Senhor das Sombras – Cassandra Clare

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  •    Autor: Cassandra Clare 
  •    Editora: Galera
  •    Nº de Páginas: 602
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2017
  •    Título Original: Lord of Shadows
  •    Tradutor: Rita Sussekind
  •    Avaliação: 9,0

A ensolarada Los Angeles pode ser um lugar sombrio na continuação de Dama da Meia-Noite, de Cassandra Clare. Emma Carstairs finalmente conseguiu vingar a morte dos pais e pensou que com isso estaria em paz. Mas se tem uma coisa que ela não encontrou foi tranquilidade. Dividida entre o amor que sente pelo seu parabatai Julian e a vontade de protegê-lo das graves consequências que um relacionamento entre os dois pode trazer, ela começa a namorar Mark Blackthorn, irmão de Julian. Mark, por sua vez, passou os últimos cinco anos preso no Reino das Fadas e não sabe se um dia voltará a ser o Caçador de Sombras que já foi. Como se não bastasse, as cortes das fadas estão em polvorosa. O Rei Unseelie está farto da Paz Fria e decidido a não mais ceder às exigências dos Nephlim. Presos entre as exigências das fadas e as leis da Clave, Emma, Julian e Mark devem encontrar um modo de proteger tudo aquilo que mais amam — juntos e antes que seja tarde.

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Assim como Senhora da Meia-Noite, SdS é um livro grande. Grande e compriiiiiido, com muitas coisas acontecendo antes mesmo da metade. Levei um mês nesse livro, um mês inteiro, o que pra mim é uma verdadeira vergonha, praticamente até a página 170. Foi a partir daí as coisas começaram a ficar realmente interessantes e voltei a ser eu mesma: li as outras 430 páginas em menos de dois dias 🙂

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 Acho que uma coisa que me cansou logo de cara foi a “divinificação” de Clary e Jace. Eles aparecem nessa história com 20 e poucos anos, já Caçadores de Sombras  glorificados e tratados como heróis e lendas vivas por todos. Isso era de se esperar, levando em conta o tanto que esse casal pastou e acho digno mesmo que eles mereçam respeito. Mas as interações deles com os outros personagens ficou forçada demais, irreconhecível. Parece que a Cassandra resolveu que ia botar um manto de Yoda, Gandalf, Dumbledore ou qualquer outro velho sábio neles, e os escreveu como anjos dando conselhos para os mais novos. A Clary virou uma criatura serena e Jace esqueceu como tirar com a cara de todo mundo. Uma pena. Quem acompanha a série desde o princípio sabe da personalidade de cada um e está bem familiarizado com as falhas e defeitos também, por isso acho difícil engolir essa mudança.

Sim, eu fiquei revoltada. E quanto mais penso nisso, mais revoltada fico.

Se você curtiu essa nova fase paz e amor de um dos melhores casais do universo YA, não me odeie. Eu prometo que só tenho coisas boas pra falar daqui em diante!

Eu acredito piamente que Cassandra passa horas acordada na cama, olhando pro teto e pensando: “Como posso ferrar ainda mais com a vida dos meus queridos personagens?”

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Ela deve se esforçar pra criar essas situações gente! Não é possível! E se esse dom pra romances impossíveis vem naturalmente então senhora Clare, acho que precisamos chamar um médico pra você. Ou um padre.

Resumindo qualquer livro contendo Caçadores de Sombras: você acha que seu casal do coração finalmente encontrou um meio de ser feliz e, BAM, algo terrível acontece é o mundo de todos, inclusive o seu, é virado de cabeça para baixo!

E qualquer pessoa normal ficaria irritada por ter seus sentimentos feitos de brinquedo por alguém. Mas nós somos leitores, nós não somos normais. Nós queremos mais sofrimento.

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Então chega Senhor das Sombras pra conceder esse desejo. É tiro atrás de tiro. É bomba atrás de bomba. Tem momentos de orgulho (Emma, você é demais) e ódio mortal. Tem tantas coisas cruciais acontecendo e pequenas bolhas de calmaria (pequenas, bem pequenas) e você fica maluco a cada descoberta porque, como mencionei acima, Cassandra gosta de complicar e mostrar que o buraco é mais embaixo.

Senhor das Sombras é um livro exaustivo. Ele é longo e bem lento no começo, e depois pega um ritmo alucinante que cansa. Mas é aquele cansaço bom, de dançar por horas ou nadar muito no mar.

Terminei a leitura sem saber o que ler em seguida, porque nenhum outro livro me manteria naquela vibe incrível.

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Minha Lady Jane – Cynthia Hand, Brodi Ashton & Jodi Meadows

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  •    Autor: Cynthia Hand, Brodi Ashton e Jodi Meadows 
  •    Editora: Gutenberg
  •    Nº de Páginas: 368
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2017
  •    Título Original: My Lady Jane
  •    Tradutor: Rodrigo Seabra
  •    Avaliação: 8,0

Toda história tem sempre duas versões…

Inglaterra, século XVI, dinastia Tudor. O jovem Rei Eduardo VI está à beira da morte e o destino do país é incerto. Para evitar que o poder caia em mãos erradas (leia-se: nas mãos de Maria Sangrenta), Eduardo é persuadido por seu conselheiro a nomear Lady Jane Grey, sua prima e melhor amiga, como a legítima sucessora.
Aos 16 anos, Jane está em um relacionamento muito sério com seus livros até ser surpreendida pela trágica notícia de que terá de se casar com um completo estranho que (ninguém lembrou de contar para ela) tem um talento muito especial: a habilidade de se transformar em cavalo. E, pior ainda, descobre que está prestes a se tornar a nova Rainha da Inglaterra!
Arrastada para o centro de um conflito político, Jane suspeita de que sua coroação na verdade esconde um grande plano conspiratório para usurpar o trono. Agora, ela precisa definitivamente manter a cabeça no lugar se… bem, se não quiser literalmente perder a cabeça.
Um rei relutante, uma rainha-relâmpago ainda mais relutante e um nobre (e) garanhão puro-sangue que não se conformam com o destino que lhes foi reservado; uma história apaixonante, envolvente, cativante, sedutora… e mais uma porção de sinônimos que só Lady Jane seria capaz de listar. Tudo com uma leve semelhança com os fatos históricos.

…afinal, às vezes a História precisa de uma mãozinha.

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Pensem numa história mucho loka. Tão louca que fiquei me perguntando mais de uma vez como a ideia de escrevê-la, pra começo de conversa, surgiu. E de todas as alternativas que passam na minha cabeça (pode crer que são muitas) no final só penso: na próxima quero estar lá pra ver isso!

Porque não é sempre que um grupo de escritoras desse calibre se reúne e resolve pegar uma das rainhas mais esquecidas da história da Inglaterra e misturar tudo com magia, metamorfos e muito humor. Fantasia + romance histórico = Como não amar?

Não sei vocês, mas eu meio que sou a louca da Era Tudor.  Tenho diploma em Philippa Gregory e pós graduação em Wikipedia. Eu literalmente sei mais sobre essa família inglesa (e todas as coisas absurdas que rolaram durante seu reinado) do que sobre a nossa família real! E nem estou envergonhada por isso!

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Com isso posso dizer que Lady Jane Grey não é um dos assuntos mais falados quando o assunto é Tudor, e o motivo é simples: ela governou por 6 dias. E então teve a cabeça separada dos ombros.

Pois é.

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Então como, meu bom povo, um livro sobre uma garota que durou tão pouco e teve um destino tão trágico pode dar certo? A resposta é simples: as únicas semelhanças com a história real são os nomes, o fato de Jane ser coroada rainha e o enorme nariz de Lorde Dudley pai (Sorte do filho não ter puxado muito a cara do pai). Já na dedicatória podemos ter uma ideia do que vem a seguir:

“Para todos aqueles que sabem que havia espaço suficiente para Leonardo DiCaprio naquela porta. E para a Inglaterra. Sentimos muito, de verdade, pelo que estamos prestes a fazer com a sua História.”

Essa nossa Lady Jane não é exatamente  uma desavisada, mas poderia ter a presença de espírito de ver as águas se agitando à sua volta e pensar: É UMA CILADA, BINO! Mas a pessoa está tão preocupada com seus livros (#julgarnãoiremos) e atormentar a própria mãe que não vê o que está em debaixo do seu nariz. Nem que isso seja um cavalo enorme: vulgo seu noivo.

Essa é uma daquelas histórias engraçadinhas, que te farão sorrir ou mesmo gargalhar e, apesar de ser essencialmente leve, Minha Lady Jane tem um plot muito bem bolado. Ele é cheio de referências que os bons entenderão, como:

“Havia também um punhado de convites para presidir eventos públicos, visitar diversas casas de campo de nobres e comparecer a algo chamado Casamento Vermelho. Jane apenas preencheu o quadradinho de “não vou comparecer” sem nem pensar duas vezes nesse último convite. Como se ela quisesse ir a mais casamentos…”

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E só por isso não tenho como não amar. Temos fantasia, humor, história (de um jeito ou de outro) e romance!

Ok, talvez o motivo para não dar uma nota maior foi justamente a caricatura. Tinha horas que era simplesmente demais e eu só queria um pouquinho mais de seriedade, ou menos forçação de barra. Mas foi impossível não me apaixonar mesmo assim, espero muito ansiosa pelas próximas “Janies” que esse trio nos trará, e espero que elas também tenham uma mãozinha no quesito história.

 

xoxo e bom fim de semana!

O Príncipe Corvo – Elizabeth Hoyt

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  •    Autor: Elizabeth Hoyt 
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 350
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2017
  •    Título Original: The Raven Prince
  •    Tradutor: Ana Resende
  •    Avaliação: 9,0 

Se você é verde como o verão (menor de idade) vá ler outra coisa, ok?

Anna Wren está tendo um dia difícil. Depois de quase ser atropelada por um cavaleiro arrogante, ela volta para casa e descobre que as finanças da família, que não iam bem desde a morte do marido, estão em situação difícil. 
Em que ela deve fazer o inimaginável… 
O conde de Swartingham não sabe o que fazer depois que dois secretários vão embora na calada da noite. Edward de Raaf precisa de alguém que consiga lidar com seu mau humor e comportamento rude. 
E encontrar um emprego. 
Quando Anna começa a trabalhar para o conde, parece que ambos resolveram seus problemas. Então ela descobre que ele planeja visitar o mais famoso bordel em Londres para atender a suas necessidades “masculinas”. Ora! Anna fica furiosa — e decide satisfazer seus desejos femininos… com o conde como seu desavisado amante.

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Querido leitor, antes de qualquer coisa você deve saber que li esse livro em uma noite só, e que agora me encontro incapaz de agir normalmente, provavelmente porque tenho corações no lugar dos olhos e uma overdose de romantismo. Vou tentar explicar de forma coerente a razão para esse ser meu mais novo romance “água com açúcar”, mas a chance maior é de falhar miseravelmente.

Vamos lá:

Acho que a primeira coisa que podemos dizer sobre O Príncipe Corvo é que a protagonista não é uma virgem indefesa. Não sou nenhuma especialista em romances de banca (só tenho fases em que leio 10 de uma vez), mas todos, TODOS que li até agora tinham como heroínas garotas espirituosas porém inocentes, que precisavam ser guiadas a cada passo.

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Outra coisa, tanto Anna quanto Edward já passaram dos 30 e nenhum dos dois é cover de modelos de passarela. São sensuais a sua maneira, mas quantos mocinhos você conhece nesses livros que não são perfeitamente lindos de morrer??? Eu te desafio, leitor!

Ambos tem problemas palpáveis e passados sombrios, mas não ficam de mimimi e, logo de cara, enxergam qualidades um no outro que passaram despercebidas pelo resto do mundo. Principalmente pelo falecido marido idiota de Anna. Sim, é possível odiar um personagem postumamente.

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E por último, mas não menos importante, eu achei G-E-N-I-A-L a parte que a Anna resolve ir atrás de “aliviar suas necessidades”. Pois é, pois é, o livro se passa em pleno séc. XVIII e nossa heroína vai para um bordel famosíssimo escolher um cara pra… se conhecerem melhor. Tipo, muito melhor. Eu sou dessas que simplesmente abomina a ideia de prostituição, principalmente a coisa terrível e exploratória mostrada por algumas personagens do livro, mas a ideia de uma mulher se permitir ter esse tipo de desejo e ainda por cima agir para satisfazê-lo é incrível num livro de época. Quem aqui não tinha lido várias e várias vezes que ‘libertinagem’ era coisa de menino? E quantos heróis não tinham um verdadeiro cartão de fidelidade nas casas de prazer antes de conhecerem suas musas? Anna ganhou seu lugar em meio as minhas personagens favoritas e vou defende-la.

Mas não só de ‘aliviar necessidades’ se faz esse livro. Temos romance romântico, daquele de dar inveja. Temos uma vilã que chega a dar pena, de tão egocêntrica que é. Temos o núcleo familiar de Anna, com sua sogra e a jovem que acolheram, que é simplesmente inspirador demais para passar batido. E temos, principalmente Anna e Edward que são pessoas incríveis, de um jeito pouco convencional, mas que me levaram a me apaixonar perdidamente pela história e pela escrita da autora. Ah, mencionei que no começo de cada capítulo tem trechos de uma outra história? Anna encontra um livro, o que dá o nome para a nossa história, e começa um lindo jogo com o conde…

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Os detalhes são mágicos e os personagens bem reais. Pra mim, além de amor, essa é uma história sobre preconceito e a habilidade de ver através da casca. O Príncipe Corvo elevou meus padrões para a “literatura de banca” e com certeza me deixou querendo mais. #sóvem O Príncipe Leopardo!

 

xoxo e boa semana!

 

The Young Elites (Jovens de Elite) – Marie Lu

 

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  •     Autor: Marie Lu 
  •    Editora: Putnam
  •    Nº de Páginas: 368
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2014
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –
  •    Avaliação: 8,0

Bestseller do The New York Times com excelente repercussão entre público e crítica, Jovens de Elite é o primeiro de uma série de fantasia ambientada na era medieval e protagonizada por jovens que desenvolvem estranhas cicatrizes e poderes especiais ao sobreviverem a uma febre que dizimou boa parte da humanidade. Entre eles está Adelina, que, após se rebelar contra o destino imposto a ela por seu pai, encontra um novo lar na sociedade secreta Jovens de Elite, vista por alguns como um grupo de heróis, por outros como seres com poderes demoníacos. Heroína ou vilã? Num mundo perigoso no qual magia e política se chocam, Adelina descobre o lado sombrio de seu coração. Da mesma autora da aclamada trilogia Legend, Marie Lu, Jovens de Elite é o início de uma saga arrebatadora. Perfeita para fãs de histórias de fantasia medieval como Game of Thrones, com vilões dignos de X-Men.

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Conheçam Adelina Amouteru, a Anakin Skywalker de Kenettra.

Sabe aquele personagem que tem potencial, poder e pessoas o apoiando… mas mesmo assim vai pro lado negro da força? Essa é a Adelina, e talvez ela não tenha muita escolha. Ok, todo mundo tem uma escolha, nem que seja parar de respirar, mas seremos razoáveis aqui quando entrarmos nesse universo sombrio de ódio, perseguição e desconfiança.

Nada é branco e preto, ninguém é bom ou mau. É simplesmente complicado demais.

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Adelina não é uma boa pessoa. Vocês podem até estranhar isso, como uma mocinha não é boa? A resposta: sendo humana. Sério gente, eu não gostei dela, mas não por ter sido um personagem superficial, artificial, muito pelo contrário! Essas falhas de caráter, as decisões que não estão no ‘código de honra’ previamente estabelecido no mundo literário pelo qual nossas heroínas baseiam suas ações, são extremamente humanas. Sim, já vimos protagonistas inescrupulosas antes, que começam ao lado dos caras maus, mas que percebem seus erros e passam a ter atitudes altruístas e corajosas. Adelina tem alguma coragem, mas lhe falta a ferocidade para se defender, e toma um numero de decisões duvidosas movida pelo medo e pela raiva.

Aliás, medo e raiva são palavras chave para ela, são a fonte de seu poder e ela A-DO-RA chafurdar neles. Ela tem boas intenções até, só que gosta mais de causar medo e alimentar sua raiva do que ser gentil. Resumidamente Adelina não é nobre, prepare-se para ver alguém jogar sujo, e talvez você a ame por isso. Os deuses e anjos sabem o quanto ela precisa de amor.

Isso nos leva aos relacionamentos no livro e aos outros personagens tão imprevisíveis quanto ela. Pensem num livro que te deixa arrepiada, de tão bem feito! Sério gente, a blogueira aqui está até agora digerindo tudo o que aconteceu e não se sente preparada para falar sobre o final.

Eu simplesmente não sei lidar!!

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Temos Violetta, a irmã caçula que é muito amada por todos (ninguém mais que Adelina), mas ainda assim sempre virou o rosto para os abusos cometidos pelo pai contra a irmã mais velha. Temos Enzo, o #sexydemaisparaoprópriobem líder da Sociedade da Adaga, que mantém seu sentimentos e reais intenções tão escondidos que talvez nem ele saiba. E temos Rafaelle, provavelmente o homem mais bonito que jamais existiu, e um exemplo de relacionamento sem romance com a mocinha. Mas quem sabe distinguir verdade de mentira quando elas saem de lábios tão treinados?

Toda a ação que me viciou em Legend me encontrou novamente em TYE, mas de uma forma muito mais obscura e sexy e brilhante, e há também o vilão complexo! Eu falei do vilão complexo? Aquele tipo que você pode até não gostar, mas simpatiza, porque ele merece ser amado! Como vocês vão lidar??? nãotemcomo

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As cidades de Kenettra são o cenário para essa mistura de Renascença com X-Men maravilhosamente construída. Você consegue ver as pessoas, os edifícios e os detalhes. Terminei a leitura atordoada pelo tiro que foi o final, e aconselho que vocês tenham a continuação em mãos quando forem ler. A espera seria impossível de aguentar.

 

xoxo e bom começo de semana

Três Coroas Negras – Kendare Blake 

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  •    Autor: Kendare Blake
  •    Editora: Globo Alt
  •    Nº de Páginas: 304
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2017
  •    Título Original: Three Dark Crows
  •    Tradutor: Alexandre D’Elia

   Avaliação: 8,5

Três herdeiras da coroa, cada uma com um poder mágico especial. Mirabella é uma elemental, capaz de produzir chamas e tempestades com um estalar de dedos. Katharine é uma envenenadora, com o poder de manipular os venenos mais mortais. E Arsinoe é uma naturalista, que tem a capacidade de fazer florescer a rosa mais vermelha e também controlar o mais feroz dos leões.

Mas para coroar-se rainha, não basta ter nascido na família real. Cada irmã deve lutar por esse posto, no que não é apenas um jogo de ganhar ou perder: é uma batalha de vida ou morte. Na noite em que completam dezesseis anos, a batalha começa.

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Essa é a história de três rainhas que competem para ser A Rainha. Isso, a letra maiúscula faz toda a diferença, significa estar viva. Elas passam a vida inteira treinando para, quando o rito da Aceleração chegar, estar livres para trucidar umas as outras. Adorável, não?

Logo de cara somos apresentados a uma tonelada de termos e particularidades da ilha onde se passa a história, o que seria muito mais fácil de visualizar se um bendito mapa estivesse presente… mas não, mais uma vez uma edição nacional acha que o mapa da versão original é decor. Fico muito perturbada com isso, mais do que já sou!

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TCN alterna entre o ponto de vista das irmãs e alguns outros personagens, vamos aprendendo cada vez mais sobre cada uma. E aprendendo a gostar de cada uma também. Sim, do contra que sou eu tinha que escolher uma favorita, e justo a mais fraca do trio.

Arsinoe (olha que nome poder) é a rainha naturalista. Forte, cínica, decidida, desencanada de aparências, ácida de fazer sua pálpebra tremer e…sem um pingo da dádiva. E, como se não bastasse, sua melhor amiga é a mais forte naturalista de todos os tempos. Enquanto os outros naturalistas da ilha tem poder suficiente pra atrair pássaros e cães como Familiares (uma espécie de companhia animal) o Familiar da moça é um puma! UM PUMA.

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Selo de qualidade Chuck Norris

Mas Arsinoe não tem inveja da amiga Jules, que é mais irmã que as outras rainhas. Ela sente que é inevitável morrer no próximo ano, já que não consegue reunir magia suficiente nem pra fazer uma folha cair de uma arvore. Pra cuidar de Jules Arsinoe conta com Joseph, amigo das duas desde criança e o amor da vida da garota poderosa. Agora, não vou entrar em detalhes, mas se vocês por ventura lerem Três Coroas Negras, com certeza vão querer esfolar Joseph vivo. Entrem na fila.

A rainha Katherine é uma envenenadora no mínimo decepcionante. Ok, a garota tem talento para criar venenos, mas meio que para por aí. Ela é vitima constante das irmãs Arron, as chefes da casa envenenadora que a acolheu e figuras importantes no Conselho Negro, o poder da ilha. Elas só querem treiná-la para ser mais forte e poderosa e, principalmente, sobreviver ao Ano da Ascensão para se tornar A Rainha, a quarta envenenadora consecutiva. Só que o treinamento significa horas de exposição ao mais diversos venenos e nem uma refeiçãozinha sequer sem toxinas paralisantes. O resultado é uma Katherine mirrada e cheia de cicatrizes de pústulas e picadas de cobra, deu muita dó.

Oh, espere. Acabei de perceber que eu não ligo

Oh, espere. Acabei de perceber que eu não ligo.

Mas não o suficiente. Ainda prefiro Arsinoe.

 

E por fim temos Mirabella. A perfeita rainha Mirabella. Forte como nunca se viu, capaz de atrair tempestades, causar terremotos e dançar com fogo, ainda por cima é linda de morrer e tem todos a seus pés. O Templo, a autoridade religiosa, já a considera vencedora e não esconde de ninguém seu total apoio. Ela tem do bom e do melhor, ótimas amigas e a admiração de todos. E é claro que ela não está contente, a irritante. Por favor, não me julguem por ser implicante, eu sei que ela é cheia das boas intenções. Mas só alguém que teve tudo  de bandeja poderia pensar como Mira, ela não passou os últimos dez anos ouvindo como a outra irmã era poderosa e linda e como ela não iria viver para completar 17 anos. Ainda por cima ela faz uma coisa que, mesmo não sendo tão culpa dela, não ajudou em nada minha antipatia.

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Sou time Arsinoe e pronto.

Depois de feitas as apresentações foi aí que a história engatou. Conforme a Aceleração se aproximava, a própria narrativa também ia mais rápido e mais coisas decisivas aconteciam. Depois de um começo meio lento, foi revigorante e aproveitei muito mais a leitura assim.  Fiquei obcecada com a mitologia criada sobre a ilha, algo que me lembrou muito Avalon, e ainda não consigo parar de pensar no que pode acontecer no próximo volume. Minha cabeça deu tantas voltas criando teorias sobre o final desse que, quando aliados e inimigos inesperados mostraram a cara, quase morri do coração.

Tiro meu chapéu para Blake, não esperava esse livro, e agora preciso de ajuda para sobreviver até o lançamento do próximo. Nossa, é quase como ser uma das rainhas esperando o fim do Ano da Ascensão…

xoxo e boa semana!

P.S.: Só uma curiosidade sobre os nomes das irmãs. Mirabella é de origem italiana e significa maravilhosa. Katherine vem do grego e significa pura. Já Arsinoe também é grego, muitas governantes macedônias e egípcias tinham esse nome, inclusive a irmã mais nova de Cleópatra que, por acaso (ou não), foi assassinada pela irmã por apresentar uma ameaça a sua pretensão ao trono. Arsinoe significa ‘mulher de mente elevada’. Acho que já sei qual o nome da minha futura filha 😀

A Court of Wings and Ruin (Corte de Asas e Ruína)- Sarah J. Maas  

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  •    Autor: Sarah J. Maas
  •    Editora: Bloomsbury
  •    Nº de Páginas: 704
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2017
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 9,5

Feyre retornou a Corte da Primavera determinada a recolher informações sobre as manobras de Tamlin e o rei invasor que ameaça colocar Prythian de joelhos.  Mas para isso ela precisa jogar um mortal jogo de mentiras -e um escorregão pode significar a ruína não só de Feyre, mas de seu mundo também.
Enquanto guerra paira sobre todos, Feyre deve decidir em quem confiar entre os deslumbrantes e letais Lordes – e caçar aliados em lugares inesperados.
Nesse emocionante terceiro livro da série de Sarah J. Maas, best-seller nº1 do New York Times e USA Today, o solo será pintado de vermelho enquanto poderosos exércitos lutam por algo que pode destruir a todos. (tradução cubalibre)

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Eu sabia, sabia já pelo título que esse livro seria minha ruína… e mesmo assim amei cada parte dele.

Do desenrolar dos personagens a todos os acontecimentos impactantes, esse pra mim é o melhor livro da saga até agora! Funcionou como um encantamento para a minha falta de vontade de ler (sim, socorro, nunca mais quero passar por isso!) e fiquei obcecada. Até aí nada fora do comum nas minhas leituras de Sarah J. Maas. Só que esse livro, meu bom povo, esse livro é insano! As coisas que eles fazem, os aliados que aparecem, os inimigos que aparecem!! Fiquei um dia inteiro bem incoerente depois de terminar de ler, simplesmente não conseguia formular nem uma frasezinha sequer para tentar explicar o que senti lendo ACOWAR.

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Talvez possa encaixar na crítica na forma como os personagens, nesse livro, ficaram muito parecidos com os personagens da série TdV. As situações são diferentes, mas a essência é a mesma. Ok, acho que posso parar por aqui até, e falando em personagens, adoro como os secundários tem suas próprias histórias acontecendo ao fundo. Vamos acompanhando o desenrolar de Mor, Azriel e Cassian mais pelas observações de Feyre do que por conversas e explicações.

Feyre… ah, Feyre. Quantos traseiros uma elfa poderosa, raivosa e determinada é capaz de chutar? A resposta: infinitos. Acho que não podia estar mais contente com a Feyre como fiquei nesse livro. Eu fico taaaaaaao frustrada quando uma personagem tem sua chance de se vingar, mas se segura por peninha ou porque não seria politicamente correto…

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A Feyre dá uma grande banana pra isso, e não perde a oportunidade de ser cruel. É revigorante, pra falar a verdade. Isso deve falar mais da minha personalidade do que da autora, mas ver gente ruim ser paga na mesma moeda foi bom. Também vale lembrar que é MUITO BOM ver uma garota que não se reprime mais pelos outros, uma garota que tomou as rédeas da própria vida e não vai pedir permissão para fazer o que achar certo. Uma High Lady, de fato.

O importante é que esse é um livro onde coisas realmente acontecem! Não fica aquela enrolação esperando o final pra aí algo grande aparecer. Não, o tempo inteiro temos situações que podem mudar o rumo da trama e, consequentemente, fiquei o tempo INTEIRO esperando dar uma m&r#@. Foi intenso.

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Agora preciso dizer que fiquei chocada em descobrir pessoas criticando duramente a Sarah por sua abordagem de depressão e a chamando de supremacista ariana por não ter diversidade de personagens. Tem até grupos de ódio, ódio gente, no meio de uma comunidade de leitores!

Não sou especialista em absolutamente nada, nem digo que concordo com cada palavra escrita por ela sempre, mas posso dizer por mim que achei a representação de casos de abuso, depressão e outras situações bem delicadas muito importante. Acredito que toda garota que leu, e não necessariamente gostou de Feyrisand (Feyre + Ryshand), pelo menos olhou mais criticamente para seus próprios relacionamentos. Admito que durante a leitura, principalmente por Feyre estar de volta a Corte do Tamlin, me peguei várias vezes tentando lembrar porque não gostava mais dele. Como na vida real, por vezes é difícil enxergar o que há de errado, e somente depois que entendemos que certas atitudes não podem ser toleradas que entendemos também como um relacionamento pode estar nos prejudicando. De um jeito ou de outro refletimos, e como autora, acho que qualquer livro que consiga isso é digno. Já vi tantos livros com casais terrivelmente abusivos tratados como uma coisa linda, e quando alguém resolve levantar uma bandeira contra esse tipo de porcaria, é vaiada. Que mundo, que mundo.

Quanto às acusações de supremacia, o que posso dizer sem spoilers é que Maas sambou na cara da sociedade. Ponto.

Então, pra quem queria romance, temos. Pra quem queria guerra, temos. Pra quem queria momentos de tirar o folego, temos também. Essa série tem seis livros previstos, com ACOWAR fechando um ciclo. Não poderia querer final melhor, mas confesso que meu coração, depois de tantas emoções fortíssimas (gente, tem coisas que acontecem no final que me fizeram chorar e gritar com o livro), fica meio triste em dizer adeus. Quero mais, vou querer sempre mais de Prythian.

Uma Tocha na Escuridão – Sabaa Tahir

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  •    Autor: Sabaa Tahit
  •    Editora: Verus
  •    Nº de Páginas: 434
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2017
  •    Título Original: A Torch Against the Night
  •    Tradutor: Jorge Ritter

   Avaliação: 8,5

Preciso mesmo dizer que qualquer novilho que se atreva a ler essa resenha antes de ler Uma Chama Entre as Cinzas será açoitado? Acho que não.

O segundo livro da história épica e eletrizante sobre liberdade, coragem e esperança. Ambientado em um mundo brutal inspirado na Roma Antiga, “Uma Chama Entre as Cinzas” contou a história de Laia, uma escrava lutando por sua família, e Elias, um soldado lutando pela liberdade. Agora, em “Uma Tocha Na Escuridão”, ambos estão em fuga, lutando pela vida. Após os eventos da quarta Eliminatória, os soldados marciais saem à caça de Laia e Elias enquanto eles escapam de Serra e partem numa arriscada jornada pelo coração do Império. Laia está determinada a invadir Kauf, a prisão mais segura e perigosa do Império, para salvar seu irmão, cujo conhecimento do aço sérrico é a chave para o futuro dos Eruditos. E Elias está determinado a ficar ao lado dela – mesmo que isso signifique abrir mão da própria liberdade. Mas forças sombrias, tanto humanas quanto sobrenaturais, estão trabalhando contra eles. Elias e Laia terão de lutar a cada passo do caminho se quiserem derrotar seus inimigos: o sanguinário imperador Marcus, a cruel comandante, o sádico diretor de Kauf e, o mais doloroso de todos, Helene – a ex-melhor amiga de Elias e nova Águia de Sangue do Império. A missão de Helene é terrível, porém clara: encontrar o traidor Elias Veturius e a escrava erudita que o ajudou a escapar… e acabar com os dois. Mas como matar alguém que você ama desesperadamente?

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Sabe aquele livro que deixa um vazio depois que acaba? Aquela história que fica te atormentando dias depois de ter sido virada a ultima página? Pois é, esse é o mundo pós-Uma Tocha na Escuridão. Adiei começar a leitura de A Court of Wings and Ruin só pra não arriscar perder alguma coisa na hora de escrever essa resenha.

Acho que a nota seria maior se o meio não tivesse sido tão parado, fiquei entediada e a leitura demorou a fluir. Mas há muita coisa digna de nota, ou melhor, muitos personagens:

O Imperador Marcus, por exemplo, está se metamorfoseando em Joffrey Baratheon não tão lentamente assim e Cersei, digo, a Comandante atingiu novos níveis de maldade. Sim, é possível.

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Sei que devo ter pegado implicância com a Laia no primeiro livro, mas não consigo acabar com a sensação de que os outros personagens fazem mais por ela do que ela faz por eles. Pedir para todo mundo arriscar o pescoço não conta! Desculpa pessoal que ama ela, mas eu simplesmente revirava os olhos quando ela fazia alguma coisa legalzinha, enquanto todo o resto estava sendo extraordinário.

Por falar nisso, Elias é confrontado com uma verdade que muitas pessoas não conseguem enxergar. Ele não é responsável por todo mundo, e ele precisa libertar as pessoas a sua volta de seu cuidado. É, parece complexo né? Como cuidado pode ser algo ruim? Bem, por exemplo, quando você não deixa sequer a pessoa sentir a própria culpa e lidar com a própria tristeza. Você tira as escolhas dela ao tentar absorver tudo para si. Ninguém sai ganhando com isso…

Helene segue sendo a personagem mais interessante. Enquanto Elias e Laia tem objetivos bem definidos, não há como saber o que Hel fará. Quero dizer, a vida dela não está nenhum piquenique no parque, mesmo sendo a Águia de Sangue. De uma ponta temos Elias, seu melhor amigo, amor da sua vida, aquele com quem partilhou o melhor e pior de Blackcliff e esteve ao seu lado nas primeiras mortes. Do outro extremo da balança há o Império, aquela entidade que requer lealdade a todo custo para continuar a existir e também sua família, sua gens.

Eu sei qual escolheria. E vocês?

Aliás, sabe aquele quadrado amoroso que mencionei na primeira resenha? Ele mudou um pouco de configuração, pode até ter virado um pentágono [!!!], mas continuo sem saber quem vai ficar com quem e pior, quem EU QUERO que fique junto! Sério, até agora eu não consegui me decidir, a unica coisa que exijo é um final decente para a Helene e o Elias, que eles sejam felizes de um jeito ou de outro!

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Finalmente temos respostas para o que realmente está rolando nessa história toda, perguntas feitas em Uma Chama Entre as Cinzas respondidas somente agora. Valeu a pena a espera, gosto de tramas cruéis e cheias de maquinações, não me decepcionei.

Se você gostou um pouquinho, tolerou, adorou ou amou com todas as suas forças de aspirante a Máscara Uma Chama Entre as Cinzas, você PRECISA desse livro na sua vida! Terminei ele com aquela ponta de desespero que me assolou no primeiro livro, por saber que vai demorar pra ter o terceiro em mãos! #socorro #sofro

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xoxo e bom fim de semana!

P.S.: Depois fui descobrir que há mapas dos domínios e até de Blackcliff na edição americana. Fiquei muito frustrada, pra dizer o mínimo, eu tinha imaginado tudo ao contrário… valeu Verus, por achar que mapas são opcionais.

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Foto retirada da internet.

Crave a Marca – Veronica Roth

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  •    Autor: Veronica Roth
  •    Editora: Rocco
  •    Nº de Páginas: 480
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2017
  •    Título Original: Carve The Mark
  •    Tradutor: Petê Rissati

   Avaliação: 7,0

Num planeta em guerra, numa galáxia em que quase todos os seres estão conectados por uma energia misteriosa chamada “a corrente” e cada pessoa possui um dom que lhe confere poderes e limitações, Cyra Noavek e Akos Kereseth são dois jovens de origens distintas cujos destinos se cruzam de forma decisiva. Obrigados a lidar com o ódio entre suas nações, seus preconceitos e visões de mundo, eles podem ser a salvação ou a ruína não só um do outro, mas de toda uma galáxia.

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Vamos começar falando sobre como esse livro é chato…

Sim, foi um choque pra mim também, apesar de depois eu ter mentalmente chutado minha canela depois por isso. Eu evito ler logo livros ultramegasuperesperados justamente por isso, as chances de me desapontar são enormes e meu coraçãozinho já sofreu decepções literárias o suficiente por uma vida. Mas a blogueira ouviu o próprio conselho? Nãããããão. Bem feito pra blogueira.

Não me levem a mal, eu respeito muito a Veronica! Tive um caso de amor com Divergente do momento em que coloquei minhas mãos nele até o virar da última página. E assim foi com Insurgente e até tolerei o fim de Convergente, mas sempre gostei muito do que lia dela. Isso explica o duro golpe que sofri.

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Na primeira parte do livro temos muitas cenas e ainda assim NADA ACONTECE. É frustrante e desanimador, porque eu não tinha vontade de pegar ele pra ler, acabar logo com a tortura e partir pra outra! O pior é que a Veronica não aproveitou esse grande vácuo pra explicar a sociedade extremamente complexa onde somos jogados. Fiquei tempo demais me sentindo muito burra por não estar entendendo nada! Culpando minha falta de interesse, mas voltei e reli boa parte do começo procurando respostas, procurando alguma coisa, e nada! São muitos planetas, muitas culturas, muitos termos diferentes, e normalmente eu amaria tudo isso, mas faltou uma mãozinha amiga ali pra esclarecer o leitor. Eventualmente você se acostuma (ou desiste) e incorpora todas as novidades, mas só depois de metade do livro e o final da sua paciência.

Não tinha uma alma pra dizer: “Veronica, é muita informação, filha! Vamos explicar melhor essa loucura toda?”

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Dica: tem um glossário no fim do livro. Depois de tudo que passei, quase mastiguei aquelas páginas de pura raiva.

Mas não quero ser injusta. Depois da metade as coisas melhoraram, tanto que o final foi digno da Roth genial que conhecemos!

E os personagens são impecáveis. Mais uma vez temos uma mocinha meio atormentada, mas que não se desculpa por ser um “prego enferrujado”. A diferença é que o mocinho não é nenhum Quatro. Akos é sensível e acredita que as coisas podem ser melhores, que as pessoas podem se redescobrir mais gentis. Quando Akos e Cyra se vem presos um ao outro, essa sensibilidade faz toda a diferença.

Gostei da parte onde os poderes não são os protagonistas na história. Quero dizer, eles tem muita importância sim, alguns personagens se definem por eles. Porém, diferentemente da maioria dos livros com gente cheia dospoder, aqui todo mundo tem um dom, seja um bem dahora, até um bem inútil. E as pessoas no topo das cadeias de poder estão lá por serem as mais espertas e maquinadoras, não por terem os melhores poderes… isso muda tudo! Gente, temos um vislumbre de um soldado figurante (sério, é um figurante, não tem nem meia linha escrita sobre esse personagem) que solta FOGO PELAS MÃOS e ele morreu igual uma mosca. Tipo, a Veronica samba na cara de todos aqueles livros nas nossas estantes com gente que chega até na realeza por ter poderes especiais!

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Crave a Marca está longe de ser o que eu esperava ou gostaria. Mas seu final compensa boa parte do tédio que foi o começo, e o que não compensa nós conseguimos lidar. Ele acabou no embalo de grandes revelações e com certeza deixou um gostinho de quero mais…acho que serei obrigada a ler a continuação, ainda tenho fé na Veronica. Apesar de não confiar muito nela depois do final de Convergente.

P.S.: Pra me sentir menos obtusa procurei na internet e descobri que MUITA gente ficou boiando com a construção do universo de Crave a Marca. Ufa.

A Madness So Discreet (Uma Loucura Discreta) – Mindy McGinnis

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  •    Autor: Mindy McGinnis
  •    Editora: Katerine Tengen Books
  •    Nº de Páginas: 384
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 7,0

Boston, 1890. Asilo Psiquiátrico Wayburne. Grace Mae vive um pesadelo: forçada a passar seus dias reclusa num manicômio, em meio a insanos de todo tipo, sobressaltada por gritos de horror a cada noite.
Grace não é louca. Apenas não consegue esquecer os terríveis segredos de família. Terríveis o suficiente para calar sua voz – jamais ouvida por ninguém, a não ser ela mesma, dentro de sua mente brilhante.
Mas, quando uma crise emocional violenta traz sua voz à tona, Grace é confinada em um porão escuro. É nesse momento em que ela conhece o dr. Thornhollow, um estudioso de psicologia criminal. Dona de um olhar aguçado e de uma memória prodigiosa, Grace passa a auxiliar o médico em investigações.
Ambos escapam para uma instituição mais segura em Ohio, em busca de amizade e esperança. Mas a tranquilidade dura pouco: surge um assassino em série que ataca brutalmente jovens mulheres.
Grace seguirá no encalço do criminoso, mesmo tendo de enfrentar seus próprios fantasmas.
Em Uma Loucura Discreta, Mindy McGinnis explora com maestria narrativa a tênue linha entre sanidade e loucura, revelando o lado obscuro que existe em todos nós.

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Bem, isso foi constrangedor.

Fui atrás desse livro igual uma louca, eu precisava de uma história sombria, densa sobre insanidade e pela sinopse AMSD era tudo o que eu queria!

E o livro realmente começou assim. Grace estava presa num asilo, um manicômio horrível, e aquilo não era pouca coisa. Imagine o séc. XIX do ponto de vista da medicina, as coisas eram precárias, não? Agora pensa como eram os manicômios! As pessoas deixaram de pensar que a demência era obra do capeta somente para tratar os pacientes da ala psiquiatra como animais raivosos, sem o mínimo de compreensão e os sujeitando às piores humilhações. Ainda por cima Grace estava grávida.

Ela foi despachada pela própria família, que não poderia ter uma gravidez fora do casamento manchando a campanha do dono pai de Grace.

Então, obviamente, vamos ficando agoniados com o estado da moça. Mencionei que ela passou por um trauma medonho antes de ir para o hospício? Mas isso só é revelado mais para o meio do livro e vocês ainda tem muitas suposições a fazer sobre o que realmente aconteceu.

Eu estava muito otimista com o sofrimento de nossa protagonista (sou uma pessoa horrível, eu sei). Tudo estava indo de mal a pior na vida dela e coisas inomináveis eram feitas aos pacientes… até que passou.

A história foi de um thriller sombrio e angustiante para uma história de detetive água com açúcar, que nem tinha casos bons para serem resolvidos!

WTF?

Sério, estava tudo ótimo! A Grace estava traumatizada e maltratada, a moça não falava uma palavra e flashs do que tinha acontecido a atormentavam noite após noite. Até que ela virou ajudante de detetive com sua memória fotográfica super ph*da.

Não estou reclamando da histórias de detetive, mas nesse caso ficou demais ERA UMA COISA OU OUTRA MINDY! GRRRRR!

Amei a forma como a autora conseguia passar os sentimentos de Grace de forma fluída e implícita. Ela era sutil e por vezes tive que parar e respirar, porque as coisas que aconteceram com essa garota eram demais para a mente humana programada no modo normal. A visão do que realmente é a humanidade também foi colocada de forma crua, com sua hipocrisia tão revoltante quanto jamais foi. Mas essa quebra de ritmo me matou um pouquinho e, sinceramente, esperava um final impactante. Não aconteceu, apesar de tudo indicar um gran finale e fiquei chupando o dedo, awkward.

Alguém tem um livro realmente dark pra me indicar?

O Coração da Esfinge – Colleen Houck

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  •    Autor: Colleen Houck
  •    Editora: Arqueiro
  •    Nº de Páginas: 368
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: Recreated
  •    Tradutor: Ana Resende

   Avaliação: 5,0

AS PULGAS DE MIL CAMELOS INVADIRÃO A ROUPA DE BAIXO DAQUELE QUE SE AVENTURAR POR ESSA RESENHA SEM ANTES TER LIDO O DESPERTAR DO PRÍNCIPE.

Lily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar.
Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez.
Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos.
Com a ajuda do deus da mumificação, Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela estará pronta para fazer o que for preciso.
Nesta sequência de O Despertar do Príncipe, o lado mais sombrio e secreto da mitologia egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas assombrosas.

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“Não quero dizer que você não deva explorar e fazer as coisas que lhe dão prazer. O que estou dizendo é que é importante encontrar momentos de alegria no aqui e agora, e não colocar todas as esperanças num sonho, num homem. ” pág. 97

Posso ter um amém aqui, irmãos?

Sinto dizer que essa citação não traduz o livro inteiro.

Contrariando o bom senso e todas as pessoas que leram e me avisaram pra ficar longe desse livro, eu precisava saber a continuação de O Despertar do Príncipe.

Claro que nem tudo foi ruim, o livro me prendeu exatamente como O Despertar do Príncipe fez, e eu realmente gosto de Asten e me sinto mal por ele. Nós dois fomos enganados Asten, nós dois, meu caro. Colleen sempre sabe como ambientar bem um livro, você consegue imaginar direitinho todo o cenário, o que é muito legal. Fora as aulinhas gratuitas de mitologia que recebemos ao longo do caminho. Mas nada disso foi suficiente para compensar a falta de uma história que fizesse algum sentido.

“Dãh, é ficção, miga sua loka.”

Tá, tá, mas nem por isso ela pode criar situações bizarras sem pé nem cabeça e esperar que eu fique ok com isso.

Uma coisa que me incomodou demais foi a Lily estar muuuuuuuito calma com o condomínio rolando na cabeça dela. Eu teria entrado em parafuso, ligado para um padre, no mínimo. Arrancando os cabelos e batendo a cabeça na parede, pra se sincera.

Eu até gostei de Tia, gostei mesmo do jeito prático dela. Mas gente, se vocês tivessem uma entidade dividindo sua cabeça, ficariam de boa?

A Lily sim, tipo shit happens. OUTRA VEZ.

Sim, estamos falando da garota que aceitou ir pro Egito salvar o mundo com uma múmia que se alimentava de sua força vital, e ainda fez o favor de se apaixonar por ele. O que é uma leoa controlando seu corpo perto disso?

E qual o motivo de TODOS os personagens masculinos se apaixonarem por ela. Quero dizer, a Colleen cria uma explicação mas, sério, por que??????

Foi muito ruim ler sobre como cada hora Lily queria alguém diferente, dava mole pra alguém diferente, enquanto Amon estava agonizando nos cantos escuros do submundo. Por mais que eu não goste da relação-carrapato que eles tinham em O Coração do Príncipe, ele ainda era o NAMORADO dela! Menina, respeita, poxa! Eu até me senti mal por ele, pois aparentemente ele podia ver tudo o que ela estava fazendo devido a ligação deles. Cruel.

Queria sentar com a Colleen e conversar seriamente sobre as relações nos livros dela. Acho que ela precisa de ajuda.

Consideração final: aquele momento constrangedor onde te tanta gente morando na cabeça da protagonista que você começa a se perguntar se também mora lá e sua vida toda foi uma mentira. 😮

P.S.: Pra ninguém dizer que não tenho coração verdade vou dar uma chance pra conclusão dessa série, pelo simples fato da capa do terceiro volume ser linda.