Glass Sword (Espada de Vidro) – Victoria Aveyard

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  •  Autor: Victoria Aveyard
  •    Editora: Harpen Teen
  •    Nº de Páginas: 383
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 8,5

NÃO SE APROXIME DESSA RESENHA se você ainda não leu Red Queen! Se você continuar é por sua conta e risco e não me responsabilizo por queimaduras, afogamentos, desmembramentos e possível loucura que venham a ocorrer.

“Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.”
O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar.
Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.

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Digamos que, depois de publicamente escolher o irmão errado e manipular descaradamente os sentimentos de Cal, as coisas ficaram um pouco constrangedoras pro lado da Mare.

Quero dizer, ela está presa a ele agora.

Acho melhor vocês saberem, não tem romance nesse livro. Ter tem, mas é tão pouco e tão abafado pela confusão interna dos dois protagonistas traídos, que nem vale a menção. Não que eu ache que fez falta, sinceramente NÃO FEZ, e isso vindo daquela que literalmente vibra quando a mocinha beija o mocinho é alguma coisa…

Baixou uma entidade na Mare, a entidade megalomaníaca do professor Xavier, diga-se de passagem, que a faz pensar que o Universo gira em torno do traseiro ossudo dela. E se isso é cansativo pros personagens à volta dela, imagina para mim, que estava ‘dentro’ da cabeça com um fio desencapado dela?

Como era de se esperar ela foi atrás dos seus semelhantes, numa mistura muito louca de Professor X (o Shade sendo uma espécie de Ciclope amigável e Cal um Wolverine com cólicas menstruais) e Katniss Everdeen. Não me levem a mal, eu gostei dessa mistura, gostei mesmo, achei emocionante e me deixou curiosa para saber o que eles encontrariam pela frente, o problema é que a Mare estava se achando a ultima bolacha do pacote. Ela não PARA, o livro todo, de dizer o quanto ela é poderosa e fodona e que o poder dela e ela são super valiosos e mimimi (humildade mandou um beijo), quando na verdade, praticamente todos (ok, não tantos assim, mas fiquei brava) os newbloods que ela encontra tem poder suficiente pra dar um couro nela! Além disso ela fica dizendo que ninguém realmente gosta dela, eles somente a temem… UUUUI. Mare, por favor, pare.

Só um adendo, a Victoria Aveyard deu uma de George R. R. Martin (Cadê o 6º livro??????????) e está tratando o elenco de Glass Sword como ele trata a família Stark, ok? Não se apeguem.

Ainda estou receosa depois do final de Red Queen, ainda não confio realmente em ninguém, nem mesmo em Cal. Ele foi enganado pelo irmão mais novo? Sim. Isso quer dizer que ele está do lado da Mare? Absolutamente não. Vamos recapitular que o Cal é o general criado para governar o reino dos Prateados, não uma nação de Prateados & Vermelhos. Ele pode até ter salvado a vida da Mare no Bowl of Bones, mas isso não quer dizer que seus motivos foram realmente altruístas. Só estou dizendo…

Eu sei que não posso mencionar isso aqui, mas esse final, MEO DEOS ESSE FINAL!  Ainda estou tentando me recompor emocionalmente, e sempre falho por que daí lembro que vai demorar horrores até eu ter a continuação em mãos… Sério, esse é um daqueles desfechos que te deixam paralisado, quase sem conseguir virar as páginas, rezando pra não acabar. E ainda por cima tem um epilogo matador!

Ufa!

Não vou perder tempo indicando essa continuação a ninguém, se você leu Red Queen você também precisa saber o que vai acontecer com Mare. Se joga, vale muito a espera!

xoxo e bom meio de semana

Red Queen (Rainha Vermelha) – Victoria Aveyard

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  •    Autor: Victoria Aveyard
  •    Editora: Harpen Teen
  •    Nº de Páginas: 383
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 8,5

 

O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.

Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?

Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe – e Mare contra seu próprio coração.

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“Qualquer um pode trair qualquer um”

Essa é a moral da história desse livro. Da vida da Mare.

Red Queen provavelmente foi o livro YA mais hypado de 2015. Sério, o negócio já era um sucesso antes mesmo de ser lançado, como pode? Tinha até contrato pra filme já assinado! Are baba, que um dia eu seja tão auspiciosa assim #oremos

A verdade é que não teve como não me deixar levar pela onda de euforia e comprei já na pré-venda sem pensar duas vezes, mas uma parte de mim dizia que eu iria quebrar a cara, como geralmente acontece com livros super propagandeados. ERRADO.

Não, não é o livro mais perfeito da face da Terra, mas com certeza cumpre com o combinado e de quebra tem um final de deixar qualquer professor Xavier sem folego! Temos muito ação desde o começo e uma coisa que a-do-ro, uma mocinha toda poderosa! Quero dizer, a Mare não sabe que é toda poderosa desde o princípio, ela descobre por acaso depois de uma sucessão de fatos como, por exemplo, tentar roubar do príncipe herdeiro Cal sem saber que se tratava dele. Muita coisa na sua vida sofrida a levou até aquele ponto, mas acredito que nossa história tenha realmente começado no momento que o príncipe prateado não só a poupou, lhe deu uma nova chance.

Mal sabia ele que um gesto aleatório de bondade magnânima ia por um fim no mundo que ele conhecia. Mas isso não deve ser tratado aqui, essa parte você precisa ler.

Falando em Cal, não é sempre que temos um triangulo amoroso (NÃO FUJA. NÃO ENTRE EM PANICO!!) tão manipulador, aliás nem sei se pode ser considerado um triangulo amoroso já que todos os envolvidos tem o rabo preso, andam olhando por cima do ombro e tentam tirar vantagem do próximo. De qualquer maneira eu achei genial! Ilustra muito bem o que a Mare está vivendo na corte e fora dela e eleva a outro nível a quantidade de romance meloso que os escritores YAs acham que precisam colocar em seus livros (que não são romancinhos). Em outras palavras: praticamente zero romance meloso.

Porém a garota não deixa de ser uma menina paupérrima, repentinamente bombardeada com as regalias da vida na corte, um poder destrutivo e a atenção de não um, mas dois príncipes. É óbvio que ela vai fazer burradas.

Ela faz o que pode, isso eu posso te adiantar, mas as vezes não é o suficiente, as vezes ela é inocente demais, ingênua demais, sozinha demais e acaba se deixando levar. Não vou culpá-la, a garota parece um malabarista tentando equilibrar todos os aspectos da sua vida, como Mare e como Mareena, da melhor maneira.

Vou deixar aqui minha apreciação pelos mocinhos (Cal, Maven e Kilorn) caras bonitos nunca são demais e meu nojinho pelo casal real, Rei Tiberias VI e Rainha Elara, a horrorosa. Esses dois são a personificação de tudo o que os Prateados representam de ruim na sociedade do livro, e na nossa também.

Falando da atmosfera: eu li Red Queen como uma distopia. Ele não fala em nenhum momento de uma civilização como a nossa, mas dá dicas, apesar de nem todo mundo concordar comigo. Eles falam de regiões devastadas por radiação (na minha cabeça nerd radiação = mutação) e Norta pra mim nada mais é do que os Estados Unidos, com o reino inimigo Lakeland sendo a região dos lagos, na fronteira do Canadá. Reparem e me digam que estou errada!

Vi também gente dizendo que esse livro é uma cópia de Red Rising e ficando… bravos, mas como estou proibida de começar novas séries até terminar as que já tenho, ainda não pude conferir. Alguém aqui leu? É verdade??

O status final dessa leitura foi intensa ressaca literária, uma vontade enorme de assistir X-Men e algum tempo de estupor depois do final INIMAGINÁVEL que não apareceu nem nos meus sonhos mais selvagens. Sério, fiquei anestesiada por alguns dias.

Reação da blogueira após a revelação do fim do livro.

Leiam Red Queen, lançado aqui como Rainha Vermelha e desejem sem Mare por um dia também. Ninguém mais se arrepender.

 

xoxo e bom meio de semana

O Despertar do Príncipe – Colleen Houck

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  •    Autor: Colleen Houck
  •    Editora: Arqueiro
  •    Nº de Páginas: 384
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: Reawakened
  •    Tradutor: Ana Resende

   Avaliação: 5,5

O despertar do príncipe é o primeiro volume da aguardada série Deuses do Egito, uma aventura fascinante que vai nos transportar para cenários extraordinários e nos apresentar a criaturas fantásticas da rica mitologia egípcia. Colleen Houck é autora de A maldição do tigre, série que já vendeu mais de 500 mil exemplares no Brasil. “Os fãs de Rick Riordan vão se divertir com esta fantasia. Uma narrativa incrivelmente bem pesquisada com um ar de mistério e romance.” — School Library Journal Aos 17 anos, Lilliana Young tem uma vida aparentemente invejável. Ela mora em um luxuoso hotel de Nova York com os pais ricos e bem-sucedidos, só usa roupas de grife, recebe uma generosa mesada e tem liberdade para explorar a cidade. Mas para isso ela precisa seguir algumas regras: só tirar notas altas no colégio, apresentar-se adequadamente nas festas com os pais e fazer amizade apenas com quem eles aprovarem. Um dia, na seção egípcia do Metropolitan Museum of Art, Lily está pensando numa maneira de convencer os pais a deixá-la escolher a própria carreira, quando uma figura espantosa cruza o seu caminho: uma múmia — na verdade, um príncipe egípcio com poderes divinos que acaba de despertar de um sono de mil anos. A partir daí, a vida solitária e super-regrada de Lily sofre uma reviravolta. Uma força irresistível a leva a seguir o príncipe Amon até o lendário Vale dos Reis, no Egito, em busca dos outros dois irmãos adormecidos, numa luta contra o tempo para realizar a cerimônia que é a última esperança para salvar a humanidade do maligno deus Seth. Em O despertar do príncipe, Colleen Houck apresenta uma narrativa inteligente, cheia de humor e ironia.

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Blogueira, segura na mão de Rá e vai.

 

Dai você lê essa sinopse e pensa “ok, múmias, coisas podres que morreram faz muito tempo, não dá pra encarar uma dessas, certo? O Amon deve ser assim:”

Aaaargh

Errado. Conheça Amon:

O prazer é todo seu

 

Pode ficar a vontade para imaginar que ele é a versão egípcia do Ren, de A Maldição do Tigre, porque, sinceramente, não vejo a menor diferença entre eles a não ser a origem geográfica e o objetivo de vida/morte/vida ligeiramente mais grandioso.

Não posso negar que em determinado momento fiquei completamente hipnotizada pelo livro, sério, fiquei achando tudo lindo e maravilhoso! Então terminei de ler e percebi que, conforme ia repassando a história na minha cabeça, a coisa foi ficando simplesmente ABSURDA (e não no bom sentido). Aliás, cada vez que penso nisso diminuo um ponto na nota do livro.

Mas primeiro quero falar da minha antipatia pela Colleen. Ou melhor, pelas mocinhas da Colleen.

Se já não me bastasse a Kels louca varrida que simplesmente vai pra India com um cara que ela não conhece, agora temos Lilliana Young.

“Embora eu fosse muito exigente, usasse só roupas de grife e o valor da minha mesada fosse maior do que tudo que a maioria das pessoas na minha idade ganhava em um ano, eu estava longe de ser esnobe.”

Sério, como? COMO a pessoa tem coragem de dizer que não é esnobe depois de JOGAR NA SUA CARA LITERÁRIA tudo isso? #bitchplease

E não é só apenas isso! A primeira coisa que o Amon faz com ela é lançar um feitiço PARASITA que suga a energia da menina para mantê-lo vivo.  Eu mataria o cara, vocês não? Quero dizer, ele está drenando. a. minha. energia. Mas Lily está de boa na lagoa com tudo isso… Tipo “Shit happens, por que não ir para o Egito com o deus-múmia-parasita? Ele realmente precisa de mim…”

E é claro que ela se apaixona perdidamente por ele, até eu fiquei babando. Ele é um deus lindo, todo poderoso e com uma conversinha pra boi dormir que derrete qualquer mortal. Só tem aquele detalhezinho de nada, aquela letrinha miúda no fim do contrato: ELE ESTÁ SUGANDO A ENERGIA DELA!

Não é legal cara, não é legal!

Acho que é com isso que eu não me conformo, a facilidade com que essa relação “síndrome de estolcomo-esqua” se desenvolveu. Faltou um pouco mais de raiva, indignação e revolta da parte lesada pra deixar tudo mais natural. Ou tão natural quanto encontrar uma múmia que volta a cada mil anos para salvar o universo possa ser.

Okay, vou deixar esse tópico descansar um pouco. Vamos falar de como a Colleen faz a lição de casa dela. Em a Maldição do Tigre a ambientação foi fantástica, pra dizer o mínimo. Ela pesquisou bastante sobre o local e conseguiu, mesmo sem ter ido pra lá (agora ela é ryca e pode) nos trouxe a Índia. Senti a mesma coisa em relação ao Egito moderno nesse livro e gostei das referencias aos mitos do Egito antigo. Algumas pessoas disseram que esse é um livro racista, mas sinceramente não achei. Estranharia se ela colocasse todo mundo andando de saiote e delineador diva pelas ruas do Cairo de hoje, mas não foi o caso. Um príncipe ter olhos verdes, característica que aparentemente é proibida pela genética egípcia, gera um ataque de pelancas por ai….

Apesar do romance e a tensão entre Lily e Amon ofuscarem muitas coisas no livro, por exemplo a mitologia, a missão em si foi bem interessante. Deixou um gancho matador no final e muitas teorias a respeito do que a Lily pode fazer pra deixar de ser tão chata. Se você amou a Saga do Tigre, ponha um saiotinho plissado e se joga. Se odiou, assista A Múmia (1999) que você ganha mais. Eu estarei aqui esperando pela continuação porque, apesar de tudo, ainda estou ligada a esses dois e preciso saber o que vai acontecer.

xoxo

Blogueira fazendo a egipcia glam

 

 

 

O Rei Demônio – Cinda Williams Chima

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  •    Autor: Cinda Williams Chima
  •    Editora: Suma
  •    Nº de Páginas: 384
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2014
  •    Título Original: The Demon King
  •    Tradutor: Ana Resende

   Avaliação: 8,5

O jovem ladrão reformado Han Alister é capaz de quase qualquer coisa para garantir o sustento da mãe e da irmã, Mari. Ironicamente, a única coisa valiosa que ele possui não pode ser vendida: largos braceletes de prata, marcados com runas, adornam seus pulsos desde que nasceu. São claramente enfeitiçados — cresceram conforme ele crescia, e o rapaz nunca conseguiu tirá-los.

Enquanto isso, Raisa ana’Marianna, princesa herdeira de Torres, enfrenta suas próprias batalhas. Ela poderá se casar ao completar 16 anos, mas ela não está muito interessada em trocar essa liberdade por aulas de etiqueta e bailes esnobes. Almeja ser mais que um enfeite, ela aspira ser como Hanalea, a lendária rainha guerreira que matou o Rei Demônio e salvou o mundo.

Em O Rei Demônio, primeiro de quatro livros, os Sete Reinos tremerão quando as vidas de Han e Raissa colidirem nesta série emocionante da autora Cinda Williams Chima.,

 

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Fazia tempo que não esbarrava numa fantasia tão ‘na medida’ assim. Com um enredo bem dinâmico e no mínimo diversificado, O Rei Demônio me prendeu do começo ao fim e basicamente arruinou minhas chances de completar a meta de leitura do Ano. Agora preciso ler as continuações, não importa se elas estavam na lista ou não.

Primeiro livro da Cinda que leio, me surpreendeu um bocado. A narrativa é dividida entre Han, o nosso Alladin de Fells, e Raisa, a princesa nada frágil. São somente dois pontos de vista, mas parece muito mais! Com tantos personagens, cada um com suas particularidades e muita importância na história, ninguém fica ocioso ali, não nos cansamos ou ficamos ‘engessados’ em Han e Raisa.

Por culpa da Disney, qualquer garoto simpático, cheio de desenvoltura e que ganhe sua vida nas ruas de uma cidade difícil, sofrerá da síndrome de Aladin, logo, temos que gostar muito dele! Han não foge à regra, apesar de ser o ‘dono da rua’ (Turma da Mônica, oi?) ele tenta deixar a vida de furtos e trambiques de lado e se afastar da violência pelo bem de sua irmãzinha, Mira. A questão é que os problemas parecem persegui-lo. Sério, esse menino não tem um minuto de descanso o livro todo!

Só que nesse caso ele é loiro de olhos azuis

Gostei muito do seu caráter e da forma como ele reage aos problemas que vão se apresentando. Bem diferente da Raisa. Ai, Raisa. Essa menina, além de ser controlada por uma avalanche de hormônios, tem todo tipo de resposta desde as mais sensatas até as mais estúpidas. Sim, ela é uma adolescente, eu entendo isso, mas ela é a PRINCESA-HERDEIRA do reino! Ela é treinada desde o útero para desempenhar sua função o melhor possível, então pelo amor de deus, controle-se Raisa ana’Marianna!

Não que eu não tenha amado ela no fim do livro, só queria dar uns bons tapas nela pra ver se pegava no tranco.

Alias, só para constar, a Cinda é tão boa nisso que a Raisa sabe que deveria ser mais controlada e altruísta, ela simplesmente ainda não consegue! Exemplo de autora que nos exatamente onde ela queria…

Friamente calculado, como uma verdadeira sangue azul

Não vou falar dos outros trezentos personagens ativos, vocês devem descobrir eles por si próprios, mas já adianto que me arrependo de não ter passado três anos nos clãs.

O Rei Demônio é o tipo de fantasia que me deixa querendo sempre mais, pensando no livro quando não estou lendo e me deixa ansiosa, imaginando o que pode acontecer. Aliás, por motivo de força maior, tive que interromper a leitura justamente no final quando coisas dignas de OMG! estavam em andamento e foi terrível! Só consegui terminar no dia seguinte e o suspense estava acabando comigo. Não recomendo esse tipo de coisa pra ninguém.

Pegue O Rei Demônio e leve para um canto tranquilo, com café e doces suficientes para algumas horas. Quando terminar, aproveite para fazer uma pausa e esticar as pernas, depois volte para o canto tranquilo e comece A Rainha Exilada, você não vai se arrepender!

xoxo

Ligeiramente Casados – Mary Balogh

Ligeiramente-Casados

  •    Autor: Mary Balogh
  •    Editora: Arqueiro
  •    Nº de Páginas: 288
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2014
  •    Título Original: Slightly Married
  •    Tradutor: Ana Rodrigues

   Avaliação: 7,5

 

À beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento a sua irmã e que a protegesse “Custe o que custar!”. Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum.
Porém Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela… a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele o que acontecerá em quatro dias.
Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a jovem mantenha sua herança. Após a cerimônia, ela poderá voltar para sua vida no campo e ele, para sua carreira militar.
Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados…
Neste primeiro livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos apresenta à família que conhece o luxo e o poder tão bem quanto a paixão e a ousadia. São três irmãos e três irmãs que, em busca do amor, beiram o escândalo e seduzem a cada página.

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Atire a primeira brochura aquele que nunca leu um romance de banca e ficou no mínimo mais cor de rosa!

Nem Garth Nix, aquele deuso autor de Sabriel e outras obras de arte fica indiferente, como observado nesse post (in english) do EpicReads!

Eu sei, eu sei, Ligeiramente Casados não é lá essas coisas em termos de originalidade, ou de surpresas no enredo. Quero dizer, a gente sabe exatamente o que vai acontecer, podemos pelo menos imaginar como vai acontecer e ainda assim vamos torcer.

Torcer mesmo, e vibrar quando a mocinha faz alguma coisa muito legal ou quando o mocinho a livra de uma roubada. Feminazis de plantão, é sempre bom ter alguém com quem podemos contar e dividir o fardo, se esse alguém vem alto e musculoso e com um rosto feito uma escultura grega, quem somos nós pra reclamar?!

Não estou defendendo mocinhas frufruzentas que precisam de ajuda até para escolher o sabor de chá que vão tomar, vocês sabem o quanto eu AMO uma mocinha codependente (emocional ou fisicamente) #sqn, mas acontece que, pelo menos nos livros do gênero que eu li, não é esse o caso.

Agora chega de parecer que estou me justificando, vamos a Ligeiramente Casados, ou no título original: Arrumando Desculpas Para Algo Que Eu Queria Muito.

Obviamente a opção mais longa não faria tanto sucesso no meio dos outros romances de época, então optaram por uma coisa uma pouco mais sucinta e objetiva. Aliás, de objetivo já basta o coronel Bedwyn, o contraponto perfeito da super sonhadora e irritantemente bondosa Eve. Aliás Adam e Eve, sacaram??

Ela é daquelas que não pode ver ninguém passando necessidade que dá um jeito de ajudar ou faz o possível e impossível para acabar com alguma injustiça.

(bichos cheios de carrapatos e piolhos, certeza)

O tipo de personagem moralmente perfeito, mas com um mínimo defeitozinho: Ela acha que um tal de John vai voltar. Sério, como? Quero dizer, nessa época todos os homens (incluindo seu irmão) estão fora na guerra mas não John, ele foi ver como estavam as coisas lá na Rússia e deixou a menina rica, porém de origens humildes, somente com uma promessa. Super confiável, não é?

Pelo menos temos Adam Bedwyn para nos apoiar. O moço é uma rocha e nada, nem um leve desejo de se casar com uma filha de militar poderá afastá-lo do dever de manter sua palavra para Percival, o irmão de Eve.

A forma como eles decidem que casar é a única alternativa e a narrativa até o casamento propriamente dito são deliciosas. Porém quando Eve é apresentada ao restante dos Bedwyn, ou melhor dizendo, é atirada no covil dos leões é que vemos do que  moça é feita.

De cara pensei “Nossa, é agora que ela será moída viva pelos irmãos descompensados, saídos diretamente de algum livro sombrio de fantasia, e o único que poderá detê-los será Adam.”

Bem, as coisas não foram exatamente assim…

Ligeiramente Casados foi exatamente aquilo que eu esperava, uma leitura rápida e segura, feita especialmente para me jogar de volta no ritmo e me deixar um livro mais próxima de completar a meta do ano! Se vocês gostam de um bom romance, não muito focado na ‘picancia’ ou coisas assim (sério, eu já não tenho mais paciência pra leituras hot hot hot), deem uma chance à sra. Balogh e seus casais gostosíssimos, sem medo de serem felizes.

Que mal há se as coisas boas da vida vierem embrulhadas em muito romance?

 

 

Trono de Vidro – Sarah J. Maas

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  •    Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 392
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2013
  •    Título Original: Throne of Glass
  •    Tradutor: Bruno Galiza

   Avaliação: 7,5

Depois de cumprir um ano de trabalhos forçados nas minas de sal de Endovier por seus crimes, Celaena Sardothien, 18 anos, é arrastada diante do príncipe. Príncipe Dorian lhe oferece a liberdade sob uma condição: ela deve atuar como seu campeão em um concurso para encontrar o novo assassino real. Seus adversários são ladrões e assassinos, guerreiros de todo o império, cada um patrocinado por um membro do conselho do rei. Se ela vencer seus adversários em uma série de etapas eliminatórias servirá no reino durante três anos e em seguida terá sua liberdade concedida.
Celaena acha suas sessões de treinamento com o capitão da guarda Westfall desafiadoras e exaustivas. Mas ela está entediada com a vida da corte. As coisas ficam um pouco mais interessantes quando o príncipe começa a mostrar interesse por ela… Mas é o rude capitão Westfall que parece entendê-la melhor.
Então um dos outros concorrentes aparece morto rapidamente seguido por outros… Pode Celaena descobrir quem é o assassino antes que ela se torne a nova vítima? A medida que a investigação da jovem assassina se desenrola a busca por respostas a leva descobrir um destino maior do que ela jamais poderia ter imaginado.

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Aquele momento constrangedor que você percebe que nunca resenhou nenhum livro de uma das suas séries favoritas.

Bora, espremer cada gota de memória dessa leitura de 2, eu disse DOIS, anos atrás?

Não é novidade para ninguém que sou louca pela série Trono de Vidro e às vezes sou acometida de uma vontade imensa de reler esse livro, dar uma segunda chance como fiz com Sombra e Ossos, mas daí lembro da quantidade de livros não lidos na minha estante e desisto.

O engraçado é que o primeiro volume é o que menos gostei e quase, quase mesmo, parei por aí achando sem gracinha. No Skoob cheguei a dar 4 estrelas, choradas, mais por consideração que qualquer coisa. Eu admito, tinha uma expectativa insana em relação a essa estória. Quero dizer, vocês leram a sinopse????? Como poderia dar errado com uma sinopse dessas?

Acontece que a Celaena aqui é  chata, chata e chata. Leva tempo e empenho pra gostar dela. Ela é arrogante, mega confiante e meio egoísta, mas e ai? Quem é perfeito? A verdade é que foi exatamente essa postura de patricinha mimada que tirou um pouco do brilho pra mim. Eu esperava mais disso:

E acabei tendo muito disso:

Ao menos na maior parte do livro…

Mas daí temos rompantes de ‘maravilhosidade’ que nos dão esperanças de um mundo melhor, como frases assim:

“Eu posso sobreviver muito bem sozinha—se me fornecerem o material de leitura adequado.”

Ou atitudes de tirar o fôlego, que mostram que há de fato, uma profundidade velada nessa menina.

Além da tensão da competição, que Celaena parece driblar muito bem ARRUMANDO PRA CABEÇA DELA e de Chaol, temos dicas de como foi seu passado glorioso, antes de parar nas minas de sal. Bem, falando em arrumar pra cabeça, posso estar sendo injusta aqui. Ela não foi propriamente atrás de novos problemas, mas também não lutou muito pra se desvencilhar, se é que me entendem.

Daí é numa dessas que a moça arrasta Chaol, o Capitão da Guarda e dono de meu coração e Dorian, que poderia muito bem protagonizar O Retrato de Dorian Gray de tão bonito que esse Príncipe é. Eles ficam meio que hipnotizados pelos dotes da moça, depois dela tomar um bom banho e pentear o cabelo, e fácil imaginar que agora apoiarão muito uns aos outros.

Vale lembrar que a relação de Chaol e Dorian é linda, esses dois tem uma lealdade e um entendimento mútuo que só quem vive solto, porém preso a um grande fardo, sabe dividir.

Seria mais ou menos a relação de Celaena com Nehemia, uma amizade incrível e linda, se não fosse o mistério e todas as surpresas que a estrangeira guarda na manga. Nehemia é, sem sombra de dúvidas, minha personagem preferida.

Algo inusitado, e que eu gosto muito, na escrita de Sarah é que ela não se prende à personagem principal. Ela cria várias histórias paralelas e vai entrelaçando tudo de uma forma magnífica e nem um pouco cansativa, pra mim uma prova da criatividade doida dessa mulher!

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Como se a enxurrada de nomes exóticos não fosse o suficiente, né, mas deixa pra lá.

Essa foi a estreia de Sarah J. Maas, e chegou chamando muita atenção. A questão é que mesmo tendo falhas e ficar devendo nas minhas expectativas altíssimas, assim que soube do lançamento de Coroa da Meia-Noite instantaneamente precisei desse livro! E não me arrependi.

Aliás, fica até estranho eu reclamar tanto da Celaena aqui e construir um verdadeiro altar de adoração pra ela no próximo livro. (Se alguém se interessar, temos celebrações todas as sextas.) Então, se você ainda não leu Trono de Vidro, leia! Se já e amou, ótimo! Se já leu e ficou como eu, corra e garanta seu Coroa da Meia-Noite, você não sabe o que está perdendo!

xoxo e boa semana curtinha

Red Hill – Jamie McGuire

Red Hill capa nacional

  •    Autor: Jamie McGuire
  •    Editora: Verus
  •    Nº de Páginas: 348
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: Red Hill
  •    Tradutor: Ana Death Duarte

   Avaliação: !!!

Para Scarlet, cuidar de suas duas filhas sozinha significa que lutar pelo amanhã é uma batalha diária. Nathan tem uma mulher, mas não se lembra o que é estar apaixonado; a única coisa que faz a volta para casa valer a pena é sua filha Zoe. A maior preocupação de Miranda é saber se seu carro tem espaço suficiente para sua irmã e seus amigos irem viajar no fim de semana, escapando das provas finais da faculdade.

Quando a notícia de uma epidemia mortal se espalha, essas pessoas comuns se deparam com situações extraordinárias e, de repente, seus destinos se misturam. Percebendo que não conseguiriam fugir do perigo, Scarlet, Nathan, e Miranda procuram desesperadamente por abrigo no mesmo rancho isolado, o Red Hill. Emoções estão a flor da pele quando novos e velhos relacionamentos são testados diante do terrível inimigo – um inimigo que já não se lembra mais o que é ser humano.

O que acontece quando aquele por quem você morreria, se transforma naquele que pode lhe destruir? Red Hill prende desde a primeira página e é impossível deixa-lo até o final surpreendente. Este é o melhor da autora Jamie McGuire!

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Um adendo: antes de começar esse livro lembrei que, a menos de 4 anos atrás eu DE-TES-TA-VA zumbis. Agora sou uma viciada em The Walking Dead e PRECISO de mais bons livros sobre o assunto. Fim do adendo.

A população dos Estados Unidos se divide entre aqueles que tomam vacina e vacinam seus filhos e acreditam que elas salvam vidas, e aqueles que suspeitam que o governo está tramando algo. Mentira (ou não), uma parte da população não confia no poder benéfico das vacinas e prefere não arriscar. A Jamie deixou bem claro pra gente de qual time ela é logo nos primeiros capítulos, colocando a culpa da zumbificação numa vacina para gripe.

Vamos todos tirar um momento para refletir na ultima vacina para gripe que tomamos.

A estória começa no dia que a b@sta foi parar no ventilador em certa região dos EUA. As pessoas já sabiam que havia surtos na Europa e até na costa Lesta, mas ainda estavam céticas. Pelo que entendi, elas ainda não imaginavam o que acontecia com quem ficasse doente (estranho, muito estranho na era da internet), e tinham apenas uma leve preocupação. Scarlet (que pode, ou não ser relacionada com Scarlet O’Hara) trabalhava num hospital e soube em primeira mão o que significava estar doente.

Essa primeira parte me deixou elétrica, o corre-corre, o pânico, a rapidez de pensamento de algumas pessoas para se mexer criaram uma atmosfera contagiante. Isso, somado aos pontos de vista de Scarlet, Nathan & Miranda, que acabaram fazendo mesmo caminho sem saber, foi incrível.

Adorei como Jamie soube escrever o ponto de vista de cada um, distinguindo bem os principais e nos dando personagens secundários maravilhosos. Skeeter, cunhado de Nathan, Cooper, namorado de Ashley (que ficou meio apagadinha) e até Joey, um cara que surge na vida dos meninos, são ótimos. Acho que a imersão que experimentei foi culpa deles, personagens bem reais só querendo respirar em meio a todo o horror que estavam presenciando. Às vezes autores dão muita ênfase aos acontecimentos e não às pessoinhas que eles criaram, não estou dizendo que é errado ou que é ruim pois tem hora e lugar para tudo, mas num livro como esse, com uma pegada tão humana (desculpe o trocadilho), foi indispensável. Faz sentido?

Estou acompanhando Fear The Walking Dead e sou genuinamente interessada nessa ‘época’ pouco explorada que é o começo do apocalipse zumbi. Digo isso porque a maioria os livros que li (pois é, agora sou uma viciada) se passa depois que a coisa toda já aconteceu. Achei essa parte do livro, essa adaptação dos personagens à ideia de que agora sua vida incluiria pessoas podres sempre, foi magnífica. Estava super animada, dizendo pra todo mundo que livro TENSO E BOM E DAHORA que Red Hill era, até…

… quase o fim do livro, então a coisa desandou.

Belo Desastre, Desastre Iminente e agora Total Desastre.

A autora fez coisas com o fim desse livro que nenhum autor deveria ser permitido fazer! Ela acelerou o passo, que estava indo super bem e, de repente, se lembrou que é uma autora de romances então BAM, AQUI ESTÁ SEU AMOR INSTANTÂNEO. Não contente ela (prepare-se pra spoilers!) resolveu matar metade do elenco desse circo e fazer a personagem principal FELIZ por estar com seu recém-amor e ainda por cima dizer que agora sim, tudo está perfeito!! POR QUE???????

E então, pra finalizar, ela fecha com uma decisão TÃO inconsistente, doida de pedra, sem sentido algum que estou até nervosa só escrever sobre isso!

Queria falar com mais alguém que leu esse livro, mas não vou encorajar ninguém. Vão ler outra coisa, sério.

xoxo e bom fim de semana.

O Substituto – Philippa Gregory

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  •    Autor: Philippa Gregory
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 272
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: Changeling
  •    Tradutor: Eric Novello

   Avaliação: 4,5

Dotado de beleza e inteligência fora do comum, Luca Vero foi visto com desconfiança durante toda a vida… até que o jovem é acusado de heresia. Para escapar da fogueira, aceita se tornar membro de uma Ordem misteriosa cujo objetivo é investigar estranhos relatos que assombram o mundo cristão. Para vencer seus inimigos, Luca se une a uma aliada improvável – Isolde, de 17 anos, fora aprisionada como abadessa de um convento cujas freiras sofrem constantes ataques de histeria. Além disso, os dois precisam combater a crescente atração que sentem um pelo outro. Ou podem acabar num inferno jamais imaginado.

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Quanto mais penso nesse livro, mais a nota vai caindo…

Vocês sabem que eu amo romances históricos, vocês também estão cientes que acho a sra. Philippa Gregory uma gênia no que diz respeito a deixar a era medieval mais acessível e empolgante. Dizer que eu amei de paixão O Substituto como todos os outros livros da Philippa é mentira. Mentira des-la-va-da.

Aliás, sinceramente, sinto cheiro de ghost writer aí, um bem ruinzinho. Fico imaginando o diálogo da Philippa com seu editor, ele batendo o pé dizendo que ela TEM que entrar na onda dos YA, ela negando, sabiamente falando que o negócio dela são histórias adultas e que ela não tem nem ideia de como fazer isso. Daí o danadinho do editor diz “Deixa isso comigo”.

E a m#%$@ tá feita.

Uma coisa que não se pode negar é que, como nos demais livros dela, Philippa fez uma pesquisa monstruosa. A ambientação na idade média é impressionante, tem fatos, curiosidades, detalhezinhos que te transportam para aquela época. Acho que, boa nerd que sou, isso é o que mais gosto em romances históricos, aprender como era.

Como imagino Isolde... Aliás, The White Queen é baseado nos livros da Gregory e você deveria assistir, pra ontem!

Como imagino Isolde… Aliás, The White Queen é baseado nos livros da Gregory e você deveria assistir, pra ontem!

Acho que, de certa forma, pequei em ficar com o mantra “os outros livros da Philippa” na minha cabeça. Deveria ter ao menos tentado relaxar e desvincular a leitura, mas é DIFÍCIL! Uma amiga, também fã dos livros sobre a corte dos Tudor, vendo que eu estava com O Substituto em mãos já perguntou “Está amando, né?! É da Philippa!”. Entenderam o drama?

Digamos que no começo pensei “Nossa, super legal, o Luca vai ter espaço pra mostrar o quão genial ele deve ser e ainda chutar alguns traseiros sobrenaturais!” Mas então percebi que o grupinho dele estava mais para um episódio particularmente chato de Scooby Doo.

De qualquer forma o livro inteiro ficou meio sem pé nem cabeça. Não teve ritmo, o climax foi beeeem antes o fim deixando a conclusão sem sal nem açúcar, tipo jogada lá. Foi estranho, no mínimo, e só serviu pra aumentar minhas suspeitas de ghostwriterismo rolando. Sério, foi ruim assim. 😦

A proposta dos personagens era muito boa, tanto Luca quanto Isolde (nome que eu acho lindo, por sinal) tinham tudo para serem fod%$, mas não rolou. O fim do mistério da Abadia não foi o fim do livro, desculpa, é meio que um spoiler isso, mas argh, estou tão indignada com essa perda de ritmo num livro que tinha tudo pra ser super legal, que não me aguento!

Sinceramente, se vocês querem algo medieval com freiras diferentes, leiam Grave Mercy (Tem resenha!!), Perdão Mortal aqui no Brasil, e sejam felizes.

xoxo e bom meio de semana!

A Court of Thorns and Roses (Corte de Espinhos e Rosas) – Sarah J. Maas

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  •    Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Bloomsbury
  •    Nº de Páginas: 432
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 9,5

Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, Feyre precisa enfrentar a ira das fadas que, buscando justiça, a fazem escolher: ou a caçadora oferece sua própria vida em sacrifício a um monstro, ou deve abrir mão de sua vida humana e se mudar para o mundo das fadas.Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, Feyre precisa enfrentar a ira das fadas que, buscando justiça, a fazem escolher: ou a caçadora oferece sua própria vida em sacrifício a um monstro, ou deve abrir mão de sua vida humana e se mudar para o mundo das fadas. (Sinopse divulgada pela Galera Record)

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Sim, é claro que eu estava praticamente salivando pra ter esse livro em mãos.

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E sim, eu esperava ao menos gostar desse livro, já que ele é de uma das minhas autoras favoritas, mas tentei segurar minha onda pra não morrer de desgosto depois. Você sabe, só pro caso de ser um Insaciável da vida (Meg Cabot destruiu nossa relação com esse livro). Mas poderia ter mergulhado de cabeça que não ia me desapontar. A Court of Thorns and Roses é maravilhoso!

A maior, ou melhor dizendo, a característica mais gritante desse livro na minha humilde opinião, aquela que me fez prestar atenção e amar cada momento e página, é a falta do livro-de-regras-literárias. Não que tudo seja imprevisível, quero dizer, é uma releitura de A Bela e a Fera, a gente SABE que a Feyre vai se apaixonar por Tamlin, A GENTE se apaixona por Tamlin! Mas a Sarah evita pequenas grandes coisas que aparentemente viraram regra no mundo YA e que, inclusive, até acontecem nos outros livros dela. Vamos ao exemplo:

“Somos apresentados ao super atraente protagonista masculino que vai passar um bom tempo ao lado da protagonista feminina bonitinha até que BUM, entra mais um personagem masculino super atraente que também vai passar um bom tempo ao lado da tal protagonista feminina. Oh, droga, preparem-se para mais-um-triangulo-amoroso… SÓ QUE NÃO! Porque, caso os autores de YA não tenham percebido até agora, é possível que personagens masculinos existam no mesmo núcleo que a mocinha sem se apaixonar perdidamente por ela!”

Não considero isso spoiler até porque dá pra perceber logo no começo do livro e acho importante mencionar por que, como eu, algumas pessoas podem desistir de um livro achando que vem mais do de sempre por aí.

Quero lembrar também que esse é um romance. Com doses elevadas de sexy time, bem mais do que estamos acostumados com Trono de Vidro e cia. Por falar nisso, gostaria muito de parar de comparar uma série com outra, mas não dá!! Pelo menos as comparações são boas… temos uma ótima construção de mundo, ficamos imersos na história e me diverti muito com as situações um pouco diferentes que a Feyre se metia. Senti uma atmosfera mais sombria em relação a TdV, mas já era de se esperar, tendo em vista a proposta SACRIFÍCIO gritando na sinopse.

Agora vamos falar de coisa boa? Vamos falar de Toptherm… Digo, vamos falar dos personagens! Sarah manja dos paranauê nesse quesito. Feyre é casca grossa, vivida e tem uma língua perigosa para ela mesma… “Celaena, é você?” Num dia de mau humor eu até poderia pensar isso, mas a questão é que ambas personagens mesmo com o ‘molde’ bem parecido tem outras características marcantes e, o principal, são ótimas a própria maneira.

E temos Tamlin.

Só tenho uma coisa pra te dizer. Seu filho da mãe esperto.

(Entendedores entenderão)

Ele faz parte de um harém de caras muy buenos que são bem populares na escrita da Sarah, não que alguém esteja reclamando aqui, certo meninas?? Mas a verdade é que sinto falta de mais personagens secundárias femininas, só pra balancear…

Passando por um núcleo de personagens não muito destacado na trama, convido vocês a odiarem com todas as suas forças a família de Feyre comigo. Ô gente ruim, complicada, mesquinha! Argh.

Aliás, convido vocês a amarem esse livro comigo. Amarem a história, a Sarah, a Feyre… quererem viver nesse mundo louco transbordando magia e chutar alguns traseiros vilanescos por aí! A continuação não tem nem título definido ainda, mas já está no meu carrinho de pré-vendas da Amazon, só esperando para ser comprada! Leiam A Court of Thorns and Roses assim que puderem, cruzem as fronteiras das cortes e nunca mais saiam desse lugar encantado, ao contrário de Feyre, eu vou por vontade própria!

xoxo

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Ruína e Ascensão – Leigh Bardugo

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Essa capa, essa capa eu poderia tatuar no meu coração.

  •    Autor: Leigh Bardugo
  •    Editora: Gutemberg
  •    Nº de Páginas: 344
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: Ruin and Rising
  •    Tradutor: Eric Novello

   Avaliação: 10,0

Acredite em mim, se você não descobriu como encontrar amplificadores lendo Sol e Tormenta você não vai querer continuar lendo esse post. A blogueira não se responsabiliza por ataques de volcras, corações partidos ou prováveis desmembramentos. Clique aqui e volte mais tarde.

A capital caiu.
O Darkling comanda Ravka em seu trono das sombras. Agora o destino da nação depende de uma Conjuradora do Sol arruinada, de um rastreador desonrado e dos cacos do que antes fora um grande exército mágico.
No fundo de uma antiga rede de túneis e cavernas, uma fraca Alina deve se submeter à duvidosa proteção do Apparat e daqueles que a veneram como uma Santa. Porém, sua mente está na busca pelo misterioso pássaro de fogo e na esperança de que um príncipe foragido ainda esteja vivo.
Alina deverá formar novas alianças e deixar de lado velhas rivalidades, enquanto ela e Maly buscam pelo último dos amplificadores de Morozova. Mas assim que começa a elucidar os segredos do Darkling, ela descobre um passado que mudará para sempre seu entendimento sobre a ligação que os une e o poder que ela carrega. O pássaro de fogo é a única coisa que está entre Ravka e a destruição — e reivindicá-lo pode custar a Alina o futuro pelo qual ela tem lutado.

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Não sei vocês, mas eu detesto essa sensação de perda que dá quando termino uma série, trilogia, absurdamente boa. Isso é coisa de gente altamente bibliófila, viciada em livros além de salvação, então não espero que todo mundo entenda a reação ou sequer a experimente. Eu fico meio taciturna, amuada mesmo, pensando na estória, no fim. Acho que por não ter mais continuação o espaço onde ficaria a ansiedade pra saber o que acontece depois fica vago, e vem a saudade e bem, a sensação de perda.
É, falando assim soa meio exagerado, mas se vocês acompanham um blog de literatura pirado, que só fala de livros fantasiosos e que tem uma tendência preocupante para usar gifs não acho que vão me julgar. Né?!
A questão é que a trilogia Grisha acabou, morreu, já Elvis, kaputt, abotoou o paletó de madeira, foi dessa pra melhor e me deixou aqui, assim, sem Darkling, sem Alina, sem um etheralki pra contar história. Como proceder, meu bom povo?

Blogueira em estado de confusão após termino da leitura

Fiquei sabendo que muita gente criticou esse livro pelo seu final, gente que amou tudo tanto quanto eu e que ficou desapontado, tentei não deixar o pânico vencer e me joguei na leitura. Caímos em um aposento nas profundezas da Catedral Branca, onde Alina está sendo mantida ‘em repouso’ pelo Aparatt até recuperar suas forças. Claro que o repouso não inclui ficar longe das missas ministradas para uma horda crescente de fiéis que foram, aos trancos e barrancos, prestar seus serviços à santa do Sol. Alina agora tem seus próprios fanáticos que tatuam sóis em seus rostos e treinam para matar em seu nome. Bom, né? Seria se eles na verdade não estivessem sob ordens do Aparatt (que me lembra muito um Rasputin) e houvesse tantas crianças entre eles.
Fiquei pensando que a coisa ia se arrastar por ali, que a Alina demoraria pra dar um chega pra lá no sacerdote e mostrar quem mandava, bem começo de livro mesmo, mas não podia estar mais errada! Desde o inicio é tudo bem frenético, ninguém tem paz, um momento para respirar, com tantas coisas acontecendo uma atrás da outra.
Claro que Maly arrumou um tempo para ser um mala sem alça. Representando o proletariado na vida de Alina, ele treinou grishas e humanos para serem melhores soldados, encarnou o protetor respeitoso da sua rainha e basicamente ficava dando indiretinhas de “Vou ficar longe pois não sou bom o suficiente para você, mas viu, te quero, tá?” com olhares de cachorro pidão e deixando nossa heroína no vácuo. Isso. Me. Irrita.
Não superei a parte que ela foi apaixonada a vida toda, quando era gente como a gente, por ele e o garotão só foi dar bola depois que viu que ela podia incinerar pessoas com seu poder de luz. Meio conveniente, né? Tá, tá, eu sei que nada sei sobre as maluquices do coração e realmente até acredito que ele a ame do fundo de sua alma, mas guardo mágoas por ela e não sou totalmente confortável com o rumo que o relacionamento dos dois durante a trilogia.

Agora o momento mais esperado. O momento Darkling. Sexy sem ser vulgar.

Apesar de tudo o que ele já fez eu desafio qualquer um, QUALQUER UM, incluindo a autora desse livro a dizer que não gosta dele. Podemos sim, repreende-lo por ser um menino mau, muito mau, mas não vamos ama-lo menos por isso. Depois de tanta coisa que aconteceu, de tanto que a Alina já pastou ela encontrou uma espécie de calma, deixou de ser aquela garotinha inocente e carente. Agora ela entende que tem uma vantagem sobre o Darkling, por mais desconexa que seja, e explora isso, o deixando até vulnerável por ela. É um lado completamente novo do moço, um lado humano  que só nos faz ficar mais apegados por ele, se é que seria possível uma coisa dessas!

Mais do que tudo, esse livro é sobre crescimento. Sobre amadurecimento e as verdades que vem com isso. A autora viajou por uma escrita mais balanceada e lírica entremeando com cenas fortes e muita ação, mas sem deixar de ser tocante. A sensação que tive foi de que a personagem principal, depois de ser despida de inocência, ignorância e carência infantil, revelou-se muito mais dura e capaz do que até o leitor mais esperançoso podeira crer. Ela cresceu e sua maior batalha não é mais externa, essa ela já dominou. Agora Alina precisa saber como proteger o mundo dela mesma.

Foi sim, muito… emocionante, pra dizer o mínimo, deixou meu coração em pedacinhos bem minúsculos e eu SCHOREY! Como chorei! Foi mais difícil do que eu imaginava falar adeus pra essas pessoas, principalmente a parte de mim que se identificou tanto com a Alina e a outra parte tão fascinada pelo Darkling. Vou deixar escapar só uma coisa, um detalhezinho que me fez suspirar: descobri o nome do Darkling.

O fim desse livro não me deixou pensando no que ler em seguida. O fim desse livro me deixou presa por um gancho em cada parte bonita, bem feita e épica da jornada que foi essa série. Sou grata a Bardugo por criar um mundo fascinante onde pude viver por várias e várias horas na leitura, e pelos personagens com quem fiz amizade. Sinceramente, não posso recomendar mais uma trilogia como recomendo a trilogia Grisha, vão ler… agora!

xoxo e bom meio de semana!