Sol e Tormenta – Leigh Bardugo

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Eu podia casar com essa capa

  •    Autor: Leigh Bardugo
  •    Editora: Gutenberg
  •    Nº de Páginas: 368
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2014
  •    Título Original: Siege and Storm
  •    Tradutor: Eric Novello
  •    Avaliação: 10,0

Acredite em mim, se você não aprendeu como atravessar a Dobra em segurança lendo Sombra e Ossos você não vai querer continuar lende esse post. A blogueira não se responsabiliza por ataques de volcras, corações partidos ou possíveis desmembramentos.

Perseguida ao longo do Mar Real e aterrorizada pela memória dos que se foram, Alina Starkov tenta levar uma vida normal com Maly em uma terra desconhecida, enquanto mantém em segredo sua identidade como Conjuradora do Sol. Mas ela não pode ocultar seu passado e nem evitar seu destino por muito mais tempo. Ressurgido de dentro da Dobra das Sombras, o Darkling retorna com um aterrorizante e novo poder e um plano que irá testar todos os limites da natureza. Contando com a ajuda e com os ardis de um admirável e excêntrico corsário, Alina retorna ao país que abandonou, determinada a combater as forças que se reúnem contra Ravka. Mas enquanto seus poderes aumentam, ela se deixa envolver pelas artimanhas do Darkling e sua magia proibida, e se distancia cada vez mais de Maly. Ela será então obrigada a fazer a escolha mais difícil de sua vida: ter sua pátria, seu poder e o amor que ela sempre pensou ser seu porto-seguro ou arriscar perder tudo na tormenta que se aproxima.

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Sim, essa fui eu, após a leitura de Sol e Tormenta.

Vou tentar falar por cima do profundo amor que senti ao ler esse livro e como ele transformou algo já incrivelmente bom em espetacular. É, é nesse nível de fangirling que você está se metendo.

O mundo dos Grisha está fervendo em incerteza e medo. É tudo sombrio e ninguém mais sabe se fica ou foge, o que caracteriza traição e quem eles estão dispostos a trair. A verdade é uma só, com o golpe malfadado do Darkling os Grishas tiveram que escolher entre ele, seu líder, ou seu Rei e, de qualquer forma, acabariam com um inimigo muito inescrupuloso no final. Alina não tem esse tipo de escolha, ela só precisa seguir o conselho de Baghra e correr por sua vida. Porém como fazer isso quando a própria escuridão está te caçando?

Mais uma vez Bardugo nos traz personagens complexos e mostra outras facetas na personalidade de velhos conhecidos. Agora que Alina tem um poder palpável, ela começa a questionar seus pensamentos e de repente se vê lutando para não seguir o caminho do Darkling. Não tenho palavras pra dizer como amei a nova postura dela, tentando se adaptar ao poder e deixando a menininha para trás, que foi um ponto de irritação no primeiro livro. Já sentiram orgulho de um personagem? Pois é, senti orgulho de Alina Starkov, não ligo se você me achar doidinha por isso. De fato, cada personagem encontrou seu jeito de amadurecer.

-Mas blogueira, todo mundo mudou?
-Leitor, todo mundo, todo mundo não, mas os acontecimentos entre um livro e outro foram tão extremos que eles tinham que mudar, e ficou ótimo assim! Mudar é bom, todo mundo muda, se não mudássemos ainda seríamos organismos unicelulares no mar.

Agora uma confissão.

*Fecha as cortinas*

*Chega mais perto*

*Espia pra ver se não tem ninguém olhando*

Eu ainda amo o Darkling.

*Faz sinal pra pararem de surtar e falarem baixo*

Eu sei, eu sei, o cara é mau, sinistro e psicopata mas he’s soooooooooooo hot. O Maly é ótimo, sério, é a única pessoa sã no meio daquilo ali, mas, mas… droga! Deve ter a ver com os séculos se aperfeiçoando na arte de ser incrível que Maly nem pode sonhar em alcançar. Queria mais dele nesse livro. Tipo, muito mais.

Pra complicar você imaginaria que entra em cena mais um cara intrigante e cativante? Ele surge, da maneira mais inusitada possível que não vou compartilhar com vocês, mas surge. Alina encontra outro alguém profundamente interessado nela e, considerando seu último banho de água fria com a questão de confiança, ela faz o possível e impossível para deixar esse rapaz, no minimo insistente, a uma distancia segura.

Não sei se choro ou explodo de raiva

A parte mais pungente para mim, mais uma vez, foram os personagens. Toda aquela nebulosidade que circulava Maly não se dissipou, foi tomando forma, o moço adotou uma postura com Alina que me pareceu bem verdadeira, mas foi difícil enxergar a real motivação para que ele resolvesse agir finalmente. Encontramos o lado mais vulnerável do Darkling, e por favor note que, em comparação ao Implacável Mode On usual dele, um lado mais vulnerável não quer dizer exatamente o que você esperaria de algo vulnerável: uma velhinha atravessando a rua? Não. Uma cesta de filhotinhos? Definitivamente não. Um dragão que acordou com o cabelo podrinho? É por aí. Não interessa o que digam, pra mim ele pode estar tão confuso com seus sentimentos por Alina quanto ela está com os dela!

Falando nela, a Conjuradora do Sol se tornou, no momento, certo a mocinha que eu queria desde o princípio. Com uma melancolia totalmente diferente daquele sentimento de miudeza, de ser constantemente menosprezada, é até belo. Não que eu goste de ver alguém sofrer, mas é que, diferente da maioria das outras mocinhas que vemos por aí, Alina tem motivo para ficar assim. Ela pode estar ou não escorregando lentamente para a loucura e não consegue nada em que se agarrar pois, de repente, ela é uma estranha para aqueles que a conheciam, ela lhes dá medo. O tempo todo pensei se foi assim com o Darkling, se começou assim pra ele também, a solidão de ser tão diferente o empurrando em direção a um caminho sem volta.

O jeito como Bardugo escreveu isso foi simplesmente fascinante.

Aliás a Leigh sai do comum tantas vezes que, quando eu achei que ela tinha feito uma coisa beeeeeem chata e previsível e todo-livro-com-mocinha-retardada-tem, ela me surpreendeu, fez um Corte na minha descrença e sambou na minha cara. Estou até agora me recuperando disso.

 Sensação de abandono quando fechei o livro. Não queria sair daquele mundo, não queria tirar os personagens de mim. Vocês entendem isso, não? Não querer chegar perto de outro livro pra não tirar o gostinho que ficou daquele último, que te emocionou tanto. Mas não posso fazer isso, o lado da razão me diz que são livros demais a serem lidos pra eu me dar ao luxo de não eleger outro imediatamente. Vou aproveitar mais algumas horas observando o mundo pelos vitrais do Pequeno Palácio, Ruin and Rising, terceiro livro da trilogia (que pra mim poderia ser uma infinitologia), parece que só vai chegar na próxima vida.

Vai demorar tanto, mas tanto…

xoxo e bom fim de semana

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Sombra e Ossos – Leigh Bardugo

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  •    Autor: Leigh Bardugo
  •    Editora: Gutenberg
  •    Nº de Páginas: 288
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2013
  •    Título Original: Shadow and Bone
  •    Tradutor: Eric Novello
  •    Avaliação: 9,0

 

Alina Starkov nunca esperou muito da vida. Órfã de guerra, ela tem uma única certeza: o apoio de seu melhor amigo, Maly, e sua inconveniente paixão por ele. Cartógrafa de seu regimento militar, em uma das expedições que precisa fazer à Dobra das Sombras – uma faixa anômala de escuridão repleta dos temíveis predadores volcras –, Alina vê Maly ser atacado pelos monstros e ficar brutalmente ferido. Seu instinto a leva a protegê-lo, quando inesperadamente ela vê revelado um poder latente que nunca suspeitou ter.

 A partir disso, é arrancada de seu mundo conhecido e levada da corte real para ser treinada como um dos Grishas, a elite mágica liderada pelo misterioso Darkling. Com o extraordinário poder de Alina em seu arsenal, ele acredita que poderá finalmente destruir a Dobra das Sombras.

 Agora, ela terá de dominar e aprimorar seu dom especial e de algum modo adaptar-se à sua nova vida sem Maly. Mas nesse extravagante mundo nada é o que parece. As sombrias ameaças ao reino crescem cada vez mais, assim como a atração de Alina pelo Darkling, e ela acabará descobrindo um segredo que poderá dividir seu coração – e seu mundo – em dois. E isso pode determinar sua ruína ou seu triunfo.

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 Pois é Pretties, como leitores de um blog pessoal vocês ocasionalmente estarão sujeitos aos excessos e esquisitices da autora. Ok, não tão ocasionalmente assim… mas é pra isso que os blogs servem né, pra compartilhar com os outros o que amamos, odiamos ou nos lixamos e a razão de tudo isso. Pois bem, essa é uma dessas vezes. Brace yourselves:

Fangirling is coming

Sombra e Ossos está na prateleira de honra, a prateleira reservada para a nata do meu gênero preferido: épicos fantásticos estrelados por garotas + Harry Potter. O frisson é tanta que eu tive que colocar um cordão de isolamento entre esses livros e os outros, contratar seguranças e só permitir fotos sem flash, não que adiante alguma coisa. Anyway, acontece que a obra da dona Bardugo conquistou seu lugar ali após uma coisa rara: a releitura do livro. Sim, com uma contagem obscena de livros para serem lidos EU RELI UM LIVRO ME JULGUEM

Então, eu já tinha me jogado em Sombra e Ossos logo que chegou aqui, achei bacana, mas estava tão focada em assuntos off mundo literário que nem resenha fiz e o tempo passou. Sabe quando você se lembra mais ou menos da história? Acontece que eu não queria ler mais ou menos Sol e Tormenta, simples. Coloquei O Rei Fugitivo de Lado (queria uma desculpa pra fazer isso porque estou com medo de ler sem saber quando chega  terceiro) e meio que inalei Sombra e Ossos numa sentada só e foi MARAVILHOSO! Pronto, agora que você já sabe como esse amor recém descoberto surgiu, vou te contar porque.

Alina é uma coisinha raquítica que segue seu incrível amigo Maly desde que se entende por gente. Sabe aquela amizade verdadeira, mas meio desigual justamente pela personalidade das pessoas? Alguém sempre dá mais que o outro, o outro nem repara muito nisso porque está ocupado demais sendo maravilhoso, mas sequer imagina sua vida sem aquele alguém. Alina sempre foi assim, subestimada por todos, pior, por ela mesma, e justamente isso que a impede de se sentir segura quando lhe dizem que agora é um Grisha, mais, que é única.

Maly, que ainda é um personagem meio nebuloso o que me faz pensar o quão bem Alina realmente conhece seu melhor amigo, fica revoltéx porque, de repente, perdeu sua fã número um. Como proceder numa situação assim? Problema maior ainda, ele a perdeu para o Darkling!

Oh, Darkling

Sabe aquela pessoa digna de adoração, que além de ser um mito se comporta como um? Darkling é assim, sombrio, maravilhoso, misterioso, sempre ocupado demais salvando o reino na guerra para ser gente como a gente. Ok, isso e o fato de ele ser o Grisha mais poderoso de todos. Todas as garotas Grishas tiveram pelo menos uma fase de crush nele, por mais inacessível que fosse, então não podemos exatamente culpar Alina por ficar babando, feliz da vida por ter momentos de tratamento especial e um pouco, POUCO de atenção de Vossa Sombricidade Real. Vamos tirar um minuto para lembrar que ninguém dava bola pra ela NUNCA!

Aconteça o que acontecer, o Darkling vai sempre ter um espaço no meu coração! #TeamShadow

A verdade é que Alina passa tempo demais tentando domar seu poder, e pensando que não consegue, tendo mais aulas, pensando que não consegue mais um pouco, eu gostaria que ela já saísse quebrando tudo e todos mas reconheço que a estória precisava desse tempo para se esclarecer.

Tentativa e erro, muita tentativa e erro

Acho que o que realmente me fisgou nesse livro foi o fato de os personagens não se mesclarem ao cenário. Eles existem! Tem profundidade, complexidade, não são inexpressivos como alguns personagens de sagas de fantasia, que se preocupam demais em desenvolver o mundo (que é MUITO importante) e esquecem de quem leva a estória adiante.

Falando nisso, Bardugo não poupou esforços pra criar um mundo cheio de detalhes para Ravka. É tudo tão lindo e cheio de emoção, impossível não enxergar os salões, as roupas, os personagens através dos olhos de Alina. Minha imaginação ficou a mil, senti aquela coceirinha pra colocar um pouco dela pra fora sem sair do clima da Dobra. (vide tentativa de fanart no insta)

Eu adoro a mensagem que ele passa! É, sou dessas que não procura mensagens nos livros porque muitas vezes acho que o autor não se deu o trabalho de tentar colocar uma lá., mas a Leigh fez esse livro com tanto amor que me apeguei a ela: não importa o que te digam, o que joguem em você, se valorize! Aquela velha frase “se você não se amar, que vai?” é a mais pura verdade. Nós somos tão bom quanto nos permitimos ser e às vezes as piores barreiras são aquelas que nós mesmos colocamos na nossa vida. Não tenha medo de pensar alto, pois ser simplório pode ser um pecado tão grave quanto ter ambição desmedida, tenha o amor que você acha que merece!

Deixando claro que eu AMO o mundo dos Grishas, com sua mistura de inspirações, cenários ótimos, uma sensação de perigo a cada corredor e planos grandiosos para pessoas incríveis. Espero que vocês tenham a chance de ler e ameaço com um Sangrador qualquer um que tenha lido e não venha comentar comigo o que achou. Estejam avisados.

Agora me retiro para absorver Sol e Tormenta.

P.S.: A Leigh é tão do amor que fez uma música para seu livro! Such feels!

Promoção – Grave Valentine

Não haverá misericórdia para quem não participar!

Hey Pretties!

Dias dos namorados chegando, blogueira se lixando pra copa, lista de livros pra ler aumentando vertiginosamente… Aliás, vocês já viram e comentaram na resenha de Grave Mercy, né? NÉ?! Acho bom. Agora ajudem a sua cara blogueira e leiam o livro, a unica coisa que falta para ele ser ainda mais super legal é ter mais gente pra falar dele!

-Mas então, cara blogueira, é um livro importado, meio difícil de chegar até ele , sacomé…

Secomé.

Mas nada tema! Como eu sou magnanima e modesta e penso em tudo, já arrumei um jeito disso acontecer! Então, que tal concorrer a uma cópia chic de doer de Grave Mercy?

A sua reação à promoção, ok?

 

Para participar você deve:

-Preencher o formulário corretamente;

– Seguir o blog através do e-mail (ali no canto direito);

– Possuir endereço de entrega no Brasil;
E se quer chances extras, você pode:
– Seguir o twitter do blog @AndhromedaG ;
– Curtir o face do IYRDIW;
– Divulgar a promoção (até duas vezes por dia) nas redes sociais com a seguinte frase:
 “Não haverá misericórdia para quem não participar do sorteio de Grave Mercy! @AndhromedaG vai sortear! http://wp.me/p1V7px-ND “
– Comentar nesse post e/ou na resenha.
Preencha o formulário outra vez para cada uma dessas coisas!

O sorteio será dia 12 e Junho de 2014, as respostas podem ser enviadas até 12:00 desse dia

Não sabe inglês?! A OpenEngli… não, brincadeira, mas que tal começar a praticar agora?
xoxo e boa sorte!!

Grave Mercy (Perdão Mortal) – Robin LaFevers

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  •    Autor: Robin LaFevers
  •    Editora: Houghton Mifflin
  •    Nº de Páginas: 549
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: –
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 8,0

Por que ser a ovelha, quando você pode ser o lobo?

Aos dezessete anos de idade Ismae escapa a brutalidade de um casamento arranjado para o santuário do convento de St Mortain, onde as irmãs ainda servem aos deuses antigos. Aqui, ela descobre que o próprio Deus da Morte a abençoou com dons perigosos — e um destino violento. Se ela decidir ficar no convento, ela será treinada como uma assassina e serva da Morte. Para reivindicar sua nova vida, ela tem de destruir a vida dos outros.

A mais importante tarefa do Ismae a leva direto para a alta corte da Bretanha — onde ela encontra-se lamentavelmente despreparada — não só para os jogos mortais de intriga e traição, mas também para as escolhas impossíveis que ela deve fazer. Pois como ela poderia lançar a vingança da morte sobre alvo que, contra  vontade, roubou o seu coração? – Tradução livre leve e solta

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 Estatisticamente falando, quantas adolescentes brutalizadas durante a infância, vendidas a um noivo horrível e quase, mas quase mesmo, estupradas pelo dito marido sobrevivem para se tornar uma  coisa extraordinária?

Algumas? Poucas? Quase nenhuma? E por favor note que disse coisa, não pessoa. Ismae pode ser considerada sortuda, porque ela agora é a mais nova Filha do Deus da Morte!

Como uma garota que passou um tempo maior do que o considerado saudável estudando idade média e renascença e, infelizmente, exposta a muitos comportamentos machistas, sinto um prazer imenso quando leio sobre uma personagem feminina que causa medo nos personagens masculinos só por dizer quem é ou de onde veio. Só não contem pra ninguém isso, tá bom?

Claro que o medinho básico que as mulheres do convento St. Mortain inspiram não é totalmente injustificado. Lá elas aprendem como matar, fazer venenos, matar, costurar, matar, se vestir, matar, história geral, matar, manejo de espadas, matar, manejo de armas pesadas, matar, seduzir, matar, seduzir mais um pouco e matar de forma rápida e criativa.

Mesmo me mantendo colada nas páginas do começo o fim, Grave Mercy tem algumas falhas que causaram sentimentos conflitantes. Ainda assim, sei exatamente para quem indicar esse livro -na verdade stalkeei muita gente no Skoob depois, querendo alguém pra conversar!- então, se você gosta de idade média obviamente, jogos de intriga, um mistério, pessoas tentando andar fora do radar, os livros da Juliet Marilier, Leigh Bardugo, Licia Troisi e romance, esse aqui é pra você!

Ainda que haja vários personagens ambíguos no livro, o destaque realmente vai para Ismae, qual é, vocês sabem que um secundário pode roubar a cena! Ismae foi a principal responsável por todos os sentimentos conflitantes que tive, porque ela pode ser phodona e muito incrível ao mesmo tempo que me dá vontade de amarrá-la dentro de um saco e jogar num rio de piranhas. Foi meio difícil de engolir a moça como uma espiã sedutora competente se ela não tinha nenhuma noção de etiqueta da corte e voluntariamente  deixara de lado as lições sobre “artes femininas” que seriam bem úteis onde ela foi parar, o tempo todo ela se destacou, o que não funciona muito bem para uma espiã. Também a parte onde, de repente, ela não conseguia mais controlar todo o coração galopante, o frio na barria e o calor na… lá, toda vez que ficava perto demais de Duval. Controle-se mulher!

É constrangedor!

Não sei, isso vai de cada personalidade (sim, personagens tem personalidade e sentimentos reais) e eu esperava outra coisa, mas continuei meio apaixonada por ela. Amei suas decisões rápidas, seus crescimento ao longo do livro e sua tenacidade, que a fariam se pendurar numa janela para ouvir uma conversa secreta e sua capacidade de questionar mesmo através da fé. Fé em Duval, no convento, em seu santo e nos seus próprios instintos. Além de observações bem sagazes, tipo:

“Os homens são realmente tão idiotas que não podem resistir a duas esferas de carne?”

E seu cinto de utilidades! Ok, não exatamente um cinto, mas uma rede para cabelo com pérolas de veneno, um bracelete que pode ser usado como garrote, facas, facas e mais facas escondidas em todos os lugares e, meu preferido, um baú da morte. Contendo tudo o que o envenenador moderno poderia vir a precisar!

Não que os secundários não sejam dignos de nota. Gavriel Duval é um homem de honra, que serve sua meia-irmã,  a duquesa Anne que, na minha opinião é a segunda melhor personagem do livro! Ela não aparenta a idade que tem e se agarra as pouquíssimas pessoas que acha que pode confiar porque, literalmente, todo o resto pode estar tramando contra ela. Há outras pessoas que me deixaram apreensiva, não por atos declarados, mas por simplesmente parecerem que vão fazer alguma coisa para trair quem juraram proteger. Não vou dizer quem pois posso estar ou não certa a respeito delas e isso, vocês já sabem, seria um spoiler da idade das trevas.

Grave Mercy tem tudo para conquistar quem quer uma leitura agradável, com um pézinho no romance histórico alla Julia Quinn, sem abrir mão das intrigas e vontade de saber quem é o verdadeiro vilão. Esse era um livro que queria a muito tempo e não decepcionei por inteiro, apesar de achar que algumas partes poderiam ser melhores. Vou ficar triste de ter menos Ismae nas continuações Dark Triunph e Mortal Heart, as tenho certeza que vou achar outras heroínas pra amar.

xoxo e bom meio de semana!

10x Insônia: Livros de Receitas Favoritos

Pretties, seguindo com a sessão 10x Insonia, resolvi mostrar meus 10 livros de receitas favoritos. Sou compradora compulsiva de livros de culinária, como se, de alguma forma, as receitas fossem saltar das páginas, prontinhas, de tão lindas e suculentas. Não importa, de técnicas, de consulta, de dicas, eles estão sempre presentes quando vou para a cozinha tocar o terror.

Agora, com vocês, a seleção mais saborosa da blogosfera:

 

 10# Petit Larousse do Chocolate, -Le Cordon Bleu

LV276696_NEste livro apresenta receitas junto às dicas da Le Cordon Bleu que compartilha seus conhecimentos de maneira simplificada para proporcionar o prazer de fazer e saborear receitas com chocolate.Um livro inteiro dedicado ao chocolate, como se alguém ainda precisasse de tantas razões para amar chocolate… Atenção especial para os mousses.

 

 

 

 

 

 

 

9# O Grande Livro de Receitas de Pães – Anne Sheasby

capa paes ok.qxd:365 LOW-CARB/SPIRAL.qxdEsse livro apresenta receitas de pães. Com explicações e imagens, oferece informações sobre utensílios, ingredientes e técnicas para o preparo. São várias opções de pães feitos à mão, em máquina, caseiros e festivos, simples e recheados, rápidos e elaborados, além de pães indianos e sírios. Há também uma seleção de receitas de opções sem glúten. -Nada supera o gostinho de pão caseiro, recém saído do forno, a não ser é claro a preguiça. Nesse livro há receitas para todos os níveis de paciência. A que mais fez sucesso aqui é a de pão com pesto.

 

 

 

 

8# Conservas e Compotas – Thane Prince 

capa conservas e compotas 2.inddEste livro traz opções para dar um toque especial no café da manhã, almoço, lanches e jantar. ‘Conservas e Compotas’ apresenta técnicas de 150 receitas que utilizam frutas cítricas, silvestres e tropicais, além de legumes frescos para fazer chutneys, picles, relishes, geleias e doces. Ilustrada, a obra ensina passo a passo como preparar e conservar essas iguarias, que vão do ketchup caseiro a uma geleia de vinho com pétalas de rosas. A autora também dá ideias para o leitor aproveitar o melhor das frutas de cada estação por mais tempo. -Tem coisa mais caseira que uma geléia… caseira? Ou melhor, tem como não se sentir uma dona de casa diva dos anos 50 fazendo geléia? Existe uma sensação muda de triunfo que toma conta da gente sempre que vemos um pote de compota nossa no finalzinho. Aqui a conserva de limão siciliano é esquisita, mas uma delícia.

 

 

 

7# Massas – Joanna Farrow

4233_1Muitas receitas deste livro usam massas com formatos conhecidos, como talharim, penne e fusilli, mas algumas incorporam formatos menos comuns, como conchiglie (conchas), orecchiette (orelhinhas) e garganelli (massa em forma de rolinho). O melhor das massas, certamente, está na sua versatilidade de preparo.Em qualquer família, pelo menos um dia da semana é dedicado à elas e eu não conheço ninguém que não tenha um tipo preferido. No meu caso é a Alla Carbonara.

 

 

 

 

 

6# Receitas de Massas – Michel Roux

cnt_ext_366340Michel Roux ensina a fazer massas clássicas como quiches, tortaso, calzones, profiteroles e mais. Cada capítulo é baseado em um tipo de massa e começa com uma explicação passo a passo da técnica utilizada. Não, sem macarronada aqui. Só tortas, pizza, quichés e a melhor massa de pizza caseira ever!

 

 

 

 

 

 

5# Sobremesas e Suas Técnicas – Le Cordon Bleu

228926SZFotografias e mais de 150 receitas para todos os paladares. Este guia para cozinheiros de todos os gêneros traz técnicas e explicações detalhadas que mostram como dominar receitas básicas e avançadas. Contendo sobremesas para todas as ocasiões. -Te desafio a não se sentir um chef pâtisserie em posse desse livro.

 

 

 

 

 

 

 

4# Ervas Culinárias – Jeff Cox 

ervasA chef Marie-Pierre Moine e o jardineiro Jeff Cox apresentam informações essenciais para a produção caseira de mais de 50 hortaliças. Eles ensinam como escolher, cultivar, cuidar e armazenar ervas aromáticas que são essenciais para transformar refeições básicas em pratos especiais. Além de receitas deliciosas de azeites, vinagres, patês, molhos, sopas, licores e chás, há um catálogo de ervas que traz as especificidades de cada uma e explica como usá-las adequadamente na cozinha. -O forte aqui não são as receitas mas o conhecimento que você ganha sobre as principais plantas que usamos na cozinha, seja para uma salada até temperos exóticos.

 

 

 

3# Enciclopédia da Culinária – Gunter Beer.

9781445414416Alguns cozinheiros gostam de seguir receitas experimentadas e testadas; outros preferem juntar o seu próprio gostinho às receitas ou até experimentar com novos ingredientes e técnicas. Seja que tipo de cozinheiro for, é o resultado final que interessa. Este livro de cozinha oferece com êxito algo adequado para todas as pessoas – um alicerce sólido de conhecimento que pode inspirar ideias individuais e receitas pormenorizadas para muitas ocasiões. Alguma vez se questionou o que é exactamente uma beurre noisette, como estripar e cortar em filetes um peixe, ou como preparar um perfeito molho holandês? Vai encontrar respostas para estas e muitas outras questões sobre culinária neste volume extenso. Ingredientes essenciais do dia-a-dia, técnicas de cozinha e receitas são apresentadas em mais de 700 páginas e em milhares de imagens fabulosas. Para cada grupo alimentar, tal como o arroz, as batatas, os vegetais, as aves ou o peixe, vai encontrar pratos tentadores de todo o mundo, bem como dicas e truques do famoso chefe Patrik Jaros. É grande, é pesado, meio desajeitado, mas é cheeeeeeeeeeeio de fotos. Bom pra aquele desespero que bate logo antes de você perceber que não tem ideia de como fazer aquela receita tão básica – subentenda-se feijão aqui- quando não tem alguém pra fazer pra você.

 

2# Revolução na Cozinha – Jamie Oliver

 21560368_41Se você pensa que não é capaz de aprender a cozinhar, siga as receitas deste livro e em 24 horas estará fazendo algo realmente delicioso para comer.
Para mostrar às pessoas como é fácil fazer uma comida simples, saborosa e rápida, Jamie recorda um mistério criado pelo governo britânico por ocasião da Segunda Guerra Mundial, o Ministério da Comida (Ministry of Food, título original do livro). Nada mais que uma providencial política de fazer com que os britânicos não passassem pelas dramáticas situações alimentares vividas na Primeira Grande Guerra. Ou seja, que aprendessem a fazer sua comida com os mais variados ingredientes e a comer de forma racional e saudável.
É tudo muito fácil e rápido. Experimente e participe da campanha de Jamie Oliver de mandar receitas para outras pessoas: PASSE ADIANTE…
-Jamie Oliver é atualmente meu chef preferido -tenho um sistema de rodízio, ou uma copa, de chefs preferidos- com suas receitas de quinze minutos. Aqui a que mais gosto é a de hambúrgueres caseiros.

 

1# Na Cozinha Com Nigella – Nigella Lawson

imagemA sua cozinheira favorita, agora na sua casa. Em um livro tão charmoso quanto informativo, Nigella oferece pratos que são ao mesmo tempo familiares e sedutores, nostálgicos e modernos. Com receitas que vão desde as mais rápidas — perfeitas para a correria do dia a dia — até aquelas que demoram mais um pouco — irresistíveis para os fins de semana e ocasiões especiais —, essa é a obra perfeita para se tornar um deus ou uma deusa na cozinha. Nigella também procura responder dúvidas que todos temos de vez em quando, como o que fazer com aquelas bananas velhas ou como improvisar um jantar para amigos em pouco tempo. E, como a verdadeira culinária depende das sobras do dia anterior, a autora compartilha sua criatividade vivaz para que possamos transformar uma receita em outra. Nigella indica o que é essencial para se ter em uma cozinha — e, tão importante quanto, os instrumentos que não são nem de longe necessários para se aprender a cozinhar. Porém, acima de tudo, ela lembra o leitor o quão prazeroso é consumir boa comida e fazer receitas simples e maravilhosas.  Tem uma coisa na simpática -e estudada- bagunça da Nigella que me deixa hipnotizada, memorizando cada pedacinho da receita. Deve ser porque a moça come com tanto gosto o que faz que fica impossível não ter vontade. A melhor até agora foi a receita de salmão com cuscuz marroquino.

 

#Bônus Jamie’s Italy – Jamie Oliver

jamies-italy-45981l1Jamie Oliver é um apaixonado pela Itália, pela culinária, pelo prazer de comer e de cozinhar dos italianos. Em “A Itália de Jamie”, o autor traz as receitas que pesquisou e descobriu durante sua viagem pelas regiões do país da gastronomia. Apresenta suas impressões e as experiências que vivenciou enquanto preparava pratos locais e apurava o paladar nas cidades, vilarejos e fazendas por onde passou.
No livro, o chef mostra o resultado de sua pesquisa gastronômica como uma típica refeição italiana: antipasti, primi, secondi e dolci (antepasto, entrada, prato principal e sobremesa). Dedica um capítulo para cada momento da refeição. Traz os ingredientes, o modo de preparo e dicas valiosas que garantem o sucesso do prato. Conta um pouco da história dos lugares ou de personagens relacionados às receitas.
Cada parada da viagem trouxe uma revelação. De um chef na Toscana soube que a primeira pizza feita no mundo foi uma pizza frita. De um açougueiro de Panzano aprendeu a fazer o sushi del chianti preparado com coxão duro fatiado e picado muito fino, temperado com ervas e azeite extra-virgem.
As sopas também foram uma agradável descoberta. Jamie confessa que não era muito fã delas até essa viagem. Diferentemente das de outros países que visitou, as sopas italianas se mostraram com muita “personalidade”. Destaca o minestrone, que considera “um festival de colheita em uma caçarola”. Para acertar no preparo desta tradicional sopa e agradar até o italiano mais exigente, o chef inglês presenteia o leitor com três regras de ouro. 
O que encanta nesse livro é a forma como Jamie apresenta a culinária italiana, sem requintes, só o mais tradicional no dia a dia. Existe o livro em português, mas na época essa edição estava beeeeeem mais barata. Minha receita preferida é o risoto de couve flor- juro.