Travessia – Ally Condie

  •     Autor: Ally Condie
  •    Editora: Suma das Letras
  •    Nº de Páginas: 280
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Crossed
  •    Tradutor: Renato Marques

 

  •    Avaliação: 8,0

Em busca de um futuro que pode não existir e tendo que decidir com quem compartilhá-lo, a jornada de Cassia às Províncias Exteriores em busca de Ky – levado pela Sociedade para uma morte certa –, mas descobre que ele escapou, deixando uma série de pistas pelo caminho. A busca de Cassia a leva a questionar o que é mais importante para ela, mesmo quando vislumbra um diferente tipo de vida além das fronteiras. Mas, à medida que Cassia tem certeza sobre o seu futuro com Ky, um convite para uma rebelião, uma inesperada traição e uma visita surpresa de Xander – que pode ter a chave para revolta e, ainda, para o coração de Cassia – mudam o jogo mais uma vez. Nada é como o esperado em relação à Sociedade, onde ilusão e traição fazem um caminho ainda mais confuso.

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Hoje falarei apenas do que senti lendo Travessia, ele é a continuação de Destino e vocês sabem o quanto a spoilerofobia me aflige. Justamente por isso vou evitar ao máximo revelar o enredo! Assim todo mundo pode aproveitar a resenha e quem sabe se interessar pela trilogia de três.

Vou te trazer para o lado negro

Travessia é um livro rápido. E calmo. Apesar da violência do novo cenário, das condições extremas e provações tanto para Cassia e Ky, achei o livro extremamente tranquilo.

Talvez porque ele seja mais sobre as descobertas dos personagens acerca de si mesmos do que o fluir da trama. Em melhores palavras: a trama se desenrola conforme eles aprendem mais e mais do que são capazes de fazer e de que material são feitos, o que os move para frente e na direção do outro, sempre.

Enquanto em Destino tínhamos uma garota adormecida, imersa na Sociedade e sua obra: o estilo de vida, os pensamentos doutrinados; em Travessia encontramos a mesma menina, porém completamente acordada e correndo.

Acho as capas dessa trilogia perfeitas, elas conseguem transmitir muito bem o ponto da estória.

Agora, e isso não é spoiler, me dá uma angústia de imaginar um mundo onde só cem exemplares de cada área das artes fossem permitidos, onde tivéssemos acesso à uma quantidade tão pequena de cultura afim de ‘minimizar as distrações’. Perdi a conta de quantas vezes me peguei olhando para minhas estantes, pensando em quais livros eu salvaria e de quais seria capaz de me desfazer. Não, não apenas me desfazer, destruir, apagar do mapa, fingir que nunca existiu!

Vocês conseguiriam? Separar cem histórias, cem poemas, cem canções, cem quadros… e viver o resto da vida só com aquilo e saber que as pessoas que vierem depois também só vão ter aquilo?

Acho que a Condie foi genial ao pensar nisso. Arte, criação, a forma como isso nos toca, tem tudo a ver com liberdade. Estrangular, restringir à poucas opções ainda lhe dá arte, mas uma falsa liberdade. A Sociedade é essencialmente essa falsa liberdade.

Ok, temos o problema do triangulo amoroso (oh, really?) e eu REALMENTE podia passar sem essa, mas aqui ele parece mais mesclado, subentendido na narrativa, do que dançando ula por ai com uma saia havaiana, do jeitinho que os autores estão adoraaaaaaaando fazer ultimamente.

Um ES-CÂN-DA-LO de triangulo.

Talvez seja culpa da forma como Condie escreve.

Sinceramente, não me importo que façam frisson pelo sistema de pareamento ou a distopia em si. Para mim o ponto alto desses livros é a musicalidade nas palavras da autora.

Tem ritmo, tem beleza. Elas foram cuidadosamente escolhidas e mesmo assim passam toda a emoção da espontaneidade. Lendo Travessia percebi o quanto isso é subestimado nos livros de hoje em dia, mesmo pelos leitores, como se só a estória importasse.

Enfim, recomendo Travessia para quem gosta de poesia e também para quem ainda não sabe que gosta.

 

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Comments
11 Responses to “Travessia – Ally Condie”
  1. Vanessa disse:

    Parabéns pela resenha Desirée! Já li Destino e curti bastante. Estou ansiosa para ler Travessia! Beijos!

    http://www.newsnessa.com/

  2. Lane disse:

    Desirée adoro quando você escreve as resenhas. Passa um lado da história que a gente não chegou a ver. Eu tenho o “destino”, mas ainda não li. Bom só meu vontade de ler logo!

    Bjus…

  3. Ainda n li nenhum dos 2, mas q inspiração foi essa com StarWars hein! rsrsrsrsrs
    pior q esse filme tha me perseguindo pq assisti alguns esses dias (isso mesmo, nunca assisti tds!)
    Sua resenha é o q me faz querer ler essses livros. Essa trilogia tha prevista p ter qts livroS?

  4. Gleice Couto disse:

    Morri com os gifs. HHAHAHAHAHHAHA

    Mas é bem isso que vc disse: a beleza dessa série é a escrita de Condie. perfeita, delicada, emotiva. Amo demais.

    E sim, triângulo amoroso descarado não tá com nada…

    Agoraaaaaaaaaa, escolher cem livros, músicas e afins? Impossível! *O*

    Beijos, fofucha!

  5. Rafaela. disse:

    Oi Desirée,

    Se eu já estava super interessada nesta trilogia, agora, depois de ler sua resenha, meu interesse e animação aumentaram ainda mais! Ficou ótima! =)
    Nossa, escolher apenas 100 livros e viver apenas com eles durante toda sua vida? Oh my God… Que trágico! =/
    Engraçado que não é só no livro que existe “falsa liberdade”. Gostei muito de saber que ela também aborda esse tema.
    Ah, uma pena que tenha triângulo amoroso, estou tão cansada disso.

    Beijocas.
    http://artesaliteraria.blogspot.com.br

  6. Opa! Faz tempo que não passo por aqui, hein?Ando meio displicente (serião, fui no google pra saber se era com ‘sc’! o.O) com meus parceiros, mas hoje resolvi tirar o dia pra comentar =)
    Bem, vamos ao livro !

    Eu lembro da capa do primeiro livro, era uma menina dentro de uma bolha. Acho intenligente usar a própria capa do livro para mostrar um pouco da progressão da história. Ah, e eu sei bem como é esse lance de narrativa mais poética. Já leu “Uma Estranha Família”? Tem bem esse estilo, uma história que, se mal contada, seria horrível, mas o autor é tão ninja que soube fazer uma das melhores obras que eu já li!
    Tenho medo desse tipo de história porque, ultimamente, nos livros que apresentem um triãngulo amoroso, essa relação ofusca todo o resto da história, aí vira um romance com ‘qualquer coisa que seja’ em segundo plano.
    É, só posso dizer isso, não tem muito mais o que dizer porque eu ainda não li, mas se for assim poético como você diz, então deve mesmo valer a pena. Vou procurar em pdf aqui =)

    Ah, e mais uma coisa: aonde você consegue esses gifs?! São hilários ! =)

    http://inspirados-oandarilhodotempo.blogspot.com.br/

  7. Jheyscilane disse:

    Eu gostei um pouco de Destino quando li ele =( mas é que eu esperava algo que não aconteceu então eu gostei mas foi aquela leitura morna e simples (Culpa de um personagem rsrs)
    OMG o que são esses gifs? Eu fico rindo que nem maluca ahahahah perfeitos
    Bom saber que em Travessia há uma melhora =) pelo menos para mim eu senti que agora eu irei chegar perto de quem sabe até um gostei muito rsrs
    Resenha maravilhosa e realmente seria triste ter que conviver só com cem livros (Eu iria ser presa provavelmente kkkkkk eu iria dar um jeito de esconder mais uns duzentos aí ahaahh) pensando bem duzentos é pouco *.*

    Beijos

  8. Leticia disse:

    Esse tercerio gif kkkkkkkkkkkkk senhor, que mulher louca! MASÉNUNCA que colocaria algo parecido cof cof

    Realmente tenho nada que reclamar da escrita, só da história que podia ter rumos diferentes, mais originais! Desisti da série também… quem sabe mais adiante.

    Bjs

  9. Sora disse:

    Oi Desirée!
    Eu adorei Destino, mas não gostei de Travessia.
    Também não consigo imaginar ter que escolher 100 livros… Seria um mundo muito difícil de se viver >_<

    Beijos,
    Sora – Meu Jardim de Livros

  10. mauraparvatis disse:

    Oi, srta. Gusson!
    Essa trilogia de três me encantou com suas capas, ficava imaginando se elas faziam sentido com a estória em si, porque ultimamente algumas capas NUMTEMNADA a ver com a trama .-.
    Well… Gostei da última frase, eu adoro uma poesia, acho que por isso amei Calafrio… o tom poético do livro me encantou.
    Essa ideia de ter que escolher 100… só 100 livros, 100 poemas.. é aterrorizante, não quero mais saber dela, não quero!
    Caprichou nos gifs, hein! ><

    :*

  11. Ah, esqueci de falar q o carinha dançando e cantando ‘Um ES-CÂN-DA-LO de triangulo’ parece meu primo kkkkkkkkkkk

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