Bios – Luiza Salazar

Impactou?

  •   Autor: Luiza Salazar
  •   Editora: Underworld
  •   Nº de Páginas: 325
  •   Edição: 1
  •   Ano: 2011
  •   Avaliação: 7,5
Quando Liz abre os olhos, ela se vê nas ruínas de uma cidade. E como se isso não fosse assustador o suficiente, tem mais um detalhe: Ela não se lembra de nada. Completamente perdida e sem nada além de uma mochila com alguns itens pessoais, Liz logo é resgatada por um grupo de adolescentes com ela, apenas para descobrir que eles são refugiados em um mundo onde ser humano é um crime. Uma grande corporação conhecida como O Instituto, responsável por criar vida artificial – no chamado Projeto Bios – está caçando os humanos restantes sob o pretexto de que eles são selvagens e instintivos demais para serem livre. A medida que passa tempo com estas pessoas, perturbada por fragmentos de memórias que não consegue conectar, Liz logo começa a suspeitar que o item do seu passado, aquele que ela não consegue lembrar, pode ser o segredo para a acabar com a guerra. E que o Instituto fará de tudo para ver esse segredo – e ela – enterrados para sempre. 

Já degustaram A Hospedeira, da Stephenie Meyer? Calma, fãs agonizantes! Deixem-me concluir o pensamento… Eu li Bios de uma forma muito semelhante a que eu li A Hospedeira, sob alguns aspectos.

Comecei com toda a alegria do mundo, tinha acabado de devorar Sete Selos, e estava cheia de amor pra dar (Li The Host quando esperava avidamente Breaking Dawn anos atrás). Logo percebi que o começo não estava me cativando, e enrolei uma semana nas primeiras 40 páginas (Tudo bem, no The Host enrolei nas primeiras 150)! Mas eu me recuso a abandonar um livro. RECUSO!

Thanks God i’m brazilian!

Eu gosto de deixar o melhor pro final então, se vocês me permitem, vou primeiro dizer o que me deixou muito puta: A revisão do livro.

Ou a falta dela.

Palavras trocadas, erradas ou simplesmente deletadas permeiam os capítulos. A repetição de expressões e pronomes cansa demais, é quase como se a autora estivesse ansiosa demais para mandar o manuscrito para a avaliação (totalmente compreensível) e apenas passado o olho pelo seu trabalho. Peguei um parágrafo de 3 linhas com 4 ‘ela’!!! E antes que me perguntem, não era por estilo.

Well, agora que eu te joguei um balde de água fria, vou trazer toalhas e um chocolate-quente.

O começo do livro nos traz 4 datas:

4 de Fevereiro de 2018, o Instituto cria vida artificial;

6 de Outubro de 2021, o Instituto expande seu poder e influência com a vacina contra AIDS;

2 de Março de 2022, o número de Bios (humanos artificiais) cresce e o Instituto anuncia a criação de um exército;

13 de Setembro de 2022, o exército Bio ‘remaneja’ os humanos para fora das grandes cidades.

Quando a Liz (estava escrito Liz na sua mochila) é resgatada pelos adolescentes (Liam e Poppy) eles vão para um assentamento muito precário, onde os humanos se escondem da violência dos Bios. Ali conhecemos vários personagens importantes: o maluco/sagaz Otto, o engraçadinho Evan, os gêmeos Adam e James, a amarga vaca Claudia, o troglodita Hammer e descobrimos que Liam é uma espécie de líder para as pessoas da Área 2. A Poppy, sua irmã caçula, é uma coisa fofa. Ela tem 13 anos, mas oscila entre comportamentos infantis e maduros constantemente, resultado de uma vida traumatizante  fugindo do Instituto.

Liz tem vários flashes de memórias e dores de cabeça intensas, mas só se lembra de tudo depois de uma boa luta na Arena, o centro de treinamento e diversão da Área 2, contra Liam, Hammer e Claudia. Ela sai vitoriosa e eufórica mas, antes mesmo de começar a tomar banho, tudo emerge de sua mente. Liz é uma Bio.

Não uma qualquer, ela é a Capitã Elizabeth Rivers, a Sombra, elite dos Lobos de Prata, criada pelo General Thomas Rivers, o 2º homem mais poderoso e cruel do Instituto. Um soldado projetado, calculista, perfeito e assassino. Autora de massacres inimagináveis, completamente enojada do sangue que tinha nas mãos. Uma Bio capaz de ter compaixão.

Certo, nesse momento eu me perguntei, e agora? Tipo, logo de cara nós já temos a identidade de Liz revelada? Assim, assim mesmo??

Reação

Não.

Liz tem que descobrir por que as pessoas do Instituto fizeram de tudo para que ela se esquecesse de uma conversa confusa, porém suspeita, que entreouvira. Por que era tão importante que ninguém soubesse de certos testes sendo feitos por lá? Por que, ao invés de só lhe apagar a memória, não a mataram de uma vez? Por que ela sentia tantas emoções estranhas aos outros Bios? Quem era Elizabeth Rivers de fato?

As cenas de ação são INCRÍVEIS, eu conseguia vê-las claramente e a Liz é muito Phoda, mesmo. Adorei o jeito natural como ela lidava com as situações de risco, dava pra ver que ela tinha sido treinada para aquilo desde os 5 anos de idade. Peguei-me, não uma só vez, exclamando ‘Isso!!’ quando ela acabava com alguém!

Quanto ao Liam… bem… bem. Moreno, de olhos escuros gostoso, ele pensa muito nas pessoas a sua volta e principalmente na sua irmãzinha, o Liam sabe mesmo a responsabilidade que carrega e fará de tudo para manter as pessoas da Área 2 o mais seguras possível. Ele é um ótimo lutador e um líder nato, mas teve horas que eu queria pegar ele pelo pescoço, chacoalhar e gritar ‘SEU TROUXA!! Para de agir assim, a Liz é mais fodástica que você!! Lide com isso!!!’

Sério, dava muita raiva quando ele tinha ataques super-protetores/machões com a Liz, por ela se colocar em perigo. Romântico e frustrante ao mesmo tempo.

A história foi escrita com paixão, você se sente nela, como num filme. Você se interessa e quer desvendar os mistérios antes mesmos dos personagens. Os diálogos são perfeitos, naturais, no ponto certo, coisa difícil de alcançar num livro sem deixar uma coisa sintética e colocada. Acredito que por isso tenha me lembrado tanto A Hospedeira. A Srta Salazar está de parabéns por fazer algo tão bom assim.

Balanço final: leiam.

xo

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7 comentários sobre “Bios – Luiza Salazar

  1. Helton disse:

    eu lendo a hospedeira foi uma coisa, a época logo quando lançou e eu comprei por 50 mango (agora tá 9 reais, vc não sabe o quanto eu me odeio T.T), e simplemente começei a ler, parei na pag. 100, fikei 2 meses sem ler, peguei de novo pra ler desde o começo, li até a pag. 200, fikei 3 meses sem ler, peguei de novo pra ler, ai eu conseguir ler tudo. (thanks god), mas sabe.. fikei tão curioso para ler esse livro, mais um na minha lista \o

    beijos Helton – Entrando Numa Fria

  2. Agatha Borboleta (@AgathaBorboleta) disse:

    Vamos à maior dúvida: O problema da revisão é da Editora Underworld ou é da autora Luiza Salazar?!!! Pq segundo você 7 Selos tb tem esse probleminha neh?! aiaiaiai

    ‘As cenas de ação são INCRÍVEIS’ me ganhou *.* nada mais a declarar, quero ler só p conferir essas cenas rsrsrs

    Ignorei as comparações com A Hospedeira pq eu tenho um trauminha com a autora rsrsrs eu li a série Crespúsculo mas só consigo dizer q o 1º livro se salva usando de muita boa vontade. O 4º eu qs desisti mas abandonar um livro é realmente ‘uma puta falta de sacanagem’.

    Incluído na lista de ‘vou ler’ 😀

    • AndhromedaG disse:

      Acho que um pouco de cada. Afinal de contas o autor também deveria revisar o próprio texto, mas a editora tem a obrigação de fazer isso. O que me espanta, porque em outros trabalhos (estrangeiros) a revisão está ótima! Talvez não tenham se dado ao trabalho de orientar em relação às palavras e expressões repetidas por julgarem como estilo, mas sei lá. Eu sou muito cri cri com repetições.

  3. Eve disse:

    Estou loooouca para ler esse livro, muito obrigada pela resenha sincera, vai me ‘poupar’ de qualquer surpresa ruim no futuro e me deixar curtir melhor a leitura! LoL

  4. Larah disse:

    Adoro resenhas sinceras, é tão raro
    continue assim! ainda estou doida pra elr bios, mas como disse a guria ai de cima, obrigada por nos poupar de qualquer surpresa ruim!
    bjs

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