A Rainha Branca – Philippa Gregory

  •     Autor: Philippa Gregory
  •    Editora: Record
  •    Nº de Páginas: 433
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: The White Queen
  •    Tradutor: Ana Luiza Borges

   Avaliação: 9,0

Irmãos e primos lutam entre si para conquistar o trono da Inglaterra neste fascinante relato da Guerra das Duas Rosas, o conflito que opôs a Casa de Lancaster, cujo símbolo é uma rosa vermelha, à Casa de York, representada pela rosa branca. Em meio à guerra, a viúva Elizabeth Woodville desperta a atenção do jovem rei Eduardo IV, e os dois se casam em segredo.

Rainha em um país instável, Elizabeth se vê enredada nas intrigas da corte, ao mesmo tempo em que luta pelo êxito de sua família e precisa enfrentar inimigos poderosos, como os irmãos do rei.

A Rainha Branca é o primeiro volume da série A Guerra dos Primos, que relata a ascensão da dinastia Tudor ao poder.

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É extremamente difícil ler um livro quando já se sabe o final, principalmente um final tão trágico quanto o desse episódio na história. Uma vez mais Philippa Gregory mostra a importância da maneira como as coisas são contadas, às vezes mais influentes do que os próprios fatos em si.

Digo isso porque não há como não torcer por essa Elizabeth Woodville, admirar toda a dose de coragem e astúcia que ela empregou para manter a si e aos seus com a cabeça à tona numa época em que absolutamente nada era garantido. Independente da verdade documentada ser ainda mais amarga do que a visão de Gregory, desafio qualquer um a não se compadecer dessa viúva que domou um rei e querer que seus inimigos, os milhares deles, queimem em praça pública.

“Bitch, Elizabeth Woodville is fabulous”

Não é segredo que sou completamente fascinada pelos períodos dos governos Plantageneta e Tudor na Inglaterra medieval, e que posso passar várias horas reunindo informações das diversas figuras que jogaram os jogos da corte e acenderam ou morreram por isso. Então quando um livro desse tipo aparece na minha reta, é meio que impossível não ler!

Ok, ok, Philippa Gregory romantiza E MUITO os fatos históricos, mas faz isso de acordo com a sua visão e através de muita pesquisa. Numa nota final ela explica onde tomou mais liberdades e onde ateve-se à história, mas a leitura livre é tão boa que te leva a maquinar e pensar junto com os personagens a ponto de criar sua própria teoria para o desfecho.

Nesse livro a acusação de bruxaria que a mãe da rainha sofreu foi levada ao nível do e se? E se essas mulheres de poder fossem mesmo pagãs disfarçadas? Sério gente, bruxaria em 1460! Como não amar??

Outro ponto interessante é saber que o rei de fato casou-se por amor com uma viúva plebeia e contrariou planos extremamente beneficentes para a seu trono tão novo e incerto ao coroá-la rainha. Eduardo fez de Elizabeth uma figura de adoração pública, inatingível a todos menos ele e fez sempre questão de assegurar que a sua louvada rainha era quem tinha seu coração. Se não por amor a ela, ao menos para dar a sensação de estabilidade ao reino. Porém não poderia ser deixado de fora, por exemplo, a quantidade absurda de amantes que ele teve ao longo dos anos. A autora converteu isso a uma noção de “Eu as desejo e as tenho, mas é para você que sempre volto, minha rainha.”

Sendo bem sincera, na época isso era bem mais do que uma mulher, principalmente na posição de Elizabeth, poderiam esperar. Era comum reis exibirem suas amantes e as deixarem ganhar influência até mesmo sobre a rainha. Vide Henrique III. Então Eduardo favorecer Elizabeth e jamais pavonear suas prostitutas na sua presença era considerado um ato de amor.

Dane-se, eu ainda queria poder estrangular o @#%!@#!

Tá, ok, talvez eu não o estrangularia, tenho que admitir que os dois juntos foram capazes de me fazer chorar de emoção mais de uma vez, bem mais de uma vez.

De qualquer forma, esse não é um livro de romance. Nossa heroína aguenta tudo com dignidade. Não será um bando de amantes menores que tirarão seu foco do que realmente importa, manter sua família toda a salvo dos trocentos inimigos que teimam em voltar e voltar para tirar a coroa de seu marido, de preferência com a sua cabeça junto.

Romance histórico com paixões tórridas, promessas, traições, surpresas e MUITA intriga, acima de tudo A Rainha Branca ensina que, quando se deseja algo de todo coração, o desejo se torna realidade. E o resultado é catastrófico.

xoxo e boa semana!

P.S.: As capas originais são bem mais bonitas, só dizendo…

Paperbacks ❤

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Cidade dos Anjos Caídos – Cassandra Clare

  •     Autor: Cassandra Clare
  •    Editora: Galera Record
  •    Nº de Páginas: 364
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: City of Fallen Angels
  •    Tradutor: Rita Sussekind

   Avaliação: 8,0

Aviso número 1: NÃO LEIA essa resenha caso não tenha lido Cidade de Vidro, você não vai ser feliz fazendo isso, sério… sério mesmo!!

Aviso número 2: Essa resenha contém uma dose ridiculamente alta de fangirling. Cuidado.

A guerra acabou e Caçadores de Sombras e integrantes do submundo parecem estar em paz. Clary está de volta a Nova York, treinando para usar seus poderes. Tudo parece bem, mas alguém está assassinando Caçadores e reacendendo as tensões entre os dois grupos, o que pode gerar uma segunda guerra sangrenta. Quando Jace começa a se afastar sem nenhuma explicação, Clary começa a desvendar um mistério que se tornará seu pior pesadelo.

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“O tipo de amor que pode incinerar o mundo ou erguê-lo em glória.”

Acontece que Cidade dos Anjos Caídos é o livro que menos me gusta na série. Isso provavelmente é devido ao medinho que eu tinha da Cassandra se perder nesse volume, afinal, Os Instrumentos Mortais seria uma trilogia (como tudo nesse mundo, pelo visto) que foi estendida para uma sextologia(??).

Para provar que ela merece o lugar cativo que tem no meu coração, Cassandra manteve o nível sem sair do contexto! O enredo segue oito semanas depois de onde paramos em Cidade de Vidro e, apesar dos antigos antagonistas terem ido dessa para pior é impossível encontrar alguém que não lembre deles constantemente ou tire de Clary e Jace o peso do legado de Valentim ‘Cão-Chupando-Manga’ Morgenstern.

Achei muito interessante o foco não se concentrar apenas em Clary e Jace dessa vez, com mais pontos de vista temos mais problemas, outras intrigas e muito mais mistério.

Mas foi a parte do Jace estar na tensão pré-menstrual me irritou um pouco. Todo mundo sabe que o lema da vida dele é “Amar é destruir”, mas essa coisa dele se afastar da Clary porque acha que assim irá protegê-la dele mesmo (para variar) foi muito fofa no primeiro livro, interessante no segundo e de partir o coração no terceiro. Agora já deu. Poxa, eles demoraram tanto tempo para finalmente ficarem juntos e quando conseguem, quem vai empatar tudo é ele?? Entendo os motivos do moço e as razões por trás disso, só que foi demais pro meu coração!

Mas é aquela mágica à la Jace, certo? Num minuto ele está fazendo coisas extremamente irritantes que te dão vontade de bater nele, no outro ele está dizendo alguma coisa completamente linda que te leva de volta ao estágio I *heart* Jace 4ever.

Fora isso, achei incomodo o pouco destaque que deram aos Caçadores Mortos (tão mencionados na sinopse) e o ‘after party’ da grande batalha de Idris. Senti que poderíamos saber mais sobre isso…

De qualquer forma, Cidade dos Anjos Caídos conserva o bom humor e a rapidez características da escrita de Cassandra Clare, sua grande habilidade de interligar eventos sem deixar a peteca cair e todo l’amour que a gente poderia esperar.

Eu tinha um mini ataque do coração toda vez que uma menção à série As Peças Infernais era feita. Só de pensar que Clockwork Princess dará o ar da graça apenas ano que vem já seria o suficiente para deixar qualquer fã com os nervos a flor da pele, mas insinuações a Will e o que elas podem significar ou não são de enlouquecer um! Isso com certeza deixou a leitura ainda mais especial para mim.

Não te recomendo Cidade dos Anjos Caídos, prescrevo, e ainda aviso para tomar cuidado com os efeitos finais da dose. Você não vai conseguir pensar em outra coisa.

Uma música para Clary e Jace?

P.S.1: Eu descobri uma coisa stalkeando observando a autora nas redes sociais. Cassandra Clare é . Ela quer ver as pessoas com os corações feitos em pedacinhos. Eu. Tenho. Medo. Do. Final. Dessa. Série.

P.S.2: Só para o caso de alguém não ter conseguido pegar a dimensão dos ataques de fangirl, ilustrarei. A reação de base a finalmente ter o livro em mãos:

Tenham um ótimo fim de semana!

Feita de Fumaça e Osso – Laini Taylor

  •     Autor: Laini Taylor
  •    Editora: Intrínseca
  •    Nº de Páginas: 384
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Daughter of Smoke and Bone
  •    Tradutor: Viviane Diniz

   Avaliação: 7,0

Pelos quatro cantos da Terra, marcas de mãos negras aparecem nas portas das casas, gravadas a fogo por seres alados que surgem de uma fenda no céu. Em uma loja sombria e empoeirada, o estoque de dentes de um demônio está perigosamente baixo. E, nas tumultuadas ruas de Praga, uma jovem estudante de arte está prestes a se envolver em uma guerra de outro mundo.O nome dela é Karou. Seus cadernos de desenho são repletos de monstros que podem ou não ser reais; ela desaparece e ressurge do nada, despachada em enigmáticas missões; fala diversas línguas, nem todas humanas, e seu cabelo azul nasce exatamente dessa cor. Quem ela é de verdade? A pergunta a persegue, e o caminho até a resposta começa no olhar abrasador de um completo estranho. Um romance moderno e arrebatador, em que batalhas épicas e um amor proibido unem-se na esperança de um mundo refeito.

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 “Era uma vez um anjo que, caído, morria no nevoeiro. E um demônio se ajoelhou ao lado dele e sorriu.”

Essa foi, de fato, uma leitura de uma ‘sentada só’. Na verdade uma deitada só, li Feita de Fumaça e Osso em apenas uma madrugada e estou feliz por não ter prolongado nada.

Vai ser difícil falar sobre esse livro sem passar a impressão errada ou não ficar repetitiva, então vou mandar tudo na lata de uma vez!

Feita de Fumaça e Osso é um livro ótimo, muito bem escrito e estava marcado para entrar nos meus favoritos… até a metade.

Não, ele não descamba na qualidade do meio para o fim, apenas se tornou o tipo de história que eu não gosto. São algumas particularidades, mas pretendo não entrar em detalhes ou spoilers metade touro, metade tigre com asas de morcego atacariam impiedosamente! Por isso primeiro vou falar do que gostei nesse livro, o que, estranhamente, não foi pouca coisa.

Esperava que Feita de Fumaça e Osso fosse apenas mais um romance sobre anjos e demônios, amor proibido e mimimis, também lembrava vagamente da autora pelo livro Blackbringer, então imaginem minha surpresa quando encontrei uma narrativa clara, bonita e ágil sem deixar de ser rica!

E seus personagens!

Temos desde os coadjuvantes bacanas, estilo Meg Cabot, ao serafim guerreiro endurecido por seu passado e possivelmente perturbado. As mina pira no mocinho perturbado!

E temos Karou, a garota-para-lá-e-para-cá.

Gosto que as mocinhas sejam capazes de cuidar de si mesmas, não fiquem esperando os outros resolverem seus problemas e tenham poderes legais para assustar seus inimigos. Karou preenche esses pré-requisitos com louvor e ainda tem o bônus de ser mega estilosa! Então, nada mais natural do que eu ficar muito chateada quando a estória que era sobre ela de repente se tornar a estória de outra pessoa. Não que não tenha nada a ver com ela, mas ainda assim…

É, acertou, aquela sou eu.

A Karou mesmo foi meio deixada de lado nas soluções dos mistérios, que por si só são magníficas e totalmente merecem meu respeito, mas sério, eu senti ciúmes por ela! Não é todo dia que encontramos uma mocinha disposta a levar tiros, esfaquear traficantes e pagar cafés para lunáticos no Marrocos! Como não ficar do lado dela, meu bom povo? Como??

Estamos com você, garota!

Porém devo dizer que, mesmo que parte dessas soluções tenha me desagradado, pelo menos explicaram uma coisa que poderia realmente ter azedado o livro todo, baixado vários pontos da escala de genialidade da Laini Taylor e jogado Feita de Fumaça e Osso no poço dos YAs água-com-açúcar. O mal do romance súbito.

Já repararam que muitos livros YAs tem romances Sedex1000? Que num momento os personagens estão lá, se vendo pela primeira vez e no outro, PAH, já escolheram os nomes dos cinco filhos que pretendem ter. E quase nunca isso acontece num cenário calmo, é sempre com algum tipo de catástrofe de proporções mundiais rolando no plano de fundo e mesmo assim os dois protagonistas lindos só conseguem pensar UM. NO. OUTRO!!

Não estou dizendo que é isso que acontece em FdFeO não, mas ele é um livro tão bem bolado em feito com tanto carinho (sério, dá pra notar, a autora citou até Nietzsche!!) que um romance óbvio azedaria o molho o todo!

Enfim, eu tive que dar aquela nota, pois esse é um blog pessoal e essa é a minha opinião, mas sério, relevem ela. Leiam Feita de Fumaça e Osso pra ontem e sejam felizes, um gavriél não me faria parar de pensar nessa estória e nem um bruxis anularia o respeito que Laini e sua escrita ganharam de mim!

xoxo e boa semana

Editora Valentina, Yay!!

Sim sim, a Valentina é a mais nova parceira do IYRDIW! Querem saber mais?

“Para a VALENTINA, leitura é, acima de tudo, entretenimento.
Olho vivo e faro fino. Esse é, na verdade, o lema de todo grande editor. E a nossa pincher encarna esse lema como ninguém. A busca por livros inesquecíveis e entretenimento de alta qualidade, nos leva a prazerosamente garimpar pelo mundo, todos os dias, o melhor da literatura de entretenimento, sem preconceitos. 
Quer

emos fazer parte do universo único onde habitam leitores vorazes e antenados, personagens inesquecíveis e obras premiadas, eternas e transformadoras; afinal, como dizem por aí, todo baixinho é folgado, e a doce Valentina se acha o doberman do pedaço. 
E, para não ficar ninguém de fora, procuramos um mundo de temas: urban fantasy, distopia, paranormal, romances femininos, thriller, chick-lit, pets, religiosidade, biografia, bem-estar, steampunk… Sem esquecer, logicamente, os nossos xodós: romances que abordam a juventude contemporânea e ganham vida fora do livro — muitas vezes vão parar nas salas de aulas – com discussões fundamentais sobre os adolescentes, seus sonhos, seus medos, seus dramas e, principalmente, suas paixões.
É verdade, já deu para perceber, que a gente ama de paixão a literatura juvenil, mas nosso catálogo é eclético e moderno: tem diversão e cultura para quem está começando, aos 6 anos de idade, e também para quem já passou dos 100. Ah, e tem para quem quer chegar lá, certo? Tem tudo que, de alguma forma, faz da leitura um momento único e insubstituível.
A pergunta: Como pode um ser tão pequenino fazer tanto barulho? A resposta: Latindo com paixão, entusiasmo e um imenso tesão pelo que se faz. A gente adora latir, ops, quer dizer, a gente adora falar sobre livros. Venha visitar mais a VALENTINA aqui no site (face etc…) e contar pra gente como foi a sua experiência com os nossos livros? Esperamos você, já estamos abanando o rabinho e com a as orelhas em pé. Obrigado.
Au-au, rrrrr, au-au-au, ou melhor, muito prazer, somos a VALENTINA.”
Eles vão, tipo, trazer Garota Tempestade e Incarnate pra cá (livros incríveis) e muitas outras coisas bacanas!
Sigam a editora no Twitter: @EdValentina
É isso aí pessoal, muitas novidades estão por vir e nós todos vamos acompanhar juntinho da editora!
xoxo

Um Ano de IYRDIW ou Sobre Como Me Tornei Mais Eu

Por mais estranho que pareça, não foi a falta de alguém para conversar sobre livros que me motivou a entrar nessa. Nunca senti aquela necessidade de ter alguém para debater sobre minhas leituras porque a maioria dos debates acontecia na minha cabeça mesmo!

Pensem numa pessoa quieta.

Provavelmente perturbada também, mas tudo bem!

Mas e a vontade de colocar as palavras para fora de quando em quando? Aquela necessidade de ouvir em voz alta, da própria boca mesmo, a sua opinião sobre as burrices de uma mocinha, as genialidades de um vilão?

Tive uma sorte tremenda de sempre tropeçar em pessoas pacientes na minha vida. Pessoas extremamente pacientes. Do tipo que nem ligam muito pro assunto, ou não ligam nem a cobrar(!), mas que ficam ali, me ouvindo botar tudo pra fora, sem coerência alguma, na maior paz e lealdade. Até me encorajando! Devo ter duas dessas pessoas quevãoprocéu por perto atualmente, logo, não foi a vontade de falar e falar e falar dos livros lidos que me levou à blogosfera.

Vocês provavelmente não tem noção do prazer que me dá escrever uma resenha, monta-la do jeito que eu gosto e depois ainda por cima receber elogios, saber que tem gente lendo aquilo de verdade! Pausar uma leitura (pausar uma leitura!!) para escrever uma parte do que mais tarde virá a ser a expressão mais fiel das minhas emoções e depois ainda descobrir  pessoas que se importam com aquilo o suficiente até para comentar! (eu sei a preguiça que dá fazer isso, eu sei!)

Tem coisas que às vezes precisam ser ditas!

Comecei nessa vida como colunista (as gêmeas Desi e Andhromeda) e devo ter feito quatro resenhas, se é que dá pra chamar aquelas coisas de resenhas… enfim, foi ali que percebi que precisava de mais. Mais espaço, mais eu. Um blog pra chamar de meu!

Sim, sou mandona e assombrosamente chata. Quando quero fazer uma coisa, faço, mas do meu jeito e simplesmente tenho coisas quando tentam meter o bedelho! O que acaba tornando cada projeto algo extremamente pessoal.

Já me perguntaram a razão de o título original do blog ser meu nome e a resposta é, pois é, ridiculamente óbvia.

É meu blog.

O IYRDIW trata-se provavelmente do mais próximo de um diário que vou deixar e tudo porque essa sou eu.

Livros, escrita, sentimentos.

Nesse ano que passou consegui enxergar com muito mais clareza a descomplicação de tudo isso, o que tornou a vida muito mais leve, menos atada, mais gostosa. É realmente muito simples: sou ação e algumas vezes reação.

Mas quem não é?

Sem mais delongas, gostaria de agradecer todo mundo que leu, comentou e apoiou esse blog despretensioso e ainda extremamente querido por sua criadora, eu não teria durado um mês aqui se não fosse por vocês!

Espero do fundo da minha caixa torácica continuar arrancando risinhos e espalhar cada vez mais resenhas sem sentido, mas muito sinceras, por ai! Pretty, te vejo no aniversário de dois anos do IYRDIW, e no de três, e no de dez, e no de duzentos!

Xoxo de uma blogueira muito feliz e contente.

P.S.: Não estou chorando, isso é só meu corpo se desfazendo do excesso de água… pelos olhos.

Resultado: Eis Nosso Garoto Insone 2012!

Após horas e horas dificílimas assistindo os candidatos se apresentarem, discursarem, desfilarem, desfilarem em traje de banho, desfilarem em traje de banho mais uma vez (para apuração, claro) finalmente os votos foram contabilizados!

É com grande orgulho que lhes ofereço, com 20 votos cuidadosamente votados, Eric Northman, xerife da Área 5 e Garoto Insone 2012!

E claro, o sorteio do kit de P.S. Eu Te Amo!

E a ganhadora foi:

Agatha Borboleta! (que por acaso votou no segundo colocado: Puck!)

Per favore me mande um e-mail com o assunto GAROTO INSONE e seus dados, oks?

É isso pessoal, espero que tenham se divertido tanto quanto eu me diverti com esse concurso e que ano que vem outros candidatos se apresentem!

xoxo e bom domingo

Promoção Lendo Com Lobos

Sempre me perguntei por que os blogueiros organizavam promoções lindas e maravilhosas em seus blogossários… quero dizer, é o aniversário do blog, não era pra ele estar ganhando os presentes?? Eles usavam tóchicos, recebiam mensagens divinas, o telemarketing parava de ligar ou o que? Nunca me conformei com isso e essa era minha linha de pensamento…

Até início de Outubro.

Não, não acordei com uma vontade imensa de fazer promoção, nem fui atingida por um raio, muito menos o telemarketing parou de ligar. Foi mais dramático que isso!

Foi o frio que me alertou de que alguma coisa não estava certa. Quando digo frio, quero dizer muito frio, daquele de deixar o nariz insensível. Sai do meu quarto para averiguar o que estava acontecendo e me surpreendi com o resto da casa coberto de gelo e neve. Até ai, beleza, o problema mesmo foi o uivo vindo da cozinha. O que eu fiz? Óbvio que corri de volta pro meu quarto! Mas esqueci da camada de gelo no chão e escorrei lindamente.

A próxima coisa  que me lembro foi de estar entrando em contato com a Agir e bolando essa promoção.

Enfim, o que tenho para vocês hoje é nada menos do que a trilogia completa de Os Lobos de Mercy Falls e chaveirinhos! É massa, sim ou claro?

Para participar você deve:

-Preencher o formulário corretamente;

– Seguir o blog através do e-mail (ali no canto direito);

– Possuir endereço de entrega no Brasil;
E se quer chances extras, você pode:
– Seguir o twitter do blog @AndhromedaG e o da editora Agir @agireditora
– Curtir o face do blog e a editora Agir;
– Divulgar a promoção (até duas vezes por dia) nas redes sociais com a seguinte frase:
 “A @AndhromedaG escorregou, bateu a cabeça e resolveu me dar Os Lobos de Mercy Falls no 1º aniversário do IYRDIW!! http://wp.me/p1V7px-zt ”
– Comentar nesse post.
Preencha o formulário outra vez para cada uma dessas coisas!

Resultado!! (13/11)

O número sorteado foi:

 

E o ganhador é:

Parabéns Vanessa! Por favor responda o e-mail que estamos enviando em até 3 dias, ok? Se não obtivermos resposta nesse prazo, será realizado um novo sorteio.

Não ganhou? Não desanime e fique acordado, novas promoções estão vindo por ai!

Um lembrete para os engraçadinhos de plantão, fakes não serão contemplados.

A Promoção Lendo Com Lobos estará no ar até o dia 12 de Novembro e o resultado será divulgado no dia seguinte!

Boa sorte para todo mundo!!

Divergente – Veronica Roth

  •     Autor: Veronica Roth
  •    Editora: Rocco
  •    Nº de Páginas: 502
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Divergent
  •    Tradutor: Lucas Peterson

   Avaliação: 9,0

Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto.

A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é.

E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

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“Dividiram-se em quatro facções que procuravam erradicar essas qualidades que acreditavam ser responsáveis pela desordem no mundo.[…]

-Os que culpavam a agressividade formaram a Amizade.[…]

-Os que culpavam a ignorância se tornaram a Erudição.[…]

-Os que culpavam a duplicidade fundaram a Franqueza.[…]

-Os que culpavam o egoísmo geraram a Abnegação.[…]

-E os que culpavam a covardia se juntaram à Audácia.”pág. 48

Dividir para conquistar foi uma estratégia de Alexandre, o Grande, mas poderia facilmente ser discurso das facções…

Divergente foi um livro que me surpreendeu por sua estória de qualidade e ótimos personagens. Eu já tinha lido vááááárias críticas positivas sobre ele, mas me recusei a começar a leitura pensando que esse seria o livro do ano e blábláblá. Enfim, Divergente não é o livro do ano para mim, mas chega perto. Vou evitar entrar em detalhes do enredo nessa resenha, pois desde o início tive surpresas e falar delas pode estragar um pouco a sua leitura depois. (Eu sei que você não vai aguentar e vai ler)

No começo do livro fiquei um pouco apreensiva com Beatrice, conforme via o interior da facção da Abnegação através de seus olhos, não pude evitar o pensamento “Cassia, é você?” Não que eu não goste de Destino (Ally Condie), mas a personagem principal meio que sempre azedou a leitura para mim e por isso tinha medo de encontrar uma irmã perdida dela em Beatrice.

Outra Cassia Reyes não!

 Não dava pra estar mais enganada!

Tris tem HORROR a mostrar suas fraquezas e, apesar de estar acostumada, detesta que todos a julguem incapaz de muita coisa só por seu tamanho. O resultado é uma constante de provações e atos corajosos para mostrar que não é pouca porcaria! O melhor? Tris não é uma idiota que faz coisas inconsequentes e estúpidas como os outros adolescentes, ela está sempre ciente das suas limitações e trabalha para superá-las.

Quer outro “melhor” ainda? A Beatrice não é hipócrita.

Deus sabe o quanto personagens metidos ao próximo Gandhi me irritam. Sendo pisados, enganados e traídos e ainda assim se recusando a admitir que querem ver aquele f#@%#@ se dando mal, muito mal!

A Tris não. Se alguém a machuca, ela revida. Ou no mínimo acha lindo quando revidam por ela.

Tris por dentro E por fora quando alguém recebe o que merece!

Eu, por ver Tris reagindo daquela maneira!

E tem o Quatro. Assim, se eu tivesse lido esse livro antes, nós não teríamos o Mocinhos de Tirar o Sono, ao invés seria um post de apreciação ao Quatro.

“Ele não é doce, gentil ou especialmente bondoso. Mas é esperto e corajoso e, embora tenha me salvado, tratou-me como uma pessoa forte. Isso é tudo o que eu preciso saber.”

A atmosfera do livro, a agitação, a liberdade, os desafios, é tudo tão empolgante que eu ficava me remexendo toda impaciente, queria muito fazer parte daquilo também! Além disso, respeito autores que matam seus personagens. Respeito ainda mais os autores que tem a coragem de deixa que você se apegue aos personagens pra depois tirá-los de cena. Isso não é spoiler, é só um aviso para ninguém (tipo, eu) achar que é tudo oba-oba, que o pessoal da Audácia só fica fazendo Le Parkour na cidade, que quem é da Erudição só sabe estudar e estudar, que os integrantes da Amizade não passam de bobos-alegres, que os Franqueza são simplesmente grossos ou que o pessoal da Abnegação é um bando de bananas.

Essa sou eu caindo na real.

Confesso que demorei para me recuperar do susto complexo de Cassia Reyes e cair na real para a situação de Tris, me tocar que nada ali é simples e que… bem, isso sim é spoiler!

Infelizmente sabemos pouco sobre o passado do mundo e contra o que os soldados nas fronteiras protegem Chicago. É quase como se a autora houvesse esquecido de colocar isso no livro. Outro ponto que não me entrava na cabeça eram as pessoas que vestiam a camisa de suas facções, como se, depois da Iniciação, o comprometimento com o modo de vida da facção escolhida fosse inevitável. Quase sobrenatural.

Em suma, Divergente é um livro bem construído em seus focos e explora bem esse sonho de utopia dentro da distopia. Não vejo a hora de reencontrar seus personagens em Insurgente e continuar a me maravilhar com suas façanhas e avanços! Se você gosta de estórias dinâmicas, com ação mistérios e um romance digno de fazer suspirar deveria estar com a aba de alguma loja virtual aberta garantindo seu exemplar… dinheirinho muito bem gasto, te garanto!

xoxo e bom fim de semana!

Dezesseis Luas – Kami Garcia & Margareth Stohl

  •     Autor: Kami Garcia & Margareth Stohl
  •    Editora: Galera Record
  •    Nº de Páginas: 488
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2011
  •    Título Original: Beautiful Creatures
  •    Tradutor: Regiane Winarski

   Avaliação: 8,0

Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece… Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona. Eleito pelo Amazon um dos melhores livros de ficção de 2009. Direitos de tradução vendidos para 24 países. Um filme da série está sendo produzido. “Pacote completo: um cenário assustador, uma maldição fatal, reencarnação, feitiços, bruxaria, vudu e personagens que simplesmente prenderão o leitor até o fim…”

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Então, enquanto eu estava lendo Lirael pensei: nada como um pouco de necromancia macabra depois de um revigorante romance zumbi (Dearly, Departed). Faz bem pra mente, entende? Ainda mais quando você fecha o ciclo com o bom e velho vodu da Carolina do Sul! Seriamente, eu não poderia começar Outubro em melhor estilo!

É Halloween, meu povo! Do the creep!

Ok, Dezesseis Luas não chega a ser assustador, mas tem seus momentos. O melhor do livro mesmo é seu clima a-qualquer-momento-um-furacão-pode-varrer-tudo-aquilo-do-mapa e as pessoas de Gatlin. Meio que pararam no tempo. Não o jeito amish de ser, o povo de Gatlin vive em função da Guerra Civil Americana e seus gloriosos antepassados Confederados… e em termos de mentalidade, tudo bem, aí sim eles pararam no tempo. Lá pela Idade das Trevas, para ser mais exata!

Ethan, o nosso mocinho, luta para não se deixar levar por essa mentalidade coletiva apavorante que é a ignorância da cidade. Não dá para culpa-lo, como boa aquariana que sou, teria enlouquecido com aquelas convenções sociais, todo mundo se metendo na vida de todo mundo e a pressão para tornar cada pessoa o mais adequada possível ao restante de Gatlin.

Eu provavelmente promoveria o massacre da serra elétrica e praça pública, e olha que eu sou só uma blogueira.

Imaginem a Lena, outra boa aquariana, que é… diferente.

“Não era apenas ela que estava me incomodando, para dizer a verdade. Não era a sua aparência – Lena era bonita apesar de estar sempre usando as roupas erradas e aquele tênis surrado. Não eram as coisas que ela dizia na aula, normalmente coisas que ninguém mais teria pensado, e que, se tivessem pensado, era algo que não ousariam dizer. Não era o fato de ela ser diferente de todas as outras garotas da Jackson. Isso era óbvio.

Era ela que me fez perceber o quanto eu era como os outros, mesmo quando eu queria fingir que não era.” Pág. 38

Até esse ponto, nem Ethan nem eu sabíamos o quão diferente a Lena na verdade era, vamos dizer apenas que eu e minha serra elétrica seríamos acolhidas de braços abertos em Gatlin perto dela.

Um ponto extremamente positivo de Dezesseis Luas é que nele… os adultos existem! Seja pai ou guardião, os aborrescentes da estória não estão aborrescentando por aí sem se preocuparem com o olhar vigilante ounão de seu responsável. Os adultos até interagem de forma convincente entre si! Não é mágico?! Quero dizer, 80% dos livros YAs tratam os mais velhos como parte da mobília. É bom ter um plano mais realista (na medida do possível) pra variar.

E eu também!

Quer outro dado interessante das minorias? Dezesseis Luas é contado em 1ª pessoa por um menino!

É quase um alívio depois de tanto tempo na companhia de montes de garotas, ser levada a uma nova estória exclusivamente por um rapaz. Na falta de termo melhor, é refrescante!

Porém o livro peca em pontos bobos.

Sempre que um elemento novo era adicionado a sensação era de confusão, porque, afinal, estamos acompanhando a estória pelos olhos de Ethan e a grande maioria dos elementos novos vem da rotina de pessoas peculiares, pessoas que ele não conhece. “Opa, acho que perdi alguma coisa!” seria o lema nessas horas, eu tive que reler vários e vários parágrafos à procura de alguma informação que pudesse ter perdido só para descobrir que ela ainda não tinha sido dada, que aquilo ainda demoraria mais um pouco para fazer sentido. Não foi algo gracioso e espontâneo como em A Corrida de Escorpião e se tornou um tento cansativo depois de um tempo.

Outra coisa que me deixou indignada, mas que não tem nada a ver com a execução do livro:

Novo Crepúsculo? Por favor.

Não desmerecendo a saga da Titia Meyer, mas as pessoas que compararam Dezesseis Luas com Crepúsculo comparam Crepúsculo até com Saramago! É um romance adolescente? Yes, period.

As pegadas são completamente diferentes e não só acho inválido comparar, como acredito que limita o leitor, obrigando-o a buscar um único parâmetro e a se sentir desapontado depois, por não alcançar a leitura que esperava. Isso acontece com muitas séries ótimas e elas acabam sendo subestimadas, como Lobos de Mercy Falls por aqui.

Nonsense

Por isso não espere encontrar um romance instantâneo e inexplicável, nem uma leitura leve e solta. Dezesseis Luas não é o livro mais denso dos últimos tempos, mas não deve ser visto apenas como o substituto de outra série, Beautiful Creatures tem voz própria. É único e diferente e vai te levar para um mundo onde tudo é possível.

xoxo e boa quinta!

P.S.: Gostei dos palavrões no livro. É sério! São poucos, mas estão bem posicionados e ficam naturais. Se você acorda no meio da noite com um vulto no seu quarto, te observando, vai gritar caramba? Não! Vai gritar puta merda!