A Filha do Pastor das Árvores – Gillian Summers

Não é uma das capas mais bonitas do ano?

Não é uma das capas mais bonitas do ano?

  •    Autor: Gillian Summers
  •    Editora: Bertrand Brasil
  •    Nº de Páginas: 280
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2012
  •    Título Original: The Tree Shepherd’s    Daughter
  •    Tradutor: Flávia Carneiro Anderson
  •    Avaliação: 6,0
Com a morte da mãe, Keelie Heartwood, uma jovem de apenas quinze anos, é forçada a deixar sua adorada Califórnia para viver com o pai nômade no Festival da Renascença de Montanha Alta, no Colorado. Lá, coisas estranhas começam a acontecer – estranhas mas familiares. Keelie percebe que algumas pessoas do festival têm orelhas pontudas, incluindo o cavaleiro mais bonito do lugar, Lorde Sean do Bosque. Quando ela começa a ver seres estranhos e a se comunicar com árvores, descobre que existe um segredo a seu respeito e percebe que seu pai lhe deve explicações.

Faz tempo que queria esse livro. Desde que a editora anunciou seu lançamento (ano passado) que estou pipocando pelas lojas virtuais monitorando tudo. É, sou meio stalker quando fico sabendo de algum lançamento bacana. Ok, meio stalker é bondade minha. Fico obcecada prontofalei. Precisavam ver como foi quando anunciaram Cidade dos Ossos (Instrumentos Mortais – Cassandra Clare, 2010), na época eu não tinha twitter, então checava todos os dias, pelo menos duas vezes, todos os sites que provavelmente o venderiam primeiro, sem falar no sistema da livraria onde trabalhava… Enfim, no caso do livro da Cassandra, minhas expectativas piradonas foram muito bem recompensadas. No livro da Gillian, não.

Tudo porque ele é de uma imobilidade angustiante. Sabe o começo das estórias, quando os personagens principais são apresentados, o cenário é definido e você tem um tempo para se acostumar com tudo aquilo? Well, eu estava lá, serelepe e despreocupada, aproveitando essa introdução quando me dei conta de uma coisa: eu já estava na metade do livro.

Em A Filha do Pastor das Árvores demorei muito para sacar qual era a da Keelie, isso devido aos pensamentos (o livro é narrado em 3ª pessoa, mas focado unicamente no ponto de vista dela) da garota não condizerem com as suas atitudes. E de um jeito meio repetitivo. Do tipo “Por que você fez isso, Keelie, se até meia página atrás você estava pensando justamente o contrário?” Isso meio que arruína uma boa relação leitor-personagem, porque não dá pra se identificar com um personagem que você não conhece. A não ser que seja um imprevisível, dos tipos que circulam os livros de George R. R. Martin ou Licia Troisi. Mas ai já é outro caso…

Well, as coisas começaram a esquentar lá pela página 199, quando o Barrete Vermelho, um duende poderoso e maligno, mostra a que veio e a quantidade de caos que consegue causar. Keelie também acaba tento uma noção de que talvez seu dom de sentir as árvores e seus espíritos não seja uma total perda de tempo.

Como não pode faltar, o livro tem a antagonista secundaria, Elia. A moça é tão infantil e irritante que me dava vontade de tirar a Keelie do caminho e eu mesma ensinar uma ou duas coisas a sobre educação pra ela, sem ser educada!

Segura o meu Poodle, SEGURA O MEU POODLE!

Por outro lado o pai dela, um elfo sinistro, é alguém para se prestar atenção. Nesse livro, Elianard não deu muito as caras, mas algo me diz que ele terá um papel bem maior no futuro. Falando em adultos, a despeito dos adolescentes infantis e artificiais, os personagens adultos que guiam Keelie através de sua nova vida são ótimos. Coloco nessa categoria Knot, o gato. Dificilmente um gato vai ser menos que carismático nas estórias, só que Knot extrapola! Rilitros com as coisas absurdas degato que  ele aprontava pela feira, uma mistura do Lúcifer, da Cinderella com:

Por fim, vale dizer, ainda estou empolgada com a continuação. Sério. E acredito que o livro receberia uma nota bem maior se fosse maior e com mais páginas para Scott. Um cara que, na minha humilde opinião, tem bem mais a ver com Keelie do que o Lorde Sean ‘Engomadinho’ do Bosque. Elia que fique com o infeliz se quiser, merecemos um mocinho com personalidade!

Parabéns à Bertrand pelo trabalho gráfico, tradução e principalmente pela capa. É tão linda, toda emborrachada, que dá de 10 na original!

Status final: Entre na floresta, mas sem pressa.

A Série O Povo das Árvores

xoxo

P.S.: A Gillian Summers, na verdade, é criação de Berta Platas e Michelle Roper, duas escritoras americanas.

Anúncios

10 comentários sobre “A Filha do Pastor das Árvores – Gillian Summers

  1. Juh disse:

    de fato, essa capa é linda demais. que pena que a história deixou a desejar…
    sou muito fútil por ainda querer esse livro pela capa? ushausuhsau

    bjinhus, ótima resenha (resenha sincera, thumbs up!)

    • AndhromedaG disse:

      De maneira alguma! Eu também faço isso e depois fico igual tonta admirando o livro, totalmente normal (é o corvo chamando a gralha de preta) hahahahahahaha
      Né, gente? Gente?

      Que bom que gostou!
      xoxo

  2. Fabi disse:

    Nigga feelings! kpsakspoaksoapkspaksp
    Adorei o gif!

    Reconheço essa sua obsessão antes dos lançamentos, eu tbm fico assim! Caçando em tudo quanto é lugar qualquer informação, e roendo as unhas pra não baixar em ingles ou de tradução por ai mesmo!

    A BB fez um trabalho ótimo com a capa mesmo, essas americanas são tão mixas, dá até pena pohkkksapohsakpohkkspahs

    resenha nota 10!

    • AndhromedaG disse:

      Fabi, tradução informal pela net não me pertence mais, sai dessa vida. É cada barbaridade que vejo, a preguiça não compensa!
      Eu não acreditei quando vi as capas originais, às vezes o designer se inspira nelas pra criar uma adaptação, ainda bem que o Raul Fernandes não fez isso!

      ‘brigada =D

  3. Valentina disse:

    Livro parado? Tem que estar inspirada pra ler… pelo menos ele é pequeno né?
    Vou procurar em alguma livraria daqui pra conferir essa capa emborrachada 🙂
    Você bem que podia fazer uma votação das melhores capas do ano, heim?

    bjkoas

    • AndhromedaG disse:

      Oi Leonardo!
      Eu comprei esse livro na Livraria Cultura, na loja física mesmo, aqui de Campinas, mas acredito que você possa achar eles nas lojas virtuais da Saraiva ou da própria Cultura mesmo.

      xoxo

Mostre que está acordado:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s