Cinder – Marissa Meyer

Cinder_hi-res1-678x1024

  •    Autor: Marissa Meyer
  •    Editora: Rocco
  •    Nº de Páginas: 448
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2013
  •    Título Original: Cinder
  •    Tradutor: Maria Beatriz Branquinho da Costa

   Avaliação: 8,5

Num mundo dividido entre humanos e ciborgues, Cinder é uma cidadã de segunda classe. Com um passado misterioso, esta princesa criada como gata borralheira vive humilhada pela sua madrasta e é considerada culpada pela doença de sua meia-irmã. Mas quando seu caminho se cruza com o do charmoso príncipe Kai, ela acaba se vendo no meio de uma batalha intergaláctica, e de um romance proibido, neste misto de conto de fadas com ficção distópica. Primeiro volume da série As Crônicas Lunares, Cinder une elementos clássicos e ação eletrizante, num universo futurístico primorosamente construído.

————————————————————————————————————————————————————————————————–

Como não se interessar por um conto de fadas ciborgue? Sério, gente, a Cinderela… meio robô! Ao invés de ratinhos prestativos temos um andróide com um chip de personalidade super-desenvolvido e muita graxa no lugar do borralho.

Eu tinha certo preconceito com essa princesa em particular, eu sei que ela pastou muito na mão da madrasta e das meias-irmãs e tals, mas a sensação era de que ela não fazia nada pela felicidade dela. Reclamava e reclamava de limpar e lavar para as três malvadas, mas dependeu completamente de todo mundo para ter o final feliz. E eu tenho quase certeza de que ela continuou limpando e lavando depois, só que para o príncipe.

A Lihn Cinder não é assim! Claro, ela tem 36,48% de partes sintéticas no seu corpo, o dom de consertar praticamente qualquer coisa apenas com uma pancada bem dada e um banco de dados poderoso ligado ao software na sua mente, mas nem por isso ela deixa para os outros o que ela mesma pode fazer!

Geralmente sou meio arisca com livros ‘hypados’, sabe, aqueles que ficam populares do nada só pela propaganda boca a boca de gente que nem leu? Minhas recentes experiências com esse tipo de leitura não foram lá essas coisas, sem contar que os dois últimos livros que li tinham a temática “princesa” e me deixaram tão na mão que cogitei empurrar Cinder para o canto mais escuro e mal-encarado da minha estante.

É tão, mas TÃO bom quando me engano desse jeito.

Cinder é um romance, mas não é meloso. Fala pouco das características físicas dos personagens e não corremos o risco te agüentar uma mocinha carregada de hormônios discorrendo horas sobre como o cabelo do mocinho se agita perfeitamente ao vento. Tá, ok que a Cinder não tem canais lacrimais e não pode nem corar, coitada, mas aprendemos a gostar dos personagens pelo que eles são, não pelas suas aparências. Não que o Príncipe Kai seja alguém ruim de se olhar, longe disso… e ele fala também! Toma decisões e tudo, um amor. Bem diferente daquele carinha que só apareceu na hora do baile, bocejou três vezes, sorriu pra Cinderela e bem… só isso!

Não! Ele não é assim, mas tem espirito!

Os destaques vão para a colônia Lunar muito louca, com humanos mutantes e uma rainha boazinha-só-que-ao-contrário e o esforço que Cinder faz para que nem todo mundo fique sabendo das suas… peças, e por todo mundo eu me refiro ao Príncipe. Gostei também do modo como a pandemia é tratada, não posso falar muito aqui, quero essa resenha o mais limpa de spoilers que conseguir porque, acredite, apesar de todos nós sabermos o que acontece com a Cinderela, Cinder tem uma surpresa mais criativa que a outra a cada página virada!

Estou completamente apaixonada por tudo nesse livro, desde a capa icônica maravilhosa até o texto em terceira pessoa despretensioso e ritmado de Meyer. A moça estreante com certeza ganhou uma fã alucrazy aqui, com direito a comprar também as edições hardcover, ler Scarlet (a continuação) de maneira ilícita enquanto minha cópia não chega e fazer mandinga para que o lançamento de Cress seja adiantado para ontem.

Cinder é um livro inusitado e cheio de ação, ele balança as estruturas de uma estória terrivelmente manjada, dá uma banana para aquela Cinderela sonsa e faz até o leitor mais cético com ficção científica prender a respiração em meio a tantos androides e aerodeslizadores.

Eu não recomendo, eu ordeno, em nome do Príncipe Kaito da Comunidade Oriental que você leia Cinder. Agora!

xoxo e bom meio de semana!

Anúncios

Simplesmente Fui Ver – A Promoção

simplestopConhecem a autora independentíssima Cíntia Magalhães? Bom, agora vocês vão conhecer ela e bem, ela e o mundo todo!

Acontece que  a jornalista Cíntia virou au pair, viajou e viajou e viajou e quando parou pra tomar fôlego, escreveu um livro. Não se trata de um guia propriamente dito, apesar das fotos maravilhosas, nem de um diário, é mais um guiário interessantíssimo para qualquer um que queira saber mais sobre ‘lá fora’ através da ótica de alguém que aproveitou e muito o ‘lá fora’.

Mas como, blogueira, como eu boto minhas mãos nessa preciosidade?

Comece por participar da promoção que eu e a Soraya, do  Meu Meio Devaneio estamos organizando com carinho, se ainda assim você não achar que está com sorte o suficiente, é só correr para a page do livro e fazer a esta!

Mas não deixe de se inscrever AQUI, porque , vai que, né?

 

simplesbotton

Príncipe Mecânico – Cassandra Clare

clockwork-prince-br.indd

  •    Autor: Cassandra Clare
  •    Editora: Galera Record
  •    Nº de Páginas: 406
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2013
  •    Título Original: Clockwork Prince
  •    Tradutor: Rita Sussekind

   Avaliação: 9,0

Tessa Gray não está sonhando. Nada do que aconteceu desde que saiu de Nova York para Londres — ser sequestrada pelas Irmãs Sombrias, perseguida por um exército mecânico, ser traída pelo próprio irmão e se apaixonar pela pessoa errada — foi fruto de sua imaginação. Mas talvez Tessa Gray, como ela mesma se reconhece, nem sequer exista. O Magistrado garante que ela não passa de uma invenção. Para entender o próprio passado e ter alguma chance de projetar seu futuro, primeiro Tessa precisa entender quem criou Axel Mortmain, também conhecido como Príncipe Mecânico.

Ei você! É, você mesmo que não leu Anjo Mecânico! Está ouvindo isso? Esse é o som dos spoilers-autômatos do Magistrado vindo te pegar! Então vá ler o livro e só volte aqui quando aprender a matá-los!

————————————————————————————————————————————————————————————————–

Antes de mais nada:

Principe Mecanico

Desculpa, eu precisava…

Retomando…

Então, como sempre, essa sou eu em posse de um novo livro de Cassie Clare:

E, como sempre, essa sou eu no final de cada leitura nova de Cassie Clare:

Acredite, é o livro ou eu.

A maioria das pessoas passa a vida toda procurando por um grande amor, Tessa é suficientemente sortuda para ter dois.

Ela é?

Ela é mesmo?

É verdade que essa estória é mais sobre o triângulo amoroso do que toda a trama entre ela. E pasmem: você me vê reclamando? Não!

Podem dizer que a maior falha desse livro é ser tão focado nos relacionamentos entre os personagens, que acabamos com mais perguntas do que respostas e o restante parece ser deixado de lado, mas dane-se! EU QUERO SABER O QUE ACONTECE COM ELES! Não tenho vergonha de admitir, criei um vínculo tão grande com Tessemill (Tessa + Jem + Will) que se o Magistrado explodisse bem do meu lado eu iria rapidamente abanar a fumaça e tentar espiar para ver o que os três estavam fazendo!

Acho que essa é a grande conquista do livro e da Clare como autora. Você fica genuinamente envolvido com Tessa e Will e Jem, até com os outros Caçadores de Sombras e, na maior parte do tempo, deseja que Magnus Bane e o restante do Submundo fosse bem real.

No momento em que cheguei ao meio, eu estava completamente seduzida por Tessa e Will … e Jem. Como, como poderia alguém amar duas pessoas tão diferentes, tanto no caráter e humor? Como poderia alguém se importa o suficiente não com um, mas dois estranhos -e por estranhos eu quero dizer uma pessoa que não é da família, vem de fora e não tem laços de sangue nem obrigação moral- para dar de bom grado a sua vida e felicidade em troca da deles?

A maioria das pessoas passa a vida toda procurando por um grande amor, Tessa é suficientemente sortuda para ter dois.

Ela é?

Ela é mesmo.

Ok, falando assim parece que não acontece nada no livro todo, acontece. Não diria que esse é o mais cheio de ação, mas as coisas que descobrimos sobre Magnus, as alianças formadas e as promessas quebradas, tudo com certeza contribui para que o livro fique longe de ser parado! Se você leu minha resenha de Anjo Mecânico sabe que uma coisa me incomodou muito na mocinha, a parte onde praticamente qualquer um poderia dar uma surra de gato molhado nela e ela nem saberia por onde começar a reagir. Cassandra Clare solucionou meu problema e botou Tess, junto com Sophie, para aprenderem a se defender com dois moços quase sem nenhum destaque: Gabriel e Gideon Lightwood. Adoro como o Gabriel apesar de odiar Will com todas as forças, é tão parecido com ele.

“Eles não são horríveis,” disse Tessa.

Will piscou para ela. “Como?”

“Gideon e Gabriel,” disse Tessa. “Eles são realmente muito bonitos,  ele não são horríveis de jeito nenhum.”

“Eu me referi,” disse Will, em um tom sepulcral, “as profundezas escuras feito piche de suas almas.”

Tessa fungou. “E de que cor você acha que as profundezas da sua alma são, Will Herondale?”

“Lavanda.” disse Will.

Chegando a reta final, tenho que dizer, a falta de consideração da autora pelos sentimentos de seu público continua, para dizer o mínimo, em alta. Quando você acha que a situação não pode ficar mais dramática, de alguma forma ela dá um jeito de apertar um botão mágico e…  deixar tudo ainda mais doido e angustiante! Especificamente, quando terminei Príncipe Mecânico eu voltei uma página, duas, três, o capítulo, olhei atentamente para me certificar de que era aquilo mesmo, aquele era o fim até Princesa Mecânica

Então, depois de muitos anos de contemplação, eu finalmente decidi o que eu quero ser quando crescer: Caçadora de Sombras na era vitoriana. Vamos lá, pessoas! Eles podem ter toda luta-com-espadas/matança-de-demônios que quiserem e ainda usar vestidos incríveis!

 

xoxo

Promoção Sob o Céu do Nunca

Hey Pretties!

Vocês já viram e comentaram na resenha de Never Sky, né? NÉ?! Acho bom. Agora ajudem a sua cara blogueira e leiam o livro, a unica coisa que falta para ele ser ainda mais super legal é ter mais gente pra falar dele!

-Mas então, cara blogueira, a grana tá curta, sacomé…

Seicomé.

Mas nada tema! Como eu sou magnanima e modesta e penso em tudo, já arrumei um jeito disso acontecer! Então que tal concorrer a uma cópia chictérrima plus marcadores?

Para participar você deve:

-Preencher o formulário corretamente;

– Seguir o blog através do e-mail (ali no canto direito);

– Possuir endereço de entrega no Brasil;
E se quer chances extras, você pode:
– Seguir o twitter do blog @AndhromedaG ;
– Curtir o face do IYRDIW;
– Divulgar a promoção (até duas vezes por dia) nas redes sociais com a seguinte frase:
 “Sai que é meu! Nem tempestade de Éter vai me impedir de ganhar o Never Sky que a @AndhromedaG vai sortear! http://wp.me/p1V7px-GG
– Comentar nesse post.
Preencha o formulário outra vez para cada uma dessas coisas!

PROMOÇÃO FINALMENTE ENCERRADA. PEÇO DESCULPAS PELA DEMORA, LOGO MAIS O RESULTADO.

Blindfolded – J. Marins

Blindfolded_CAPA

  •    Autor: J. Marins
  •    Editora: Novo Século
  •    Nº de Páginas: 248
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Nacional
  •    Tradutor: –

   Avaliação: 5,5

MIRE-SE BEM. PORQUE VOCÊ PODE ESTAR COM OS OLHOS VENDADOS. “Não descansarei enquanto existir uma única antena HAARP enviando os seus feixes de ondas hipnóticas para os bilhões de humanos robotizados. Aviso ao Chefe do Governo Mundial para guardar na memória os rostos dos seus colegas da LUZ, pois vou conferir o óbito de cada um deles. Meu nome é Brenda Slava, e eu recebo salário da morte para fazer isso.”

————————————————————————————————————————————————————————————————–

Hey pretties!

Eu meio que tenho uma queda por teorias da conspiração, tá, meio é ser gentil, eu me amarro numa estória bem louca que aponta para a dominação das massas por meios escusos, geralmente arquitetados por governos ou empresas importantes. Também olho para celulares com desconfiança e acredito que as redes sociais estão aí pra nos espionar e juntar informações para um grande, grande plano. A maioria das pessoas vê essas ideais como loucura, mas justamente é essa a genialidade da coisa! Ninguém suspeitar que está sendo dominado…

Blindfolded vai mais longe, para a estória nem em 2013 estamos, só acreditamos estar. O Governo Mundial calibra nossas mentes com informações necessárias para vivermos conforme seu plano, em seu tempo, sem falhas. Até a guerra com rebeldes da Cidade da Liberdade é mascarada como ataques terroristas no Oriente Médio. Poucas pessoas formam obtém uma quantidade de livre arbítrio suficiente para poder criar coisas novas, e menos pessoas ainda recebem informações para poder controlar a grande massa.

No momento em que li isso me peguei pensando em como essas pessoas privilegiadas se sentiam sabendo da verdade, ou parte dela. Além de mentirem para basicamente todo mundo, como não ficar paranoico de, de repente, ser cortado da lista vip?

O que me faz lembrar de toda a arquitetura política, de não saber quem é mocinho e quem é bandido, da facilidade que o autor me fez mudar de opinião constantemente sobre as intenções de praticamente todos os personagens e em como tudo isso me obrigou a chegar o mais rápido possível no final.

Porém nem tudo na vida são flores com mensagens subliminares!

Ler repetidas vezes sobre o corpo escultural de Brenda na-mesma-página-por-todas-as-páginas-no-livro-inteiro cansa demais, a não ser que você seja um homem e necessariamente tenha a mentalidade de uma colher de chá. Confesso que meus neurônios sobrecarregados me ajudaram selecionando e apagando essas partes depois de um tempo, para que eu pelo menos conseguisse continuar a leitura, mas ainda acho uma falta grave. Ouvir falar tanto dos glúteos firmes, das pernas poderosas, da silhueta esbelta e da perfeição da ‘comissão de frente’ não contribuiu em nada para mudar minha cara de paisagem toda vez que o nome Brenda era mencionado. É, foi crítico assim.

Mas vamos que vamos!

Distopia inteligente e ousada, Blindfolded surpreendeu em dois sentidos. Mesmo se deixássemos de lado o restante do livro, só o enredo já seria o suficiente para te fazer pensar e se a sua mente não fosse sua? Como se libertar? Se pudesse se libertar, você iria? Porém a narrativa óbvia, pobre e repetitiva matou meu entusiasmo, meio que não aguento mais ouvir falar de Brenda Slava, tipo… mesmo!

Não sei se, com tantas coisas que fazem bem mais o meu estilo por aí, vou me aventurar na continuação de Reação e descobrir mais sobre HAARP.

xoxo e bom meio de semana!

Never Sky, Sob o Céu do Nunca – Veronica Rossi

neversky

  •    Autor: Veronica Rossi
  •    Editora: Prumo
  •    Nº de Páginas: 336
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2013
  •    Título Original: Under The Never Sky
  •    Tradutor: Alice Klesck

   Avaliação: 9,0

Desde que fora forçada a viver entre os Selvagens, Ária sobreviveu a uma tempestade de Éter, quase teve o pescoço cortado por um canibal, e viu homens sendo trucidados. Mas o pior ainda estava por vir…

Banida de seu lar, a cidade encapsulada de Quimera, Ária sabe que suas chances de sobrevivência no mundo além das paredes dos núcleos são ínfimas. Se os canibais não a matarem, as violentas tempestades elétricas certamente o farão. Até mesmo o ar que ela respira pode ser letal. Quando Ária se depara com Perry, o Forasteiro responsável por seu exílio, todos os seus medos são confirmados: ele é um bárbaro violento. É também sua única chance de continuar viva.

Perry é um exímio caçador, em um território impiedoso, e vê Ária como uma menina mimada e frágil – tudo o que se poderia esperar de uma Ocupante. Mas ele também precisa da ajuda dela, somente Ária tem a chave de sua redenção. Opostos em praticamente tudo, Ária e Perry precisam tolerar a existência um do outro para alcançar seus objetivos. A aliança pouco provável entre os dois acabará por forjar uma ligação que selará o destino de todos os que vivem sob o céu do nunca.

————————————————————————————————————————————————————————————————–

WOW!

Quero dizer… wow!

Não… consigo…

Wow.

Tempestade de emoções à frente

 

Antes de qualquer coisa: mocinhos fofos, cresçam, bad boys manjados, corram para as suas mães! Vem aí Perry, o Perfeito.

Exemplo da reação

Em Never Sky Rossi nos entrega uma Terra devastada por tempestades de Éter e completamente hostil, onde metade das pessoas se esconderam em cidades encapsuladas, núcleos, e a outra metade voltou para a idade média. Enquanto seus vizinhos nem-um-pouco-queridos vivem em tribos e passam fome, os habitantes dos núcleos podem frequentar cópias virtuais e multidimensionais do mundo que deixaram para trás através do ‘olho mágico’. E, é claro, fingir que está tudo lindo.

Essa alienação é explorada na Ária, que, apesar de ser uma garota naturalmente centrada, demora a entender o quanto as coisas são diferentes fora do conforto do seu núcleo. Mesmo depois de um Selvagem ter quebrado um galhão pra ela (pois é, não vou contar o que é, vivam sem spoilers) a menina continua indo e voltando na concepção de que ele não passa disso, um Selvagem.

Ária, ah, Ária. Sabe quando um personagem principal tem o poder de destruir ou transformar em ouro o livro? Olhem novamente a nota acima e vocês saberão o que a Ária fez.

Talvez seja só a identificação falando. Como eu sob efeito da cafeína ou numa crise de ansiedade, Ária simplesmente não cala a boca, conversando por ela por Perry, mesmo quando fica claro que ele não está dando a mínima. Ela também não é tonta, apesar de ser mimada, e fica deslumbrada com cada coisa emocionante que descobre no novo mundo.

É curiosidade e medo ao mesmo tempo, deixando a situação bem crível, pelo menos pra mim. Tenho certeza que a narrativa de Rossi também foi uma mão na roda. Bem feita, bem pensada, assim como o restante do livro, a narrativa foi desenvolvida para envolver e prender o leitor em todos os acontecimentos. Me amarro numa boa escrita, aquela que é bem mais do que uma mera listagem dos acontecimentos -sem sentimentos nem tom- e é bem por aí que minha simpatia eterna pela Veronica começou… ok, por aí e por Perry também.

Sempre que penso em Perry, o Magnífico

É claro que ele e lindo de morrer, charmoso até não poder mais, mas que mocinho não é? A questão do irmão do Soberano de Sangue dos Marés é que ele não é perfeito. “Ah, mas blogueira, tem tantos mocinhos que não são perfeitos, e daí se ele não é?” Eu sei leitor, eu sei, mas já parou pra reparar que mesmo esses imperfeitos são na verdade perfeitos com imperfeições aperfeiçoadas??? Do estilo me ame porque você não tem escolha? Então, Perry não é assim, você pode escolher odiá-lo genuinamente e será totalmente compreensível,ele é humano e verdadeiro nesse nível! Eu sei que soa loucura amar um personagem simplesmente porque eu posso odiá-lo sem parecer do contra, mas é bem mais fácil e natural se conectar com alguém (é, alguém, Perry é uma pessoa para mim) se ela for parecida com você, ou seja, com falhas e incertezas inatas.

– As nuvens se dissipam? – Perguntou ela.
– Completamente? Não. Nunca
– E quanto ao Éter? Ele some em algum momento?
– Nunca, Tatu. O Éter nunca some.
Ela olhou pra cima.
– Um mundo de nuncas sob o céu do nunca.

Agora, sabe o Éter? Eu também não. Veronica Rossi não explica o que é o Éter, nem pra serve, como surgiu nem qual sua cor preferida, ela fez aquela coisa magica que pode tanto levar um leitor a loucura de frustração quanto ganhar respeito forever and ever: incorporou o negócio à paisagem, como uma verdade universal na estória e na vida dos personagens e você que se vire para acompanhar.

Como eu falei na resenha de A Corrida do Escorpião, meu livro preferido de 2012, a gente pega o bonde andando e não senta na janelinha logo de cara, mas aproveita a narrativa de uma maneira unica. Admito que foi frustrante no começo, mas depois passei para o time do respect e vivi feliz para sempre nele.

Posso só compartilhar um dado com vocês? NÃO TEM TRIANGULO AMOROSO

Enfim, poderia dizer que Never Sky é delicado, pelo cuidado do texto de Rossi, mas nenhum livro delicado é capaz de deixar o leitor tão vidrado, necessitando saber o que vem em seguida tanto quanto eu fiquei. Ele é um YA de gente grande, na minha concepção, e espero que as continuações sejam tão de gente grande assim. Quem sabe alguns autores que brincam de escrever não se inspirem e procurem fazer melhor? Never Sky é leitura obrigatória para quem ainda está na onda dos distópicos (nem me conto mais nessa onda, distopia para mim só perde para épicos com meninas phodas que lutam com espadas) e para quem gosta de acompanhar a evolução de personagens como se eles fossem gente de verdade! Não é um Perr… digo, livro que vou esquecer tão cedo.

Ok, ok, como o moço Selvagem é minha nova obsessão literária, não poderia faltar uma música para ele, podia?

A má noticia (você sabe que sempre tem uma) é que Through The Ever Night está previsto apenas para o 2º semestre de 2013.

Sem desespero, quando formos ver já se passou meio ano e o Perry voltou para nós. Né? NÉ?!

Boa semana

xoxo