Feita de Fumaça e Osso – Laini Taylor

  •     Autor: Laini Taylor
  •    Editora: Intrínseca
  •    Nº de Páginas: 384
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Daughter of Smoke and Bone
  •    Tradutor: Viviane Diniz

   Avaliação: 7,0

Pelos quatro cantos da Terra, marcas de mãos negras aparecem nas portas das casas, gravadas a fogo por seres alados que surgem de uma fenda no céu. Em uma loja sombria e empoeirada, o estoque de dentes de um demônio está perigosamente baixo. E, nas tumultuadas ruas de Praga, uma jovem estudante de arte está prestes a se envolver em uma guerra de outro mundo.O nome dela é Karou. Seus cadernos de desenho são repletos de monstros que podem ou não ser reais; ela desaparece e ressurge do nada, despachada em enigmáticas missões; fala diversas línguas, nem todas humanas, e seu cabelo azul nasce exatamente dessa cor. Quem ela é de verdade? A pergunta a persegue, e o caminho até a resposta começa no olhar abrasador de um completo estranho. Um romance moderno e arrebatador, em que batalhas épicas e um amor proibido unem-se na esperança de um mundo refeito.

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 “Era uma vez um anjo que, caído, morria no nevoeiro. E um demônio se ajoelhou ao lado dele e sorriu.”

Essa foi, de fato, uma leitura de uma ‘sentada só’. Na verdade uma deitada só, li Feita de Fumaça e Osso em apenas uma madrugada e estou feliz por não ter prolongado nada.

Vai ser difícil falar sobre esse livro sem passar a impressão errada ou não ficar repetitiva, então vou mandar tudo na lata de uma vez!

Feita de Fumaça e Osso é um livro ótimo, muito bem escrito e estava marcado para entrar nos meus favoritos… até a metade.

Não, ele não descamba na qualidade do meio para o fim, apenas se tornou o tipo de história que eu não gosto. São algumas particularidades, mas pretendo não entrar em detalhes ou spoilers metade touro, metade tigre com asas de morcego atacariam impiedosamente! Por isso primeiro vou falar do que gostei nesse livro, o que, estranhamente, não foi pouca coisa.

Esperava que Feita de Fumaça e Osso fosse apenas mais um romance sobre anjos e demônios, amor proibido e mimimis, também lembrava vagamente da autora pelo livro Blackbringer, então imaginem minha surpresa quando encontrei uma narrativa clara, bonita e ágil sem deixar de ser rica!

E seus personagens!

Temos desde os coadjuvantes bacanas, estilo Meg Cabot, ao serafim guerreiro endurecido por seu passado e possivelmente perturbado. As mina pira no mocinho perturbado!

E temos Karou, a garota-para-lá-e-para-cá.

Gosto que as mocinhas sejam capazes de cuidar de si mesmas, não fiquem esperando os outros resolverem seus problemas e tenham poderes legais para assustar seus inimigos. Karou preenche esses pré-requisitos com louvor e ainda tem o bônus de ser mega estilosa! Então, nada mais natural do que eu ficar muito chateada quando a estória que era sobre ela de repente se tornar a estória de outra pessoa. Não que não tenha nada a ver com ela, mas ainda assim…

É, acertou, aquela sou eu.

A Karou mesmo foi meio deixada de lado nas soluções dos mistérios, que por si só são magníficas e totalmente merecem meu respeito, mas sério, eu senti ciúmes por ela! Não é todo dia que encontramos uma mocinha disposta a levar tiros, esfaquear traficantes e pagar cafés para lunáticos no Marrocos! Como não ficar do lado dela, meu bom povo? Como??

Estamos com você, garota!

Porém devo dizer que, mesmo que parte dessas soluções tenha me desagradado, pelo menos explicaram uma coisa que poderia realmente ter azedado o livro todo, baixado vários pontos da escala de genialidade da Laini Taylor e jogado Feita de Fumaça e Osso no poço dos YAs água-com-açúcar. O mal do romance súbito.

Já repararam que muitos livros YAs tem romances Sedex1000? Que num momento os personagens estão lá, se vendo pela primeira vez e no outro, PAH, já escolheram os nomes dos cinco filhos que pretendem ter. E quase nunca isso acontece num cenário calmo, é sempre com algum tipo de catástrofe de proporções mundiais rolando no plano de fundo e mesmo assim os dois protagonistas lindos só conseguem pensar UM. NO. OUTRO!!

Não estou dizendo que é isso que acontece em FdFeO não, mas ele é um livro tão bem bolado em feito com tanto carinho (sério, dá pra notar, a autora citou até Nietzsche!!) que um romance óbvio azedaria o molho o todo!

Enfim, eu tive que dar aquela nota, pois esse é um blog pessoal e essa é a minha opinião, mas sério, relevem ela. Leiam Feita de Fumaça e Osso pra ontem e sejam felizes, um gavriél não me faria parar de pensar nessa estória e nem um bruxis anularia o respeito que Laini e sua escrita ganharam de mim!

xoxo e boa semana
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Sete Selos – Luiza Salazar

Preferência nacional

  •   Autor: Luiza Salazar
  •   Editora: Underworld
  •   Nº de Páginas: 359
  •   Edição: 1
  •   Ano: 2011
  • Avaliação: 8,5

Lara Carver é uma jovem de 21 anos que trabalha para a Agência, um local especializado em estudar, localizar e conter fenômenos paranormais. Um evento inesperado tira Lara do conforto da Agência em Londres e a leva para Paris, onde ela descobre que uma força muito além de qualquer coisa que a Agência já enfrentou assolou a cidade à procura de um artefato milenar. Lara precisa se unir então a um velho amigo e ex-agente, Jason e a um demônio, Lucius, inimigo declarado de Lara desde sua infância, para descobrir quem está atrás do artefato e porque ele é tão importante. No entanto, a jornada de Lara vai lhe mostrar coisas que ela jamais esperava: sobre perigo, amor, amizade e acima de tudo, sobre os estranhos e poderosos segredos do seu próprio passado.

Devo dizer que comecei a leitura de Sete Selos com dois pés atrás. Eu tinha acabado de ler Sete Vidas (quanto 7!) e estava meio escaldada pela péssima experiência.

Mas Sete Selos foi uma ótima surpresa! Estou apaixonada pela Lara, no bom sentido, e pelo Lucius, no melhor sentido.

A Agente Carver é uma profissional talentosa phoda com um pendor para problemas. Logo de cara percebemos isso pelo seu relacionamento com um dos superiores, Arthur Knox. Os dois se desprezam e realmente acham que a Agencia seria melhor sem o outro. Apesar das suas atitudes pouco ortodoxas em campo e da sua recente suspensão, Lara é a queridinha do diretor da Agencia de Londres, Big Nick.

Por isso, quando algo assustador e inexplicável acontece em Paris, Nick convoca Lara e Lucius para investigar. Lucius é um demônio gostoso, filho de Lúcifer, o primeiro anjo caído. Ele também matou o pai de Lara quando ela era pequena.

Apesar de seus protestos, Lara admite que a ajuda do demônio é imprescindível. Só ele tem pistas do que assolou uma catedral em Paris e matou seu bispo.

Aos dois se junta Jason, o melhor amigo gostoso de Lara, ex-agente e ‘filhão’ do Big Nick. Quando os três voltam a Londres para se prepararem para a investigação, uma Gárgula os ataca e destrói parte da Agencia, deixando bem claro que quem quer que tenha atacado a igreja, não os quer se metendo.

Viajando pela Europa, Lara descobre que o responsável é um anjo. E não um anjo qualquer, Gabriel. Ele quer possuir o Livro dos Sete Selos, escrito por Lilith, e assim aniquilar a humanidade.

No meio da história surge Roseanne, uma amiga linda e loira de Jason. Lara sente que deveria desconfiar de suas ótimas intenções, mas a garota é maravilhosa demais para levantar qualquer suspeita. E ela tem coisas mais importantes para se preocupar, o lance todo com o Gabriel, Lucius que a cada dia parece mais encantador e seus horríveis pesadelos que mais parecem visões.

Ela não tem nem ideia de que o buraco é mais fundo do que parece.

Bom, contrariando algumas expectativas, eu amei o livro! Ele tem alguns erros, repetições de palavras e frases muito compridas, sem virgula. Mas eu meio que peguei o ritmo dele, e logo me acostumei ao seu estilo. Sim, a autora pode melhorar algumas coisas, mas só ortográficas porque a estória é impecável.  Senti falta de umas cenas hot com o Lucius (eu disse que me apaixonei por ele), mas vou esperar pacientemente, rs.

#mentira

Até porque quando eu acabei de ler, alguém condenado ao inferno me disse que não tinha continuação, daí eu fiquei ligeiramente assim:

Por que?

Fiquei um tempão me remoendo, doida pra descobrir o telefone da Srta. Salazar e obriga-la a escrever logo a continuação. Alguém sabe quanto custa um telefonema pro Canadá? Até que, felizmente, fui informada de que vai ter um seguimento. #ufas

Abraços e leiam Sete Selos. Já!