The Young Elites (Jovens de Elite) – Marie Lu

 

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  •     Autor: Marie Lu 
  •    Editora: Putnam
  •    Nº de Páginas: 368
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2014
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –
  •    Avaliação: 8,0

Bestseller do The New York Times com excelente repercussão entre público e crítica, Jovens de Elite é o primeiro de uma série de fantasia ambientada na era medieval e protagonizada por jovens que desenvolvem estranhas cicatrizes e poderes especiais ao sobreviverem a uma febre que dizimou boa parte da humanidade. Entre eles está Adelina, que, após se rebelar contra o destino imposto a ela por seu pai, encontra um novo lar na sociedade secreta Jovens de Elite, vista por alguns como um grupo de heróis, por outros como seres com poderes demoníacos. Heroína ou vilã? Num mundo perigoso no qual magia e política se chocam, Adelina descobre o lado sombrio de seu coração. Da mesma autora da aclamada trilogia Legend, Marie Lu, Jovens de Elite é o início de uma saga arrebatadora. Perfeita para fãs de histórias de fantasia medieval como Game of Thrones, com vilões dignos de X-Men.

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Conheçam Adelina Amouteru, a Anakin Skywalker de Kenettra.

Sabe aquele personagem que tem potencial, poder e pessoas o apoiando… mas mesmo assim vai pro lado negro da força? Essa é a Adelina, e talvez ela não tenha muita escolha. Ok, todo mundo tem uma escolha, nem que seja parar de respirar, mas seremos razoáveis aqui quando entrarmos nesse universo sombrio de ódio, perseguição e desconfiança.

Nada é branco e preto, ninguém é bom ou mau. É simplesmente complicado demais.

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Adelina não é uma boa pessoa. Vocês podem até estranhar isso, como uma mocinha não é boa? A resposta: sendo humana. Sério gente, eu não gostei dela, mas não por ter sido um personagem superficial, artificial, muito pelo contrário! Essas falhas de caráter, as decisões que não estão no ‘código de honra’ previamente estabelecido no mundo literário pelo qual nossas heroínas baseiam suas ações, são extremamente humanas. Sim, já vimos protagonistas inescrupulosas antes, que começam ao lado dos caras maus, mas que percebem seus erros e passam a ter atitudes altruístas e corajosas. Adelina tem alguma coragem, mas lhe falta a ferocidade para se defender, e toma um numero de decisões duvidosas movida pelo medo e pela raiva.

Aliás, medo e raiva são palavras chave para ela, são a fonte de seu poder e ela A-DO-RA chafurdar neles. Ela tem boas intenções até, só que gosta mais de causar medo e alimentar sua raiva do que ser gentil. Resumidamente Adelina não é nobre, prepare-se para ver alguém jogar sujo, e talvez você a ame por isso. Os deuses e anjos sabem o quanto ela precisa de amor.

Isso nos leva aos relacionamentos no livro e aos outros personagens tão imprevisíveis quanto ela. Pensem num livro que te deixa arrepiada, de tão bem feito! Sério gente, a blogueira aqui está até agora digerindo tudo o que aconteceu e não se sente preparada para falar sobre o final.

Eu simplesmente não sei lidar!!

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Temos Violetta, a irmã caçula que é muito amada por todos (ninguém mais que Adelina), mas ainda assim sempre virou o rosto para os abusos cometidos pelo pai contra a irmã mais velha. Temos Enzo, o #sexydemaisparaoprópriobem líder da Sociedade da Adaga, que mantém seu sentimentos e reais intenções tão escondidos que talvez nem ele saiba. E temos Rafaelle, provavelmente o homem mais bonito que jamais existiu, e um exemplo de relacionamento sem romance com a mocinha. Mas quem sabe distinguir verdade de mentira quando elas saem de lábios tão treinados?

Toda a ação que me viciou em Legend me encontrou novamente em TYE, mas de uma forma muito mais obscura e sexy e brilhante, e há também o vilão complexo! Eu falei do vilão complexo? Aquele tipo que você pode até não gostar, mas simpatiza, porque ele merece ser amado! Como vocês vão lidar??? nãotemcomo

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As cidades de Kenettra são o cenário para essa mistura de Renascença com X-Men maravilhosamente construída. Você consegue ver as pessoas, os edifícios e os detalhes. Terminei a leitura atordoada pelo tiro que foi o final, e aconselho que vocês tenham a continuação em mãos quando forem ler. A espera seria impossível de aguentar.

 

xoxo e bom começo de semana

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Três Coroas Negras – Kendare Blake 

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  •    Autor: Kendare Blake
  •    Editora: Globo Alt
  •    Nº de Páginas: 304
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2017
  •    Título Original: Three Dark Crows
  •    Tradutor: Alexandre D’Elia

   Avaliação: 8,5

Três herdeiras da coroa, cada uma com um poder mágico especial. Mirabella é uma elemental, capaz de produzir chamas e tempestades com um estalar de dedos. Katharine é uma envenenadora, com o poder de manipular os venenos mais mortais. E Arsinoe é uma naturalista, que tem a capacidade de fazer florescer a rosa mais vermelha e também controlar o mais feroz dos leões.

Mas para coroar-se rainha, não basta ter nascido na família real. Cada irmã deve lutar por esse posto, no que não é apenas um jogo de ganhar ou perder: é uma batalha de vida ou morte. Na noite em que completam dezesseis anos, a batalha começa.

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Essa é a história de três rainhas que competem para ser A Rainha. Isso, a letra maiúscula faz toda a diferença, significa estar viva. Elas passam a vida inteira treinando para, quando o rito da Aceleração chegar, estar livres para trucidar umas as outras. Adorável, não?

Logo de cara somos apresentados a uma tonelada de termos e particularidades da ilha onde se passa a história, o que seria muito mais fácil de visualizar se um bendito mapa estivesse presente… mas não, mais uma vez uma edição nacional acha que o mapa da versão original é decor. Fico muito perturbada com isso, mais do que já sou!

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TCN alterna entre o ponto de vista das irmãs e alguns outros personagens, vamos aprendendo cada vez mais sobre cada uma. E aprendendo a gostar de cada uma também. Sim, do contra que sou eu tinha que escolher uma favorita, e justo a mais fraca do trio.

Arsinoe (olha que nome poder) é a rainha naturalista. Forte, cínica, decidida, desencanada de aparências, ácida de fazer sua pálpebra tremer e…sem um pingo da dádiva. E, como se não bastasse, sua melhor amiga é a mais forte naturalista de todos os tempos. Enquanto os outros naturalistas da ilha tem poder suficiente pra atrair pássaros e cães como Familiares (uma espécie de companhia animal) o Familiar da moça é um puma! UM PUMA.

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Selo de qualidade Chuck Norris

Mas Arsinoe não tem inveja da amiga Jules, que é mais irmã que as outras rainhas. Ela sente que é inevitável morrer no próximo ano, já que não consegue reunir magia suficiente nem pra fazer uma folha cair de uma arvore. Pra cuidar de Jules Arsinoe conta com Joseph, amigo das duas desde criança e o amor da vida da garota poderosa. Agora, não vou entrar em detalhes, mas se vocês por ventura lerem Três Coroas Negras, com certeza vão querer esfolar Joseph vivo. Entrem na fila.

A rainha Katherine é uma envenenadora no mínimo decepcionante. Ok, a garota tem talento para criar venenos, mas meio que para por aí. Ela é vitima constante das irmãs Arron, as chefes da casa envenenadora que a acolheu e figuras importantes no Conselho Negro, o poder da ilha. Elas só querem treiná-la para ser mais forte e poderosa e, principalmente, sobreviver ao Ano da Ascensão para se tornar A Rainha, a quarta envenenadora consecutiva. Só que o treinamento significa horas de exposição ao mais diversos venenos e nem uma refeiçãozinha sequer sem toxinas paralisantes. O resultado é uma Katherine mirrada e cheia de cicatrizes de pústulas e picadas de cobra, deu muita dó.

Oh, espere. Acabei de perceber que eu não ligo

Oh, espere. Acabei de perceber que eu não ligo.

Mas não o suficiente. Ainda prefiro Arsinoe.

 

E por fim temos Mirabella. A perfeita rainha Mirabella. Forte como nunca se viu, capaz de atrair tempestades, causar terremotos e dançar com fogo, ainda por cima é linda de morrer e tem todos a seus pés. O Templo, a autoridade religiosa, já a considera vencedora e não esconde de ninguém seu total apoio. Ela tem do bom e do melhor, ótimas amigas e a admiração de todos. E é claro que ela não está contente, a irritante. Por favor, não me julguem por ser implicante, eu sei que ela é cheia das boas intenções. Mas só alguém que teve tudo  de bandeja poderia pensar como Mira, ela não passou os últimos dez anos ouvindo como a outra irmã era poderosa e linda e como ela não iria viver para completar 17 anos. Ainda por cima ela faz uma coisa que, mesmo não sendo tão culpa dela, não ajudou em nada minha antipatia.

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Sou time Arsinoe e pronto.

Depois de feitas as apresentações foi aí que a história engatou. Conforme a Aceleração se aproximava, a própria narrativa também ia mais rápido e mais coisas decisivas aconteciam. Depois de um começo meio lento, foi revigorante e aproveitei muito mais a leitura assim.  Fiquei obcecada com a mitologia criada sobre a ilha, algo que me lembrou muito Avalon, e ainda não consigo parar de pensar no que pode acontecer no próximo volume. Minha cabeça deu tantas voltas criando teorias sobre o final desse que, quando aliados e inimigos inesperados mostraram a cara, quase morri do coração.

Tiro meu chapéu para Blake, não esperava esse livro, e agora preciso de ajuda para sobreviver até o lançamento do próximo. Nossa, é quase como ser uma das rainhas esperando o fim do Ano da Ascensão…

xoxo e boa semana!

P.S.: Só uma curiosidade sobre os nomes das irmãs. Mirabella é de origem italiana e significa maravilhosa. Katherine vem do grego e significa pura. Já Arsinoe também é grego, muitas governantes macedônias e egípcias tinham esse nome, inclusive a irmã mais nova de Cleópatra que, por acaso (ou não), foi assassinada pela irmã por apresentar uma ameaça a sua pretensão ao trono. Arsinoe significa ‘mulher de mente elevada’. Acho que já sei qual o nome da minha futura filha 😀

A Court of Wings and Ruin (Corte de Asas e Ruína)- Sarah J. Maas  

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  •    Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Bloomsbury
  •    Nº de Páginas: 704
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2017
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 9,5

Feyre retornou a Corte da Primavera determinada a recolher informações sobre as manobras de Tamlin e o rei invasor que ameaça colocar Prythian de joelhos.  Mas para isso ela precisa jogar um mortal jogo de mentiras -e um escorregão pode significar a ruína não só de Feyre, mas de seu mundo também.
Enquanto guerra paira sobre todos, Feyre deve decidir em quem confiar entre os deslumbrantes e letais Lordes – e caçar aliados em lugares inesperados.
Nesse emocionante terceiro livro da série de Sarah J. Maas, best-seller nº1 do New York Times e USA Today, o solo será pintado de vermelho enquanto poderosos exércitos lutam por algo que pode destruir a todos. (tradução cubalibre)

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Eu sabia, sabia já pelo título que esse livro seria minha ruína… e mesmo assim amei cada parte dele.

Do desenrolar dos personagens a todos os acontecimentos impactantes, esse pra mim é o melhor livro da saga até agora! Funcionou como um encantamento para a minha falta de vontade de ler (sim, socorro, nunca mais quero passar por isso!) e fiquei obcecada. Até aí nada fora do comum nas minhas leituras de Sarah J. Maas. Só que esse livro, meu bom povo, esse livro é insano! As coisas que eles fazem, os aliados que aparecem, os inimigos que aparecem!! Fiquei um dia inteiro bem incoerente depois de terminar de ler, simplesmente não conseguia formular nem uma frasezinha sequer para tentar explicar o que senti lendo ACOWAR.

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Talvez possa encaixar na crítica na forma como os personagens, nesse livro, ficaram muito parecidos com os personagens da série TdV. As situações são diferentes, mas a essência é a mesma. Ok, acho que posso parar por aqui até, e falando em personagens, adoro como os secundários tem suas próprias histórias acontecendo ao fundo. Vamos acompanhando o desenrolar de Mor, Azriel e Cassian mais pelas observações de Feyre do que por conversas e explicações.

Feyre… ah, Feyre. Quantos traseiros uma elfa poderosa, raivosa e determinada é capaz de chutar? A resposta: infinitos. Acho que não podia estar mais contente com a Feyre como fiquei nesse livro. Eu fico taaaaaaao frustrada quando uma personagem tem sua chance de se vingar, mas se segura por peninha ou porque não seria politicamente correto…

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A Feyre dá uma grande banana pra isso, e não perde a oportunidade de ser cruel. É revigorante, pra falar a verdade. Isso deve falar mais da minha personalidade do que da autora, mas ver gente ruim ser paga na mesma moeda foi bom. Também vale lembrar que é MUITO BOM ver uma garota que não se reprime mais pelos outros, uma garota que tomou as rédeas da própria vida e não vai pedir permissão para fazer o que achar certo. Uma High Lady, de fato.

O importante é que esse é um livro onde coisas realmente acontecem! Não fica aquela enrolação esperando o final pra aí algo grande aparecer. Não, o tempo inteiro temos situações que podem mudar o rumo da trama e, consequentemente, fiquei o tempo INTEIRO esperando dar uma m&r#@. Foi intenso.

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Agora preciso dizer que fiquei chocada em descobrir pessoas criticando duramente a Sarah por sua abordagem de depressão e a chamando de supremacista ariana por não ter diversidade de personagens. Tem até grupos de ódio, ódio gente, no meio de uma comunidade de leitores!

Não sou especialista em absolutamente nada, nem digo que concordo com cada palavra escrita por ela sempre, mas posso dizer por mim que achei a representação de casos de abuso, depressão e outras situações bem delicadas muito importante. Acredito que toda garota que leu, e não necessariamente gostou de Feyrisand (Feyre + Ryshand), pelo menos olhou mais criticamente para seus próprios relacionamentos. Admito que durante a leitura, principalmente por Feyre estar de volta a Corte do Tamlin, me peguei várias vezes tentando lembrar porque não gostava mais dele. Como na vida real, por vezes é difícil enxergar o que há de errado, e somente depois que entendemos que certas atitudes não podem ser toleradas que entendemos também como um relacionamento pode estar nos prejudicando. De um jeito ou de outro refletimos, e como autora, acho que qualquer livro que consiga isso é digno. Já vi tantos livros com casais terrivelmente abusivos tratados como uma coisa linda, e quando alguém resolve levantar uma bandeira contra esse tipo de porcaria, é vaiada. Que mundo, que mundo.

Quanto às acusações de supremacia, o que posso dizer sem spoilers é que Maas sambou na cara da sociedade. Ponto.

Então, pra quem queria romance, temos. Pra quem queria guerra, temos. Pra quem queria momentos de tirar o folego, temos também. Essa série tem seis livros previstos, com ACOWAR fechando um ciclo. Não poderia querer final melhor, mas confesso que meu coração, depois de tantas emoções fortíssimas (gente, tem coisas que acontecem no final que me fizeram chorar e gritar com o livro), fica meio triste em dizer adeus. Quero mais, vou querer sempre mais de Prythian.

Uma Tocha na Escuridão – Sabaa Tahir

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  •    Autor: Sabaa Tahit
  •    Editora: Verus
  •    Nº de Páginas: 434
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2017
  •    Título Original: A Torch Against the Night
  •    Tradutor: Jorge Ritter

   Avaliação: 8,5

Preciso mesmo dizer que qualquer novilho que se atreva a ler essa resenha antes de ler Uma Chama Entre as Cinzas será açoitado? Acho que não.

O segundo livro da história épica e eletrizante sobre liberdade, coragem e esperança. Ambientado em um mundo brutal inspirado na Roma Antiga, “Uma Chama Entre as Cinzas” contou a história de Laia, uma escrava lutando por sua família, e Elias, um soldado lutando pela liberdade. Agora, em “Uma Tocha Na Escuridão”, ambos estão em fuga, lutando pela vida. Após os eventos da quarta Eliminatória, os soldados marciais saem à caça de Laia e Elias enquanto eles escapam de Serra e partem numa arriscada jornada pelo coração do Império. Laia está determinada a invadir Kauf, a prisão mais segura e perigosa do Império, para salvar seu irmão, cujo conhecimento do aço sérrico é a chave para o futuro dos Eruditos. E Elias está determinado a ficar ao lado dela – mesmo que isso signifique abrir mão da própria liberdade. Mas forças sombrias, tanto humanas quanto sobrenaturais, estão trabalhando contra eles. Elias e Laia terão de lutar a cada passo do caminho se quiserem derrotar seus inimigos: o sanguinário imperador Marcus, a cruel comandante, o sádico diretor de Kauf e, o mais doloroso de todos, Helene – a ex-melhor amiga de Elias e nova Águia de Sangue do Império. A missão de Helene é terrível, porém clara: encontrar o traidor Elias Veturius e a escrava erudita que o ajudou a escapar… e acabar com os dois. Mas como matar alguém que você ama desesperadamente?

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Sabe aquele livro que deixa um vazio depois que acaba? Aquela história que fica te atormentando dias depois de ter sido virada a ultima página? Pois é, esse é o mundo pós-Uma Tocha na Escuridão. Adiei começar a leitura de A Court of Wings and Ruin só pra não arriscar perder alguma coisa na hora de escrever essa resenha.

Acho que a nota seria maior se o meio não tivesse sido tão parado, fiquei entediada e a leitura demorou a fluir. Mas há muita coisa digna de nota, ou melhor, muitos personagens:

O Imperador Marcus, por exemplo, está se metamorfoseando em Joffrey Baratheon não tão lentamente assim e Cersei, digo, a Comandante atingiu novos níveis de maldade. Sim, é possível.

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Sei que devo ter pegado implicância com a Laia no primeiro livro, mas não consigo acabar com a sensação de que os outros personagens fazem mais por ela do que ela faz por eles. Pedir para todo mundo arriscar o pescoço não conta! Desculpa pessoal que ama ela, mas eu simplesmente revirava os olhos quando ela fazia alguma coisa legalzinha, enquanto todo o resto estava sendo extraordinário.

Por falar nisso, Elias é confrontado com uma verdade que muitas pessoas não conseguem enxergar. Ele não é responsável por todo mundo, e ele precisa libertar as pessoas a sua volta de seu cuidado. É, parece complexo né? Como cuidado pode ser algo ruim? Bem, por exemplo, quando você não deixa sequer a pessoa sentir a própria culpa e lidar com a própria tristeza. Você tira as escolhas dela ao tentar absorver tudo para si. Ninguém sai ganhando com isso…

Helene segue sendo a personagem mais interessante. Enquanto Elias e Laia tem objetivos bem definidos, não há como saber o que Hel fará. Quero dizer, a vida dela não está nenhum piquenique no parque, mesmo sendo a Águia de Sangue. De uma ponta temos Elias, seu melhor amigo, amor da sua vida, aquele com quem partilhou o melhor e pior de Blackcliff e esteve ao seu lado nas primeiras mortes. Do outro extremo da balança há o Império, aquela entidade que requer lealdade a todo custo para continuar a existir e também sua família, sua gens.

Eu sei qual escolheria. E vocês?

Aliás, sabe aquele quadrado amoroso que mencionei na primeira resenha? Ele mudou um pouco de configuração, pode até ter virado um pentágono [!!!], mas continuo sem saber quem vai ficar com quem e pior, quem EU QUERO que fique junto! Sério, até agora eu não consegui me decidir, a unica coisa que exijo é um final decente para a Helene e o Elias, que eles sejam felizes de um jeito ou de outro!

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Finalmente temos respostas para o que realmente está rolando nessa história toda, perguntas feitas em Uma Chama Entre as Cinzas respondidas somente agora. Valeu a pena a espera, gosto de tramas cruéis e cheias de maquinações, não me decepcionei.

Se você gostou um pouquinho, tolerou, adorou ou amou com todas as suas forças de aspirante a Máscara Uma Chama Entre as Cinzas, você PRECISA desse livro na sua vida! Terminei ele com aquela ponta de desespero que me assolou no primeiro livro, por saber que vai demorar pra ter o terceiro em mãos! #socorro #sofro

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xoxo e bom fim de semana!

P.S.: Depois fui descobrir que há mapas dos domínios e até de Blackcliff na edição americana. Fiquei muito frustrada, pra dizer o mínimo, eu tinha imaginado tudo ao contrário… valeu Verus, por achar que mapas são opcionais.

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Foto retirada da internet.

Six of Crows – Leigh Bardugo

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  •    Autor: Leigh Bardugo
  •    Editora: Henry Holt and Co.
  •    Nº de Páginas: 463
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 9,0

Esse livro pode ser lido sem medo de ser feliz por aqueles que não tenham lido a trilogia Grisha, apesar de não haver desculpa boa o suficiente no mundo pra alguém  não ler Sombra e Ossos. Só digo.

A OESTE DE RAVKA, ONDE GRISHAS SÃO ESCRAVIZADOS E ENVOLVIDOS EM JOGOS DE CONTRABANDISTAS E MERCADORES…

…fica Ketterdam, capital de Kerch, um lugar agitado onde tudo pode ser conseguido pelo preço certo. Nas ruas e nos becos que fervilham de traições, mercadorias ilegais e assuntos escusos entre gangues, ninguém é melhor negociador que Kaz Brekker, a trapaça em pessoa e o dono do Clube do Corvo.

Por isso, Kaz é contratado para liderar um assalto improvável e evitar que uma terrível droga caia em mãos erradas, o que poderia instaurar um caos devastador. Apenas dois desfechos são possíveis para esse roubo: uma morte dolorosa ou uma fortuna muito maior que todos os seus sonhos de riqueza.

Apostando a própria vida, o dono do Clube do Corvo monta a sua equipe de elite para a missão: a espiã conhecida como Espectro; um fugitivo perito em explosivos e com um misterioso passado de privilégios; um atirador viciado em jogos de azar; uma grisha sangradora que está muito longe de casa; e um prisioneiro que quer se vingar do amor de sua vida.

O destino do mundo está nas mãos de seis foras da lei – isso se eles sobreviverem uns aos outros. (Apesar de ter lido a cópia em inglês, a sinopse foi retirada da edição da Gutenberg)

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Nem toda calma do mundo é suficiente para falar sobre um livro de Leigh Bardugo. Ainda mais um livro sobre ladrões, espiões e Grishas trabalhando em bordéis.

É complicado encarar algo tão aguardado e tão hypado. Geralmente tenho um, dois, três pés atrás  (peço pés emprestados quando o assunto é livro) e só sossego quando viro a última página! Juro que tento não ser tão arisca assim, mas quem nunca teve uma experiência decepcionante com um livro cultuado antes mesmo de ser lançado?

Acontece que no quesito Leigh Bardugo ela teria que na verdade fazer força pra escrever algo ruim! Tipo, realmente querer ferrar as coisas, e ainda assim seus personagens acabariam sendo melhores dos que os de muitos autores famosinhos por aí…

É, é nesse nível que minha adoração por essa mulher anda.

Estou tentando seriamente não contribuir para a piscina de excitação que o precede, mas sinto que estou falhando miseravelmente. Li Six of Crows junto com uma amiga (também doente por Leigh Bardugo) e sei que não sou só eu idolatrando esse livro.

Sim, Aline, somos nós duas aqui.

Sim, Aline, somos nós duas aqui.

Aqui vamos nós para um lado pouco explorado do mundo Grisha, lugares que só sabíamos que existiam por que sempre estiveram no mapa e por algumas menções enquanto mergulhávamos em Ravka. E mesmo com todo o cenário maravilhoso, os detalhes intrincados que fazem qualquer um sentir como é estar nas ruas de Ketterdan, a maior realização desse livro são os personagens. Eu sei, eu seeeei que foco muito nisso, mas gente! É maravilhoso demais alguém botar NO PAPEL pessoas tão reais!! Eu sinto como se conhecesse cada um deles, como se, caso eu tivesse sorte (ou azar) suficiente para me ver em Ketterdan, facilmente trombaria com Mathias, ou teria minha carteira afanada por Kaz.

Os personagens principais não poderiam ser mais diferentes um do outro, mas um objetivo em comum os une e a partir daí coisas incríveis acontecem!

O objetivo? Bufunfa.

Todos os seis, o ladrão estrategista; a espiã acrobata; a Grisha capaz de parar corações; o atirador viciado; o fugitivo privilegiado e o injustamente condenado precisam desesperadamente de dinheiro. O que cada um vai fazer com sua parte no prêmio milionário, só enfrentando Kettterdan pra saber.

Outro ponto de tirar o folego, além de toda a ação-que-não-paras-um-segundo e os problemas-cabeludos-que-podem-matar-um-personagem-a-qualquer-momento, é a falta de romance.

Não, não estou usando drogas. Existem interações românticas sim, mas só estou avisando meus leitores incautos para esperaram muito mais que isso. A tempos a literatura YA foca demais no melodrama adolescente, na NECESSIDADE de ter um par romântico pra cada um dos malditos personagens! Nem que tenham que tirar uma atração misteriosa e inexplicável da manga. Six of Crows dá espaço pra coisas tão importantes quanto o l’amour: integridade, ética, honestidade e principalmente liberdade.

Os personagens aqui vão ter que lidar com coisas bem mais densas que um triangulo amoroso previsível.

Só pra compartilhar com vocês, o final me deixou ansiosa. Não ansiosa tipo “Que livro legal, lerei o próximo quando puder.” Ansiosa no nível:

xoxo e bom feriado!

O Coração da Esfinge – Colleen Houck

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  •    Autor: Colleen Houck
  •    Editora: Arqueiro
  •    Nº de Páginas: 368
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: Recreated
  •    Tradutor: Ana Resende

   Avaliação: 5,0

AS PULGAS DE MIL CAMELOS INVADIRÃO A ROUPA DE BAIXO DAQUELE QUE SE AVENTURAR POR ESSA RESENHA SEM ANTES TER LIDO O DESPERTAR DO PRÍNCIPE.

Lily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar.
Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez.
Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos.
Com a ajuda do deus da mumificação, Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela estará pronta para fazer o que for preciso.
Nesta sequência de O Despertar do Príncipe, o lado mais sombrio e secreto da mitologia egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas assombrosas.

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“Não quero dizer que você não deva explorar e fazer as coisas que lhe dão prazer. O que estou dizendo é que é importante encontrar momentos de alegria no aqui e agora, e não colocar todas as esperanças num sonho, num homem. ” pág. 97

Posso ter um amém aqui, irmãos?

Sinto dizer que essa citação não traduz o livro inteiro.

Contrariando o bom senso e todas as pessoas que leram e me avisaram pra ficar longe desse livro, eu precisava saber a continuação de O Despertar do Príncipe.

Claro que nem tudo foi ruim, o livro me prendeu exatamente como O Despertar do Príncipe fez, e eu realmente gosto de Asten e me sinto mal por ele. Nós dois fomos enganados Asten, nós dois, meu caro. Colleen sempre sabe como ambientar bem um livro, você consegue imaginar direitinho todo o cenário, o que é muito legal. Fora as aulinhas gratuitas de mitologia que recebemos ao longo do caminho. Mas nada disso foi suficiente para compensar a falta de uma história que fizesse algum sentido.

“Dãh, é ficção, miga sua loka.”

Tá, tá, mas nem por isso ela pode criar situações bizarras sem pé nem cabeça e esperar que eu fique ok com isso.

Uma coisa que me incomodou demais foi a Lily estar muuuuuuuito calma com o condomínio rolando na cabeça dela. Eu teria entrado em parafuso, ligado para um padre, no mínimo. Arrancando os cabelos e batendo a cabeça na parede, pra se sincera.

Eu até gostei de Tia, gostei mesmo do jeito prático dela. Mas gente, se vocês tivessem uma entidade dividindo sua cabeça, ficariam de boa?

A Lily sim, tipo shit happens. OUTRA VEZ.

Sim, estamos falando da garota que aceitou ir pro Egito salvar o mundo com uma múmia que se alimentava de sua força vital, e ainda fez o favor de se apaixonar por ele. O que é uma leoa controlando seu corpo perto disso?

E qual o motivo de TODOS os personagens masculinos se apaixonarem por ela. Quero dizer, a Colleen cria uma explicação mas, sério, por que??????

Foi muito ruim ler sobre como cada hora Lily queria alguém diferente, dava mole pra alguém diferente, enquanto Amon estava agonizando nos cantos escuros do submundo. Por mais que eu não goste da relação-carrapato que eles tinham em O Coração do Príncipe, ele ainda era o NAMORADO dela! Menina, respeita, poxa! Eu até me senti mal por ele, pois aparentemente ele podia ver tudo o que ela estava fazendo devido a ligação deles. Cruel.

Queria sentar com a Colleen e conversar seriamente sobre as relações nos livros dela. Acho que ela precisa de ajuda.

Consideração final: aquele momento constrangedor onde te tanta gente morando na cabeça da protagonista que você começa a se perguntar se também mora lá e sua vida toda foi uma mentira. 😮

P.S.: Pra ninguém dizer que não tenho coração verdade vou dar uma chance pra conclusão dessa série, pelo simples fato da capa do terceiro volume ser linda.

Rainha das Sombras – Sarah J. Maas

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  •    Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 644
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: Queen of Shadows
  •    Tradutor: Bruno Galiza

   Avaliação: 10

ESSE É O QUARTO LIVRO DA SÉRIE, ENTÃO VOCÊ QUE NÃO LEU TRONO DE VIDRO, COROA DA MEIA NOITE NEM HERDEIRA DO FOGO VAI ENTENDER QUANDO EU DISSER QUE NÃO ME RESPONSABILIZO PELA PROVÁVEL LOUCURA DECORRENTE DE SPOILERS POSSÚIDOS POR VALGS.

Todos que Celaena Sardothien amou lhe foram tirados. Mas finalmente chegou a hora da retribuição. A vingança promete ser tão dura quanto o aço da Espada de Orynth — a espada de seu pai. Finalmente Celaena retornou ao império; por justiça, para resgatar seu reino e confrontar as sombras do passado.
A assassina está morta. Ela abraçou a identidade de Aelin Galathynius, rainha de Terrasen. Mas antes de reclamar o trono, precisa lutar. E ela vai lutar. Por seu primo, a Puta de Adarlan, o general do Norte… um guerreiro preparado para morrer por sua soberana; por seu amigo Dorian, um príncipe preso em uma inimaginável prisão; por seu povo, escravizado por um rei cruel e à espera do retorno triunfante de sua líder; por seu carranam e a libertação da magia.
Ao avançar em seu plano, no entanto, Aelin precisa tomar cuidado com velhos inimigos. E abrir o coração para novos e improváveis aliados. Tudo isso enquanto os valg continuam trabalhando nas sombras. E Manon Bico Negro, a Líder Alada das Treze, treina suas bestas voadoras. Mas é de Morath, a fortaleza montanhosa do Duque de Perrington, que uma ameaça como nenhuma outra promete destroçar seu grupo de rebeldes e sua corte recém-formada.

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-Para onde nós vamos?

 -Eu ouvi dizer que o inferno é adorável nessa época do ano.”

Explicando a nota, eu realmente li duas vezes esse livro e atestei sua maravilhosidade. As duas leituras foram tão emocionantes que até hoje não sei lidar e, se isso não garante a nota máxima, não sei o que garantiria, meu bom povo.

Celaena finalmente incorporou sua real identidade de Aelin Galathynius (nome impronunciável) e aceitou que é a rainha de Terrasen, com poderes magníficos sobre o fogo e tudo mais! Só pra ter que voltar pra Adarlan e ser Celaena outra vez…

#facepalm

Mas os motivos são nobres, agora ela tem que resgatar Aedion, que fez o favor de ser capturado pelo rei, e tentar ajudar Dorian.  O-PRINCIPE-POSSUIDO.

Veja bem, Dorian é uma parte sensível desse livro pra mim. Confesso que nos últimos livros, só de ler Dorian Havilliard eu já ficava irritada, como uma amiga me disse “Dorian cheira a leite.” Um bebê no meio de um assunto pra gente grande e poderosa.

Até que ele mostrou que é poderoso…

Até que ele foi enjaulado dentro do próprio corpo, até que viu a mulher que amava ser decapitada e até que virou um expectador do monstro que controla seus movimentos.

Nunca fiz tanto pensamento positivo pra um personagem antes!

Toda irritação que sentia por Dorian foi transferida pra Chaol, e só isso que tenho a dizer. (É só isso que ele merece), apesar de ficar ligeiramente decepcionada com a mudança de seu papel.

A enxurrada de novos personagens e suas histórias e Aelin interagindo com eles mostrou muito sobre seu caráter. E falando em Aelin, ela nunca foi tão genial e maquinadora, a moça QUEIMOU o Mercado das Sombras e deu risada depois! E eu entendo que algumas pessoas ficaram chateadas com o rumo que a vida dela levou, no quesito coração, mas eu não poderia estar mais feliz! E olha que eu era totalmente contra antes!

Quando você acha que Sarah J. Maas já fez de tudo, que superou todas as barreiras, ela te surpreende outra vez… com Lysandra! Você, leitor incauto, você não viu essa vindo! Estou sem palavras a um ano, e sempre que penso em Lysandra tenho que dar um tapinha imaginário nas costas de Sarah J., por que ela foi ph*da nessa.

E a volta de montanha russa que são os acontecimentos??? EU FALEI PRA VOCÊS DE TUDO O QUE ACONTECE? Esse livro é grosso por um motivo: epicness transbordando dele! Cheguei num ponto que se alguém falasse alguma coisa pra mim durante a leitura eu gritaria com a pessoa!

Em suma, esse livro me fez rir, me deixou com o coração na mão, me deixou admirada e também me fez chorar. Chorar torrencialmente. Há uma cena junto a uma certa sepultura que foi a gota d’água pra mim, a tempos não me emocionava tanto com uma relação literária e deixei o choro rolar, sem esperanças de parar tão cedo.

O final toma proporções inimagináveis e ficou rodando como um filme na minha cabeça, um bom tempo depois de terminar de ler. Resumindo, essa fui eu quando fechei Rainha das Sombras:

“Suspira. Levanta. Dá voltas pelo quarto. Senta e chora! Como proceder???!!!”

Herdeira do Fogo – Sarah J. Mass

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  • Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 518
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: Heir of Fire
  •    Tradutor: Bruno Galiza

   Avaliação: 9,5

 

SE VOCÊ NÃO LEU TRONO DE VIDRO E COROA DA MEIA-NOITE ACREDITO QUE SUAS CHANCES DE SOBREVIVER A ESSA RESENHA SEJAM NULAS. VÁ PARA CASA, PREPARE-SE PARA ENFRENTAR OS SKINWALKERS E VOLTE SOMENTE QUANDO TIVER EMOCIONAL PRA AGUENTAR ESSE LIVRO.

Celaena ressurge das cinzas ainda mais forte e letal. E parte em uma jornada em busca de uma obscura verdade: uma informação sobre sua herança e seus antepassados que pode mudar sua vida e o futuro de dois reinos para sempre. Enquanto isso, forças sinistras começam a despontar no horizonte e têm planos malignos para dominar o seu mundo. Agora, depende de Celaena encontrar coragem para enfrentar tais perigos, além de seus próprios demônios, e fazer a escolha mais difícil da sua vida.

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A adrenalina.

A emoção.

Os corações partidos.

O PODER.

Esse livro, esse livro meu bom povo, deu um novo significado a palavra épico. Depois disso os dicionários por todo o mundo alteraram sua definição de ‘maravilha’ para uma imagem da capa acima.

Oh my, por onde começar?

Contrariando todas as expectativas e leis da física, Sarah J. Maas evoluiu ainda mais seus personagens!

Celaena continua sendo uma grande anti-heroína, mas está passando por um momento muito delicado (como se ser uma assassina, campeã do rei sanguinário e ex escrava não fosse delicado o suficiente). A morte de Nehemia e a traição de Chaol foram demais para ela e a separação dele foi traumática, pelo menos para mim. Seria de se esperar que a garota, digo, rainha, ficasse amuada num canto. Foi o que ela fez, de certa forma, até Rowan cair em sua vida.

Ah Rowan.

Eu me apaixonei por Rowan, fortemente. Acho que gosto dos rabugentos, mas enfim, o mais importante é o amigo maravilhoso que o elfo (ELFO UHUUUL) se torna para Celaena. Amizade sincera não tem preço. Para todas as outras temos Aedion.

Imagine Celaena/Aelin e seus traços, sua personalidade. Agora transforme tudo isso num menino. Pronto, isso é Aedion, obrigada Sarah. Esse é o primo da Celaena/Aelin, e sua história é impactante, sua lealdade mais ainda, tanto que eu questionei diversas vezes se ele não estaria idealizando demais sua busca por justiça.

Temos Manon, aquela criatura que quero ser quando crescer. Ela não tem coração, não tem alma, mas meodeos, que mulher phoda! Mulher não, bruxa. Isso mesmo, as bruxas estão de volta e para ficar!

manon

Esqueça aquele encontrinho que a Celaena teve com Baba Yellowlegs fora do palácio, a velha estava fora de forma. Manon e suas Treze podem fazer um exercito cair de joelhos perante elas.

E finalmente conheceremos as terras élficas da Rainha Maeve, com sua corte deturpada e tantas tradições e maquinações que ficamos tontos tentando acompanhar seus movimentos!

Resumindo, se vocês ainda não leram Herdeira do Fogo por algum motivo que não consigo imaginar, leiam! Só pra vocês entenderem o grau de obsessão, eu literalmente filtrei os resultados de pesquisa nas resenhas do Goodreads. Quis ver somente resenhas falando maravilhas do livro, porque eu não saberia lidar com alguém criticando essa coisa linda. #prontofalei

 

xoxo e bom fim de semana!

Coroa da Meia-Noite – Sarah J. Maas

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  •    Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 406
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2014
  •    Título Original: Crown of Midnight
  •    Tradutor: Bruno Galiza

   Avaliação: 9,5

SE VOCÊ NÃO LEU TRONO DE VIDRO, AFASTE-SE DESSA RESENHA IMEDIATAMENTE! CASO CONTRÁRIO ACABARÁ NA LISTA DE TAREFAS DA CELAENA, E NINGUÉM QUER ISSO.

Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a assassina real depois de vencer a competição do rei e se livrar da escravidão das Minas de Sal de Endovier. Mas sua lealdade nunca esteve com a coroa. Tudo o que deseja é ser livre — e fazer justiça. Nos arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração contra misteriosos planos do rei, mas antes de cuidar dos traidores, Celaena quer descobrir exatamente que planos são esses. O que ela não imaginava é que acabaria em meio a uma perigosa trama de segredos e traições tecida ao redor da coroa. Enquanto a amizade entre ela e o capitão Westfall cresce cada vez mais, o príncipe Dorian se afasta, imerso em seus próprios dilemas e descobertas.

A princesa Nehemia acaba se tornando uma conselheira e confidente, mas sua atenção está mais voltada para outros assuntos. Em Adarlan, um segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que aprendeu a amar. Mas o tempo é curto, e as ameaças ao redor castelo de vidro estão cada vez mais próximas. Quando menos se espera, uma trágica noite mudará a vida de todos no reino, e mais do que nunca Celaena quer descobrir a verdade para fazer justiça

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Caros leitores, esse é o livro responsável pela minha conversão ao Sarahjmaasismo. Frases incoerentes podem aparecer por motivos de muita emoção.

É como se a Sarah tivesse anotado cada reclamaçãozinha minha sobre Trono de Vidro e feito diferente em Coroa da Meia-Noite:D Quase, quase mesmo deixei de comprar essa sequencia, pelo simples fato de TdV ter frustrado minhas expectativas EXTREMAMENTE altas. Tive medo que esse também seria mais do tem-potencial-mas-não-usa…

Mas nãããão, Sarah tinha um plano maléfico na manga, e o foi desenrolando pouco a pouco até que você, leitor incauto e desavisado, estivesse no meio de algo muito maior que uma simples competição de assassinos sanguinários até a morte. Sério, porque depois do final previsível de TdV (gente, vamos combinar, né?) em CdMN TUDO pode acontecer… e acontece!

Já vale a pena só pelo fato de Celaena finalmente ser mais assim:

Mas temos relacionamentos e personalidades elevados a novos níveis, com toda a profundidade que faltava antes. Afinal quem é 100% bom ou 100% malvado? Nossos protagonistas aqui cometem erros e fazem coisas ruins, e ninguém vai te julgar se você decidir que não gosta deles. O importante é continuar lendo essa história. Quanto a mim, suas novas facetas, amissões e segredos só serviram para me deixar mais fascinada. Me senti tão próxima dos personagens (e essa é uma das maiores qualidades dos livros dessa mulher) que, em determinados momentos de decisão e tragédia, fiquei na bad de verdade.

Aliás, a coragem de dar aos personagens secundários mais detalhes foi o que fez esse livro ser tão OMG pra mim. Sério, sem essas interações mais significativas a Celaena ainda seria aquela menina chata de galocha, mimada e completamente fora da realidade, mais preocupada com vestidos do que, bem… espíritos malignos! Agora ela sabe a que veio e que tem uma responsabilidade muito maior do que simplesmente ser o bichinho de estimação do odioso Rei

Mencionei que tem mais terror nesse livro também? (Sério gente, o que não tem nesse livro???) Não é o suficiente pra te deixar pra sempre com a luz acesa, mas que eu fiquei um pouco perturbada, fiquei. E tem muito mais ação também, e intrigas e amizades feitas e desfeitas e tanta coisa que não caberia numa resenha. Se você desistiu da série em Trono de Vidro, repense. Esse novo livro vai te prender e deixar precisando do terceiro, como nunca antes!

Em suma? Trono de Vidro: um livro para menininhas. Coroa da Meia-Noite: um livro para mulheres crescidas e com estomago para encarar os tipos que só uma assassina terrível conhece.

xoxo

A Rebelde do Deserto – Alwyn Hamilton

Rebelde

  •     Autor: Alwyn Hamilton
  •    Editora: Seguinte
  •    Nº de Páginas: 288
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: Rebel of the Sands
  •    Tradutor: Eric Novello

   Avaliação: 5,0

O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher.

Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele.

Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por lhe revelar o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.

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Depois dessa sinopse eu tinha certeza que não restaria outra coisa a fazer a não ser amar esse livro. É algo do misterioso Oriente Médio com cavalos mágicos. Cavalos mágicos. Quem não tem feelings de A Corrida de Escorpião???

É difícil falar sobre um livro que não te chamou a atenção, apatia é uma grande estraga prazeres. Se você amou a história vai ficar igual uma tonta apaixonada falando de todas as vantagens do livro e tentando converter as pessoas à sua volta (quem nunca?). Ou se você odiou e utiliza todo o seu estoque de sarcasmo, arrogância e pesquisa cientifica  no Wikipedia para mostrar que aquela história nunca deveria ter saído da cabeça do autor (todo mundo já fez isso).

Agora, e quando o livro não fede nem cheira?

A busca da Amani por liberdade acaba virando uma odisseia por um caminho longo e confuso, com um mocinho (?!) tão confuso quanto. Tem horas que eles se dão super bem, nas outras estão tentando se livrar um do outro, alternadamente.

Esse livro simplesmente não foi para mim. A mistura de árabe com faroeste não rolou, deixou tudo esquisito demais, e não um esquisito deliberado, um esquisito tipo “a autora não soube dosar o ambiente”. Não foi  nem árabe demais (será que esse é o nome certo?) nem faroeste o suficiente, e nós nem temos tanto tiroteios assim! Eu queria tiroteios!! #aloucaquersangue

Não que não tenha ação, sim temos. A autora gosta de nos deixar ansiosos com grandes perseguições em que tudo, sério, qualquer coisa pode acontecer! Logo no começo a Amani mostra que não tem medo de sujar as mãos e que não é nenhuma gata borralheira pros tios e primos. Na boa, com uma família daquelas nem precisa de outro vilão na história…

Um enredo caminhando na linha do OK, sem ser pobre, mas sem nada que merecesse um NOSSA!! Faltou ousadia na hora de adicionar clímax. E tem o pequeno probleminha do romance instantâneo que pra mim JÁ-DEU. Como essas heroínas encontram o homem das suas vidas rápido minha gente, fico pasma!

Pensando bem, talvez qualquer livro lido após Uprooted, da Naomi Novik, ficaria sem graça para mim. Acho que o problema foi muito mais eu, a leitora sem paciência para uma história água com açúcar, do que o livro em si.

Leiam por sua conta e risco, não posso prometer nada…

Aliás, não leiam, invistam seu tempo (porque tá difícil arrumar um pouco) e leiam A Fúria e a Aurora.

xoxo