A Espada do Verão – Rick Riordan

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  •    Autor: Rick Riordan
  •    Editora: Intrínseca
  •    Nº de Páginas: 448
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: The Sword of Summer
  •    Tradutor: Regiane Winarski

   Avaliação: 8,5

Em A Espada do Verão, primeiro livro da série, os leitores são apresentados a Magnus Chase, um herói boa-pinta que é a cara do astro de rock Kurt Cobain. Morador de rua, sua vida muda completamente quando ele é morto por um gigante do fogo. Por sorte, na mitologia nórdica os heróis mortos vão parar em Valhala, o paraíso pós-vida dos guerreiros vikings. Lá, Magnus descobre que é filho de Frey, o deus do verão, da fertilidade e da medicina.
Desde então, seis semanas se passaram, e nesse meio-tempo o garoto começou a se acostumar ao dia a dia no Hotel Valhala. Quer dizer, pelo menos o máximo que um ex-morador de rua e ex-mortal poderia se acostumar. Magnus não é tão popular quanto os filhos dos deuses da guerra, como Thor e Tyr, mas fez bons amigos e está treinando para o dia do Juízo Final com os soldados de Odin — tudo segue na mais completa paz sanguinolenta do mundo viking.
Mas Magnus deveria imaginar que não seria assim por muito tempo. O martelo de Thor ainda está desaparecido. E os inimigos do deus do trovão farão de tudo para aproveitar esse momento de fraqueza e invadir o mundo humano.

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Sabe aquela música, Hotel California? Ela te dá uma leve introdução a Valhala…

Ok, confesso que levei um tempo para me habituar a ideia de meu herói ser um morto. O Magnus também demorou a aceitar, pra falar a verdade, e o começo dessa história foi tão rápido e bizarro que estou surpresa por não me perder no caminho pro pós vida dele. Afinal é uma criação do Rick Riordan e, depois de 14 livros, eu já deveria ter me acostumado.

Porém eu não estava preparada para isso.

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Tirando o fato do mocinho estar morto e não ter como desmorrer ele (você, caro leitor, pode reparar que fiquei perturbada com isso) eu já estava no clima do Acampamento Meio Sangue, imaginando um treinamento super legal e aquelas provas “inofensivas” pelas quais os adolescentes passavam.  Mas Magnus não faz mais parte desse plano espiritual e nem os colegas de corredor dele. Ou qualquer outro hóspede/residente/prisioneiro do Hotel Valhala (leia VAL-RRA-LA), tirando as Valquírias. O nosso personagem principal estava fadado a passar a ETERNIDADE jogando passatempos e recriando batalhas todos os dias… até a morte. Sim! Até a morte, pois aparentemente se você é esviscerado em Valhala no dia seguinte está novinho em folha e pronto para morrer de forma criativa mais uma vez!

Entendem meu estranhamento?

Até então meu conhecimento de mitologia nórdica provinha do livro Runas, da Joanne Harris, os filmes do Thor e horas e mais horas jogando Age of Mythology. (Ai cara, que saudade)

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Só que o Riordan gosta de dar uma repaginada nos deuses e deixá-los um pouquinho mais… humanos. Como sempre seus deuses são vaidosos, frequentemente esquecem que deveriam cuidar dos humanos e se deixam levar pelo menor desentendimento. Thor, por exemplo é um deus preguiçoso, flatulento e viciado em séries de TV. E beeeeeeeeem diferente do Chris Hemsworth. 😦

E é claro que Loki é ambíguo, sem deixar você saber se simpatizar com ele será uma grande burrada ou não até lá pro fim do livro.

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Mas você pode ter uma visão geral de como as coisas são em volta da Árvore da Vida (que, por acaso é guardada por um esquilo gigantes psicótico) e conhecer anões, elfos e todo tipo de criatura e lenda que a mitologia nórdica tem a oferecer.

Os capítulos desse livro foram nomeados da forma mais engraçada possível! E nem me deixe começar a falar sobre as aparições de Annabeth! Apesar de não haver spoilers propriamente ditos, Tio Rick deve ter uma pessoa encarregada disso, eu aconselho fortemente a leitura de Percy Jackson e os Olimpianos e também Os Heróis do Olimpo. Até As Provações de Apolo tem uma menção de leve a uma crise familiar que Annabeth está enfrentando longe de Nova York.

Tio Rick parece ter um prazer diabólico em misturar elementos de todas as suas séries umas nas outras, e consequentemente assistir seus fãs morrerem um pouquinho cada vez que faz isso. É inexplicável a sensação que sinto quando leio “Percy” nas Crônicas dos Kane, ou em Magnus Chase. Só posso esperar que você que já leu sinta o mesmo e saiba do que estou falando.

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“E por que não 10,0 de uma vez, blogueira?”

Pergunta justa. Eu acho que Magnus poderia ser mais trabalhado. Me acostumei com as palhaçadas dele, mas isso é coisa de todos os personagens principais do Rick. Percy, Apolo, Carter & Sadie são mais distintos, com diferentes “camadas” de personalidade e acho que uma caprichada nesse sentido faria bem ao Magnus.

Também posso ter ficado um pouco entediada no caminho pro final, esperando batalhas épicas e de tirar o folego. Mas ok, é o começo de uma nova série e pensando em como as outras sequencias evoluíram, posso me preparar para toda a ação (e desmembramento e aniquilação de monstros) que eu quero.

Então sim, fiquei obcecada com Magnus quando acabei, e sim, agradeci aos deuses da literatura por já ter a continuação em mãos! Recomendo pra quem goste de coisas esquisitas, mitologia nórdica e obviamente Percy Jackson.

Alias, sinceramente, ainda não me decidi se quero ir pra Valhala quando morrer…

xoxo e bom finalzinho de semana!

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Refúgio – Harlan Coben

  •     Autor: Harlan Coben
  •    Editora: Arqueiro
  •    Nº de Páginas: 224
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Shelter
  •    Tradutor: Fabiano Morais

   Avaliação: 7,5

Apresentado ao público pela primeira vez no suspense Alta tensão, Mickey Bolitar se vê obrigado a ir morar com seu tio Myron, um ex-agente do FBI, após testemunhar a morte do pai e internar a própria mãe numa clínica de reabilitação. Agora o rapaz precisa se esforçar para conviver com o tio, de quem nunca gostou muito, e ainda se adaptar ao novo colégio.

Para sua sorte, ele logo arruma uma namorada, a doce Ashley, que também é nova na escola. Quando sua vida parece estar entrando nos eixos, o destino lhe reserva uma surpresa: Ashley desaparece misteriosamente.

Determinado a não perder mais uma pessoa importante em sua vida, Mickey contará com a ajuda de seus novos amigos, os excêntricos Ema e Colherada, para seguir o rastro da namorada.

Para piorar, uma idosa reclusa da vizinhança lhe conta que seu pai ainda está vivo, sem dar maiores explicações. Quando esses dois mistérios se cruzam, Mickey descobre que está envolvido numa rede de intrigas que o levará a questionar a vida que acreditava ter.

Perspicaz e esperto como o tio Myron, Mickey está disposto a fazer tudo o que for preciso para salvar as pessoas que ama.

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Pra começo de conversa, eu não sabia que Refugio poderia ser tomado como continuação da série do Myron Bolitar. O que eu sabia é que o protagonista, Mickey, já havia aparecido em Alta Tensão, mas acreditei que essa seria uma nova série e que portanto não teria problemas em começar a ler por esse.

De qualquer forma há sim pequenos spoilers dos livros anteriores, porém não encontrei nenhum buraco nas informações nem dificuldade em captar a estória. Acho que vai de cada leitor escolher se topa ler Refúgio antes da série do Myron.

 ♦

Tudo nesse livro se traduz em mistério.

Seja ele grande ou pequeno, com respostas boas, ruins ou nenhuma, cada canto de Refúgio tem um enigma a ser desvendado e o moleq… digo, Mickey, está mais que disposto a isso!

Como ele se sente…

… como ele realmente é.

Brincadeiras à parte…

Mickey foi um ponto baixo da estória para mim. Como qualquer adolescente ele tem uma mente inquieta, mas como estamos dentro da cabeça dele a narrativa inteira, as divagações ficam cansativas. Sério, entendo que o garoto é um investigador nato, mas a lenga lenga sarcástica me fez desejar uma narrativa em 3ª pessoa.

Ainda falando do Mickey e de como ele poderia ser um mocinho melhor: o menino é grande, alto pra caramba e tem um ego duas vezes maior que ele. Sempre que tem uma chance, começa a discorrer sobre suas qualidades, habilidades e companhia com uma falta modéstia. Tipo: não que eu esteja me gabando, mas sou phoda, sabe? Só estou dizendo…

Se isso já é irritante no nosso cotidiano, imagine no nosso protagonista!

“Me llamo Miguelito”

MAS, pelo menos, os personagens coadjuvantes são um verdadeiro backup team! Não só no enredo, Ema e Colherada salvam o livro do Mickey e deixam tudo mais leve e divertido com suas tiradas sarcásticas ou muito inocentes. Sua vontade de solucionar os mistérios, principalmente a coragem de se envolver neles, me fez admirar essa dupla. Sério, as coisas que Mickey tem de enfrentar são no mínimo muito perigosas e até meio sinistras.

Enfim, é difícil achar amigos que topem invadir a casa de uma velha medonha no meio da noite. Ema e Colherada merecem todo o crédito por na verdade se candidatarem a fazer isso!

Tive certa dificuldade em engrenar a leitura de Refúgio por ser um gênero a que não me dedico muito. Acho válido sairmos da nossa zona de conforto, seja ela qual for, sempre que possível. Essa zona pode dizer muito sobre a personalidade de uma pessoa, mas viver só nela nos deixa preguiçosos e meio inúteis, intelectualmente falando.

Bem, essa é a opinião de alguém que acredita na expansão da mente como forma de evolução, se você não concorda, tudo bem. Só se lembre disso quando estiver entediado de fazer as mesmas coisas de novo e de novo e de novo…

Refúgio é um livro gostoso de ler, bom para passar o tempo e pensar um pouco. É impossível não ficar nem um pouco curioso com o final e com o que vem depois, em Seconds Away. Muitos ganchos e perguntas sem respostas ficam esperando o próximo livro, mas, ao contrário de muita gente, não achei isso frustrante. Pelo contrário, só serviu para me deixar ainda mais curiosa!

Recomendo Refúgio para fãs do Harlan que gostam de uma pegada mais Young Adult e para fãs de Young Adult que estejam atrás de uma coisa diferente e de qualidade!

 

Bom final de semana

xoxo

Instintos Cruéis – Carrie Jones

#MarinaAvilafeelings

  • Autor: Carrie Jones
  •    Editora: Underworld
  •    Nº de Páginas: 336
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2010
  •    Título Original: Need
  •    Tradutor: Anna Death Duarte
  •    Avaliação: 7,0
Zara White suspeita que um cara estranho esteja meio que a perseguindo, de um modo bem compulsivo e obsessivo. E ela também tem uma obsessão… por fobias. E é bem verdade que ela não é mais a mesma desde que seu padrasto morreu. Mas precisava ser exilada no Maine, para morar com a avó ? Isso já parece um pouco extremo, não ? No entanto, foi uma atitude tomada com o suposto propósito de fazer com que Zara mantenha sua sanidade… porém, ela está bem certa de que o verdadeiro problema é que sua mãe não consegue lidar com ela nesse momento. Zara não poderia estar mais errada. Acontece que o cara que meio que a persegue não é um produto da sua imaginação. Na verdade, ele ainda a está seguindo, deixando para trás um misterioso rastro de poeira dourada. Algo não está certo – algo não humano – nessa cidadezinha estagnada no Maine, e todos os sinais apontam para Zara. Neste romance sinistro e cativante, Carrie Jones nos presenteia com uma boa dose de romance e suspense, além de no apresentar uma criatura que nunca havíamos pensado que deveríamos temer.
Quando o livro foi lançado, lá em Novembro de 2010, não fiquei muito empolgada com a sinopse. Juro, pensei que nem ia comprar, mas eu tenho uma coisa com coleções. Quando vejo os trabalhos da Underworld tenho vontade de tê-los, seja pela proposta, pela capa ou pelo imenso carinho (e humanidade) que o pessoal da editora tem com os livros e os leitores.

Instintos Cruéis é possivelmente um dos primeiros títulos estrangeiros no catálogo da Under, que, como muitas coisas na vida, deu seus tropeços no início.  Pequenos erros de tradução não me incomodaram muito, o problema é a forma como a estória é contada. Se Carrie Jones escrevesse tão bem diálogos quanto ela escreve as divagações internas de Zara, o livro seria muito melhor. Quero dizer, quantas vezes uma pessoa pode dizer fofo, fofinho, fofura, numa mesma conversa antes de ser considerada mucho loca?

Pois não?

Outra coisa que simplesmente não desceu foi a construção de alguns personagens. Nick Colt, le mocinho, era dito o bad boy por todos no colégio, mas, pelo menos até onde a visão de Zara alcançava, ele era um cara super bacana! O mesmo com Megan e Ian, supostamente as pessoas mais arrogantes da escola, supostamente. Ficaram muito apagados, em tons pastel, por um longo tempo.

Agora Zara, essa menina é um verdadeiro quebra-cabeças. Ela está só o pó, completamente sem chão e vontade de seguir em frente. Não é pra menos também, o padrasto paiéquemcria da moça morreu na frente dela de um ataque do coração fulminante.

Ela usa sua fixação por fobias como escudo para as situações difíceis da vida, ou seja, vamos aprender muuuitos nomes estranhos engraçados de medos.

“Coleciono medos como outros colecionam selos, e isso faz com que eu pareça mais estranha do que na verdade sou. Essa é a minha praia. Esse lance dos medos. Fobias.”

Não Zara, meu bem, nós nunca pensaríamos mal de você só por causa de uma maniazinha à toa. Nós pensaríamos muito mal de você caso insistisse em não ver o quanto o Nick gosta de você! Sim, ela passa mais da metade do livro acreditando que o cara-mais-legal-do-mundo a ODEIA. Por quê? Não sei, mulher é um bicho estranho.

Retomando!

Adorei esse lance, cada capítulo vem com uma ‘bia’ diferente (uma compilação mesmo) e lá nos cafundós do Maine, material é o que não vai faltar. Afinal de contas, tem um cara perseguindo ela. De acordo com seus novos amigos, Issie e Devyn, o tal cara tem tudo pra ser um pixie, tipo uma fada. Só que com uma sede de sangue humano aplacável apenas por uma rainha.

Quem tem tudo pra ser a Zara.

Vamos juntar isso a um ambiente bem tenebroso e gelado, adolescente sequestrados, habitantes muito estranhos, mitos, superstições, um passado familiar mal explicado e aparições um tanto quanto malignas.

Recomendo que leia esse livro a noite, sem nenhuma interferência externa. Eu queria fazer a coisa fluir, mas era interrompida constantemente pelos latidos da Luiza, uma dos TREZE cachorros com nome de gente da minha vizinha, por que essa Luiza não vai pro Canadá? Hahá #piadafail

Enfim, terminei necessitando saber o que viria a seguir e querendo mais e mais coisas sobre o mundo dos pixies, das fadas, elfos e coisas encantadas. Se você está afim de uma leitura leve, rápida e com um final marcante, vá atrás de Instintos Cruéis. Não é um livro que passará em branco.

Abaixo, a capa original e os outros volumes da série, ainda aguardando serem lançados no Brasil.

Need (Instintos Cruéis) Captivate (Cativar*) Entice (Seduzir*)

 *tradução livre.
Adorei a capa do terceiro volume, Entice, e vocês?
xo

Julieta Imortal – Stacey Jay

Capa clean, estranhamente me agradou bastante...

  •    Autor: Stacey Jay
  •    Editora: Novo Conceito
  •    Nº de Páginas: 237
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2011
  •    Título Original: Juliet Immortal 
  •    Tradutor:  Patrícia Dias Reis
  •    Avaliação: 7,5

Julieta Capuleto não tirou a própria vida. Ela foi assassinada pela pessoa em quem mais confiava, seu marido, Romeu Montecchio, que fez o sacrifício para assegurar sua imortalidade. Mas Romeu não imaginou que Julieta também teria vida eterna e se tornaria uma agente dos Embaixadores da Luz. Por setecentos anos, Julieta lutou para preservar o amor e as vidas de inocentes, enquanto Romeu tinha por fim destruir o coração humano. Mas agora que Julieta encontrou seu amor proibido, Romeu fará de tudo que estiver ao seu alcance para destruir a felicidade dela.

Ok, ok. Fiquei empacada no começo, bem empacada mesmo. Ele estava muito confuso e levei algum tempo para perceber que era porque a Julieta tava toda atrapalhada. Ela não deveria ter encarnado novamente, não em tão pouco tempo.

A Julie trabalha para os Embaixadores da Luz, mas enquanto não está em missão na Terra ela fica nas sombras, incorpórea e inconsciente. Normalmente ela só precisa vir ao nosso plano de 50 a 50 anos (convenhamos que não é todo dia que verdadeiras almas gêmeas aparecem) então imaginem a surpresa quando ela se vê consciente no corpo de uma garota perturbada que havia acabado de matar a si e ao namorado, propositalmente, num acidente de carro. 12 anos depois da última encarnação!

Alguma coisa estava errada.

O universo, não contente, ainda manda Romeu exatamente para o corpo de quem?? Do ex-namorado morto, é claro! Outra coisa que nunca acontecia, Romeu sempre tinha que caçar Julieta a torto e a direito em suas encarnações. E, para corar as esquisitices, ela estava só. Ninguém veio lhe explicar o que deveria ser feito e nem seus poderes pareciam estar funcionando direito.

Well, voltando à noite do acidente/morte/encarnação.

O que você faz quando se depara com seu ex-marido psicopata, E seu assassino, sorrindo sinistramente para você? Corre. (né?)

A Julie põe sebo nas canelas e acaba caindo no colo, literalmente, de Ben. Sim, digam olá para o mocinho. Julieta, que agora se apresenta como Ariel (a dona do corpo), fica encantada com a gentileza e genuína preocupação daquele garoto que nem a conhece, pelas memórias de Ariel todo mundo sempre a achou esquisita e feia. Até mesmo sua mãe e sua única e melhor amiga.

Falando na melhor, e única, amiga, eis que surge Gema! Pense numa pessoa egoísta, mimada e arrogante… multiplique algumas vezes e você terá a Gema bitch. Mesmo sendo insuportável, Julie sabe que ela significa muito para Ariel e tenta trabalhar o melhor possível na relação das duas para quando for devolver o corpo (sim, Ariel vai receber seu corpo e sua vida de volta). E não é exatamente surpresa quando ela vê a aura rosada que circula Gema. Ela é uma das almas gêmeas a ser protegida.

A surpresa mesmo é que, quando ela reencontra Ben, ele também está com sua aura rosada.

Pô, fala sério, vai dar azar assim lá em Nárnia cara!

Já não bastava ela ter morrido horrivelmente num ritual de magia negra nas mãos do homem que ela amava, não, não. Setecentos anos depois ela vai e me fica apaixonada pela alma gêmea da melhor amiga mais tranqueira do mundo!!

Julie/Ariel vai ter que dar conta da sua missão, da sua falta de poderes de Embaixadora da Luz, dos seus crescentes e praticamente ilegais sentimentos por Ben, e da última maluquice de Romeu. Uma magia ancestral que pode liberta-los de seus votos imortais e devolver-lhes seus antigos corpos.

Tudo o que ela tem de fazer é ama-lo novamente.

Ai você pensa, ‘há, por favor, o cara enterrou ela viva e depois cravou uma adaga em seu peito. Ela não vai, jamais, dar trela pra ele de novo.’

Mas nessa história, como Julieta vai aprender, nem tudo o que contam é verdade. Ela mesma vai se surpreender com as coisas que uma mente traumatizada é capaz de suprimir e modificar.

Algumas perguntas ficaram sem resposta, como por exemplo, o que aconteceu no episódio na escola que fez com que Ariel ganhasse o apelido de Esquisita e fosse evitada por todos? Ou onde está o pai dela que nunca nem foi citado pela mãe maluca.

Mesmo assim adorei o gostinho que o fim deixou. Mesmo sabendo que é improvável que haja uma continuação eu quero mais.

Selo de aprovação: isso é bacana pra chuchu

 

xo pra vocês e ótima semana!

O Trono de Fogo – Rick Riordan

Rick, me adota?

  •   Autor: Rick Riordan
  •   Editora: Intrínseca
  •   Nº de Páginas: 400
  •   Edição: 1
  •   Ano: 2011
  •   Título Original: Throne of Fire
  •   Tradutor: Débora Isidoro
  •   Avaliação: 8,0
Perigos de Spoilers!!!!!!O Trono de Fogo é a continuação de A Pirâmide Vermelha
Os deuses do Egito Antigo foram libertados, e desde então Carter Kane e sua irmã, Sadie, vivem mergulhados em problemas. Descendentes da Casa da Vida, ordem secreta que remonta à época dos faraós, os dois têm poderes especiais, mas ainda não os dominam por completo – refugiados na Casa do Brooklin, local de aprendizado para novos magos, eles correm contra o tempo. Seu inimigo mais ameaçador, Apófis, está se erguendo, e em poucos dias o mundo terá um final trágico. Para terem alguma chance de derrotar as forças do caos, precisarão da ajuda de Rá, o deus sol. Despertá-lo não será fácil: nenhum mago jamais conseguiu. Carter e Sadie terão de rodar o mundo em busca das três partes do Livro de Rá, para só então começarem a decifrar seus encantamentos. E, é claro, ninguém faz ideia de onde está o deus.

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Eu sou uma fã inoxidável do Rick Riordan. Realmente gostaria que ele acompanhasse com sua escrita o meu ritmo de leitura, mas, como não dá, me contento em ficar ruminando as suas obras. Hoje me peguei pensando cheirodequeimado por que eu gostava tanto dos livros dele, quero dizer, o cara não criou nada de novo! Todos os temas que ele usou já tinham sido dissecados antes, já faziam parte do nosso conceito de clássicos. Não me refiro só a mitologia, mas aos ‘sim, garoto, você não é um mero mortal’, os ‘agora vá, e salve o mundo’, ou alguém aqui vai me dizer que Senhor dos Anéis não é um clássico? Que Harry Potter não abalou estruturas? Que nunca quis ir para Nárnia?? Heim? Heim?  Foi o que pensei.

A genialidade do cara veio justamente disso, ele pegou coisas velhas (refiro-me às mitologias, por favor) e outras referenciais, tirou o pó, passou um Veja Multiuso, arrumou de outro jeito e voilá! Fez o referencial dar vida nova a coisas que só interessavam a nerdões ou professores de história (pleonasmo) ! As crianças que hoje acham que o smartphone nasceu colado nelas ou que e-mail é coisa de velho se interessam por Zeus, Ísis e toda a patota! Pesquisam sobre política na antiguidade, descobrem que filosofia não é chata mentira e principalmente, prestam atenção na aula de história! Well, eu estou quase começando um discurso sobre entender o passado para mudar o futuro e blá blá blá, então melhor parar por aqui a ruminação.

Ah, só mais uma coisa. Tanto as Crônicas dos Kane quanto Os Olimpianos são completamente confiáveis nas suas informações sobre os deuses e culturas mostradas. Palavra de aficionada em mitologias, só Deus e a Irmã Tereza sabem quanto tempo em me enfurnei naquela biblioteca lendo e relendo tudo o que tinha a ver com Grécia, Roma, Egito e os Nórdicos. (Hum Andhy, sua nerdona) Sou mesmo! E você também, que leu até aqui!!

Orgulho Nerd

Agora vamos a’O Trono de Fogo (Aviso mais uma vez, spoilers fortes de A Pirâmide Vermelha)

O livro começa com os irmãos Kane invadindo o Museu do Brooklyn. Eles precisam descobrir que pista uma estátua guarda sobre o Livro de Rá e para isso contam com a ajuda de dois novos amigos, Jaz e Walt. Ambos foram os primeiros a responder o chamado de Carter e Sadie, e a tornarem-se aprendizes da Casa da Vida do Brooklyn.

Digamos que Walt, gosto de pensar nele como um Tyrese Gibson adolescente, mexeu um pouco com a Sadie. Contanto ela não esqueceu Anúbis (que eu carinhosamente penso como Josh Harnett), da mesma forma que Carter não esqueceu Zia, na verdade ele anda meio obcecado:

“-Carter, não quero ser indelicada – eu disse – mas nos últimos dias você tem visto mensagens sobre Zia em todos os lugares. Há duas semanas você pensou que ela tivesse mandado um pedido de socorro em seu purê de batatas.

-Era um Z! Desenhado bem nas batatas!”

Quando Sadie pega o pergaminho que fazia parte do Livro de Rá, desencadeia, pra variar, uma boa armadilha egípcia! Espíritos do caos os atacam por todos os lados e os meninos tem que improvisar para se defenderem. Só que então um desses espíritos se dirige a Carter lhe diz onde Zia está e avisa, se ele não deixar sua missão de lado, ela morrerá.

A partir daí tudo se desenrola bem freneticamente, acontece tão rápido que você não consegue se obrigar a parar a leitura pra fazer qualquer outra coisa! Os Kane, além de terem de se virar para acordar e reentronar um faraó e salvar o mundo em cinco dias, vão ter de fugir dos deuses irados com a ‘reforma’  e de assassinos das outras Casas da Vida, que ainda não engoliram o trato feito com Set.

Sinceramente senti falta de mais romance. (Eu sei que é um juvenil) Qualé? Eu realmente adoro romance! Mas com certeza esse é o livro mais divertido e bem humorado do ano. A Mimo até saiu do lugar de honra dela, meu colo, enquanto eu lia porque as risadas deviam estar atrapalhando. Os novos aprendizes são incríveis, tem até uma menina do Brasil!

‘Para de fazer barulho, eu quero dormir!’

Enfim, recomendo não só porque faz bem ler continuações, mas por ser um livro muito bom!

xo

Sete Vidas – Mônica e Monique Sperandio

Lindo, né?

  •   Autor: Mônica e Monique Sperandio
  •   Editora: Underworld
  •   Nº de Páginas: 204
  •   Edição: 1
  •   Ano: 2011
  • Avaliação: 3,0

Na pequena cidade de Moonville, Aprilynne Hills é conhecida como a rebelde do orfanato Joy Lenz. Sua vida se resume em quebrar regras e aceitar desafios. Após perder uma aposta de sua inimiga Angelique, tudo toma um rumo inesperado. Encontrar uma garota morta em um lago e começar a ter alucinações não estava em seus planos. Descobrindo poderes que nunca imaginou ter, April contará com a ajuda de poucos para resolver um mistério que envolve até deuses do antigo Egito.

Quando meu Sete Vidas chegou, eu fiquei animadérrima. A capa é linda, a arte dentro é perfeita e as gêmeas (sempre super gentis e educadas) autografaram com canetinha colorida. Mal pude esperar para começar a ler, tamanha era a expectativa. E esse foi o meu grande erro.

Criei uma aura sobre o livro já fazendo dele um best-seller, e não é bem assim. Talvez por isso eu tenha tanta coisa chata a dizer sobre o Sete Vidas. Eu sei que tem muita gente que amou o livro, mas essa é a minha opinião então, por favor, não me odeiem logo de cara.

Pulei os agradecimentos de 4 páginas (prefiro deixar pro final) e fui direto para o prólogo.  Sinceramente acredito que essa seja a melhor parte do livro; tive a impressão de que ele fora escrito depois de tudo e, pelas leis literárias, quanto mais escrevemos, melhores ficamos. Descreve um rapaz sofrendo porque a sua amada, toda branca e molhada, jaz morta. Ele deve encarar que a perdeu para sempre.

Certo, depois disso a coisa complica:

A ideia é boa, a órfã que descobre ser descendente de uma deusa do Antigo Egito, tem que lutar para descobrir o que aconteceu com a sua ancestral e como se defender das ameaças que ainda existem. Os poderes da Aprilynne lembram muito os da Chloe King (Nine Lives of Chloe King ) e até arrisco dizer que as gêmeas se inspiraram nela para caracterizar a personagem. Só que falta pesquisa, sério, MUITA pesquisa.  Tanto para ambientar a mitologia egípcia que ficou totalmente distorcida, incompleta e incoerente com o que se define por MITOLOGIA EGÍPCIA, quanto para saberem como é a vida de um pobre órfão de verdade.

Muita coisa fica sem sentido algum durante toda a estória e acabei fazendo uma listinha das perguntas que me atormentaram durante e depois:

O orfanato, logo no começo da história, nos é apresentado como um lugar triste, pobre e sem esperança. Todavia ele mais parece uma mistura de república com a manjada high school americana, cheia de paqueras e jogatinas. Aonde foram parar os pobres órfãos? E por que todos lá, TODOS MESMO, se comportam como patricinhas e mauricinhos?

Onde fica Mooville?

Se Moonville é uma cidade pequenininha como ela pode ter tantos jornais diferentes, seria a capital do jornalismo?

 O que aconteceu com os deuses egípcios conhecidos? Eles existem? Sekhmet não deveria ser o ‘outro lado’ da deusa Hator? Nuru era deus de que?

Piramides não eram tumbas faraônicas? Onde elas serviram como prisão?

Como uma cidade tão pequena pode ter um museu tão bem equipado em artefatos super raros do Antigo Egito? Artefatos dos próprios deuses…

COMO ALGUÉM SE INTERNA NUM HOSPÍCIO E ESCOLHE AS PRÓPRIAS VISITAS?

WTF??

LITTLE SPOILLER Como alguém vai parar num orfanato (numa cidade pequena) mesmo com parentes vivos?

Como um garoto, filho de pais médicos (e bilionários pelo visto) e com um mordomo, estuda numa escola pública?

Sei que algumas dessas perguntas não existiriam se ficasse claro onde Moonville se localiza e que soa muito chato ficar reparando nesses detalhes sobre a mitologia, mas eu A-M-O mitologia Egípcia então não consegui ignorar algumas coisas. E sim, na minha opinião, os detalhes são a alma de um livro.

O texto ficou desconexo e repleto de parágrafos grosseiros. Os erros de pontuação e o uso EXCESSIVO de virgulas, pontos finais e traços deixam a leitura sem ritmo. Eu sei que tem gente que acha que o texto não importa e blá blá blá, mas por favor!, isso é essencial num livro, é o mínimo de respeito com os leitores E escritores!

A enxurrada de frases de efeito corta qualquer clima. É regra: não existe ponto alto sem que haja algo com que comparar. Também há excesso de informação ‘inútil’ que me deixou um pouco desnorteada: a April cita várias e várias bandas, músicas, livros e até marcas de pasta de dentes famosas. Acredito que a editora (adoro a Under, mas eles deram uma escorregadinha) deveria ter passado mais tempo orientando as garotas. São coisas que serão superadas com a prática nos próximos livros, aposto!

Tenho certeza de que se elas atentassem mais ao desenvolvimento da narrativa, dos personagens, da relação deles com os acontecimentos e o cenário, seria um ótimo livro. Elas são jovens (o que não é desculpa para um livro medíocre, e sim OPORTUNIDADE DE CRESCIMENTO), tem um tempão para se aperfeiçoarem. Também quero ressaltar que as duas foram muito maduras ao receberem as criticas construtivas. Super Ladies. Sinceramente estou aguardando o próximo.

xo

Química Perfeita – Simone Elkeles

Capas vendem livros!!

  •     Autor: Simone Elkeles
  •     Editora: Underworld
  •     Nº de Páginas: 307
  •     Edição: 1
  •     Ano: 2011
  •     Título Original: Perfect Chemistry
  •     Tradutor: Yara Camillo
  • Avaliação: 8,0

Os garotos do instituto Fairfiel, do subúrbio de Chicago, sabem que South Side e North Side não se misturam. Assim, quando a líder de torcida Brittany Ellis e o marginal Alex Fuentes são obrigados a trabalhar juntos como parceiros de laboratório na aula de química, os resultados prometem ser explosivos. Mas nenhum deles estava pronto para a reação química mais surpreendente de todas: O amor. Poderão romper os preconceitos e estereótipos que os separam?

Podem admitir, a primeira coisa que vocês pensaram ao ler a sinopse foi: Ah, mais um romancezinho água-com-açucar pra menininhas… Não foi? Eu também pensei isso, até devorá-lo em 3 horas.

Queria dizer que fazia tempo que eu não chorava tanto com um livro. Sério mesmo, Química Perfeita não é um livro triste, só que é bem mais do que aparenta ser.

A Brittany não é a garota perfeita que todos acham, o mais importante: ela não quer ser a garota perfeita, mas precisa que  o mundo a veja assim. O grande problema dela é que foi criada com a idéia de que se ninguém souber que você tem problemas, então você não tem (O Segredo?). A culpada por esse tipo de pensamento é a mãe dela, uma perua egoísta que tem vergonha de sua filha mais velha, Shelley. A Shelley é uma menina doce de 21 anos, que sofre de uma séria paralisia, ela não se move, nem se comunica de forma normal com os outros.

Britt está sempre apoiando e cuidando de sua irmã que é, sem dúvidas, a pessoa que ela mais ama no mundo. Ela fará de tudo para ver Shelley feliz, inclusive se esforçar para entrar na universidade mais próxima e assim continuar por perto.

Em casa Brittany até pode não tem voz, mas na escola é uma espécie de Miss. Quem não a deseja, quer ser como ela. Aquela velha história: tem um namorado-lindo-capitão-do-time-de-futebol, ótimas amigas, estilo e influência.O primeiro dia de seu último ano no colégio promete ser perfeito, mas muda drasticamente quando ela quase atropela a moto de Alex Fuentes, o durão gangster do South side, com ele nela…

“-Você é uma péssima motorista -Diz Alex, com seu leve sotaque latino, a voz grave e a postura de quem diz: ‘Eu Sou o Cara.'”

Alex é uma figura intimidadora. Alto, forte gostoso, cheio de cicatrizes e tatuagens, sempre usando a bandana ao Sangue Latino, gangue violentérrima da qual faz parte. Mas apesar da fachada ele se recusa a fazer qualquer coisa mais séria do que ir intimidar devedores, Alex não se envolve com drogas nem pretende usar sua pistola. A única coisa que Alex quer é deixar sua família segura,nem que pra isso tenha que desistir de ir para a faculdade e ter um futuro.

Ah, é. Outra coisa que ele quer é descobrir quem matou o pai, na sua frente, anos atrás. Ele não conta para seus irmãos caçulas chatos e pentelhos que seu pai era integrante da gangue, e faz de tudo para mantê-los afastados da vida de crimes.

Quando ele e Brittany são obrigados a fazerem dupla na aula de Química (coisa muito levada a sério lá nos Isteites) fica claro que ambos se desprezam. Por isso mesmo ele aceita a aposta com um amigo para levar Britt para a cama. A partir daí a gente sabe o que acontece: os dois brigam muito, mas se apaixonam e blá blá blá. Tem vários clichês, mas no contexto isso só fica mais fófis. O emocionante é vê-los descobrindo o mundo um do outro e a si mesmos nesse processo. Juntos eles vão aprender a enfrentar o que sempre acharem que não podia ser mudar, e mudar o que nunca imaginaram que enfrentariam.

Logo, todos descobrem que as aparências enganam e que ser feliz pode trazer muito mais problemas do que ser quem esperam que você seja.

Recomendo esse livro para quem gosta de romance, para quem gosta de comédia, para quem tem problemas com a família, para quem amou Soul Love (mas queria um final diferente), para quem chora, para quem gosta de aventura, para quem não tem o que fazer, para quem está apaixonado.

Para quem quer se apaixonar.

Quando eu terminei de ler já estava pra lá de Bagda, nesse naipe mesmo:

Boa quinta-feira pra todos

xo