A Rebelde do Deserto – Alwyn Hamilton

Rebelde

  •     Autor: Alwyn Hamilton
  •    Editora: Seguinte
  •    Nº de Páginas: 288
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: Rebel of the Sands
  •    Tradutor: Eric Novello

   Avaliação: 5,0

O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher.

Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele.

Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por lhe revelar o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.

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Depois dessa sinopse eu tinha certeza que não restaria outra coisa a fazer a não ser amar esse livro. É algo do misterioso Oriente Médio com cavalos mágicos. Cavalos mágicos. Quem não tem feelings de A Corrida de Escorpião???

É difícil falar sobre um livro que não te chamou a atenção, apatia é uma grande estraga prazeres. Se você amou a história vai ficar igual uma tonta apaixonada falando de todas as vantagens do livro e tentando converter as pessoas à sua volta (quem nunca?). Ou se você odiou e utiliza todo o seu estoque de sarcasmo, arrogância e pesquisa cientifica  no Wikipedia para mostrar que aquela história nunca deveria ter saído da cabeça do autor (todo mundo já fez isso).

Agora, e quando o livro não fede nem cheira?

A busca da Amani por liberdade acaba virando uma odisseia por um caminho longo e confuso, com um mocinho (?!) tão confuso quanto. Tem horas que eles se dão super bem, nas outras estão tentando se livrar um do outro, alternadamente.

Esse livro simplesmente não foi para mim. A mistura de árabe com faroeste não rolou, deixou tudo esquisito demais, e não um esquisito deliberado, um esquisito tipo “a autora não soube dosar o ambiente”. Não foi  nem árabe demais (será que esse é o nome certo?) nem faroeste o suficiente, e nós nem temos tanto tiroteios assim! Eu queria tiroteios!! #aloucaquersangue

Não que não tenha ação, sim temos. A autora gosta de nos deixar ansiosos com grandes perseguições em que tudo, sério, qualquer coisa pode acontecer! Logo no começo a Amani mostra que não tem medo de sujar as mãos e que não é nenhuma gata borralheira pros tios e primos. Na boa, com uma família daquelas nem precisa de outro vilão na história…

Um enredo caminhando na linha do OK, sem ser pobre, mas sem nada que merecesse um NOSSA!! Faltou ousadia na hora de adicionar clímax. E tem o pequeno probleminha do romance instantâneo que pra mim JÁ-DEU. Como essas heroínas encontram o homem das suas vidas rápido minha gente, fico pasma!

Pensando bem, talvez qualquer livro lido após Uprooted, da Naomi Novik, ficaria sem graça para mim. Acho que o problema foi muito mais eu, a leitora sem paciência para uma história água com açúcar, do que o livro em si.

Leiam por sua conta e risco, não posso prometer nada…

Aliás, não leiam, invistam seu tempo (porque tá difícil arrumar um pouco) e leiam A Fúria e a Aurora.

xoxo

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O Substituto – Philippa Gregory

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  •    Autor: Philippa Gregory
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 272
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: Changeling
  •    Tradutor: Eric Novello

   Avaliação: 4,5

Dotado de beleza e inteligência fora do comum, Luca Vero foi visto com desconfiança durante toda a vida… até que o jovem é acusado de heresia. Para escapar da fogueira, aceita se tornar membro de uma Ordem misteriosa cujo objetivo é investigar estranhos relatos que assombram o mundo cristão. Para vencer seus inimigos, Luca se une a uma aliada improvável – Isolde, de 17 anos, fora aprisionada como abadessa de um convento cujas freiras sofrem constantes ataques de histeria. Além disso, os dois precisam combater a crescente atração que sentem um pelo outro. Ou podem acabar num inferno jamais imaginado.

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Quanto mais penso nesse livro, mais a nota vai caindo…

Vocês sabem que eu amo romances históricos, vocês também estão cientes que acho a sra. Philippa Gregory uma gênia no que diz respeito a deixar a era medieval mais acessível e empolgante. Dizer que eu amei de paixão O Substituto como todos os outros livros da Philippa é mentira. Mentira des-la-va-da.

Aliás, sinceramente, sinto cheiro de ghost writer aí, um bem ruinzinho. Fico imaginando o diálogo da Philippa com seu editor, ele batendo o pé dizendo que ela TEM que entrar na onda dos YA, ela negando, sabiamente falando que o negócio dela são histórias adultas e que ela não tem nem ideia de como fazer isso. Daí o danadinho do editor diz “Deixa isso comigo”.

E a m#%$@ tá feita.

Uma coisa que não se pode negar é que, como nos demais livros dela, Philippa fez uma pesquisa monstruosa. A ambientação na idade média é impressionante, tem fatos, curiosidades, detalhezinhos que te transportam para aquela época. Acho que, boa nerd que sou, isso é o que mais gosto em romances históricos, aprender como era.

Como imagino Isolde... Aliás, The White Queen é baseado nos livros da Gregory e você deveria assistir, pra ontem!

Como imagino Isolde… Aliás, The White Queen é baseado nos livros da Gregory e você deveria assistir, pra ontem!

Acho que, de certa forma, pequei em ficar com o mantra “os outros livros da Philippa” na minha cabeça. Deveria ter ao menos tentado relaxar e desvincular a leitura, mas é DIFÍCIL! Uma amiga, também fã dos livros sobre a corte dos Tudor, vendo que eu estava com O Substituto em mãos já perguntou “Está amando, né?! É da Philippa!”. Entenderam o drama?

Digamos que no começo pensei “Nossa, super legal, o Luca vai ter espaço pra mostrar o quão genial ele deve ser e ainda chutar alguns traseiros sobrenaturais!” Mas então percebi que o grupinho dele estava mais para um episódio particularmente chato de Scooby Doo.

De qualquer forma o livro inteiro ficou meio sem pé nem cabeça. Não teve ritmo, o climax foi beeeem antes o fim deixando a conclusão sem sal nem açúcar, tipo jogada lá. Foi estranho, no mínimo, e só serviu pra aumentar minhas suspeitas de ghostwriterismo rolando. Sério, foi ruim assim. 😦

A proposta dos personagens era muito boa, tanto Luca quanto Isolde (nome que eu acho lindo, por sinal) tinham tudo para serem fod%$, mas não rolou. O fim do mistério da Abadia não foi o fim do livro, desculpa, é meio que um spoiler isso, mas argh, estou tão indignada com essa perda de ritmo num livro que tinha tudo pra ser super legal, que não me aguento!

Sinceramente, se vocês querem algo medieval com freiras diferentes, leiam Grave Mercy (Tem resenha!!), Perdão Mortal aqui no Brasil, e sejam felizes.

xoxo e bom meio de semana!

Eva – Anna Carey

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  •  Autor: Anna Carey
  •   Editora: Record
  •   Nº de Páginas: 288
  •   Edição: 1
  •   Ano: 2013
  •   Título Original: Eve
  •   Tradutor: Fabiana Colasanti
  •   Avaliação: 5,5

A guerra dos sexos está apenas começando… No futuro, uma praga mortal aniquilou a população da terra. Homens e mulheres seguem segregados. Os meninos são mandados para campos de trabalho forçado. As meninas, para Escolas onde aprendem uma profissão chave na reconstrução mundial. Mas as aparências enganam… E Eva está prestes a descobrir que a verdade pode ser muito mais terrível do que o vírus que varreu seu país. Está prestes a descobrir que seu futuro pode ser mais parecido com a da primeira mulher a levar seu nome…

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 A Eva era uma menina que tinha uma vida simples, preto no branco, repleta de verdades inquestionáveis como:
  • O Rei é bom, mas:
  • Homens no geral são maus;
  • Tudo de ruim é culpa dos homens;
  • Nada, nada do que os homens dizem é confiável;

E regras bem fáceis de serem seguidas, por exemplo:

  • Mantenha distância de homens;
  • Não importa o que aconteça, não chegue perto de homens;
  • Sério, fuja deles;
  • Evite matilhas de cães selvagens, eles podem almoçar você;
  • Mas, sério, evite mais os homens;

Porém, apesar de todas as horas gastas ensinado essa criatura coisas assim, adivinha a primeiríssima coisa que ela faz quando fica sozinha?!

Tá, tudo bem, não foi a primeira coisa, mas depois de algumas decisões ruins sem qualquer ligação com gêneros, a Eva encontra um garoto e… faz o favor de se apaixonar por ele.

A questão é, se a autora tivesse sido mais razoável na parte do que as garotas aprenderam a pensar, isso não seria um problema tão grande. Só que até na literatura! Quero dizer, todos eles de repente se tornaram Sauron, Voldemort, Valentin, Presidente Snow e George R R Martin, todos  super vilões em qualquer circunstancia. As meninas sofreram lavagem cerebral durante toda a vida e, depois de um incidente nem de longe tão traumatizante quanto a Eva fez parecer (again, minha opinião), ela simplesmente botou isso de lado na primeira oportunidade! (!!!!)

É por isso que meu personagem preferido é o urso

Não sei, eu não consegui entrar no livro, os personagens simplesmente não abriram a porta e, depois de começar com o pé esquerdo, não tive vontade de botar a bendita porta abaixo com machadadas. Coisa que estou acostumada a fazer, diga-se de passagem.

Talvez um leitor afortunado tenha simpatizado mais com a Eva e aproveitado melhor a leitura, mas a todo o tempo eu ficava pensando “O que raios essa menina está fazendo?? Ela quer morrer?? Ela quer matar o Caleb?? Ela quer matar o urso?!!! Por que ela não deixa a Arden ser a personagem principal só por um ou dois livros??” Isso meio que acaba com a leitura da gente.

Caí do cavalo

De qualquer forma, os personagens secundários e as coisas surpreendentes que acontecem  com eles valem a pena.  Por exemplo Arden, ela tinha tudo para ser uma nada na estória, mas a relação dela com Eva me interessou mais do que o romance de Eva e Caleb. Ah, Caleb por que você tinha que ser tão altruísta? Por que você não podia deixar a Eva se ferrar uma vez ou outra, só para ela aprender a ser mais esperta?

Créditos onde devem ser colocados, eu gostei do enredo de Eva, uma distopia meio Peter Pan, não exatamente óbvia, ainda que irritante, em alguns pontos. Sempre achei interessante ler sobre acontecimentos tão catastróficos que mudassem completamente a face de uma nação. Devo ser meio mórbida, mas na nossa sociedade, tô falando do Brasil, ok?!, não passamos por isso, não faz parte da nosso cotidiano a muitos anos e, ainda que tenhamos tido marcos históricos, nada que se comparasse a uma praga que limparia o país de praticamente todo mundo! Simplesmente não consigo imaginar como seria assim. Vocês conseguem?

Enfim,  Eva foi um livro pela metade, uma boa ideia mal aproveitada. Com tudo que li só fiquei com a sensação de pois é, mais um, coisa que me deixa mal, porque não posso amar nem odiar um livro medíocre e eu meio que gosto de ter sentimentos extremos em relação aos livros. Faz sentido?

Boa semana sweeties!

xoxo

A Elite – Kiera Cass

The Elite

  •    Autor: A Elite
  •    Editora: Seguinte
  •    Nº de Páginas: 360
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2013
  •    Título Original: The Elite
  •    Tradutor: Christian Clemente

   Avaliação: 4,5

PERIGO! PERIGO! Essa resenha pode ou não conter spoilers de A Seleção. Certifique-se de ter todas as credenciais da imprensa Real em mãos e a leitura em dia antes de continuar. Ou não.

A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Só uma se casará com o príncipe Maxon e será coroada princesa de Illéa. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Quando ela está com Maxon, é arrebatada por esse novo romance de tirar o fôlego, e não consegue se imaginar com mais ninguém. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto, dominada pelas memórias da vida que eles planejavam ter juntos.

America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer — e ela está prestes a perder sua chance de escolher. E justo quando America tem certeza de que fez sua escolha, uma perda devastadora faz com que suas dúvidas retornem. E enquanto ela está se esforçando para decidir seu futuro, rebeldes violentos, determinados a derrubar a monarquia, estão se fortalecendo — e seus planos podem destruir as chances de qualquer final feliz.

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Primeiramente, como vocês podem notar, eu não morri. Sim, é difícil atestar isso depois de tanto tempo de vergonhosa ausência, explicada simplesmente com um: eu precisava. Confesso que cheguei a pensar em tirar o blog do ar, não queria que o meu, o seu, o nosso IYRDIW ficasse cheio de lacunas, paradão. A culpa de voltar a escrever aqui é inteiramente de Natália Pacheco, a parsa do Vire a Página, então agradeçam ou taquem políticos podres nela, vocês que sabem.

Enquanto a resenha não começa, um sneak peek na progressão da estória de A Seleção para A Elite:

Pronto.

Ahhhhh A Elite! Mais America, ahhhhhhh, mais Aspen ahhhhhh, mais Maxon! AHHHHHHHH Mais vestidos e purpurina e coisas bonitas e…

Sim, A Elite foi uma grande decepção literária para mim. Não sei se acabou a fase do namoro com A Seleção, que me deixou meio hipnotizada, confesso, ou se a autora perdeu a chance de fazer um livro brilhante.

Vamos começar pelo ponto principal. O Príncipe Maxon desse livro não é o mesmo Príncipe Maxon de A Seleção, não pode ser, trocaram eles. Eu sei que as pessoas mudam, principalmente quando são aborrescentes, mas a diferença é tão gritante que teria me feito duvidar de tudo o que vi antes se não tivesse lido A Seleção duas vezes. Aquele cara fofo, gentil e meio inseguro agora está falso, beirando a canalhice, completamente não-Maxon. É como se a autora estivesse nos empurrando, forçando para um dos lados do triangulo, justamente a coisa mais legal e não se fazer!

Mas é meio que um tiro no pé se formos considerar a outra ponta: Aspen. O coitado é tão inexpressivo que eu mesma o coloquei na friend-zone pela America, simplesmente não dá! Cadê aquele moço cheio de paixão, pronto pra brigar pela mocinha e ganhar a beijos o seu coração (e o nosso) de volta?? Cadê, meu povo, CADÊ?

Sem contar nas alternativas completamente aceitáveis que foram surgindo do nada, de uma hora para outra, numa forma de garantir o final feliz de todo mundo.

Lembra que disse assim?

Ela [America] é uma ótima protagonista, um pouco enrolada até, mas honesta consigo e com os outros. É bom variar um pouco e ter uma mocinha que não é A Garota Que Esconde Vários Segredos do Mundo. 

Agora a indecisão dela é, pra dizer o mínimo, irritante. Ok, irritante é a fila do McDonalds, a America me dá vontade de bater com a cabeça repetidas vezes numa parede de concreto. A dela, não a minha. Ela se tornou exatamente o que achei que não seria, a típica mocinha YA. O mundo inteiro explodindo e ela lá “Ó céus, com quem fico?”,  tudo isso me revolta!

Falando em revoltas, temos mais rebeldes. E aulas da história de Iléa. Nada que tire o foco do principio ativo do livro, mas a tentativa de expandir o enredo de Cass foi boa, sem as constantes invasões do castelo, ou as informações cruciais que America descobriu a respeito do fundador do reino, a estória ficaria girando a esmo, entre uma transmissão do reality show a outra. O show esquentou as garotas tem tarefas de princesa a cumprir e os olhos de todo o país, e de outros também, estão voltados para elas, gera um certo drama, mas ainda preferiria uma coisa mais adulta.

Enfim, o clima juvenil demais tirou meus suspiros, simplesmente não me envolvi tanto com a trama como havia antes, sinto que só vou ler The One porque preciso saber como o tormento acaba.

xoxo e bom meio de semana

Blindfolded – J. Marins

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  •    Autor: J. Marins
  •    Editora: Novo Século
  •    Nº de Páginas: 248
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Nacional
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 5,5

MIRE-SE BEM. PORQUE VOCÊ PODE ESTAR COM OS OLHOS VENDADOS. “Não descansarei enquanto existir uma única antena HAARP enviando os seus feixes de ondas hipnóticas para os bilhões de humanos robotizados. Aviso ao Chefe do Governo Mundial para guardar na memória os rostos dos seus colegas da LUZ, pois vou conferir o óbito de cada um deles. Meu nome é Brenda Slava, e eu recebo salário da morte para fazer isso.”

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Hey pretties!

Eu meio que tenho uma queda por teorias da conspiração, tá, meio é ser gentil, eu me amarro numa estória bem louca que aponta para a dominação das massas por meios escusos, geralmente arquitetados por governos ou empresas importantes. Também olho para celulares com desconfiança e acredito que as redes sociais estão aí pra nos espionar e juntar informações para um grande, grande plano. A maioria das pessoas vê essas ideais como loucura, mas justamente é essa a genialidade da coisa! Ninguém suspeitar que está sendo dominado…

Blindfolded vai mais longe, para a estória nem em 2013 estamos, só acreditamos estar. O Governo Mundial calibra nossas mentes com informações necessárias para vivermos conforme seu plano, em seu tempo, sem falhas. Até a guerra com rebeldes da Cidade da Liberdade é mascarada como ataques terroristas no Oriente Médio. Poucas pessoas formam obtém uma quantidade de livre arbítrio suficiente para poder criar coisas novas, e menos pessoas ainda recebem informações para poder controlar a grande massa.

No momento em que li isso me peguei pensando em como essas pessoas privilegiadas se sentiam sabendo da verdade, ou parte dela. Além de mentirem para basicamente todo mundo, como não ficar paranoico de, de repente, ser cortado da lista vip?

O que me faz lembrar de toda a arquitetura política, de não saber quem é mocinho e quem é bandido, da facilidade que o autor me fez mudar de opinião constantemente sobre as intenções de praticamente todos os personagens e em como tudo isso me obrigou a chegar o mais rápido possível no final.

Porém nem tudo na vida são flores com mensagens subliminares!

Ler repetidas vezes sobre o corpo escultural de Brenda na-mesma-página-por-todas-as-páginas-no-livro-inteiro cansa demais, a não ser que você seja um homem e necessariamente tenha a mentalidade de uma colher de chá. Confesso que meus neurônios sobrecarregados me ajudaram selecionando e apagando essas partes depois de um tempo, para que eu pelo menos conseguisse continuar a leitura, mas ainda acho uma falta grave. Ouvir falar tanto dos glúteos firmes, das pernas poderosas, da silhueta esbelta e da perfeição da ‘comissão de frente’ não contribuiu em nada para mudar minha cara de paisagem toda vez que o nome Brenda era mencionado. É, foi crítico assim.

Mas vamos que vamos!

Distopia inteligente e ousada, Blindfolded surpreendeu em dois sentidos. Mesmo se deixássemos de lado o restante do livro, só o enredo já seria o suficiente para te fazer pensar e se a sua mente não fosse sua? Como se libertar? Se pudesse se libertar, você iria? Porém a narrativa óbvia, pobre e repetitiva matou meu entusiasmo, meio que não aguento mais ouvir falar de Brenda Slava, tipo… mesmo!

Não sei se, com tantas coisas que fazem bem mais o meu estilo por aí, vou me aventurar na continuação de Reação e descobrir mais sobre HAARP.

xoxo e bom meio de semana!

A Última Princesa – Galaxy Craze

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Como amo essa arte de capa e suas cores!

  •   Autor: Galaxy Craze
  •    Editora: iD
  •    Nº de Páginas: 248
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: The Last Princess
  •    Tradutor: Tatiana Maciel

   Avaliação: 5,0

Quando um revolucionário implacável decide tomar o poder, ele faz da família real seu primeiro alvo. Muito sangue é derramado no Palácio de Buckingham e apenas a Princesa Eliza, de 16 anos, consegue escapar.

Determinada a matar o homem que destruiu sua família, Eliza se junta às forças inimigas, disfarçada. Ela não tem mais nada pelo que viver a não ser vingança. Até conhecer alguém que lhe ajuda a lembrar o que é ter esperança – e amar – outra vez. Agora ela precisa arriscar tudo para que ela não se torne… a última princesa!

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Iniciei essa leitura cuidadosamente, não sabia muito o que esperar desse livro, ou melhor, não sabia o que esperar da autora. Vamos combinar, né, o nome da pessoa é Galaxy Craze, qualquer semelhança com alucicrazys de plantão provavelmente não é mera coincidência! Brincadeira, esse é o nome de verdade da autora e após ver algumas de suas entrevistas descobri que de crazy ela não tem nada! (Super encorajo todos a procurar por ela no Google e ler seu material)

Porém foram essas entrevistas -uma em particular, para o The Independent- que me levaram na direção errada. Galaxy (tá, vou admitir que agora que sei que esse é o nome de verdade dela, achei muito *oda!) diz que uma narrativa sem sentimento, poesia e beleza, é uma narrativa perdida, uma coisa desleixada. Eu não poderia concordar mais com ela! Acredito que não devemos levar em conta apenas a ideia do livro, mas também a sua execução. Isso inclui o enredo E a narração e sempre que leio uma obra deficiente desses elementos sinto que estou lendo uma coisa pela metade.

Então pronto, sabendo que a mulher tem uma visão parecida com a minha fiquei toda animada, elegi uma nova diwa e me joguei de volta na leitura de A Última Princesa.

Foi mais ou menos como bater propositalmente a cara numa parede de concreto.

Não só a narrativa do livro não tem nada da beleza e poesia que a autora tanto preza (e pela qual ficou conhecida no livro By The Shore) A Última Princesa parece um rascunho esquecido num canto, sem revisão de texto ou o mínimo de requinte. O resultado foi uma coisa amadora.

Completamente frustrante.

E como se não bastasse, o enredo revelou não ser lá essas coisas também. Uma mistura de Revolution (série de TV) com Branca de Neve e o Caçador que até poderia dar certo, mas depois da promessa de uma estória original e empolgante na sinopse, o gosto que ficou foi de já vi isso antes no céu da boca.

Créditos onde devem ser colocados, a ambientação é impecável, coisa de quem cresceu naquilo e tem segurança para falar em detalhes de Londres e seus prédios históricos. Não tive problemas em me transportar para o mundo estilhaçado de Eliza e caminhar pelos mesmos lugares que ela. Aliás, Eliza e Wesley, Mary e Jamie, Portia e Polly e todos os outros personagens são muito bem construídos, eles agem como pessoa de verdade e de acordo com sua idade e posição e… Wesley… bem, vamos só dizer que mesmo se o loirinho ficasse quieto com a sua farda num canto ele ainda seria um show à parte!

“-Onde está a outra? Sua irmã? – o guarda berrou para Mary, mas ela não disse nada. –Vasculhem o quarto – ordenou para o soldado atrás dele.

O jovem rapaz veio na direção do armário e abriu a porta. Ele parou quando nos encaramos.

-Está vazio – ele disse um momento depois, com seus olhos verdes brilhando. E então fechou a porta do armário me deixando cercada pela escuridão outra vez.”

Sacaram?

Vale lembrar que é uma leitura ágil e que prende, ou pelo menos acho que é. Li de uma vez só em poucas horas, tomada pelo frenesi do ‘isso não está acontecendo, você deveria ser tão bom! Quando você vai melhorar??’

Enfim, eu, a garota que vos escreve, tinha grandes esperanças para esse livro e só porque elas não foram correspondidas não quer dizer que você, a boa alma que leu até aqui, vai ficar tão decepcionado quanto eu. De repente você até se apaixona pela Eliza! Então me resta aguardar a continuação (ainda sem título definido) e admirar a capa belíssima, de longe.

xoxo e bom fim de semana e

The Tiger’s Voyage – Colleen Houck

  •   Autor: Colleen Houck
  •    Editora:Sterling Publishing 
  •    Nº de Páginas: 548
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2011
  •    Título Previsto: A Viagem do Tigre
  •    Tradutor: 
  •    Avaliação: 6,0

Um spoiler alado, de 30 metros de comprimento, muito zangado e cuspindo fogo aguarda as pobres almas, desprovidas da leitura de O Resgate do Tigre, que ousarem adentrar nessa resenha!

Com a batalha acirrada contra o vilão Lokesh se desenrolando, Kelsey tem o coração partido mais uma vez: após a experiência traumática que enfrentou, seu amado Ren não se lembra quem ela é. À medida que o trio continua sua busca, agora desafiando cinco astutos e duvidosos dragões, Ren e, mais uma vez Kishan, disputam seu coração, deixando Kelsey mais confusa do que nunca. Repleto de perigos, cheio de magia, e com ainda mais romance, The Tiger’s Voyage leva Kelsey e seus dois príncipes-tigre um passo mais perto de quebrar a maldição.

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Eu sei! Vou para o cantinho da vergonha, sentar virada pra parede sem conversar com os coleguinhas por uma semana! Mas me empolguei estruturando essa resenha e queria muito mostrar para vocês a versão plus primeiro. (O Skoob não nos permite gifs e excessos de comportamento, então…)

Se joga!

The Tiger’s Voyage (terceiro volume de A Saga do Tigre, chegará ao Brasil como A Viagem do Tigre em Novembro) tem dois lados, a aventura e o romance, que se combinam não tão perfeitamente assim. Um verdadeiro ioiô literário. A leitura oscilou o tempo todo entre ótima e péssima, me jogando de um lado para o outro como um brinquedo, confundindo e não permitindo formar uma opinião concreta sobre o livro.

Indeed até agora não sei o quanto amei e detestei The Tiger’s Voyage.

Então vamos começar com dois fatos simples e irrefutáveis:

1. Mais uma vez, Houck nos presenteia com pesquisa, MUITA pesquisa.

As pessoas próximas me questionam, em um momento ou outro, sobre o que eu ganho lendo tanto… a resposta é sempre a mesma: conhecimento. Eu sei, eu sei, esse blog é voltado para literatura jovem, fantasiosa e muitas vezes puramente prazerosa. Mas pra mim, nada melhor do que aprender se divertindo, desde absorver fatos do comportamento humano a conteúdo acadêmico mesmo.

E a Collen faz a lição de casa dela como ninguém. Não importa o assunto, a senhora do tigre de pelúcia branco coloca todas as informações disponíveis e cria o cenário mais preciso possível!

2. “É uma verdade universalmente conhecida que um leitor em posse de O Resgate do Tigre deve estar de coração partido.”– Mrs. Bennet. (Ou alguma coisa assim)

O grande problema é o conjunto principal (o triangulo, a rejeição, a superproteção e a incerteza) completamente Crepúsculo! Nada contra Bonita, Eduardo e Jacó, só que essa estória JÁ EXISTE e é impossível não ver a influência da saga da Meyer em todo o relacionamento de Kelsey, Ren e Kishan. Nesse terceiro volume ele beirou perigosamente a cópia em certos pontos… Preferia muito mais quando era só Kelsey e Ren juntinhos no Oregon, super amor e fofura. O Kishan pode vir aqui pra casa, que eu cuido dele!

Falando no príncipe/tigre nº2, Kishan ficou totalmente descaracterizado nesse volume, perdeu seu jeito ‘safado’ e provocador, virou só mais um cara bonzinho… inho. Colleen explorou o Ren dominador e esqueceu que o irmão era feito do mesmo material a principio. O moço se tornou um mero acessório na mente de Kelsey, um fantasma no relacionamento dela com Ren , o testa de ferro das aventuras! E um tanto quanto… bobo.

“Eu não tenho ideia do que estou fazendo, mas pelo menos estou aqui. Me ame”

Eu tento, juro que tento não me importar com os triângulos amorosos, mas tem horas que não dá! Principalmente um tão capenga assim… Kelsey deixou claro que ama Kishan, mas não daquele jeito, ou seja, ela fica com ele num surto psicótico e depois não admite para o moço seus reais sentimentos por teimosia/covardia! Acredito que o romance da estória seria maravilhoso e incrível se fosse protagonizado apenas por Kells e Ren (mais TODOS os conflitos não-correspondentes-a-terceiros inclusos). Parece que muitos autores estão pensando que triangulo amoroso é fórmula infalível para sucesso!

“Isso geralmente funciona…”

Infelizmente não é assim e só me resta rezar à Durga para botar um pouco de juízo na cabeça da menina.

‘If you try to fail, and succeed, which have you done?’ Ren. (Se você busca falhar, e tem sucesso, o que você conseguiu?)

De qualquer forma, Colleen teve mais segurança nos diálogos desse livro, deixou para trás as fraldas das conversas ‘sessão da tarde’ e manteve um nível natural. Quer outro fato? Kelsey e Ren tem uma discussão… e foi a melhor discussão EVER! Deu pra ver as faíscas saindo da tela e eu estava quicando na cadeira, tendo uns chiliques nervosos pra saber como ia acabar!

Enfim, não posso dizer que não aproveitei a leitura de The Tiger’s Voyage e que estou numa onda completamente indiana no momento, mas esperava mais. Bem mais.

The Tiger’s Destiny sai só em Setembro desse ano, o que me dá bastante tempo para acalmar os ânimos e pensar em outros Rens… digo… personagens! Confesso que me deu certo alívio, porque, me conhecendo, se houvessem outros 3 livros já disponíveis eu não conseguiria parar de lê-los! Finalmente:

Estou livre!!!

A Maldição do Tigre – Colleen Houck

A capa é um show à parte

  •    Autor: Colleen Houck
  •    Editora: Arqueiro
  •    Nº de Páginas: 352
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2011
  •    Título Original: The Tiger’s Curse
  •    Tradutor: Raquel Zampil
  •    Avaliação: 5,0
Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço. Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem.
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P.S. de início: Não grudem chiclete no meu cabelo, liberdade de expressão é super legal e até as piores blogueiras merecem desfrutar disso!

Vocês conhecem um pouco sobre a Índia? Eu nunca fui para lá, mas coleciono relatos de gente que foi (e voltou), jornais que conhecidos me mandam por correspondência e livros de viagem dissecando cada elemento do país. A primeira coisa que todos eles me dizem é a discrepância do povo, entre o povo. Explicando de forma rápida: de um lado você tem gente coberta de ouro, seda e requintes e, sem atravessar a rua, dá pra achar esgoto a céu aberto.

Não vamos levar minhas palavras ao pé da letra, ok? Mas elas vão me ajudar a ilustrar o que senti lendo esse livro.

Dizer que A Maldição do Tigre me decepcionou é simplificar demais as coisas. Esperava muito mais do livro do que realmente achei lá? Sim, com certeza. A estória me envolveu? Mais certeza ainda.

É como se o background, os elementos coadjuvantes da estórias fossem excepcionalmente desenvolvidos, e o main lead,  a parte principal, azedasse tudo. A ambientação na índia, a imersão em seus costumes, crenças e pensamentos me levaram a sentir o cheiro de curry exalando das páginas. Esse lado da leitura fez com que me sentisse mais próxima de meus amigos indianos e serviu para demonstrar, mais uma vez, o quanto a PESQUISA é importante ao se escrever um livro.

Mas daí vem a Kelsey, e o Ren, e a irrealidade das escolhas da menina, e os diálogos infantis, e os clichês de matar. Não consegui acreditar que estava lendo um livro tão contrastante! A ideia principal, da garota que entra na luta para quebrar a maldição de um príncipe, UM PRÍNCIPE, preso no corpo de um tigre é tão legal, mas TÃO LEGAL, que eu queria levar pessoalmente o livro de volta para a autora e pedir para ela rever seu texto.

Nossa protagonista em um ponto muito forte, a coragem. Porém foi sua falta de noção me revoltou. A Kelsey não conhece o Sr. Kadam, o homem distinto que trabalha para algum indiano ricasso e vai levar o tigre Ren de volta para a Índia, mas aceita sua proposta de viajar sozinha para outro país. Assim, uma proposta maravilhosa de pouco trabalho, muito dinheiro + turismo despreocupado com tudo pago? Qualquer um consegue sentir o cheiro de roubada nisso! Mas não a Kelsey. Uma pessoa que ela nunca viu na vida oferece uma viagem para o outro lado do mundo e ela vai, simples assim. Tudo bem, concordo que se ela não fosse, não teríamos estória, mas precisava ser tão insanamente fácil? E o bom senso, meu povo, cadê?

O segundo elemento que me incomodou, os diálogos. Ninguém fala do jeito que os personagens falam no livro. Nem Dora, a Aventureira. Mas esse é o tipo de coisa que se o leitor quiser, ele é capaz de relevar. Eu escolhi não me concentrar nos ‘ufas’ e a ausência de virgulas. O lado bom é que o texto é bem leve e despreocupado.

O terceiro ponto negativo: Ren. Você me pergunta, e com toda a razão “Blogueira, como um príncipe moreno, malhado, alto e de olhos azul cobalto, pode ser um ponto negativo?” Eu respondo “Porque ele não existe!” Ao menos não com boas intenções… o cidadão é educado, gentil, cortês, extremamente cuidadoso e protetor e fica sempre dando um jeito de ressaltar como a Kelsey é linda. Não parece um sonho? Mas nele ficou meio falso, é como se ele estivesse agindo daquele jeito para se aproveitar da garota. Um alerta-cafajeste soava na minha mente sempre que ele abria a boca no começo da estória e levei um bom tempo para conseguir desliga-lo. Não culpo a menina por adorar o tigre, mas se esforçar para não dar confiança pro homem.

Demorou, mas ele melhorou no decorrer das páginas.

Eu estou de olho em você, Ren!

Não acredito que valha a pena citar os clichês que encontrei, talvez vá soar muito rabugenta e passar a imagem de que detestei o livro. Não detestei o livro, a estória de Colleen Houck tem magia, ação (bastante ação), romance complicado (bastante complicado) e um lado místico lindo (bastante… vocês entenderam), isso tudo me encanta. Ela só não soube colocar no papel essa harmonia toda.

Acredito que ela melhorou no 2º volume, O Resgate do Tigre, e ele ainda está na minha lista de leituras imediatas. Sério.

 

xoxo e bom domingo!

A Filha do Pastor das Árvores – Gillian Summers

Não é uma das capas mais bonitas do ano?

Não é uma das capas mais bonitas do ano?

  •    Autor: Gillian Summers
  •    Editora: Bertrand Brasil
  •    Nº de Páginas: 280
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: The Tree Shepherd’s    Daughter
  •    Tradutor: Flávia Carneiro Anderson
  •    Avaliação: 6,0
Com a morte da mãe, Keelie Heartwood, uma jovem de apenas quinze anos, é forçada a deixar sua adorada Califórnia para viver com o pai nômade no Festival da Renascença de Montanha Alta, no Colorado. Lá, coisas estranhas começam a acontecer – estranhas mas familiares. Keelie percebe que algumas pessoas do festival têm orelhas pontudas, incluindo o cavaleiro mais bonito do lugar, Lorde Sean do Bosque. Quando ela começa a ver seres estranhos e a se comunicar com árvores, descobre que existe um segredo a seu respeito e percebe que seu pai lhe deve explicações.

Faz tempo que queria esse livro. Desde que a editora anunciou seu lançamento (ano passado) que estou pipocando pelas lojas virtuais monitorando tudo. É, sou meio stalker quando fico sabendo de algum lançamento bacana. Ok, meio stalker é bondade minha. Fico obcecada prontofalei. Precisavam ver como foi quando anunciaram Cidade dos Ossos (Instrumentos Mortais – Cassandra Clare, 2010), na época eu não tinha twitter, então checava todos os dias, pelo menos duas vezes, todos os sites que provavelmente o venderiam primeiro, sem falar no sistema da livraria onde trabalhava… Enfim, no caso do livro da Cassandra, minhas expectativas piradonas foram muito bem recompensadas. No livro da Gillian, não.

Tudo porque ele é de uma imobilidade angustiante. Sabe o começo das estórias, quando os personagens principais são apresentados, o cenário é definido e você tem um tempo para se acostumar com tudo aquilo? Well, eu estava lá, serelepe e despreocupada, aproveitando essa introdução quando me dei conta de uma coisa: eu já estava na metade do livro.

Em A Filha do Pastor das Árvores demorei muito para sacar qual era a da Keelie, isso devido aos pensamentos (o livro é narrado em 3ª pessoa, mas focado unicamente no ponto de vista dela) da garota não condizerem com as suas atitudes. E de um jeito meio repetitivo. Do tipo “Por que você fez isso, Keelie, se até meia página atrás você estava pensando justamente o contrário?” Isso meio que arruína uma boa relação leitor-personagem, porque não dá pra se identificar com um personagem que você não conhece. A não ser que seja um imprevisível, dos tipos que circulam os livros de George R. R. Martin ou Licia Troisi. Mas ai já é outro caso…

Well, as coisas começaram a esquentar lá pela página 199, quando o Barrete Vermelho, um duende poderoso e maligno, mostra a que veio e a quantidade de caos que consegue causar. Keelie também acaba tento uma noção de que talvez seu dom de sentir as árvores e seus espíritos não seja uma total perda de tempo.

Como não pode faltar, o livro tem a antagonista secundaria, Elia. A moça é tão infantil e irritante que me dava vontade de tirar a Keelie do caminho e eu mesma ensinar uma ou duas coisas a sobre educação pra ela, sem ser educada!

Segura o meu Poodle, SEGURA O MEU POODLE!

Por outro lado o pai dela, um elfo sinistro, é alguém para se prestar atenção. Nesse livro, Elianard não deu muito as caras, mas algo me diz que ele terá um papel bem maior no futuro. Falando em adultos, a despeito dos adolescentes infantis e artificiais, os personagens adultos que guiam Keelie através de sua nova vida são ótimos. Coloco nessa categoria Knot, o gato. Dificilmente um gato vai ser menos que carismático nas estórias, só que Knot extrapola! Rilitros com as coisas absurdas degato que  ele aprontava pela feira, uma mistura do Lúcifer, da Cinderella com:

Por fim, vale dizer, ainda estou empolgada com a continuação. Sério. E acredito que o livro receberia uma nota bem maior se fosse maior e com mais páginas para Scott. Um cara que, na minha humilde opinião, tem bem mais a ver com Keelie do que o Lorde Sean ‘Engomadinho’ do Bosque. Elia que fique com o infeliz se quiser, merecemos um mocinho com personalidade!

Parabéns à Bertrand pelo trabalho gráfico, tradução e principalmente pela capa. É tão linda, toda emborrachada, que dá de 10 na original!

Status final: Entre na floresta, mas sem pressa.

A Série O Povo das Árvores

xoxo

P.S.: A Gillian Summers, na verdade, é criação de Berta Platas e Michelle Roper, duas escritoras americanas.

Insaciável – Meg Cabot

Me gusta capa emborrachada!

  •    Autor: Meg Cabot
  •    Editora: Galera Record
  •    Nº de Páginas: 504
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2011
  •    Título Original: Insatiable 
  •    Tradutor:  Regiane Winarski
  •    Avaliação: 4,5
Cansado de ouvir falar de vampiros? Meena Harper também. Mas seus patrões estão fazendo ela escrever sobre eles de qualquer maneira, mesmo que Meena não acredite neles. Não que Meena não esteja familiarizada com o sobrenatural. Veja, Meena Harper sabe como vamos morrer. (Não que você vá acreditar nela. Ninguém nunca acredita). Mas nem mesmo o dom da premonição de Meena pode prepará-la para o que vai acontecer quando ela conhece – e comete o erro de se apaixonar por – Lucien-Antonescu, um príncipe romeno moderno com um lado sombrio. É um lado negro que muitas pessoas, como uma antiga sociedade de caçadores de vampiros, preferiria vê-lo morto. O problema é que Lucien já está morto. Talvez por isso ele é o primeiro cara que Meena já conheceu com quem ela poderia ter um futuro. Entenda, enquanto Meena sempre foi capaz de ver o futuro de todo mundo, ela nunca foi capaz olhar para o dela própria. E quando Lucien é o que Meena jamais sonhou como namorado, de repente ele pode vir a se tornar o seu pesadelo. Agora pode ser uma boa hora para Meena começar a aprender a prever seu próprio futuro. . . Se ela ainda tiver um.

Primeiro de tudo: também estou tão indignada com a nota quanto vocês! Mas antes de, sei lá, jogar pedras ou grudar chiclete no meu cabelo, leiam o que tenho a dizer! E devo avisar que essa resenha talvez seja um pouco reveladora demais… mas é porque preciso mostrar o meu ponto!

Well, tem horas que eu sou uma tapada de marca maior, quando li o título Insaciável pela primeira vez pensei, hum, banho de sangue. Nem passou pela minha cabeça que pudesse ter algo mais hot ou +18, afinal, é a Meg, e qualquer livro adulto dela é assinado como Patricia Cabot.

Há, a tapada estava certa! A não ser que você considere ‘seios fartos’ ou ‘tanquinho’ hot demais.

A segunda coisa que pensei ao ver o livro foi Oba, mais Suzannah Simon pra gente! Ela é a protagonista da melhor série da Meg e uma das melhores séries adolescentes de todos os tempos, A Mediadora!

Não foi bem assim. Na verdade, não foi nem um pouco assim. O livro ficou devagar quaseparando na primeira metade, começando com a vida de redatora da novela Insaciável de Meena (e sua iminente promoção) indo pro brejo; mostra o completo cavalheirismo e atitudes muy honrosas de Lucien e o irritante comportamento arrogante de Alaric, o caçador de vampiros loiro, bombadão e bonitão.

Lucien sai da Romênia e vai para Nova York parar os vampiros que, contra a lei do príncipe, estão matando jovens humanas. Entenda, para ele os vampiros podem sim se controlar e beber sem matar. Ele sabe o que é violência e não concorda em nada com ela.

Alaric vai para Nova York a mando do chefe para parar os vampiros assassinos, mas acredita que será capaz de pegar também o todo-poderoso príncipe. E Meena duela com sua nova superiora, totalmente sem talento, Shoshana (alguém já viu Bastados Inglórios?). Ela quer mostrar para a magrela que, apesar de ter de enfiar vampiros e dar uma refrescada na trama, não precisam mudar a novela tanto assim.

O que Lucien não esperava era que Dmitri, seu irmão mais novo, poderia estar mais ligado com os assassinos do que dizia. Bem, Dmitri já tentou dar cabo do irmão uma vez e ficar com seu trono…

Ok, então a estória enveredou para Meena finalmente encontrar Lucian, e ir para a cama com ele.

Por acaso, o Lucien é mais ou menos assim:

É cavalheirismo demais pra uma pessoa só!

E o Alaric lá, intimidando garotas inocentes e enchendo o saco como sempre…

Alias tem até uma cena muito bizarra de quando ele, invade o apartamento da Meena pra descobrir o paradeiro do romeno e ‘revista’ a garota (só de sutiã e combinação) na frente do irmão dela! Isso não é hot, isso não engraçado. É bizarro!!

Bem, por causa desse encontro desagradável, Meena descobre que Lucien é, tipo, o príncipe DAS TREVAS! E sabendo disso ela até tenta se afastar. Mas não tenta taaaanto assim. We wont blame her!

Assim ela se torna, oficialmente, a escolhida do príncipe.

Intocável.

Ou seria se não houvesse vampiros querendo trocar de príncipe.

Isso leva a Guarda Palatina (para quem Alaric trabalha e que no livro caça monstros) além, é claro, de outros vampiros no encalço dela. O loirão aproveita e se elege o seu ‘guarda-costas’ até que seja seguro para Meena, ou seja: até que os bebedores de sangue se aniquilem!

Meena não pode deixar que isso aconteça.

Então, de repente, sem mais nem menos, o príncipe vira um escroto! DO CARA DOS SONHOS PRO IDIOTÁSSO praticamente na mesma página. Porra, Meg! Não dava pra ser mais óbvia e escrever de uma vez: caro leitor, agora é a hora de você odiar Lucian e torcer para Meena dar uma chance para Alaric. (!!!)

ARRRGH

Ok, eu não consigo não gostar do Lucien, e não tem nada a ver com ele ser um moreno altão, sério! É que ele foi sempre tão gentil e legal com a Meena que eu não posso trocá-lo por um troglodita! As briguinhas dela com Alaric não foram do tipo ‘você me irrita mas me seduz’, quero dizer, a intenção foi essa… mas não colou!

E já que estou falando tudo, sabe aqueles diálogos famosos da Meg, super inspirados e engraçados? Estou procurando eles até agora… Não que ela não tenha tentado! Ela tentou! Mas ficou tão forçado que por um momento eu realmente achei que a Meena fosse doida da cabeça…

Well, em defesa do livro, ele ainda conta com ótimos personagens: a Leisha por exemplo, melhor amiga, badass e grávida de mil meses. Ela é super confiante e realmente acredita no dom da amiga! E a vizinha vampira perua, Mary Lou. Ela é tão legal, perua, avoada e legal (!) que você passa o livro todo desejando que ela pare de fazer besteiras, com medo que a transformem numa pilha de pó!

Não posso dizer que recomendo o livro, na verdade, eu recomendo O Legado da Caça-Vampiros se você estiver afim de um casal que briga e é engraçado. Ou a série Mediadora, mas isso já estava implícito. Vou ler a continuação, Overbite, porque preciso saber o que vai acontecer e porque acredito que foi só uma errada de mão da Meg.

Então, Sra. Cabot, eu não queria ter feito essa resenha. Me corta o coração ter lido o que li, ainda mais vindo de você!

Mas você me machucou primeiro!!

No mais, vou dedicar um p.s. para o personagem que mais me chamou a atenção no livro todo:

P.S.: Jack Bauer, o cachorro.

Nunca antes, na história desse pais, um cão despertou tantas emoções em mim! Ele fica com Meena 24h por dia, achando que vai protege-la dos vampiros, só que ele é daqueles pequenos, fofos e felpudos:

No primeiro encontro de Meena quem está lá? Jack Bauer, achando que é o cara do seriado e latindo sem parar pro vampiro! SEM PARAR!

Ainda assim ele é uma coisa fofa demais para não gostarmos e totalmente querermos um igual!

Entenderam a indireta, né?

xo