Os Garotos Corvos – Maggie Stiefvater

Os Garotos Corvos (AR)

  •    Autor: Maggie Stiefvater
  •    Editora: Verus
  •    Nº de Páginas: 376
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2013
  •    Título Original: The Raven Boys
  •    Tradutor: Jorge Ritter

   Avaliação: 8,0

Todo ano, na véspera do Dia de São Marcos,­ Blue Sargent vai com sua mãe clarividente até uma igreja abandonada para ver os espíritos daqueles que vão morrer em breve. Blue nunca consegue vê-los — até este ano, quando um garoto emerge da escuridão e fala diretamente com ela. 

Seu nome é Gansey, e ela logo descobre que ele é um estudante rico da Academia Aglionby, a escola particular da cidade. Mas Blue se impôs uma regra: ficar longe dos garotos da Aglionby. Conhecidos como garotos corvos, eles só podem significar encrenca.

Gansey tem tudo — dinheiro, boa aparência, amigos leais —, mas deseja muito mais. Ele está em uma missão com outros três garotos corvos: Adam, o aluno pobre que se ressente de toda a riqueza ao seu redor; Ronan, a alma perturbada que varia da raiva ao desespero; e Noah, o observador taciturno, que percebe muitas coisas, mas fala pouco.

Desde que se entende por gente, as médiuns da família dizem a Blue que, se ela beijar seu verdadeiro amor, ele morrerá. Mas ela não acredita no amor, por isso nunca pensou que isso seria um problema. Agora, conforme sua vida se torna cada vez mais ligada ao estranho mundo dos garotos corvos, ela não tem mais tanta certeza. De Maggie Stiefvater, autora do aclamado A Corrida de Escorpião, esta é uma nova série fascinante,­ em que a inevitabilidade da morte e a natureza do amor nos levam a lugares nunca antes imaginados.

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Como vocês devem imaginar, eu tenho uma verdadeira Muralha da China pra resenhar, porque, apesar de ser a pior blogueira da face das galáxias/dimensões/Nárnias, continuei uma leitora mais ou menos dedicada. Entenda-se “li pouco, não nego, leio mais quado puder.” O Garotos Corvos não foi o último livro que li e normalmente não o resenharia sendo assim, mas ele continua tao vivo na minha mente que não tem por que não mandar ver. Então, vamos a uma pequena prévia das minhas emoções:

Livro novo da Maggie: EU QUERO EU QUERO

(insira trilha sonora aqui) Ahhh moleque, bora ler livro da Maggie!

Eu aaaaaaaaaaaamo tanto o fato da Maggie (sim, somos intimas na minha cabeça) criar coisas pouco convencionais e mágicas. Ela pode pegar qualquer lenda existente, dar um banho de literatura jovem nela e voilá! Temos uma estória incrível e dinâmica, bem ao gosto de quem não tem muita paciência pra introduções longas. E mais! Os 1.000.000.000.000.000 primeiros leitores levam, totalmente de grátis, diálogos naturais e inteligentes entre Blue e Gansey! Esqueça aquela baboseira mecânica que vem praticamente enlatada, agora você pode aproveitar o melhor de conteúdo e apresentação num só produto! (Leu isso com a voz do locutor da Polishop? Ótimo)

Bem, essa belezura é vista pelo ponto de vista de Blue, Gansey e Adam, apesar de ser narrada em terceira pessoa. Gostei dessa nova incursão da Maggie, Lobos de Mercy Falls e A Corrida de Escorpião (livro favorito de 2012)  são em primeira pessoa, então, tecnicamente, te mostram mais a fundo o que se passa com cada personagem. Porém a Maggie é tão Maggie que não deixa dever em nada nesse quesito, fica até mais confortável de se ler.  Só não estranhe termos outros dois Garotos Corvos bem expressivos, Noah e  Ronan, mas não haver o ponto de vista deles, prometo que isso se explica ao longo do livro.

Apesar de haver amor verdadeiro na sinopse, devo dizer que Os Garotos Corvos não é um livro romântico.  Não que não tenha um casal, ou dois, ou um e meio, se é que você me entende, mas o foco são as linhas ley, a busca de Gansey pelo sobrenatural e a luta de Blue contra exatamente isso, o misticismo da sua família. Veja o que acontece com a moça, ela vive cercada de videntes e médiuns de todos os tipos desde que nasceu, sua família conhecida é composta por médiuns poderosas, e praticamente todas as pessoas próximas são capazes de fazer alguma coisa muito legal. Menos ela.

Na verdade Blue tem o poder de aumentar o poder dos outros, o que para os outros é muito bacana, para ela é algo muito injusto.

Não que ela vá passar o livro todo choramingando por isso, como algumas mocinhas fazem (o que deve ser um tipo de super poder também), a Blue tem mais o que fazer, como por exemplo entrar de cabeça na busca de Gansey e ficar obcecada pelos meninos. O único problema para mim foi a mudança de foco. O começo tratava de Blue, a profecia em sua vida e depois… necas desse assunto! Era só Garotos Corvos isso, Garotos Corvos aquilo! Ela passou de personagem principal a elenco de apoio muito rápido. Okay, o nome do livro é Os Garotos Corvos, mas pela sinopse não é de se esperar mais dela?

De qualquer forma esse é um livro sombrio, com um toque de bizarro e uma atmosfera que eu não esperaria ver toda junta. A adolescência americana misturada com ocultismo e aquele apêndice, bem do nada mesmo, de um rei celta deixa tudo meio esquisito, o que, na minha opinião, é sempre bem vindo. Leia Os Garotos Corvos se você está afim de se surpreender, sair da mesmice, adquirir um pouco de cultura inútil ao simplesmente mergulhar numa boa estória contada por quem sabe o que está fazendo.

Por último: blogueira, você está afim de ler a continuação, The Dream Thieves?

Boa semana pra todo mundo!

xoxo

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Comments
2 Responses to “Os Garotos Corvos – Maggie Stiefvater”
  1. Gabi disse:

    “De qualquer forma esse é um livro sombrio, com um toque de bizarro”
    *Gabi para, se levanta e vai vender um rim para comprar o livro*
    Whaaaaaaaaaaaaaaaat, como se fosse preciso dizer qualquer outra coisa além disso.
    Não dá, meu entusiasmo chegou a níveis incontroláveis de fangirl e eu preciso calar a boca. já.

  2. Vitória disse:

    De um dias para cá eu só tenho os livros da Maggie na cabeça. Eu só li dois dela – Os Garotos Corvos e A Corrida de Escorpião–… é cedo demais para dizer que ela é minha autora favorita?Não sei, mas eu me identifiquei tanto; o que ela cria é tão louco, tão bizarro, como você disse, não tinha como eu não amar.

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