Enquanto Isso, na Arena Literária…

Blogueira também é gente, blogueira também sai de férias! Me imaginem numa ilha luxuosa, deitada de chapelão à beira do mar, tomando bons drinques e curtindo uma ótima leitura. Não poderia ser mais distante do que aconteceu de verdade, mas e daí? Voltei, o IYRDIW voltou e estamos a todo vapor para mais um ano insone!

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“Livro físico.”

-Como é, bebeu que babado forte, criatura? Livro físico? Se é livro, é lógico que é físico, como não seria? E-book não conta…

Lembram dessa época? E das previsões apocalípticas, logo depois, de que os e-books seriam o fim dos livros convencionais (o termo chique)? Amigos de lados opostos, famílias destruídas, guerras civis… Quantas discussões a inclusão do livro digital no mercado nacional e internacional ainda geraria. E depois de tanto bate boca e bate papos ainda estamos num clima de incerteza.

Se lá fora o livro digital já se mesclou no mercado, com preços amigáveis e democráticos, concorrendo com os paperbacks também barateados, aqui, por outro lado, a situação é outra. Com a chegada da Amazon nas terras tupiniquins criou-se uma enorme expectativa com o preço dos e-books (o primeiro –e praticamente único- produto comercializado pela Amazon Brasileira) e o resultado foi um tanto quanto decepcionante. Quem esperava preços arrasadoramente baixos, de um dígito, no maior estilo 50 centarro (sim, até as almas mais obscuras podem sonhar) caiu do cavalo. E, para ajudar #sóquenão não havia a pronta-entrega do tal leitor digital super esperado.

Enfim,passada a surpresa inicial os leitores se dividiram em dois grupos: o Eu-Não-Me-Conformo e o Eu-Já-Sabia. Os Eu-Não-Me-Conformo  levaram a primeira impressão a sério! Muita gente desistiu dos e-books ali mesmo, voltou pra casa (vai, modo de dizer) e xingou muito no twitter (tá, isso aconteceu mesmo) questionando os valores, a margem de lucro das editoras, exigindo preços menores, acusando e cuspindo até no seu Zé da padaria, que não tinha nada a com isso. Os Eu Já Sabia limitaram-se a suspirar, afinal, já sabiam.

Pensando nisso, mais uma vez vieram as editoras tentando mostrar que e-book é um negócio respeitável, que merece nosso carinho e lançaram campanhas para democratizar os tais por aqui. Por exemplo a Novo Conceito, disse em nota no início de Janeiro que 30% de seu catálogo de best-sellers terá os preços reduzidos através da página da editora na Amazon www.amazon.com.br/novoconceito . Já a Intrínseca  informou num bate-papo com os leitores que espera baixar gradativamente o preços dos e-books durante o ano.

Então veio a verdadeira corrida armamentista #todaseditorapira pra mostrar que tem e-books e aquelas mais engajadas no público internauta até se arriscaram a entrar no tanque de tubarões e responder perguntas #ounão sobre preços e tecnicalidades. Funcionou? Não exatamente. Abriu-se um nova questão, e-books são os primos pobres dos livros físicos ou devem ser tratados com a mesma deferência?

Se por um lado você pode armazenar milhares de livros num único hd que cabe na palma da sua mão, você jamais vai de fato segurar um e-book, sentir o cheiro de um e-book, guardar um e-book na estante e passar horas admirando o serviço. Só essas razões já são o suficiente para deixar muitos bibliófilos com nojinho da versão digital! Já aqueles que dizem que o importante mesmo é ler e que não importa como seja, sacaram seus readers pra mostrar que a tal desculpa da “dor de cabeça” não impedirá mais ninguém de ter sua diversão garantida! A bem da verdade, e concordando com a nova catequese das editoras nacionais, livros e e-books são duas coisas diferentes e investir em um não necessariamente anula o outro.

Agora, mesmo com a guerra sendo outra, as perguntas mais frequentes geradas servem para responder àquela questão inicial: “Como o e-book vai custar praticamente o mesmo que o livro físico se ele não é o livro físico?” Portanto, a revolta com o preço alto dos e-books serve para mostrar que o valor dado pelas pessoas aos livros físicos ainda é alto e continuará sendo.

Nos resta decidir  se vamos expandir os nossos corações leitores e criar espaço para os e-books, ou se vamos continuar promovendo duelos imaginários entre dois produtos diferentes com o mesmo conteúdo.

Aliás, os Eu Já Sabia pediram para avisar que já sabiam.

xoxo

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8 comentários sobre “Enquanto Isso, na Arena Literária…

  1. danendy disse:

    Hey, Desi, estava com saudades. Estou feliz que tenha voltado.
    Eu sou do time dos “Eu nem ligava”. Podem me chamar de antiquada, mas não gosto de e-books e nunca vou gostar. E é bem óbvio que uma versão digital tenha que ser mais barata que o livro em si, já que as editoras economizam muito sem o processo de impressão. Não é questão de superestimar o livro físico.
    Outra coisa é que comprar um e-reader também não é tão viável num mundo onde smartphones leem PDF. Para que gastar dinheiro num Kindle ou num Kobo se eu posso comprar um celular ou um tablet que vai ter muitas outras utilidades além de ler documentos?
    Enfim, é complicado. Tem gente que acha vantajoso. Eu não. Gosto do meu quarto abarrotado de livros, não meu HD.

  2. Natália disse:

    Os livros da Novo Conceito não estão baixos SOMENTE na Amazon. Todas as lojas estão com esse desconto –‘

    Eu queria distância dos e-books, mas há uma diferença enorme entre carregar um Vade Mecum ~convencional~ e fazer a mesma coisa digitalmente. Minhas costas agradecem.

  3. Nasedo disse:

    Olha, eu sempre achei q e-book ñ seria uma coisa muito boa, então ganhei um kindle, e continuo achando q o “livro físico” vale mais a pena, é praticamente o mesmo preço! Os livros pra kindle eu baixo da internet e transformo em .mobi, e pronto… e se gostar do livro, eu compro o físico…

  4. Agatha Borboleta (@AgathaBorboleta) disse:

    Voce voltou! Eu jah tava ficando preocupada, será que a Andhy foi Abduzida?!
    Sobre e-books eu sou do time que prefere o livro físico mas leio e-book sem problema, sá naum compro. Se eu compro tenho q por a mão *.* a internet tha aí para nos suprir com coisas não palpaveis afinal.
    Vai participar do Desafio literario esse ano?! Tem 2 desafios, dá uma olhada no grupo do skoob sobre o assunto http://www.skoob.com.br/grupo/3168-desafios-literarios brinde-nos com suas resenha Oh minha estimada Guru!

  5. Mariana Ribeiro (@Mari_RBarbosa) disse:

    Olá, Dée!!
    Eu acho que o mercado de livros digitais continua engatinhando no BR ainda, mas estou otimista com relação a queda de preço dos e-books num futuro próximo e espero poder comprar logo um e-reader decente!! hahahaha
    Claro que também sempre vou preferir os livros físicos, mas infelizmente disponho de pouco espaço para armazená-los aqui em casa. =/
    Bjos.

  6. Adriana Schranck disse:

    Olá,

    no início da febre dos e-books eu corri e comprei o meu kindle. Mas dai foi passando o tempo e eu percebi que faltava alguma coisa, aquele cheiro, aquele peso do livro nas mãos. Tenho meu kindle a uns 2 anos e nunca comprei mais que 10 e-books.. Além disso, o preço no Brasil ainda é ridículo, vai levar um tempo até que valha a pena comprar os e-books do que os livros convencionais. Maaaas minha preferência sempre será dos livros físicos, ocupando grande parte do espaço do meu quarto.

    Bjo

  7. Fernanda Souza disse:

    Eu sempre tive a impressão de que os e-books iriam causar furor e depois o balde de água fria seriam os preços, e não foi diferente.
    E também tem os ereaders, que estão ainda com preços elevados e no caso do Kindle, com pouca opção de escolha. A mudança do cenário com certeza vai depender da aceitação do público, o Kobo vem ganhando o coração das pessoas com suas cores e modelos variados e isso pode ajudar a mudar o jeito que as pessoas encaram o e-book.
    Eu não deixarei de ter livros físicos, mas sempre fui fã de um e-book pra alguns momentos que o livro não pode me acompanhar.

    Beijos
    Fernanda Souza
    http://www.leitoraincomum.com

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