O Coração da Esfinge – Colleen Houck

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  •    Autor: Colleen Houck
  •    Editora: Arqueiro
  •    Nº de Páginas: 368
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: Recreated
  •    Tradutor: Ana Resende

   Avaliação: 5,0

AS PULGAS DE MIL CAMELOS INVADIRÃO A ROUPA DE BAIXO DAQUELE QUE SE AVENTURAR POR ESSA RESENHA SEM ANTES TER LIDO O DESPERTAR DO PRÍNCIPE.

Lily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar.
Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez.
Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos.
Com a ajuda do deus da mumificação, Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela estará pronta para fazer o que for preciso.
Nesta sequência de O Despertar do Príncipe, o lado mais sombrio e secreto da mitologia egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas assombrosas.

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“Não quero dizer que você não deva explorar e fazer as coisas que lhe dão prazer. O que estou dizendo é que é importante encontrar momentos de alegria no aqui e agora, e não colocar todas as esperanças num sonho, num homem. ” pág. 97

Posso ter um amém aqui, irmãos?

Sinto dizer que essa citação não traduz o livro inteiro.

Contrariando o bom senso e todas as pessoas que leram e me avisaram pra ficar longe desse livro, eu precisava saber a continuação de O Despertar do Príncipe.

Claro que nem tudo foi ruim, o livro me prendeu exatamente como O Despertar do Príncipe fez, e eu realmente gosto de Asten e me sinto mal por ele. Nós dois fomos enganados Asten, nós dois, meu caro. Colleen sempre sabe como ambientar bem um livro, você consegue imaginar direitinho todo o cenário, o que é muito legal. Fora as aulinhas gratuitas de mitologia que recebemos ao longo do caminho. Mas nada disso foi suficiente para compensar a falta de uma história que fizesse algum sentido.

“Dãh, é ficção, miga sua loka.”

Tá, tá, mas nem por isso ela pode criar situações bizarras sem pé nem cabeça e esperar que eu fique ok com isso.

Uma coisa que me incomodou demais foi a Lily estar muuuuuuuito calma com o condomínio rolando na cabeça dela. Eu teria entrado em parafuso, ligado para um padre, no mínimo. Arrancando os cabelos e batendo a cabeça na parede, pra se sincera.

Eu até gostei de Tia, gostei mesmo do jeito prático dela. Mas gente, se vocês tivessem uma entidade dividindo sua cabeça, ficariam de boa?

A Lily sim, tipo shit happens. OUTRA VEZ.

Sim, estamos falando da garota que aceitou ir pro Egito salvar o mundo com uma múmia que se alimentava de sua força vital, e ainda fez o favor de se apaixonar por ele. O que é uma leoa controlando seu corpo perto disso?

E qual o motivo de TODOS os personagens masculinos se apaixonarem por ela. Quero dizer, a Colleen cria uma explicação mas, sério, por que??????

Foi muito ruim ler sobre como cada hora Lily queria alguém diferente, dava mole pra alguém diferente, enquanto Amon estava agonizando nos cantos escuros do submundo. Por mais que eu não goste da relação-carrapato que eles tinham em O Coração do Príncipe, ele ainda era o NAMORADO dela! Menina, respeita, poxa! Eu até me senti mal por ele, pois aparentemente ele podia ver tudo o que ela estava fazendo devido a ligação deles. Cruel.

Queria sentar com a Colleen e conversar seriamente sobre as relações nos livros dela. Acho que ela precisa de ajuda.

Consideração final: aquele momento constrangedor onde te tanta gente morando na cabeça da protagonista que você começa a se perguntar se também mora lá e sua vida toda foi uma mentira. 😮

P.S.: Pra ninguém dizer que não tenho coração verdade vou dar uma chance pra conclusão dessa série, pelo simples fato da capa do terceiro volume ser linda.

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Insone na Página 100 nº1

O Coração da Esfinge – Colleen Houck

 

Livro: O Coração da Esfinge

Autor: Colleen Houck

 

PRIMEIRA FRASE DA PÁGINA 100:

” -Que diferença faz? A forma física dela se foi. Ela abriu mão dela. “

DO QUE SE TRATA O LIVRO?

Essa é a continuação de O Despertar do Príncipe, um romance de fantasia que traz de volta Kelsey e Ren agora numa pegada egípcia. Brincadeirinha!! Ou não.

O QUE ESTÁ ACHANDO ATÉ AGORA?

Está agradável por enquanto. Coisas estranhas estão acontecendo com nossa protagonista, mas como não simpatizo com ela por mim tudo bem.

O QUE ESTÁ ACHANDO DA PERSONAGEM PRINCIPAL?

Pra não ser injusta, Lily não está fazendo coisas muito tontas ainda! Porém ela acredita no poder do amor, é muito corajosa e com o mundo acabando e tals tento que pegar leve.

MELHOR QUOTE ATÉ AGORA:

O que estou dizendo é que é importante encontrar momentos de alegria no aqui e agora, não colocar todas as esperanças num sonho, num homem.

VAI CONTINUAR LENDO?

Sim, apesar de não ter amado o primeiro, eu preciso saber como acaba!

ÚLTIMA FRASE DA PÁGINA:

“Seria possível que eu não devesse matá-la?”

O Despertar do Príncipe – Colleen Houck

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  •    Autor: Colleen Houck
  •    Editora: Arqueiro
  •    Nº de Páginas: 384
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: Reawakened
  •    Tradutor: Ana Resende

   Avaliação: 5,5

O despertar do príncipe é o primeiro volume da aguardada série Deuses do Egito, uma aventura fascinante que vai nos transportar para cenários extraordinários e nos apresentar a criaturas fantásticas da rica mitologia egípcia. Colleen Houck é autora de A maldição do tigre, série que já vendeu mais de 500 mil exemplares no Brasil. “Os fãs de Rick Riordan vão se divertir com esta fantasia. Uma narrativa incrivelmente bem pesquisada com um ar de mistério e romance.” — School Library Journal Aos 17 anos, Lilliana Young tem uma vida aparentemente invejável. Ela mora em um luxuoso hotel de Nova York com os pais ricos e bem-sucedidos, só usa roupas de grife, recebe uma generosa mesada e tem liberdade para explorar a cidade. Mas para isso ela precisa seguir algumas regras: só tirar notas altas no colégio, apresentar-se adequadamente nas festas com os pais e fazer amizade apenas com quem eles aprovarem. Um dia, na seção egípcia do Metropolitan Museum of Art, Lily está pensando numa maneira de convencer os pais a deixá-la escolher a própria carreira, quando uma figura espantosa cruza o seu caminho: uma múmia — na verdade, um príncipe egípcio com poderes divinos que acaba de despertar de um sono de mil anos. A partir daí, a vida solitária e super-regrada de Lily sofre uma reviravolta. Uma força irresistível a leva a seguir o príncipe Amon até o lendário Vale dos Reis, no Egito, em busca dos outros dois irmãos adormecidos, numa luta contra o tempo para realizar a cerimônia que é a última esperança para salvar a humanidade do maligno deus Seth. Em O despertar do príncipe, Colleen Houck apresenta uma narrativa inteligente, cheia de humor e ironia.

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Blogueira, segura na mão de Rá e vai.

 

Dai você lê essa sinopse e pensa “ok, múmias, coisas podres que morreram faz muito tempo, não dá pra encarar uma dessas, certo? O Amon deve ser assim:”

Aaaargh

Errado. Conheça Amon:

O prazer é todo seu

 

Pode ficar a vontade para imaginar que ele é a versão egípcia do Ren, de A Maldição do Tigre, porque, sinceramente, não vejo a menor diferença entre eles a não ser a origem geográfica e o objetivo de vida/morte/vida ligeiramente mais grandioso.

Não posso negar que em determinado momento fiquei completamente hipnotizada pelo livro, sério, fiquei achando tudo lindo e maravilhoso! Então terminei de ler e percebi que, conforme ia repassando a história na minha cabeça, a coisa foi ficando simplesmente ABSURDA (e não no bom sentido). Aliás, cada vez que penso nisso diminuo um ponto na nota do livro.

Mas primeiro quero falar da minha antipatia pela Colleen. Ou melhor, pelas mocinhas da Colleen.

Se já não me bastasse a Kels louca varrida que simplesmente vai pra India com um cara que ela não conhece, agora temos Lilliana Young.

“Embora eu fosse muito exigente, usasse só roupas de grife e o valor da minha mesada fosse maior do que tudo que a maioria das pessoas na minha idade ganhava em um ano, eu estava longe de ser esnobe.”

Sério, como? COMO a pessoa tem coragem de dizer que não é esnobe depois de JOGAR NA SUA CARA LITERÁRIA tudo isso? #bitchplease

E não é só apenas isso! A primeira coisa que o Amon faz com ela é lançar um feitiço PARASITA que suga a energia da menina para mantê-lo vivo.  Eu mataria o cara, vocês não? Quero dizer, ele está drenando. a. minha. energia. Mas Lily está de boa na lagoa com tudo isso… Tipo “Shit happens, por que não ir para o Egito com o deus-múmia-parasita? Ele realmente precisa de mim…”

E é claro que ela se apaixona perdidamente por ele, até eu fiquei babando. Ele é um deus lindo, todo poderoso e com uma conversinha pra boi dormir que derrete qualquer mortal. Só tem aquele detalhezinho de nada, aquela letrinha miúda no fim do contrato: ELE ESTÁ SUGANDO A ENERGIA DELA!

Não é legal cara, não é legal!

Acho que é com isso que eu não me conformo, a facilidade com que essa relação “síndrome de estolcomo-esqua” se desenvolveu. Faltou um pouco mais de raiva, indignação e revolta da parte lesada pra deixar tudo mais natural. Ou tão natural quanto encontrar uma múmia que volta a cada mil anos para salvar o universo possa ser.

Okay, vou deixar esse tópico descansar um pouco. Vamos falar de como a Colleen faz a lição de casa dela. Em a Maldição do Tigre a ambientação foi fantástica, pra dizer o mínimo. Ela pesquisou bastante sobre o local e conseguiu, mesmo sem ter ido pra lá (agora ela é ryca e pode) nos trouxe a Índia. Senti a mesma coisa em relação ao Egito moderno nesse livro e gostei das referencias aos mitos do Egito antigo. Algumas pessoas disseram que esse é um livro racista, mas sinceramente não achei. Estranharia se ela colocasse todo mundo andando de saiote e delineador diva pelas ruas do Cairo de hoje, mas não foi o caso. Um príncipe ter olhos verdes, característica que aparentemente é proibida pela genética egípcia, gera um ataque de pelancas por ai….

Apesar do romance e a tensão entre Lily e Amon ofuscarem muitas coisas no livro, por exemplo a mitologia, a missão em si foi bem interessante. Deixou um gancho matador no final e muitas teorias a respeito do que a Lily pode fazer pra deixar de ser tão chata. Se você amou a Saga do Tigre, ponha um saiotinho plissado e se joga. Se odiou, assista A Múmia (1999) que você ganha mais. Eu estarei aqui esperando pela continuação porque, apesar de tudo, ainda estou ligada a esses dois e preciso saber o que vai acontecer.

xoxo

Blogueira fazendo a egipcia glam

 

 

 

The Tiger’s Voyage – Colleen Houck

  •   Autor: Colleen Houck
  •    Editora:Sterling Publishing 
  •    Nº de Páginas: 548
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2011
  •    Título Previsto: A Viagem do Tigre
  •    Tradutor: 
  •    Avaliação: 6,0

Um spoiler alado, de 30 metros de comprimento, muito zangado e cuspindo fogo aguarda as pobres almas, desprovidas da leitura de O Resgate do Tigre, que ousarem adentrar nessa resenha!

Com a batalha acirrada contra o vilão Lokesh se desenrolando, Kelsey tem o coração partido mais uma vez: após a experiência traumática que enfrentou, seu amado Ren não se lembra quem ela é. À medida que o trio continua sua busca, agora desafiando cinco astutos e duvidosos dragões, Ren e, mais uma vez Kishan, disputam seu coração, deixando Kelsey mais confusa do que nunca. Repleto de perigos, cheio de magia, e com ainda mais romance, The Tiger’s Voyage leva Kelsey e seus dois príncipes-tigre um passo mais perto de quebrar a maldição.

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Eu sei! Vou para o cantinho da vergonha, sentar virada pra parede sem conversar com os coleguinhas por uma semana! Mas me empolguei estruturando essa resenha e queria muito mostrar para vocês a versão plus primeiro. (O Skoob não nos permite gifs e excessos de comportamento, então…)

Se joga!

The Tiger’s Voyage (terceiro volume de A Saga do Tigre, chegará ao Brasil como A Viagem do Tigre em Novembro) tem dois lados, a aventura e o romance, que se combinam não tão perfeitamente assim. Um verdadeiro ioiô literário. A leitura oscilou o tempo todo entre ótima e péssima, me jogando de um lado para o outro como um brinquedo, confundindo e não permitindo formar uma opinião concreta sobre o livro.

Indeed até agora não sei o quanto amei e detestei The Tiger’s Voyage.

Então vamos começar com dois fatos simples e irrefutáveis:

1. Mais uma vez, Houck nos presenteia com pesquisa, MUITA pesquisa.

As pessoas próximas me questionam, em um momento ou outro, sobre o que eu ganho lendo tanto… a resposta é sempre a mesma: conhecimento. Eu sei, eu sei, esse blog é voltado para literatura jovem, fantasiosa e muitas vezes puramente prazerosa. Mas pra mim, nada melhor do que aprender se divertindo, desde absorver fatos do comportamento humano a conteúdo acadêmico mesmo.

E a Collen faz a lição de casa dela como ninguém. Não importa o assunto, a senhora do tigre de pelúcia branco coloca todas as informações disponíveis e cria o cenário mais preciso possível!

2. “É uma verdade universalmente conhecida que um leitor em posse de O Resgate do Tigre deve estar de coração partido.”– Mrs. Bennet. (Ou alguma coisa assim)

O grande problema é o conjunto principal (o triangulo, a rejeição, a superproteção e a incerteza) completamente Crepúsculo! Nada contra Bonita, Eduardo e Jacó, só que essa estória JÁ EXISTE e é impossível não ver a influência da saga da Meyer em todo o relacionamento de Kelsey, Ren e Kishan. Nesse terceiro volume ele beirou perigosamente a cópia em certos pontos… Preferia muito mais quando era só Kelsey e Ren juntinhos no Oregon, super amor e fofura. O Kishan pode vir aqui pra casa, que eu cuido dele!

Falando no príncipe/tigre nº2, Kishan ficou totalmente descaracterizado nesse volume, perdeu seu jeito ‘safado’ e provocador, virou só mais um cara bonzinho… inho. Colleen explorou o Ren dominador e esqueceu que o irmão era feito do mesmo material a principio. O moço se tornou um mero acessório na mente de Kelsey, um fantasma no relacionamento dela com Ren , o testa de ferro das aventuras! E um tanto quanto… bobo.

“Eu não tenho ideia do que estou fazendo, mas pelo menos estou aqui. Me ame”

Eu tento, juro que tento não me importar com os triângulos amorosos, mas tem horas que não dá! Principalmente um tão capenga assim… Kelsey deixou claro que ama Kishan, mas não daquele jeito, ou seja, ela fica com ele num surto psicótico e depois não admite para o moço seus reais sentimentos por teimosia/covardia! Acredito que o romance da estória seria maravilhoso e incrível se fosse protagonizado apenas por Kells e Ren (mais TODOS os conflitos não-correspondentes-a-terceiros inclusos). Parece que muitos autores estão pensando que triangulo amoroso é fórmula infalível para sucesso!

“Isso geralmente funciona…”

Infelizmente não é assim e só me resta rezar à Durga para botar um pouco de juízo na cabeça da menina.

‘If you try to fail, and succeed, which have you done?’ Ren. (Se você busca falhar, e tem sucesso, o que você conseguiu?)

De qualquer forma, Colleen teve mais segurança nos diálogos desse livro, deixou para trás as fraldas das conversas ‘sessão da tarde’ e manteve um nível natural. Quer outro fato? Kelsey e Ren tem uma discussão… e foi a melhor discussão EVER! Deu pra ver as faíscas saindo da tela e eu estava quicando na cadeira, tendo uns chiliques nervosos pra saber como ia acabar!

Enfim, não posso dizer que não aproveitei a leitura de The Tiger’s Voyage e que estou numa onda completamente indiana no momento, mas esperava mais. Bem mais.

The Tiger’s Destiny sai só em Setembro desse ano, o que me dá bastante tempo para acalmar os ânimos e pensar em outros Rens… digo… personagens! Confesso que me deu certo alívio, porque, me conhecendo, se houvessem outros 3 livros já disponíveis eu não conseguiria parar de lê-los! Finalmente:

Estou livre!!!

New On My Bookshelf… Vol. 9

Hey pretties, depois de mais de 3 semanas, o NOMB voltou (pausa para as trombetas diáfanas e um coro celestial entoando Aleluia dos nossos patrocinadores). Enfim, desculpa a demora, mas estamos ai, as fotos serão postadas a amanhã… tomara que curtam o vídeo!

As fotos:

 

Boa semana pra todo mundo!

xoxo

O Resgate do Tigre – Colleen Houck

  •    Autor: Colleen Houck
  •    Editora: Arqueiro
  •    Nº de Páginas: 432
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: The Tiger’s Quest
  •    Tradutor: Raquel Zampil
  •    Avaliação: 8,0
 

O Resgate do Tigre é o 2º volume de uma série, se você não leu A Maldição do Tigre e continua aqui, o spoiler malvado que vive debaixo da sua cama vai pegar você.

Kelsey Hayes nunca imaginou que seus 18 anos lhe reservassem experiências tão loucas. Além de lutar contra macacos d’água imortais e se embrenhar pelas selvas indianas, ela se apaixonou por Ren, um príncipe indiano amaldiçoado que já viveu 300 anos. Agora que ameaças terríveis obrigam Kelsey a encarar uma nova busca – dessa vez com Kishan, o irmão bad boy de Ren –, a dupla improvável começa a questionar seu destino. A vida de Ren está por um fio, assim como a verdade no coração de Kelsey. Em O Resgate do Tigre, a aguardada sequência de A Maldição do Tigre, os três personagens dão mais um passo para quebrar a antiga profecia que os une. Com o dobro de ação, aventura e romance, este livro oferece a seus leitores uma experiência arrebatadora da primeira à última página.
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Devo dizer que não faço isso sempre e prefiro deixar um espaço entre as leituras de séries, para diversificar. Não deu.

Kelsey foi muito bem recompensada pelos seus ‘serviços’ na Índia e até casa própria a garota ganhou. Se matriculou na faculdade e divide seu tempo entre estudar, sair garotos variados e não pensar em Ren.

Lógico que ela não consegue tirar o tigrão da cabeça.

Mesmo prometendo a si mesma que é a melhor forma de não sair muito machucada no final do que, com certeza, seria um relacionamento malfadado. Ela estava indo bem até Ren, meses depois, aparecer e dar inicio ao jogo de conquista mais fofo dos últimos tempos!

Sério, Ren.

Obviamente, os dois ficaram juntos, mas justo quando achei que a coisa ia ficar muito boa, o Ren (pessoa/principe/tigre que passei a amar e MUITO) escorrega no curry!

Inicio do desabafo e juro, não é spoiler:

Sendo bem sincera, eu dei graças a Shiva quando o Ren foi sequestrado. Sério, eu estava esperando o momento que ele fosse virar um globo de discoteca e brilhar até na luz de tela de celular, de tão Eduardo Cullen que aquele moço tava! (Ei você, você mesmo que me excomunga e xinga muito no twitter toda vez que eu me refiro a certos vampiros como  ‘purpurinados’, não adianta vir com mimimi… é a-mais-pura-verdade). Não levem a mau, eu li Twilight quando tinha 15 anos e AMEI do fundo da minha alma, tipo histérica mesmo. Ele foi o meu primeiro YA. Sério. Até então eu lia os clássicos (porque era o que tinha na biblioteca da escola) e a santa trindade juvenil Harry Potter-Artemis Fowl-Eragon (porque era o que eu sabia encontrar nas livrarias). De lá pra cá MUITA coisa mudou, principalmente minha leitura crítica. Provavelmente por isso eu não reli Crepúsculo, sei que, bem lá no fundo, essa releitura vai acabar com toda a sensação boa que ficou pelo meu primeiro YA.

O Resgate do Tigre serviu pra deixar isso óbvio.

De repente você pode achar SUPER o máximo a postura de “aquela-fêmea-é-minha-propriedade-e-vou-protegê-la-de-todos-os-perigos-porque-eu-posso-e-sou-macho”… quando você vivia na IDADE MÉDIA.  Tudo bem que o Ren nasceu em 1600 e bolinha, mas ele devia se ligar que já estamos em 2000 e pouco e parar de agir como o DONO da Kelsey! Como se ela fosse um bibelô retardado de cristal que precisa de ajuda até pra ir no banheiro! Ahhhhhhhhhhh!!!

Clássico exemplo de nãoseicuidardemimesmatite crônica.

Deu pra perceber que isso me revolta deveras.

Fim do desabafo. (Deixando claro que, por mais irritante que algumas das suas atitudes sejam, eu ainda amo o Ren)

Enfim, para nossa alegria, ficamos com o outro irmão príncipe/tigre. Kishan.

And he’s AWESOME!!

O que no primeiro livro era apenas uma ameaça concretizou-se no segundo: o triangulo amoroso.  Preciso dizer, a não ser que Colleen apagasse metade da trama bolada, era inevitável que isso acontecesse. Kishan é MUITO parecido com Ren e desafio qualquer um a vir me dizer que ele é um bad boy! O moço é charmoso, teimoso e provocador, mas sabe ser tão doce, generoso e vulnerável que acho impossível classifica-lo como bad boy.

“Mas, Andhromeda, ele vai pegar as sobras do Ren, ele é um Jacob Black felino?”

Talvez ele fosse, mas a situação em que Kelsey e Kishan estavam metidos não permitiu. A busca pelo segundo artefato é cheia de perigos e, graças à Durga, a garota não fica só assistindo o herói salvar o dia muito menos se colocando em riscos desnecessários e tontos que só arrumam pra cabeça do companheiro de viagem. Eles são um time, ainda mais afinado do que foi Kelsey+Ren, e se ajudam nos piores momentos (e nos… não tão ruins também) até o final.

Ah, o final. (soluço entrecortado)

.

.

É complicado falar sobre ele;

.

.

Apesar de eu saber que alguma coisa como aquela estava por vir, aquele final, esse final, as coisas que aconteceram no final… eu não posso… meus sentimentos… fsegfnhdygcnjvcsjhdvbhbv

Desculpa.

Bem, Colleen melhorou bastante um dos aspectos que mais haviam me irritado em A Maldição do Tigre, os diálogos. Não estão mecânicos, mas ainda beiram o ninguém-fala-desse-jeito algumas vezes. Ela também arrumou soluções na cabeça da Kelsey, ah Kelsey, um tanto quanto… confusas. Acredito que o próximo volume A Viagem do Tigre, consiga acabar de vez com essas pequenas coisas.

Vou esperar ou não quietinha ou não e muito ansiosa ai sim pela continuação! Ren, me abraça forte!

xoxo e boa quinta!

P.S.:Navegando pela internet eu notei que a maioria das resenhas em blogs literários tem metade do tamanho das minhas. Na verdade, essas geralmente são versões editadas e reduzidas das resenhas+gifs+reações exageradas originais. Obrigada pela sua paciência, saber que você leu até aqui significa muito pra mim =]

A Maldição do Tigre – Colleen Houck

A capa é um show à parte

  •    Autor: Colleen Houck
  •    Editora: Arqueiro
  •    Nº de Páginas: 352
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2011
  •    Título Original: The Tiger’s Curse
  •    Tradutor: Raquel Zampil
  •    Avaliação: 5,0
Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço. Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem.
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P.S. de início: Não grudem chiclete no meu cabelo, liberdade de expressão é super legal e até as piores blogueiras merecem desfrutar disso!

Vocês conhecem um pouco sobre a Índia? Eu nunca fui para lá, mas coleciono relatos de gente que foi (e voltou), jornais que conhecidos me mandam por correspondência e livros de viagem dissecando cada elemento do país. A primeira coisa que todos eles me dizem é a discrepância do povo, entre o povo. Explicando de forma rápida: de um lado você tem gente coberta de ouro, seda e requintes e, sem atravessar a rua, dá pra achar esgoto a céu aberto.

Não vamos levar minhas palavras ao pé da letra, ok? Mas elas vão me ajudar a ilustrar o que senti lendo esse livro.

Dizer que A Maldição do Tigre me decepcionou é simplificar demais as coisas. Esperava muito mais do livro do que realmente achei lá? Sim, com certeza. A estória me envolveu? Mais certeza ainda.

É como se o background, os elementos coadjuvantes da estórias fossem excepcionalmente desenvolvidos, e o main lead,  a parte principal, azedasse tudo. A ambientação na índia, a imersão em seus costumes, crenças e pensamentos me levaram a sentir o cheiro de curry exalando das páginas. Esse lado da leitura fez com que me sentisse mais próxima de meus amigos indianos e serviu para demonstrar, mais uma vez, o quanto a PESQUISA é importante ao se escrever um livro.

Mas daí vem a Kelsey, e o Ren, e a irrealidade das escolhas da menina, e os diálogos infantis, e os clichês de matar. Não consegui acreditar que estava lendo um livro tão contrastante! A ideia principal, da garota que entra na luta para quebrar a maldição de um príncipe, UM PRÍNCIPE, preso no corpo de um tigre é tão legal, mas TÃO LEGAL, que eu queria levar pessoalmente o livro de volta para a autora e pedir para ela rever seu texto.

Nossa protagonista em um ponto muito forte, a coragem. Porém foi sua falta de noção me revoltou. A Kelsey não conhece o Sr. Kadam, o homem distinto que trabalha para algum indiano ricasso e vai levar o tigre Ren de volta para a Índia, mas aceita sua proposta de viajar sozinha para outro país. Assim, uma proposta maravilhosa de pouco trabalho, muito dinheiro + turismo despreocupado com tudo pago? Qualquer um consegue sentir o cheiro de roubada nisso! Mas não a Kelsey. Uma pessoa que ela nunca viu na vida oferece uma viagem para o outro lado do mundo e ela vai, simples assim. Tudo bem, concordo que se ela não fosse, não teríamos estória, mas precisava ser tão insanamente fácil? E o bom senso, meu povo, cadê?

O segundo elemento que me incomodou, os diálogos. Ninguém fala do jeito que os personagens falam no livro. Nem Dora, a Aventureira. Mas esse é o tipo de coisa que se o leitor quiser, ele é capaz de relevar. Eu escolhi não me concentrar nos ‘ufas’ e a ausência de virgulas. O lado bom é que o texto é bem leve e despreocupado.

O terceiro ponto negativo: Ren. Você me pergunta, e com toda a razão “Blogueira, como um príncipe moreno, malhado, alto e de olhos azul cobalto, pode ser um ponto negativo?” Eu respondo “Porque ele não existe!” Ao menos não com boas intenções… o cidadão é educado, gentil, cortês, extremamente cuidadoso e protetor e fica sempre dando um jeito de ressaltar como a Kelsey é linda. Não parece um sonho? Mas nele ficou meio falso, é como se ele estivesse agindo daquele jeito para se aproveitar da garota. Um alerta-cafajeste soava na minha mente sempre que ele abria a boca no começo da estória e levei um bom tempo para conseguir desliga-lo. Não culpo a menina por adorar o tigre, mas se esforçar para não dar confiança pro homem.

Demorou, mas ele melhorou no decorrer das páginas.

Eu estou de olho em você, Ren!

Não acredito que valha a pena citar os clichês que encontrei, talvez vá soar muito rabugenta e passar a imagem de que detestei o livro. Não detestei o livro, a estória de Colleen Houck tem magia, ação (bastante ação), romance complicado (bastante complicado) e um lado místico lindo (bastante… vocês entenderam), isso tudo me encanta. Ela só não soube colocar no papel essa harmonia toda.

Acredito que ela melhorou no 2º volume, O Resgate do Tigre, e ele ainda está na minha lista de leituras imediatas. Sério.

 

xoxo e bom domingo!