é capaz de quase qualquer coisa para garantir o sustento da mãe e da irmã, Mari. Ironicamente, a única coisa valiosa que ele possui não pode ser vendida: largos braceletes de prata, marcados com runas, adornam seus pulsos desde que nasceu. São claramente enfeitiçados — cresceram conforme ele crescia, e o rapaz nunca conseguiu tirá-los.

Enquanto isso, Raisa ana’Marianna, princesa herdeira de Torres, enfrenta suas próprias batalhas. Ela poderá se casar ao completar 16 anos, mas ela não está muito interessada em trocar essa liberdade por aulas de etiqueta e bailes esnobes. Almeja ser mais que um enfeite, ela aspira ser como Hanalea, a lendária rainha guerreira que matou o Rei Demônio e salvou o mundo.

Em O Rei Demônio, primeiro de quatro livros, os Sete Reinos tremerão quando as vidas de Han e Raissa colidirem nesta série emocionante da autora Cinda Williams Chima.,

 

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Fazia tempo que não esbarrava numa fantasia tão ‘na medida’ assim. Com um enredo bem dinâmico e no mínimo diversificado, O Rei Demônio me prendeu do começo ao fim e basicamente arruinou minhas chances de completar a meta de leitura do Ano. Agora preciso ler as continuações, não importa se elas estavam na lista ou não.

Primeiro livro da Cinda que leio, me surpreendeu um bocado. A narrativa é dividida entre Han, o nosso Alladin de Fells, e Raisa, a princesa nada frágil. São somente dois pontos de vista, mas parece muito mais! Com tantos personagens, cada um com suas particularidades e muita importância na história, ninguém fica ocioso ali, não nos cansamos ou ficamos ‘engessados’ em Han e Raisa.

Por culpa da Disney, qualquer garoto simpático, cheio de desenvoltura e que ganhe sua vida nas ruas de uma cidade difícil, sofrerá da síndrome de Aladin, logo, temos que gostar muito dele! Han não foge à regra, apesar de ser o ‘dono da rua’ (Turma da Mônica, oi?) ele tenta deixar a vida de furtos e trambiques de lado e se afastar da violência pelo bem de sua irmãzinha, Mira. A questão é que os problemas parecem persegui-lo. Sério, esse menino não tem um minuto de descanso o livro todo!

Só que nesse caso ele é loiro de olhos azuis

Gostei muito do seu caráter e da forma como ele reage aos problemas que vão se apresentando. Bem diferente da Raisa. Ai, Raisa. Essa menina, além de ser controlada por uma avalanche de hormônios, tem todo tipo de resposta desde as mais sensatas até as mais estúpidas. Sim, ela é uma adolescente, eu entendo isso, mas ela é a PRINCESA-HERDEIRA do reino! Ela é treinada desde o útero para desempenhar sua função o melhor possível, então pelo amor de deus, controle-se Raisa ana’Marianna!

Não que eu não tenha amado ela no fim do livro, só queria dar uns bons tapas nela pra ver se pegava no tranco.

Alias, só para constar, a Cinda é tão boa nisso que a Raisa sabe que deveria ser mais controlada e altruísta, ela simplesmente ainda não consegue! Exemplo de autora que nos exatamente onde ela queria…

Friamente calculado, como uma verdadeira sangue azul

Não vou falar dos outros trezentos personagens ativos, vocês devem descobrir eles por si próprios, mas já adianto que me arrependo de não ter passado três anos nos clãs.

O Rei Demônio é o tipo de fantasia que me deixa querendo sempre mais, pensando no livro quando não estou lendo e me deixa ansiosa, imaginando o que pode acontecer. Aliás, por motivo de força maior, tive que interromper a leitura justamente no final quando coisas dignas de OMG! estavam em andamento e foi terrível! Só consegui terminar no dia seguinte e o suspense estava acabando comigo. Não recomendo esse tipo de coisa pra ninguém.

Pegue O Rei Demônio e leve para um canto tranquilo, com café e doces suficientes para algumas horas. Quando terminar, aproveite para fazer uma pausa e esticar as pernas, depois volte para o canto tranquilo e comece A Rainha Exilada, você não vai se arrepender!

xoxo

Os Garotos Corvos – Maggie Stiefvater

Os Garotos Corvos (AR)

  •    Autor: Maggie Stiefvater
  •    Editora: Verus
  •    Nº de Páginas: 376
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2013
  •    Título Original: The Raven Boys
  •    Tradutor: Jorge Ritter

   Avaliação: 8,0

Todo ano, na véspera do Dia de São Marcos,­ Blue Sargent vai com sua mãe clarividente até uma igreja abandonada para ver os espíritos daqueles que vão morrer em breve. Blue nunca consegue vê-los — até este ano, quando um garoto emerge da escuridão e fala diretamente com ela. 

Seu nome é Gansey, e ela logo descobre que ele é um estudante rico da Academia Aglionby, a escola particular da cidade. Mas Blue se impôs uma regra: ficar longe dos garotos da Aglionby. Conhecidos como garotos corvos, eles só podem significar encrenca.

Gansey tem tudo — dinheiro, boa aparência, amigos leais —, mas deseja muito mais. Ele está em uma missão com outros três garotos corvos: Adam, o aluno pobre que se ressente de toda a riqueza ao seu redor; Ronan, a alma perturbada que varia da raiva ao desespero; e Noah, o observador taciturno, que percebe muitas coisas, mas fala pouco.

Desde que se entende por gente, as médiuns da família dizem a Blue que, se ela beijar seu verdadeiro amor, ele morrerá. Mas ela não acredita no amor, por isso nunca pensou que isso seria um problema. Agora, conforme sua vida se torna cada vez mais ligada ao estranho mundo dos garotos corvos, ela não tem mais tanta certeza. De Maggie Stiefvater, autora do aclamado A Corrida de Escorpião, esta é uma nova série fascinante,­ em que a inevitabilidade da morte e a natureza do amor nos levam a lugares nunca antes imaginados.

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Como vocês devem imaginar, eu tenho uma verdadeira Muralha da China pra resenhar, porque, apesar de ser a pior blogueira da face das galáxias/dimensões/Nárnias, continuei uma leitora mais ou menos dedicada. Entenda-se “li pouco, não nego, leio mais quado puder.” O Garotos Corvos não foi o último livro que li e normalmente não o resenharia sendo assim, mas ele continua tao vivo na minha mente que não tem por que não mandar ver. Então, vamos a uma pequena prévia das minhas emoções:

Livro novo da Maggie: EU QUERO EU QUERO

(insira trilha sonora aqui) Ahhh moleque, bora ler livro da Maggie!

Eu aaaaaaaaaaaamo tanto o fato da Maggie (sim, somos intimas na minha cabeça) criar coisas pouco convencionais e mágicas. Ela pode pegar qualquer lenda existente, dar um banho de literatura jovem nela e voilá! Temos uma estória incrível e dinâmica, bem ao gosto de quem não tem muita paciência pra introduções longas. E mais! Os 1.000.000.000.000.000 primeiros leitores levam, totalmente de grátis, diálogos naturais e inteligentes entre Blue e Gansey! Esqueça aquela baboseira mecânica que vem praticamente enlatada, agora você pode aproveitar o melhor de conteúdo e apresentação num só produto! (Leu isso com a voz do locutor da Polishop? Ótimo)

Bem, essa belezura é vista pelo ponto de vista de Blue, Gansey e Adam, apesar de ser narrada em terceira pessoa. Gostei dessa nova incursão da Maggie, Lobos de Mercy Falls e A Corrida de Escorpião (livro favorito de 2012)  são em primeira pessoa, então, tecnicamente, te mostram mais a fundo o que se passa com cada personagem. Porém a Maggie é tão Maggie que não deixa dever em nada nesse quesito, fica até mais confortável de se ler.  Só não estranhe termos outros dois Garotos Corvos bem expressivos, Noah e  Ronan, mas não haver o ponto de vista deles, prometo que isso se explica ao longo do livro.

Apesar de haver amor verdadeiro na sinopse, devo dizer que Os Garotos Corvos não é um livro romântico.  Não que não tenha um casal, ou dois, ou um e meio, se é que você me entende, mas o foco são as linhas ley, a busca de Gansey pelo sobrenatural e a luta de Blue contra exatamente isso, o misticismo da sua família. Veja o que acontece com a moça, ela vive cercada de videntes e médiuns de todos os tipos desde que nasceu, sua família conhecida é composta por médiuns poderosas, e praticamente todas as pessoas próximas são capazes de fazer alguma coisa muito legal. Menos ela.

Na verdade Blue tem o poder de aumentar o poder dos outros, o que para os outros é muito bacana, para ela é algo muito injusto.

Não que ela vá passar o livro todo choramingando por isso, como algumas mocinhas fazem (o que deve ser um tipo de super poder também), a Blue tem mais o que fazer, como por exemplo entrar de cabeça na busca de Gansey e ficar obcecada pelos meninos. O único problema para mim foi a mudança de foco. O começo tratava de Blue, a profecia em sua vida e depois… necas desse assunto! Era só Garotos Corvos isso, Garotos Corvos aquilo! Ela passou de personagem principal a elenco de apoio muito rápido. Okay, o nome do livro é Os Garotos Corvos, mas pela sinopse não é de se esperar mais dela?

De qualquer forma esse é um livro sombrio, com um toque de bizarro e uma atmosfera que eu não esperaria ver toda junta. A adolescência americana misturada com ocultismo e aquele apêndice, bem do nada mesmo, de um rei celta deixa tudo meio esquisito, o que, na minha opinião, é sempre bem vindo. Leia Os Garotos Corvos se você está afim de se surpreender, sair da mesmice, adquirir um pouco de cultura inútil ao simplesmente mergulhar numa boa estória contada por quem sabe o que está fazendo.

Por último: blogueira, você está afim de ler a continuação, The Dream Thieves?

Boa semana pra todo mundo!

xoxo

Deslembrança – Cat Patrick

  •    Autor: Cat Patrick
  •    Editora: Intrínseca
  •    Nº de Páginas: 256
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Forgotten
  •    Tradutor: Livia de Almeida
  •    Avaliação: 7,0
Toda noite, quando London Lane recosta a cabeça no travesseiro e dorme, cada mínimo detalhe do dia que viveu desaparece de sua memória. Pela manhã, restam-lhe apenas lembranças do futuro: pessoas e acontecimentos que ainda estão por vir. Para conseguir manter uma rotina minimamente normal, London escreve bilhetes para si própria e recorre à sempre fiel melhor amiga. Já acostumada a tudo isso, ela tenta encarar a perda de memória mais como uma fatalidade que como uma limitação. Mas, quando imagens perturbadoras começam a surgir em suas lembranças e London precisa, de algum modo, escapar delas, fica claro que para entender o presente e o futuro ela terá que decifrar o que ficou esquecido no passado.
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“Eu me lembro do que ainda vai acontecer.

Lembro o futuro, mas esqueço o que já passou.

Todas as minhas lembranças, boas, ruins ou tanto faz, um dia vão se concretizar.

Então, goste ou não – e eu não gosto -, vou me lembrar de estar de pé num gramado recém-aparado, rodeada por pedras e pessoas vestidas de preto, até que isso se torne realidade. Vou me lembrar desse funeral… até que alguém morra.

E, depois disso, ele será esquecido.” Pág. 34

Vamos começar com as quatro frases que me vieram à cabeça quando terminei a leitura de pouco mais de 2h desse livro:

London é confusa, mas nem tanto

Luke é maravilhoso, mas nem tanto

A vidência de London é explorada, mas nem tanto

Deslembrança é bom, mas nem tanto.

Vi várias resenhas falando que Deslembrança é um livro bom, mas que falta alguma coisa. Essa coisa é tempero, desenvolvimento, trabalho. Não estou desmerecendo a autora. MUITO longe disso, a ideia é incrível, fazia tempo que eu não ficava tão animada para ler um stand alone (sou rata de séries, fazer o que?!) e Forgotten despertou meu interesse bem antes de ser lançado aqui. Só senti que a Patrick podia ter tirado mais tempo para refinar as coisas, explorar melhor o dom de London.

Sério, o cérebro dela reinicia às 04:33 da manhã, todo dia. Ok, ela deixa bilhetes resumindo sua vida e dando instruções sobre como se comportar nos próximos dias. É desnorteador? Muito! London leva isso numa boa? Com um pé nas costas! Mas a parte principal, o diferencial do enredo, a coisa mais legal que acontece com a menina… fica de fora! Ela lembra do que vai acontecer amanhã e essa é a menor as preocupações dela!

Mas heim?

Spoiler alert

De repente estou exagerando, mas a London levou dez anos para perceber que poderia usar seu dom insanamente fora do comum em benefício daqueles que ama e nós nem vemos isso acontecer de fato porque o livro acaba! Ele simplesmente acaba e você fica: não! Não pode ser! Agora que as coisas iam acontecer de verdade, acaba? Faça-me o favor!!

Não me levem a mal, eu gostei do livro. Exatamente por ter gostado demais e estar completamente imersa na estória de London foi que me frustrei tanto com a ‘inconclusão’ das coisas!  O relacionamento entre ela é Luke é do tipo que te faz suspirar pela delicadeza e bizarrice: ela não se lembra dele no futuro, portanto só tem os bilhetes para se situar sobre aquele carinha que ela não faz ideia de quem é. London se apaixona por Luke dia após dia, sempre do começo. Ok, ajuda ele ser lindo de morrer.

“Essas coisas acontecem”

Posso estar me precipitando, mas estou ansiosa pelo próximo livro de Patrick, Revived, que também tem uma premissa impressionante. Vou me arriscar a sair frustrada mais uma vez, mas tenho fé em que uma pessoa tão maravilhosamente criativa quanto a Cat vá fazer um trabalho melhor. Enfim, recomendo Deslembrança se você não se frustra facilmente, ou se entendeu meu ponto e se sente mais preparado para aproveitar esse livro incrível, mas nem tanto.

xoxo e bom começo de semana!

Promoção de Matar!

Hey pretties! Todos já conferiram a resenha de Estilhaça-Me, da autora norte-americana Tahereh Mafi, certo? Não?! Então clica aqui e resolva logo isso!

Well, agora que já estamos devidamente preparados, que tal levar para casa um kit super especial do livro? A Novo Conceito caprichou e nos mandou um presente matador, com direito até a bolsa, é chique de doer!

Não se deixe enganar. Eles são como a própria Juliette!

Lembrando que todos os componentes desse kit já atentaram contra a minha vida. A bolsa e o marcador me cortaram umas mil vezes e a capa tentou me cegar pelo menos três, sinceramente, eu não acredito em coincidências.

Então, peço para que aqueles com nervos fracos, mania de perseguição e fragilidade cutânea não se candidatem. O IYRDIW não se responsabiliza por qualquer dano que esse livro venha a causar e se reserva o direito de não repor membros perdidos. O concorrente fica ciente que está nessa por sua conta e risco.

Regras? Sim, vamos a elas:

  • Preencher o formulário;
  • Você deve seguir o blog, é só colocar seu e-mail ali no canto direito;
  • Você precisa, juro, morar no Brasil;
  •  Promoção válida até as 23h59 do dia 20 de Maio;
  •  O resultado será divulgado nesta página no dia seguinte;
  •  O prêmio deverá ser enviado em até 30 dias após a resposta do ganhador com os dados para entrega;
  • Se você tem um twitter, siga @AndhromedaG e preencha o forms mais uma vez.

A pergunta do formulário é facultativa, mas vamos lá, use a sua imaginação sem preocupações 😉

(21/05) Hey, já temos um vencedor!

Parabéns Elyssa! Já sabe, logo entraremos em contato \o/ Não foi dessa vez?

Não desanime, corre que tem outras promos rolando!!

Pra quem quer saber as melhores 5 frases: 

“Voltaria a andar em metrô vazio!!” Flávia Cabral

“Seria uma matadora profissional e ganharia muito dinheiro com isso” Paula Almeida

“Andaria com uma placa; “mata ao toque”” Elyssa Pimentel

“Tentaria me manter longe de alguns e bastante perto de outros.” Ana Flávia Moreira

“Seria feliz… governando o mundo!” Jaqueline Silva

Gostaram? Estou amaciando vocês para o que está por vir, lembram dos Jogos Natalinos? Que bom, estudem então!

Boa terça!

xoxo

Estilhaça-Me – Tahereh Mafi

Essa capa reflete que é uma beleza, quase me cegou umas três vezes.

  •    Autor: Tahereh Mafi
  •    Editora: Novo Conceito
  •    Nº de Páginas: 304
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Shatter-Me
  •    Tradutor: Robson Falchetti Peixoto
  •    Avaliação: 8,0

Ninguém sabe por que o toque de Juliette é letal, mas o Restabelecimento tem planos para ela. Plano para usá-la como arma.

No entanto Juliette tem seus próprios planos.

Após um vida inteira sem liberdade, ela descobriu uma força para lutar contra todos pela primeira vez – e para obter um futuro com o garoto que ela pensou que fosse perder para sempre.

Tenho uma maldição. Tenho um dom. Sou um monstro. Sou sobre-humana. Meu toque é letal. Meu toque é poder. Sou a arma deles. Lutarei contra eles.

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Quero começar dizendo que esse foi o livro mais imprevisível do trimestre. Eu não fucei o site da autora (coisa que geralmente faço antes de ler) nem fui atrás de criticas (coisa que não faço mesmo, sendo sincera), por isso não tinha expectativas ao desenrolar da história. Só queria ler o livro e ponto!

Enfim, dificilmente você vai enxergar onde esse livro vai dar sem tomar uma dose de spoiler antes.

A Juliette está presa em um manicômio há exatos 264 dias. Ela diz que não é louca. Ok, os loucos vivem dizendo isso. Sinceramente, temos que passar mais tempo com Jullie para perceber que ela de fato, não é louca, só uma forte candidata à vaga. O mundo onde ela vive está basicamente desmoronando, com plantas e animais envenenados, as pessoas passando fome, racionando água e energia, onde nem os pássaros voam mais. O Restabelecimento tomou para si a responsabilidade de levar a humanidade para um futuro melhor, disse que as medidas extremas que estavam sendo tomadas (exclusão dos fracos e indefesos em prol dos fortes) seriam passageiras. Disseram que o mundo seria um lugar melhor.

A gente sabe que nunca é bem assim.

A garota começa o livro num estado crítico de confusão mental. Não apenas pelo cativeiro, mas por toda a bagagem emocional que não sai das suas costas. Juliette sempre foi uma pária, a esquisita, o tipo de pessoa que faz sua mãe te dar bronca só por cumprimentar. Todos sabem que ela só causa mal e até seus pais aceitaram de bom grado que ela fosse levada para o manicômio. Achei essa parte interessante, pois Juliette não se esquece disso também, né!. Se formos reparar, muitos YAs atuais apagam pessoas da vida de seus personagens, já que, numa situação ‘plausível’, eles atrapalhariam a liberdade da história: quase sempre são os pais. Mafi os manteve bem vivos na memória de Julie, como um lembrete de sua monstruosidade.

Até Adam entrar em sua vida.

Brincadeira. Não podia ser mais diferente. Enfiaram um garoto pitél em sua cela, um garoto que ela já conhecia, um garoto que poderia muito bem matá-la.

Ou terminar de enlouquece-la.

Como desgraça pouca é bobagem, logo surge uma face para o vilão. Warner pitél2 não é muito mais velho que Juliette, mas é completamente seu oposto. Vamos deixar uma coisa clara aqui: Juliette é uma pessoa boa. Ela é tão boa que até irrita, prefere não revidar os maus tratos (mesmo super podendo) por ter horror a machucar pessoas (mesmo as que super merecem).

Esse é um traço da estória que você pode não gostar/concordar, mas tem que se acostumar e entender. Assim como a relação de Juliette + Adam, que floresce numa rapidez épica. Da parte dela são alguns motivos óbvios (mas spoilers demais para o bem dessa resenha), porém não fica claro por que ele está tão apaixonado assim até Julie perguntar. Essa menina é cheia de perguntas.

Gostei muito da construção do Warner. Ele é do tipo cego que só consegue enxergar seu objetivo, os meios são meras casualidades. Cruel até o último fio de cabelo louro e totalmente obcecado pelas habilidades de Juliette, Warner ainda assim conseguiu despertar uma simpatia em mim, deve ser porque sempre que lia o nome dele, vinha isso na minha cabeça:

Enquanto à Tahereh? Me apaixonei por sua escrita. Seu estilo. Quem me conhece sabe que sou adepta do Alternativo + Nem Tanto e enjoo rápido de alguns estilos, mas a maneira como Mafi progrediu através da visão de Juliette sobre o mundo, ficou impecável. O tipo de detalhe que torna a leitura mais equilibrada e agradável.

Estou ansiosa por Unravel-Me, segundo volume da trilogia, que sai dia 5 de Fevereiro (um dia de sorte, rs) de 2013 lá nos E.U.A. e ainda não tem capa definida.

Isso é tudo pessoal!

xoxo 

Banidos – Sophie Littlefield

Ainda mais bonita que a original!

  •   Autor: Sophie Littlefield
  •   Editora: Underworld
  •   Nº de Páginas: 238
  •   Edição: 1
  •   Ano: 2011
  •   Título Original: Banished
  •   Tradutor: Débora Isidoro
  •   Avaliação: 8,0

Não há muitas coisas pelas quais valha a pena viver em Gypsum, Missouri, ou Trashtown, como os garotos ricos costumam chamar o bairro decadente onde mora Hailey Tarbell, dezesseis anos. Hailey acha que nunca vai se ajustar, nem com os garotos populares da escola, não com os rejeitados, nem mesmo com sua avó cruel e doente que vende drogas no porão de sua casa. Hailey Não conheceu a mãe, já morta, e não tem ideia de quem era seu pai, mas pelo menos ela tem seu irmão adotivo de quatro anos de idade, Chub. Quando fizer dezoito anos, Hailey praneja levar Chub para longe de Gypsum e começar uma nova vida onde ninguém possa encontrá-los.

Mas quando uma colega se machuca na aula de ginástica, Hailey descobre o dom de cura que ela nuca soube possuir e que não pode mais ignorar. Ela não só é capaz de curar, como pode trazer de volta à vida pessoas que estão morrendo. Confusa com seus poderes, Hailey procura respostas, mas encontra apenas mais perguntas, até que uma misteriosa visitante aparece na casa de sua avó alegando ser Prairie, sua tia.

Há pessoas dispostas a tudo para manter Hailey em Trashtown, vivendo um legado de desespero e sofrimento. Mas quando Prairie defende Hailey e Chub de invasores armados que invadem a casa de sua avó no meio da noite, Hailey precisa decidir onde colocar sua confiança. Serão o passado de Prairie e o segredo que ela enterrou há muito tempo, e que a levou a deixar Gypsum anteriormente, capazes de arruinar todos eles? Porque, como Hailey vai descobrir, seu poder de cura é só o começo.

Pra começo de conversa, quando estiverem com o livro em mãos, NÃO olhem nas orelhas, contém mais spoilers do que comentários no Skoob! Tudo bem, só por alguém dizer NÃO olhe você vai sentir o impulso incontrolável de olhar… então olhe, e acabe logo com a graça do livro de suspense, tirando o suspense dele, seu troll! Eu não olhei e fui uma pessoa muito feliz por isso. Sério. E não vou dizer ‘eu bem que avisei’ porque você já sabia. Até por que…

bitch, please.

Certo, vamos ao livro!

No início estranhei, Banidos não segue a linearidade quase que litúrgica dos outros YAs. A gente não tem muito tempo de conhecer a Hailey antes que ela comece a fazer as curas dela… mas nós todos pegamos o ponto onde ela está abaixo da rabeira da cadeia alimentar na escola, onde nem os loosers querem ficar perto dela, e também não há como não querer trucidar a avó, Alice, por ser tão desprezível (esqueça as vilãs caricatas, Alice é cruel e calculista). A velha teve a capacidade de adotar Chub, que é mentalmente atrasado, só para usar o dinheiro que o governo paga como auxilio. Há também os Morries, moradores de Trashtown como elas, que pareciam exercer tanto fascínio em Hailey quanto podiam fugir dela.

Quando Hailey cura Milla, uma colega da escola Morrie, de um tombão a menina fica tudo, menos agradecida. Raivosa e assustada são boas palavras. Depois de muita humilhação pública Hailey finalmente consegue se aproximar da garota e tirar algumas respostas: Milla fala sobre como são todos Banidos, os Morries, e que as mulheres Tarbell devem ser amaldiçoadas. Hailey não consegue acreditar que seja o caso, não quando seu dom parece fazer coisas tão boas, Chub está progredindo agora e ela até conseguiu salvar Rascall, o cachorro dela, quando foi atropelado. Dica, fiquem de olho no cachorro.

Milla também sugere outras coisas: a mãe de Hailey não teria morrido no parto, ela era louca e se matara pouco depois de dar a luz, ou que havia mais ligações dela com os Morries do que ela imaginava. Logo, as respostas deixam pontos de interrogação ainda maiores do que antes!

Enquanto isso, na sua casa, parece que vovó Alice sabe muito mais sobre o dom da neta do que quer contar e seus planos podem ser tão escusos que jamais passariam pela cabeça de Hailey. Não se não tivesse provas suficientes para acreditar que a avó estava tramando algo grande e absurdo para ela.

A chegada de Prairie que raio de nome é esse?  vai trazer mais alivio do que Hailey poderia esperar, mas as respostas que ela tanto queria estão por vir. Talvez fosse melhor não saber de nada…

Demoramos para ter um mocinho em potencial, o foco do livro segue para a fuga de tia e sobrinha de pessoas mil vezes piores que Alice, pessoas capazes de usarem os poderes de Curadora de Hailey e Prairie para coisas nefastas e inumanas por dinheiro!

É um livro ótimo para quem quer sair da mesmice sem deixar totalmente de lado o gênero. A escrita de Littlefield é singular, às vezes eu sentia que devia ler trechos em voz alta, como se houvesse sido escrito para aquilo. Os dois últimos terços eu li em pouco mais de 3 horas, parece um filme de suspense muito bom, ou um ótimo episódio de Supernatural.

Fiquei com medinho no final… não posso contar do que, senão estraga a surpresa, mas quando lerem se lembrem: a Andhy odeia muito isso, e com razão!! Então fiquem à vontade para se juntarem a mim num local bem iluminado com espingardas e lança-chamas.

Adorei o livro, umas poucas vezes a narrativa ficou confusa, ou talvez eu só estivesse lendo afobada demais, mas não é nada que atrapalhe todo o mistério que vai se formando na vida de Hailey. Banidos foi uma ótima surpresa, sem dúvidas!

Infelizmente a continuação, Unforsaken, só saiu lá fora agora. Ou seja, ainda demora um pouco pra chegar aqui.

Pois é...

Tá esperando o que, meu bem? O Apocalipse Zumbi? Vai ler Banidos agora!

xo