A Madness So Discreet (Uma Loucura Discreta) – Mindy McGinnis

madnesssodiscreetcover

  •    Autor: Mindy McGinnis
  •    Editora: Katerine Tengen Books
  •    Nº de Páginas: 384
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 7,0

Boston, 1890. Asilo Psiquiátrico Wayburne. Grace Mae vive um pesadelo: forçada a passar seus dias reclusa num manicômio, em meio a insanos de todo tipo, sobressaltada por gritos de horror a cada noite.
Grace não é louca. Apenas não consegue esquecer os terríveis segredos de família. Terríveis o suficiente para calar sua voz – jamais ouvida por ninguém, a não ser ela mesma, dentro de sua mente brilhante.
Mas, quando uma crise emocional violenta traz sua voz à tona, Grace é confinada em um porão escuro. É nesse momento em que ela conhece o dr. Thornhollow, um estudioso de psicologia criminal. Dona de um olhar aguçado e de uma memória prodigiosa, Grace passa a auxiliar o médico em investigações.
Ambos escapam para uma instituição mais segura em Ohio, em busca de amizade e esperança. Mas a tranquilidade dura pouco: surge um assassino em série que ataca brutalmente jovens mulheres.
Grace seguirá no encalço do criminoso, mesmo tendo de enfrentar seus próprios fantasmas.
Em Uma Loucura Discreta, Mindy McGinnis explora com maestria narrativa a tênue linha entre sanidade e loucura, revelando o lado obscuro que existe em todos nós.

————————————————————————————————————————————————

Bem, isso foi constrangedor.

Fui atrás desse livro igual uma louca, eu precisava de uma história sombria, densa sobre insanidade e pela sinopse AMSD era tudo o que eu queria!

E o livro realmente começou assim. Grace estava presa num asilo, um manicômio horrível, e aquilo não era pouca coisa. Imagine o séc. XIX do ponto de vista da medicina, as coisas eram precárias, não? Agora pensa como eram os manicômios! As pessoas deixaram de pensar que a demência era obra do capeta somente para tratar os pacientes da ala psiquiatra como animais raivosos, sem o mínimo de compreensão e os sujeitando às piores humilhações. Ainda por cima Grace estava grávida.

Ela foi despachada pela própria família, que não poderia ter uma gravidez fora do casamento manchando a campanha do dono pai de Grace.

Então, obviamente, vamos ficando agoniados com o estado da moça. Mencionei que ela passou por um trauma medonho antes de ir para o hospício? Mas isso só é revelado mais para o meio do livro e vocês ainda tem muitas suposições a fazer sobre o que realmente aconteceu.

Eu estava muito otimista com o sofrimento de nossa protagonista (sou uma pessoa horrível, eu sei). Tudo estava indo de mal a pior na vida dela e coisas inomináveis eram feitas aos pacientes… até que passou.

A história foi de um thriller sombrio e angustiante para uma história de detetive água com açúcar, que nem tinha casos bons para serem resolvidos!

WTF?

Sério, estava tudo ótimo! A Grace estava traumatizada e maltratada, a moça não falava uma palavra e flashs do que tinha acontecido a atormentavam noite após noite. Até que ela virou ajudante de detetive com sua memória fotográfica super ph*da.

Não estou reclamando da histórias de detetive, mas nesse caso ficou demais ERA UMA COISA OU OUTRA MINDY! GRRRRR!

Amei a forma como a autora conseguia passar os sentimentos de Grace de forma fluída e implícita. Ela era sutil e por vezes tive que parar e respirar, porque as coisas que aconteceram com essa garota eram demais para a mente humana programada no modo normal. A visão do que realmente é a humanidade também foi colocada de forma crua, com sua hipocrisia tão revoltante quanto jamais foi. Mas essa quebra de ritmo me matou um pouquinho e, sinceramente, esperava um final impactante. Não aconteceu, apesar de tudo indicar um gran finale e fiquei chupando o dedo, awkward.

Alguém tem um livro realmente dark pra me indicar?

O Coração da Esfinge – Colleen Houck

baixar-livro-o-coracao-da-esfinge-deuses-do-egito-vol-02-colleen-houck-em-pdf-epub-e-mobi-ou-ler-online-370x532

  •    Autor: Colleen Houck
  •    Editora: Arqueiro
  •    Nº de Páginas: 368
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: Recreated
  •    Tradutor: Ana Resende

   Avaliação: 5,0

AS PULGAS DE MIL CAMELOS INVADIRÃO A ROUPA DE BAIXO DAQUELE QUE SE AVENTURAR POR ESSA RESENHA SEM ANTES TER LIDO O DESPERTAR DO PRÍNCIPE.

Lily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar.
Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez.
Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos.
Com a ajuda do deus da mumificação, Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela estará pronta para fazer o que for preciso.
Nesta sequência de O Despertar do Príncipe, o lado mais sombrio e secreto da mitologia egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas assombrosas.

————————————————————————————————————————————————

“Não quero dizer que você não deva explorar e fazer as coisas que lhe dão prazer. O que estou dizendo é que é importante encontrar momentos de alegria no aqui e agora, e não colocar todas as esperanças num sonho, num homem. ” pág. 97

Posso ter um amém aqui, irmãos?

Sinto dizer que essa citação não traduz o livro inteiro.

Contrariando o bom senso e todas as pessoas que leram e me avisaram pra ficar longe desse livro, eu precisava saber a continuação de O Despertar do Príncipe.

Claro que nem tudo foi ruim, o livro me prendeu exatamente como O Despertar do Príncipe fez, e eu realmente gosto de Asten e me sinto mal por ele. Nós dois fomos enganados Asten, nós dois, meu caro. Colleen sempre sabe como ambientar bem um livro, você consegue imaginar direitinho todo o cenário, o que é muito legal. Fora as aulinhas gratuitas de mitologia que recebemos ao longo do caminho. Mas nada disso foi suficiente para compensar a falta de uma história que fizesse algum sentido.

“Dãh, é ficção, miga sua loka.”

Tá, tá, mas nem por isso ela pode criar situações bizarras sem pé nem cabeça e esperar que eu fique ok com isso.

Uma coisa que me incomodou demais foi a Lily estar muuuuuuuito calma com o condomínio rolando na cabeça dela. Eu teria entrado em parafuso, ligado para um padre, no mínimo. Arrancando os cabelos e batendo a cabeça na parede, pra se sincera.

Eu até gostei de Tia, gostei mesmo do jeito prático dela. Mas gente, se vocês tivessem uma entidade dividindo sua cabeça, ficariam de boa?

A Lily sim, tipo shit happens. OUTRA VEZ.

Sim, estamos falando da garota que aceitou ir pro Egito salvar o mundo com uma múmia que se alimentava de sua força vital, e ainda fez o favor de se apaixonar por ele. O que é uma leoa controlando seu corpo perto disso?

E qual o motivo de TODOS os personagens masculinos se apaixonarem por ela. Quero dizer, a Colleen cria uma explicação mas, sério, por que??????

Foi muito ruim ler sobre como cada hora Lily queria alguém diferente, dava mole pra alguém diferente, enquanto Amon estava agonizando nos cantos escuros do submundo. Por mais que eu não goste da relação-carrapato que eles tinham em O Coração do Príncipe, ele ainda era o NAMORADO dela! Menina, respeita, poxa! Eu até me senti mal por ele, pois aparentemente ele podia ver tudo o que ela estava fazendo devido a ligação deles. Cruel.

Queria sentar com a Colleen e conversar seriamente sobre as relações nos livros dela. Acho que ela precisa de ajuda.

Consideração final: aquele momento constrangedor onde te tanta gente morando na cabeça da protagonista que você começa a se perguntar se também mora lá e sua vida toda foi uma mentira. 😮

P.S.: Pra ninguém dizer que não tenho coração verdade vou dar uma chance pra conclusão dessa série, pelo simples fato da capa do terceiro volume ser linda.

Rainha das Sombras – Sarah J. Maas

rainha-das-sombras

  •    Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 644
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: Queen of Shadows
  •    Tradutor: Bruno Galiza

   Avaliação: 10

ESSE É O QUARTO LIVRO DA SÉRIE, ENTÃO VOCÊ QUE NÃO LEU TRONO DE VIDRO, COROA DA MEIA NOITE NEM HERDEIRA DO FOGO VAI ENTENDER QUANDO EU DISSER QUE NÃO ME RESPONSABILIZO PELA PROVÁVEL LOUCURA DECORRENTE DE SPOILERS POSSÚIDOS POR VALGS.

Todos que Celaena Sardothien amou lhe foram tirados. Mas finalmente chegou a hora da retribuição. A vingança promete ser tão dura quanto o aço da Espada de Orynth — a espada de seu pai. Finalmente Celaena retornou ao império; por justiça, para resgatar seu reino e confrontar as sombras do passado.
A assassina está morta. Ela abraçou a identidade de Aelin Galathynius, rainha de Terrasen. Mas antes de reclamar o trono, precisa lutar. E ela vai lutar. Por seu primo, a Puta de Adarlan, o general do Norte… um guerreiro preparado para morrer por sua soberana; por seu amigo Dorian, um príncipe preso em uma inimaginável prisão; por seu povo, escravizado por um rei cruel e à espera do retorno triunfante de sua líder; por seu carranam e a libertação da magia.
Ao avançar em seu plano, no entanto, Aelin precisa tomar cuidado com velhos inimigos. E abrir o coração para novos e improváveis aliados. Tudo isso enquanto os valg continuam trabalhando nas sombras. E Manon Bico Negro, a Líder Alada das Treze, treina suas bestas voadoras. Mas é de Morath, a fortaleza montanhosa do Duque de Perrington, que uma ameaça como nenhuma outra promete destroçar seu grupo de rebeldes e sua corte recém-formada.

————————————————————————————————————————————————

-Para onde nós vamos?

 -Eu ouvi dizer que o inferno é adorável nessa época do ano.”

Explicando a nota, eu realmente li duas vezes esse livro e atestei sua maravilhosidade. As duas leituras foram tão emocionantes que até hoje não sei lidar e, se isso não garante a nota máxima, não sei o que garantiria, meu bom povo.

Celaena finalmente incorporou sua real identidade de Aelin Galathynius (nome impronunciável) e aceitou que é a rainha de Terrasen, com poderes magníficos sobre o fogo e tudo mais! Só pra ter que voltar pra Adarlan e ser Celaena outra vez…

#facepalm

Mas os motivos são nobres, agora ela tem que resgatar Aedion, que fez o favor de ser capturado pelo rei, e tentar ajudar Dorian.  O-PRINCIPE-POSSUIDO.

Veja bem, Dorian é uma parte sensível desse livro pra mim. Confesso que nos últimos livros, só de ler Dorian Havilliard eu já ficava irritada, como uma amiga me disse “Dorian cheira a leite.” Um bebê no meio de um assunto pra gente grande e poderosa.

Até que ele mostrou que é poderoso…

Até que ele foi enjaulado dentro do próprio corpo, até que viu a mulher que amava ser decapitada e até que virou um expectador do monstro que controla seus movimentos.

Nunca fiz tanto pensamento positivo pra um personagem antes!

Toda irritação que sentia por Dorian foi transferida pra Chaol, e só isso que tenho a dizer. (É só isso que ele merece), apesar de ficar ligeiramente decepcionada com a mudança de seu papel.

A enxurrada de novos personagens e suas histórias e Aelin interagindo com eles mostrou muito sobre seu caráter. E falando em Aelin, ela nunca foi tão genial e maquinadora, a moça QUEIMOU o Mercado das Sombras e deu risada depois! E eu entendo que algumas pessoas ficaram chateadas com o rumo que a vida dela levou, no quesito coração, mas eu não poderia estar mais feliz! E olha que eu era totalmente contra antes!

Quando você acha que Sarah J. Maas já fez de tudo, que superou todas as barreiras, ela te surpreende outra vez… com Lysandra! Você, leitor incauto, você não viu essa vindo! Estou sem palavras a um ano, e sempre que penso em Lysandra tenho que dar um tapinha imaginário nas costas de Sarah J., por que ela foi ph*da nessa.

E a volta de montanha russa que são os acontecimentos??? EU FALEI PRA VOCÊS DE TUDO O QUE ACONTECE? Esse livro é grosso por um motivo: epicness transbordando dele! Cheguei num ponto que se alguém falasse alguma coisa pra mim durante a leitura eu gritaria com a pessoa!

Em suma, esse livro me fez rir, me deixou com o coração na mão, me deixou admirada e também me fez chorar. Chorar torrencialmente. Há uma cena junto a uma certa sepultura que foi a gota d’água pra mim, a tempos não me emocionava tanto com uma relação literária e deixei o choro rolar, sem esperanças de parar tão cedo.

O final toma proporções inimagináveis e ficou rodando como um filme na minha cabeça, um bom tempo depois de terminar de ler. Resumindo, essa fui eu quando fechei Rainha das Sombras:

“Suspira. Levanta. Dá voltas pelo quarto. Senta e chora! Como proceder???!!!”

Herdeira do Fogo – Sarah J. Mass

trono-de-vidro-herdeira-do-fogo-pdf

  • Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 518
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: Heir of Fire
  •    Tradutor: Bruno Galiza

   Avaliação: 9,5

 

SE VOCÊ NÃO LEU TRONO DE VIDRO E COROA DA MEIA-NOITE ACREDITO QUE SUAS CHANCES DE SOBREVIVER A ESSA RESENHA SEJAM NULAS. VÁ PARA CASA, PREPARE-SE PARA ENFRENTAR OS SKINWALKERS E VOLTE SOMENTE QUANDO TIVER EMOCIONAL PRA AGUENTAR ESSE LIVRO.

Celaena ressurge das cinzas ainda mais forte e letal. E parte em uma jornada em busca de uma obscura verdade: uma informação sobre sua herança e seus antepassados que pode mudar sua vida e o futuro de dois reinos para sempre. Enquanto isso, forças sinistras começam a despontar no horizonte e têm planos malignos para dominar o seu mundo. Agora, depende de Celaena encontrar coragem para enfrentar tais perigos, além de seus próprios demônios, e fazer a escolha mais difícil da sua vida.

————————————————————————————————————————————————

A adrenalina.

A emoção.

Os corações partidos.

O PODER.

Esse livro, esse livro meu bom povo, deu um novo significado a palavra épico. Depois disso os dicionários por todo o mundo alteraram sua definição de ‘maravilha’ para uma imagem da capa acima.

Oh my, por onde começar?

Contrariando todas as expectativas e leis da física, Sarah J. Maas evoluiu ainda mais seus personagens!

Celaena continua sendo uma grande anti-heroína, mas está passando por um momento muito delicado (como se ser uma assassina, campeã do rei sanguinário e ex escrava não fosse delicado o suficiente). A morte de Nehemia e a traição de Chaol foram demais para ela e a separação dele foi traumática, pelo menos para mim. Seria de se esperar que a garota, digo, rainha, ficasse amuada num canto. Foi o que ela fez, de certa forma, até Rowan cair em sua vida.

Ah Rowan.

Eu me apaixonei por Rowan, fortemente. Acho que gosto dos rabugentos, mas enfim, o mais importante é o amigo maravilhoso que o elfo (ELFO UHUUUL) se torna para Celaena. Amizade sincera não tem preço. Para todas as outras temos Aedion.

Imagine Celaena/Aelin e seus traços, sua personalidade. Agora transforme tudo isso num menino. Pronto, isso é Aedion, obrigada Sarah. Esse é o primo da Celaena/Aelin, e sua história é impactante, sua lealdade mais ainda, tanto que eu questionei diversas vezes se ele não estaria idealizando demais sua busca por justiça.

Temos Manon, aquela criatura que quero ser quando crescer. Ela não tem coração, não tem alma, mas meodeos, que mulher phoda! Mulher não, bruxa. Isso mesmo, as bruxas estão de volta e para ficar!

manon

Esqueça aquele encontrinho que a Celaena teve com Baba Yellowlegs fora do palácio, a velha estava fora de forma. Manon e suas Treze podem fazer um exercito cair de joelhos perante elas.

E finalmente conheceremos as terras élficas da Rainha Maeve, com sua corte deturpada e tantas tradições e maquinações que ficamos tontos tentando acompanhar seus movimentos!

Resumindo, se vocês ainda não leram Herdeira do Fogo por algum motivo que não consigo imaginar, leiam! Só pra vocês entenderem o grau de obsessão, eu literalmente filtrei os resultados de pesquisa nas resenhas do Goodreads. Quis ver somente resenhas falando maravilhas do livro, porque eu não saberia lidar com alguém criticando essa coisa linda. #prontofalei

 

xoxo e bom fim de semana!

Coroa da Meia-Noite – Sarah J. Maas

trono-de-vidro-coroa-da-meia-noite

  •    Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 406
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2014
  •    Título Original: Crown of Midnight
  •    Tradutor: Bruno Galiza

   Avaliação: 9,5

SE VOCÊ NÃO LEU TRONO DE VIDRO, AFASTE-SE DESSA RESENHA IMEDIATAMENTE! CASO CONTRÁRIO ACABARÁ NA LISTA DE TAREFAS DA CELAENA, E NINGUÉM QUER ISSO.

Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a assassina real depois de vencer a competição do rei e se livrar da escravidão das Minas de Sal de Endovier. Mas sua lealdade nunca esteve com a coroa. Tudo o que deseja é ser livre — e fazer justiça. Nos arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração contra misteriosos planos do rei, mas antes de cuidar dos traidores, Celaena quer descobrir exatamente que planos são esses. O que ela não imaginava é que acabaria em meio a uma perigosa trama de segredos e traições tecida ao redor da coroa. Enquanto a amizade entre ela e o capitão Westfall cresce cada vez mais, o príncipe Dorian se afasta, imerso em seus próprios dilemas e descobertas.

A princesa Nehemia acaba se tornando uma conselheira e confidente, mas sua atenção está mais voltada para outros assuntos. Em Adarlan, um segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que aprendeu a amar. Mas o tempo é curto, e as ameaças ao redor castelo de vidro estão cada vez mais próximas. Quando menos se espera, uma trágica noite mudará a vida de todos no reino, e mais do que nunca Celaena quer descobrir a verdade para fazer justiça

————————————————————————————————————————————————

Caros leitores, esse é o livro responsável pela minha conversão ao Sarahjmaasismo. Frases incoerentes podem aparecer por motivos de muita emoção.

É como se a Sarah tivesse anotado cada reclamaçãozinha minha sobre Trono de Vidro e feito diferente em Coroa da Meia-Noite:D Quase, quase mesmo deixei de comprar essa sequencia, pelo simples fato de TdV ter frustrado minhas expectativas EXTREMAMENTE altas. Tive medo que esse também seria mais do tem-potencial-mas-não-usa…

Mas nãããão, Sarah tinha um plano maléfico na manga, e o foi desenrolando pouco a pouco até que você, leitor incauto e desavisado, estivesse no meio de algo muito maior que uma simples competição de assassinos sanguinários até a morte. Sério, porque depois do final previsível de TdV (gente, vamos combinar, né?) em CdMN TUDO pode acontecer… e acontece!

Já vale a pena só pelo fato de Celaena finalmente ser mais assim:

Mas temos relacionamentos e personalidades elevados a novos níveis, com toda a profundidade que faltava antes. Afinal quem é 100% bom ou 100% malvado? Nossos protagonistas aqui cometem erros e fazem coisas ruins, e ninguém vai te julgar se você decidir que não gosta deles. O importante é continuar lendo essa história. Quanto a mim, suas novas facetas, amissões e segredos só serviram para me deixar mais fascinada. Me senti tão próxima dos personagens (e essa é uma das maiores qualidades dos livros dessa mulher) que, em determinados momentos de decisão e tragédia, fiquei na bad de verdade.

Aliás, a coragem de dar aos personagens secundários mais detalhes foi o que fez esse livro ser tão OMG pra mim. Sério, sem essas interações mais significativas a Celaena ainda seria aquela menina chata de galocha, mimada e completamente fora da realidade, mais preocupada com vestidos do que, bem… espíritos malignos! Agora ela sabe a que veio e que tem uma responsabilidade muito maior do que simplesmente ser o bichinho de estimação do odioso Rei

Mencionei que tem mais terror nesse livro também? (Sério gente, o que não tem nesse livro???) Não é o suficiente pra te deixar pra sempre com a luz acesa, mas que eu fiquei um pouco perturbada, fiquei. E tem muito mais ação também, e intrigas e amizades feitas e desfeitas e tanta coisa que não caberia numa resenha. Se você desistiu da série em Trono de Vidro, repense. Esse novo livro vai te prender e deixar precisando do terceiro, como nunca antes!

Em suma? Trono de Vidro: um livro para menininhas. Coroa da Meia-Noite: um livro para mulheres crescidas e com estomago para encarar os tipos que só uma assassina terrível conhece.

xoxo

A Fúria e a Aurora – Renée Ahdieh

FURIA

  •   Autor: Renée Ahdieh
  •    Editora: Globo Livros
  •    Nº de Páginas: 284
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: The Wrath and the Dawn
  •    Tradutor: Fabienne Mercês 

   Avaliação: 9,0

 

Personagem central da história, a jovem Sherazade se candidata ao posto de noiva de Khalid Ibn Al-Rashid, o rei de Khorasan, de 18 anos de idade, considerado um monstro pelos moradores da cidade por ele governada. Casando-se todos os dias com uma mulher diferente, o califa degola as eleitas a cada amanhecer. Depois de uma fila de garotas assassinadas no castelo, e inúmeras famílias desoladas, Sherazade perde uma de suas melhores amigas, Shiva, uma das vítimas fatais de Khalid. Em nome da forte amizade entre ambas, Sherazade planeja uma vingança para colocar fim às atrocidades do atual reinado.

Noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. De maneira inesperada, no entanto, passa a enxergar outras situações e realidades nas quais vive um rei com um coração atormentado. Apaixonada, a heroína da história entra em conflito ao encarar seu próprio arrebatamento como uma traição imperdoável à amiga.

Apesar de não ter perdido a coragem de fazer justiça, de tirar a vida de Khalid em honra às mulheres mortas, Sherazade empreende a missão de desvendar os segredos escondidos nos imensos corredores do palácio de mármore e pedra e em cenários mágicos em meio ao deserto.

————————————————————————————————————————————————

“Garantir que nunca se esqueçam. Você é a califa de Khorasan, e é a você que o rei dá ouvidos […] Mais importante, você tem o coração dele […] E o mais importante: você é uma força a ser temida quando defende o que é seu.” pág. 212

Sério, são muitos sentimentos.

O mais impressionante desse livro foi o quão cativada fiquei pelo romance fofénho. Sério, vocês sabem que tenho ‘coisas’ com instalove (romance miojo) e só de pensar em falas piegas eu tenho vontade de gritar “parem com isso, vamos trabalhar mais a história e não a lua de mel de vocês!”

Pois é, não me levem a mal, eu realmente acho que toda história tinha que ter romance, mais não uma melação sem fim. Então se eu passo por uma com frases do tipo “Minha alma vê um igual em você.” sem virar os olhos acho que temos algo de bom aí.

Pra vocês terem uma noção, e queria pular a parte da guerra, da magia e das intrigas para ter mais Sherazade (estou considerando dar esse nome pra minha futura filha) e Khalid!

Sempre gostei muito da premissa de As Mil e Uma Noites. Não da parte do marido serial killer, e indo além da riqueza das estórias regionais contadas ali, eu gosto do poder feminino. Já ouviram o ditado “Água morro abaixo, fogo morro acima, mulher quando quer não tem o que segure”? É mais ou menos isso. As feminazi que deem seus ataques, a mulher que usa sedução como arma não é nem um pouco frágil ou menos merecedora de crédito nem, peloamordedeos, está se rebaixando!

Acho até poético, onde o califa entra com força bruta, raiva e exércitos, a Sherazade entra com sensualidade, eloquência e presença de espírito. Adoro personagens que sabem responder à altura e são espertas. Ela seduz Khalid enquanto luta contra a atração que sente pelo califa menino (e que menino!), mesmo que a relação deles tenha começado tão esquisita e na contramão. Tipo, ele matou a melhor amiga dela, daí casou com ela e eles foram pra cama, NA PRIMEIRA PÁGINA DO LIVRO, sem ter trocado uma palavra sequer. A reação natural seria começar a contar uma história e rezar para ele ser curioso o suficiente para não pendurar ela pelo pescoço na manhã seguinte. Mas ele é fofo e lindo, eu juro!

Claro, claro, não é só de melação que vive A Fúria e a Aurora. Os personagens secundários trazem, ao mesmo tempo, segurança e desconfiança para os recém-casados. Enquanto a presença de um ‘amigo’ pode ser reconfortante, a ameaça paira sobre todos, então qualquer um pode ser um traidor, movido pelas próprias convicções. Da minha parte eu gostaria que Tariq simplesmente se recolhesse à sua insignificância e parasse de atrapalhar a minha leitura. E que Despina calasse a boca. Sério, só um pouco.

As descrições do palácio, das roupas e costumes me transportaram para uma noite árabe, bem diferente da decepção que tive com A Rebelde do Deserto. Shazi sabe se defender, garota intrépida que é, o que só deixa todos no palácio mais intrigados com ela.

Leiam A Fúria e a Aurora pra ontem e juntem-se a mim, estou procurando um tapete voador pra fretar e ir atrás da continuação, ainda tem espaço!

xoxo

A Rebelde do Deserto – Alwyn Hamilton

Rebelde

  •     Autor: Alwyn Hamilton
  •    Editora: Seguinte
  •    Nº de Páginas: 288
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: Rebel of the Sands
  •    Tradutor: Eric Novello

   Avaliação: 5,0

O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher.

Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele.

Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por lhe revelar o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.

————————————————————————————————————————————————

Depois dessa sinopse eu tinha certeza que não restaria outra coisa a fazer a não ser amar esse livro. É algo do misterioso Oriente Médio com cavalos mágicos. Cavalos mágicos. Quem não tem feelings de A Corrida de Escorpião???

É difícil falar sobre um livro que não te chamou a atenção, apatia é uma grande estraga prazeres. Se você amou a história vai ficar igual uma tonta apaixonada falando de todas as vantagens do livro e tentando converter as pessoas à sua volta (quem nunca?). Ou se você odiou e utiliza todo o seu estoque de sarcasmo, arrogância e pesquisa cientifica  no Wikipedia para mostrar que aquela história nunca deveria ter saído da cabeça do autor (todo mundo já fez isso).

Agora, e quando o livro não fede nem cheira?

A busca da Amani por liberdade acaba virando uma odisseia por um caminho longo e confuso, com um mocinho (?!) tão confuso quanto. Tem horas que eles se dão super bem, nas outras estão tentando se livrar um do outro, alternadamente.

Esse livro simplesmente não foi para mim. A mistura de árabe com faroeste não rolou, deixou tudo esquisito demais, e não um esquisito deliberado, um esquisito tipo “a autora não soube dosar o ambiente”. Não foi  nem árabe demais (será que esse é o nome certo?) nem faroeste o suficiente, e nós nem temos tanto tiroteios assim! Eu queria tiroteios!! #aloucaquersangue

Não que não tenha ação, sim temos. A autora gosta de nos deixar ansiosos com grandes perseguições em que tudo, sério, qualquer coisa pode acontecer! Logo no começo a Amani mostra que não tem medo de sujar as mãos e que não é nenhuma gata borralheira pros tios e primos. Na boa, com uma família daquelas nem precisa de outro vilão na história…

Um enredo caminhando na linha do OK, sem ser pobre, mas sem nada que merecesse um NOSSA!! Faltou ousadia na hora de adicionar clímax. E tem o pequeno probleminha do romance instantâneo que pra mim JÁ-DEU. Como essas heroínas encontram o homem das suas vidas rápido minha gente, fico pasma!

Pensando bem, talvez qualquer livro lido após Uprooted, da Naomi Novik, ficaria sem graça para mim. Acho que o problema foi muito mais eu, a leitora sem paciência para uma história água com açúcar, do que o livro em si.

Leiam por sua conta e risco, não posso prometer nada…

Aliás, não leiam, invistam seu tempo (porque tá difícil arrumar um pouco) e leiam A Fúria e a Aurora.

xoxo

A Court of Mist and Fury (Corte de Névoa e Fúria) – Sarah J. Maas

A_Court_of_Mist_and_Fury_-_Cover

  •    Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Bloomsbury
  •    Nº de Páginas: 626
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 8,5

LEIA A Court of Thorns and Roses PRIMEIRO. A blogueira não se responsabiliza por corações partidos, sangramentos oculares ou possíveis desmembramentos por criaturas sombrias.

Feyre sobreviveu as garras de Amarantha para voltar à Corte da Primavera – mas a um custo exorbitante. Embora ela agora tenha as atribuições da Corte feérica, seu coração continua sendo humano, e ele não pode esquecer os atos terríveis que ela realizou para salvar o povo de Tamlin. Nem Feyre havia esquecido de sua barganha com Rhys, Lorde da temida Corte da Noite. Enquanto Feyre navega em uma escura teia de política, paixão e poder deslumbrante, um grande mal de aproxima-  e ela pode ser a chave para pará-lo. Mas só se for capaz de domar seus dons escruciantes, curar sua alma estilhaçada e decidir como ela deseja construir seu futuro. E o futuro de um mundo partido em dois. – Tradução própria.

————————————————————————————————————————————————

Eu depois de ler ACOMAF pra ABSOLUTAMENTE todo mundo.

 

Girl Power.

Dificilmente vamos encontrar melhor definição para essa história. Todas as mocinhas objeto, bonecas de porcelana retardadas e aquele territorialismo macho alpha que algumas pessoas acham lindo de morrer podem ir pro inferno. Feyre chegou para COLOCAR TODOS NO DEVIDO LUGAR.

“Ah blogueira, mas ele é o mocinho e ele só quer proteger a mocinha…”

NÃO. Eu não tenho mais estomago pra isso! Ou essa porcaria de mocinha aprende logo a se defender sozinha ou ela simplesmente não serve mais pra ser mocinha. Já deixamos para trás a época quando só belas, recatadas e do lar valiam alguma coisa.

#fimdochilique

Ok, falando mais sobre o livro, tivemos um salto gigantesco tanto de qualidade quanto de enredo do primeiro pro segundo! E foi uma das melhores coisas já feitas na história do planeta! Eu não fazia ideia de que mudanças aconteceriam (sou daquelas que não lê sinopse nem resenhas de continuação) então realmente fui pega de calças curtas nesse quesito.

O parágrafo a seguir contém spoilers, vai por sua conta e risco. (selecione o texto com o cursor do mouse para conseguir ler)

Como ACOTAR foi uma retelling de A Bela e a Fera (melhor conto de fadas ever) eu realmente era apaixonada por Feyre e Tamlin apaixonados um pelo outro. Quando ACOMAF se mostrou um retelling de outra lenda, Hades e Perséfone por um momento não soube o que pensar, mas se Sarah J. Maas pode te fazer amar um personagem, ela com certeza por de te fazer odiá-lo também. Então fiz minhas pazes com a história e continuei aproveitando cada capítulo como se não houvesse amanhã.

Não foi algo tirado da manga, pelo menos pra mim, as atitudes e as circunstancias que levaram os personagens para rumos diferentes do que antes estavam fizeram muito sentido ou caíram como uma luva e me fizeram ter certeza que era aquilo que a Sarah queria desde o começo!

 A medida que Feyre foi caindo na real eu também fui.

O problema é que quando isso aconteceu ela já estava num poço realmente profundo.

Mas não só de reviravoltas vive ACOMAF, temos um monte de novos personagens que roubam a cena, eles tem personalidades próprias, histórias próprias. São praticamente tridimensionais para nós, pois não se confundem com o cenário como acontece em muitos livros por aí. Nos livros da SJM temos uma quantidade considerável de personagens masculinos gostosos para uma protagonista só sofrência. .Eu sei que é um pouquinho improvável, mas juro que ela ouviu minha solicitação e colocou mais personagens femininas! Compartilhamos a história de Mor e Amren também. E Feyre era legal e foda e eu queria ser como ela… até aparecer Amren, porque Amren, poder é poder.

Sarah J. Maas tem zero considerações com os sentimentos dos leitores.

Esse livro, acima de tudo, é sobre vida e amor. Sobre se encontrar mesmo quando você nem se lembra mais quem costumava. É sobre renascimento, sobre superar uma alma fraturada e não juntar os caquinhos para voltar a ser o que era, mas criar algo novo e maravilhoso. Depressão aqui não é só um estado clínico, é a imensidão do abismo que encara de volta. A história de Feyre e Rhysand fala de sacrifícios reais, sem ambição por reconhecimento, e de como os passos para se reerguer são duros, mas não impossíveis.

Não tem como essa leitura passar em branco, mesmo que você não goste da fantasia, mesmo que você não conheça em primeira mão o que é depressão. Esse livro vai te tocar.

P.S.: Então, esse livro é hot. Tão hot que a Record realmente deveria tirar o selo infanto juvenil dele. Realmente.@_@

Dama da Meia-Noite – Cassandra Clare

Dama da meia-noite g1

  •    Autor: Cassandra Clare
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 574
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: Lady Midnight
  •    Tradutor: Rita Sussekind

   Avaliação: 8,5

 

Não que seja da minha conta, mas se você não leu nenhum outro livro da série Caçadores de Sombras não sei se vai entender muito esse aqui… Porém vivemos num mundo livre e spoiler não é crime. Ainda.

Em um mundo secreto onde guerreiros meio-anjo juraram lutar contra demônios, parabatai é uma palavra sagrada.

O parabatai é seu parceiro na batalha. O parabatai é seu melhor amigo. Parabatai pode ser tudo para o outro, mas eles nunca podem se apaixonar.

Emma Carstairs é uma Caçadora de Sombras, uma em uma longa linhagem de Caçadores de Sombras encarregados de protegerem o mundo de demônios. Com seu parabatai Julian Blackthorn, ela patrulha as ruas de uma Los Angeles escondida onde os vampiros fazem festa na Sunset Strip, e fadas estão à beira de uma guerra aberta com os Caçadores de Sombras. Quando corpos de seres humanos e fadas começam a aparecer mortos da mesma forma que os pais de Emma foram assassinados anos atrás, uma aliança é formada. Esta é a chance de Emma de vingança e a possibilidade de Julian ter de volta seu meio-irmão fada, Mark, que foi sequestrado há cinco anos. Tudo que Emma, Mark e Julian tem a fazer é resolver os assassinatos dentro de duas semanas antes que o assassino coloque eles na mira.

 Suas buscas levam Emma de cavernas no mar cheias de magia para uma loteria sombria onde a morte é dispensada. Enquanto ela vai descobrindo seu passado, ela começa a confrontar os segredos do presente: O que Julian vem escondendo dela todos esses anos? Por que a Lei Shadowhunter proíbe parabatais de se apaixonarem? Quem realmente matou seus pais e ela pode suportar saber a verdade?

A magia e aventura das Crônicas dos Caçadores de Sombras tem capturado a imaginação de milhões de leitores em todo o mundo. Apaixone-se com Emma e seus amigos neste emocionante e de cortar o coração no volume que pretende deliciar tantos novos leitores como os fãs de longa data

————————————————————————————————————————————————

Recomendo fortemente a leitura de As Peças Infernais e Os Instrumentos Mortais antes de embarcar nessa série. Numerosos, selvagens, gigantescos Spoilers de Instrumentos Mortais e As Peças Infernais nesse livro! Não leia se tem a mais pálida chance de ler as outras séries depois.

Enfim…

Tem alguma coisa extremamente prazerosa no ato de começar um livro que você SABE que vai gostar muito! Pode ser aquele autor que você ama, uma série que te cativou ou simplesmente aquele debut com uma sinopse tão perfeita que só um cataclismo pra fazer a história ser ruim!

E quando você termina de ler esse livro tão aguardado e pensa “Caramba, foi ainda melhor do que eu esperava”? Essa é a minha história de amor com Dama da Meia-Noite.

Ainda estou sob os efeitos alucinógenos da leitura recente, mas acho que essa trilogia vai ser ainda melhor que As Peças Infernais! Tirando o final de Princesa Mecânica, nada nessa Terra supera aquele final…

Cassie deixou seus personagens ainda mais reais, mais diferentes uns dos outros, cada um com uma personalidade bem definida e seus problemas paralelos ao restante da história. Sério, não tem como não amar os irmãos Blackthorn, não é humanamente possível! Sou filha única e sempre quis um irmão (mais velho ou mais novo, tanto faz) pra compartilhar tudo, então não é surpresa que fique encantada com esse lado do livro. A situação é agravada porque além de lindo e maravilhoso, Julian ainda ama e cuida de toda a trupe como se fosse o pai deles, não só um irmão.

Porém já dizia o ditado nerd “Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades” e Julian acaba sendo esmagado pela barra que é criar quatro crianças, ainda mais quando ele mesmo ainda é uma. Talvez um ponto irritante no livro seja que esse sufocamento é mencionado O.TEMPO.TODO. Mas prefiro relevar isso e encarar como sendo como ele realmente se sente.

Sério.

Emma, apesar de dividir o palco com vários outros personagens, é uma mocinha ótima. Passei da fase das belas, recatadas e do lar que não viram nada da vida e que seguem deslumbradas com cada palavra dita pelo mocinho do livro. Apesar de ser só uma garota de 17 anos Emma já sabe o que é bom para ela e não perde tempo sendo meiga e ponderada. Adoro.

Esse romance central impossível, com um ‘que’ de Proibido, da Thabita Suzuma, me deixou louca de tensão e foi o ponto alto da história toda. Mark, Cristina e as revelações bombásticas que não foram tão bombásticas quanto eu gostaria (e Cassie Clare já foi melhor nesse quesito) ficaram pálidos perto do que senti acompanhando esse amor.

Definitivamente o tipo de livro que te deixa pensando na história o dia inteiro, desejando ter uma pausa pra terminar logo e descobrir o que vai acontecer, mesmo sabendo que vai demorar MILÊNIOS até o próximo volume ser lançado. Se eu tinha um pezinho atrás com os Shadowhunters depois do filme e da série (que odeio com todas as forças), isso passou. Voltei com força total para o time #ContinueCriandoNovasSériesDeCaçadoresDeSombrasEternamenteCassie

xoxo e boa semana!

PS Para Quem Já Leu: Essa decisão da Emma vai dar mer%#, sim ou claro?

 

 

Uma Chama Entre as Cinzas – Sabaa Tahir

capa - uma chama entre as cinzas - resenhas - blog de livros

  •    Autor: Sabaa Tahir
  •    Editora: Verus
  •    Nº de Páginas: 432
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: An Ember in the Ashes
  •    Tradutor: Jorge Ritter

   Avaliação: 8,5

Laia é uma escrava. Elias é um soldado. Nenhum dos dois é livre. No Império Marcial, a resposta para o desacato é a morte. Aqueles que não dão o próprio sangue pelo imperador arriscam perder as pessoas que amam e tudo que lhes é mais caro. É neste mundo brutal que Laia vive com os avós e o irmão mais velho. Eles não desafiam o Império, pois já viram o que acontece com quem se atreve a isso. Mas, quando o irmão de Laia é preso acusado de traição, ela é forçada a tomar uma atitude. Em troca da ajuda de rebeldes que prometem resgatar seu irmão, ela vai arriscar a própria vida para agir como espiã dentro da academia militar do Império. Ali, Laia conhece Elias, o melhor soldado da academia — e, secretamente, o mais relutante. O que Elias mais quer é se libertar da tirania que vem sendo treinado para aplicar. Logo ele e Laia percebem que a vida de ambos está interligada — e que suas escolhas podem mudar para sempre o destino do próprio Império.

————————————————————————————————————————————————

Facilmente reconhecido também como Tempestade de Emoções, Uma Chama Entre as Cinzas fez exatamente isso comigo. Senti receio, agitação, pânico, ansiedade, repulsa, desgosto, alegria, mais ansiedade, raiva, indignação. É claro que amei.

A história de Laia, a garota pobre de uma nação escravizada, e Elias, o menino de ouro de um sistema violento está longe de ser óbvia. Ela fala de esperteza, determinação, do que o coração realmente quer e se isso vale a pena ou não. Se é digno morrer pela leveza de seu coração.

A ambientação obviamente inspirada no Império Romano é maravilhosa. Qualquer fã de história vai pescar os costumes e valores que transportam qualquer um para aquela atmosfera grandiosa. Para a nossa alegria tem mágica também, ou indícios de magia, e o bom e velho fanatismo religioso.

Eu amei como Elias é um rebelde na alma, nos mais profundo lugar de seu ser, mas morre de medo de ser descoberto. Ele quer enfrentar a mãe, a pior pessoa no mundo literário, atrás apenas de Joffrey Baratehon, porém tem tantas coisas a considerar. Principalmente sua melhor amiga.

Helene não tem tantas oportunidades de mostrar sua voz na trama, mas é tão fascinante quanto qualquer um dos protagonistas. Ela é uma garota militar, ela acredita piamente no que faz e na superioridade do Império Marcial, tanto que deixou até mesmo de enxergar os escravos como seres humanos e recebeu de braços abertos a vida que a academia lhe proporcionou. Ainda assim ela se resigna muito quando o assunto é Elias, aceitando que sempre estará em segundo lugar em relação a ele, o que só me deixou mais interessada no que iria lhe acontecer.

E no lado oposto dessas pessoas violentas temos Laia. Ela pode ser um pouco cansativa no inicio, acho que perdi o pouco de paciência que tinha com personagens se martirizando, repetindo o quão ruim elas são, o quão covardes. É, realmente ela não foi um exemplo de coragem no começo, mas também não foi burra. É com o passar das páginas que vemos o esforço que ela vai fazendo para se livrar o pavor, do terror físico e mental que a nova vida como escrava oferece. E pra ajudar temos a mãe do Elias, e diretora da academia, para ser terrivelmente cruel.

É sério, ela é MUITO, MUITO, MUITO RUIM.

Conseguiu uma vaga na categoria de vilões realmente odiados, ela deve ter criado Ramsay Bolton desde pequeninho e ensinado tudo pra ele.

Sim, nós temos um triângulo com quatro lados romântico que é uma verdadeira loucura. Juro que terminei o livro e ainda não sei que casais eu quero que fiquem juntos. Um ESCÂNDALO. Ele não é óbvio e chatinho, o que sinceramente poderia te matado o livro todo. Só ajudou a deixar a história ainda mais empolgante.

Em algum lugar eu li que esse seria um stand alone. Talvez meu coração tenha perdido uma batida ou duas nesse momento. Então a autora confirmou a continuação A Torch Against The Night pra esse ano e tudo ficou bem novamente. Quero dizer, na medida do possível agora que estou salivando pela espera!

Uma Chama Entre as Cinzas era uma das leituras mais esperadas de 2016 e agora se tornou uma das leituras mais adoradas também, não sei o que vocês estão fazendo ai ainda que não começaram a devorar esse livro…

xoxo