Sete Vidas – Mônica e Monique Sperandio

Lindo, né?

  •   Autor: Mônica e Monique Sperandio
  •   Editora: Underworld
  •   Nº de Páginas: 204
  •   Edição: 1
  •   Ano: 2011
  • Avaliação: 3,0

Na pequena cidade de Moonville, Aprilynne Hills é conhecida como a rebelde do orfanato Joy Lenz. Sua vida se resume em quebrar regras e aceitar desafios. Após perder uma aposta de sua inimiga Angelique, tudo toma um rumo inesperado. Encontrar uma garota morta em um lago e começar a ter alucinações não estava em seus planos. Descobrindo poderes que nunca imaginou ter, April contará com a ajuda de poucos para resolver um mistério que envolve até deuses do antigo Egito.

Quando meu Sete Vidas chegou, eu fiquei animadérrima. A capa é linda, a arte dentro é perfeita e as gêmeas (sempre super gentis e educadas) autografaram com canetinha colorida. Mal pude esperar para começar a ler, tamanha era a expectativa. E esse foi o meu grande erro.

Criei uma aura sobre o livro já fazendo dele um best-seller, e não é bem assim. Talvez por isso eu tenha tanta coisa chata a dizer sobre o Sete Vidas. Eu sei que tem muita gente que amou o livro, mas essa é a minha opinião então, por favor, não me odeiem logo de cara.

Pulei os agradecimentos de 4 páginas (prefiro deixar pro final) e fui direto para o prólogo.  Sinceramente acredito que essa seja a melhor parte do livro; tive a impressão de que ele fora escrito depois de tudo e, pelas leis literárias, quanto mais escrevemos, melhores ficamos. Descreve um rapaz sofrendo porque a sua amada, toda branca e molhada, jaz morta. Ele deve encarar que a perdeu para sempre.

Certo, depois disso a coisa complica:

A ideia é boa, a órfã que descobre ser descendente de uma deusa do Antigo Egito, tem que lutar para descobrir o que aconteceu com a sua ancestral e como se defender das ameaças que ainda existem. Os poderes da Aprilynne lembram muito os da Chloe King (Nine Lives of Chloe King ) e até arrisco dizer que as gêmeas se inspiraram nela para caracterizar a personagem. Só que falta pesquisa, sério, MUITA pesquisa.  Tanto para ambientar a mitologia egípcia que ficou totalmente distorcida, incompleta e incoerente com o que se define por MITOLOGIA EGÍPCIA, quanto para saberem como é a vida de um pobre órfão de verdade.

Muita coisa fica sem sentido algum durante toda a estória e acabei fazendo uma listinha das perguntas que me atormentaram durante e depois:

O orfanato, logo no começo da história, nos é apresentado como um lugar triste, pobre e sem esperança. Todavia ele mais parece uma mistura de república com a manjada high school americana, cheia de paqueras e jogatinas. Aonde foram parar os pobres órfãos? E por que todos lá, TODOS MESMO, se comportam como patricinhas e mauricinhos?

Onde fica Mooville?

Se Moonville é uma cidade pequenininha como ela pode ter tantos jornais diferentes, seria a capital do jornalismo?

 O que aconteceu com os deuses egípcios conhecidos? Eles existem? Sekhmet não deveria ser o ‘outro lado’ da deusa Hator? Nuru era deus de que?

Piramides não eram tumbas faraônicas? Onde elas serviram como prisão?

Como uma cidade tão pequena pode ter um museu tão bem equipado em artefatos super raros do Antigo Egito? Artefatos dos próprios deuses…

COMO ALGUÉM SE INTERNA NUM HOSPÍCIO E ESCOLHE AS PRÓPRIAS VISITAS?

WTF??

LITTLE SPOILLER Como alguém vai parar num orfanato (numa cidade pequena) mesmo com parentes vivos?

Como um garoto, filho de pais médicos (e bilionários pelo visto) e com um mordomo, estuda numa escola pública?

Sei que algumas dessas perguntas não existiriam se ficasse claro onde Moonville se localiza e que soa muito chato ficar reparando nesses detalhes sobre a mitologia, mas eu A-M-O mitologia Egípcia então não consegui ignorar algumas coisas. E sim, na minha opinião, os detalhes são a alma de um livro.

O texto ficou desconexo e repleto de parágrafos grosseiros. Os erros de pontuação e o uso EXCESSIVO de virgulas, pontos finais e traços deixam a leitura sem ritmo. Eu sei que tem gente que acha que o texto não importa e blá blá blá, mas por favor!, isso é essencial num livro, é o mínimo de respeito com os leitores E escritores!

A enxurrada de frases de efeito corta qualquer clima. É regra: não existe ponto alto sem que haja algo com que comparar. Também há excesso de informação ‘inútil’ que me deixou um pouco desnorteada: a April cita várias e várias bandas, músicas, livros e até marcas de pasta de dentes famosas. Acredito que a editora (adoro a Under, mas eles deram uma escorregadinha) deveria ter passado mais tempo orientando as garotas. São coisas que serão superadas com a prática nos próximos livros, aposto!

Tenho certeza de que se elas atentassem mais ao desenvolvimento da narrativa, dos personagens, da relação deles com os acontecimentos e o cenário, seria um ótimo livro. Elas são jovens (o que não é desculpa para um livro medíocre, e sim OPORTUNIDADE DE CRESCIMENTO), tem um tempão para se aperfeiçoarem. Também quero ressaltar que as duas foram muito maduras ao receberem as criticas construtivas. Super Ladies. Sinceramente estou aguardando o próximo.

xo

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Comments
7 Responses to “Sete Vidas – Mônica e Monique Sperandio”
  1. tá vendo como dá p falar mal de um livro e ainda assim qrer ler o proximo?! rrsrsrs esse eu ainda n li, e soh vou ler se parar na minha mão. N pretendo comprar… eu conheço pouco sobre mitologia egipcia mas o titio Rick tha me ajudando com As cronicas dos Kane XD e concordo: OS DETALHES FAZEM O LIVRO vide minha enxurrada de perg sobre Sereia XD
    Adoro esses gif’s kkkkkkkkkkkkkk

  2. Larah disse:

    gostei muito da sua resenha
    detestei o livro, mas sua resenha foi muito educada, e pelo que eu vi, as gemeas foram muito educadas tbm sabendo receber as criticas.
    é bom saber que tem blogueira afim de fazer resenhas sinceras!
    bjs

  3. HGMagazine disse:

    Eu juro que ri muito ‘-‘ eu não posso negar que achei você super grossa, mas acho que você tem o direito de dizer sua opinião e também acho que escritor novo tá por fora. Não é pq Justin Bieber cantou desde novo que geral pode fazer o que bem entende. Até ele precisou de exforço! e olha que odeio ele u.u’ Mas adorei a resenha, continue com suas resenhas sinceras.

    • Juh disse:

      Não acho que ela foi grossa. Na verdade, pela quantidade de falhas que ela achou no livro, ela foi bem educada sem ser falsa. Ultimamente, pelas barbaridades que vejo por aí, deveríamos agradecer pela resenha sincera, rsrsrsrs

      bjao

  4. Jéh disse:

    “COMO ALGUÉM SE INTERNA NUM HOSPÍCIO E ESCOLHE AS SUAS PRÓPRIAS VISITAS?” KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK RiLitros =D

  5. Curti a resenha. Acho que o mundo literário é muito deslumbrante, e quando alguém tem a chance de se publicar com uma grande editora, meio que se perde… E o pior é que não é a primeira vez que isso acontece com um livro da Under.
    Custa fazer uma revisão bem feita?

    Espero que as gêmeas tenham a oportunidade de rever o que escreveram, e que possam se republicar. Apesar das críticas, acho o enredo promissor.

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