O Novo IYRDIW, Desi Gusson!

Oi gente, a Desi aqui.

Alguns de vocês me conhecem por Andh, Andhromeda ou Desirée, somos todas a mesma pessoa. Piradas, hiperativas, preguiçosas, mas a mesma. Seis anos atrás comecei o que seria um dos capítulos mais importantes da minha vida: o blog Insonia, You’re Doing it Wrong. O IYRDIW.

Ele surgiu como a forma de uma garota de 19 anos extravasar suas opiniões sobre os livros que lia. O blog foi aumentando, o canal no YouTube veio complementar e várias parcerias e amizades foram firmadas. Mas, com o passar do tempo, o interesse diminuiu. Não vou mentir, a “adultice” bateu forte e aquilo que antes era uma prioridade acabou ficando de lado.

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Apenas ano passado, quando a oportunidade de publicar meu bebê apareceu, que comecei a reviver aquela vontade de retomar meu blog querido. Porém, cada resenha postada parecia um sacrifício, como se eu tivesse perdido a mão, como se aquele paranauê que fazia o IYRDIW ser o IYRDIW já não existisse mais.

Demorei pra entender, mas não sou mais a mesma garota de meia década atrás, minha vida muito desde lá, então nada mais natural que o IYRDIW mudar comigo. Seu novo título é mais versátil, como os assuntos do blog. Não vou tratar só de resenhas (as resenhas e gifs são pra sempre!), mas da Desirée escritora também, com técnicas de escrita e leitura, erros e acertos literários e principalmente, quero conversar mais com vocês, saber suas histórias e interesses. Saber o que os tornam os leitores que são hoje.

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Por isso conto com você, caro leitor, pra interagir e compartilhar, trocar figurinhas e shippar loucamente como se não houvesse amanhã comigo.

 

Bem-vindos ao Desi Gusson. 😉

 

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O Que Eu Ando Fazendo da Minha Vida

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“Mas você gosta tanto de ler, por que não trabalha com isso?”

“Primeiro gostaria de deixar claro que não gosto, AMO ler, e segundo, como assim?”

“Ué, seja uma revisora.”

Simples assim? Aparentemente não, mas quem não arrisca…

Bem, gostaria de informar que está aberta a temporada de caça ao trabalho! Dito isso venho aqui oferecer o meu… Podia estar matando, podia estar roubando, mas estou aqui, querendo revisar o seu texto!

Completamente multi-uso, posso ser beta reader, revisora, tradutora, crítica ou até só dar uma boa geral na sua obra.

Mais informações e orçamentos podem ser requisitados direto por e-mail (desigusson@gmail.com)

Espero compartilhar muito com vocês essa nova etapa da minha vida e ter ainda muitas outras novidades!

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A Volta dos Que Não Foram, ou quase isso…

Após horas e horas de puro trabalho e metas e deadlines no fim/começo de ano, garota de vinte e pouquinhos, a menos de quinze dias de seu aniversário, faz uma breve retrospectiva de sua ainda breve vida e pensa: mas o que é que eu estava indo fazer mesmo? Quero dizer, antes de ser atropelada pela rotina e ficar ali, estendida no asfalto, com cara de panqueca que não deu certo. Eu tinha uma vida, não tinha? Eis que ela olha sua estante empoeirada e se dá conta! Ela mantinha um blog de literatura, havia gente que lia sua besteiras, havia até gente que gostava das suas besteiras!

Em algum momento, me desviei da rota

Então, para voltar as sua atividades, estou decidida a abandonar o Netflix, que arruinou meu templo livre e basicamente minha vida, e ser mais disciplinada na minha insônia.

Prometo ter um fluxo frequente de coisas absurdas para dizer a vocês, atualizar o blog, o canal do you tube e o face…

Pois é, não foi dessa vez que se viram livres de mim!!

Enquanto Isso, na Arena Literária…

Blogueira também é gente, blogueira também sai de férias! Me imaginem numa ilha luxuosa, deitada de chapelão à beira do mar, tomando bons drinques e curtindo uma ótima leitura. Não poderia ser mais distante do que aconteceu de verdade, mas e daí? Voltei, o IYRDIW voltou e estamos a todo vapor para mais um ano insone!

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“Livro físico.”

-Como é, bebeu que babado forte, criatura? Livro físico? Se é livro, é lógico que é físico, como não seria? E-book não conta…

Lembram dessa época? E das previsões apocalípticas, logo depois, de que os e-books seriam o fim dos livros convencionais (o termo chique)? Amigos de lados opostos, famílias destruídas, guerras civis… Quantas discussões a inclusão do livro digital no mercado nacional e internacional ainda geraria. E depois de tanto bate boca e bate papos ainda estamos num clima de incerteza.

Se lá fora o livro digital já se mesclou no mercado, com preços amigáveis e democráticos, concorrendo com os paperbacks também barateados, aqui, por outro lado, a situação é outra. Com a chegada da Amazon nas terras tupiniquins criou-se uma enorme expectativa com o preço dos e-books (o primeiro –e praticamente único- produto comercializado pela Amazon Brasileira) e o resultado foi um tanto quanto decepcionante. Quem esperava preços arrasadoramente baixos, de um dígito, no maior estilo 50 centarro (sim, até as almas mais obscuras podem sonhar) caiu do cavalo. E, para ajudar #sóquenão não havia a pronta-entrega do tal leitor digital super esperado.

Enfim,passada a surpresa inicial os leitores se dividiram em dois grupos: o Eu-Não-Me-Conformo e o Eu-Já-Sabia. Os Eu-Não-Me-Conformo  levaram a primeira impressão a sério! Muita gente desistiu dos e-books ali mesmo, voltou pra casa (vai, modo de dizer) e xingou muito no twitter (tá, isso aconteceu mesmo) questionando os valores, a margem de lucro das editoras, exigindo preços menores, acusando e cuspindo até no seu Zé da padaria, que não tinha nada a com isso. Os Eu Já Sabia limitaram-se a suspirar, afinal, já sabiam.

Pensando nisso, mais uma vez vieram as editoras tentando mostrar que e-book é um negócio respeitável, que merece nosso carinho e lançaram campanhas para democratizar os tais por aqui. Por exemplo a Novo Conceito, disse em nota no início de Janeiro que 30% de seu catálogo de best-sellers terá os preços reduzidos através da página da editora na Amazon www.amazon.com.br/novoconceito . Já a Intrínseca  informou num bate-papo com os leitores que espera baixar gradativamente o preços dos e-books durante o ano.

Então veio a verdadeira corrida armamentista #todaseditorapira pra mostrar que tem e-books e aquelas mais engajadas no público internauta até se arriscaram a entrar no tanque de tubarões e responder perguntas #ounão sobre preços e tecnicalidades. Funcionou? Não exatamente. Abriu-se um nova questão, e-books são os primos pobres dos livros físicos ou devem ser tratados com a mesma deferência?

Se por um lado você pode armazenar milhares de livros num único hd que cabe na palma da sua mão, você jamais vai de fato segurar um e-book, sentir o cheiro de um e-book, guardar um e-book na estante e passar horas admirando o serviço. Só essas razões já são o suficiente para deixar muitos bibliófilos com nojinho da versão digital! Já aqueles que dizem que o importante mesmo é ler e que não importa como seja, sacaram seus readers pra mostrar que a tal desculpa da “dor de cabeça” não impedirá mais ninguém de ter sua diversão garantida! A bem da verdade, e concordando com a nova catequese das editoras nacionais, livros e e-books são duas coisas diferentes e investir em um não necessariamente anula o outro.

Agora, mesmo com a guerra sendo outra, as perguntas mais frequentes geradas servem para responder àquela questão inicial: “Como o e-book vai custar praticamente o mesmo que o livro físico se ele não é o livro físico?” Portanto, a revolta com o preço alto dos e-books serve para mostrar que o valor dado pelas pessoas aos livros físicos ainda é alto e continuará sendo.

Nos resta decidir  se vamos expandir os nossos corações leitores e criar espaço para os e-books, ou se vamos continuar promovendo duelos imaginários entre dois produtos diferentes com o mesmo conteúdo.

Aliás, os Eu Já Sabia pediram para avisar que já sabiam.

xoxo

Textfile #1 A Lógica no Amor ou A Estrada Feita

Textfile é uma nova coluna com pequenos textos e devaneios dos mais variados temas. Às vezes descobrimos que escrever é preciso.
 

-Acabou.

Certo, ele diz aquilo e você pensa –ou melhor, entra num vórtice- acabou o quê pra quem? Com certeza não é comigo isso, não pode ser. Obviamente você passa pela longa estrada de erros que cometeu, anda pulando de pedra em pedra tentando evitar as poças lamacentas das coisas que jurou deixar para trás, corre buscando a grama entre as lajotas do pavimento. Aquela é a sua estrada, cada rocha afiada, barro esverdeado e erva daninha ali é obra sua. Você não teria deixado as coisas chegarem naquele ponto se soubesse a sujeira que viraria. Mas deixou.

-Não tem lógica continuar assim.

Muito bem, lógica. Você fala, mas eu não entendo. Não existe essa coisa de lógica quando duas pessoas estão juntas, lógica é simplesmente a última coisa num relacionamento. Claramente você não consegue articular uma boa resposta, uma resposta convincente. Você vai ainda mais longe, na estrada, tentando achar a rua das coisas boas. Ela está lá, é LÓGICO que ela está lá. Não deveria nem ser chamada de rua e sim de avenida, de faixas duplas nos dois sentidos e belos canteiros arborizados. Então por que ela fica tão difícil de achar? Deus, você não fez questão de passear por ela mil e uma vezes?! Qual é o problema comigo?

-Vamos? Eu te deixo em casa.

Sim, não, sim. Não! Não quero ir pra casa, quero que você pare e me escute e me perdoe e beije e me diga que tudo vai ficar bem, que não passou de um susto. Ele liga o motor do carro e você sente seu tempo escoando como água na sarjeta. A porcaria da estrada dos seus erros está bem ali à sua frente, costas e lados. Se uma estrada pudesse rir, aquela estaria gargalhando na sua cara, na crueldade, vendo você suar à procura de dizer algo que preste, algo para fazer a água parar de escoar. Pensa, pensa, isso é um problema de matemática? Se for, já era, posso sentar e chorar, matemática já é ligeiramente impossível na minha cabeça, ainda mais agora! Ótimo, você está tagarelando loucamente na sua cabeça, mas reunir palavras pra uma única frase para o mundo exterior é dificultoso? Onde está a droga da avenida??

-Bem, boa sorte.

Num átimo de adrenalina você dispara na estrada e meio segundo depois seu pé se prende numa pedra, seu corpo descreve um arco perfeito e você aterrissa na maior poça-de-erro-idiota do universo. As lágrimas vem num maremoto. Então é isso? É assim que vai acabar, euzinha aqui, atolada nas minhas próprias confusões, e o que é pior: sem ele para me estender a mão novamente. Por que eu não posso fazer isso tudo desaparecer? É o que mais quero! Onde estão todos aqueles momentos maravilhosos e sensações boas? Por que eles foram embora justo quando mais preciso deles? Qual é a lógica nisso?!  Você começa a aceitar a dura realidade quando repara numa das ervas-palavras-mal-colocadas-daninhas perto da sua cabeça. É uma flor, meio esculhambada. Ela não lhe é estranha. Olha à volta mais atentamente e percebe um tronco de árvore coberto por hera-coisas-não-ditas. Por baixo da lama o pavimento é firme e uniforme. A estrada é bem mais larga naquele trecho. Uma luz se acende. Aquela é a avenida das coisas boas!

É isso! É isso! Com certeza pode demorar, provavelmente vou me enlamear e esfolar até os ossos, mas vai valer a pena, vai valer cada centésimo de pena…

Você o beija com todo o coração.

Ele suspira surpreso e uma tonelada de emoções dança em suas feições.

Você se inclina, suavemente desta vez, e roça seus lábios nos dele. Nenhum protesto.

-Não acabou. Ainda está aqui. Encoberto. Mas aqui.

Se afasta e fita seus olhos na penumbra.

-Eu já volto.

Com o coração leve sai do carro, pronta para enfrentar estrada, avenida, rua e viela. Pronta reparar qualquer coisa que precise de assistência.

Pronta pra resolver aquela lógica intrincada do relacionamento. Aquela que mata sem verter sangue, aviva das sombras, mostra o que não existe e esconde o óbvio. Aquela com camadas incontáveis e escadas movediças para caminhos bruxuleantes.

Pronta para o que for preciso.

Pronta pra tudo.