Insone na Página 100 nº1

O Coração da Esfinge – Colleen Houck

 

Livro: O Coração da Esfinge

Autor: Colleen Houck

 

PRIMEIRA FRASE DA PÁGINA 100:

” -Que diferença faz? A forma física dela se foi. Ela abriu mão dela. “

DO QUE SE TRATA O LIVRO?

Essa é a continuação de O Despertar do Príncipe, um romance de fantasia que traz de volta Kelsey e Ren agora numa pegada egípcia. Brincadeirinha!! Ou não.

O QUE ESTÁ ACHANDO ATÉ AGORA?

Está agradável por enquanto. Coisas estranhas estão acontecendo com nossa protagonista, mas como não simpatizo com ela por mim tudo bem.

O QUE ESTÁ ACHANDO DA PERSONAGEM PRINCIPAL?

Pra não ser injusta, Lily não está fazendo coisas muito tontas ainda! Porém ela acredita no poder do amor, é muito corajosa e com o mundo acabando e tals tento que pegar leve.

MELHOR QUOTE ATÉ AGORA:

O que estou dizendo é que é importante encontrar momentos de alegria no aqui e agora, não colocar todas as esperanças num sonho, num homem.

VAI CONTINUAR LENDO?

Sim, apesar de não ter amado o primeiro, eu preciso saber como acaba!

ÚLTIMA FRASE DA PÁGINA:

“Seria possível que eu não devesse matá-la?”

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O Despertar do Príncipe – Colleen Houck

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  •    Autor: Colleen Houck
  •    Editora: Arqueiro
  •    Nº de Páginas: 384
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: Reawakened
  •    Tradutor: Ana Resende

   Avaliação: 5,5

O despertar do príncipe é o primeiro volume da aguardada série Deuses do Egito, uma aventura fascinante que vai nos transportar para cenários extraordinários e nos apresentar a criaturas fantásticas da rica mitologia egípcia. Colleen Houck é autora de A maldição do tigre, série que já vendeu mais de 500 mil exemplares no Brasil. “Os fãs de Rick Riordan vão se divertir com esta fantasia. Uma narrativa incrivelmente bem pesquisada com um ar de mistério e romance.” — School Library Journal Aos 17 anos, Lilliana Young tem uma vida aparentemente invejável. Ela mora em um luxuoso hotel de Nova York com os pais ricos e bem-sucedidos, só usa roupas de grife, recebe uma generosa mesada e tem liberdade para explorar a cidade. Mas para isso ela precisa seguir algumas regras: só tirar notas altas no colégio, apresentar-se adequadamente nas festas com os pais e fazer amizade apenas com quem eles aprovarem. Um dia, na seção egípcia do Metropolitan Museum of Art, Lily está pensando numa maneira de convencer os pais a deixá-la escolher a própria carreira, quando uma figura espantosa cruza o seu caminho: uma múmia — na verdade, um príncipe egípcio com poderes divinos que acaba de despertar de um sono de mil anos. A partir daí, a vida solitária e super-regrada de Lily sofre uma reviravolta. Uma força irresistível a leva a seguir o príncipe Amon até o lendário Vale dos Reis, no Egito, em busca dos outros dois irmãos adormecidos, numa luta contra o tempo para realizar a cerimônia que é a última esperança para salvar a humanidade do maligno deus Seth. Em O despertar do príncipe, Colleen Houck apresenta uma narrativa inteligente, cheia de humor e ironia.

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Blogueira, segura na mão de Rá e vai.

 

Dai você lê essa sinopse e pensa “ok, múmias, coisas podres que morreram faz muito tempo, não dá pra encarar uma dessas, certo? O Amon deve ser assim:”

Aaaargh

Errado. Conheça Amon:

O prazer é todo seu

 

Pode ficar a vontade para imaginar que ele é a versão egípcia do Ren, de A Maldição do Tigre, porque, sinceramente, não vejo a menor diferença entre eles a não ser a origem geográfica e o objetivo de vida/morte/vida ligeiramente mais grandioso.

Não posso negar que em determinado momento fiquei completamente hipnotizada pelo livro, sério, fiquei achando tudo lindo e maravilhoso! Então terminei de ler e percebi que, conforme ia repassando a história na minha cabeça, a coisa foi ficando simplesmente ABSURDA (e não no bom sentido). Aliás, cada vez que penso nisso diminuo um ponto na nota do livro.

Mas primeiro quero falar da minha antipatia pela Colleen. Ou melhor, pelas mocinhas da Colleen.

Se já não me bastasse a Kels louca varrida que simplesmente vai pra India com um cara que ela não conhece, agora temos Lilliana Young.

“Embora eu fosse muito exigente, usasse só roupas de grife e o valor da minha mesada fosse maior do que tudo que a maioria das pessoas na minha idade ganhava em um ano, eu estava longe de ser esnobe.”

Sério, como? COMO a pessoa tem coragem de dizer que não é esnobe depois de JOGAR NA SUA CARA LITERÁRIA tudo isso? #bitchplease

E não é só apenas isso! A primeira coisa que o Amon faz com ela é lançar um feitiço PARASITA que suga a energia da menina para mantê-lo vivo.  Eu mataria o cara, vocês não? Quero dizer, ele está drenando. a. minha. energia. Mas Lily está de boa na lagoa com tudo isso… Tipo “Shit happens, por que não ir para o Egito com o deus-múmia-parasita? Ele realmente precisa de mim…”

E é claro que ela se apaixona perdidamente por ele, até eu fiquei babando. Ele é um deus lindo, todo poderoso e com uma conversinha pra boi dormir que derrete qualquer mortal. Só tem aquele detalhezinho de nada, aquela letrinha miúda no fim do contrato: ELE ESTÁ SUGANDO A ENERGIA DELA!

Não é legal cara, não é legal!

Acho que é com isso que eu não me conformo, a facilidade com que essa relação “síndrome de estolcomo-esqua” se desenvolveu. Faltou um pouco mais de raiva, indignação e revolta da parte lesada pra deixar tudo mais natural. Ou tão natural quanto encontrar uma múmia que volta a cada mil anos para salvar o universo possa ser.

Okay, vou deixar esse tópico descansar um pouco. Vamos falar de como a Colleen faz a lição de casa dela. Em a Maldição do Tigre a ambientação foi fantástica, pra dizer o mínimo. Ela pesquisou bastante sobre o local e conseguiu, mesmo sem ter ido pra lá (agora ela é ryca e pode) nos trouxe a Índia. Senti a mesma coisa em relação ao Egito moderno nesse livro e gostei das referencias aos mitos do Egito antigo. Algumas pessoas disseram que esse é um livro racista, mas sinceramente não achei. Estranharia se ela colocasse todo mundo andando de saiote e delineador diva pelas ruas do Cairo de hoje, mas não foi o caso. Um príncipe ter olhos verdes, característica que aparentemente é proibida pela genética egípcia, gera um ataque de pelancas por ai….

Apesar do romance e a tensão entre Lily e Amon ofuscarem muitas coisas no livro, por exemplo a mitologia, a missão em si foi bem interessante. Deixou um gancho matador no final e muitas teorias a respeito do que a Lily pode fazer pra deixar de ser tão chata. Se você amou a Saga do Tigre, ponha um saiotinho plissado e se joga. Se odiou, assista A Múmia (1999) que você ganha mais. Eu estarei aqui esperando pela continuação porque, apesar de tudo, ainda estou ligada a esses dois e preciso saber o que vai acontecer.

xoxo

Blogueira fazendo a egipcia glam

 

 

 

Ligeiramente Casados – Mary Balogh

Ligeiramente-Casados

  •    Autor: Mary Balogh
  •    Editora: Arqueiro
  •    Nº de Páginas: 288
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2014
  •    Título Original: Slightly Married
  •    Tradutor: Ana Rodrigues

   Avaliação: 7,5

 

À beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento a sua irmã e que a protegesse “Custe o que custar!”. Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum.
Porém Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela… a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele o que acontecerá em quatro dias.
Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a jovem mantenha sua herança. Após a cerimônia, ela poderá voltar para sua vida no campo e ele, para sua carreira militar.
Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados…
Neste primeiro livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos apresenta à família que conhece o luxo e o poder tão bem quanto a paixão e a ousadia. São três irmãos e três irmãs que, em busca do amor, beiram o escândalo e seduzem a cada página.

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Atire a primeira brochura aquele que nunca leu um romance de banca e ficou no mínimo mais cor de rosa!

Nem Garth Nix, aquele deuso autor de Sabriel e outras obras de arte fica indiferente, como observado nesse post (in english) do EpicReads!

Eu sei, eu sei, Ligeiramente Casados não é lá essas coisas em termos de originalidade, ou de surpresas no enredo. Quero dizer, a gente sabe exatamente o que vai acontecer, podemos pelo menos imaginar como vai acontecer e ainda assim vamos torcer.

Torcer mesmo, e vibrar quando a mocinha faz alguma coisa muito legal ou quando o mocinho a livra de uma roubada. Feminazis de plantão, é sempre bom ter alguém com quem podemos contar e dividir o fardo, se esse alguém vem alto e musculoso e com um rosto feito uma escultura grega, quem somos nós pra reclamar?!

Não estou defendendo mocinhas frufruzentas que precisam de ajuda até para escolher o sabor de chá que vão tomar, vocês sabem o quanto eu AMO uma mocinha codependente (emocional ou fisicamente) #sqn, mas acontece que, pelo menos nos livros do gênero que eu li, não é esse o caso.

Agora chega de parecer que estou me justificando, vamos a Ligeiramente Casados, ou no título original: Arrumando Desculpas Para Algo Que Eu Queria Muito.

Obviamente a opção mais longa não faria tanto sucesso no meio dos outros romances de época, então optaram por uma coisa uma pouco mais sucinta e objetiva. Aliás, de objetivo já basta o coronel Bedwyn, o contraponto perfeito da super sonhadora e irritantemente bondosa Eve. Aliás Adam e Eve, sacaram??

Ela é daquelas que não pode ver ninguém passando necessidade que dá um jeito de ajudar ou faz o possível e impossível para acabar com alguma injustiça.

(bichos cheios de carrapatos e piolhos, certeza)

O tipo de personagem moralmente perfeito, mas com um mínimo defeitozinho: Ela acha que um tal de John vai voltar. Sério, como? Quero dizer, nessa época todos os homens (incluindo seu irmão) estão fora na guerra mas não John, ele foi ver como estavam as coisas lá na Rússia e deixou a menina rica, porém de origens humildes, somente com uma promessa. Super confiável, não é?

Pelo menos temos Adam Bedwyn para nos apoiar. O moço é uma rocha e nada, nem um leve desejo de se casar com uma filha de militar poderá afastá-lo do dever de manter sua palavra para Percival, o irmão de Eve.

A forma como eles decidem que casar é a única alternativa e a narrativa até o casamento propriamente dito são deliciosas. Porém quando Eve é apresentada ao restante dos Bedwyn, ou melhor dizendo, é atirada no covil dos leões é que vemos do que  moça é feita.

De cara pensei “Nossa, é agora que ela será moída viva pelos irmãos descompensados, saídos diretamente de algum livro sombrio de fantasia, e o único que poderá detê-los será Adam.”

Bem, as coisas não foram exatamente assim…

Ligeiramente Casados foi exatamente aquilo que eu esperava, uma leitura rápida e segura, feita especialmente para me jogar de volta no ritmo e me deixar um livro mais próxima de completar a meta do ano! Se vocês gostam de um bom romance, não muito focado na ‘picancia’ ou coisas assim (sério, eu já não tenho mais paciência pra leituras hot hot hot), deem uma chance à sra. Balogh e seus casais gostosíssimos, sem medo de serem felizes.

Que mal há se as coisas boas da vida vierem embrulhadas em muito romance?

 

 

Enfeitiçadas – Jessica Spotswood

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  •    Autor: Jessica Spotswood
  •    Editora: Arqueiro
  •    Nº de Páginas: 272
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2014
  •    Título Original: Born Wicked
  •    Tradutor: Ana Ban

   Avaliação: 8,5

Antes do alvorecer do século XX, um trio de irmãs chegará a idade adulta, todas bruxas. Uma delas terá o dom da magia mental e será a bruxa mais poderosa a nascer em muitos séculos: ela terá poder suficiente para mudar o rumo da história, para suscitar o ressurgimento do poder das bruxas ou um segundo Terror. Quando Cate descobre esta profecia no diário de sua mãe, morta há poucos anos, entende que precisa repensar seus planos. Qual será a melhor opção: servir a Irmandade, longe dos olhos vigilantes dos Irmãos Caçadores de Bruxas, aceitar uma proposta de casamento que lhe garanta proteção e segurança ou abandonar tudo e viver um grande amor proibido?

 Prepare-se para se encantar com os jovens pretendentes de Cate, abominar o ódio e a repulsa que os Irmãos dedicam a meninas e mulheres, e aguardar ansiosamente pela sequência de As Crônicas das Irmãs Bruxas.

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Uau, leitura em dia, blog atualizado! Parabéns para mim! Prova que dormir é, de fato, uma atividade opcional…

Dois posts numa semana! Dois posts numa semana!

Sabe quando você quer um pouco de magia, mas não só isso? Você quer romance também e alguma coisa charmosa, tipo uma estória de época, mas está meio difícil de achar por aqui? Eu te compreendo perfeitamente caro leitor, e digo: seus problemas acabaram! Chegou Enfeitiçadas:

“Gabrielle é inocente. Eu não sou. Fui perversa e traiçoeira, usei magia mental contra meu próprio pai. As palavras dos Irmãos ressoam na minha cabeça. Eu sou uma bruxa. Devia ter sido eu, não ela.

Mas agradeço ao Senhor por não ter sido. Em que tipo de garota esse pensamento me transformava?”

Enfeitiçadas é contado em primeira pessoa por Cate Cahill, a irmã mais velha de três, e flutua entre os vários dilemas da moça. Quem vai escolher como marido antes que escolham por ela? Como vai proteger as irmãs do olhar vigiante e cheio de censura dos Irmãos? O que ela vai fazer pra esconder toda a magia transbordando dentro de si e das caçulas?

Disfarçá-las, talvez?

O único problema pra mim é que não tem tanta bruxaria… Não que não tenha absolutamente naaaada, mas ainda assim, queria mais! Vocês estão carecas de saber que eu adoro personagens mágicas, cheias de poderes especiais que podem tocar o terror à vontade né? Pois é, a Cate tem tudo pra ser assim, mas ela se segura tanto, mas tanto, pra neutralizar a sua parte bruxa que quase dá certo. Lógico que isso faz parte do contexto, só que AHHH! Ao invés de magia, ela foca nos seus deveres.

O livro é fino, tem só 271 páginas, letras grandes, então vocês certamente entendem a vontade que eu tinha de sacudir a Cate pelos ombros e berrar “Para de falar de como você é responsável pelas suas irmãs o TEMPO TODO e volta pra estória, bitch! Nós já entendemos seu recado QUEREMOS-MAIS-FINN!” 

Como não deveria deixar de ser, para balancear a protagonista sombria, os personagens secundários dão um show à parte com suas personalidades bem diferentes. A governanta é facilmente comparável à preceptora de A Menina Que Não Sabia Ler, ambígua, um personagem misterioso que não me deixava decidir se deveria confiar nela ou não. Resolvi seguir o costume e não dar brecha pra tal Elena fazer algum estrago do nada. Juro que não é spoiler, só um comentário, mas sempre que eu desconfio de um personagem acontece alguma coisa que de razão para essa desconfiança depois… Um sexto sentido literário, talvez?

As irmãs, Tess e Maura poderiam ter seus próprios pontos de vista, por mim, mas quem realmente rouba a cena é Finn Belastra o jardineiro/estudioso/filho de uma mulher muito bacana. Não importa o que digam, ele é exatamente o cara que faria qualquer garota vitoriana -e leitora contemporânea- suspirar do começo ao fim.

Eu me encanto por bruxas e gosto ainda mais quando as mocinhas não são ovelhas indefesas que dependem de mocinhos chatos de galocha. Enfeitiçadas tem isso de sobra, envolto em um bom mistério que te deixa formulando teorias sem parar. Está esperando o que para aprender sobre as Filhas de Persephone e a poderosa Irmandade?!

Por fim, um desabafo.

Até hoje nunca encontrei uma Profecia sobre mim, devo dizer que fico um pouco desapontada, afinal 80% dos protagonistas de romances de fantasia tem as próprias profecias. Acho que isso é um sinal, talvez a minha carta de Hogwarts não tenha se perdido na greve do Correio Coruja local… Droga.

E a continuação? Eu ainda não tenho a continuação! A vida é mesmo muito injusta.

xoxo e bom carnaval

Refúgio – Harlan Coben

  •     Autor: Harlan Coben
  •    Editora: Arqueiro
  •    Nº de Páginas: 224
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Shelter
  •    Tradutor: Fabiano Morais

   Avaliação: 7,5

Apresentado ao público pela primeira vez no suspense Alta tensão, Mickey Bolitar se vê obrigado a ir morar com seu tio Myron, um ex-agente do FBI, após testemunhar a morte do pai e internar a própria mãe numa clínica de reabilitação. Agora o rapaz precisa se esforçar para conviver com o tio, de quem nunca gostou muito, e ainda se adaptar ao novo colégio.

Para sua sorte, ele logo arruma uma namorada, a doce Ashley, que também é nova na escola. Quando sua vida parece estar entrando nos eixos, o destino lhe reserva uma surpresa: Ashley desaparece misteriosamente.

Determinado a não perder mais uma pessoa importante em sua vida, Mickey contará com a ajuda de seus novos amigos, os excêntricos Ema e Colherada, para seguir o rastro da namorada.

Para piorar, uma idosa reclusa da vizinhança lhe conta que seu pai ainda está vivo, sem dar maiores explicações. Quando esses dois mistérios se cruzam, Mickey descobre que está envolvido numa rede de intrigas que o levará a questionar a vida que acreditava ter.

Perspicaz e esperto como o tio Myron, Mickey está disposto a fazer tudo o que for preciso para salvar as pessoas que ama.

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Pra começo de conversa, eu não sabia que Refugio poderia ser tomado como continuação da série do Myron Bolitar. O que eu sabia é que o protagonista, Mickey, já havia aparecido em Alta Tensão, mas acreditei que essa seria uma nova série e que portanto não teria problemas em começar a ler por esse.

De qualquer forma há sim pequenos spoilers dos livros anteriores, porém não encontrei nenhum buraco nas informações nem dificuldade em captar a estória. Acho que vai de cada leitor escolher se topa ler Refúgio antes da série do Myron.

 ♦

Tudo nesse livro se traduz em mistério.

Seja ele grande ou pequeno, com respostas boas, ruins ou nenhuma, cada canto de Refúgio tem um enigma a ser desvendado e o moleq… digo, Mickey, está mais que disposto a isso!

Como ele se sente…

… como ele realmente é.

Brincadeiras à parte…

Mickey foi um ponto baixo da estória para mim. Como qualquer adolescente ele tem uma mente inquieta, mas como estamos dentro da cabeça dele a narrativa inteira, as divagações ficam cansativas. Sério, entendo que o garoto é um investigador nato, mas a lenga lenga sarcástica me fez desejar uma narrativa em 3ª pessoa.

Ainda falando do Mickey e de como ele poderia ser um mocinho melhor: o menino é grande, alto pra caramba e tem um ego duas vezes maior que ele. Sempre que tem uma chance, começa a discorrer sobre suas qualidades, habilidades e companhia com uma falta modéstia. Tipo: não que eu esteja me gabando, mas sou phoda, sabe? Só estou dizendo…

Se isso já é irritante no nosso cotidiano, imagine no nosso protagonista!

“Me llamo Miguelito”

MAS, pelo menos, os personagens coadjuvantes são um verdadeiro backup team! Não só no enredo, Ema e Colherada salvam o livro do Mickey e deixam tudo mais leve e divertido com suas tiradas sarcásticas ou muito inocentes. Sua vontade de solucionar os mistérios, principalmente a coragem de se envolver neles, me fez admirar essa dupla. Sério, as coisas que Mickey tem de enfrentar são no mínimo muito perigosas e até meio sinistras.

Enfim, é difícil achar amigos que topem invadir a casa de uma velha medonha no meio da noite. Ema e Colherada merecem todo o crédito por na verdade se candidatarem a fazer isso!

Tive certa dificuldade em engrenar a leitura de Refúgio por ser um gênero a que não me dedico muito. Acho válido sairmos da nossa zona de conforto, seja ela qual for, sempre que possível. Essa zona pode dizer muito sobre a personalidade de uma pessoa, mas viver só nela nos deixa preguiçosos e meio inúteis, intelectualmente falando.

Bem, essa é a opinião de alguém que acredita na expansão da mente como forma de evolução, se você não concorda, tudo bem. Só se lembre disso quando estiver entediado de fazer as mesmas coisas de novo e de novo e de novo…

Refúgio é um livro gostoso de ler, bom para passar o tempo e pensar um pouco. É impossível não ficar nem um pouco curioso com o final e com o que vem depois, em Seconds Away. Muitos ganchos e perguntas sem respostas ficam esperando o próximo livro, mas, ao contrário de muita gente, não achei isso frustrante. Pelo contrário, só serviu para me deixar ainda mais curiosa!

Recomendo Refúgio para fãs do Harlan que gostam de uma pegada mais Young Adult e para fãs de Young Adult que estejam atrás de uma coisa diferente e de qualidade!

 

Bom final de semana

xoxo

Insonia is Coming 6#

Insonia Is Coming é uma coluna fixa do blog IYRDIW onde falo dos principais lançamentos. 

Eu sei que isso é da época da Comic Con e que não é mais novidade para ninguém, mas eu não poderia deixar de colocar o vídeo aqui, poderia? Logo eu?!

Só em Outubro, infelizmente, mas já estou animada!

É uma metáfora a respeito da Premiere da 3ª temporada, é… é… bem. É uma metáfora.

Vou poupar todos de acessos fangirl por um seriado de zumbis e partir para o interesse geral: algumas novidades literárias!

Gerry e Holly eram namorados de infância e ficariam juntos para sempre, até que o inimaginável acontece e Gerry morre, deixando-a devastada. Conforme seu aniversário de 30 anos se aproxima, Holly descobre um pacote de cartas nas quais Gerry, gentilmente, a guia em sua nova vida sem ele. Com ajuda de seus amigos e de sua família barulhenta e carinhosa, Holly consegue rir, chorar, cantar, dançar e ser mais corajosa que nunca!

Eu sou uma pessoa que chora só com essa sinopse, então imaginem com o livro?! Nunca assisti o filme e pretendo aproveitar a leitura antes de vê-lo. (Lançamento na Bienal de São Paulo)

‘Inverno do mundo’ retoma a história do ponto exato em que termina o primeiro livro. As cinco famílias – americana, alemã, russa, inglesa e galesa – que tiveram seus destinos entrelaçados no alvorecer do século XX embarcam agora no turbilhão social, político e econômico que começa com a ascensão do Terceiro Reich. A nova geração terá de enfrentar o drama da Guerra Civil Espanhola e da Segunda Guerra Mundial, culminando com a explosão das bombas atômicas. A vida de Carla von Ulrich, filha de pai alemão e mãe inglesa, sofre uma reviravolta com a subida dos nazistas ao poder, o que a leva a cometer um ato de extrema coragem. Woody e Chuck Dewar, dois irmãos americanos cada qual com seu segredo, seguem caminhos distintos que levam a eventos decisivos – um em Washington, o outro nas selvas sangrentas do Pacífico. Em meio ao horror da Guerra Civil Espanhola, o universitário inglês Lloyd Williams descobre que tanto o comunismo quanto o fascismo têm de ser combatidos com o mesmo fervor. A jovem e ambiciosa americana Daisy Peshkov só se preocupa com status e popularidade até a guerra transformar sua vida mais de uma vez. Enquanto isso, na URSS, seu primo Volodya consegue um cargo na inteligência do Exército Vermelho que irá afetar não apenas o conflito em curso, como também o que está por vir.

Sei que todo mundo já falou do quanto o Ken Follett escreve bem, de como os livros dele são profundos e clássicos e bem feitos e profundos, sei que falam que o cara é um puta de um autor e etc. Então vou dizer outra coisa, extremamente importante e perspicaz: os livros dele ficam lindos na estante! Fim. (Lançamento em 25/09/12)

Desde que lhe implorou para deixá-la em paz no ano anterior, Laurel não teve mais contato com Tamani. Embora seu coração ainda esteja ferido, a protagonista tem certeza de que David foi a escolha certa. Porém, quando a vida começa a voltar ao normal, ela descobre que há um novo inimigo à espreita. Uma vez mais, Laurel deverá contar com Tamani para protegê-la e guiá-la, pois o perigo que agora ameaça Avalon é algo que o mundo das fadas jamais imaginou que fosse possível. Pela primeira vez, o leitor verá a história não só pelos olhos de Laurel, como também, do elfo Tamani.

Já tive a oportunidade de ler e resenhar Asas e Encantos e sinceramente, quero muito ler Ilusões! Mais sinceramente ainda? Queria que escolhessem outra capa… (Lançamento em 28/08/12)

Pressia pouco se lembra das Explosões ou de sua vida no Antes. Deitada no armário de dormir, nos fundos de uma antiga barbearia em ruínas onde se esconde com o avô, ela pensa em tudo o que foi perdido — como um mundo com parques incríveis, cinemas, festas de aniversário, pais e mães foi reduzido a somente cinzas e poeira, cicatrizes, queimaduras, corpos mutilados e fundidos. Agora, em uma época em que todos os jovens são obrigados a se entregar às milícias para, com sorte, serem treinados ou, se tiverem azar, abatidos, Pressia não pode mais fingir que ainda é uma criança. Sua única saída é fugir.   Houve, porém, quem escapasse ileso do Apocalipse.  Esses são os Puros, mantidos a salvo das cinzas pelo Domo, que protege seus corpos saudáveis e superiores. Partridge é um desses privilegiados, mas não se sente assim. Filho de um dos homens mais influentes do Domo, ele, assim como Pressia, pensa nas perdas. Talvez porque sua própria família se desfez: o pai é emocionalmente distante, o irmão cometeu o suicídio e a mãe não conseguiu chegar ao abrigo do Domo. Ou talvez seja a claustrofobia, a sensação de que o Domo se transformou em uma prisão de regras extremamente rígidas. Quando uma frase dita sem querer dá a entender que sua mãe pode estar viva, ele arrisca tudo e sai à sua procura. Dois universos opostos se chocam quando Pressia e Partridge se encontram. Porém, eles logo percebem que para alcançarem o que desejam — e continuar vivos — precisarão unir suas forças.

A maníaca dos distópicos ataca novamente! Quero muito ler Puros, muito mesmo, achei essa parte de mostrar o durante do Apocalipse extremamente importante. Já repararam que a maioria dos livros distópicos se passa vários anos depois do acontecimento cataclísmico?

Ela é Nora Dearly, uma garota neovitoriana de 17 anos que sofre com a morte dos pais e vive infeliz aos cuidados da tia interesseira. Ele é Bram Griswold, um jovem soldado punk, corajoso, lindo nobre…e morto! No ano de 2187, em meio a uma violenta guerra entre vitorianos e punks, surge um perigoso vírus, capaz de matar e trazer novamente à vida. As pessoas tornam-se zumbis, mas nem todos são assassinos e devoradores de carne. Há os que lutam para que o vírus não se espalhe… Apenas Nora tem o poder da cura em suas mãos, ou melhor, em, seu sangue. Ela não sabe disso, e corre perigo. É papel de Bram protegê-la…

Então, é necessário explicar por que esse livro está na minha lista? (Lançamento Agosto/Setembro 2012)

E pra finalizar, o fim do segundo arco da História Sem Fi… digo, da série Pretty Little Liars:

A vida de Spencer, Aria, Hanna e Emily está prestes a virar de cabeça para baixo. Elas estavam certas: a polícia, a família DiLaurentis e a família de Spencer escondiam segredos aterrorizantes. Agora, a verdade vem à tona de uma só vez, acrescentando à equação já confusa dos mistérios de Rosewood uma personagem que transformará suas vidas, a escola e seus lares para sempre. Este será um novo e surpreendente capítulo na vida de cada uma delas. Em “Perigosas”, todos os planos e as escolhas de nossas Belas Mentirosas serão influenciados por uma quinta pessoa. Mas, desta vez, não são as mensagens de A. Neste eletrizante fechamento de um ciclo, os segredos serão revelados do início ao fim.

Essa é uma das poucas séries de livros que virou seriado de TV e que eu gosto, na verdade, das duas versões! Quero dizer, e vamos todos ser francos, o seriado só tem os personagens principais em comum com os livros, e nem as descrições batem! Mas enfim, encaro PLL como algo completamente separado dos livros da Sara Shepard e sou feliz aproveitando o melhor dos dois mundos! Só não custa lembrar o quanto eu recomendo esses livros que não acabam nunca! (Lançamento 17/08/12)

Ah, ah, não vão embora ainda! Vocês já devem ter percebido que sou Team Herdeira e que apoio a publicação do 1º romance da Mariana Ribeiro (hey, Mah!) Mas o que bastante gente não sabe é que o SESC está com um projeto super do amor, o Escritores in Progress. Já sabe o que é? Ótimo, entre no link do vídeo e vote! Ainda não sabe o que é? Então entra no link do vídeo e descubra!

Um bom restinho de semana para todos

xoxo

New On My Bookshelf Vol.10(1ª Parte)

Depois de mais de um mês sem NOMB, aqui vai a primeira parte!

Livros citados:

  • Refúgio – Harlan Coben (Arqueiro)
  • Bem Mais Parte – Susane Colasanti (Novo Conceito)
  • Um Lugar Para Ficar – Deb Caletti (Novo Conceito)
  • Belle – Lesley Pearse (Novo Conceito)
  • Starters – Lissa Price (Novo Conceito)
  • Travessia – Ally Condie (Suma das Letras)
  • O Atlas Esmeralda – John Stephens (Suma das Letras)
  • Blue Bloods, Revelações – Melissa de la Cruz (iD Editora)
  • Extras – Scott Westerfeld (Galera Record)
  • Caminhos de Sangue – Moira Young (Intrínseca)

Logo mostro os outros livros novos!

xoxo

New On My Bookshelf… Vol. 9

Hey pretties, depois de mais de 3 semanas, o NOMB voltou (pausa para as trombetas diáfanas e um coro celestial entoando Aleluia dos nossos patrocinadores). Enfim, desculpa a demora, mas estamos ai, as fotos serão postadas a amanhã… tomara que curtam o vídeo!

As fotos:

 

Boa semana pra todo mundo!

xoxo

O Resgate do Tigre – Colleen Houck

  •    Autor: Colleen Houck
  •    Editora: Arqueiro
  •    Nº de Páginas: 432
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: The Tiger’s Quest
  •    Tradutor: Raquel Zampil
  •    Avaliação: 8,0
 

O Resgate do Tigre é o 2º volume de uma série, se você não leu A Maldição do Tigre e continua aqui, o spoiler malvado que vive debaixo da sua cama vai pegar você.

Kelsey Hayes nunca imaginou que seus 18 anos lhe reservassem experiências tão loucas. Além de lutar contra macacos d’água imortais e se embrenhar pelas selvas indianas, ela se apaixonou por Ren, um príncipe indiano amaldiçoado que já viveu 300 anos. Agora que ameaças terríveis obrigam Kelsey a encarar uma nova busca – dessa vez com Kishan, o irmão bad boy de Ren –, a dupla improvável começa a questionar seu destino. A vida de Ren está por um fio, assim como a verdade no coração de Kelsey. Em O Resgate do Tigre, a aguardada sequência de A Maldição do Tigre, os três personagens dão mais um passo para quebrar a antiga profecia que os une. Com o dobro de ação, aventura e romance, este livro oferece a seus leitores uma experiência arrebatadora da primeira à última página.
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Devo dizer que não faço isso sempre e prefiro deixar um espaço entre as leituras de séries, para diversificar. Não deu.

Kelsey foi muito bem recompensada pelos seus ‘serviços’ na Índia e até casa própria a garota ganhou. Se matriculou na faculdade e divide seu tempo entre estudar, sair garotos variados e não pensar em Ren.

Lógico que ela não consegue tirar o tigrão da cabeça.

Mesmo prometendo a si mesma que é a melhor forma de não sair muito machucada no final do que, com certeza, seria um relacionamento malfadado. Ela estava indo bem até Ren, meses depois, aparecer e dar inicio ao jogo de conquista mais fofo dos últimos tempos!

Sério, Ren.

Obviamente, os dois ficaram juntos, mas justo quando achei que a coisa ia ficar muito boa, o Ren (pessoa/principe/tigre que passei a amar e MUITO) escorrega no curry!

Inicio do desabafo e juro, não é spoiler:

Sendo bem sincera, eu dei graças a Shiva quando o Ren foi sequestrado. Sério, eu estava esperando o momento que ele fosse virar um globo de discoteca e brilhar até na luz de tela de celular, de tão Eduardo Cullen que aquele moço tava! (Ei você, você mesmo que me excomunga e xinga muito no twitter toda vez que eu me refiro a certos vampiros como  ‘purpurinados’, não adianta vir com mimimi… é a-mais-pura-verdade). Não levem a mau, eu li Twilight quando tinha 15 anos e AMEI do fundo da minha alma, tipo histérica mesmo. Ele foi o meu primeiro YA. Sério. Até então eu lia os clássicos (porque era o que tinha na biblioteca da escola) e a santa trindade juvenil Harry Potter-Artemis Fowl-Eragon (porque era o que eu sabia encontrar nas livrarias). De lá pra cá MUITA coisa mudou, principalmente minha leitura crítica. Provavelmente por isso eu não reli Crepúsculo, sei que, bem lá no fundo, essa releitura vai acabar com toda a sensação boa que ficou pelo meu primeiro YA.

O Resgate do Tigre serviu pra deixar isso óbvio.

De repente você pode achar SUPER o máximo a postura de “aquela-fêmea-é-minha-propriedade-e-vou-protegê-la-de-todos-os-perigos-porque-eu-posso-e-sou-macho”… quando você vivia na IDADE MÉDIA.  Tudo bem que o Ren nasceu em 1600 e bolinha, mas ele devia se ligar que já estamos em 2000 e pouco e parar de agir como o DONO da Kelsey! Como se ela fosse um bibelô retardado de cristal que precisa de ajuda até pra ir no banheiro! Ahhhhhhhhhhh!!!

Clássico exemplo de nãoseicuidardemimesmatite crônica.

Deu pra perceber que isso me revolta deveras.

Fim do desabafo. (Deixando claro que, por mais irritante que algumas das suas atitudes sejam, eu ainda amo o Ren)

Enfim, para nossa alegria, ficamos com o outro irmão príncipe/tigre. Kishan.

And he’s AWESOME!!

O que no primeiro livro era apenas uma ameaça concretizou-se no segundo: o triangulo amoroso.  Preciso dizer, a não ser que Colleen apagasse metade da trama bolada, era inevitável que isso acontecesse. Kishan é MUITO parecido com Ren e desafio qualquer um a vir me dizer que ele é um bad boy! O moço é charmoso, teimoso e provocador, mas sabe ser tão doce, generoso e vulnerável que acho impossível classifica-lo como bad boy.

“Mas, Andhromeda, ele vai pegar as sobras do Ren, ele é um Jacob Black felino?”

Talvez ele fosse, mas a situação em que Kelsey e Kishan estavam metidos não permitiu. A busca pelo segundo artefato é cheia de perigos e, graças à Durga, a garota não fica só assistindo o herói salvar o dia muito menos se colocando em riscos desnecessários e tontos que só arrumam pra cabeça do companheiro de viagem. Eles são um time, ainda mais afinado do que foi Kelsey+Ren, e se ajudam nos piores momentos (e nos… não tão ruins também) até o final.

Ah, o final. (soluço entrecortado)

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É complicado falar sobre ele;

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Apesar de eu saber que alguma coisa como aquela estava por vir, aquele final, esse final, as coisas que aconteceram no final… eu não posso… meus sentimentos… fsegfnhdygcnjvcsjhdvbhbv

Desculpa.

Bem, Colleen melhorou bastante um dos aspectos que mais haviam me irritado em A Maldição do Tigre, os diálogos. Não estão mecânicos, mas ainda beiram o ninguém-fala-desse-jeito algumas vezes. Ela também arrumou soluções na cabeça da Kelsey, ah Kelsey, um tanto quanto… confusas. Acredito que o próximo volume A Viagem do Tigre, consiga acabar de vez com essas pequenas coisas.

Vou esperar ou não quietinha ou não e muito ansiosa ai sim pela continuação! Ren, me abraça forte!

xoxo e boa quinta!

P.S.:Navegando pela internet eu notei que a maioria das resenhas em blogs literários tem metade do tamanho das minhas. Na verdade, essas geralmente são versões editadas e reduzidas das resenhas+gifs+reações exageradas originais. Obrigada pela sua paciência, saber que você leu até aqui significa muito pra mim =]

A Maldição do Tigre – Colleen Houck

A capa é um show à parte

  •    Autor: Colleen Houck
  •    Editora: Arqueiro
  •    Nº de Páginas: 352
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2011
  •    Título Original: The Tiger’s Curse
  •    Tradutor: Raquel Zampil
  •    Avaliação: 5,0
Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço. Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem.
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P.S. de início: Não grudem chiclete no meu cabelo, liberdade de expressão é super legal e até as piores blogueiras merecem desfrutar disso!

Vocês conhecem um pouco sobre a Índia? Eu nunca fui para lá, mas coleciono relatos de gente que foi (e voltou), jornais que conhecidos me mandam por correspondência e livros de viagem dissecando cada elemento do país. A primeira coisa que todos eles me dizem é a discrepância do povo, entre o povo. Explicando de forma rápida: de um lado você tem gente coberta de ouro, seda e requintes e, sem atravessar a rua, dá pra achar esgoto a céu aberto.

Não vamos levar minhas palavras ao pé da letra, ok? Mas elas vão me ajudar a ilustrar o que senti lendo esse livro.

Dizer que A Maldição do Tigre me decepcionou é simplificar demais as coisas. Esperava muito mais do livro do que realmente achei lá? Sim, com certeza. A estória me envolveu? Mais certeza ainda.

É como se o background, os elementos coadjuvantes da estórias fossem excepcionalmente desenvolvidos, e o main lead,  a parte principal, azedasse tudo. A ambientação na índia, a imersão em seus costumes, crenças e pensamentos me levaram a sentir o cheiro de curry exalando das páginas. Esse lado da leitura fez com que me sentisse mais próxima de meus amigos indianos e serviu para demonstrar, mais uma vez, o quanto a PESQUISA é importante ao se escrever um livro.

Mas daí vem a Kelsey, e o Ren, e a irrealidade das escolhas da menina, e os diálogos infantis, e os clichês de matar. Não consegui acreditar que estava lendo um livro tão contrastante! A ideia principal, da garota que entra na luta para quebrar a maldição de um príncipe, UM PRÍNCIPE, preso no corpo de um tigre é tão legal, mas TÃO LEGAL, que eu queria levar pessoalmente o livro de volta para a autora e pedir para ela rever seu texto.

Nossa protagonista em um ponto muito forte, a coragem. Porém foi sua falta de noção me revoltou. A Kelsey não conhece o Sr. Kadam, o homem distinto que trabalha para algum indiano ricasso e vai levar o tigre Ren de volta para a Índia, mas aceita sua proposta de viajar sozinha para outro país. Assim, uma proposta maravilhosa de pouco trabalho, muito dinheiro + turismo despreocupado com tudo pago? Qualquer um consegue sentir o cheiro de roubada nisso! Mas não a Kelsey. Uma pessoa que ela nunca viu na vida oferece uma viagem para o outro lado do mundo e ela vai, simples assim. Tudo bem, concordo que se ela não fosse, não teríamos estória, mas precisava ser tão insanamente fácil? E o bom senso, meu povo, cadê?

O segundo elemento que me incomodou, os diálogos. Ninguém fala do jeito que os personagens falam no livro. Nem Dora, a Aventureira. Mas esse é o tipo de coisa que se o leitor quiser, ele é capaz de relevar. Eu escolhi não me concentrar nos ‘ufas’ e a ausência de virgulas. O lado bom é que o texto é bem leve e despreocupado.

O terceiro ponto negativo: Ren. Você me pergunta, e com toda a razão “Blogueira, como um príncipe moreno, malhado, alto e de olhos azul cobalto, pode ser um ponto negativo?” Eu respondo “Porque ele não existe!” Ao menos não com boas intenções… o cidadão é educado, gentil, cortês, extremamente cuidadoso e protetor e fica sempre dando um jeito de ressaltar como a Kelsey é linda. Não parece um sonho? Mas nele ficou meio falso, é como se ele estivesse agindo daquele jeito para se aproveitar da garota. Um alerta-cafajeste soava na minha mente sempre que ele abria a boca no começo da estória e levei um bom tempo para conseguir desliga-lo. Não culpo a menina por adorar o tigre, mas se esforçar para não dar confiança pro homem.

Demorou, mas ele melhorou no decorrer das páginas.

Eu estou de olho em você, Ren!

Não acredito que valha a pena citar os clichês que encontrei, talvez vá soar muito rabugenta e passar a imagem de que detestei o livro. Não detestei o livro, a estória de Colleen Houck tem magia, ação (bastante ação), romance complicado (bastante complicado) e um lado místico lindo (bastante… vocês entenderam), isso tudo me encanta. Ela só não soube colocar no papel essa harmonia toda.

Acredito que ela melhorou no 2º volume, O Resgate do Tigre, e ele ainda está na minha lista de leituras imediatas. Sério.

 

xoxo e bom domingo!