Travessia – Ally Condie

  •     Autor: Ally Condie
  •    Editora: Suma das Letras
  •    Nº de Páginas: 280
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Crossed
  •    Tradutor: Renato Marques

 

  •    Avaliação: 8,0

Em busca de um futuro que pode não existir e tendo que decidir com quem compartilhá-lo, a jornada de Cassia às Províncias Exteriores em busca de Ky – levado pela Sociedade para uma morte certa –, mas descobre que ele escapou, deixando uma série de pistas pelo caminho. A busca de Cassia a leva a questionar o que é mais importante para ela, mesmo quando vislumbra um diferente tipo de vida além das fronteiras. Mas, à medida que Cassia tem certeza sobre o seu futuro com Ky, um convite para uma rebelião, uma inesperada traição e uma visita surpresa de Xander – que pode ter a chave para revolta e, ainda, para o coração de Cassia – mudam o jogo mais uma vez. Nada é como o esperado em relação à Sociedade, onde ilusão e traição fazem um caminho ainda mais confuso.

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Hoje falarei apenas do que senti lendo Travessia, ele é a continuação de Destino e vocês sabem o quanto a spoilerofobia me aflige. Justamente por isso vou evitar ao máximo revelar o enredo! Assim todo mundo pode aproveitar a resenha e quem sabe se interessar pela trilogia de três.

Vou te trazer para o lado negro

Travessia é um livro rápido. E calmo. Apesar da violência do novo cenário, das condições extremas e provações tanto para Cassia e Ky, achei o livro extremamente tranquilo.

Talvez porque ele seja mais sobre as descobertas dos personagens acerca de si mesmos do que o fluir da trama. Em melhores palavras: a trama se desenrola conforme eles aprendem mais e mais do que são capazes de fazer e de que material são feitos, o que os move para frente e na direção do outro, sempre.

Enquanto em Destino tínhamos uma garota adormecida, imersa na Sociedade e sua obra: o estilo de vida, os pensamentos doutrinados; em Travessia encontramos a mesma menina, porém completamente acordada e correndo.

Acho as capas dessa trilogia perfeitas, elas conseguem transmitir muito bem o ponto da estória.

Agora, e isso não é spoiler, me dá uma angústia de imaginar um mundo onde só cem exemplares de cada área das artes fossem permitidos, onde tivéssemos acesso à uma quantidade tão pequena de cultura afim de ‘minimizar as distrações’. Perdi a conta de quantas vezes me peguei olhando para minhas estantes, pensando em quais livros eu salvaria e de quais seria capaz de me desfazer. Não, não apenas me desfazer, destruir, apagar do mapa, fingir que nunca existiu!

Vocês conseguiriam? Separar cem histórias, cem poemas, cem canções, cem quadros… e viver o resto da vida só com aquilo e saber que as pessoas que vierem depois também só vão ter aquilo?

Acho que a Condie foi genial ao pensar nisso. Arte, criação, a forma como isso nos toca, tem tudo a ver com liberdade. Estrangular, restringir à poucas opções ainda lhe dá arte, mas uma falsa liberdade. A Sociedade é essencialmente essa falsa liberdade.

Ok, temos o problema do triangulo amoroso (oh, really?) e eu REALMENTE podia passar sem essa, mas aqui ele parece mais mesclado, subentendido na narrativa, do que dançando ula por ai com uma saia havaiana, do jeitinho que os autores estão adoraaaaaaaando fazer ultimamente.

Um ES-CÂN-DA-LO de triangulo.

Talvez seja culpa da forma como Condie escreve.

Sinceramente, não me importo que façam frisson pelo sistema de pareamento ou a distopia em si. Para mim o ponto alto desses livros é a musicalidade nas palavras da autora.

Tem ritmo, tem beleza. Elas foram cuidadosamente escolhidas e mesmo assim passam toda a emoção da espontaneidade. Lendo Travessia percebi o quanto isso é subestimado nos livros de hoje em dia, mesmo pelos leitores, como se só a estória importasse.

Enfim, recomendo Travessia para quem gosta de poesia e também para quem ainda não sabe que gosta.

 

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Anjo Mecânico – Cassandra Clare

Menos brilhante, mas não menos bonita. Só o ‘m’ minúsculo que me irritou profundamente…

  •     Autor: Cassandra Clare
  •    Editora: Galera Record
  •    Nº de Páginas: 392
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Clockwork Angel
  •    Tradutor: Rita Sussekind
  •    Avaliação: 9,0

Anjo mecânico apresenta o mundo que deu origem à série Os Instrumentos Mortais, sucesso de Cassandra Claire. Nesse primeiro volume, que se passa na Londres vitoriana, a protagonista Tessa Gray conhece o mundo dos Caçadores de Sombras quando precisa se mudar de Nova York para a Inglaterra depois da morte da tia. Quando chega para encontrar o irmão Nathaniel, seu único parente vivo, ela descobrirá que é dona de um poder que capaz de despertar uma guerra mortal entre os Nephilim e as máquinas do Magistrado, o novo comandante das forças do submundo. 

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Vamos deixar claro uma coisa antes: Cassandra Clare está no meu Top 10 de autores preferidos. EVER.

As Peças Infernais tem um brilho diferente de Os Instrumentos Mortais para mim. E mesmo assim não consigo dizer qual minha série preferida, pois elas são muito parecidas. É quase um paradoxo. Cada uma me encanta e me irrita na mesma proporção, mas em pontos distintos.

No caso de As Peças Infernais – Anjo Mecânico, a oscilação da presença de espirito de Tessa me deixa com raiva da personagem diversas vezes. A garota dá respostas à altura e segura as pontas quando se intimida, não demonstrando. Porém sua vulnerabilidade surge em momentos em que eu pediria uma heroína mais durona. É tudo muito pessoal, mas eu prefiro garotas que partem pra ‘porrada’ quando precisam.

E tem o detalhe de ela não gostar de chocolate. I know!

Agora, o que mais me encanta no primeiro livro da série é, juro pra vocês, o triangulo amoroso!

É sério.

Sabe quando o autor te força a ver como os dois mocinhos são derretidíssimos pela mocinha e como ela é virtuosa a ponto de se matar em dúvidas sobre com quem ficar, estarrecida pela mera ideia de magoar um milímetro do corpo geralmente bem definido do rejeitado. Aliás, rejeitado é uma palavra feia e forte, a mocinha sempre ama ambos de todo coração até que alguma coisa acontece, totalmente forçada pelo autor e previsível desde a primeira vista do triangulo, e a garota se decide e todos ficam felizes para sempre.

Meh.

Pelo Anjo, o livro da Cassandra Clare não é assim! É claro que você tem uma dica, um sentimento, de como as coisas podem acabar, mas pode não ser assim, ou melhor, não precisa ser assim para termos uma boa estória. É isso que todo o tempero do romance e me deixou acordada a madrugada toda querendo mais e mais páginas.

Em segundo plano, outro motivo para eu ser tão apaixonada por essa série são seus personagens. Tessa, apesar de ter suas oscilações irritantes poderia ser bem pior, admito, mas ela é ofuscada por Will e Jem e até mesmo por Jessamine em alguns pontos.

Will e Jem são, na minha cabeça, versões mais jovens e mais bonitas de Sherlock Holmes e John Watson nas novas adaptações das estórias de Holmes para o cinema. Sim, Jem na minha cabeça consegue ser ainda mais bonito que Jude Law, mas enfim, o que quero dizer: as personalidades, o humor e a relação dos dois são EXTREMAMENTE parecidas com os personagens do cinema. Ou seja, se você gostou do que assistiu nas telonas, vai amar ler num livro de Caçadores de Sombras.

Vamos ilustrar:

“-Jem se inclinou para a frente, apoiando o queixo na mão[…] –Existe alguma razão específica para viver mordendo vampiros?

Will tocou o sangue seco nos pulsos e sorriu.

-Eles nunca esperam que eu vá fazer tal coisa.” Pág. 225

Ooooou

“Jem riu alto.

-Não diria isso. Às vezes quero estrangulá-lo.

-E Como consegue se conter?

-Vou para o meu lugar preferido de Londres – disse Jem -, e fico ali olhando para a água e pensando na continuidade da vida, em como o rio segue, sem se importar com nossos problemas mesquinhos.

Tessa ficou fascinada.

-E funciona?

-Na verdade, não, mas depois disso penso em como eu poderia mata-lo enquanto dorme se eu realmente quisesse, e me sinto melhor.” Pág. 254

Olha, eu gosto, ok? E eles são completamente adoráveis juntos, sério!

Há também Jessamine, uma jovem Caçadora de Sombras que faria qualquer coisa para não ter nascido assim. Ela quer ser uma dama da sociedade e não se preocupar com ninguém entrando ensopado de sangue em sua casa! Para isso, Jessie é capaz de manipular sem dó qualquer um. O engraçado é que a moça tem um senso da vida muito peculiar e trata tudo que possa a ajudar a alcançar seus objetivos como se fosse uma experiência de laboratório. O resto, bem, é resto.

Obviamente há uma gama de outros personagens, novos e velhos conhecidos de Instrumentos Mortais, mas não vou me ater a eles aqui, prefiro falar dos que se destacaram para mim. Também existe a dúvida de quem ainda não leu a primeira série da Cassandra Clare e quer saber se vale a pena seguir a cronologia da estória…

Sinceramente?

Não.

Além de Instrumentos Mortais ser mais completo em relação às informações do mundo dos Shadow Hunters, a graça de ter referências à parte da estória que ainda vai acontecer é impagável!

Enfim, com a ressalva de poucos erros de revisão/tradução, recomendo fortemente Anjo Mecânico para quem gosta de fatos históricos misturados com mistérios, sobrenatural, romance de bom gosto e mocinhas à frente de sua época!

Provavelmente Príncipe Mecânico só sairá aqui no começo do ano que vem, mas o verdadeiro drama é de quem já leu esse em inglês mesmo quando foi lançado (06/12/11) e vai ter que esperar até março de 2013 pra descobrir como tudo termina em Clockwork Princess.

I know!

xoxo e boa semana!

New On My Bookshelf Vol.10(1ª Parte)

Depois de mais de um mês sem NOMB, aqui vai a primeira parte!

Livros citados:

  • Refúgio – Harlan Coben (Arqueiro)
  • Bem Mais Parte – Susane Colasanti (Novo Conceito)
  • Um Lugar Para Ficar – Deb Caletti (Novo Conceito)
  • Belle – Lesley Pearse (Novo Conceito)
  • Starters – Lissa Price (Novo Conceito)
  • Travessia – Ally Condie (Suma das Letras)
  • O Atlas Esmeralda – John Stephens (Suma das Letras)
  • Blue Bloods, Revelações – Melissa de la Cruz (iD Editora)
  • Extras – Scott Westerfeld (Galera Record)
  • Caminhos de Sangue – Moira Young (Intrínseca)

Logo mostro os outros livros novos!

xoxo

Promoção Starters

“Seu mundo mudou para sempre. Callie perdeu os pais quando as guerras de Esporos varreu todas as pessoas entre 20 e 60 anos. Ela e seu irmão mais novo, Tyler, estão se virando, vivendo como desabrigados com seu amigo Michael e lutando contra rebeldes que os matariam por uma bolacha. A única esperança de Callie é Prime Destinations, um lugar perturbado em Berverly Hills que abriga uma misteriosa figura conhecida como o Old Man. Ele aluga adolescentes para alugar seus corpos aos Terminais — idosos que desejam ser jovens novamente. Callie, desesperada pelo dinheiro que os ajudará a sobreviver concorda em ser uma doadora. Mas o neurochip que colocam em Callie está com defeito e ela acorda na vida de sua locadora, morando em uma mansão, dirigindo seus carros e saindo com o neto de um senador. Parece quase um conto de fadas, até Callie descobrir que sua locatária pretende fazer mais do que se divertir — e que os planos de Prime Destinations são tão diabólicos que Callie nunca podia ter imaginado…”

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Vocês que já leram minha resenha do livro Starters, de Lissa Price, sabem que tive um momento filosófico/conspiratório/medonho e divaguei sobre um possível futuro da humanidade. A guerra entre jovens e velhos. Vou transcrever aqui minhas palavras para ilustrar e prometo que logo chego na promoção!

“Se o mundo não passar por um acontecimento apocalíptico, como em ¾ dos livros distópicos, muito provavelmente a guerra será entre velhos e jovens mesmo. Quero dizer, o que a ciência realmente procura desde sempre? Prolongar a vida, enganar a morte, imortalidade, blá blá blá. Não deve ser uma noticia tão ruim assim quando você, com seus 75 anos, lá em 2067, descobrir que pode durar até os 200, fácil, ou que curaram a morte. Né? Né?! Daí todo mundo vive até 200, ou 2000 anos, quem sabe? Todo mundo tá feliz, e nós bookaholics vamos poder ler praticamente todos os livros do mundo com todo esse tempo! O único problema é que o planeta não tem ESPAÇO e RECURSOS pra tanta gente que não empacota nunca.

Vi isso em O Pacto (Gemma Malley) e provavelmente em algum outro, mas não consigo me lembrar agora. Enfim, onde quero chegar é: o que vocês acham que vai acontecer se estenderem a vida de uma pessoa para mais de 200 ou se ninguém mais morrer?

Férias! (?)

 Agora vamos ao sorteio. Sim, vai ser sorteio, PORÉM eu adoraria saber a opinião de vocês e peço que respondam a pergunta do forms. Antes, vamos às regras, aquelas, sabe? Que todo mundo sabe, mas que não custa lembrar =]

Para participar você deve:

-Preencher o formulário corretamente;

– Seguir o blog através do e-mail (ali no canto direito);

– Possuir endereço de entrega no Brasil;
E se quer chances extras, você pode:
– Seguir o Twitter do Blog;
– Curtir o blog no Face;
– Divulgar a promoção (até duas vezes por dia) nas redes sociais com a seguinte frase:
 “Eu e a @AndhromedaG já sabemos o que vai acontecer no futuro, e você http://wp.me/p1V7px-pW?”
– Comentar nesse post.
Preencha o formulário outra vez para cada uma dessas coisas!

O RESULTADO (21/08/2012)

Primeiro, vou mostrar algumas das frases que vieram com as inscrições. Muito bacana da parte de vocês realmente participar, o IYRDIW agradece! 😀

“As pessoas vão procurar por outros lugares fora do planeta terra, para habitar. “
 
“Depende de quem estiver no poder, como acho que serão os velhos, eles caçarão os jovens com algum tipo de desculpa do tipo ‘são todos uns inuteis descerebrados, e ah sim, tem uma doença mortal e contagiosa. Morte aos jovens!'”
 
“Acho que o mundo entrará numa daquelas campanhas em massa para não se ter mais filhos já que terá um probleminha de espaço rsrs, porém os jovens irão se sentir injustiçados (E terá muitos bebês clandestinos por aí, que precisarão ser escondidos do governo, isso está parecendo nascimento de Moisés não? ahahah ) eu posso apostar que isso aconteceria, haveria muitos conflitos e os que vivem para sempre (os ricos é claro) ficariam indignados com os bebês clandestinos roubando o espaço deles no futuro e tudo acabaria no caos”
 
“Vai haver uma superlotação, vai aparecer uma nova especie humana, todos vão ficar ricos de tanto trabalhar e vão poder comprar muitos livros”
 
“Hades vai ficar #chatiado”

Tá, tá! Agora vamos ao resultado mesmo!

 

E quem leva o kit Starters é:

 

Parabéns Ana Carolina! Fique de olho na sua caixa de entrada, logo estarei mandando um e-mail para pegar seus dados!

Não foi dessa vez? Relaaaaaaaaaaaaaaxa, tem mais um monte de promoções bacanas rolando e outras tantas vindo aí!

O prêmio? Um kit do livro Starters contendo: 1 exemplar de Starters, marcador de Starters, caixinha personalizada e uma… uma… não sei o que é aquilo! Mas é bonita e brilhante e bonita!

Viram? Pois bem, o sorteio acontece dia 21 de Agosto, ou seja: podem preencher o formulário até 20 de Agosto. Espera, 20 de Agosto?! Já?!! É!!!

Corram, cambada!

xoxo e boa sorte!

P.S.: Esse é o post nº 100 do IYRDIW. MUITO obrigada a todo mundo que acessa e comenta e dá ouvidos à essa perturbada, isso é muito importante para mim e fico feliz de saber que chegamos tão longe já! Um beijão! =]

Starters – Lissa Price

  •     Autor: Lissa Price
  •    Editora: Novo Conceito
  •    Nº de Páginas: 368
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Starters
  •    Tradutor: Ivar Panazzolo Júnior
  •    Avaliação: 7,0

Seu mundo mudou para sempre.
Callie perdeu os pais quando as guerras de Esporos varreu todas as pessoas entre 20 e 60 anos. Ela e seu irmão mais novo, Tyler, estão se virando, vivendo como desabrigados com seu amigo Michael e lutando contra rebeldes que os matariam por uma bolacha.
A única esperança de Callie é Prime Destinations, um lugar perturbado em Berverly Hills que abriga uma misteriosa figura conhecida como o Old Man. Ele aluga adolescentes para alugar seus corpos aos Terminais — idosos que desejam ser jovens novamente. Callie, desesperada pelo dinheiro que os ajudará a sobreviver concorda em ser uma doadora. Mas o neurochip que colocam em Callie está com defeito e ela acorda na vida de sua locadora, morando em uma mansão, dirigindo seus carros e saindo com o neto de um senador.
Parece quase um conto de fadas, até Callie descobrir que sua locatária pretende fazer mais do que se divertir — e que os planos de Prime Destinations são tão diabólicos que Callie nunca podia ter imaginado…

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Não sei do crime, mas O FINAL COMPENSA.

Certo, vou deixar isso no ar, pedir para você baixar o conto Retrato de Uma Starter e passar para um tópico meio nada a ver antes da resenha.

No momento que li a sinopse de Starters a primeira vez comecei a divagar. Pensei nas possibilidades de tudo realmente virar uma distopia no futuro e viajei formando teorias conspiratórias ou não. A mais forte e plausível (na minha cabeça cafeínada!) é a seguinte.

Se o mundo não passar por um acontecimento apocalíptico, como em ¾ dos livros distópicos, muito provavelmente a guerra será entre velhos e jovens mesmo. Quero dizer, o que a ciência realmente procura desde sempre? Prolongar a vida, enganar a morte, imortalidade, blá blá blá. Não deve ser uma noticia tão ruim assim quando você, com seus 75 anos, lá em 2067, descobrir que pode durar até os 200, fácil, ou que curaram a morte. Né? Né?! Daí todo mundo vive até 200, ou 2000 anos, quem sabe? Todo mundo tá feliz, e nós bookaholics vamos poder ler praticamente todos os livros do mundo com todo esse tempo! O único problema é que o planeta não tem ESPAÇO e RECURSOS pra tanta gente que não empacota nunca.

Vi isso em O Pacto (Gemma Malley) e provavelmente em algum outro, mas não consigo me lembrar agora. Enfim, onde quero chegar é: o que vocês acham que vai acontecer se estenderem a vida de uma pessoa para mais de 200 ou se ninguém mais morrer?

Férias! (?)

Starters foi uma leitura difícil, mas que ainda assim consegui levar a cabo rapidamente. A minha dificuldade veio logo no começo e se estendeu até mais ou menos o meio da trama, o que dá para classificar como um grande problema, dependendo da sua paciência. Afinal, quem se motiva a continuar lendo um livro cujo começo é tão… meh.

Eu não detestei Starters, mas também não amei. Verdade seja dita: o livro podia ser BEM mais do que é. As duas principais, provavelmente as únicas, razões para eu QUASE não recomendar a criação de Lissa Price são:

                1- No começo, Callie é superficial. Quando acorda na mansão, é como se ela nunca tivesse passado um ano inteiro só com o pão que o diabo amassou pra comer, vendo o irmão morrer aos poucos e tendo que fugir de tudo e todos! A impressão que tive é que ela só tirou umas férias particularmente ruins. Demorou para termos veracidade nas ações e reações da menina.

“Nóis capota mai num breca!”

                2- No começo, Callie é inconstante. A vida dela vira de cabeça pra baixo, dá loops invertidos e um triplo mortal carpado de lado e a menina ainda tem cabeça pra tirar uma tarde romântica e suspirar por um engomadinho que surgiu do nada. Daí ela volta a pensar na realidade e me vem com síndromes de Cinderela! Daí volta a ignorar todas as coisas loucas que estão acontecendo! Dái. Dái. Dái que deu pra mim. A impressão que tive foi do romance ficar sem pé nem cabeça.

Vamos dizer que minha simpatia toda já estava com Michael desde Retrato de Uma Starter e que era ele se lascando pra cuidar do irmãozinho doente dela, enquanto Callie fazia piqueniques com Blake por ai. Parece que Lissa queria, mas não queria colocar um romance na estória, essa indecisão me chateou bastante enquanto era praticamente tudo o que tínhamos do livro.

Porém, como nem só de amor vive o poeta, a estória tem um bom mistério. E foi isso que me colou na poltrona, mesmo quando não aguentava mais ler dos suspiros da Callie. O leitor fica tão cego quanto ela num primeiro momento (o livro é narrado em 1ª pessoa) e isso nos leva a imaginar ‘n’ explicações para a Voz que está na sua cabeça, por que ela está de volta para seu corpo antes da hora e que tipo de malignidade se passa na Prime Destinations…

Do meio para o final as coisas esquentam, ganham um ritmo frenético e Callie é obrigada a deixar a Cinderela dentro de si de lado, ou as coisas poderiam ficar ainda mais feias. Agora, vou confessar para vocês o grande motivo para eu RECOMENDAR Startes. Eu não dava nada pelo final. #ProntoFalei

Estava me aproximando dele e sinceramente achei que já tinha visto tudo o que tinha para ver, que tinha sido uma leitura mediana, muito bem, obrigada, vamos para a próxima. Só que não. O que a Price fez ali não havia nem dado um oi de longe na minha mente antes que eu lesse. Eu fiquei… eu… fiquei….

“Iiiiiiiiiisso!”

Foi perverso. Foi bem bolado. Foi o gancho de ouro (já que temos uma continuação) para um livro que começou nos tropeços e foi ganhando forma conforme avançava. Então é esperar Dezembro, quando Enders será lançado lá fora, e descobrir se as coisas vão continuar tão douradas e empolgantes quanto o final de Starters.

Boa sexta

xoxo

Caminhos de Sangue – Moira Young

  •     Autor: Moira Young
  •    Editora: Intrínseca
  •    Nº de Páginas: 352
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Blood Red Road
  •    Tradutor: Fábio Fernandes
  •    Avaliação: 8,0
Saba passou a vida inteira na Lagoa da Prata, uma imensidão de terra desértica assolada por constantes tempestades de areia. O lugar não a incomoda, contanto que o irmão gêmeo, Lugh, esteja por perto. Quando, porém, uma gigantesca tempestade chega trazendo quatro cavaleiros de mantos negros em seu rastro, a vida que Saba conhece chega ao fim: Lugh é raptado e ela tem que embarcar em uma perigosa jornada para resgatá-lo. Repentinamente jogada na realidade selvagem e sem lei do mundo além da Lagoa da Prata, Saba não consegue pensar no que fazer sem Lugh para guiá-la. Por isso, talvez a maior surpresa seja o que descobre sobre si mesma: é uma lutadora incansável, uma sobrevivente feroz e uma oponente perspicaz. Com a ajuda de um audacioso e atraente fugitivo e de uma gangue de garotas revolucionárias, Saba se torna a protagonista de um confronto que vai mudar o destino de sua civilização. Com ritmo arrasador, ação constante e uma história de amor épica, Caminhos de sangue é uma aventura grandiosa ambientada em um mundo futurista e violento.
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Peguei Caminhos de Sangue para tentar tirar A Dança dos Dragões da cabeça, tem chão para Winds of Winter vir à tona e não vi muito sentido em prolongar minha agonia. Como todo mundo sabe, uma ressaca respeitável não some num piscar de olhos e as dores de cabeças literárias são piores ainda, mas, definitivamente, o livro de Moira Young foi melhor que Tylenol!

Não foi a atmosfera apocalíptica, uma coisa meio Livro de Eli que me ganhou. Também não foi a narrativa estranha/ousada pouco convencional , já chego nela. Foi o par romântico!

Não ligo se é spoiler juro que é minúsculo, ouçam os anjos tocando trombetas de cima das nuvens de poeira vermelha e cantem comigo!

NÃO TEM TRIANGULO AMOROSO!

Posso ter um amém aqui, irmãos??

Enfim, todo mundo no livro é grosso. Até a menina de 9 anos é grossa. Mas Saba e Jack são os piores. Ela é uma cabeça-dura e ele é ultra charmoso de um jeito totalmente não convêncional, trocam farpas, provocações, palavras duras e são sérios candidatos à violência doméstica. E completamente adoráveis juntos.

Provavelmente por eles não ficarem de melação e mimimi a coisa é mais intensa. Prendi a respiração um trecho ou dois só na expectativa de ver o que ia acontecer ali. E não me desapontei, pelo menos não o tempo todo.

Agora, a personagem principal, Saba, é osso duro de roer. Mesmo. Em poucas palavras, a menina é uma vaca com todo mundo que não seja seu precioso Lugh, inclusive com a sua irmãzinha Emmi. Na verdade, com a Em é ainda pior, Saba se ressente pela mãe ter morrido no parto da irmã mais nova e por nada ter sido o mesmo depois disso. Ela despreza a garotinha e sinceramente gostaria que fosse ela a ser levada no lugar de Lugh. Provavelmente ela só iria atrás de Emmi porque seu gêmeo iria. Foi bom ounão ver o progresso das duas ounão conforme viajam juntas e descobrem o quão parecidas são.

Aaaaaaaaaaaargh! Meninas difíceis!

A escrita de Moira, nesse livro, talvez desagrade muita gente e confesso que me incomodou bastante no comecinho. Eu li e reli a contracapa umas boas 5 vezes. Também levei algumas páginas para tirar aquele incômodo de mim e seguir adiante. No momento que aceitei o jeito da Saba de narrar a estória, a leitura fluiu e não parou até que eu fechasse o livro. É tudo ágil e rápido, se você piscar, meio mundo já mudou, principalmente na primeira metade, na segunda as coisas se arrastam um pouco mais.

Esperava mais da ação. Como numa estória que insinua sexo, mas não descreve nada, nesse livro sentimos o cheiro do sangue, mas ele não respinga em nós.

Claro que não é regra, mas acredito que as cenas das lutas poderiam ter mais detalhes, isso enriqueceria e muito a estória. Imaginem se em Gladiador só mostrassem o Russell Crowe entrando na arena, medindo seu oponente e depois já de volta para o merecido descanso? Anticlímax brochante, né?

Mas nem por isso o livro é chato, gostei muito da relação estabelecida entre Saba e as Gaviãs Livres, sua postura quando estava à mercê da Jaula e como tudo me lembrou um vídeo-game. Ike e Emmi são ótimos personagens secundários e balanceiam as ações de Saba e Jack, sem eles o livro não teria metade do bom gosto e bom humor que tem! Dei altas risadas com frases ótimas de todos eles.

Olhando por cima, até dá para dizer que Dust Lands tem moldes de Jogos Vorazes, mas bem por cima mesmo. Eles são feitos de material diferente e, sinceramente, é coincidência que eu, fangirldehungergamesassumidahistéricapeetaseulindo, tenha gostado tanto desse livro.

Com uma trama de fim clichê e personagens absolutamente originais, Caminhos de Sangue não é sombrio, não é forte, nem violento, mas abre caminho para uma coisa bem maior. Que venha Rebel Heart! Seu lindo!

Bom domingo pra todo mundo! E aproveitem para conferir a capa de Rebel Heart:

Jack! Jack! Jack!

P.S.: Aquele conselho: evite a ressaca, continue bebendo? Funciona! Funciona até pra ressaca literária! O resultado? Uma dor de cabeça maior ainda!! Rebel Heart só sai dia 30 de Outubro. No Jack até dia 30 de Outubro! Até. 30. De. Outubro. Eu mereço…

Promoção Nacionalizando

Dia 7 de Setembro é uma data muito importante, todo mundo sabe. É feriado nacional e povo brasileiro pode aproveitar vários desfiles e paradas oficiais feitos para celebrar esse dia memorável. As ruas se enchem de jubilo e o país se une em uma só voz, fogos de artifício colorem os céus e criancinhas escutam, com olhos arregalados, avidamente a história que marca esse data. Tem direito até a musiquinha!

Não tinha verde/amarelo então vai vermelho mesmo

Dia 7 de Setembro é…

o aniversário da minha mãe.

(Y)

Acho que também tem a ver com 1820 e bolinha, mas não a deixem ouvir isso, as coisas podem ficar feias.

Brincadeiras à parte, para comemorar a Independência do Brasil, o IYRDIW separou alguns livros altamente nacionais para dar a um sortudo no dia 7 do mês 9.

 As regras até Dom Pedro já sabe, mas não custa relembrar:

Para participar você deve:

-Preencher o formulário corretamente;

– Seguir o blog através do e-mail (ali no canto direito);

– Possuir endereço de entrega no Brasil;
E se quer chances extras, você pode:
– Seguir o Twitter do Blog;
– Curtir o blog no Face;
– Divulgar a promoção nas redes sociais a seguinte frase:
 “Declaro independência dos livros estrangeiros agora que a @AndhromedaG vai me dar um monte de nacionais! http://wp.me/p1V7px-ph”
– Comentar nesse post.
Preencha o formulário outra vez para cada uma dessas coisas!

Resultado! (09/09/2012)

Primeiro quero agradecer a todo mundo que participou e espero que tenham tido um ótimo feriado! Minha mãe agradece a atenção nacional de sempre fazer aquelas paradas legais e dar folga pra todo mundo no dia do aniversário dela e deseja ao ganhador uma boa leitura!

O número sorteado:

A pessoa sorteada:

Parabéns Anderson! Fique de olho na sua caixa de entrada, logo enviamos um e-mail para você!

Não ganhou? Don’t worry! Outros sorteios estão ou estarão logo no ar!

Uma última curiosidade, a interpretação original da bandeira nacional, adotada em 1889, é ligeiramente diferente daquela que muitas vezes ensinam no colégio:

Boa sorte a todos e fiquem longe dos sabres, cavalos e margens de riachos por ai!

Insonia is Coming #5

Insonia Is Coming é uma coluna fixa do blog IYRDIW onde falo dos principais lançamentos.
 

Adivinha quem está ansiosa para começar a leitura de um super distópico? Pois é! Meu Caminhos de Sangue, da Moira Young, já está na cabeceira da cama, pronto para começar a ser lido! Mas, enquanto a resenha não sai, deem uma olhada no Book Trailer feito para Blood Red Road (título original) com legendas em português:

Yay!!

Ok, vamos à literatura!

O que Alice Bingley-Beckerman, Reena Paruchuri e Molly Miller têm em comum é que todas são enteadas de madrastas horríveis, perversas e cruéis. E nenhuma delas vive feliz com essa situação. Embora pareça improvavel que sejam amigas, esse problema em comum poderá provar o contrário. Para impedir que os pais continuem enganados com as escolhas amorosas, as meninas se transformarão nas “MAÇÃS ENVENENADAS’.

Adoro contos de fadas, tanto os tradicionais quanto os modernos. Maçãs Envenenadas promete uma releitura divertida e interessante de uma estória que parece estar super na moda! (Previsto para 31/08/2012)

Seu mundo mudou para sempre. Callie perdeu os pais quando as guerras de Esporos varreu todas as pessoas entre 20 e 60 anos. Ela e seu irmão mais novo, Tyler, estão se virando, vivendo como desabrigados com seu amigo Michael e lutando contra rebeldes que os matariam por uma bolacha. A única esperança de Callie é Prime Destinations, um lugar perturbado em Berverly Hills que abriga uma misteriosa figura conhecida como o Old Man. Ele aluga adolescentes para alugar seus corpos aos Terminais — idosos que desejam ser jovens novamente. Callie, desesperada pelo dinheiro que os ajudará a sobreviver concorda em ser uma doadora. Mas o neurochip que colocam em Callie está com defeito e ela acorda na vida de sua locadora, morando em uma mansão, dirigindo seus carros e saindo com o neto de um senador. Parece quase um conto de fadas, até Callie descobrir que sua locatária pretende fazer mais do que se divertir — e que os planos de Prime Destinations são tão diabólicos que Callie nunca podia ter imaginado…

Distópico! Distópico! Distópico! Quer um conselho? Passe longe do jogo disponibilizado no Facebook, ele contém spoilers! Quer outro conselho? (2 pelo preço de 1) Leia o conto Retrato de Uma Starter aqui e conheça um pouco mais os starters e os elders.(Previsto para 27/07/2012)

Clássico da literatura fantástica americana, “A Companhia Negra” foi publicado originalmente na década de 1980. “A Companhia Negra” é um grupo de mercenários com uma história que remonta a séculos. Numa tentativa de reviver o passado de glórias, ela se une ao exército da Dama, uma feiticeira de poder inigualável que acordou de um sono de eras para reconquistar tudo que perdeu. A Companhia se vê envolvida, então, em muito mais do que campanhas militares: ela precisa sobreviver aos conflitos extremamente traiçoeiros entre os servos da Dama. Num mundo onde a magia está presente em cada esquina, toda rua esconde segredos maravilhosos e perigos mortais.

Um épico famoso para os fãs do gênero, não vejo a hora de conferir a edição que a Record preparou, a capa já diz muito! (Previsto para 24/07/2012)

Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

Para quem já leu Onde Está Você, Alasca? e gostou, é uma boa pedida. Esse romance de John Green está dando o que falar nos últimos tempos. (Previsto para 06/07/2012)

Nicollo Pollo, pai do explorador Marco, finalmente revela a história que manteve em segredo durante toda a vida: a história de Altair, um dos primeiros e mais extraordinários assassinos do Credo. É o curso da aventura de Altair em Constantinopla que irá selar o destino dos Templários e de sua saga na Europa. No Brasil, a série ultrapassou a marca de 200.000 exemplares vendidos. Lançada em 2007, a franquia de jogos da Ubisoft já vendeu mais de 38 milhões de cópias para diversas plataformas (PC e vídeo games). Na semana de seu lançamento, o jogo da franquia vendeu 2,5 milhões de cópias, quebrando um recorde de vendas de vídeo game nos Estados Unidos. A Sony Pictures está em fase de negociações finais com a Ubisoft para a adaptação da série para o cinema.

Pra quem não sabe,  Altaïr é o predecessor de Ezio (ah, Ezio…) entre os assassinos. Gosto dos livros e com certeza vou conferir esse, mas recomendo que joguem os jogos, são dinâmicos e indecentemente bem feitos! (Previsto para 03/08/2012)

Agora, vindo diretamente de alguma dimensão que com certeza não é a nossa…

… sério, é dificil de acreditar…

… mas eu juro que é verdade!

Sorry, ainda estou tentando digerir, é ele mesmo!!!

Depois de 5 anos (1 a mais graças à Rocco) eis que surge:

Até bem pouco tempo, Eragon nada mais era do que um pobre garoto da fazenda, e seu dragão, Saphira, apenas uma pedra azul na floresta. Em Herança, o destino de toda uma civilização está sobre seus ombros. Fortalecidos por longos treinamentos e intocáveis batalhas, Eragon e Saphira somam muitas vitórias, mas também colecionam dores de perdas muito difíceis. Agora, a derradeira batalha está para começar. O Cavaleiro e seu dragão chegaram mais longe do que qualquer um ousou imaginar. Mas será que eles serão capazes de derrubar o poderoso tirano Galbatorix e restaurar a justiça no reino da Alagaësia? E se conseguirem, qual será o custo da vitória?

Depois de permanecer 42 semanas no ranking dos mais vendidos do The New York Times, o quarto livro do Ciclo A Herança, do jovem Christopher Paolini, chega as livrarias brasileiras em agosto com a tiragem inicial de 30 mil exemplares, fechando a saga iniciada com Eragon e seguida por Eldest e Brisingr. 

São 792 páginas para matar a saudade e chafurdar na estória de Eragon e Saphira, e Murtag . Vou ser otimista e acreditar que esse não vai ter a enrolação do 3º e que o Paolini aproveitou todo o tempo de que dispôs para terminar o Ciclo de forma satisfatória!

Pra terminar, e ainda no clima Eragon, esse vídeo que já é antiguinho sobre a entrega (finalmente) do manuscrito de Inheritance! Tradução via /cogitolibris

Bom fim de semana!!

xoxo

Meus Pensamentos Em… Trilogia Gemma Doyle – Libba Bray

Essa aqui está na estante de raridades. Vejam bem vocês, é uma trilogia… com três livros! Não é coisa que se veja todo dia, mas existe!

Vamos entrar no clima? Dá o play!

Uma das minhas épocas preferidas da história inglesa é a Era Vitoriana, só perdendo para o final da Idade Média, lá por 1400 d.c.. A boa rata de biblioteca que sou, sempre vasculhei as estantes à procura de livros sobre o cotidiano das pessoas que viveram séculos atrás, tanto ficções quanto não-ficções.

Mas recentemente descobri os YAs históricos… e surtei! Não só são embasados em costumes ‘de época’ como trazem heroínas jovens e de identificação fácil com o leitor. Melhor ainda, descobri YAs históricos com tempero sobrenatural!

Daí foi só correr pro abraço.

Se joga!

Dois dos exemplos mais famosos de YAs históricos (com toques de fantasia ou não) são a série The Luxe, da norte-americana Anna Godbersen, que mergulha na sociedade nova-iorquina do final do século XIX e a Trilogia Gemma Doyle, da também norte-americana Libba Bray.

(clique para ler a sinopse)

Conheci Gemma Doyle, uma ruiva de dezesseis anos da pá-virada, em meados de 2010 quando me deparei com Anjos Rebeldes numa livraria. Ele tinha acabado de ser lançado e por pouco mesmo não levei achando que era volume único. Rodei muito até finalmente achar seu predecessor, Belezas Perigosas, lançado aqui em 2008, e começar a leitura.

É até embaraçoso dizer quão rápido a narrativa me ganhou. Sério. #LibbaBraySlut

Na trilogia temos tanto a Londres de 1895 quanto as colônias na Índia, a Academia Spence e Os Reinos. Os Reinos são lugares mágicos, paralelos a esse mundo que guardam todo tipo de sonho e criatura das mais diversas mitologias.

Para manter tudo em seus devidos lugares há a Ordem e o Rakshana. Ou pelo menos deveria haver.

Mas a ambição levou desequilíbrio e desgraça para todos. As mulheres da Ordem e os homens do Rakshana não trabalhavam mais em conjunto e uma corrida pelo Poder, poder mágico mesmo, capaz de controlar Os Reinos e até a Terra, começou. Os Reinos foram fechados para os humanos e uma profecia foi feita.

É, sempre tem uma profecia.

Deixando um pouco de lado a trama, vamos pensar um pouco na urdidura, o que segura os fios no lugar de qualquer estória. A narrativa.

(Pode clicar, também tem sinopse)

O que mais gosto na escrita de Libba Bray é a honestidade. Ninguém nos promete sequências arrebatadoras, descrições sofisticadas ou aquele monte de adjetivos que críticos pagos gostam de jogar na nossa cara. Deve ser bem por isso que sempre fui capaz de sentar e aproveitar tudo o que os livros tem a oferecer de melhor: o humor, a pesquisa sobre a vida privada da época, o sarcasmo, os valores incutidos e a criatividade tanto com o cenário quanto com as relações dos personagens.

A trilogia aborda paralelamente repressão sexual, homossexualismo e pedofilia, tudo da maneira velada comum à época. As meninas lutam para fugir da ignorância imposta às moças mesmo numa instituição de ensino. Elas precisam aprender a pensar e julgar por si mesmas o mundo a sua volta, para só assim terem chance de enfrentar as armadilhas da Ordem e Rakshana.

Falando em Rakshana, algo que me decepciona é Kartik. Gostaria que Bray explorasse mais esse personagem além do romance relutante entre ele e Gemma. Eles demoram uma vida para sair do suposto desprezo mútuo e a situação me aborreceu um tanto. Sempre que o perigo eminente acabava lá estavam os dois se repelindo outra vez:

Porém, mesmo que tenha um peso crescente na estória, o romance está longe de ser o ponto principal.

Os dois primeiros volumes são ágeis e de leitura extremamente rápida, mas o terceiro apela para mais informações. Acredito que ele poderia até ser dividido em dois livros, mantendo um tamanho padrão sem perder nada, mas daí não seria uma trilogia, certo? Alguns leitores reclamaram do ritmo mais lento de Doce e Distante e não tiro a sua razão, estávamos todos acostumados a uma coisa um tanto mais objetiva. Porém, não dá para negar que, se a autora cortasse as partes não diretamente ligadas a trama principal, o destino final das meninas não ficaria tão claro, nem faria tanto sentido!

Afinal, a Trilogia não trata só das aventuras das quatro amigas Gemma, Felicity, Ann e Pippa pelos Reinos, nem se resume à Gemma aprendendo a controlar seus poderes. Temos muito da vida e dos desejos das garotas, a tentativa de sobreviver a uma academia cujo lema é graça, charme e beleza, e o jogo de xadrez em escala maior que era a vida de qualquer bem-nascido na Inglaterra.

Scarlett foi educada na versão Georgia da Spencer, viram como ela se saiu bem com o Butler?

Enquanto os dois primeiros seguem uma linha mais leve, com suspense sim, mas algo indiscutivelmente inocente (até mesmo na Felicity!) o terceiro é sombrio. Não só pelos seres assustadores que se aproveitam do desequilibrio nos Reinos para dar as caras. A tensão dos segredos guardados entre as amigas, inveja, ciúme e incerteza geram um cenário desconfortável. O que é bom, pois deixa o leitor atento a cada detalhe até o final.

Ah, o final. 

Houston, we have a problem. Acho que devo um aviso a respeito do desfecho da trilogia  mas já adianto, a coisa vai ficar feia com spoilers encantados e sátiros macabros pra todo lado! (se você não quer saber PARE BEM AI ONDE ESTÁ, assista isso aqui e vá ser feliz!)

Tem certeza que quer continuar?

Sério, vá ver o vídeo, ou outro post, estamos falando do final da trilogia aqui!!

Enfim…

O final de Doce e Distante me pegou desprevenida.

Não podia ser mais indesejado e injusto! É daqueles que você não se conforma que realmente aconteceu e se recusa a sossegar até a última página, porque acredita que, de alguma forma, a autora vai se apiedar dos personagens e de NÓS e reverter a situação.

Me senti abandonada.

TUDO estava indo bem, parecia que as coisas iam se ajeitar, mas então…

… shit got real. Não importa o quanto eu dissesse pra mim mesma que não ia ser daquele jeito.

Mas elas acabaram, e eu fiquei lá.

 Admiro autores que tem coragem para pensar fora da caixa e botar em prática desfechos não convencionais. Aqueles que não seguem o felizes para sempre da Disney. Hoje em dia é difícil encontrarmos finais que nos surpreendem pois muita gente tem medo de desagradar e ser diminuído por isso.

Acredito que quanto mais emoções um livro (!bem escrito!) te desperta, boas ou ruins, mais merecedor de atenção ele é.

A trilogia Gemma Doyle me despertou vários tipos de sentimentos ao longo dos anos e das páginas, por isso é uma das minhas preferidas. Recomendo a jovens inquietos de todas as idades.