Instintos Cruéis – Carrie Jones

#MarinaAvilafeelings

  • Autor: Carrie Jones
  •    Editora: Underworld
  •    Nº de Páginas: 336
  •    Edição: 1
  •    Ano: 2010
  •    Título Original: Need
  •    Tradutor: Anna Death Duarte
  •    Avaliação: 7,0
Zara White suspeita que um cara estranho esteja meio que a perseguindo, de um modo bem compulsivo e obsessivo. E ela também tem uma obsessão… por fobias. E é bem verdade que ela não é mais a mesma desde que seu padrasto morreu. Mas precisava ser exilada no Maine, para morar com a avó ? Isso já parece um pouco extremo, não ? No entanto, foi uma atitude tomada com o suposto propósito de fazer com que Zara mantenha sua sanidade… porém, ela está bem certa de que o verdadeiro problema é que sua mãe não consegue lidar com ela nesse momento. Zara não poderia estar mais errada. Acontece que o cara que meio que a persegue não é um produto da sua imaginação. Na verdade, ele ainda a está seguindo, deixando para trás um misterioso rastro de poeira dourada. Algo não está certo – algo não humano – nessa cidadezinha estagnada no Maine, e todos os sinais apontam para Zara. Neste romance sinistro e cativante, Carrie Jones nos presenteia com uma boa dose de romance e suspense, além de no apresentar uma criatura que nunca havíamos pensado que deveríamos temer.
Quando o livro foi lançado, lá em Novembro de 2010, não fiquei muito empolgada com a sinopse. Juro, pensei que nem ia comprar, mas eu tenho uma coisa com coleções. Quando vejo os trabalhos da Underworld tenho vontade de tê-los, seja pela proposta, pela capa ou pelo imenso carinho (e humanidade) que o pessoal da editora tem com os livros e os leitores.

Instintos Cruéis é possivelmente um dos primeiros títulos estrangeiros no catálogo da Under, que, como muitas coisas na vida, deu seus tropeços no início.  Pequenos erros de tradução não me incomodaram muito, o problema é a forma como a estória é contada. Se Carrie Jones escrevesse tão bem diálogos quanto ela escreve as divagações internas de Zara, o livro seria muito melhor. Quero dizer, quantas vezes uma pessoa pode dizer fofo, fofinho, fofura, numa mesma conversa antes de ser considerada mucho loca?

Pois não?

Outra coisa que simplesmente não desceu foi a construção de alguns personagens. Nick Colt, le mocinho, era dito o bad boy por todos no colégio, mas, pelo menos até onde a visão de Zara alcançava, ele era um cara super bacana! O mesmo com Megan e Ian, supostamente as pessoas mais arrogantes da escola, supostamente. Ficaram muito apagados, em tons pastel, por um longo tempo.

Agora Zara, essa menina é um verdadeiro quebra-cabeças. Ela está só o pó, completamente sem chão e vontade de seguir em frente. Não é pra menos também, o padrasto paiéquemcria da moça morreu na frente dela de um ataque do coração fulminante.

Ela usa sua fixação por fobias como escudo para as situações difíceis da vida, ou seja, vamos aprender muuuitos nomes estranhos engraçados de medos.

“Coleciono medos como outros colecionam selos, e isso faz com que eu pareça mais estranha do que na verdade sou. Essa é a minha praia. Esse lance dos medos. Fobias.”

Não Zara, meu bem, nós nunca pensaríamos mal de você só por causa de uma maniazinha à toa. Nós pensaríamos muito mal de você caso insistisse em não ver o quanto o Nick gosta de você! Sim, ela passa mais da metade do livro acreditando que o cara-mais-legal-do-mundo a ODEIA. Por quê? Não sei, mulher é um bicho estranho.

Retomando!

Adorei esse lance, cada capítulo vem com uma ‘bia’ diferente (uma compilação mesmo) e lá nos cafundós do Maine, material é o que não vai faltar. Afinal de contas, tem um cara perseguindo ela. De acordo com seus novos amigos, Issie e Devyn, o tal cara tem tudo pra ser um pixie, tipo uma fada. Só que com uma sede de sangue humano aplacável apenas por uma rainha.

Quem tem tudo pra ser a Zara.

Vamos juntar isso a um ambiente bem tenebroso e gelado, adolescente sequestrados, habitantes muito estranhos, mitos, superstições, um passado familiar mal explicado e aparições um tanto quanto malignas.

Recomendo que leia esse livro a noite, sem nenhuma interferência externa. Eu queria fazer a coisa fluir, mas era interrompida constantemente pelos latidos da Luiza, uma dos TREZE cachorros com nome de gente da minha vizinha, por que essa Luiza não vai pro Canadá? Hahá #piadafail

Enfim, terminei necessitando saber o que viria a seguir e querendo mais e mais coisas sobre o mundo dos pixies, das fadas, elfos e coisas encantadas. Se você está afim de uma leitura leve, rápida e com um final marcante, vá atrás de Instintos Cruéis. Não é um livro que passará em branco.

Abaixo, a capa original e os outros volumes da série, ainda aguardando serem lançados no Brasil.

Need (Instintos Cruéis) Captivate (Cativar*) Entice (Seduzir*)

 *tradução livre.
Adorei a capa do terceiro volume, Entice, e vocês?
xo
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6 comentários sobre “Instintos Cruéis – Carrie Jones

  1. Natália disse:

    Ando tão broxa por livros ultimamente. Não gostei dessas construção com fadas. Queria alguma coisa mais encantada e estilo Tinker Bell.

    Bom, não suma e continue nos presenteando com suas resenhas 🙂 SUA LINDA

  2. Vitor disse:

    parece ser legal, um ‘livro pra nao ser levado a serio’, mas gostei vou procurar
    gostei mais das capas originais

    adorei a resenha, vc faz umas coisas otimas nelas suahsa

    bjao

  3. Naomi disse:

    Meu Deus, 13 cachorros??? Sério mesmo? Como você sobrevive? =O

    Fiquei interessada, pelo menos é alguma coisa nova, fadas com gosto por sangue humano, acho que nunca vi outro livro assim. Vou procurá-lo com certeza, adorei sua resenha

    piadadaLuiza #euri

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