A Seleção – Kiera Cass

A SELEÇÃO - Kiera Cass - Companhia das Letras

  •     Autor: Kiera Cass
  •    Editora: Seguinte
  •    Nº de Páginas: 368
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: The Selection
  •    Tradutor: Cristian Clemente

   Avaliação: 8,0

Para trinta e cinco garotas, a Seleção é a chance de uma vida. É a oportunidade de ser alçada a um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.
Para America Singer, no entanto, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás o rapaz que ama. Abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.
Então America conhece pessoalmente o príncipe – e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que nunca tinha ousado imaginar.

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Êêêê! Feliz fim do mundo! Não, pera…

Retomando…

“Eu parecia radiante, esperançosa, linda. Dava para notar que eu estava apaixonada. E algum imbecil achou que era pelo príncipe Maxon.

Minha mãe gritou na minha orelha. May deu um pulo, espalhando pipoca para todo lado. Gerad também se empolgou e começou a dançar. Meu pai… é difícil dizer, mas acho que ele escondia um sorriso por trás do livro.

Perdi a expressão no rosto de Maxon.

O telefone tocou.

E não parou de tocar por dias.”

Jogos Vorazes de seda e chiffon.

Ou pelo menos era o que eu esperava. Sério, pensa comigo!  Uma casa com trinta e cinco mulheres mulherzando pra conseguir um cara… e a coroa dele?! Vai ser uma briga sangrenta das boas, correto?

Não foi bem assim…

O grande foco desse livro é o romance entre America e Aspen e a perspectiva de romance entre America e Maxon.

Vocês sabem como eu me canso fácil com triângulos amorosos, grande parte das vezes porque a maioria é previsível demais. Aí é que tá, não tem como saber como esse triângulo vai acabar! A America pode escolher qualquer um dos dois, pois tem motivos diferentes e razões de sobra para acreditar nos sentimentos deles por ela e vice versa. A autora não deixa escapar, como acontece em vários livros, com quem ela pretende que a garota fique no final e só esse aspecto já seria suficiente para me deixar louca pelo próximo volume.

Mas daí também entra o apelo do efeito total makeover, da menina pobre sendo elevada à categoria de celebridade num piscar de olhos, das coisas maravilhosas que passam a fazer parte da vida dela e, é claro, a realeza. #AsMinaPira num príncipe bonitão! E sempre vão pirar.

Temos os rebeldes também, como era de se esperar numa distopia YA, eles não tem tanto destaque aqui, mas é através deles que podemos ver do que a America é feita. Ela é uma ótima protagonista, um pouco enrolada até, mas honesta consigo e com os outros. É bom variar um pouco e ter uma mocinha que não é A Garota Que Esconde Vários Segredos do Mundo. Porém, enquanto essa honestidade pode ser um bom traço, pode coloca-la em situações delicadas e de exposição. Coisa que princesas tendem a evitar.

Aliás, America daria uma ótima princesa. Uma boa até demais.

E isso incomoda o leitor (tipo, eu) que queria ver o circo pegar fogo na competição. Porque A Seleção é uma competição, oras!

Perto dela as outras concorrentes não tinham chance, sabe? Personalidades fraquinhas ou caricatas demais, sem nenhuma complexidade. Ao menos, não de cara. Acho que dava para a Kiera fazer uma coisa mais trabalhada ali, mais interessante, mais desafiadora. Ela até ensaia, mas fica só nisso.

Eu esperava mais disso!

Enfim, A Seleção é um livro que gruda. Já li duas vezes, talvez leia uma terceira até o fim do ano, e ainda não me conformo em ter que esperar até quase o meio do ano que vem para poder ler The Elite.

Recomendo a obra de Kiera Cass para quem queria uma protagonista diferente em Feira das Vaidades, para quem não tem tempo a perder com enrolações e para quem se encanta com coisas bonitas.

P.S.1: Para  caso de você estar imaginando, eu sou:

       The Selection by Kiera Cass

P.S.2: Pra você que ainda está no seu bunker esperando o mundo acabar:

#SupernaturalFandonPira

xoxo e bom fim de semana!

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A Última Princesa – Galaxy Craze

CAPA_a ultima princesa

Como amo essa arte de capa e suas cores!

  •   Autor: Galaxy Craze
  •    Editora: iD
  •    Nº de Páginas: 248
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: The Last Princess
  •    Tradutor: Tatiana Maciel

   Avaliação: 5,0

Quando um revolucionário implacável decide tomar o poder, ele faz da família real seu primeiro alvo. Muito sangue é derramado no Palácio de Buckingham e apenas a Princesa Eliza, de 16 anos, consegue escapar.

Determinada a matar o homem que destruiu sua família, Eliza se junta às forças inimigas, disfarçada. Ela não tem mais nada pelo que viver a não ser vingança. Até conhecer alguém que lhe ajuda a lembrar o que é ter esperança – e amar – outra vez. Agora ela precisa arriscar tudo para que ela não se torne… a última princesa!

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Iniciei essa leitura cuidadosamente, não sabia muito o que esperar desse livro, ou melhor, não sabia o que esperar da autora. Vamos combinar, né, o nome da pessoa é Galaxy Craze, qualquer semelhança com alucicrazys de plantão provavelmente não é mera coincidência! Brincadeira, esse é o nome de verdade da autora e após ver algumas de suas entrevistas descobri que de crazy ela não tem nada! (Super encorajo todos a procurar por ela no Google e ler seu material)

Porém foram essas entrevistas -uma em particular, para o The Independent- que me levaram na direção errada. Galaxy (tá, vou admitir que agora que sei que esse é o nome de verdade dela, achei muito *oda!) diz que uma narrativa sem sentimento, poesia e beleza, é uma narrativa perdida, uma coisa desleixada. Eu não poderia concordar mais com ela! Acredito que não devemos levar em conta apenas a ideia do livro, mas também a sua execução. Isso inclui o enredo E a narração e sempre que leio uma obra deficiente desses elementos sinto que estou lendo uma coisa pela metade.

Então pronto, sabendo que a mulher tem uma visão parecida com a minha fiquei toda animada, elegi uma nova diwa e me joguei de volta na leitura de A Última Princesa.

Foi mais ou menos como bater propositalmente a cara numa parede de concreto.

Não só a narrativa do livro não tem nada da beleza e poesia que a autora tanto preza (e pela qual ficou conhecida no livro By The Shore) A Última Princesa parece um rascunho esquecido num canto, sem revisão de texto ou o mínimo de requinte. O resultado foi uma coisa amadora.

Completamente frustrante.

E como se não bastasse, o enredo revelou não ser lá essas coisas também. Uma mistura de Revolution (série de TV) com Branca de Neve e o Caçador que até poderia dar certo, mas depois da promessa de uma estória original e empolgante na sinopse, o gosto que ficou foi de já vi isso antes no céu da boca.

Créditos onde devem ser colocados, a ambientação é impecável, coisa de quem cresceu naquilo e tem segurança para falar em detalhes de Londres e seus prédios históricos. Não tive problemas em me transportar para o mundo estilhaçado de Eliza e caminhar pelos mesmos lugares que ela. Aliás, Eliza e Wesley, Mary e Jamie, Portia e Polly e todos os outros personagens são muito bem construídos, eles agem como pessoa de verdade e de acordo com sua idade e posição e… Wesley… bem, vamos só dizer que mesmo se o loirinho ficasse quieto com a sua farda num canto ele ainda seria um show à parte!

“-Onde está a outra? Sua irmã? – o guarda berrou para Mary, mas ela não disse nada. –Vasculhem o quarto – ordenou para o soldado atrás dele.

O jovem rapaz veio na direção do armário e abriu a porta. Ele parou quando nos encaramos.

-Está vazio – ele disse um momento depois, com seus olhos verdes brilhando. E então fechou a porta do armário me deixando cercada pela escuridão outra vez.”

Sacaram?

Vale lembrar que é uma leitura ágil e que prende, ou pelo menos acho que é. Li de uma vez só em poucas horas, tomada pelo frenesi do ‘isso não está acontecendo, você deveria ser tão bom! Quando você vai melhorar??’

Enfim, eu, a garota que vos escreve, tinha grandes esperanças para esse livro e só porque elas não foram correspondidas não quer dizer que você, a boa alma que leu até aqui, vai ficar tão decepcionado quanto eu. De repente você até se apaixona pela Eliza! Então me resta aguardar a continuação (ainda sem título definido) e admirar a capa belíssima, de longe.

xoxo e bom fim de semana e

Legend, A Verdade Se Tornará Lenda – Marie Lu

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  •    Autor: Marie Lu
  •    Editora: Prumo
  •    Nº de Páginas: 256
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Legend
  •    Tradutor: Ebréia de Castro Alves

   Avaliação: 8,0

O que outrora foi o oeste dos Estados Unidos é agora o lar da República, uma nação eternamente em guerra com seus vizinhos. Nascida em uma família de elite em um dos mais ricos setores da República, June é uma garota prodígio de 15 anos que está sendo preparada para o sucesso nos mais altos círculos militares da República. Nascido nas favelas, Day, de 15 anos, é o criminoso mais procurado do país; porém, suas motivações parecem não ser tão mal-intencionadas assim. De mundos diferentes, June e Day não têm motivos para se cruzarem – até o dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado e Day se torna o principal suspeito. Preso num grande jogo de gato e rato, Day luta pela sobrevivência da sua família, enquanto June procura vingar a morte de Metias. Mas, em uma chocante reviravolta, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu e sobre até onde seu país irá para manter seus segredos.

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“-Nunca lhe perguntei sobre esse nome de guerra. Por que Day?

-Porque cada dia significa novas 24 horas. Cada dia quer dizer que tudo é possível de novo. Você pode aproveitar cada instante, pode morrer num instante, e tudo se resume a um dia após o outro. –ele olha para a porta aberta do vagão da ferrovia, onde faixas escuras de água cobrem o mundo. –E aí você tenta caminhar sob a luz.”

Quando aparece um livro novo na mesma onda literária que estou (pois é, ainda sou alucicrazy pelas distopias) é meio que automático que meu cérebro me obrigue a querer lê-lo. A situação é tão perturbadora que às vezes nem da sinopse eu lembro direito, só do fato de que quero lê-lo e não vou deixar ninguém em paz até concluir esse objetivo. Mas é totalmente impossível esquecer uma sinopse que promete uma espécie de duelo entre os dois protagonistas!

Logo de cara me deparei com três aspectos que, na ordem citada, poderiam melar a minha leitura. O 1º é a narrativa de Lu. Ela é seca, crua e estoica, o que até combina com o clima do livro (sério, poesia seria uma perda de tempo ali), mas que por vezes tirou o ritmo das coisas. O 2º ponto é o pouco desenvolvimento dos personagens secundários. Com protagonistas tão bons (já vou chegar lá) os coadjuvantes ficaram fracos ou até mesmo caricatos, como a Comandante Jameson. E, pra terminar o balde de água fria, o lugar comum que está ficando cada vez mais enfadonho: o governo nesses livros nunca é o que aparenta ser.

Ok, ok, talvez isso possa ser categorizado como um pré-requisito para as distopias, mas tudo o que é demais enjoa, né? Depois de um tempo a única pessoa que ainda se surpreende por descobrir algum plano maligno feito por seus chefes de Estado é o personagem principal, e isso porque ele é ‘obrigado’ pelo autor a se surpreender. Lendo ao menos um dos clássicos distópicos você já entra para o grupo de risco dos Formuladores de Teorias da Conspiração Anônimos (FTCA. Nós.. digo, o grupo tem reuniões todos os domingos se alguém se interessar), imagine então com essa enxurrada distópica no mercado editorial? Dá pra contar numa só mão os livros recentes que fogem a essa regra e a maioria deles surpreende e conquista justamente por sua originalidade.

Então o que me fez amar Legend? O que me fez sentar num canto e ler e ler e ler até acabar e perceber que de tão absorta, sequer minhas anotações eu tinha feito?

Empatia.

Sério! Não tem como não gostar do Day, não tem como não querer ser a June! Eles são inteligentes, espertos, ágeis, CUIDAM do próprio nariz além de, é claro, serem famosos, admirados e até respeitados em suas esferas. Eu simplesmente adoro personagens assim. Sambam na cara da mediocridade.

Dá pra contar com eles, você sabe que não vão dar mole -como os protagonistas de outros livros- nem vão te deixar na mão por não fazer algo extraordinário, seja fisicamente ou na área intelectual. Com June e Day o serviço é feito, de um jeito ou e outro.

Shit just got real

Em outras palavras, eles são o pacote completo e juntos ficam completamente irresistíveis.

Gostei muito da Lu ter feito um livro de ação com uma pitada de bom romance e não o contrário. Se o l’amour tivesse mais destaque do que as cenas cinematográficas e as situações de prender a respiração, Legend ficaria meio apagadinho, sem propósito… a autora conseguiu encontrar um equilíbrio perfeito na minha opinião, aquele ponto onde você precisa saber o que vai acontecer em ambos os aspectos e não só em um.

Concluindo, Legend tem seus altos e baixos, mas consegue te hipnotizar como poucos livros nessa linha e te deixar doido para saber o que acontece depois!

Quanto a Prodigy é seguro dizer que:

“Eu não durmo, eu espero”

xoxo e boa semana!

Destaque Para o Destaques Literários!

[…]nosso objetivo é celebrar o cenário editorial no Brasil[…]

2012 foi um ano cheio de livros que deram o que falar, não é? E quando digo cheio, quero dizer muito cheio! Um sucesso atrás do outro, uma polêmica atropelando a próxima e nós, leitores insones, fazendo das tripas dinheiro pra conseguir acompanhar tudo, correto?

Tem sempre alguém para roubar a cena! E outro alguém depois desse!

O IYRDIW foi gentilmente convidado para fazer parte da banca de juri técnico e está seachando se preparando para ajudar a eleger os maiores destaques de 2012. Gente, sério, tem muita coisa boa lá, além de concorrer a prêmios muito bacanas duvido que vendo as categorias vocês não vão se divertir com a retrospectiva literária’!

Sentiu o drama? Também quer celebrar? Então se joga! A partir do dia 15 de Dezembro de 2012, as votações do público (é, vocês seus lindos) estarão abertas e todos poderão escolher o livro que em sua opinião mais se destacou nesse ano!

Acessem Destaques Literários e fiquem de olho nas redes sociais para não perder nenhum detalhe.

xoxo e boa semana!

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