Insonia is Coming 6#

Insonia Is Coming é uma coluna fixa do blog IYRDIW onde falo dos principais lançamentos. 

Eu sei que isso é da época da Comic Con e que não é mais novidade para ninguém, mas eu não poderia deixar de colocar o vídeo aqui, poderia? Logo eu?!

Só em Outubro, infelizmente, mas já estou animada!

É uma metáfora a respeito da Premiere da 3ª temporada, é… é… bem. É uma metáfora.

Vou poupar todos de acessos fangirl por um seriado de zumbis e partir para o interesse geral: algumas novidades literárias!

Gerry e Holly eram namorados de infância e ficariam juntos para sempre, até que o inimaginável acontece e Gerry morre, deixando-a devastada. Conforme seu aniversário de 30 anos se aproxima, Holly descobre um pacote de cartas nas quais Gerry, gentilmente, a guia em sua nova vida sem ele. Com ajuda de seus amigos e de sua família barulhenta e carinhosa, Holly consegue rir, chorar, cantar, dançar e ser mais corajosa que nunca!

Eu sou uma pessoa que chora só com essa sinopse, então imaginem com o livro?! Nunca assisti o filme e pretendo aproveitar a leitura antes de vê-lo. (Lançamento na Bienal de São Paulo)

‘Inverno do mundo’ retoma a história do ponto exato em que termina o primeiro livro. As cinco famílias – americana, alemã, russa, inglesa e galesa – que tiveram seus destinos entrelaçados no alvorecer do século XX embarcam agora no turbilhão social, político e econômico que começa com a ascensão do Terceiro Reich. A nova geração terá de enfrentar o drama da Guerra Civil Espanhola e da Segunda Guerra Mundial, culminando com a explosão das bombas atômicas. A vida de Carla von Ulrich, filha de pai alemão e mãe inglesa, sofre uma reviravolta com a subida dos nazistas ao poder, o que a leva a cometer um ato de extrema coragem. Woody e Chuck Dewar, dois irmãos americanos cada qual com seu segredo, seguem caminhos distintos que levam a eventos decisivos – um em Washington, o outro nas selvas sangrentas do Pacífico. Em meio ao horror da Guerra Civil Espanhola, o universitário inglês Lloyd Williams descobre que tanto o comunismo quanto o fascismo têm de ser combatidos com o mesmo fervor. A jovem e ambiciosa americana Daisy Peshkov só se preocupa com status e popularidade até a guerra transformar sua vida mais de uma vez. Enquanto isso, na URSS, seu primo Volodya consegue um cargo na inteligência do Exército Vermelho que irá afetar não apenas o conflito em curso, como também o que está por vir.

Sei que todo mundo já falou do quanto o Ken Follett escreve bem, de como os livros dele são profundos e clássicos e bem feitos e profundos, sei que falam que o cara é um puta de um autor e etc. Então vou dizer outra coisa, extremamente importante e perspicaz: os livros dele ficam lindos na estante! Fim. (Lançamento em 25/09/12)

Desde que lhe implorou para deixá-la em paz no ano anterior, Laurel não teve mais contato com Tamani. Embora seu coração ainda esteja ferido, a protagonista tem certeza de que David foi a escolha certa. Porém, quando a vida começa a voltar ao normal, ela descobre que há um novo inimigo à espreita. Uma vez mais, Laurel deverá contar com Tamani para protegê-la e guiá-la, pois o perigo que agora ameaça Avalon é algo que o mundo das fadas jamais imaginou que fosse possível. Pela primeira vez, o leitor verá a história não só pelos olhos de Laurel, como também, do elfo Tamani.

Já tive a oportunidade de ler e resenhar Asas e Encantos e sinceramente, quero muito ler Ilusões! Mais sinceramente ainda? Queria que escolhessem outra capa… (Lançamento em 28/08/12)

Pressia pouco se lembra das Explosões ou de sua vida no Antes. Deitada no armário de dormir, nos fundos de uma antiga barbearia em ruínas onde se esconde com o avô, ela pensa em tudo o que foi perdido — como um mundo com parques incríveis, cinemas, festas de aniversário, pais e mães foi reduzido a somente cinzas e poeira, cicatrizes, queimaduras, corpos mutilados e fundidos. Agora, em uma época em que todos os jovens são obrigados a se entregar às milícias para, com sorte, serem treinados ou, se tiverem azar, abatidos, Pressia não pode mais fingir que ainda é uma criança. Sua única saída é fugir.   Houve, porém, quem escapasse ileso do Apocalipse.  Esses são os Puros, mantidos a salvo das cinzas pelo Domo, que protege seus corpos saudáveis e superiores. Partridge é um desses privilegiados, mas não se sente assim. Filho de um dos homens mais influentes do Domo, ele, assim como Pressia, pensa nas perdas. Talvez porque sua própria família se desfez: o pai é emocionalmente distante, o irmão cometeu o suicídio e a mãe não conseguiu chegar ao abrigo do Domo. Ou talvez seja a claustrofobia, a sensação de que o Domo se transformou em uma prisão de regras extremamente rígidas. Quando uma frase dita sem querer dá a entender que sua mãe pode estar viva, ele arrisca tudo e sai à sua procura. Dois universos opostos se chocam quando Pressia e Partridge se encontram. Porém, eles logo percebem que para alcançarem o que desejam — e continuar vivos — precisarão unir suas forças.

A maníaca dos distópicos ataca novamente! Quero muito ler Puros, muito mesmo, achei essa parte de mostrar o durante do Apocalipse extremamente importante. Já repararam que a maioria dos livros distópicos se passa vários anos depois do acontecimento cataclísmico?

Ela é Nora Dearly, uma garota neovitoriana de 17 anos que sofre com a morte dos pais e vive infeliz aos cuidados da tia interesseira. Ele é Bram Griswold, um jovem soldado punk, corajoso, lindo nobre…e morto! No ano de 2187, em meio a uma violenta guerra entre vitorianos e punks, surge um perigoso vírus, capaz de matar e trazer novamente à vida. As pessoas tornam-se zumbis, mas nem todos são assassinos e devoradores de carne. Há os que lutam para que o vírus não se espalhe… Apenas Nora tem o poder da cura em suas mãos, ou melhor, em, seu sangue. Ela não sabe disso, e corre perigo. É papel de Bram protegê-la…

Então, é necessário explicar por que esse livro está na minha lista? (Lançamento Agosto/Setembro 2012)

E pra finalizar, o fim do segundo arco da História Sem Fi… digo, da série Pretty Little Liars:

A vida de Spencer, Aria, Hanna e Emily está prestes a virar de cabeça para baixo. Elas estavam certas: a polícia, a família DiLaurentis e a família de Spencer escondiam segredos aterrorizantes. Agora, a verdade vem à tona de uma só vez, acrescentando à equação já confusa dos mistérios de Rosewood uma personagem que transformará suas vidas, a escola e seus lares para sempre. Este será um novo e surpreendente capítulo na vida de cada uma delas. Em “Perigosas”, todos os planos e as escolhas de nossas Belas Mentirosas serão influenciados por uma quinta pessoa. Mas, desta vez, não são as mensagens de A. Neste eletrizante fechamento de um ciclo, os segredos serão revelados do início ao fim.

Essa é uma das poucas séries de livros que virou seriado de TV e que eu gosto, na verdade, das duas versões! Quero dizer, e vamos todos ser francos, o seriado só tem os personagens principais em comum com os livros, e nem as descrições batem! Mas enfim, encaro PLL como algo completamente separado dos livros da Sara Shepard e sou feliz aproveitando o melhor dos dois mundos! Só não custa lembrar o quanto eu recomendo esses livros que não acabam nunca! (Lançamento 17/08/12)

Ah, ah, não vão embora ainda! Vocês já devem ter percebido que sou Team Herdeira e que apoio a publicação do 1º romance da Mariana Ribeiro (hey, Mah!) Mas o que bastante gente não sabe é que o SESC está com um projeto super do amor, o Escritores in Progress. Já sabe o que é? Ótimo, entre no link do vídeo e vote! Ainda não sabe o que é? Então entra no link do vídeo e descubra!

Um bom restinho de semana para todos

xoxo

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Encantos – Aprilynne Pike

  •    Autor: Aprilynne Pike
  •    Editora: Bertrand Brasil
  •    Nº de Páginas: 308
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Spells
  •    Tradutor: Sibele Menegazzi
  •    Avaliação: 8,5

Se não leu Asas, cuidado, spoilers selvagens podem atacar você!

Seis meses se passaram desde que Laurel descobriu ser uma fada e salvou o portal de entrada para Avalon. Lá, ela passará o verão estudando para aprimorar suas habilidades e adquirir conhecimentos como fada de outono. No entanto, com o tempo, a hierarquia social do lugar começará a desgastá-la e a fará repensar sua escolha.
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Laurel agora sabe que é uma fada e vai ter que lidar com as delicias e responsabilidades que isso traz. Nada melhor, então, do que passar o verão em Avalon, o reino das fadas e elfos, em uma dimensão paralela ao nosso mundo. Lá ela vai ter que suar o vestido de seda de teia-de-aranha para poder acompanhar o ritmo das aulas, e pelo menos tentar alcançar o mesmo nível de suas colegas fadas de outono.

O laboratório de  herbologia de Avalon me deu uma saudade tremenda das estufas de Hogwarts, mas o reino criado por Aprilynne Pike não se resume a isso. A delicadeza de Avalon, seus detalhes coloridos e todas aquelas fadas e elfos diferentes levam qualquer um a viajar por suas ruas. Mas aquele detalhe da hierarquia entre as ‘espécies’ é bem irritante:

Fadas do Inverno: muito raras, são a realeza, mesmo mesmo.

Fadas de Outono: nem 5% da população, experts em poções e medicamentos.

Fadas de Verão: 15% de todas as fadas, são as exibidinhas, responsáveis pelas coisas bonitas e divertidas.

Fadas da Primavera: a rabeira da cadeia alimentar. Mesmo sendo massivos 80% e cuidando de praticamente TUDO, são consideradas inferiores.

“Ah, por favor…”

Não culpo a Laurel por se indignar com o desprezo das outras castas pelas fadas de Primavera, ao seu ver (e ao meu também) todos contribuem para Avalon funcionar. Mas, enfim…

O triangulo amoroso. Ok, geralmente eu tento me manter imparcial nesses casos, sério, já que tenho uma tendência saudável a me apegar aos personagens… mas não deu! Quero que a Laurel fique com o Tamani. Pronto, falei.

O David é super legal e dedicado e fofo e super gosta dela, mas o Tamani é um elfo! Tá, não é só por causa disso mentira que eu quero que eles fiquem juntos. A química entre os dois, a tensão constante, os fez mais reais pra mim do que Laurel + David.

É de dar um nó na cabeça de qualquer um estar no meio de uma multidão e saber que a maioria daquelas pessoas te conhecia no passado, até poderiam ser suas melhores amigas, e não lembrar bulhufas a respeito delas. Coisa desorientadora mesmo é que ninguém, ninguém !!, se incomoda em te fazer lembrar.  É uma coisa bem diferente se for ver, porque na maioria dos livros em que um personagem perde a memória, todo mundo se desdobra pra fazê-lo lembrar, mas não em Encantos, não com Laurel. Ela escolheu isso e as fadas simplesmente não vem motivo para comoção: o feitiço era bem forte e foi por uma causa maior.

Tá, eu sei, tô enrolando, mas sério, você não ia ficar MUITO constrangido no lugar dela??

Retomando: Pike se livrou de qualquer insegurança que tinha no primeiro livro e aproveitou sua melhor característica: o texto despretensioso. Parece que ela não fez força nenhuma pra escrever, simplesmente foi colocando no papel. Eu sei que deve ser impossível uma coisas dessas e que os autores às vezes passam horas brigando com uma única linha, mas deu muito certo. Infelizmente a ação não tem tanto espaço nessa estória, exatamente como em Asas. Apesar de conhecermos novos elementos que prometem coisas interessantes mais pra frente, ainda estou esperando o ‘bicho pegar’ de verdade, a trama tem espaço para isso! Eu quero muito isso!!

De qualquer modo, é muito bom quando você chega num certo ponto de um livro em que você simplesmente não quer parar de ler e, caso precise parar de ler, não vê a hora de retomar de onde deixou. Aconteceu comigo em Encantos, que diferentemente de seu predecessor, me fisgou (não, me recuso a fazer esse trocadilho) pra valer. De novo, o livro poderia ser maior e ter mais ação, mas nem de longe ficou em banho-maria como o primeiro.

Por último: um grande parabéns para a editora, a revisão e tradução foram impecáveis, coisa aparentemente difícil no mercado literário de hoje. Foi encantador ler esse livro. (Taí, não resisti!) e estou agoniada para ler Illusions, lançado aqui no segundo semestre desse ano.

xoxo e bom meio de semana! 

Asas – Aprilynne Pike

❤ capa emborrachada

  •    Autor: Aprilynne Pike
  •    Editora: Bertrand Brasil
  •    Nº de Páginas: 294
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2011
  •    Título Original: Wings
  •    Tradutor: Sibele Menegazzi
  •    Avaliação: 7,0
Laurel foi encontrada na porta da casa de seus pais adotivos e sempre estudou com a mãe. Aos quinze anos, após se mudar para uma nova cidade e se matricular em uma escola, sua vida muda completamente. Para começar, desde sempre solitária, ela ganha um grupo de amigos e um admirador apaixonado, David. E isso será apenas o início. À primeira vista, Laurel é uma garota comum, com os problemas de qualquer adolescente. O que a diferencia, porém, é ter um segredo maravilhoso e perigoso: ela é uma fada e tem a missão de proteger o portal de Avalon.
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Passei Asas na frente na fila dos vou ler por dois motivos: quando tirei TODOS os meus livros do quarto e os coloquei no sofá, Asas estava bem em cima; estava totalmente empolgada pelas criticas puro amor a Encantos, segundo volume da série, lançamento desse mês.

Estou tentando variar mais minhas leituras, tentei juro deixar uma ordem pré-definida para não ficar só no distópico – de fada – distópico – de fada – distópico… my bad. Vamos para mais uma resenha de livro com história sobre fadas.

Imagine que interessante você, uma garota de quinze anos, com uma pele de dar inveja, acordar um belo dia com a primeira espinha de sua vida, nas costas. Ok. Imagine acordar no outro dia e perceber que ela aumentou ligeiramente, ok. Repita isso no outro dia, e no outro e no outro… até você ter um caroço do tamanho de uma bola de golfe no meio das suas costas. Você reza até pros deuses nórdicos e promete que se o negócio não sumir até o dia seguinte, vai contar pros seus pais.

Ele some.

E surge uma FLOR GIGANTE no lugar.

Sério, eu levei um tempão tentando enfiar essa imagem na minha cabeça. Ficava pensando que a autora tinha errado alguma coisa na hora da descrição, porque ela estava falando mesmo era de um florzona! Não asas. Fadas tem asas, certo? Certo??

Bem, não Laurel. Ela é uma fadinha sim, mas isso quer dizer que é uma planta. Nem pulsação a menina tem! Ela foi ‘enxertada’ na família humana dela (sua memória foi apagada) com uma missão muito importante, e tem todo um time de fadas cuidando para que ninguém a descubra.

Certo, parece legal, né? E é mesmo. Mas Aprilynne Pike demorou muito para dar todas essas explicações… vou levar em conta que Laurel descobriu quase tudo por conta própria, contando apenas com a ajuda de David, seu amigo humano (ponto para a trama: a menina compartilhou logo de uma vez o que estava acontecendo com ela). O problema é que o livro tem só 294 páginas…

Foi mais ou menos o que aconteceu com A Filha do Pastor das Árvores, vi o fim se aproximando e o clima amornando.

Daí, de repente, o quadro mudou, ficou frenético! Uma loucura! Solta o som

O vilão deu as caras e já atacou e um monte de coisas aconteceu e continuou acontecendo!

Enfim, o final compensou bastante os pontos fracos do livro: além da lentidão inicial, Pike veio com o famigerado triangulo amoroso. Estou cansada disso, pra ser bem sincera… Team David ou Team Tamani (um elfo), até consigo imaginar o que vai acontecer no final, mas mesmo assim, eu podia ficar sem essa. Adorei as fadas diferentes e sua cultura, foram ideias bem originais, mas a mocinha dividida entre dois amores já está meio batido.

Recomendo Asas, se você tiver paciência, e gostar de capas emborrachadas iloveit

Vou ler Encantos logo, logo, juro que estou no pique do Salém ainda!

xoxo

P.S.: Lá fora, a série já teve seus terceiro e quarto volumes lançados e acredito que pare por ai.

As capas de Wings, Spells, Illusions e Destined.

A Filha do Pastor das Árvores – Gillian Summers

Não é uma das capas mais bonitas do ano?

Não é uma das capas mais bonitas do ano?

  •    Autor: Gillian Summers
  •    Editora: Bertrand Brasil
  •    Nº de Páginas: 280
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: The Tree Shepherd’s    Daughter
  •    Tradutor: Flávia Carneiro Anderson
  •    Avaliação: 6,0
Com a morte da mãe, Keelie Heartwood, uma jovem de apenas quinze anos, é forçada a deixar sua adorada Califórnia para viver com o pai nômade no Festival da Renascença de Montanha Alta, no Colorado. Lá, coisas estranhas começam a acontecer – estranhas mas familiares. Keelie percebe que algumas pessoas do festival têm orelhas pontudas, incluindo o cavaleiro mais bonito do lugar, Lorde Sean do Bosque. Quando ela começa a ver seres estranhos e a se comunicar com árvores, descobre que existe um segredo a seu respeito e percebe que seu pai lhe deve explicações.

Faz tempo que queria esse livro. Desde que a editora anunciou seu lançamento (ano passado) que estou pipocando pelas lojas virtuais monitorando tudo. É, sou meio stalker quando fico sabendo de algum lançamento bacana. Ok, meio stalker é bondade minha. Fico obcecada prontofalei. Precisavam ver como foi quando anunciaram Cidade dos Ossos (Instrumentos Mortais – Cassandra Clare, 2010), na época eu não tinha twitter, então checava todos os dias, pelo menos duas vezes, todos os sites que provavelmente o venderiam primeiro, sem falar no sistema da livraria onde trabalhava… Enfim, no caso do livro da Cassandra, minhas expectativas piradonas foram muito bem recompensadas. No livro da Gillian, não.

Tudo porque ele é de uma imobilidade angustiante. Sabe o começo das estórias, quando os personagens principais são apresentados, o cenário é definido e você tem um tempo para se acostumar com tudo aquilo? Well, eu estava lá, serelepe e despreocupada, aproveitando essa introdução quando me dei conta de uma coisa: eu já estava na metade do livro.

Em A Filha do Pastor das Árvores demorei muito para sacar qual era a da Keelie, isso devido aos pensamentos (o livro é narrado em 3ª pessoa, mas focado unicamente no ponto de vista dela) da garota não condizerem com as suas atitudes. E de um jeito meio repetitivo. Do tipo “Por que você fez isso, Keelie, se até meia página atrás você estava pensando justamente o contrário?” Isso meio que arruína uma boa relação leitor-personagem, porque não dá pra se identificar com um personagem que você não conhece. A não ser que seja um imprevisível, dos tipos que circulam os livros de George R. R. Martin ou Licia Troisi. Mas ai já é outro caso…

Well, as coisas começaram a esquentar lá pela página 199, quando o Barrete Vermelho, um duende poderoso e maligno, mostra a que veio e a quantidade de caos que consegue causar. Keelie também acaba tento uma noção de que talvez seu dom de sentir as árvores e seus espíritos não seja uma total perda de tempo.

Como não pode faltar, o livro tem a antagonista secundaria, Elia. A moça é tão infantil e irritante que me dava vontade de tirar a Keelie do caminho e eu mesma ensinar uma ou duas coisas a sobre educação pra ela, sem ser educada!

Segura o meu Poodle, SEGURA O MEU POODLE!

Por outro lado o pai dela, um elfo sinistro, é alguém para se prestar atenção. Nesse livro, Elianard não deu muito as caras, mas algo me diz que ele terá um papel bem maior no futuro. Falando em adultos, a despeito dos adolescentes infantis e artificiais, os personagens adultos que guiam Keelie através de sua nova vida são ótimos. Coloco nessa categoria Knot, o gato. Dificilmente um gato vai ser menos que carismático nas estórias, só que Knot extrapola! Rilitros com as coisas absurdas degato que  ele aprontava pela feira, uma mistura do Lúcifer, da Cinderella com:

Por fim, vale dizer, ainda estou empolgada com a continuação. Sério. E acredito que o livro receberia uma nota bem maior se fosse maior e com mais páginas para Scott. Um cara que, na minha humilde opinião, tem bem mais a ver com Keelie do que o Lorde Sean ‘Engomadinho’ do Bosque. Elia que fique com o infeliz se quiser, merecemos um mocinho com personalidade!

Parabéns à Bertrand pelo trabalho gráfico, tradução e principalmente pela capa. É tão linda, toda emborrachada, que dá de 10 na original!

Status final: Entre na floresta, mas sem pressa.

A Série O Povo das Árvores

xoxo

P.S.: A Gillian Summers, na verdade, é criação de Berta Platas e Michelle Roper, duas escritoras americanas.