Red Hill – Jamie McGuire

Red Hill capa nacional

  •    Autor: Jamie McGuire
  •    Editora: Verus
  •    Nº de Páginas: 348
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: Red Hill
  •    Tradutor: Ana Death Duarte

   Avaliação: !!!

Para Scarlet, cuidar de suas duas filhas sozinha significa que lutar pelo amanhã é uma batalha diária. Nathan tem uma mulher, mas não se lembra o que é estar apaixonado; a única coisa que faz a volta para casa valer a pena é sua filha Zoe. A maior preocupação de Miranda é saber se seu carro tem espaço suficiente para sua irmã e seus amigos irem viajar no fim de semana, escapando das provas finais da faculdade.

Quando a notícia de uma epidemia mortal se espalha, essas pessoas comuns se deparam com situações extraordinárias e, de repente, seus destinos se misturam. Percebendo que não conseguiriam fugir do perigo, Scarlet, Nathan, e Miranda procuram desesperadamente por abrigo no mesmo rancho isolado, o Red Hill. Emoções estão a flor da pele quando novos e velhos relacionamentos são testados diante do terrível inimigo – um inimigo que já não se lembra mais o que é ser humano.

O que acontece quando aquele por quem você morreria, se transforma naquele que pode lhe destruir? Red Hill prende desde a primeira página e é impossível deixa-lo até o final surpreendente. Este é o melhor da autora Jamie McGuire!

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Um adendo: antes de começar esse livro lembrei que, a menos de 4 anos atrás eu DE-TES-TA-VA zumbis. Agora sou uma viciada em The Walking Dead e PRECISO de mais bons livros sobre o assunto. Fim do adendo.

A população dos Estados Unidos se divide entre aqueles que tomam vacina e vacinam seus filhos e acreditam que elas salvam vidas, e aqueles que suspeitam que o governo está tramando algo. Mentira (ou não), uma parte da população não confia no poder benéfico das vacinas e prefere não arriscar. A Jamie deixou bem claro pra gente de qual time ela é logo nos primeiros capítulos, colocando a culpa da zumbificação numa vacina para gripe.

Vamos todos tirar um momento para refletir na ultima vacina para gripe que tomamos.

A estória começa no dia que a b@sta foi parar no ventilador em certa região dos EUA. As pessoas já sabiam que havia surtos na Europa e até na costa Lesta, mas ainda estavam céticas. Pelo que entendi, elas ainda não imaginavam o que acontecia com quem ficasse doente (estranho, muito estranho na era da internet), e tinham apenas uma leve preocupação. Scarlet (que pode, ou não ser relacionada com Scarlet O’Hara) trabalhava num hospital e soube em primeira mão o que significava estar doente.

Essa primeira parte me deixou elétrica, o corre-corre, o pânico, a rapidez de pensamento de algumas pessoas para se mexer criaram uma atmosfera contagiante. Isso, somado aos pontos de vista de Scarlet, Nathan & Miranda, que acabaram fazendo mesmo caminho sem saber, foi incrível.

Adorei como Jamie soube escrever o ponto de vista de cada um, distinguindo bem os principais e nos dando personagens secundários maravilhosos. Skeeter, cunhado de Nathan, Cooper, namorado de Ashley (que ficou meio apagadinha) e até Joey, um cara que surge na vida dos meninos, são ótimos. Acho que a imersão que experimentei foi culpa deles, personagens bem reais só querendo respirar em meio a todo o horror que estavam presenciando. Às vezes autores dão muita ênfase aos acontecimentos e não às pessoinhas que eles criaram, não estou dizendo que é errado ou que é ruim pois tem hora e lugar para tudo, mas num livro como esse, com uma pegada tão humana (desculpe o trocadilho), foi indispensável. Faz sentido?

Estou acompanhando Fear The Walking Dead e sou genuinamente interessada nessa ‘época’ pouco explorada que é o começo do apocalipse zumbi. Digo isso porque a maioria os livros que li (pois é, agora sou uma viciada) se passa depois que a coisa toda já aconteceu. Achei essa parte do livro, essa adaptação dos personagens à ideia de que agora sua vida incluiria pessoas podres sempre, foi magnífica. Estava super animada, dizendo pra todo mundo que livro TENSO E BOM E DAHORA que Red Hill era, até…

… quase o fim do livro, então a coisa desandou.

Belo Desastre, Desastre Iminente e agora Total Desastre.

A autora fez coisas com o fim desse livro que nenhum autor deveria ser permitido fazer! Ela acelerou o passo, que estava indo super bem e, de repente, se lembrou que é uma autora de romances então BAM, AQUI ESTÁ SEU AMOR INSTANTÂNEO. Não contente ela (prepare-se pra spoilers!) resolveu matar metade do elenco desse circo e fazer a personagem principal FELIZ por estar com seu recém-amor e ainda por cima dizer que agora sim, tudo está perfeito!! POR QUE???????

E então, pra finalizar, ela fecha com uma decisão TÃO inconsistente, doida de pedra, sem sentido algum que estou até nervosa só escrever sobre isso!

Queria falar com mais alguém que leu esse livro, mas não vou encorajar ninguém. Vão ler outra coisa, sério.

xoxo e bom fim de semana.

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A Menina Mais Fria de Coldtown – Holly Black

9788581634357

  •    Autor: Holly Black
  •    Editora: Novo Conceito
  •    Nº de Páginas: 352
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Incarceron
  •    Tradutor: Paula Rotta
  •    Avaliação: 8,5

 

No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair. Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown. A Menina Mais Fria de Coldtown, da aclamada Holly Black, é uma história única sobre fúria e vingança, culpa e horror, amor e ódio.

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Primeiramente, feliz 2015. Sim caros mortais, estou de volta, for real dessa vez e não pretendo abandonar-los tão cedo! Deixei posts prontos pra não correr o risco da não-ter-mais-tempo-para-respirar desculpa atacar novamente e tenho um bookshelf tour chegando… Não, não quero comprar ninguém, a não ser que esteja funcionando, mas realmente quero fazer o blog acordar!

Então, a resenha:

Momento reação com gifs, antes:

Que diabos faz Holly Black?

Quero dizer, por que ela é tão endeusada e blá, blá, blá?

Depois:

jhufiuhefuglkhcdsygdkcgaifygkigyfdiaugdikag

A bem da verdade, eu não sabia do que se tratava AMMFdC (ufa), não li a sinopse. Juro. Eu via e via a capa pelas minhas andanças na Amazon e mailing do Goodreads, achava a combinação do nome+capa muito f*da e obviamente reconhecia o nome da autora, meio idolatrada lá fora, mas nunca passei disso.
Assim, quando vi ele numa livraria e minha tia –se ofereceu para comprar pra mim– não podia dizer não, né?! Eu tinha prometido para mamys e boyfriend que não compraria livros por três meses depois da matança desenfreada na Bienal (30 livros), e não comprei! Ganhei, então nenhuma regra quebrada aí.

Então aqui estava eu, achando que já visto tudo o que tinha pra ver sobre vampiros e que nenhum outro autor fosse conseguir tirar alguma coisa genuinamente empolgante desse universo, quando BAM! Tana e seus amigos chegam. O livro começa com um quê de filme, o capitulo se formou claramente na minha cabeça, bom o suficiente para me deixar vidrada esperando para saber o que ia acontecer em seguida. Tana acorda depois de uma festa, cercada pelos cadáveres de seus amigos. Alguém cometeu o erro de deixar uma janela destrancada e isso bastou para que vampiros desgarrados fizessem sua própria festa.

Os sugadores de sangue saíram do caixão e se mostraram ao mundo, que, obviamente, não respondeu tão bem quanto esperavam. Cidades foram fortificadas e transformadas em verdadeiras prisões, os vampiros e infectados são jogados dentro delas, formando as Coldtowns. Até que um palhaço tem a brilhante ideia de transformar tudo num Big Brother macabro e adivinhem? Centenas de aborrecentes e pessoas de estabilidade mental duvidosa fazem de tudo para entrar nessas Coldtowns e se afiliarem ao clube dos desmortos. O detalhe, as regras são sempre ditadas pelos mais fortes, no caso os vampiros, e a corda sempre arrebenta do lado mais fraco, obviamente os humanos. Pessoas espertas não subestimam os dentuços. Eles são imprevisíveis, oscilando entre superestrelas glamourosas, animais descontrolados e loucos irremediáveis. A única certeza que Tana tem é que não vai se tornar um deles.

Objetivo dificultado depois que ela se vê, em circunstancias bizarras, fazendo sua jornada sob a proteção de um vampiro que é um pedaço de mau caminho, em todos os sentidos da palavra. E a maior razão para eu achar esse livro o máximo.

A estória varia tanto de velocidade quanto de ponto de vista, o que ajuda muito a se ter uma visão de tudo o que está acontecendo. O mito do vampiro é apresentado de uma maneira nova, mas não nova demais e a atmosfera gerada pelas Coldtowns é única. Me fazem pensar em lugares descontrolados, onde as pessoas são mais animais que gente e os deslizes acabam sempre em sangue. Já mencionei também que o livro tem um toque de terror?

Finalmente posso dizer que esse livro é na medida. Na medida para quem quer algo ágil e marcante. Na medida para quem quer sensualidade sem melação. Na medida para quem não quer vampiros garotos propaganda da Swarovski. Vamos rezar para a dona Black fazer uma continuação ou vender os direitos para alguma produtora que faça um filme incrível sobre essa estória fantástica. É o mínimo que ela pode fazer depois de um final como esse, carregado de vingança, amor e morte… só estou dizendo. Leiam A Menina Mais Fria de Coldtown, deem uma nova chance aos vampiros, ninguém vai se arrepender.

Bom fim de semana!

xoxo

The Walking Dead, fim da 2ª temporada.

Hey pretties! Essa semana tivemos dois super season finales para chafurdar: Pretty Little Liars e The Walking Dead. Preciso muito falar do segundo com vocês.

Atenção: Esse post contém conteúdo inapropriado para telespectadores desatualizados. Se não se sentir confortável com a ideia clique aqui.

O Ministério dos Blogueiros adverte.

Domingo, o episódio Beside the Dying Fire, da série milionária The Walking Dead, foi ao ar. Tudo muito tranquilo, aconteceu quase nada, os zumbis nem chegaram perto da fazenda e ninguém morreu… só que ao contrário.

Querem o vídeo promo dele?

OLHA PRA TRÁS, RICK!!!!!! PELOAMORDEDEUS, OLHA PRA TRÁS!!

A primeira questão que salta da tela: De quem é o helicóptero que aparece logo no começo do episódio? (E que já havia aparecido lá atrás na primeira temporada) Não é barato botar um daqueles no ar, quem quer que seja seu dono tem combustível de sobra. Seria o governo? Mas se é o governo, por que eles não se pronunciam? Por que não ajudam as pobres almas sobreviventes correndo por ai? POR QUE??

Segundo ponto: zumbis migrando? Ou estavam apenas num modo automático? Eles estão ficando mais inteligentes? Olha, se sim, f***u.

A fuga da fazenda serviu principalmente para vermos em que ponto os personagens estão. Obviamente a tensão foi constante desde o primeiro capitulo, mas essa situação era diferente. Todos já estavam saturados de traumas e todos estavam nos limites da sanidade. Naquele clima de ‘cada um por si’ do ataque da fazenda, as pessoas que realmente se importavam com o grupo apareceram. E foi uma grande surpresa.

Quem imaginava que a Andrea ia botar o dela na reta para salvar Carol, ela podia ter continuado segura e bonitinha dentro do carro, mas não. Enquanto a maioria virou fumaça assim que os primeiros walkers chegaram perto demais, ela saiu para ajudar. O que foi isso? São Dale operando milagres do além-túmulo, na minha opinião.

Falando da Carol, aquela tetéia, ela quase fez o impossível. No último episódio praticamente conseguiu roubar da Lori o posto de megera odiosa da série. Como? Fazendo tudo aquilo o que ela condenou antes: insistindo para que a Lori deixasse Carl, largando Andrea sem nem olhar pra trás, incitando Daryl (sou team Daryl desde pequenininha) a cair fora com ela, questionando os esforços de Rick… Não que Carol não tenha motivos para estar abalada, mas de todos os personagens, foi ela quem recebeu mais ajuda do grupo. Daí ela decide que é hora de mandar todos pro espaço? Parabéns Carol, contamos com você.

Mas seria injusto com Lori, afinal ela se esforçou tanto pra manter esse posto, né? Só porque, no último episódio, seu show pela morte de Shane não chegou aos pés do ‘Do something!’ da Carol, ela não iria levar essa pra casa?? Não! Nós reconhecemos seu valor, querida!

Lori, onde está o Carl?

Quando os sobreviventes conseguem fugir do ataque, vem a hora do balanço geral. Patricia e Jimmy não conseguiram escapar, o que não é exatamente surpresa, eles não tem papéis expressivos na série (eu imaginei que T-Dog também fosse dessa pra melhor pelo mesmo motivo…). A parte critica é saber que perderam a fazenda. Depois de tanto tempo desfrutando de uma falsa comodidade, serem lançados de volta à estrada, sem provisões, abrigo e combustível tem efeito imediato. Todo mundo go crazy!

Começam as brigas, o Rick revela seu segredo, Lori faz mimimi, Carol dá uma revoltada… e enquanto isso, minha mente gritava uma coisa só:

O QUE ACONTECEU COM A ANDREA?

Ela correu, ela correu por um dia inteirinho!

Me deu um aperto na garganta ver o desespero dela. Só de olhar pra cena você já sabe que a coitada não tem a MINIMA chance, os walkers simplesmente não param de persegui-la.

Dai eu me conformei, né? Já mataram o Dale, não custa matarem a Andrea também. Quem vai ser o próximo? Daryl?! E dep… Ih, espera, olha lá, parece que ela vai conseguir, são só mais três zumbis. Pegou um.

Pegou outro! Vai garota!! NÃO, caiu no chão, desarmada, lógico. Não quero olhar, ele vai comer o braço dela!!! Ahhh! ELE VAI COMER O BRAÇO DELA!!!!!

AHHHH!!!!!

 Ma che?? Andrea foi salva! Por Michonne!! Até eu que nunca li as HQs de Walking Dead sei que Michonne é uma das personagens mais fantásticas da trama! E agora? Elas vão se juntar? Michonne vai matar Andrea? Andrea vai matar Michonne?? Elas vão matar todos os zumbis??

Ufa.

Emoção demais em curto espaço de tempo. Mas não acabou. Rick finalmente cansa de ser bonzinho. Cansa de se virar em quatro para resolver os problemas de todo mundo e ainda ser malhado por isso. Ele deixa bem claro que quem quiser cair fora, que vá, boa sorte lá fora, mande um cartão postal. É um passo grande, porém muito necessário, sem disciplina o grupo não sobreviveria dois dias e ninguém sabe o que realmente vem por aí. Estava sentindo falta de uma atitude dessas lá atrás, depois do incidente com o celeiro, ou até antes, mas antes tarde do que nunca, certo?

É isso aí, Rick! Mostra pra eles quem manda!

Well, a terceira temporada vai ao ar em Outubro desse ano, sem dia certo ainda. Com certeza será uma das estreias mais aguardadas do semestre! Enquanto isso vamos debater um pouco, defender o Rick, comentar as melhores quotes, falar mal da Lori, tentar adivinhar o que está nos esperando e trocar figurinhas!

Até lá!

xoxo

Para saber mais sobre The Walking Dead, confira a resenha do livro A Ascensão do Governador, título da Galera Record, escrito pelo autor das séries HQ e televisiva, Robert Kirkman. É só clicar na imagem.

The Walking Dead (Livro e Série de TV)

  •   Autor: Robert Kirkman & Jay Bonasinga
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 361
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: The Walking Dead: Rise of the Governor
  •    Tradutor: Gabriel Zide Neto
  •    Avaliação: 8,0
No universo de The Walking Dead não existe vilão maior do que o Governador, o déspota que comanda a cidade de Woodbury. Eleito pela revista americana Wizard como “Vilão do ano”, ele é o personagem mais controvertido em um mundo dominado por mortos-vivos. Neste romance os fãs irão descobrir como ele se tornou esse homem e qual a origem de suas atitudes extremas. Para isso, é preciso conhecer a história de Phillip Blake, sua filha Penny e seu irmão Brian que, com outros dois amigos, irão cruzar cidades desoladas pelo apocalipse zumbi em busca da salvação. Originalmente, The Walking Dead é uma série de quadrinhos publicada desde 2003 e vencedora do Eisner Award. Em 2010, os quadrinhos foram adaptados para o seriado homônimo The Walking Dead já bateu diversos recordes de audiência nos Estados Unidos e foi finalista em várias categorias no 68º Golden Globe Awards, incluindo Melhor Série Dramática de TV. 
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Nunca havia ouvido falar do universo The Walking Dead. Juro. Daí, como vi que esse livro serve como prequel para os quadrinhos e série de TV, preferi continuar na santa ignorância, para poder aproveitar o máximo de surpresas possíveis.

Deu certo.

Aliás, deu mais que certo.

Eu simplesmente não consegui dormir depois. Apagar a luz do quarto então? Há, só na próxima encarnação.

“Agora me lembro, blogueira, você tem medo de zumbi, né? Então pra que? Pra que você foi ler esse livro??”

Boa pergunta. Ótima na verdade, deve ser como aquele fiapo solto na blusa, que você puxa um tiquinho e se arrepende na hora, pois está desfiando a blusa inteira. Mas quem disse que consegue parar?

Ler um livro de zumbi foi mais ou menos isso. E rendeu, porque já assisti todos os episódios lançados da série logo após a leitura. (Já, já, falo disso.)

O grande ponto de The Walking Dead – A Ascensão do Governador não é toda a ação, a matança, as tripas, os miolos e o sangue + sangue + sangue², é o efeito que todo esse horror tem sobre as pessoas comuns.

Você, nerdão metido a valente, que acha legal um apocalipse zumbi e que imagina que vai ser super irado sair por ai chutando traseiros apodrecidos, pense duas vezes. A chance desse traseiro ser de alguém que você ama é enorme. Na verdade, provavelmente é o seu traseiro zumbificado que vai ser chutado, é só um toque…

Escapar dos mortos-vivos não é nenhum piquenique no parque, e só de ver todo o esforço que Phillip faz para manter sua filhinha, seu irmão e seu amigo de infância seguros dá na gente uma vontade de sair estocando mantimentos, remédios e armas em casa, porque, vai que, né…

Ainda assim, eles são obrigados a presenciar todo tipo de atrocidade, bem como faze-las. Matar o que um dia foi humano, saber que, o-que-um-dia-foi-humano, quer te almoçar, lutar por comida e passar fome do mesmo jeito, ver quem você ama se afundando num buraco de desesperança… A partir de certo ponto eu meio que desejei que todos os personagens morressem de uma vez! A angústia era tanta, eu via o tamanho do poço em que eles estavam metidos, a loucura sem saída, tudo aquilo quase me fez largar o livro e sair correndo.

Odiei, me fez passar mal. Me viciou completamente.

Depois de terminar o livro foi que percebi, tudo aquilo estava acontecendo para moldar o caráter de um homem bom. Para transformá-lo em algo sem sentimentos, que seria capaz de tudo.

Isso despertou uma certa curiosidade em mim, fiquei imaginando o que as pessoas em geral, fariam numa situação dessas. No livro nós acompanhamos os quatro protagonistas e estamos tão no escuro quanto eles, por isso fui atrás da tão falada série de TV.

The Walking Dead, do mesmo produtor de Exterminador do Futuro, é de certa forma mais leve que o livro, eu mais chorei do que me assustei assistindo. E olha que a maquiagem é perfeita, acreditem! Mas falta algo que a deixe tão visceral quanto o livro. De certa forma isso é bom, provavelmente eles perderiam muita audiência fazendo de outra forma.

O protagonista é Rick Grimes, um policial que acorda depois do coma, no meio da muvuca. Imagina que bacana: num momento você está lá, todo homem-da-lei, tomando um tiro, indo pro hospital, seeem problemas, ossos do oficio… No outro, você está sozinho num hospital cheio de cadáveres mastigados e uma porta lacrada com os dizeres: “não abra, mortos dentro”. Beleza, você sai do hospital anda um pouco e, opa, cadê todo mundo? Tudo está tão abandonado, ah não, ali ao longe está um bom cidadão! “Senhor, senhor.! Hey, você poderia me ajud…”

Você não termina a frase porque, sabe, o bom cidadão está rosnando pra ti, com metade da cara atropelada e aquele cheiro de gorgonzola fora da geladeira…

Enfim, gostei muito da série, são bem mais protagonistas que no livro, mais personalidades e todo tipo de conflito interno e externo que posso imaginar, com o catalizador do apocalipse zumbi. Recomendo.

“The sun ain’t gonna shine anymooooore”

Continuo tendo pavor de mortos-vivos, mas já me sinto mais preparada para um possível ataque.

Xoxo

P.S.: Talvez ter um porão fortificado e energia solar não seja assim uma má idéia…