Glass Sword (Espada de Vidro) – Victoria Aveyard

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  •  Autor: Victoria Aveyard
  •    Editora: Harpen Teen
  •    Nº de Páginas: 383
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2016
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 8,5

NÃO SE APROXIME DESSA RESENHA se você ainda não leu Red Queen! Se você continuar é por sua conta e risco e não me responsabilizo por queimaduras, afogamentos, desmembramentos e possível loucura que venham a ocorrer.

“Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.”
O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar.
Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.

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Digamos que, depois de publicamente escolher o irmão errado e manipular descaradamente os sentimentos de Cal, as coisas ficaram um pouco constrangedoras pro lado da Mare.

Quero dizer, ela está presa a ele agora.

Acho melhor vocês saberem, não tem romance nesse livro. Ter tem, mas é tão pouco e tão abafado pela confusão interna dos dois protagonistas traídos, que nem vale a menção. Não que eu ache que fez falta, sinceramente NÃO FEZ, e isso vindo daquela que literalmente vibra quando a mocinha beija o mocinho é alguma coisa…

Baixou uma entidade na Mare, a entidade megalomaníaca do professor Xavier, diga-se de passagem, que a faz pensar que o Universo gira em torno do traseiro ossudo dela. E se isso é cansativo pros personagens à volta dela, imagina para mim, que estava ‘dentro’ da cabeça com um fio desencapado dela?

Como era de se esperar ela foi atrás dos seus semelhantes, numa mistura muito louca de Professor X (o Shade sendo uma espécie de Ciclope amigável e Cal um Wolverine com cólicas menstruais) e Katniss Everdeen. Não me levem a mal, eu gostei dessa mistura, gostei mesmo, achei emocionante e me deixou curiosa para saber o que eles encontrariam pela frente, o problema é que a Mare estava se achando a ultima bolacha do pacote. Ela não PARA, o livro todo, de dizer o quanto ela é poderosa e fodona e que o poder dela e ela são super valiosos e mimimi (humildade mandou um beijo), quando na verdade, praticamente todos (ok, não tantos assim, mas fiquei brava) os newbloods que ela encontra tem poder suficiente pra dar um couro nela! Além disso ela fica dizendo que ninguém realmente gosta dela, eles somente a temem… UUUUI. Mare, por favor, pare.

Só um adendo, a Victoria Aveyard deu uma de George R. R. Martin (Cadê o 6º livro??????????) e está tratando o elenco de Glass Sword como ele trata a família Stark, ok? Não se apeguem.

Ainda estou receosa depois do final de Red Queen, ainda não confio realmente em ninguém, nem mesmo em Cal. Ele foi enganado pelo irmão mais novo? Sim. Isso quer dizer que ele está do lado da Mare? Absolutamente não. Vamos recapitular que o Cal é o general criado para governar o reino dos Prateados, não uma nação de Prateados & Vermelhos. Ele pode até ter salvado a vida da Mare no Bowl of Bones, mas isso não quer dizer que seus motivos foram realmente altruístas. Só estou dizendo…

Eu sei que não posso mencionar isso aqui, mas esse final, MEO DEOS ESSE FINAL!  Ainda estou tentando me recompor emocionalmente, e sempre falho por que daí lembro que vai demorar horrores até eu ter a continuação em mãos… Sério, esse é um daqueles desfechos que te deixam paralisado, quase sem conseguir virar as páginas, rezando pra não acabar. E ainda por cima tem um epilogo matador!

Ufa!

Não vou perder tempo indicando essa continuação a ninguém, se você leu Red Queen você também precisa saber o que vai acontecer com Mare. Se joga, vale muito a espera!

xoxo e bom meio de semana

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Red Queen (Rainha Vermelha) – Victoria Aveyard

Red_Queen

  •    Autor: Victoria Aveyard
  •    Editora: Harpen Teen
  •    Nº de Páginas: 383
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2015
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 8,5

 

O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.

Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?

Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe – e Mare contra seu próprio coração.

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“Qualquer um pode trair qualquer um”

Essa é a moral da história desse livro. Da vida da Mare.

Red Queen provavelmente foi o livro YA mais hypado de 2015. Sério, o negócio já era um sucesso antes mesmo de ser lançado, como pode? Tinha até contrato pra filme já assinado! Are baba, que um dia eu seja tão auspiciosa assim #oremos

A verdade é que não teve como não me deixar levar pela onda de euforia e comprei já na pré-venda sem pensar duas vezes, mas uma parte de mim dizia que eu iria quebrar a cara, como geralmente acontece com livros super propagandeados. ERRADO.

Não, não é o livro mais perfeito da face da Terra, mas com certeza cumpre com o combinado e de quebra tem um final de deixar qualquer professor Xavier sem folego! Temos muito ação desde o começo e uma coisa que a-do-ro, uma mocinha toda poderosa! Quero dizer, a Mare não sabe que é toda poderosa desde o princípio, ela descobre por acaso depois de uma sucessão de fatos como, por exemplo, tentar roubar do príncipe herdeiro Cal sem saber que se tratava dele. Muita coisa na sua vida sofrida a levou até aquele ponto, mas acredito que nossa história tenha realmente começado no momento que o príncipe prateado não só a poupou, lhe deu uma nova chance.

Mal sabia ele que um gesto aleatório de bondade magnânima ia por um fim no mundo que ele conhecia. Mas isso não deve ser tratado aqui, essa parte você precisa ler.

Falando em Cal, não é sempre que temos um triangulo amoroso (NÃO FUJA. NÃO ENTRE EM PANICO!!) tão manipulador, aliás nem sei se pode ser considerado um triangulo amoroso já que todos os envolvidos tem o rabo preso, andam olhando por cima do ombro e tentam tirar vantagem do próximo. De qualquer maneira eu achei genial! Ilustra muito bem o que a Mare está vivendo na corte e fora dela e eleva a outro nível a quantidade de romance meloso que os escritores YAs acham que precisam colocar em seus livros (que não são romancinhos). Em outras palavras: praticamente zero romance meloso.

Porém a garota não deixa de ser uma menina paupérrima, repentinamente bombardeada com as regalias da vida na corte, um poder destrutivo e a atenção de não um, mas dois príncipes. É óbvio que ela vai fazer burradas.

Ela faz o que pode, isso eu posso te adiantar, mas as vezes não é o suficiente, as vezes ela é inocente demais, ingênua demais, sozinha demais e acaba se deixando levar. Não vou culpá-la, a garota parece um malabarista tentando equilibrar todos os aspectos da sua vida, como Mare e como Mareena, da melhor maneira.

Vou deixar aqui minha apreciação pelos mocinhos (Cal, Maven e Kilorn) caras bonitos nunca são demais e meu nojinho pelo casal real, Rei Tiberias VI e Rainha Elara, a horrorosa. Esses dois são a personificação de tudo o que os Prateados representam de ruim na sociedade do livro, e na nossa também.

Falando da atmosfera: eu li Red Queen como uma distopia. Ele não fala em nenhum momento de uma civilização como a nossa, mas dá dicas, apesar de nem todo mundo concordar comigo. Eles falam de regiões devastadas por radiação (na minha cabeça nerd radiação = mutação) e Norta pra mim nada mais é do que os Estados Unidos, com o reino inimigo Lakeland sendo a região dos lagos, na fronteira do Canadá. Reparem e me digam que estou errada!

Vi também gente dizendo que esse livro é uma cópia de Red Rising e ficando… bravos, mas como estou proibida de começar novas séries até terminar as que já tenho, ainda não pude conferir. Alguém aqui leu? É verdade??

O status final dessa leitura foi intensa ressaca literária, uma vontade enorme de assistir X-Men e algum tempo de estupor depois do final INIMAGINÁVEL que não apareceu nem nos meus sonhos mais selvagens. Sério, fiquei anestesiada por alguns dias.

Reação da blogueira após a revelação do fim do livro.

Leiam Red Queen, lançado aqui como Rainha Vermelha e desejem sem Mare por um dia também. Ninguém mais se arrepender.

 

xoxo e bom meio de semana