Estilhaça-Me – Tahereh Mafi

Essa capa reflete que é uma beleza, quase me cegou umas três vezes.

  •    Autor: Tahereh Mafi
  •    Editora: Novo Conceito
  •    Nº de Páginas: 304
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: Shatter-Me
  •    Tradutor: Robson Falchetti Peixoto
  •    Avaliação: 8,0

Ninguém sabe por que o toque de Juliette é letal, mas o Restabelecimento tem planos para ela. Plano para usá-la como arma.

No entanto Juliette tem seus próprios planos.

Após um vida inteira sem liberdade, ela descobriu uma força para lutar contra todos pela primeira vez – e para obter um futuro com o garoto que ela pensou que fosse perder para sempre.

Tenho uma maldição. Tenho um dom. Sou um monstro. Sou sobre-humana. Meu toque é letal. Meu toque é poder. Sou a arma deles. Lutarei contra eles.

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Quero começar dizendo que esse foi o livro mais imprevisível do trimestre. Eu não fucei o site da autora (coisa que geralmente faço antes de ler) nem fui atrás de criticas (coisa que não faço mesmo, sendo sincera), por isso não tinha expectativas ao desenrolar da história. Só queria ler o livro e ponto!

Enfim, dificilmente você vai enxergar onde esse livro vai dar sem tomar uma dose de spoiler antes.

A Juliette está presa em um manicômio há exatos 264 dias. Ela diz que não é louca. Ok, os loucos vivem dizendo isso. Sinceramente, temos que passar mais tempo com Jullie para perceber que ela de fato, não é louca, só uma forte candidata à vaga. O mundo onde ela vive está basicamente desmoronando, com plantas e animais envenenados, as pessoas passando fome, racionando água e energia, onde nem os pássaros voam mais. O Restabelecimento tomou para si a responsabilidade de levar a humanidade para um futuro melhor, disse que as medidas extremas que estavam sendo tomadas (exclusão dos fracos e indefesos em prol dos fortes) seriam passageiras. Disseram que o mundo seria um lugar melhor.

A gente sabe que nunca é bem assim.

A garota começa o livro num estado crítico de confusão mental. Não apenas pelo cativeiro, mas por toda a bagagem emocional que não sai das suas costas. Juliette sempre foi uma pária, a esquisita, o tipo de pessoa que faz sua mãe te dar bronca só por cumprimentar. Todos sabem que ela só causa mal e até seus pais aceitaram de bom grado que ela fosse levada para o manicômio. Achei essa parte interessante, pois Juliette não se esquece disso também, né!. Se formos reparar, muitos YAs atuais apagam pessoas da vida de seus personagens, já que, numa situação ‘plausível’, eles atrapalhariam a liberdade da história: quase sempre são os pais. Mafi os manteve bem vivos na memória de Julie, como um lembrete de sua monstruosidade.

Até Adam entrar em sua vida.

Brincadeira. Não podia ser mais diferente. Enfiaram um garoto pitél em sua cela, um garoto que ela já conhecia, um garoto que poderia muito bem matá-la.

Ou terminar de enlouquece-la.

Como desgraça pouca é bobagem, logo surge uma face para o vilão. Warner pitél2 não é muito mais velho que Juliette, mas é completamente seu oposto. Vamos deixar uma coisa clara aqui: Juliette é uma pessoa boa. Ela é tão boa que até irrita, prefere não revidar os maus tratos (mesmo super podendo) por ter horror a machucar pessoas (mesmo as que super merecem).

Esse é um traço da estória que você pode não gostar/concordar, mas tem que se acostumar e entender. Assim como a relação de Juliette + Adam, que floresce numa rapidez épica. Da parte dela são alguns motivos óbvios (mas spoilers demais para o bem dessa resenha), porém não fica claro por que ele está tão apaixonado assim até Julie perguntar. Essa menina é cheia de perguntas.

Gostei muito da construção do Warner. Ele é do tipo cego que só consegue enxergar seu objetivo, os meios são meras casualidades. Cruel até o último fio de cabelo louro e totalmente obcecado pelas habilidades de Juliette, Warner ainda assim conseguiu despertar uma simpatia em mim, deve ser porque sempre que lia o nome dele, vinha isso na minha cabeça:

Enquanto à Tahereh? Me apaixonei por sua escrita. Seu estilo. Quem me conhece sabe que sou adepta do Alternativo + Nem Tanto e enjoo rápido de alguns estilos, mas a maneira como Mafi progrediu através da visão de Juliette sobre o mundo, ficou impecável. O tipo de detalhe que torna a leitura mais equilibrada e agradável.

Estou ansiosa por Unravel-Me, segundo volume da trilogia, que sai dia 5 de Fevereiro (um dia de sorte, rs) de 2013 lá nos E.U.A. e ainda não tem capa definida.

Isso é tudo pessoal!

xoxo 

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12 comentários sobre “Estilhaça-Me – Tahereh Mafi

  1. Ana disse:

    parece ser tudo de bom! vai rolar promoção? estou doida pra saber como é o kit que a novo conceito preparou pra esse livro!

    ‘dose de spoiler’ foi a melhor! suas resenhas são as melhores!!

  2. naominetto disse:

    Adorei a garrafa de Spoiler 100% Puro Empatafoda, não conseguia parar de rir! Decididamente não posso ler suas postagens no trabalho, meu chefe vai acabar me matando (ou entrando pro clube).

    Vou ler sim esse livro, fiquei ainda mais curiosa!

    beijos

  3. Elis disse:

    Oi! Desirée. Acabei de ler este livro e adorei.. Os primeiros capítulos achei um pouco confuso, mas depois a trama foi se desenrolando de um jeito que não dava vontade de parar de ler.
    P.S. vc me apresentou este tipo de leitura de ficção/romance e adorei.bjs

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