Promoção O Clã da Páscoa

Voz de futura Rainha da Inglaterra on: Como estou uma pessoa muito generosa ultimamente, decidi que já era hora de acabar com o jejum de promoções para vocês, amém.

Voz de futura Rainha da Inglaterra off: E que dia melhor para acabar um jejum do que a páscoa?!  Então se segurem, porque além de muito chocolate, uma alma sortuda vai  ganhar a Trilogia do Mago Negro inteirinha!

Pois é, pois é, vou sortear:

O Clã dos Magos

Todos os anos, os magos de Imardin reúnem-se para purificar as ruas da cidade dos pedintes, criminosos e vagabundos. Mestres das disciplinas de magia, sabem que ninguém pode opor-se a eles. No entanto, seu escudo protetor não é tão impenetrável quanto acreditam.

-A Aprendiz

Sozinha entre todos os aprendizes do Clã dos Magos, somente Sonea vem de uma classe menos privilegiada. No entanto, ela ganhou aliados poderosos, como Lorde Dannyl, recentemente promovido a Embaixador. Ele terá, agora, de partir para a corte de Elyne, deixando Sonea à mercê dos boatos maliciosos e mentirosos que seus inimigos continuam espalhando… até o Lorde Supremo entrar em cena. Entretanto, o preço do apoio de Akkarin é alto porque, em troca, Sonea deve proteger seus mistérios mais sombrios. Enquanto isso, a ordem que Dannyl está obedecendo, de buscar fatos sobre a longa pesquisa abandonada de Akkarin sobre o conhecimento mágico antigo, o está levando a uma extraordinária jornada, chegando cada vez mais perto de um futuro surpreendente e perigoso.

-O Lorde Supremo

Na cidade de Imardin, onde aqueles que têm magia têm poder, uma jovem garota de rua, adotada pelo Clã dos Magos, se encontra no centro de uma terrível trama que pode destruir o mundo todo. Sonea aprendeu muito no Clã, e os outros aprendizes agora a tratam com um respeito relutante.No entanto, ela não pode esquecer o que viu na sala subterrânea do Lorde Supremo, ou seu aviso de que o antigo inimigo do reino está crescendo em poder novamente. Conforme Sonea evolui no aprendizado, começa a duvidar da palavra do mestre de seu clã. Poderia a verdade ser tão aterrorizante quanto Akkarin afirma? Ou ele está tentando enganá-la para que Sonea o ajude em algum terrível esquema sombrio?

magicians

Vai encarar? Então já sabe, arregace as mangas, pegue seu cajado e siga-me (tipo, literalmente):

Para participar você deve:

-Preencher o formulário corretamente;

– Seguir o blog através do e-mail (ali no canto direito);

– Possuir endereço de entrega no Brasil;
E se quer chances extras, você pode:
– Seguir o twitter do blog @AndhromedaG e o da editora Novo Conceito @Novo_Conceito
– Curtir o face do IYRDIW e a editora Novo Conceito;
– Divulgar a promoção (até duas vezes por dia) nas redes sociais com a seguinte frase:
 ” Vou conjurar meu próprio chocolate nessa Páscoa com os livros que a @AndhromedaG vai me dar! http://wp.me/p1V7px-F3″
– Comentar nesse post.
Preencha o formulário outra vez para cada uma dessas coisas!

Resultado!

E o número conjurad… digo, sorteado foi:

Results

 

E o vencedor é:

clã

 

Parabéns Bruna! Você acabou de entrar para o clã!

 

 

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Através do Universo – Beth Revis

Mundo Perfeito - Capa 03

  •     Autor: Beth Revis
  •    Editora: Novo Século
  •    Nº de Páginas: 408
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Across The Universe
  •    Tradutor: Sonia Strong

   Avaliação: 6,5

Amy deixou para trás seus amigos, seu namorado, seu mundo inteiro para se juntar aos pais a bordo da nave espacial Godspeed. Para a longa viagem, ela e seus pais foram criogenicamente congelados, esperando enfim acordarem em um novo planeta: Terra-Centauri. Porém, cinquenta anos antes do previsto, a câmara criogênica de número 42 é misteriosamente desligada, e Amy se vê forçada a sair de seu profundo sono de gelo. Alguém havia tentado matá-la. Agora, Amy está presa em um novo – e pequeno – mundo, onde nada parece fazer sentido. Os 2312 passageiros a bordo de Godspeed são liderados pelo tirânico e assustador Eldest. Elder, seu rebelde sucessor, parece ao mesmo tempo fascinado por Amy e ansioso por descobrir nele mesmo tudo o que se espera de um líder. Amy quer desesperadamente confiar em Elder, mas será que ela deve colocar seu destino nas mãos de um garoto que jamais conhecera a vida fora daquelas frias paredes de metal? Tudo o que Amy sabe é que ela e Elder devem correr para desvendar os segredos mais ocultos de Godspeed, antes que o assassino tente matá-la novamente.

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Que foi? Pensaram que eu ia abandonar as distopias assim, tão facilmente? Não tem perigo! Posso ter ficado sem inspiração nos últimos dias, mas não larguei as realidades alternativas e os mundos pós-apocalípticos não!

Ganhei Através do Universo junto com outros livros no meu aniversário (logo ele vai estar feat. num vídeo especial) e, depois de passar tanto tempo sofrendo de longe enquanto outros leitores se pavoneavam com ele pra cima e pra baixo, pude finalmente embarcar na Godspeed!

De repente foi culpa da minha expectativa super alta, mas Através do Universo não foi tudo o que eu queria que fosse. O problema não é a estória… é quem participa dela.

Amy é carga não essencial, uma pessoa criogenizada que vai na bagagem por pedido especial de pessoas altamente essenciais apenas como enfeite, já que não vai ter utilidade alguma no novo mundo. Duro de se ouvir né? Voz de Darth Vader: “Você é uma carga(!) inútil(!!)” Enfim, até fiquei com pena dela no começo, os técnicos que a preparavam para o gelo, mesmo diante da sua nudez e total vulnerabilidade, continuavam debatendo o tal despropósito dela, me ultrajando a ponto de ficar pensando “Há, esperem só seus nerdões, aposto que ela vai fazer alguma coisa muito incrível e super badasss assim que botar os pezinhos para fora dessa câmara de criogenia!”

E então o momento chegou (já está na sinopse, não é spoiler) e sinceramente? Ela continuou sendo carga não essencial pra mim, descongelada ou não.

Todas as coisas boas que eu esperava que acontecessem por intermédio dela aconteceram, mas só porque a estória PEDIA por isso para continuar! Decisões tolas saídas do nada, senso de auto-preservação nulo, ideias forçadas que até para a mente mais congelada parecem péssimas e aquele tipo de artificialidade que às vezes encontramos em alguns personagens e não sabemos explicar direito, mas sabemos que eles não são reais o suficiente para nós… Amy não me convenceu.

É triste pensar que o outro protagonista, Elder, também não ajudou em nada, ainda mais sem Sazon que a menina, com o botão de liga/desliga dos hormônios meio pifado. Sou de suspirar e torcer muito para que o casal principal fique junto logo, que se acerte e viva feliz para sempre, adoro um bom romance no meio das tramas! Quer um dado? A temperatura do espaço é -270.23ºC, em homenagem ao romance desses dois.

É sério. É frio assim, o espaço. E os dois.

“Então como você ainda me dá 6,5 pra esse livro, blogueira? Como??” A resposta é Godspeed.

A NAVE TEM PASTOS DE VACAS DENTRO DELA! Ela é do tamanho de um pequeno país, dá pra entrar na sua cabeça isso?

Em segundo lugar, as coisas que acontecem dentro da Godspeed. Não pooooooosso entrar em detalhes, não mesmo, então vou tentar explicar meu fascínio bem por cima. A situação em meio a qual a Amy acorda é toda bizarra, mas nada se comparada às gerações de pessoas que vivem dentro da nave sem jamais terem sequer pisado num planeta! O porquê de se comportarem como fazem e pensarem como pensam é explicado conforme o livro avança, mas, logo na sequencia, sempre acontecia uma coisa ainda mais bem bolada para manter o tom. A nave em si foi bem detalhada, mas dar uma olhada no mapa (não disponível na edição brasileira) que vem na edição norte-americana não mata ninguém:

Across-the-Universe_Godspeed-blue-print.

Em suma, Através do Universo foi um livro que dividiu muito minha opinião, oscilei entre o ‘amey’ e o ‘argh’ vezes demais para ficar contente, mas ainda assim me manteve interessada. Não posso dizer que estou morrendo para ter a sequência em mãos, porém a chance de reencontrar toda a ficção científica de alto nível à bordo da Godspeed com certeza me colocará na pré-venda de A Million Suns.

xoxo e bom fim de semana!

O Lado Bom da Vida – Matthew Quick

O-Lado-Bom-da-Vida

  •     Autor: Matthew Quick
  •    Editora: Intrínseca
  •    Nº de Páginas: 256
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2013
  •    Título Original: Silver Linings Playbook
  •    Tradutor: Alexandre Raposo

   Avaliação: 8,5

Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um “tempo separados”. Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.  Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a cunhada viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez.  (Sinopse adaptada da original)

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[Antes de começar, coloque pra tocar Hate Me, do Blue October, tem muito do clima desse livro]

Então, hoje vou contar como me apaixonei por um cara 14 anos mais velho que eu, que divide uma ordem de restrição com a esposa, berra ‘ahhhhhhhhhhhhhh’ de maneira aleatória e faz cooper usando um sanito.

 É sério.

Acontece que Pat tem um fator aderente que poucos caras tem hoje em dia: delicadeza. Não que ele seja uma flor de formosura, ele nem é lá muito sutil, mas munido do pensamento “é melhor ser gentil do que ter razão” Pat é tão inocente quanto uma criança, meio bobo feito um adolescente e completamente sensível às outras pessoas e o mundo à sua volta. Um mundo terrivelmente confuso e grande, a bem da verdade, mas um mundo que está disposto a encarar.

Porque ele é um novo homem.

E a Nikki vai ficar feliz quando souber disso.

E aí vai acabar com o “tempo separados”.

Ah, esse “tempo separados”. Sempre entre aspas para deixar bem claro o absurdo daquela ideia, sempre presente na mente de Pat. Chego a pensar que a sua obsessão na verdade não era com a esposa, mas sim com o tal tempo e tudo o que ele perdeu nesse processo. Diferente do filme, nós só sabemos o que realmente aconteceu antes do manicômio no final, porém as atitudes da família e de Tiffany dão certas pistas.

Fiquei com o coração apertado vendo a mãe de Pat se desdobrar para tirar qualquer vestígio de Nikki da sua casa, ao mesmo tempo achava engraçado todas as desculpas malucas que ela bolava para mascarar a situação. Foi comovente assistir a família se esforçando para encarar que o filho e irmão que tiveram havia ido embora, que dali para frente deveriam aprender a aceitar uma nova pessoa com o mesmo amor e respeito de antes.

Ah, sim, claro, a Tiffany. Não é porque eu descobri que amo o Pat que vou ignorar a moça! Tiffany é uma das personagens de assinatura mais forte que já conheci. Melancólica, misteriosa, manipuladora e desequilibrada. Você pode pensar que ela é completamente doida de pedra, mas ela é só uma mulher. Quebrada e com intensidades variantes? Sim. Precisando desesperadamente de um abraço e que parem de olhá-la como se fosse maluca? Com certeza! Mas ainda só uma mulher. De qualquer forma, é bom sairmos dos estereótipos fakes das mocinhas Henry Ford, feitas em linha de produção! (ba da dun tis)

sou tão mais louca que você

De repente até pode ser!

O-lado-bom-da-capa-d’O-Lado-Bom é que imaginei o livro todo usando os atores do filme. Foi incrivelmente fácil dar vida ao Pat com aquele feioso do Bradley Cooper e à Tiffany com aquela pessoa sem talento algum da Lawrence (Para você que não está familiarizado com sarcasmo, observe a parte grifada em amarelo. Obrigada), aliás, eles se encaixam melhor na pele dos personagens de Quick do que nas pessoas do roteiro decapit… digo, adaptado.

A nota só não é maior porque tudo o que é demais cansa, até amor. Demorei um pouco para pegar o ritmo da coisa, me acostumar com a infantilidade do Pat em relação, principalmente, à sua família. No início foi como ver a estória pelos olhos de um pré-adolescente, que deixa tudo para os pais fazerem por ele e acabei demorando para aceitar que aquele era o nosso protagonista tentando se reajustar.

Enfim, O Lado Bom da Vida é um livro que não se espera ler. Ele trata de vários tipos de amor sem ser romântico e transforma situações que normalmente despertariam pena em comédia pura. Vale a pena enxergar as coisas de um jeito mais brilhante e otimista, mesmo que seja só para ter opção e não ser tragado pelo pessimismo logo de cara.

Aprendi com Pat que o lado bom da vida não é, acontece. E somos nós que fazemos acontecer.